sábado, 8 de março de 2014

NOVO BAIRRO: BEANORA GONDIM PEREIRA

Foi criado um novo bairro na cidade de Juazeiro do Norte, conforme a seguinte lei municipal: “LEI Nº 4296, de 26.02.2014, ficou criado o BAIRRO BEANÔRA GONDIM PEREIRA, localizado ao lado leste do Bairro Romeiro Aureliano Pereira, nesta cidade, com sua delimitação de acordo com as seguintes coordenadas: Ponto Inicial e Final: Leito do Rio Salgadinho, coordenadas 7°11’25.89"S, 39°17’59.20"O, daí, segue-se em linha reta, rumo norte, limitando-se com o Loteamento Juá Ville até o leito da Avenida Otaciano José de Oliveira (antiga estrada do Barro Branco), coordenadas 7°10’39.06"S, 39°18’5.29"O; daí, segue-se em linha reta, rumo oeste, pelo leito da referida Avenida Otaciano José de Oliveira até atingir as coordenadas 7°10’40.44"S, 39°18’10.81"O; daí, segue-se em linha reta, rumo norte, limitando-se com o Loteamento Juá Ville até atingir as coordenadas 7°10’19.20"S, 39°18’13.49"O; daí, segue-se em linha reta, rumo oeste, até a Rua Tabelião Luiz Carlos da Silva e por esta, até atingir as coordenadas 7°10’16.94"S, 39°18’23.14"O; daí, segue-se em linha reta, rumo norte, até atingir as coordenadas 7°10’13.65"S, 39°18’23.44"O; daí, segue-se em linha reta, rumo oeste, até a Avenida Joaquim Romão Batista (CE-060), coordenadas 7°10’13.09"S, 39°18’26.38"O; daí, segue-se rumo norte, pelo leito da Avenida Joaquim Romão Batista (CE-060), até atingir o Loteamento Recanto do Horto, coordenadas 7°9’50.71"S, 39°18’20.42"O; daí, segue-se em linha reta, rumo leste, limitando-se com o Loteamento Recanto do Horto, até atingir as coordenadas 7°9’49.18"S, 39°18’7.83"O; daí, segue-se em linha reta, rumo norte, limitando-se com o Loteamento Recanto do Horto, até atingir as coordenadas 7°9’37.85"S, 39°18’9.75"O; daí, segue-se rumo norte, limitando-se com o Loteamento Recanto do Horto, passando pelas coordenadas 7°9’37.39"S, 39°18’15.67"O e 7°9’34.56"S, 39°18’15.85"O até atingir as coordenadas 7°9’34.11"S, 39°18’17.05"O; daí, segue-se em linha reta, rumo leste, até atingir o leito do Rio Carás, coordenadas 7°9’26.24"S,  39°17’49.13"O; daí, segue-se rumo leste, acompanhando o leito do Rio Carás, até atingir as coordenadas 7°9’28.62"S, 39°16’55.48"O; daí, segue-se em linha reta, rumo sul, até o leito da Avenida Otaciano José de Oliveira (antiga estrada do Sítio Espinho/Amaro Coelho), coordenadas 7°9’52.31"S, 39°16’52.87"O; daí, segue-se rumo sul, acompanhando o leito da aludida Avenida Otaciano José de Oliveira, até atingir as coordenadas 7°10’8.24"S, 39°16’52.70"O; daí, segue-se em linha reta, rumo sul, passando pelas coordenadas 7°10’58.20"S, 39°16’46.26"O e 7°10’58.81"S, 39°16’47.22"O, até a Avenida Francisco Chagas Callou (antiga estrada do Carité ao Distrito de São Gonçalo) coordenadas 7°11’21.27"S, 39°16’44.15"O; daí, segue-se em linha reta, rumo sul, até o leito do Rio Salgadinho, coordenadas 7°11’33.34"S, 39°16’44.73"O; daí, segue-se, rumo oeste, acompanhando o leito do Rio Salgadinho, até a ponte sobre o mesmo, coordenadas 7°11’43.70"S, 39°17’19.93"O; daí, segue-se rumo oeste, acompanhando o leito do citado Rio Salgadinho, passando pelas coordenadas 7°11’45.78"S, 39°17’34.53"O até o ponto inicial e final, coordenadas 7°11’25.89"S, 39°17’59.20"O. Art. 2º – Acrescenta o inciso VIII ao Art. 364 da Lei Complementar nº 93, de 20/12/2013: “IV - Os titulares de domínio útil ou possuidor a qualquer título de terreno que, mesmo localizado na zona urbana ou área de expansão urbana, seja utilizado comprovadamente em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agroindustrial, com área superior a 1 (um) hectare, sendo nestes casos devido ao Imposto Territorial Rural – ITR, de competência da União.” 
Art. 3º – Ficam oficialmente denominadas as artérias públicas, abaixo discriminadas:
I – AVENIDA TAXISTA JAIME PEDRO DE BRITO, a Rua Projetada 01, sentido Sul/Norte, com início na Avenida Francisco Chagas Callou (antiga estrada do Carité ao Distrito de São Gonçalo)
e término na Rua Zuila e Silva Moraes (Rua Projetada 27), localizada ao lado oeste das Quadras 01 a 20, do Loteamento Horto Ville;
II – RUA PROFESSORA MARIA ASSUNÇÃO GONÇALVES, a Rua Projetada 02, sentido Sul/Norte, com início na Avenida Francisco Chagas Callou (antiga estrada do Carité ao Distrito de São Gonçalo) e término na Rua Elpídio Freire da Silva (Rua Projetada 21), localizada ao lado leste das Quadras 22 a 25/INST e FMTP e, ao lado oeste das Quadras 27 a 33, do Loteamento Horto Ville; 
III – RUA ALAIDE CORTEZ DE OLIVEIRA, a Rua Projetada 03, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 32/33 e 02/01, do Loteamento Horto Ville;
IV – RUA JOAQUIM PEDRO DIDÉ, a Rua Projetada 04, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado,
pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 31/32 e 03/02, do Loteamento Horto Ville;
V – RUA LUIZ ALVES DANTAS (LUIZINHO O FORTE), a Rua Projetada 05, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 30/31 e 04/03, do Loteamento Horto Ville;
VI – RUA JOSÉ RODRIGUES CAMILO (ZÉ DE LUNGA), a Rua Projetada 06, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 29/30 e 05/04, do Loteamento Horto Ville; 
VII – RUA BENJAMIM SOARES SAMPAIO, a Rua Projetada 07, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 28/29 e 06/05, do Loteamento Horto Ville; 
VIII – RUA ANTONIO EDSON BEZERRA DE BRITO, a Rua Projetada 08, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno
não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 27/28 e 07/06, do Loteamento Horto Ville;
IX – RUA DR. CÍCERO MARCELO BEZERRA DE BRITO, a Rua Projetada 09, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 26/27 e 08/07, do Loteamento Horto Ville;
X – RUA ANORA SOARES PEREIRA (DONA NENZINHA), a Rua Projetada 10, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Dr. Cícero Marcelo Bezerra de Brito (Rua Projetada 09) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras de Área Verde/26 e 09/08, do Loteamento Horto Ville;
XI – RUA ANTONIA REGINALDO DA SILVA (DONA TOINHA), a Rua Projetada 11, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término
no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 10 e 09, do Loteamento Horto Ville;
XII – RUA SUZETE PEREIRA MONTEIRO, a Rua Projetada 12, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 11 e 10, do Loteamento Horto Ville;
XIII – RUA MARIA BEZERRA DE MENEZES (DONA NENEN BEZERRA), a Rua Projetada 13, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e
término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 12 e 11, do Loteamento Horto Ville;
XIV – RUA JOSELITA TAVARES ARNAUD, a Rua Projetada 14, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não
loteado, pertencente ao Sr. Antonio Clementino da Silva, localizada entre as Quadras 13 e 12, do Loteamento Horto Ville;
XV – RUA FRANCISCO TAVARES NOCA (DR. NOCA), a Rua Projetada 15, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto, localizada entre as Quadras 14 e 13, do Loteamento Horto Ville;
XVI – RUA JORNALISTA JUCIER LIMA DE SOUSA, a Rua Projetada 16, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não
loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto, localizada entre as Quadras 15 e 14, do Loteamento Horto Ville;
XVII – RUA DR. ODÍLIO CAMILO DA SILVA, a Rua Projetada 17, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não
loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto, localizada entre as Quadras 16 e 15, do Loteamento Horto Ville;
XVIII – RUA JOSÉ SEBASTIÃO DINOÁ, a Rua Projetada 18, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto, localizada entre as Quadras 17 e 16, do Loteamento Horto Ville;
XIX – RUA GERTRUDES AGUIAR DE MELO (DONA TUDINHA), a Rua Projetada 19, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto, localizada entre as Quadras 18 e 17, do Loteamento Horto Ville;
XX – RUA MARIETA CABRAL PINHEIRO, a Rua Projetada 20, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito (Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto, localizada entre as Quadras 19 e 18, do Loteamento Horto Ville;
XXI – RUA ELPÍDIO FREIRE DA SILVA (SEU SINHORZINHO), a Rua Projetada 21, sentido Leste/Oeste, com início no terreno não loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto e término em outro terreno não loteado, pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada entre as Quadras 20/19 e 21/22, do Loteamento Horto Ville;
XXII – RUA PEDRO FERREIRA MENDES (PEDRO PAGEU), a Rua Projetada 22, sentido Leste/Oeste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada entre as Quadras 22 e 23, do Loteamento Horto Ville;
XXIII – RUA LEOFREDO PEREIRA, a Rua Projetada 23, sentido Leste/Oeste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada entre as Quadras 23 e 24, do Loteamento Horto Ville;
XXIV – RITA SANDRA PEREIRA SOBREIRA (SANDRINHA), a Rua Projetada 24, sentido Leste/Oeste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e
término no terreno não loteado, pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada entre as Quadras 24 e Área Institucional, do Loteamento Horto Ville;
XXV – RUA JOSÉ TAVARES SAMPAIO, a Rua Projetada 25, sentido Leste/Oeste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado,
pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada entre as Quadras 25 e Área Institucional, do Loteamento Horto Ville;
XXVI – RUA PLÁCIDO RODRIGUES CAMILO, a Rua Projetada 26, sentido Leste/Oeste, com início na Rua Professora Maria Assunção Gonçalves (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada entre as Quadras 25 e Área do FMTB, do Loteamento Horto Ville; 
XXVII – RUA ZUILA E SILVA MORAES, a Rua Projetada 27, sentido Leste/Oeste, com início no terreno não loteado, pertencente ao Sr. João Felipe Neri Neto e término em outro terreno não loteado, pertencente aos Srs. Francisco Rosa Farias e Propércio de Castro Nogueira, localizada ao lado norte das Quadras 20 e 21, do Loteamento Horto Ville;
XXVIII - AVENIDA FRANCISCO CHAGAS CALLOU, a estrada do Carité ao Distrito de São Gonçalo, sentido Oeste/Leste, com início no cruzamento das Ruas José Dourado com Pedro Cruz Sampaio e término no Sítio Novilho, na divisa com o Município de Caririaçu, numa extensão de aproximadamente 13 km (treze quilômetros), Bairros Carité e Beanôra Gondim Pereira; 
XXIX: AVENIDA POMPEU RODRIGUES PEREIRA, a estrada da vaca morta, sentido Sul/Norte, primeira paralela Oeste à Rua Professora Maria Assunção Gonçalves, com início na Avenida Francisco Chagas Callou (antiga estrada do Carité ao Distrito de São Gonçalo) e término na Avenida Otaciano José de Oliveira (antiga estrada do Barro Branco);
XXX – RUA VICENTE MALAQUIAS, a rua sem denominação, sentido Sul/Norte, primeira paralela Leste à Avenida Taxista Jaime Pedro de Brito, com início na Avenida Francisco Chagas Callou (antiga estrada do Carité ao Distrito de São Gonçalo) e término na Avenida Otaciano José de Oliveira (antiga estrada do Barro Branco);
XXXI – RUA JOAQUINA VICENCIA ROMANA (DONA QUINÔ), a Rua Projetada 02, sentido Sul/ Norte, com início na Rua Gessi Maciel Lopes (Rua Projetada12) e término na Rua Ivan Gondim Lóssio – (Rua Projetada 17), localizada entre as Quadras 9 e 8, 12 e 11, 12 e 14, 19/20 e 18, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XXXII – RUA FRANCISCA BEZERRA DE BRITO (DONA FRANCISQUINHA), a Rua Projetada 03, sentido Sul/Norte, com início na Rua Gessi Maciel Lopes (Rua Projetada12) e término na Rua José Alberto da Silva (Rua Projetada 13), localizada entre as Quadras 8 e 7, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XXXIII – RUA AROLDO CAVALCANTE ARNAUD, a Rua Projetada 04, sentido Sul/ Norte, com início na Rua Ewertton Camilo da Silva (Rua Projetada 11) e término na Rua José Alberto da Silva (Rua Projetada 13), localizada entre as Quadras 1/7 e 6, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira; 
XXXIV – RUA CORRETOR JAIME MAGALHÃES, a Rua Projetada 05 e 19, sentido Sul/Norte, com início no terreno não loteado, pertencente ao Sr. Lenilson Sávio Sampaio de Oliveira e término em outro terreno não loteado, pertencente à Sra. Zuquinha Assis Lopes, localizada entre as Quadras 1 e 21, 6 e 5, 11 e 10, 14 e 13, 16 e 15, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XXXV – RUA DÁRIO MENDONÇA, a Rua Projetada 06, sentido Sul/Norte, com início na Rua Ewertton Camilo da Silva (Rua Projetada 11) e término na Rua José Alberto da Silva (Rua Projetada 13), localizada entre as Quadras 5 e 4, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira; 
XXXVI – RUA MARIA ZAILA E SILVA LAVOR, a Rua Projetada 07, sentido Sul/Norte, com início na Rua Ewertton Camilo da Silva (Rua Projetada 11) e término na Rua José Alberto da Silva
(Rua Projetada 13), localizada entre as Quadras 4 e 3, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira; 
XXXVII – RUA TAXISTA EDMILSON ALVES BEZERRA, a Rua Projetada 08, sentido Sul/Norte, com início na Rua Ewertton Camilo da Silva (Rua Projetada 11) e término na Rua José Alberto da Silva (Rua Projetada 13), localizada entre as Quadras 3 e 2/21, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XXXVIII – RUA ANTONIO CAMILO DA SILVA, a Rua Projetada 09, sentido Sul/Norte, com início na Rua Maria Angélica Romana (Rua Projetada 15) e término na Rua Ivan Gondim Lóssio (Rua Projetada 17), localizada entre as Quadras 18 e 17, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XXXIX – RUA JOSÉ MIGUEL DA SILVA, a Rua Projetada 10, sentido Sul/Norte, com início na Rua Maria Angélica Romana (Rua Projetada 15) e término na Rua Ivan Gondim Lóssio (Rua Projetada 17), localizada entre as Quadras 17 e 16, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XL – RUA EWERTTON CAMILO DA SILVA, a Rua Projetada 11, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Aroldo Cavalcante Arnaud (Rua Projetada 04) e término na Rua Taxista Edmilson Alves Bezerra (Rua Projetada 08), localizada entre as Quadras 6 e 1, 5/4/3 e 21, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLI – RUA GESSI MACIEL LOPES, a Rua Projetada 12, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Joaquim Romão Batista/ CE-060 (antiga Av. do Agricultor/Rua Projetada 01) e término na
Rua Aroldo Cavalcante Arnaud (Rua Projetada 04), localizada entre as Quadras 9/8/7 e 1, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira; 
XLII – RUA JOSÉ ALBERTO DA SILVA, a Rua Projetada 13, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Joaquim Romão Batista/CE-060 (antiga Av. do Agricultor/Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente aos herdeiros de Luiz Alberto Van Dem Brulle Mattos, localizada entre as Quadras 12 e 9, 11 e 8/7/6, 10 e 5/4/3/2, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLIII – RUA ANGÉLICA VICENCIA ROMANA, a Rua Projetada 14, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Joaquina Vicencia Romana (Rua Projetada 02) e término no terreno não loteado, pertencente aos herdeiros de Luiz Alberto Van Dem Brulle Mattos, localizada entre as Quadras 14 e 11, 13 e 10, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLIV – RUA MARIA ANGÉLICA ROMANA (MARIQUINHA), a Rua Projetada 15, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Joaquim Romão Batista/CE-060 (antiga Av. do Agricultor/Rua Projetada 01) e término no terreno não loteado, pertencente aos herdeiros de Luiz Alberto Van Den Brulle Mattos, localizada entre as Quadras 19 e 12, 18/17/16 e 14, 15 e 13, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLV – RUA EURIDICE GONDIM MACIEL, a Rua Projetada 16, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Joaquim Romão Batista/CE-060 (antiga Av. do Agricultor/Rua Projetada 01) e término na Rua Joaquina Vicencia Romana (Rua Projetada 02), localizada entre as Quadras 20 e 19, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLVI – (há uma omissão na Lei para a rua com este número)
XLVII – RUA IVAN GONDIM LÓSSIO, a Rua Projetada 17, sentido Oeste/Leste, com início na Avenida Joaquim Romão Batista/CE-060 (antiga Av. do Agricultor/Rua Projetada 01) e término na Rua José Miguel da Silva (Rua Projetada 10), localizada ao lado norte das Quadras 20, 18 e 17, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLVIII – RUA JOSÉ GONDIM LÓSSIO, a Rua Projetada 18, sentido Oeste/Leste, com início na Rua Taxista Edmilson Alves Bezerra (Rua Projetada 08) e término no terreno não loteado, pertencente aos herdeiros de Luiz Alberto Van Den Brulle Mattos, localizada entre as Quadras 2 e 1, do Loteamento Recanto do Horto, no bairro Romeiro Aureliano Pereira;
XLVIX – AVENIDA JOAQUIM ROMÃO BATISTA – CE- 060 (antiga Av. do Agricultor e/ou Rua Projetada 01 do Loteamento Recanto do Horto), já denominada pela Lei 4.112, de 06/11/2.012;
L – Fica Revogado o inciso XV da Lei nº 4.112, de 06/11/ 2.012, que passa a valer com a seguinte redação: “RUA ALEXANDRINO MANOEL DA PURIFICAÇÃO, a Via de Circulação 15, sentido Sul/Norte, com início na Rua Esportista Ananias Araújo (Rua do Esportista) e término na Rua Tabelião Luiz Carlos da Silva (Via de Circulação 12), localizada entre as Quadras 7, 8, 9, 10, 11, 17, 26, 27 e “A” (Área Institucional) do Loteamento Juá Ville, no bairro Romeiro Aureliano Pereira.” Autoria: Vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva.”

RECONHECIMENTO PÚBLICO
Três instituições foram recentemente reconhecidas pelo Governo Municipal:
LEI Nº 4289, de 25.02.2014, reconhece como de utilidade pública o SINDICATO DOS  TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE CALÇADOS E O 2º GRUPO DOS VESTUÁRIOS DE CRATO, JUAZEIRO DO NORTE E BARBALHA, ESTADO DO CEARÁ,, fundado em 27 de julho de 1991, formada para fins de estudo, defesa, coordenação e representação legal da categoria dos trabalhadores, podendo fazer sua extensão de representação de sua base e com o dever de colaborar com poderes públicos e demais associações de classes de empregado e
empregadores, no sentido de solidariedade social, que terá duração por tempo indeterminado, com sede e foro no Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis usos e costumes nacionais. Autoria: Vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva.
LEI Nº 4291, de 25.02.2014, reconhece como de utilidade pública a CASA DE RECUPERAÇÃO CAMINHANDO PARA NOVA JERUSALÉM, fundada em 06 de junho de 2013, é uma sociedade civil de direito privado, de caráter social, sem fins lucrativos, que tem por finalidade recuperar pessoas adultas dos sexos masculino e feminino viciadas em drogas, bebidas alcoólicas e dependentes de substâncias tóxicas de qualquer natureza, que terá duração por tempo indeterminado, com sede e foro nesta cidade de Juazeiro do Norte, e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereadora Rita de Cássia Monteiro Gomes
LEI Nº 4292, de 25.02.2014, reconhece como de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO PASTORAL DA AIDS, é uma associação cívico-religiosa, de natureza filantrópica, sem fins lucrativos, de duração por tempo indeterminado, com sede e foro nesta cidade de Juazeiro do Norte, à rua do Cruzeiro, nº 1218, bairro São Miguel, CEP 63010-485, CNPJ nº 19.109.482/0001-40, e reger-se-á por seu estatuto social, registrado no Cartório Pariz, 1º Ofício de Juazeiro do Norte, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereador João Alberto Morais Borges; Subscrição: Vereador Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro
Obs.: Nas imagens, acima, estão reunidos: a) Membros da família de Beanora Gondim Pereira e Aureliano Pereira da Silva; b) Alguns dos homenageados das novas ruas no novo bairro Beanora Gondim Pereira: Maria Assunção Gonçalves, Antonia Reginaldo da Silva (Dona Toinha), Maria Bezerra de Menezes (Dona Nenen Bezerra), Joselita Tavares Arnaud, Jucier Lima de Sousa, Dr. Odílio Camilo Da Silva, Gertrudes Aguiar de Melo (Dona Tudinha), Leofredo Pereira, Zuila e Silva Moraes, Joaquina Vicencia Romana (Dona Quinô), Aroldo Cavalcante Arnaud, Jaime Magalhães, Maria Zaila e Silva Lavor, José Miguel da Silva, Angélica Vicencia Romana, Ivan Gondim Lóssio, José Gondim Lóssio, Joaquim Romão Batista.   

AMOR AO JUAZEIRO
Muitas pessoas que visitam e conhecem Juazeiro do Norte, especialmente intelectuais, escritores, artistas, terminam por expressar este sentimento de uma forma muito amorosa. Vez por outra vamos encontrando estas demonstrações. Como esta, transcrita aí abaixo, do escritor pernambucano, Pedro Nunes Filho. Ele nasceu em 18 de abril de 1944, no povoado de Bonfim, São José do Egito, Pernambuco, mas foi criado na Fazenda Mugiqui, distrito da Prata, na época pertencente ao município de Alagoa do Monteiro, nesse Estado. É filho de Pedro Nunes de Farias, com raízes familiares na Serra do Teixeira, e de Boaventura Priscila Nunes, descendente dos Neri do Crato, no Ceará. De 1959 a 1965, estudou interno no Seminário Diocesano de Campina Grande onde recebeu sólida formação humanística. Ao deixar o Seminário, mudou-se para Pernambuco onde adquiriu o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, instituição na qual fez pós-graduação em Direito Tributário. Em 1978 ingressou por concurso público na carreira de Auditor Fiscal da Receita Federal. Em 1995, ganhou bolsa para estudar no Japão onde foi palestrante no 29º Seminário Internacional de Tributação. Lá fez Curso de Tributação Internacional ministrado por professores da OCDE. É casado com Maria Lucília Lafayette Nunes e tem dois filhos adultos: Daniela e Leonardo. Aposentou-se da função de Auditor Fiscal em 2003. É sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São João do Cariri e membro da Sociedade Paraibana de Arqueologia. Publicou as seguintes obras: GUERREIRO TOGADO, que trata da Guerra de 11 travada entre o Bacharel Augusto de Santa Cruz Oliveira, promotor público de Alagoa do Monteiro, e o Governador da Paraíba João Machado. É um resgate importante da história da Paraíba. CAATINGA BRANCA, que resgata costumes rurais em cinco histórias de personagens com trajetórias de vida obscuras, porém singulares. CARIRIS VELHOS, com o qual trata do encontro dos curraleiros que, a partir de 1690, começaram a ocupar os sertões paraibanos e o encontro deles com as diversas etnias indígenas que perderam suas terras e foram por eles foram dizimadas. É também um grito em defesa das caatingas sertanejas, único bioma desse tipo no globo terrestre. Resgata vocábulos arcaicos, hoje quase esquecidos, porém dotados de grande força de comunicação. A linguagem é poética, o que torna a leitura muito prazerosa. Está elaborando MUNDO-SERTÃO - Luzes e Abismos, seu próximo lançamento, que como as obras anteriores, aborda temas paraibanos. É detentor da Medalha Augusto dos Anjos, concedida pela Assembléia Legislativa da Paraiba, em reconhecimento aos seus méritos de ativista cultural, que enaltece o nome da Paraíba no Brasil. É uma justa e merecida homenagem a esse homem que dedica sua vida à arte da escrita, contando a historia da Paraíba, em especial a do Cariri Paraibano, através dos seus livros.
JUAZEIRO
Pedro Nunes Filho
Sombra acolhedora aquela, onde paravam almocreves carregando em suas malas de alcáceres do Reino disputados bens de consumo para suprir necessidades de sertões sem fim. Em suas andanças de mercadores, além de tecidos, calçados, ferragens e porcelanas, levavam e traziam notícias de terras distantes, histórias fantásticas e assustadoras, que somente homens de pernas caminhadeiras, afeitos às lonjuras e capazes de suportar as misérias do mundo sabem contar. Juazeiro frondoso, aragem do bem transformado em ponto de rancho de caminhantes sem pouso, sem morada e sem destino, desbravadores de terras ignotas, vendedores de bens, de esperança e de sonhos. Olhos fixos no beiço do horizonte, em vez de fadiga, incansável fome de estradas sem fim. Em noites geladas, fogueiras acesas, rodas de prosa, falação de aconteceres da vida diária e dolentes cantares, alimentando triste saudade de amores distantes. Chapéus de palha e roupas brancas tecidas em algodão protegiam-lhes a tez do sol abrasador, derramando um canhão de chamas sobre a terra. Em pontos de pousos, carne seca, queijo, farinha e rapadura. Para mitigar sede inclemente, fontes de águas cristalinas e riachos escorrendo da Serra do Araripe, feito fossem miraculosos fios de prata. O passo seguro da burra-madrinha, enfeitada com campa-tinideira e atenta aos estalos dos relhos, guiava o comboio de burros-tropeiros, subindo ladeiras, descendo escarpas, vencendo lonjuras. Um dia, por conta de um sonho, o ponto de rancho virou povoado. Depois, o arruado, por leis do Estado, passou a ser vila e a vila, por gosto do povo, um santo lugar. Trincheira de resistência, cidadela de sonhos, fronteira de esperança. Meca de romeiros, porta aberta aos despossuídos e descamisados da vida. Refúgio, onde potentes homens de guerra, pacificados, quedavam seus canos de fogo e sementes de morte aos pés dos altares. Mulheres faladas aprendiam fazeres e mudavam de vida. Penitentes sofridos em busca de luz e palavras de fé chegavam em magotes de terras distantes. Reduto de Cícero, padrinho dos excluídos, incentivador do trabalho, conselheiro do bem, promotor do progresso, arauto da esperança, reformador de consciências, construtor da fé. Condenado por cânones injustos, humilde curvou-se. Findou elevado aos altares do povo, não por milagres, mas pela ação de transformar ócio, em trabalho, miséria, em dignidade, abismos, em luz, descrença, em fervor, discórdia, em harmonia, pobreza, em progresso.

NOVA VIA PÚBLICA
Pela LEI Nº 4286, de 25.02.2014 ficou denominada de TRAVESSA JOSÉ DA CRUZ NEVES (ZECA DA CRUZ), a artéria que fica localizada ao norte com a rua Nossa Senhora de Lourdes, ao sul, com a rua Epitácio Pessoa, ao leste, com a rua Antônio Dias Sobreira e ao leste, com a Avenida Antônio Dias Sobreira, no bairro Timbaúbas, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria: Vereador Cícero Claudionor Lima Mota.

sábado, 1 de março de 2014

COMENDA MEMÓRIAS DE JUAZEIRO


Na noite do dia 25, pp., a Diretoria da AFAJ – Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte, como faz todos os anos, se reuniu sob a presidência do Cel. Francisco José de Lima, recém-eleito, e escolheu estas três personalidades que neste ano centenário receberão, in memoriam, a homenagens com a concessão da Comenda Memórias de Juazeiro: Cel. FIRMINO ARAÚJO, BARTOLOMEU ALVES FEITOSA e ANTÔNIO ARAÚJO SILVA. O primeiro nome foi indicado por Ronald Brito, o segundo por Iane Neri e o terceiro por Francisco Neri. Não houve qualquer outra indicação. A cerimônia acontecerá em Fortaleza, no dia 27 de Março, na sede da AORECE-Associação dos Oficiais Militares da Reserva e Reformados PM/BM do Estado do Ceará.

CIDADANIA & MEDALHA
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte concedeu as seguintes honrarias: Resolução N.º 683 de 11.02.2014: Concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Valdetário Andrade Monteiro, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade. (Autoria: João Alberto Morais Borges; Coautores: Danty Bezerra Silva, José Duarte Pereira Júnior e José Tarso Magno Teixeira da Silva; Subscritores: Cícero Claudionor Lima Mota – José Ivan Beijamim de Moura – Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Rubens Darlan de Morais Lobo – José Adauto Araújo Ramos – Antônio Vieira Neto – José Nivaldo Cabral de Moura e Rita de Cássia Monteiro Gomes.) Resolução N.º 684 de 11.02.2014: Concede a Medalha Cidade de Juazeiro,  Comenda do Mérito Legislativo ao Excelentíssimo Senhor Desembargador Francisco Suenon Bastos Mota, pelos inestimáveis serviços prestados à comunidade juazeirense. (Autoria: José Duarte Pereira Júnior; Coautores: Danty Bezerra Silva e Glêdson Lima Bezerra; Subscritores: Cícero Claudionor Lima Mota – José Ivan Beijamim de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - Rubens Darlan de Morais Lobo - José Adauto Araújo Ramos – José Nivaldo Cabral de Moura - Firmino Neto Calú - João Alberto Morais Borges – Normando Sóracles Gonçalves Damascena – Cláudio Sergei Luz e Silva - Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Francisco Alberto da Costa – Rita de Cássia Monteiro Gomes e Maria Calisto de Brito Pequeno.) Também foi concedida a cidadania juazeirense mediante a Resolução N.º 685 de 11.02.2014: Concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense Senhora Patrícia Vieira Pereira, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade.(Autoria: José Nivaldo Cabral de Moura; Coautores: Danty Bezerra da Silva; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - Cícero Claudionor Lima Mota – Cláudio Sergei Luz e Silva – José Adauto Araújo Ramos - José Tarso Magno Teixeira da Silva – Francisco Alberto da Costa – Firmino Neto Calú - José Ivan Benjamim de Moura – Paulo José de Macêdo - Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Rubens Darlan de Morais Lobo– Normando Sóracles Gonçalves Damascena – Maria Calisto de Brito Pequeno – Rita de Cássia Monteiro Gomes.)

MEMÓRIA: UM FACTO HISTÓRICO
Ainda sobre Maria de Araújo, cujo centenário de falecimento ainda estamos rememorando, ocorreu-me a publicação do esboço do protesto que o Pe. Cícero Romão Baptista fez registrar no Cartório do Segundo Ofício (Cartório Machado) que, como já referimos, está inserido numa das obras de Paulo Machado. Como se pode ver, são três datas: O “facto” aconteceu em 22.10.1930. O esboço do protesto (documento anexo) é de 10.11.1930, e só foi registrado em Cartório no dia 03.12.1930. Este documento me foi cedido, em definitivo, por Fátima Menezes. Anteriormente ele certamente fazia parte do acervo de seu avô, o advogado José Ferreira de Menezes (JFM), que elaborou a “minuta”. Por que esta demora em efetivar o registro? Será que eles esperavam, antes, encontrar o paradeiro do corpo? Outro fato que me chamou atenção foi que no interior do documento encontrei este pequeno fragmento de um detalhe de roupa feminina. Seria da beata? Pode ser que José Ferreira de Menezes tenha recolhido isto dentre os resíduos dos despojos, como ele mesmo registra. Fica apenas como curiosidade. 

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
Foto de João Alencar Figueiredo, integrante da antiga Guarda Nacional, ao tempo em que serviu no Acre. A imagem nos foi enviada por seu bisneto Gandhi Figueiredo Timóteo.







RECONHECIMENTO PÚBLICO & NOVA RUA
Através da LEI Nº 4280, de 19.02.2014 fica reconhecida de utilidade pública o INSTITUTO NOVO SOL – INSOL - de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, fundado em 10 de setembro de 2012, com sede e foro nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, de duração por tempo indeterminada, e reger-se-á por seus estatutos sociais, e bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereadora Rita de Cássia Monteiro Gomes
Também pela LEI Nº 4281, de 19.02.2014 fica reconhecida de utilidade pública o INSTITUTO CULTURAL E SOCIAL BEATO ROQUE PINTO DE MIRANDA fundado em 26 de abril de 2010, com sede e foro nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por finalidade apoiar e desenvolver ações e projetos nas áreas social, cultural e artística, promovendo a reinserção e tendo como público-alvo todo os segmentos (família, criança, adolescente, adulto e idoso) e em especial os que se encontram em situação de risco social, de duração por tempo indeterminado, e reger-se-á por seus estatutos sociais, e bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereador Paulo José de Macedo; Coautoria: Vereador Cícero Claudionor Lima Mota.
Igualmente, pela LEI Nº 4282, de 19.02.2014 fica reconhecida de utilidade pública a
ASSOCIAÇÃO CENTRO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO DO BAIRRO TIMBAÚBAS – CDCT., fundada em 04 de setembro de 2010, é uma associação civil de direito privado, de caráter social, sem fins lucrativos, político partidário ou religiosos, que terá duração por tempo indeterminado, com sede e foro  nesta cidade de Juazeiro do Norte e reger-se-á por seus estatutos sociais, e bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereador Glêdson Lima Bezerra; Coautoria: Vereador Tarso Magno Teixeira da Silva.
Pela LEI Nº 4283, de 19.02.2014 denominada de RUA PEDRO ALEXANDRE DAMASCENO, a artéria que tem início na rua Domingos Rodrigues Barbosa e término na rua Engenheiro José Onofre Marques, no bairro São José, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria: Vereador Danty Bezerra da Silva
(Na foto, de nosso arquivo, o Beato Roque Pinto de Miranda)

A MÍSTICA NORDESTINA FEITA COM SANGUE E SUOR’
A reabilitação do Padre Cícero pelo Vaticano gera expectativa e renova a fé dos nordestinos em seus beatos e cangaceiros (Entrevista com o teólogo Paulo Suess) (Recebi a indicação de leitura e repasso aos interessados) Porto Alegre - Em janeiro deste ano a cidade de Juazeiro do Norte (CE), terra de Padre Cícero, abriu as portas para fiéis de vários outros padrinhos. As fileiras dos romeiros engrandeceram com a presença dos mais de 5 mil participantes do 13º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs, cujo tema foi Justiça e Profecia a Serviço da Vida. Além das delegações, estiveram presentes bispos, padres, lideranças indígenas e membros de várias outras religiões (mesmo as não-cristãs). De acordo com o Paulo Suess, alemão radicado no Brasil, o que mais marcou o encontro foi a força da mística nordestina. Em uma região onde a religiosidade se mistura ao imaginário dos beatos e beatas, dos padres messiânicos e cangaceiros, a força da religiosidade popular se manifesta de maneiras únicas, ainda que em diálogo com inquietações de todo o Brasil. Assemelham-se nas lutas por justiça e lutas justiceiras, nos messianismos políticos e mesmo nas loucuras messiânicas (como no emblemático caso da Pedra do Reino). “Em cada um de nós, a religião pode alimentar desespero e esperança. Saber para que lado do muro se deve pular é decisão da fé. Mas a fé não é necessidade, é opção.” Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Suess destaca as mudanças na visão da religiosidade popular a partir do Concílio Vaticano II, o papel da espiritualidade na vida contemporânea, os desafios da igreja e da sociedade e a busca pelo Bem Viver (Sumak Kawday), baseado na simplicidade, na vida em comunidade, na comunicação e no equilíbrio. “O equilíbrio vivencial encontra-se nas relações que aparentemente são caracterizadas por oposições ou contradições: o indivíduo se desenvolve na comunidade, o trabalho integra o lazer (dança, música, arte), o jejum faz parte do comer. O equilíbrio entre essas oposições garante a vida em sua plenitude”, defende o religioso.
Uma das grandes dificuldades das confissões religiosas nos dias de hoje é vincular a espiritualidade às práticas do cotidiano. Como as CEBs colaboram para a construção de pontes entre os “dois mundos”?
Na passagem pelos documentos do Concílio Vaticano II (1962-65) aprendemos que a “autonomia das realidades terrestres” está vinculada à responsabilidade da humanidade “perante os seus irmãos e a história”. Ao mesmo tempo, ela não está desvinculada da ordem da criação. A autonomia se desdobra na liberdade da autodeterminação e da criatividade, e como tal é constitutiva para a dignidade humana. A criação do mundo continua nas “práticas do cotidiano” em todas as suas dimensões. Por isso não faz sentido falar em “fratura entre o reino de Deus e a vida material”, porque nem o reino de Deus está desprovido da vida material, nem “a vida material” está desprovida do espírito. A física quântica nos esclareceu sobre o fato de que no fundo da “vida material” encontra-se energia, luz, vida, espírito, processos em mutação permanente. As CEBs vivem esses processos de encarnação na vida. Suas raízes têm asas! Aprenderam no seguimento de Jesus que a vida material nunca é o fim último nem realidade definitiva, e que a vida espiritual está embutida na terra e na água, na dor cotidiana e na morte que é passagem.
Como evangelizar sem alienar? Ou seja, é possível viver em espiritualidade mantendo um pensamento crítico?
O que é “alheio” e produz alienação, e o que é “próprio” e fortalece a identidade? A relação entre ambos é resultado de acordos, consensos e negociações históricas. Tanto “alienar” como “pensamento crítico” pressupõem um fundo de valores e normas constitutivos e assumidos em liberdade por uma determinada comunidade. Quem se “aliena”, se afasta desses valores que compõem uma visão do mundo compartilhada. O pensamento crítico aponta para esse distanciamento da visão do mundo compartilhada e reivindica a volta ao “ideal” abandonado.
A proposta comum das CEBs, seu ideal, é sua articulação entre fé e vida. Nas CEBs, a relevância da fé é permanentemente aferida a uma vida na qual o fruto do trabalho de todos é repartido igualmente entre todos e apropriado em harmonia com a natureza, tendo particularmente em vista as futuras gerações. O “pensamento” crítico, inerente ao Evangelho, fortalece a “espiritualidade”.
A vida espiritual, como as CEBs a compreendem, faz um esforço permanente para resistir contra certo “essencialismo nas nuvens” e fora dos contextos e da história. Vida espiritual significa vigilância sobre um projeto civilizatório, capaz de alienar-nos de nós mesmos, do outro e do mundo. O tema do 13º Intereclesial de CEBs “Justiça e Profecia a Serviço da Vida” é expressão dessa vigilância em defesa do bem viver para todos e do discernimento crítico.
De que forma o trabalho promovido pelas CEBs dialoga com a lógica do bem viver (sumak kawsai)?
O bem viver, como está inscrito nas Constituições da Bolívia e do Equador, é um processo de conquistas e esforços históricos permanentes contra tudo que estorva a vida de pessoas, comunidades e sociedades. No horizonte dessa luta está a transformação do Estado do Bem-Estar para poucos em um Estado do Bem Viver para todos (fim da sociedade de classes e dos privilégios) e para sempre (memória dos antepassados, projeto para hoje e para as futuras gerações). As comunidades construídas por beatos e beatas nordestinos do século XIX foram herdeiras e construtoras do bem viver rural e precursoras das CEBs de hoje. Da afinidade entre o projeto do bem viver e o projeto das CEBs, emergem eixos comuns. Primeiramente, a simplicidade garante a dignidade da vida para todos. Essa simplicidade nos faz gastar o necessário para todos. Ela não é uma extensão da miséria ou da pobreza; pelo contrário, ela faz todos viverem melhor com menos e em equilíbrio com a vida em sua totalidade.A simplicidade é vivida em comunidade que protege contra as tendências de apropriação privada dos bens do planeta Terra através de indivíduos isolados. As comunidades incentivadas pelo padre Cícero viviam segundo um código ecológico ainda hoje válido. O comunitarismo protege contra a emergência permanente de uma sociedade de classe. Tanto nas comunidades nordestinas do século XIX que os beatos animaram, como no paradigma do bem viver almejado pelo mundo andino e nas CEBs de hoje, a vida é marcada pelo trabalho, pela mística e pela redistribuição dos bens. O fracasso dessa redistribuição dos frutos do trabalho seria o fracasso do projeto comunitário como tal. Todos esses projetos (comunidades dos beatos, comunidades do bem viver e CEBs) desencadearam lutas contra a modernização na qual está embutida a promoção individual e concorrencial. Na base do bem viver das comunidades está o equilíbrio entre os saberes ancestrais e os científicos. O sumak kawsay faz parte daquela sabedoria que a humanidade adquiriu ancestralmente nas relações vividas e transmitidas entre gerações. A ciência é parte complementar desse saber adquirido. O equilíbrio vivencial encontra-se nas relações que aparentemente são caracterizadas por oposições ou contradições: o indivíduo se desenvolve na comunidade, o trabalho integra o lazer (dança, música, arte), o jejum faz parte do comer. O equilíbrio entre essas oposições garante a vida em sua plenitude. Nos três tipos de comunidades (comunidades dos beatos, comunidades do bem viver e CEBs) prevalece a comunicação oral. O bem viver comunitário exige a superação dos conflitos pelo diálogo e a participação de todos e todas. Essas práticas de oralidade apontam para uma espécie de “democracia participativa” que questiona a escrita e a delegação representativa da ação. Vai fazer 60 anos que Lévi-Strauss, em seu Tristes Trópicos, nos lembrou: a escrita “parece favorecer a exploração dos homens, antes de sua iluminação. Essa exploração, que permitia reunir milhares de trabalhadores para obrigá-los a tarefas extenuantes [...]. Se a minha hipótese for exata, é necessário admitir que a função primária da publicação escrita foi a de facilitar a servidão”. Por fim, ao não se realizar historicamente em sua plenitude, o bem viver das comunidades tem no seu horizonte rupturas sistêmicas e conversão pessoal. Ruptura e conversão têm dimensões religiosas, sociais, políticas, éticas, econômicas e escatológicas.
Este ano o Intereclesial ocorreu em Juazeiro do Norte, terra de Padre Cícero, um religioso que por muitos anos foi recusado pela Igreja. Atualmente, o Vaticano prepara a reabilitação e a possível canonização do padre. Qual a importância deste reconhecimento oficial?
A canonização do padre Cícero não acrescenta nada às curas, graças e consolos que o povo recebe de seu Padim. Mas o povo quer partilhar as suas graças recebidas com toda a Igreja em busca de sua conversão pastoral. O primeiro milagre de Juazeiro do Norte aconteceu na hora da comunhão, da eucaristia, da ação de graças. Entre as três forças (o Estado, a Igreja e o Povo), os beatos, via de regra, foram questionados pelos seus poderes políticos e eclesiásticos. Não foi diferente com Padre Cícero, que nasceu em 1844, em Crato, no Ceará. Juazeiro do Norte, onde morreu, em 1934, originalmente pertenceu a Crato, de onde só em 1911 foi emancipado. Por 11 anos e a pedido do povo, o Padre Cícero, que desde 1872 era morador de Juazeiro, foi seu primeiro prefeito. A partir de 1872, Cícero desenvolveu intenso trabalho pastoral, com pregações, visitas domiciliares e confissões. Os peregrinos e retirantes foram recebidos em Juazeiro com dignidade. Nunca o padre Cícero mandou alguém de volta para os territórios da fome. Todos foram assentados em comunidades de oração e trabalho. A grande mudança na abordagem do “caso Cícero” veio com a sedimentação do Vaticano II e com a atitude do atual bispo de Crato, Dom Fernando Panico, em 2001. No Concílio, a Igreja católica procurou fortalecer as Igrejas locais e superar a fase da romanização anterior; fortaleceu a voz do povo de Deus, sobretudo a dos leigos. Os romeiros de Juazeiro do Norte tiveram confirmadas a sua voz teológica, a sua infalibilidade no ato da fé (in credendo): “O conjunto dos fiéis, ungidos que são pela unção do Santo, não pode enganar-se no ato de fé”. O povo de Deus recebeu do Espírito o “senso da fé”. O Papa Francisco, que enviou aos participantes do 13º Encontro Intereclesial das CEBs uma mensagem animadora, diria: “faro da fé”. Tudo isso foi confirmado pelo bispo de Crato, Dom Fernando, que atribuiu sua cura de um câncer, que parecia incurável, à intercessão do Padre Cícero. A fidelidade do povo simples, que sempre se soube amparado por seu Padim, e a humildade e gratidão de Dom Fernando conseguiram abrir as portas para a reabilitação e, quem sabe, para a beatificação oficial do Padre Cícero. O “faro da fé” do povo de Deus é como um GPS que indica ruas e veredas da fé. A canonização poderá confirmar esses caminhos e veredas.
A experiência mística nordestina é marcada por beatos, padres e outros personagens emblemáticos que se envolveram em diversas lutas sociais. Como esta mística se caracteriza? 
A “mística nordestina” precisa ser analisada em sua grande diversidade. Comum à maioria dessas experiências é o “comunitarismo interno” e o “ceticismo externo” dispensado pela Igreja oficial, romanizada e distante do povo simples. Ao desenhar uma tipologia dessas místicas podemos elencar cinco grupos diferentes. Primeiramente, o grupo “fome-fé”, cuja organização comunitária, originalmente, acolheu os retirantes das secas e migrantes em busca de condições de uma vida digna. O Padre Ibiapina foi um dos primeiros a se dar conta de que a fome não pode ser combatida somente com fé. Ele acrescentou o que aprendeu na casa dos beneditinos, cujo lema fundacional é “reze e trabalhe” (ora et labora). Nessa casa funcionava a Faculdade de Direito, e Ibiapina ampliou o binômio “fome-fé” por dois componentes essenciais: “trabalho” e “vida em comunidade”. Seu espírito de uma mística articulada com necessidades históricas concretas percorreu todo o sertão. O resultado de todas essas comunidades guiadas por fé, fome, trabalho e vida comunitária era a possibilidade de a festa fazer um eixo estruturante da vida. Geralmente, quando se fala da mística nordestina, pensa-se nesse grupo “fome-fé-trabalho-vida comunitária-festa”, composta pelos padres Ibiapina e Cícero, pela beata Maria de Araújo como pars pro toto para tantas outras beatas que sustentaram o trabalho comunitário e social, e pelo beato Zé Lourenço. No sertão pernambucano, o jovem João Antônio foi o primeiro a pregar a volta do rei Sebastião para consertar a precariedade da vida social. Seu sucessor, que rachou radicalmente com a Igreja Católica institucional, foi o cunhado João Ferreira. O fanático João Ferreira reunia seus seguidores em torno de um grande rochedo (a “Pedra do Reino”) e dizia que, para que o rei Sebastião revivesse e pudesse realizar o milagre da riqueza, era preciso que a grande pedra ficasse totalmente tingida com sangue humano. Quem doasse o sangue para a volta do rei seria recompensado: velhos ressuscitariam jovens; pretos voltariam brancos; e todos, além de ricos, seriam imortais na nova vida. Famílias empobrecidas de agricultores, com a última camisa da esperança, acamparam em volta da rocha e passaram a aguardar o milagre. A espera terminou com o massacre da Pedra do Reino, promovido por João Ferreira. Entre os dias 14 e 16 de maio de 1838, 53 pessoas foram sacrificadas. (Publicado em 23 de Fevereiro de 2014, na Tribuna do Norte, Natal-RN)

EMBAIXADOR DA CULTURA DO CARIRI
Aceitei com muito gosto estar presente no próximo dia 6, no Centro Cultural BNB quando o poeta e repentista Silvio Grangeiro irá receber o título de Embaixador da Cultura do Cariri, comenda ofertada pelo Governo do Estado de Minas Gerais e pela UNESCO. O evento será no seu auditório, às 19:00 horas. De apontamentos biográficos realizados por Rosário Lustosa, anotei: “Expedito Alves Grangeiro, conhecido como Silvio Grangeiro,  nasceu no então distrito de Abaiara, pertencente a  Milagres, (hoje cidade de Abaiara), em 12/08/1943. Com a seca de 1958, aos 15 anos de idade, foi juntamente com toda a sua família para  São Paulo, em busca de dias melhores. Em 1964 mudou-se para Dourados, Mato Grosso do Sul, onde iniciou sua carreira como poeta repentista, estreando com um programa na Rádio Clube daquela cidade onde permaneceu por cinco anos, retornando  para Juazeiro do Norte no ano de 1969. Casou-se com a Senhora Marismar Barros Grangeiro, e permanece no Juazeiro até os dias de hoje. Durante estes cinquenta anos dedicados a poesia, publicou livros e cordeis, e gravou CD e DVD. Tem participado de festivais por todo o Brasil de onde  colecionou  mais de 300 troféus. Ao chegar em Juazeiro do Norte, recebeu de Coelho Alves um horário para fazer um programa de radio, na Radio Iracema, a convite de Padre Germano, transferiu-se para a Radio Vale AM, onde permanece até agora. Silvio Grangeiro é produtor de festivais, com destaque para os de Juazeiro do Norte, Farias Brito e Caririaçu. Entre seus filhos está o cantor Sirlan Grangeiro e a sua empresária Simone Grangeiro. Entre seus parceiros mais frequente estão: Agostinho de Oliveira (Juazeiro do Norte/CE), Francinaldo Oliveira (São José de Belmonte/PE), Gilmar de Oliveira (Cajazeiras/PB), Gilvan Grangeiro (Abaiara/CE), Geraldo Amâncio (Fortaleza/CE), Hipólito Moura (Caruarú/PE), Ismael Pereira (Lavras da Mangabeira/CE), Pedro Bandeira (Juazeiro do Norte/CE), Valdir Teles (Tuparetama/PE), Zé Cardoso (Limoeiro do Norte/CE) e Zé Viola (Terezina/PI). No dia 17 de Julho de 2013 foi comunicado que receberá o titulo de  EMBAIXADOR DA CULTURA NO CARIRI outorgado  pela UNESCO através do Governo do Estado de Minas Gerais.

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
Por atos da Câmara Municipal, a cidade passa a contar com dois novos “conterrâneos”: RESOLUÇÃO N.º 686, DE 20.02.2014, concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Pedro Carlos de Morais Borges. Autoria: João Alberto Morais Borges; Coautoria: José Duarte Pereira Júnior e Danty Bezerra da Silva; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – José Tarso Magno Teixeira da Silva – Firmino Neto Calú – José Adauto Araújo Ramos – José Ivan Beijamim de Moura – Cícero Claudionor Lima Mota – José Nivaldo Cabral de Moura – Glêdson Lima Bezerra – Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes. RESOLUÇÃO N.º 687, de 20.02.2014, concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Geraldo Cirilo de Sousa, pelos inestimáveis serviços prestados a esta cidade e ao seu povo. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva; Coautoria: Danty Bezerra da Silva; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Firmino Neto Calú – José Adauto Araújo Ramos – José Ivan Beijamim de Moura – Cícero Claudionor Lima Mota – José Nivaldo Cabral de Moura – Glêdson Lima Bezerra – Francisco Alberto da Silva – Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha - José Duarte Pereira Júnior - João Alberto Morais Borges – Paulo José de Macêdo – Antônio Vieira Neto – Normando Soracles Gonçalves Damascena - Maria Calisto de Brito Pequeno – Maria de Fátima Ferreira Torres e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
Obs.: Pedro Carlos Morais Borges nasceu em Caririaçu, em 05.07.1951, casado, foi vereador em Juazeiro do Norte pelo PSDB, eleito pela coligação Pra Juazeiro Crescer (PSL / PRTB / PSDB), em 2008. Infelizmente não temos nenhum dado sobre o “juazeirense” Geraldo Cirilo de Sousa.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Maria de Araújo, túmulo e busto








































Na semana que passou a figura histórica de Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo voltou a ser o foco de dois eventos: o primeiro foi a inauguração do busto em sua homenagem na praça que agora leva o seu nome, anteriormente designada como Praça do Marco Zero, por ser a posição geográfica onde a cidade se iniciou, no início da Rua Grande, Rua do Arame, depois Rua Pe. Cícero. Foi uma bonita festa promovida pela municipalidade e que contou com a presença do escritor Ralph Della Cava. O busto foi um presente do prof. Geová Sobreira à cidade de Juazeiro do Norte. Ele agora está instalado em pedestal de alvenaria, decorado com cerâmica, e com placa comemorativa. Outro fato importante foi o esclarecimento de que o túmulo que havia sido descoberto numa propriedade do município de Aurora (CE) efetivamente não é da beata maria de Araújo, mas de uma pessoa bem identificada, cuja revelação ficou esclarecida por conta de um antigo jornal da cidadee. Assim, continuamos com a questão antiga, em busca do verdadeiro jazigo da beata.    

DELLA CAVA: JOASEIRO
 
Foi lançado no dia 17 passado a terceira edição do livro Milagre em Joaseiro, do prof. Ralph Della Cava. Anteriormente anunciado para acontecer no Memorial Padre Cícero, às pressas, decorrente de fortes chuvas na madrugada, o evento foi transferido para o Teatro Patativa de Assaré, no SESC-Juazeiro do Norte. Casa cheia e um grande evento ali aconteceu. No início a assistência foi brindada com um show musical conduzido por Afonso Gadelha, Daniel Sobreira e banda. A seguir, organizado por Geová Sobreira, aconteceu a sessão de lançamento, que contou com a participação do prefeito municipal, dr. Raimundo Macedo, a secretária de cultura, Marli Bezerra, a reitora da UFCA, profa. Suely Salgueiro Chacon, o prof. Ralph Della Cava e o prof. Renato Casimiro. Professores, intelectuais, estudantes e expressiva representação da sociedade caririense se fizeram presentes, em noitada que se estendeu por mais de 4 horas de duração. O prof. Della Cava, muito emocionado, se deteve em quase três horas pondo autógrafo em cerca de 240 exemplares adquiridos pelos presentes. Some-se a isto o gesto digno do prefeito municipal que adquiriu mais 280 exemplares para endereçar aos colégios da rede pública municipal de Juazeiro do Norte. Assim, foram cerca de 520 exemplares os que inicialmente ficaram na cidade. Nos próximos meses, algumas livrarias da cidade terão a obra para aquisição dos interessados. Gostaria de me congratular com Geová Sobreira por toda a sua iniciativa de ter coordenado a reedição desta obra e mais por tudo que foi feito para que ela fosse lançada em grandes momentos, tanto em Juazeiro do Norte (lançamento nacional), como em Fortaleza (veja comentários a seguir). Nós, indubitavelmente, fomos agraciados com um dos maiores acontecimentos culturais já acontecido em Juazeiro do Norte, em toda a sua história. A seguir, transcrevo o texto do meu discurso, com o qual fiz a saudação ao prof. Ralph Della Cava, e sua magnífica obra. 
RALPH DELLA CAVA E A NOVA HISTÓRIA DE JUAZEIRO DO NORTE
Excelentíssimo Senhor Dr. Raimundo Macedo, 
Excelentíssima Senhora Marli Bezerra,
Excelentíssima Senhora Dra. Suely Salgueiro Chacon,
Excelentíssimo Senhor Geová Magalhães Sobreira,
Excelentíssima Senhora Olga Della Cava,
Caríssimo Professor Ralph Della Cava,
Meus senhores e minhas senhoras:
Acreditem que é impossível iniciar breves palavras que, eventualmente, tenham alguma serventia à apresentação da obra que se lança, neste local e nesta abençoada terra, revista e ampliada, da forma em que esta terceira edição de sua tese doutoral se apresenta hoje, sem que não me seja ensejado a relembrança de fatos presenciados no recuado segundo semestre de 1964. 
Naquela época, aluno do quarto ano, do então Ginásio Salesiano São João Bosco, eu e tantos outros, dentre os quais, também aqui nesta noite, meu irmão e amigo dileto, Daniel Walker, fomos convidados pelo padre Mário Balbi, prefeito da disciplina do estabelecimento, a permanecermos todos no pátio, após as orações matinais. A seguir, ouvíamos do Pe. Gino Moratelli, diretor do colégio, a palavra de apresentação do jovem doutorando, um americano que estava entre nós para escrever um livro sobre a história de Juazeiro e de seu patriarca. 
Eu lhe confesso, professor Della Cava, que aqueles jovens, na maioria, curiosos por aquela presença, quase inusitada, de um “gringo”, em tempos de Aliança para o Progresso, que já se fizera notar pelo trânsito circunstancial, a passos rápidos, entre o pavimento superior, especialmente entre a biblioteca e o refeitório, ainda não sabiam que história era aquela que se contaria, que padre era aquele que despertava a atenção do historiador, que terra era aquela que inspirava tanta curiosidade. Era como se, de nada disso ainda tivéssemos notícia, senão uma leve desconfiança de que, dentre as cenas da cidade, frequentemente um bulício prenunciava sinais evidentes de um milagre que pouco de anunciava. Se bem me lembro, notória era a alegação de minha avó, dona Neném Soares, de que “seu” Padre, seu compadre, já não queria que falássemos dessas coisas.
Relembraria, por exemplo, que não demorou muito, por além daquele primeiro encontro ainda no pátio do colégio, para sentir que o meu interesse pessoal mudaria substancialmente as minhas atenções para com minha cidade. No ano anterior, 1963, exatamente na noite de 22 de novembro, um fato muito importante já havia determinado uma breve interação com a história do Juazeiro. No dia da tragédia de Dallas, ao lado do meu pai, Luiz Casimiro, tristes por aquele acontecido, também em parte frustrado porque, de tão ansiosos, não teríamos naquela noite a transmissão normal da Voz da América, com os programas esperados sobre filatelia e cinema. Desistimos, eu e ele. Melhor, seria ir fazer outra coisa, diante de notícias tão dramáticas. Meu pai me apontou para uma velha estante para que dali escolhesse alguma coisa, como um daqueles volumes das obras de Alexandre Dumas, tão do seu agrado. Mas eu fui casualmente para outro, até então não percebido, nos meus catorze anos de vida. Era o conhecido discurso de Floro Bartholomeu da Costa, na Câmara Federal, em defesa do Juazeiro e do Padre Cícero, autografado pelo doutor-coronel do sertão, para meu avô, Antonio Alves Casimiro, seu colaborador durante as ações militares com respeito à Coluna Prestes. 
Quando lhe conheci, lembrei-me imediatamente daquilo que me despertara meses antes. O que não percebi de imediato foi que o trabalho que jovem doutorando terminaria por me atirar, também em leituras compulsivas a um sem número de publicações que já estavam entronizadas ao elenco vário desta missão. Estas leituras ainda não terminaram. Não tenho a menor ideia quando isto vai acontecer. Sei apenas que ao tempo, lugar e circunstâncias, isso de fato, me rendeu uma melhor compreensão sobre aquelas primeiras indagações inquietantes, em um dia qualquer, daquele tempo de uns cinquenta anos, onde muitos de nós ainda teríamos tempo para amar os Beatles e os Rolling Stones, mas que, felizmente, ao lado disto, ainda nos coube a tarefa gratificante de contribuir para que tudo isto fizesse parte de uma nova atenção sobre o nosso passado. Dois destes, pelos menos, estão hoje aqui e podem e devem lhe falar sobre isto.
Em 1970, com a edição americana de Miracle at Joaseiro, tivemos a revelação, o deslumbramento inevitável do que fora aquela jornada, especialmente pelo resgate de farta base documental, pela investigação empreendida e que nos mostrava com grande extensão a riqueza de nosso passado. Ali se iniciava a cruzada na qual nos lançávamos à longa jornada para recompor o grande arquivo da casa do Patriarca. 
Falo-lhes de mim, especialmente, pela notável experiência de vida que aquele fato determinou. Vários anos depois, já em 1974, por nosso primeiro encontro, o seu apontamento, generoso e afetuoso, posto em dedicatória no meu exemplar da primeira edição americana de Miracle at Joaseiro, me revelaria a atenção e certo reconhecimento de uma lida, tão incipiente, na expressão gentil de “...por cujas mãos seguras, repousa a herança histórica do Joaseiro”. E é hora, então, me permita, de firmar um testemunho e o meu agradecimento público diante do que a vida nos ensejou. 
Devo-lhe isto prof. Rafael Della Cava. Devemos todos nós um pouco de nós mesmos diante deste monumento edificado. É o nosso sentimento pela existência de Milagre em Joaseiro. Devemos-lhe isto, os filhos da terra e os adventícios, todos, sem exceção, romeiros da Mãe de Deus e do Padre Cícero. O seu trabalho, Rafael, como a gentileza e o afeto de tantos juazeirenses assim se deram na colaboração espontânea, também nos trás à lembrança de uma turma que se representa ainda hoje na presença Madre Maria Neli Sobreira da Silveira, mas também nas ausências de José Ferreira de Menezes, de José Geraldo da Cruz, de Odílio Figueiredo, de Otávio Aires de Menezes, de Murilo de Sá Barreto, de Cícero Fernandes Coutinho, de Amália Xavier de Oliveira, de Generosa Ferreira Alencar, de Beatriz Santana, de Maria Gonçalves da Rocha Leal, de Azarias Sobreira Lobo, de Maria Assunção Gonçalves, e de tantos mais. 
Quando esta obra chegou a meu conhecimento, pelas mãos carinhosas do amigo comum José Oswaldo de Araújo, eu me espantei pela riqueza que aquelas páginas guardavam. Num primeiro momento, aquilo que mais me fascinaria, por estes anos, através de densos acervos documentais, especialmente próximos e tão distantes aos nossos olhos, até então. E que se anunciavam reunidos em ABC - Arquivo do Bispado do Crato e ACS - Arquivo do Colégio Salesiano, especialmente, além de outras fontes. Até hoje, professor Della Cava, não obstante o farto aparato tecnológico em torno da digitalização, em contraposição às suas imensas dificuldades para fotografar, página a página, tudo o que lhe era apresentado, continuamos nós, essas outras gerações mais recentes, a garimpar novas achegas, complementares à sua diligente, profícua e meritória jornada entre nós. Tratamos ainda hoje, de certo modo, de realizar esforços para recompor a imensa fragmentação do original arquivo da casa do patriarca, disperso em mais de uma centena de novos endereços e destinos. Felizmente, ainda sob sua permanente inspiração.          
Particularmente, no que tocava a esta nova e grande contribuição para a história do Juazeiro, necessário se faz dizer da impressão muito vistosa de que até então o que tínhamos para ler sobre nossas questões políticas e religiosas, estava de há muito polarizado em duas tendências sectárias, entre a louvação e o escárnio. Era por assim dizer, como mencionavam resenhas anteriores, uma literatura do pró e uma outra literatura do contra. Especialmente sobre os interesses do Juazeiro. Milagre em Joaseiro passou a formar e a fortificar a tendência de novos olhares sobre este universo, pontificando pela atualidade e densidade documental, ajuntando novos estudos multidisciplinares e interdisciplinares ao gosto e eleição de parcela expressiva da academia brasileira e pelo mundo. Lembro particularmente, uma primeira impressão deste lócus quando ainda estudante na USP, em 1978, presenciei sessão pública de defesa de doutoramento de candidato que se propunha analisar fatos atinentes ao fenômeno do coronelismo na velha república. A examinadora, professora Maria Isaura Pereira de Queiroz, tão conhecida desta seara, num dado momento da sua arguição, se diz surpresa que o candidato não havia lido Ralph Della Cava, e como tal, nem mencionara em seu suporte bibliográfico, a que sua leitura e análise tinham recorrido por primeiro. E para concluir: como pode alguém pretender reescrever página tão expressiva desta nossa nacionalidade sem a atualidade, brilhante, de Milagre em Joaseiro? Foi um mau pedaço arranjar uma desculpa, todos reconheceram. 
Para mim foi um dos sinais evidentes de como a obra viria a entranhar-se na necessidade imperiosa desta missão: reescrever e estabelecer novos marcos basilares para a continuidade das discussões sobre Juazeiro e suas questões. Não obstante críticas destoantes e de pequena repercussão, a obra chega a esta sua necessária reedição intacta na sua proposta de nos mostrar que num certo foco, por exemplo, Pe. Cícero nem é santo, nem impostor. O personagem “...aparece no livro como tantos outros sacerdotes do Sertão do século XIX, erigido antes pelas circunstâncias que por qualquer característica pessoal notável a uma das figuras mais polêmicas da história do Brasil. Defensor involuntário de um “milagre”, foi denunciado pela Igreja como impostor, por temerosos coronéis e chefes políticos como perigoso agitador e aclamado pelas massas de sertanejos como santo injustiçado, capaz de livrar os pobres e enfermos de suas aflições. Por um complexo jogo de fatores, coube ao obscuro sacerdote desempenhar um papel dos mais relevantes na vida política do Ceará, canalizando os descontentamentos das populações miseráveis e contendo-os, numa região onde já dominavam tendências milenaristas e onde era comum a prática religiosa marcada pela fé ingênua e exaltada e, por outro lado, comandando, em virtude das forças sociais e políticas que despertou, um movimento religioso e popular de grande amplitude.”
Neste contexto, saudamos e aplaudimos esta terceira edição com o cuidado e zelo do seu coordenador editorial, Geová Sobreira. Vinte e cinco anos depois da segunda edição, a obra reaparece íntegra na proposta de revisão histórica sobre como se houve, por exemplo, a romanização na igreja do Ceará, e como isto afetou a trama que resistiu aceitar, ente nós, um milagre eucarístico. Milagre em Joaseiro é rico na narrativa de fenômenos sociais e políticos que tangenciaram ou marcaram indelevelmente a vida no Cariri cearense, só para citar fatos como páginas do coronelismo no inicio do século passado, o poder oligárquico de algumas famílias, as marcas do cangaceirismo, a revolução de 1913-14 e a construção de nossa autonomia política. E por tais predicados, está hoje aqui ereta e digna, como se sustentam as grandes obras, em pé nas prateleiras, à espera de nossa leitura e reflexão. 
Foi o que me ocorreu lhes dizer, meus senhores e minhas senhoras, meus queridos amigos Ralph e Olga Della Cava. Por esta minha inequívoca e franciscana indigência literária talvez ainda não tenha lhes expressado aquilo que de tão forte seu trabalho e esta obra nos impressionaram e nos marcaram nos últimos 50 anos. E não sem razão. Mas, felizmente, é tudo verdade. 
Ralph e Olga, nestes anos, depois que vocês partiram, e nos mandaram tantas notícias, continuamos aqui construindo e reconstruindo estes itinerários. Vocês sabem com quanto de Milagre em Joaseiro foi possível construir uma nova história. Sem dúvida alguma, o Joaseiro afetou-lhes profundamente em suas vidas. Mas, efetivamente, foi muito mais profundamente afetado por sua obra. Só assim foi possível entender que à sombra dos velhos patriarcas, à sombra dos grandes marcos de nossas lutas em torno das nossas mais flagrantes questões sociais, Juazeiro é, Juazeiro continua sendo o milagre.
Muito obrigado
(Discurso de Renato Casimiro, na apresentação da 3ª. Edição do livro Milagre em Joaseiro, do prof. Ralph Della Cava, em Juazeiro do Norte, no Teatro Patativa de Assaré, na noite do dia 17.02.2014)

DELA CAVA EM FORTALEZA

Também se revestiu de grande sucesso o relançamento de Milagre em Joaseiro, 3ª. Edição, em Fortaleza. O evento aconteceu no último 20, na Livraria Cultura, a melhor e mais importante livraria da capital cearense. A propósito deste evento, transcrevo aqui o que escreveu o ex-reitor da URCA, prof. André Herzog, que foi postado na sua página no Facebook: “O público era menor do que o que acorreu ao relançamento em Juazeiro, na segunda-feira passada no Teatro Patativa do Assaré totalmente lotado, de uma obra que veio a lume há 44 anos. Todavia, poucas apresentações na Livraria Cultura reúnem público semelhante. Um Governador e um Presidente do Tribunal de Justiça, seis ex-Reitores, de três Universidades do Ceará, um Deputado, Secretários de Estado, dois presidentes da OAB, Professores de diversas formações e filiações acadêmicas, com larga trajetória, estudantes, artistas, profissionais liberais, livres pensadores, interessados em geral, gente da melhor qualidade. Uma apresentação musical formidável, a que se seguiu a palavra do ex-Reitor da UFC, Prof. Paulo Elpídio, improvisado como chefe de cerimonial. O Prof. Eduardo Diatahy, que escreveu um rico ensaio crítico à nova edição, encarregou a apresentação do livro a um emocionado Prof. Josênio Parente, aluno de Mestrado do autor da obra.Na sequência uma fala modesta e de agradecimentos do autor, entrecortada por recordações pessoais, e uma dificilmente contida emoção, que se dissipou com o chamamento à sessão de autógrafos. Uma noite para reunir amigos e celebrar o curso da vida, apesar das muitas ausências inevitáveis e outras contornáveis. Uma noite para recordar e apreciar com atenção. O ciclo de uma vida e de uma obra fechando-se sobre si mesmo, porém longe de se esgotar no autoelogio, irradiando inspirações humanas, espirituais e intelectuais, lançando luzes, e provocando novos desafios à diferentes compreensões. Assim foi o renascer de Milagre em Joaseiro, a obra fruto da Tese de Doutoramento do ítalo-americano brasilianista Ralph Della Cava, que intencionalmente cambiaria o curso de sua vida e da historiografia do Ceará, da virada do século XIX para o século XX. Diatahy encerra seu ensaio invocando o Eclesiastes e a sabedoria de seus autores. Eu lembro que no antigo testamento Os Profetas, ao contrário de um senso comum, não eram aqueles que previam o futuro, senão aqueles que melhor compreendiam o presente. Viva o Pe. Cícero do Juazeiro. Viva o Cariri.”
Também recebi um comunicado do organizador destes eventos, prof. Geová Sobreira, nos seguintes termos: Renato, Recebi o texto de sua apresentação do livro de Ralph. Irei guardá-la e, quem sabe, será um dia publicada. Quero, antes de tudo, agradecer sua valiosa contribuição, fundamental, para o brilhantismo daquela noite maravilhosa. Pelos meus registros foi uma das mais belas noites da história cultural moderna de Juazeiro e você foi um dos responsáveis daquela majestosa noite. Em Fortaleza, o Ralph não se cansava de repetir que o evento em Juazeiro foi uma das maiores da vida dele. Peço-lhe que transmita aos amigos de Juazeiro o meu especial agradecimentos a todos. Repito: muito obrigado por tudo! Abraços fraternos, Geová Sobreira.

NOVO LIVRO
Uma síntese histórico-documental de Ibicuã, pela professora Maria Delânia da Silva. Como recolho no Facebook, "uma viagem pelas trilhas da História de Ibicuã: uma terra fértil em matéria de episódios históricos célebres; deles, de repercussão nacional até, como "A Sedição de Juazeiro" ou "A Guerra do Coronelismo", cujo clímax deu-se com o desaparecimento do notável Capitão J. da Penha, ferido mortalmente às margens da então Estrada de Ferro de Baturité - EFB, nas cercanias do antigo Miguel Calmon, em 22 de fevereiro de 1914."







MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
Imagem do Palestra Esporte Clube, o segundo time de futebol de Juazeiro do Norte, fundado pelo desportista João Araújo, (sem data, provavelmente anos 40). Formado para jogo, no antigo campo existente na atual praça Leandro Bezerra (antigo Quadro da Clayton, e Praça dos Ourives – Franciscanos). Alguns são identificados: (Na fila do meio, da esq. para a dir.: Ananias Araújo, Mascote e José Gonçalves Magalhães; Outros craques a serem reconhecidos: Chico de Adones, Mário de Telvina, Parali, Raimundo Amazonas, Raimundo Galinha dágua, Moacir de Gino. (Foto do Arquivo de Raimundo Araújo, cedido gentilmente.)

CINE ELDORADO & CINE CAPITÓLIO
No recesso, recebemos o seguinte e-mail: Olá, Renato! Estava acompanhando a programação dos cinemas no ano de 1949, esperando a hora que você pudesse postar informações sobre os filmes exibidos nos cinemas de Juazeiro durante o ano de 1953, pois só assim teria algo mais desse tempo que não vivi, mas que tenho interesse de conhecer e assim poder completar uma história de amor que ouvi de alguém que falecera sem ter tempo para concluí-la. Parabéns a esse trio maravilhoso (Daniel Walker, Tereza Neuma e Renato Casimiro) por nos fazer reviver o passado e nos atualizar no presente. Abraço, Simone (Fortaleza-CE). Agradecemos a Simone a gentileza do contato e suas observações. Infelizmente não temos à mão jornais dsta época e estamos envidando esforços para tentar obter. Sabemos que o jornalista Aldemir Sobreira tem uma coleção completa do jornal O Pioneiro (“Semanário independente e noticioso.” Data de Circulação (Primeiro Número): 15.02.1953; Data de Encerramento (Última Edição): 22.02.1954; Diretores: Othon Mendonça de Matos/Edvan Coelho; Vice-Diretor Rômulo Xavier Barbosa; Secretário Espedito Cornélio de Miranda (com o pseudônimo de Hélio Caldas); Redator: Francisco Campos Aires; Coluna Desportiva, assinada por Dário Maia Coimbra (com o pseudônimo de Carlos Baraúna); Diretor Comercial: Aldemir Sobreira; Repórteres: João Tavares e Alcely Sobreira; Ilustrações com xilogravuras: Damásio Paulo de Oliveira; Redação: Rua da Conceição, 782. Oficinas: Tipografia São Francisco, Juazeiro do Norte e Tip.Imperial, Crato.; Dimensões: 24,5cm x 33,0cm; Periodicidade: semanal, circulando aos domingos). Vamos ver se conseguimos e poderemos atender. Enquanto isto, lançarei mão do jornal Folha de Juazeiro, e outros, para retomar esta lembrança dos filmes antigos em nossos cinemas. Muito grato. 

JORNAIS
Vez por outra somos surpreendidos com títulos de jornais de Juazeiro do Norte, ou que existiram ou que ainda continuam circulando. No nosso inventário, incluímos nesta semana o Informativo Além da Vida que é editado mensalmente pela Cariri Espírita. Renovamos o nosso pedido para que os nossos leitores façam contato conosco para indicar desde os mais simples informativos a todo e qualquer jornal que seja do seu conhecimento, para que tomemos alguma providência no sentido de catalogá-lo incluindo na História da Imprensa de Juazeiro do Norte. Foi o caso deste Informativo Além da Vida, cuja edição mais recente (primeira página) é este aí, referente a janeiro de 2014, no seu Ano 5 (portanto, nascido em 2010), edição 46. 

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
A região do Cariri foi assaltada, literalmente, com a notícia do sumiço de verba para as obras do Aeroporto. Na última terça-feira, dia 18, aconteceu uma reunião em Brasília, envolvendo o presidente da Infraero, Gustavo Vale, o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, e o José Roberto Celestino. Nesta oportunidade, a Infraero anunciou que por necessidades de destinar recursos para outros setores com demandas maiores, transferiu para outros destinos a disponibilidade que havia para obras no Aeroporto de Juazeiro do Norte. A verba de R$ 15,8 milhões de reais estava destinada para custear a desapropriação dos 486 mil m2 de área, para serem utilizados em obras de ampliação do terminal de passageiros e novos espaços de pousos e decolagem. Agora será necessário apelar para instâncias superiores, dentre as quais o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e a própria presidente Dilma. Lamentável. Enquanto isso, o nosso aeroporto continua exibindo um desempenho fantástico para sua categoria. Temos nos ocupado, mensalmente, para apresentá-lo, com os dados oficiais da própria Infraero. Como agora, em que os resultados de Janeiro novamente expressam a força deste equipamento. Temos sempre comparado a posição relativa do nosso aeroporto, frente aos demais pelo pais. Assim, por exemplo, comparando a situação de 2013 para este primeiro mês de 2014, encontramos: Dentre todos os aeroportos do pais, era em 2013 36º de 63, em janeiro de 2014 é agora o 34º de 63; dentre os domésticos, em todo o país, em 2013 era o 16º de 34, agora é o 14º de 35; dentre os domésticos do interior, em todo o país, em 2013 era o 8º de 21, agora é o 6º de 22. Na região Norte/Nordeste, de todos os aeroportos (domésticos e internacionais), em 2013, era o 18º de 30, agora é o 17º de 30; dentre os domésticos, era o 7º de 14 e agora é o 6º de 14; no interior desta região, era o 5º de 11 e agora é 4º de 11. Como se vê, no foco desta crise, o aeroporto de Juazeiro do Norte, sem instalações condignas, se mantém apresentando ótimo desempenho. E até melhorando, com menor opção de voos. Isto é que é incrível. Compete a esta gente da Infraero um mínimo de discernimento para ver com bons olhos estas necessidades crônicas diante de tal performance. Mas, como tudo é esta miserável Copa do Mundo de 2014, até bem depois dela ainda amargaremos os vexames de não vê-lo com esta situação bem resolvida. E continuam as obras de alargamento da Av. Virgilio Távora. É o mínimo que compete à PMJN ir tocando para que pelo menos o acesso ao aeroporto seja mais adequado. (Foto: PMJN, Seinfra)






domingo, 26 de janeiro de 2014

EU NÃO ESTOU AQUI...

A recente celebração do centenário de morte da beata Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo (Joazeiro: *24.05.1862; +17.01.1914) teve como um dos momentos mais simbólicos a cerimônia na qual a beata teria nova sepultura. Consultado sobre a placa que encima o local, sugeri uma paráfrase ao epitáfio do grande poeta Mário Quintana: “Eu não estou aqui!” A isto, acrescentaríamos: “Aliás, eu estou aqui!” Tal aconteceu, e assim está lá. Moveu-me o intento, felizmente aceito, de que com isto ainda mais nos lembraremos com frase tão emblemática, não só a memória poética, mas a certeza da ressureição e da imortalidade da alma. De outra sorte, ao agregar o “eu estou aqui”, queremos firmar o nosso entendimento de que Maria de Araújo, por exemplo e vida, especialmente ao longo de amplo período de esquecimento, e da violência cometida, está ali, sim, pois não é admissível a negação de um derradeiro palmo de terra para o seu “repouso eterno”. O caso de Maria de Araújo, visto pela intolerância clerical de sua época, levou a infeliz a se tornar este ser histórico que se arrasta pelos séculos, como uma mulher sem túmulo. Até 22.10.1930, sabia-se que seus restos mortais estavam ali, na entrada da Capela do Socorro, ao lado direito, ao pé da parede, em modesto túmulo registrado em foto da época. Naquela data o ato violento, autorizado pelo Diocesano de então, converteu-se em crime hediondo perante os olhares do Patriarca e, ao tempo, pela indignação de cidadãos honrados, de povo e estudiosos que se deixaram ficar reflexivos sobre a triste sina deste infortúnio. Estranho é que, passados tantos anos, a homenagem aceita pela própria Igreja do Cariri se faz sob o mesmo clima marginal de então, ao pé do muro da Capela, mas agora externamente. Cabe a esta mesma Igreja esclarecer a este povo o que foi determinado há 83 anos. Se o vigário José de Lima o fez mediante imposição do diocesano, pode ser que haja correspondência ou algum relatório. Contudo, o único documento competente, firmado em cartório (03.12.1930) pelo protesto de cidadãos juazeirenses, assegura que ali já não encontrava quase nada, a não ser uns poucos resíduos do caixão, do crânio da beata, de sua vestimenta e adornos, postos em um vaso de vidro, mas também sem indicação de destino. Quanto ao procedimento instruido pelo vigário, é pouco provável que tenham posto em algum outro túmulo, mas aberto uma outra vala, sem qualquer identificação para o futuro. Sabe-se que até fotógrafo integrava o grupo que inspecionou o local após a violação. Mas, caprichosamente não há uma só imagem a propósito do interesse dos protestantes. Na comemoração do centenário, a própria Igreja do Cariri, reconheceu a mártir, lhe deu vivas e proclamou suas virtudes e heroismo. Mais que isto, é dever desta mesma Igreja, já que recentemente se preocupou com isto, proceder a uma “busca arqueológica”, não em jazigos autorizados do campo santo, mas no ambiente da Capela, exatamente no local tão reconhecido, o da sepultura original. Qual é a angústia e o escrúpulo prevalentes? Sem dúvida, a pauta existente na Sagrada Congregação e que nos remete à expectativa de uma revisão de todo o processo, com a ansiosa espera por uma reabilitação, também deverá ensejar, obrigatoriamente, um novo olhar de piedade cristã sobre a serva tão fiel.     

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
A imprensa desta semana, especialmente a Folha da Manhã (23.01.2014) deu manchete principal para a redução do movimento no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Ou seja, comparando-se os anos 2012 e 2013, o transito de passageiros caiu cerca de 14%. Seguindo-se a evolução deste movimento, como se tem observado desde 2003 até 2012 (dados e gráfico, abaixo, oficiais do Infraero), a expectativa para 2013 seria 560.000 passageiros/ano (ponto 11 no gráfico). Portanto, a frustração não é apenas de 14%, mas de 44%. Se houver uma boa recuperação, a ponto de alterarem-se certos condicionantes como novos vôos, destinos, operadoras e a solução das questões de obras em andamento, a expectativa para 2014 pode girar em torno de 700.000 passageiros/ano (ponto 12 no gráfico). Não obstante este mau resultado, o Aeroporto de Juazeiro do Norte se mantém, comparativamente aos demais 62 aeródromos brasileiros geridos pelo Infraero, guardando a mesma posição relativa. Para verificar esta questão, entre as conjunturas Brasil e Norte/Nordeste, Internacionais/Domésticos, voltamos a apresentar com os dados oficiais, as tabelas mostradas a seguir, como vimos fazendo anteriormente. Isto significa que, efetivamente, embora alguns aeroportos não tenham experimentado o problema do nosso, esta posição relativa comportava alguma variação momentânea, sem afetar este desempenho como temos concebido. Menos mal, especialmente diante do que ainda compete ser realizado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte/Governo do Estado do Ceará/Infraero no tocante a infraestrutura e instalações do aeroporto. O mercado do Cariri e área de influência, certamente, ainda continuará a exercer uma forte pressão sobre estas ações, de modo a que não reste nenhuma dúvida sobre o que precisa ser implementado nas melhorias do aeroporto. Somos otimistas.









domingo, 29 de dezembro de 2013

NATAL E NOVO ANO

Na noite da celebração da natalidade do Senhor, muitos lares desta cidade estiveram festivamente comemorando a data. Em muitos outros mais, o Natal talvez não foi lembrado. Em muitos, pobreza e miséria fazem parte do seu cotidiano. Ao tempo em que lhes faltam alimento, acolhimento, atenção e carinho. São os apartados desta sociedade perversa que não os incluem para fazer mais fraterna esta grande data. Juazeiro do Norte e todo o Cariri se desenvolvem, mas os sinais destes tempos encerram a visão de um mundo profundamente marcado pelas diferenças sociais, onde uns tem tanto e outros quase nada. Este o fosso que se abre perante nossas vistas, contendo um grande passivo de responsabilidade social. Desejo expressar aos leitores desta coluna, tantos amigos que me deram o privilégio de sua atenção para com estas notas semanais, os meus votos sinceros para que vivam um santo e muito feliz Natal. Não esqueçamos a lembrança de que Natal ocorre por todo o ano. Sempre é Natal e sempre devemos festejar o Emanuel, o Deus conosco. Ele, aquele que nos fortalece. Pois tudo podemos naquele que nos fortalece. Sejam também essas as nossas esperanças por um novo mundo, por um novo ano. Exatamente o 2014, outro ano centenário na história desta cidade para que sejam lembrados os compromissos que cada um de nós tem para que esta seja uma civilização fraterna a partilhar os ganhos sociais de se engrandecimento. Tenham todos um Natal festivo, na paz do Senhor. E um ano novo próspero de realizações. Obrigado a todos pela a atenção a este colunista.  

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
Como temos feito, mensalmente, estamos novamente vendo os números oficiais da Infraero, não só com respeito a Juazeiro do norte, mas também no contexto dos demais 62 aeroportos brasileiros sob as atenções da Infraestrutura Aeroportuária. Pelos dados, verifica-se que permanece inalterada a posição do Regional do Cariri, frente às mesmas comparações que sempre fazemos, tanto no Brasil, como na região Norte-Nordeste.  Por estes dias o Aeroporto voltou a ser objeto de noticias auspiciosas, com respeito a novos voos. Na verdade, face ao período de maior demanda, as companhias estão disponibilizando voos extras. Não devemos ter maior preocupação com este fato. Realmente não cabe na cabeça de um vivente que as companhias que operam no Cariri esnobem este mercado. Isto deve durar pouco. A demanda crescente os fará pensar melhor. Por exemplo, estima-se que 3.600 usuários devem circular diariamente no Aeroporto, tal e a utilidade dos voos em pousos e decolagens. Com respeito a voos extras, dois casos – A Azul vem disponibilizando voos vindos de Campinas, em São Paulo, com destino à Juazeiro do Norte, com previsão de pouso diário por volta das 9 horas da manhã e decolagem para o destino de origem a partir das 9h40. A Gol, por sua vez, oferece voo extra, somente aos domingos, a partir do próximo dia 29, com previsão de encerramento no dia 26 de janeiro de 2014. O voo sairá de Guarulhos com destino a Juazeiro do Norte com pouso previsto às 7h15. A decolagem com destino a São Paulo, com escala em Petrolina, Pernambuco, está marcada para as 7h45. Segundo a superintendência local do Aeroporto, a Avianca não manifestou nenhum interesse nesta direção de novos voos. Na situação atual, o Aeroporto pode abrigar operações de mais duas empresas, mas não tem havido nenhuma procura. Da parte da Prefeitura Municipal, continuam as obras do alargamento do primeiro trecho da Av. Virgilio Távora, com previsão para entrega em Março próximo. Outras obras devem ser conduzidas pela PMJN de modo a permitir maior fluidez ao trafego entre as Avenidas Humberto Bezerra e Manoel Coelho Alencar.







HOMENAGENS
RESOLUÇÃO N.º 679 DE 03 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Senhor Francisco João de Figueiredo, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno; Coautoria: José Nivaldo Cabral de Moura; Subscrição: Antônio Vieira Neto - Firmino Neto Calú – Francisco Alberto da Costa – Cláudio Sergei Luz e Silva Antônio – Glêdson Lima Bezerra - Cícero Claudionor Lima Mota – José Ivan Beijamim de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macedo –José de Amélia Júnior – Rubens Darlan Morais Lobo – José Tarso Magno Teixeira da Silva - João Alberto Morais Borges – Maria de Fátima Ferreira Torres e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
RESOLUÇÃO N.º 680 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede Medalha Cidade de Juazeiro Comenda do Mérito Legislativo ao Senhor José Ronaldo Leite, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade juazeirense. Autoria: Firmino Neto Calú; Coautoria: Danty Bezerra Silva; Subscrição: Francisco Alberto da Costa - Glêdson Lima Bezerra - Cícero Claudionor Lima Mota - José Ivan Beijamim de Moura - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - Paulo José de Macedo – Rubens Darlan Morais Lobo - José Tarso Magno Teixeira da Silva - José de Amélia Pereira Júnior – Normando Sóracles Gonçalves Damascena – José Adauto Araújo Ramos – José Nivaldo  Cabral de Moura – João Alberto Morais Borges - Antônio Vieira Neto - Cláudio Sergei Luz e Silva e Maria Calisto de Brito Pequeno.
RESOLUÇÃO N.º 681 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Sidney Morais de Almeida Júnior, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade e aos jovens desportistas. Autoria: José Duarte Pereira Júnior; Coautoria: Rubens Darlan Morais Lobo - Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: Francisco Alberto da Costa – José Adauto Araújo Ramos - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - José Nivaldo Cabral de Moura –Normando Sóracles Gonçalves Damascena - José Ivan Beijamim de Moura - João Alberto Morais Borges - Cícero Claudionor Lima Mota - José Tarso Magno Teixeira da Silva - Firmino Neto Calú – Danty Bezerra Silva - Paulo José de Macedo – Rubens Darlan de Morais Lobo – Antônio Vieira Neto – Rita de Cássia Monteiro Gomes - Maria Calisto de Brito Pequeno.
RESOLUÇÃO N.º 682 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Empresário Marcos Fernandes de Araújo, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno; Coautoria: Danty Bezerra Silva e João Alberto Morais Borges; Subscrição: Firmino Neto Calú - Francisco Alberto da Costa – Glêdson Lima Bezerra - Cícero Claudionor Lima Mota - José Ivan Beijamim de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macêdo – José de Amélia Pereira Júnior – Rubens Darlan de Morais Lobo – José Tarso Magno Teixeira da Silva – Normando Soracles Gonçalves Damascena – José Adauto Araújo Ramos e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
Obs.: Francisco João de Figueiredo, é cirurgião dentista; Marcos Fernandes de Araújo, empresário do ramo farmacêutico; Sidney Morais de Almeida Júnior, nascido em Ituituba, MG, é treinador do Icasa; José Ronaldo Leite, é juazeirense de nascimento, em 15.02.1972.