domingo, 24 de janeiro de 2016

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
213: (13.01.2016) Boa Tarde para Você, Josenir Amorim Alves de Lacerda
Não faz tanto tempo assim que os nossos brios caririenses se engalanaram com a escolha de Josenir Lacerda, poetisa de tantos predicados, para sua posse em 19.12.2010, no Rio de Janeiro, numa cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABCL. Ela se tornou a primeira caririense, filha muito estimada do Crato, ocupante da Cadeira n° 37, portanto – inserida no rol dos membros fundadores da agremiação, patrocinada pelo poeta e repórter paraibano José Soares, um dos quarenta que são referidos como grandes poetas populares. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel tem dentre os seus grandes homenageados alguns dos poetas da literatura oral, vates cujas obras, e até parte de suas vidas, estão intimamente ligadas ao Cariri, como Leandro Gomes de Barros, João Martins de Atayde, Expedito Sebastião da Silva, José Bernardo da Silva, Delarme Monteiro Silva, Patativa do Assaré e Manoel Caboclo e Silva. De não menos nomeada, falamos de Josenir Lacerda, a mesma que já nos orgulhava pelo destaque merecido na Academia dos Cordelistas do Crato, em outra ocupação de grande honra, mérito e representação, por ter sido sucessora na cadeira n° 3 do grande Mestre Elói Teles de Morais. A existência de Josenir, felizmente, não é fato isolado porque a propósito da lembrança de Elói Teles, como radialista que manteve por 35 anos um programa radiofônico intitulado “Coisas do meu sertão”, aí começou nos anos 60 a despertar interesse a presença feminina no cordel com poetisas como Nair Silva, Mundinha Torquato, Esmeralda Batista, Bastinha Job, Rosimar Araújo, Anilda Figueiredo e Rosário Lustosa, dentre outras. Seu Elói foi um radialista, um grande folclorista que exerceu enorme influência na difusão da poesia sertaneja e do cordel, tanto de homens, como de mulheres, tendo sido o fundador e primeiro presidente da Academia dos Cordelistas do Crato. Deste modo, a literatura de cordel que habitualmente era o locus preferencial da presença de poetas, homens versejadores de grande excelência, abriu-se magistralmente para esta filiação de grandes talentos, e o Cariri terminou por ensejar a emergência de novos, grandes e surpreendentes talentos. Não posso deixar de mencionar aqui também a excelente contribuição que este feminismo poético no cordel revelou através de Salete Maria, Fanka Santos, Rivaneide, Edianne dos Santos, Madalena de Souza, Luiza Campos, Silvia Matos, Camila Alenquer, especialmente ligados ao grupo da Sociedeade dos Cordelistas Mauditos, aqui em Juazeiro do Norte. E não foi fato isolado apenas na poética, mas também na xilogravura em capas de folhetos que foram surgindo e revelando excepcionais valores femininos com grande sensibilidade para entalhar em umburana a expressão desta nova poesia feminina, através das ilustrações de Erivana, Edianne Nobre, Jô Andrade, Emanuele Alencar, Maria Rivaneide, Áurea Brito, Regilene Stéfanni e Eliane Nobre. Eu só fui conhecer Josenir Lacerda bem recentemente ao descobrir o seu recanto chamoso da Rua José Carvalho, em Crato, diria, a instituição Recanto Cordel e Arte, um local prazeroso para onde convergem figuras notáveis do cordel e da xilogravura, intelectuais e visitantes, todos sempre muito interessados num bom encontro, ótima conversa e um acervo maravilhoso de artesanato e poesia. No cordel, Josenir é uma poetisa de grande fertilidade, explorando com habilidade e criatividade o cotidiano e os seus fatos recorrentes, a linguagem sertaneja e suas raizes, pois se iniciou muito cedo, bem jovem, lendo os clássicos com quem se familiarizou muito com a temática e a construção métrica, de onde foi recolhendo inspiração para os versos que elaborava, caindo no gosto e no reconhecimento de Patativa do Asaré que não lhe regateava elogios. Gosto muito do seu estilo, da sua elegância discreta revelada em quase uma centena de folhetos que vou degustando e colecionando, de tudo que me aparece com seu nome, seja na sua produção regular, ou o que realiza em parcerias, e o que figura em coletâneas. Na minha limitada percepção, trago hoje à consideração esta figura notável de Josenir Lacerda, uma pioneira no que faz, porque dedica corpo e alma à preservação de nossas tradições, de sua riqueza cultural, num esforço continuado por tudo aquilo que vibra e pulsa em sua alma e coração. A vida e o trabalho de Josenir Lacerda é parte insubstituível desta felicidade que há no Cariri. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 13.01.2016)
BOA TARDE (II)
214: (21.01.2016) Boa Tarde para Você, Prof. Dr. Melquíades Pinto Paiva
É com imensa alegria, Dr. Melquíades, que o saúdo nesta tarde, por sabê-lo entre nós, visitando o seu Cariri tão amado, e nesta circunstância tão desconcertante: você ao nosso abrigo acalorado e eu, infelizmente, a milhares de quilômetros, nas graças de sua cidade maravilhosa. Malgrado este desencontro que era o não planejado, ambos temos o que falar destes estados de felicidades que invadem nossas almas, reencontrando velhos amigos, revendo paragens tão afetuosas e nos deliciando com o que ainda podemos falar desta convivência que persiste entre o histórico e tradicional, e o que ainda nos envaidece num recanto querido da nação. Você está de volta à sua Lavras de São Vicente Férrer para receber, como primeiro agraciado, a Medalha Prof. Joaryvar Macedo, comenda com a qual a municipalidade lavrense deseja firmar o seu melhor elogio a pessoas como você, gente de história e méritos, filho e glória dessa terra. Felizmente posso falar antecipadamente com algum conhecimento sobre o que a sua cidade viverá no próximo dia 20, por ocasião da cerimônia da entrega desta comenda, pois a vida me reservou nestes anos uma convivência com você e com Joaryvar. Em meados dos anos setenta eu conheci Joaquim Lobo de Macedo – Joaryvar Macedo, uma extraordinária criatura humana, professor, pesquisador e brilhante intelectual neste nosso Cariri, aqui tendo fundado o Instituto Cultural do Vale Caririense, aqui tendo produzido a sua maior riqueza humanística, entre o caráter e a bagagem intelectual que construiu brilhantemente. Tive o privilégio de ter sido um dos que tentaram substitui-lo à frente do ICVC, entusiasmado com o que vira de sua imensa dedicação para elevar no Cariri essa chama ardente e inflamante da pesquisa histórica, rebuscando velhos arquivos para rever e estudar páginas memoriais da história e da genealogia destes Cariris novos. Daqui, o professor Joaryvar Macedo foi chamado e aceitou prontamente para as funções honrosas de secretário estadual dos negócios da cultura, tendo sido o único dos colaboradores daquele governo que permaneceu entre o primeiro e o último dia. Todos sabemos o quanto o Estado do Ceará se beneficiou com a sua lucidez, com a sua competência e a prontidão como realizou uma administração eficiente, voltada para um amplo atendimento de tantas demandas institucionais. A biografia de Joaryvar Macedo foi algo que se enriqueceu substancialmente pela imensa acolhida e aclamação de inúmeras instituições culturais do Estado, todas beneficiadas nos seus propósitos de realizar dinâmicos programas de atuação, como institutos, academias, associações e grêmios. Faleceu precocemente Joaryvar Macedo e a sensação que tenho é que poucas foram as nossas lágrimas para testemunhar naquela comoção o sentido mais íntimo do agradecimento que gostaríamos de partilhar com sua família pelas beneméritas ações que realizara por seu Estado. Tão sumário quanto emocionado, Professor Melquíades, a lembrança de Joaryvar Macedo continua nos comovendo pela grandeza de sua simplicidade como cidadão honrado deste Cariri, agora mais resgatado em sua terra para firmar esta comenda aos que são exemplares à sua imagem. É deste modo que vejo o gesto concreto da Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira ao trazer a público, uma vez mais, o conhecimento da grandeza que há na vida e na obra do agrônomo Melquíades Pinto Paiva, o professor emérito – tantas vezes reconhecido, na cidade e no mundo. É deste modo que vejo esta homenagem ao cientista Melquíades Pinto Paiva, uma das glórias do Ceará, aquele que projetou a academia universitária, magistralmente criada por Antonio Martins Filho, inserindo-a brilhantemente, nas mais conceituadas revistas científicas do planeta. É deste modo que teremos a oportunidade de rever em relato sincero a imensa folha de sua contribuição, especialmente a partir da criação da Estação de Biologia Marinha, em 1960, à qual se sucederia em Laboratório de Ciências do Mar – LABOMAR, em 1969, para estar hoje como Instituto de Ciências do Mar, desde a sua transformação em unidade acadêmica da UFC, desde 1998, com competência para ministrar cursos de graduação e pós-graduação, mantidas as características de instituição multidisciplinar voltada para a pesquisa, ensino e extensão. Esta, sem dúvida, é a maior de suas obras em busca do desenvolvimento deste nosso Estado, mas muita coisa ainda se falará sobre seus predicados de diligente pesquisador de nossa História, o “Fideralino” que adentrou fundo nas histórias da vida de Lavras e de seus ricos personagens. Associo-me, mesmo à distância, prazerosamente, a este momento de tão justas e merecidas homenagens a este filho ilustrado de Lavras da Mangabeira, e também agradecido felicito-o fazendo votos por sua felicidade pessoal, com sua amada Arair e toda a família, para enfim, lembrar versos de sua querida amiga Rachel de Queiroz quando escreve: 
"Visitante mui amigo pode entrar, a casa é sua. Ah! como é tão bom nesta vida abrir-se a porta da rua como quem abre um abraço, dizendo assim como eu faço: Entre a gosto, a casa é sua".
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 21.01.2016)
COLUNA CIDADE & CIDADANIA 
No Portal da Radio Padre Cícero, FM 104,9, de Juazeiro do Norte, está sendo publicada uma página semanal em que deverei continuar abordando questões de interesse de nossa cidade e de nossa cidadania. Nesta coluna estes textos serão reproduzidos, como faço agora com o terceiro deles.
O TRÂNSITO (III)
No artigo anterior fizemos uma menção para analisar aqui a questão da frota de veículos que temos no município e como isto impacta sobre a desorganização do trânsito, de modo a exigir grande cuidado, redobrados esforços em planejamento, investimentos em engenharia de tráfego e gestão por parte do poder público. O Anuário do Cariri de 1949, ano em que nasci, registra para a cidade de Juazeiro do Norte os seguintes números de veículos em circulação: Automóveis (30); Caminhões (40); ônibus (3); Motocicletas (2); Bicicletas (18); Carros de bois (14); Carroças (14); Cabriolés (4), num total de 125 veículos. Bem mais recentemente, segundo as estatísticas do IBGE, de 2013, tínhamos naquela ocasião, os seguintes números: Automóveis (30.536); Caminhões (1.898); Caminhões-trator (129); Caminhonetes (6.463); Caminhonetas (1.117); Micro-ônibus (195); Motocicletas (45.928); Motonetas (7.953); Ônibus (231); Tratores (0); Utilitários (441), num total de 94.891 veículos. Os dados mais atuais são os do próprio DETRAN-CE que registram até outubro de 2015 os seguintes números: Automóveis (32.185), Caminhões Trator (142), Caminhões (1.958), Caminhonetes (7.094), Camionetas (1.048), Micro-ônibus (195), Motociclos (48.172), Motonetas (8.582), Ônibus (248), Reboques (1.023), Semi Reboques (1.023), Utilitários (499) e Outros (relacionando as seguintes categorias: Ciclomotor, Triciclo, Trator de Esteiras, Trator misto, Quadriciclo, Motor casa e Side-car), num total de 101.519 veículos registrados. A primeira coisa a considerar é evolução na diversidade desta frota, vista aqui historicamente pelos tipos de veículos e suas circunstâncias, tais como dimensões, potência, etc. Ora, qualquer gestão municipal veria obrigatoriamente, no seu planejamento, estes aspectos, de modo a minimizar elementos mais arrogantes da projeção que faríamos para o futuro, em vista do crescimento vegetativo desta frota ao clima tão pacato da cidade de então. Minimamente, isto requereria um novo olhar que aos poucos fosse contemplando algumas novas necessidades com respeito a dimensões de vias públicas, zoneamento para o trânsito e até mesmo as faixas exclusivas que iriam sendo necessárias. A realidade destes últimos anos, especialmente entre 2013 e 2015, demonstra que no período acumulamos uma variação de frota por volta de 7%, mas nela destacamos fatos relativamente novos como a variação na categoria de motos em 10%, observando que esta categoria, e assemelhados, numericamente já representa cerca de 56% do total da frota circulante. A frota de motociclos e assemelhados, espalhada por todo o município já demanda um estacionamento que ocuparia mais de 15 hectares e isto em parte é responsável por um dos componentes da pressão do trânsito sobre os problemas de mobilidade. Ultimamente tem-se tentado algumas estratégias para conter a desorganização inevitável por conta da excessiva frota, própria ou o total circulante, em razão do que ingressa na área central da cidade vindo de mais de uma centena de municípios. É o caso das centenas de vans e mini vans que chegam à cidade desde as primeiras horas da manhã, motivado pelos atrativos que a cidade exerce em sua área de influência, como pólos comercial, de educação e serviços em geral. Como a maioria aqui permanece por várias horas, a área mais central da cidade se reduz temporariamente em uns dois hectares. Algumas iniciativas tem minorado a questão, como o estabelecimento de zona azul, novos estacionamentos rotativos e algumas concessões do município, em áreas reservadas, particularmente nas romarias. Sobre as romarias, nota-se apenas um pequeno esforço concentrado nos períodos críticos e pouca coisa em termos de engenharia de tráfego. Veículos muito pesados trafegam danificando os leitos e este estado de coisas permanece sem uma reavaliação do problema que continua abrindo ruas juntando pedras para um capeamento dos mais medíocres e vagabundos. Ora, esse fluxo intenso de transporte coletivo é extremamente benéfico aos interesses do município, mas falta à municipalidade, como responsável pela organização destas atividades ligadas ao transporte intermunicipal um disciplinamento desejável e também a iniciativa de prover solução, inclusive com benefícios para a arrecadação. Agora mesmo, com o reinício da temporada chuvosa, já começamos a verificar como esta malha viária é precária. Alguém já usou a expressão sonrisal para qualificá-la muito bem, pois basta um pouco de água das primeiras chuvas e tudo se desfaz, como se solubilizasse todo o revestimento, restando montes de pedras a complicar mais ainda a vida dos motoristas. Quem anda pela periferia da cidade constata facilmente a estreiteza mental do gestor público em continuar repetindo os mesmo erros. A cidade se espalha e tudo acontece como se nada tivesse mudado neste tempo, pois as ruas continuam estreitas e se mostrarão incompatíveis com o trânsito mais denso e confuso que experimentaremos em anos futuros. Não vale a pena aqui discutir este aspecto, mas não podemos nos esconder diante da evidente irresponsabilidade dos gestores em não elaborar um novo plano diretor para a cidade, coerente com o momento que vivemos. Requeremos também uma revisão no código de posturas e o estabelecimento de novos e honestos critérios para a aprovação de novos loteamentos na área do município. Como podemos constatar com muita facilidade, estes loteamentos são barganhas que transitam com farta desonestidade entre os poderes do município e isto sem dúvida alguma compromete a qualidade de vida pela qual tanto lutamos e que à nossa revelia é negociado de forma infamante. Na etapa final destes modestos considerandos, vamos nos deter um pouco, mesmo superficialmente, sobre alguns pressupostos que a engenharia de trânsito preconiza, com o objetivo de agilizar soluções para este problema que já assume status de gravidade.
(Coluna Cidade & Cidadania, postada  em www.radiopadrecicero.org.br,  na data de 19.01.2016)

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
MOSTRA 21 (SESC, JN)
Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
Dia 28.01, quinta feira, 14:00h – Lançamento do filme brasileiro “Alone: O início” (Dir. Cheyenne Alencar, Brasil, 2015, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Continuação do curta-metragem “Alone”. Lise Gregório, empresária do ramo de cosméticos, descobre pela internet, imóvel à venda.
MOSTRA 21 (SESC, CRATO)
Dia 25.01, segunda feira, 19:00h – A feiticeira da guerra (Dir. Kin Nguyen, Canadá, 2012, 90 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Menina de 12 anos é raptada por exército rebelde e forçada a ajudá-los durante a guerra.
Dia 26.01, terça feira, 19:00h – Albert Nobbs (Dir. Rodrigo García, Reino Unido/Irlanda, 2011, 113min, classificação indicativa: 16 anos) Sinopse: Um homem é obrigado a esconder sua identidade para poder trabalhar no século XIX.
Dia 27.01, quarta feira,  14:00h – O garoto da bicicleta (Dirs. Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, França, 2011, 87 min, classificação indicativa: 16 anos) Sinopse: O maior desejo de um garoto é morar com seu pai.
Dia 27.01, quarta feira, 16:30h – O silêncio de lorna (Dirs. Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, Alemanha/ Bélgica/ França/ Reino Unido, 2008, 105 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Imigrante albanesa tenta a qualquer custo permanecer na Bélgica.
Dia 27.01, quarta feira, 19:00h – Gravidade (Dir. Alfonso Cuarón, EUA, 2013, 90 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Após uma reação de cadeia no espaço, astronauta tenta manter-se viva.
Dia 28.01, quinta feira, 19:00h – Isto não é um filme (Dir. Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, Bélgica/França, 2002, 103 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Um carpinteiro tem como aprendiz o jovem que assassinou seu próprio filho.
Dia 29.01, sexta feira, 19:00h – Dois dias, uma noite (Dirs. Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, Bélgica/França/Itália, 2014, 95 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Sandra tem pouco tempo para conseguir mudar a opinião de seus colegas de trabalho.
Dia 31.01, domingo, 14:00h – Blue Jasmine (Dir. Woody Allen, EUA, 2013, 98 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Mulher busca encontrar um novo rumo para a sua vida após falência.
Dia 31.01, domingo, 16:30h – O tempo que resta (Dir. François Ozon, França, 2005, 85 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Fotógrafo descobre que tem pouco tempo de vida.
Dia 31.01, domingo, 19:00h – Mommy (Dir. Xavier Dolan, Canadá/França, 2014, 134 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse:Uma viúva tenta conviver com seu filho adolescente.
MOSTRA 21 (CEU, BARBALHA)
Auditório do Centro de Esportes e Artes Unificados Mestre Juca Mulato, Parque da Cidade, Barbalha, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia:
Dia 29.01, sexta feira, 14:00h – Birdman or the unexpected virtue of ignorance (Dir. Alejandro González Inárritu, EUA, 2014, 119 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: Astro do cinema em franca decadência resolve estrear um espetáculo teatral.
MOSTRA 21 (CCBNB, JN)
Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
Dia 30.01, sábado, 13:30h – Sessão encoberta
Dia 30.01, sábado, 17h30 – Contra a parede (Dir. Fatih Akin, Alemanha/Turquia, 2004, 121 min, classificação indicativa: 16 anos). Sinopse: O encontro de um casal em uma clínica de reabilitação.
CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 29.01, sexta feira, às 20 horas, o filme O Agente da UNCLE (The man of UNCLE, EUA, 2015, 116min). Direção de Guy Ritchie. Elenco: Christian Berkel, Christopher Sciueref, Claudia Newman, Daniel Westwood, David Menkin, Elizabeth Debicki Gioacchino Jim Cuffaro, Guy Potter, Hugh Grant, Jorge Leon Martinez, Luca Calvani, Philip Howard. Sinopse: Nos anos 1960, durante a Guerra Fia, o agente da CIA Napoleon Solo (Henry Cavill) e o espião da KGB Illya Kuryakin (Armie Hammer) precisam deixar de lado as animosidades para unirem forças numa missão. Eles são incumbidos de derrubar uma organização criminosa e evitar uma catástrofe mundial.
MEMORIAL PADRE CÍCERO
Eis aqui uma notícia que vale a pena ser reproduzida e bem divulgada, a partir de um release da PMJN: “O Memorial Padre Cícero em Juazeiro do Norte está sendo reformado com o objetivo de oferecer uma melhor condição de acolhimento aos visitantes. A obra orçada em cerca de R$ 200 mil trata da recuperação das estruturas para garantir mais segurança e conforto como explicou a presidente da fundação, Solange Tenório Cruz. Banheiros e camarins estão ganhando novo piso, espelhos e revestimentos de porcelanato nas paredes. Além disso, os banheiros que acolhem milhares de romeiros durante as festas religiosas em Juazeiro vão passar a contar com o acesso para cadeirantes. Já os carpetes das salas de administração, da presidência, da coordenação, corredores e biblioteca estão sendo substituídos, pois são os mesmos da época de sua inauguração há mais de 30 anos. Estes setores do Memorial vão receber piso de granito o que favorecerá até mesmo na hora da limpeza.  Aquele importante equipamento público do município está ganhando ainda dois portões para saídas de emergência no auditório, a fim de atender as normas de segurança apontadas pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com Solange, o Memorial estava necessitando desses reparos há bastante tempo e o benefício atende ainda aos funcionários e juazeirenses que ali comparecem para suas pesquisas, além dos romeiros que visitam a cidade.” 

sábado, 16 de janeiro de 2016

BOA TARDE

Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.

212: (11.01.2016) Boa Tarde para Você, Elizângela dos Santos Bezerra

Há quase dezoito anos atrás, em 5 de setembro de 1997, Elizângela, eu comecei a conhecê-la integrando o primeiro time no nascedouro da quinta versão do Jornal do Cariri, você, uma jovem talentosa que saíra há pouco do curso de jornalismo da Universidade Estadual da Paraíba. Bela experiência aquela primeira fase desse jornal, em cuja redação não posso deixar de lembrar Cícero Pereira, Socorro Ribeiro, Elisete Cardoso, Fabíola Nascimento e Elizângela Santos, em fascinante empreendimento para realizar um jornalismo impresso diário na Região do Cariri. Esse título, Jornal do Cariri é bastante emblemático e recorrente, pois já tivemos umas sete experiências assim nomeadas, a partir do Jornal do Cariry, com Y, que circulou em Barbalha, a partir de 23.11.1904. Ele era editado pela Empresa Tipográfica Caririense, fundada em 01.05.1903 por José Joaquim Telles Marrocos, Manuel Soriano de Albuquerque e José Bernardino Carvalho Leite, por sinal, bisavô do jornalista Vitor Casimiro, meu filho. Suas oficinas, inicialmente, funcionavam em Crato, na Rua do Comércio, e o programa do Jornal do Cariry visava a defesa dos interesses da agricultura, do comércio, da indústria, das artes e de tudo que pudesse servir à sociedade, à religião e à pátria. Seu lema era: “Terá de tudo para todos; só exclui o partidarismo político.” Com o afastamento de Soriano de Albuquerque, para Fortaleza (1905) e a morte de José Marrocos, em Juazeiro (1910) o Jornal do Cariry, sob a responsabilidade de José Bernardino, em Barbalha, parou de circular. Há referências a este mesmo título sendo usado por um jornal que circulou em Lavras da Mangabeira, sem confirmação. Nesta fase mais recente do Jornal do Cariri, eu me sentia parte do empreendimento, pois havia sido levado à circunstância de participar do seu conselho editorial, ao lado de grandes figuras como Antonio Martins Filho, Cícero Pereira, Geraldo Barbosa, Gilmar de Carvalho, Huberto Cabral, José Boaventura, José Roberto Celestino, Napoleão Tavares, Pe. Gonçalo Farias, Pe. Murilo de Sá Barreto e Raimundo Borges. Daí porque, minimamente, Eliz, lia minuciosamente cada um dos seus textos pela responsabilidade que nos cabia em analisar seus conteúdos, propriedade, legitimidade e precisão de termos e circunstâncias, para que o jornal cumprisse fielmente a sua missão. Foi assim que descobri o grande valor de seus escritos, esmerado com elegância vernacular, fato muito descuidado pelo jornalismo de então que começava a ser reciclado com a chegada de novos e poucos, mas notados jovens de expressiva vocação jornalística, burilada em Academias. Depois desta primeira e verdadeira impressão, foi mais fácil acompanha-la, Eliz, através do Jornal de Negócios, do Jornal Caminho da Fé, no Vitrine, no Cariri New, e por aí, até chegar neste Regional do Diário do Nordeste, sem deixar de lado o que você tem feito, e com maestria, pela comunicação social de empresas e instituições. Uma coisa que ainda me surpreende e assim desejo que permaneça, é que você, Eliz, não é uma profissional que cumpre apenas a pauta intransferível do bulício sócio-político-cultural-econômico e administrativo do Cariri. É muito simples encontrar neste seu modo peculiar de fazer jornal e comunicação a preocupação permanente de fazer a notícia pelo lado da investigação que se superpõe ao caminho mais fácil de quem apenas estende o microfone e diz: - que avaliação o senhor faz desse momento? Não há na minha exigência de qualidade sobre a matéria de jornal nenhum preconceito antecipado diante de qualquer estratégia que o profissional adote para cumprir a tarefa, mas eu penso que cabe ao jornalista, no rádio, na tv, em mídias e folhas, algo muito além das obviedades do cotidiano. Sinceramente, Eliz, seus textos me inspiram essa confiança, a certeza de uma leitura prazerosa e a confirmação de que as exigências que nutrimos para continuar acreditando que o jornalismo serve à nossa cidadania, eficiente e exemplarmente. Saúdo você, amiga Eliz, muito querida e estimada, nesse início de tarde de um novo ano, por sua intensa e dedicada observação, por seu importante e meticuloso trabalho na imprensa do Cariri. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 11.01.2016)

COLUNA CIDADE & CIDADANIA
No Portal da Raio Padre Cícero, FM 104,9, de Juazeiro do Norte, está sendo publicada uma página semanal em que deverei continuar abordando questões de interesse de nossa cidade e de nossa cidadania. Nesta coluna estes textos serão reproduzidos, como faço agora com os dois primeiros.

O TRANSITO (I)
Inicio esta Coluna, assim denominada – Cidade & Cidadania, com o propósito de aqui estabelecer comentários e reflexões sobre a nossa problemática urbana, como exercício periódico para analisar e sugerir, modestamente, soluções que contemplem e contribuam para uma melhor qualidade de vida em nossa cidade. Não tenho a pretensão de ser um expert, um entendido em tantos assuntos quantos sejam os nossos problemas, mas me ocorre o dever cidadão de expor, comentar e refletir sobre tantos temas que nos afligem, pois sou parte dessas angústias, aqui vivendo e experimentando o que há de ótimo a nos felicitar e também o que há de péssimo a nos martirizar. Começo por tratar da questão do trânsito urbano, de como a cidade se resolve para dispor, ao alcance de todos, o acesso aos equipamentos (comércio, indústria, serviços, educação, saúde, lazer, etc), especialmente aos serviços essências e tudo mais que nos importa nos nossos deslocamentos. Data de 1909 o primeiro planejamento, ainda muito rudimentar, sobre o crescimento da cidade, quando uns poucos amigos e fieis colaboradores do Padre Cícero, preparando o instante da nossa emancipação política, sacramentada em 1911, se dispuseram a fazer levantamentos, anotações e projeções. É um pequeno exercício mental imaginar o que era aquela vila de umas 15 mil pessoas (5% do que somos hoje), oriunda de uma velha e ancestral fazenda, um lugarejo de pouquíssimas ruas, duas ou três praças, uma área urbana que não chegava a 0,1% do que dois anos depois seria município, com pouco mais de duas centenas de quilômetros quadrados. Hoje, dizem os números da estatística oficial, já ocupamos mais de 95% desse território. Os primeiros sinais de que o trânsito de veículos começava a representar um sinal evidente na problemática urbana nos aparece em meados dos anos 20 quando cidadãos abastados começaram a importar os primeiros “fordinhos”. Era um luxo experimentar este passeio fogoso, entre as Malvas e a Praça, ou ir até Crato e Barbalha, alargando veredas que haviam sido abertas apenas para os animais. Nessa época, por alguma iluminação, o Patriarca arbitrou, diria – profetizou, que o centro da cidade seria o largo da recém construída estação ferroviária da Rede Viação Cearense, cujos trilhos acabavam de chegar, estirados desde Missão Velha. Nos próximos cinquenta anos, desde este fato, não existiu nenhuma preocupação maior para a necessária atualização daquele incipiente planejamento estruturado em 1909 e os grandes marcos que foram plantados na década de 60 pelo desenvolvimento da cidade. Esta referência é necessária, pois aí já estávamos agregando a este desenvolvimento alguns elementos importantes como a expansão e maior diversificação do comércio, a industrialização, aeroporto, eletrificação, comunicações (rádios, jornais, inclusive tv) rede escolar, e uma certa modernidade nos serviços públicos, ainda por um tímido modo de gestão pública. O plano da expansão urbanística, não bastassem os inúmeros exemplos históricos de soluções alentadoras, de cidades do porte médio no país, foi ficando para trás porque fomos perdendo quase todos os prazos que poderiam resgatar confortavelmente e a menor custo a atualidade necessária para um plano diretor que norteasse os novos rumos de nosso desenvolvimento. Nessa fase, no plano geográfico da urbe, lamentavelmente, pouquíssimo temos a contabilizar, pois não construímos largas avenidas que estruturassem as vias de circulação, mantivemos a “bitola” estreita de ruas como se ainda fossem apenas satisfatórias ao trânsito acomodado em dois sentidos, convivendo com certa harmonia poucos carros, carroças, bicicletas e umas algumas motocicletas. Em muitos casos, numa tentativa de salvar alguns traçados, sacrificamos calçadas, algumas de via ampla, reduzindo-as até meio metro de largura. A partir dos anos 70 esta cena urbana foi alvo de profundas modificações, especialmente pela vocação maior do município como centro comercial. Isso nucleou com extremo vigor a liderança que hoje vivenciamos em nossa cidade, pela referência de centenas de municípios que recorrem a nós, diariamente, mercê da diversidade de soluções que aqui se abrigam, entre comércio, indústria e serviços, em ampla satisfação às demandas regionais e em território mais largo, na sua área de influência. A verdade é que à expressão mais simples de um transeunte, motorizado ou não, de um certo caos no trânsito da cidade, hoje em dia, se deve agregar esta constatação mais simples de que ainda carecemos de uma visão mais larga de planejamento urbano para gerar e gerir soluções que mitiguem os impactos ambientais que vivenciamos. A essa questão básica, de como congelamos as melhores soluções para o nosso crescimento, algumas observações podem ser agregadas ao painel que formamos sobre a compreensão destes descaminhos: 1. Protelamos até mais não poder a descentralização, a desconcentração da cidade, contida no dito centro histórico; 2. Praticamos uma visão equivocada de zoneamento da cidade e das terras do município, de tal maneira que em certas e curtas áreas podemos perceber a desordem da convivência conflituosa de moradia, serviços, comércio, indústria, lazer; 3. Raras foram as iniciativas de prover a cidade com largas avenidas e praças, como se o poder público não fosse o maior latifundiário do lugar; 4. O sentimento precoce da explosão e emergência do centro urbano não foi acompanhado por um planejamento de uma ampla perimetral nos limites do município, não obstante o traçado de estradas estaduais e vias vicinais; 5. A ocupação do solo continua sendo um ato permissivo, nocivo em certos aspectos, fruto de um clientelismo insustentável frente aos melhores interesses desta nossa cidadania. Essas questões, e muitas outras que poderemos lembrar, estão postas aqui como se ainda tivéssemos tempo e recursos para implementar soluções que remediem e minimizem este panorama um tanto caótico. Apenas lidaremos com graves intervenções, longas e dolorosas, a custo bem mais expressivos para os parcos recursos. Deixo aqui, nesses termos, um tanto recheados de indignação, o pano de fundo de uma grave questão que voltaremos a falar em próximas edições. Se isto for, de fato, uma contribuição para o nosso melhor posicionamento, estarei feliz de ter auxiliado cada leitor num reencontro necessário com a cidade que queremos, espaço sagrado do nosso exercício de cidadania. (Coluna Cidade & Cidadania, postada para www.radiopadrecicero.org.br, na data de: 05.01.2016)

O TRÂNSITO (II)
No texto anterior, situamos apenas alguns pressupostos para a análise do que desejamos realizar com respeito ao trânsito nessa cidade, razão de muitas queixas que firmamos no dia a dia, face aos embaraços que isso nos ocasiona. Vejamos a primeira consideração que propus: “1. Protelamos até mais não poder a descentralização, a desconcentração da cidade, contida no dito centro histórico.” A cidade cresceu a partir de uma visão centralizada no que chamo de centro histórico, e ainda hoje há uma forte prevalência desse primeiro zoneamento. Foi uma pena o que experimentamos por muitos anos em gestos concretos, o que adensou a busca por serviços básicos. A própria administração da municipalidade descuidou-se ao acreditar que um equipamento básico construído no início dos anos 60 ainda seria o suficiente para gerir todas as ações da máquina municipal até depois da mudança de século. Vez por outra se ouve falar da necessidade de uma melhor organização reunindo secretarias e órgãos, como mais recentemente se falou da possibilidade de usar o espaço da velha Usina da Anderson Clayton. Algumas pressões foram determinantes do alargamento da zona de comércio, estirando-a ao longo dos corredores das Ruas São Pedro e São Paulo, até o Romeirão. Já não era possível a permanência e a abertura de novas empresas nas proximidades do velho centro, uma vez que o volume de cargas e a necessidade de estacionamento causava transtornos de grande montante. “2. Praticamos uma visão equivocada de zoneamento da cidade e das terras do município, de tal maneira que em certas e curtas áreas podemos perceber a desordem da convivência conflituosa de moradia, serviços, comércio, indústria, lazer.” Esse zoneamento tardou tanto que as áreas de comércio para novos bairros se faz com a nítida expulsão das moradias unifamiliar. Outro fato notório é a demora em se estabelecer com firmeza uma determinação sobre um distrito industrial, municipal, para contemplar pequenas e médias empresas, especialmente as que implicam em grave impacto ambiental. Outro caso digno de nota é a concentração de um certo pólo de serviços de saúde (clínicas, hospitais, etc) nas Ruas São José e Pe. Cícero. Essas menções denunciam, naturalmente, a grande repercussão sobre o trânsito da cidade que não dispõe de áreas expressivas de estacionamento. “3. Raras foram as iniciativas de prover a cidade com largas avenidas e praças, como se o poder público não fosse o maior latifundiário do lugar.” Aliás, a este respeito, verifica-se que em algumas destas oportunidades, o poder público negligenciou bastante até desvirtuando a real destinação de algumas áreas. As praças continuam sendo construídas, quando se fazem, com uma timidez típica nas enormes dificuldades de pequenas municipalidades, e não das reais necessidades de uma cidade do nosso porte. A abertura de avenidas ainda se faz com uma bitola que contempla em estado ainda precário os deslocamentos da grande frota de veículos em transito pelos bairros. É só ver o que temos de impedimentos na Castelo Branco, na Humberto Bezerra, na Dr. Floro, na Plácido Castelo, dentre outras. “4. O sentimento precoce da explosão e emergência do centro urbano não foi acompanhado por um planejamento de uma ampla perimetral nos limites do município, não obstante o traçado de estradas estaduais e vias vicinais.” O Governo do Estado assumiu a responsabilidade de realizar o Anel Viário da cidade. O seu traçado já nasce miúdo para nossas necessidades, nos trechos em obras. Não se sabe como isto será conduzido, para o restante do trajeto, mesmo porque não há algo que nos informe com precisão com o que se contará nos próximos anos. Uma primeira preocupação é que temos claramente uma pauta primeira de atendimento com as ligações aos 4 municípios que nos cercam (Crato, Barbalha, Missão Velha e Caririaçu). Além do mais, o traçado desta Perimetral deve ser estruturante para outras demandas com respeito às ligações necessárias com a malha viária estadual. Certo é que no presente momento por toda a ausência de informação e de algum planejamento que haja, a dita Perimetral não passa de uma nova avenida na cidade que liga o Salgadinho à Av. Paulo Maia. “5. A ocupação do solo continua sendo um ato permissivo, nocivo em certos aspectos, fruto de um clientelismo insustentável frente aos melhores interesses desta nossa cidadania.” Esse é um elemento grave do estado caótico em que se encontra a organização do nosso plano urbanístico, porque não há nenhuma intransigência do poder público disciplinar e em conter esta apropriação indevida. Poderíamos relacionar dentre estes abusos os seguintes casos isolados, mas que tem um forte componente de intervenção, ampliando sua gravidade: a) O aumento da frota do município levou cada proprietário a modificar sua residência com a construção de uma garagem para o veículo. O acesso se faz, necessariamente pela calçada que assim é modificada a critério do proprietário, tão somente, sem licenciamento, implicando também na extensão de uma rampa através do calçamento que na maioria dos casos produz barreiras e anomalias de 1,5 a 2,0 metro na via pública; b) Naturalmente, por direito adquirido, a abertura de garagem limita o espaço urbano para estacionamentos, e por motivos vários, e não só por isto, este é um elemento a ser considerado na verticalização das moradias na cidade; c) As vias urbanas são drasticamente obstaculadas através de diversos mecanismos de ocupação durante obras de construção civil, geralmente não licenciadas, acúmulo de lixo e depósito indevido de resíduos, sucatas, etc, carga e descarga, negócios comerciais não licenciados, a título de ambulantes, ou de extensão de firmas comerciais, além das calçadas já congestionadas pela exposição de estoque, mostruários, etc. Ainda vamos continuar este assunto, trazendo à análise algumas questões relativas à frota e sua diversidade, para elencar algumas sugestões que nos parecem razoáveis postular no sentido de mitigar estes impactos de que temos falado. (Coluna Cidade & Cidadania, postada para www.radiopadrecicero.org.br, na data de: 12.01.2016)
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI: MOSTRA 21
A Mostra 21, o maior evento cinematográfico da região do Cariri tem sequência em alguns dos espaços do cinema alternativo (SESC, Juazeiro do Norte e Crato; CCBNB, Juazeiro do Norte e CEU, Barbalha), no período de 19 a 24 de janeiro. Vejamos o que está programado para a segunda semana de exibições. 
MOSTRA 21 (SESC, CRATO)
Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
Dia 18.01, segunda feira, 19:00h, FEBRE DE PRIMAVERA (China/França, 2009, 116 min ). Direção de Ye Lou. 
Dia 19.01, terça feira, 19:00h, O FILHO ( Bélgica/França, 2002, 103 min). Direção de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne. 
Dia 22.01, sexta feira, 19:00h, LUNAR (Reino Unido, 2009, 97 min). Direção de Duncan Jones. 
Dia 24.01, domingo, 14:00h, A PELE QUE HABITO (Espanha, 2011, 120 min). Direção de Pedro Almodóvar.
Dia 24.01, domingo, 16:30h, A CRIANÇA (Bélgica/França, 2005, 100 min). Direção de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne.
Dia 24.01, domingo, 19:00h, FERRUGEM E OSSO (França, 2012, 120 min). Direção de Jacques Audiard
MOSTRA 21 (SESC, JN)
Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
Dia 20.01, quarta feira, 14:00h, LAURENCE ANYWAYS (Canadá/França, 2012, 168 min). Direção de Xavier Dolan.
Dia 20.01, quarta feira, 19:00h, WHIPLASH: EM BUSCA DA PERFEIÇÃO (EUA, 2014, 106 min). Direção de Damien Chazelle.
Dia 21.01, quinta feira, 19:00h, MELANCOLIA (Alemanha /Dinamarca /França/ Suécia, 2011, 136 min). Direção de Lars Von Trier.
MOSTRA 21 (CCBNB, JN)
Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
Dia 23.01, sábado, 17:30h, DE TANTO BATER, MEU CORAÇÃO PAROU (França, 2005, 108 min). Direção de Jacques Audiard.
MOSTRA 21 (CEU, BARBALHA)
Auditório do Centro de Esportes e Artes Unificados Mestre Juca Mulato, Parque da Cidade, Barbalha, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia:
Dia 22.01, sexta feira, 14:00h, NOTAS SOBRE UM ESC NDALO (Reino Unido, 2006, 92 min). Direção de Richard Eyre. 
CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 23.01, sexta feira, às 20 horas, o filme O JOGO DA IMITAÇÃO. Direção de Morten Tyldum. Elenco: Benedict Cumberbatch (Alan Turing), Keira Knightley (Joan Clarke), Matthews Goode (Hugh Alexander), Mark Strong (Gen. Stewart Menzies), Charles Dance (Alastair Denniston), Allen Leech(John Cairncross), Matthew Beard(Peter Hilton), Rory Kinnear (Detetive Nock), Alex Lawther (Jovem Turing), Jack Bannon (Christopher Morcom), Victoria Wicks (Dorothy Clarke), David Charkham (William Kemp Lowther Clarke), Tuppence Middleton (Helen), James Northcote (Jack Good), Steven Waddington (Smith). Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.
IMPÉRIO DA TIJUCA HOMENAGEIA JOSÉ WILKER
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Império da Tijuca fará do seu Carnaval 2016 uma grande homenagem. Com o enredo “O tempo ruge, a Sapucaí é grande e o Império aplaude o Felomenal”, a escola fará uma justa reverência ao ator, diretor, cineasta e produtor José Wilker, que morreu em 2014. Junior Pernambucano, carnavalesco da Verde e Branca, quer repetir o feito de 2013, quando conquistou a Série A com “Negra, pérola mulher” e conseguiu a Acesso para o Grupo Especial. Apontado como talento promissor no mundo do carnaval, embora já possua uma série de belos desfiles em seu currículo, Junior Pernambucano conta tudo sobre a preparação da escola do Morro da Formiga para a folia de 2016. Ele explica de onde surgiu a ideia da homenagem. “- O enredo foi a pedido do presidente, ele viu uma entrevista das filhas do José Wilker no Jô Soares e no outro dia veio com essa ideia de falar do ator. Eu apoiei de primeira. Achei fantástico. E assim surgiu o enredo”. No desenvolvimento do trabalho de pesquisa para a realização do carnaval, o carnavalesco ficou muito fascinado pela história de vida de Wilker. Muitas coisas curiosas foram descobertas, entre elas, umas despertou muito a atenção de Júnior Pernambucano. “- As coleções dele. Ele era um grande colecionador de óculos, meias, livros, orquídeas. Me despertou bastante curiosidade, não sabia que ele era um colecionador”. O Império da Tijuca quer mostrar para todos que assistirão ao desfile, seja nas arquibancadas ou pela televisão, o que foi a vida de Wilker, desde a sua infância até vir a ser o talentoso ator, produtor, cineasta, uma figura inesquecível. “- Através do desfile vai vir a parte do Nordeste, a sua infância em Juazeiro do Norte, depois toda a parte artística, é claro, que nós vamos trazendo no caminhar dele no cinema, no teatro e na televisão. É o próprio Zé na Avenida” Questionado sobre o que está gastando mais para a realização do desfile, Junior explica:” - Esse ano estamos na redução, ainda não dá para ter uma noção do que está mais caro e mais barato. Mas vamos dizer que um pouco mais caro é fantasia do casal de mestre-sala e porta-bandeira, que se gasta um pouco mais e tem um investimento um pouco maior - aponta. Sobre a parte que requer mais atenção, o carnavalesco já destaca outro quesito muito importante. “- O que eu tenho mais carinho, que cuido bem e faço um trabalho desenvolvido com bastante atenção, é a comissão de frente. Tenho atenção dobrada.” A utilização de material alternativo é uma prática muito recorrente nas escolas de samba. Junior Pernambucano dribla a crise com a criatividade reforçando a função principal do carnavalesco. “- Com essa crise financeira que está o Brasil inteiro, a gente tenta ser bastante criativo e estamos aí reciclando uma coisa ou outra, tentando fazer com que um simples material faça um grande efeito. Essa é a função do carnavalesco.” O Império da Tijuca vem composto por quatro alegorias e 22 alas no Carnaval 2016. Confira o roteiro completo do desfile: Setor 1: É o encontro do menino com a própria arte. O garoto Zé em Juazeiro do Norte, depois vem toda a formação artística, o encontro dele com os artistas de rua, a ligação com toda a arte de Juazeiro. Setor 2: É a ligação do Zé Wilker com o cinema. Toda a parte dos primeiros filmes que ele sai como ator até chegar nos mais consagrados. Setor 3: A parte das novelas. Vamos falar da maioria que ele esteve presente, sempre com muito sucesso de audiência. Setor 4: O Zé próprio como artista. Aparece entre obras e manias. Desde o primeiro prêmio como ator até suas coleções. A primeira peça infantil que ele produz, o primeiro seriado produzido por ele, o “Sai de Baixo”, foram oito anos de trabalho. Ou seja, o Zé como diretor, cineasta, produtor, colecionador. Nós fazemos uma grande homenagem ao artista, vem a família, vem amigos, todos juntos para realizar esta grande homenagem. Ficha Técnica: Enredo “O tempo ruge, a Sapucaí é grande e o Império aplaude o Felomenal”; Sinopse: Marcelo Caetano e Marcelo Martins; Diretor de carnaval: Luan Teles, Andrezinho.
PRAISO DA TUIUTI DESFILA COM PE. CÍCERO, ZÉ LOURENÇO E BOI MANSINHO
Desde 2014 o Paraíso do Tuiuti vem dando grandes passos no carnaval da Série A. Em 2016, buscando alcançar novamente uma boa colocação, a escola apresenta o enredo “A Farra do Boi”, que vai contar uma das histórias mais pitorescas e exóticas do Brasil, ocorrida no sertão cearense. Com bom humor, através da narrativa do Boi Mansinho e Padre Cícero, a Azul Pavão e Ouro de São Cristóvão fará uma crítica bem humorada ao fanatismo religioso. O carnavalesco Jack Vasconcellos recebeu a equipe do carnavalesco no barracão e contou mais detalhes dessa farra. - Tenho vontade de fazer esse enredo desde a minha época da faculdade. Meus pais eram livreiros e eu fui criado no meio dos livros. Em meados de 1998 ganhei do meu pai um livro com diferentes relatos de artesanato em barro, que contava as curiosidades das peças de barro encontradas em todo Brasil. Um dos capítulos contava exatamente a história do boi que Padre Cícero ganhou de presente, e de como, com o passar do tempo, no imaginário popular esse boi ganhou poderes de santo só por ter pertencido ao padre – revela Jack. Para desenvolver o enredo, e encontrar um caminho para contar a história com leveza, Jack mergulhou fundo em suas pesquisas. – Fui pesquisar as assombrações daquela região do Crato e descobri uma personagem muito bacana, a Velha Pisadeira. Conta-se que as pessoas que comem muito durante a noite precisam tomar cuidado senão a velha vem pisar na sua barriga. Uma maneira divertida de evitar a gula. Abrimos o desfile com as assombrações, tentando entender o porquê de tanta fé, porque as pessoas no sertão nordestino precisam acreditar tanto em alguma salvação, a ponto de acreditar no poder de um boi. Com 14 trabalhos assinados no carnaval carioca, Jack explica que um enredo histórico propicia o uso de materiais diferentes sem se tornar careta, e revela um perfil do desfile de 2016. – Estamos usando muita fibra natural, sisal, juta. É uma escola muito artesanal, com trabalhos manuais mesmo. O enredo pede e a região onde se passa toda história favorece. É também uma maneira de nos destacarmos das outras escolas, pois se não prestarmos atenção nos detalhes vamos deixando tudo se repetir. E com a crise assolando o país, demos sorte de escolher esse enredo facilitando todo processo. Jack revela que haverá padronagens exclusivas no desfile. – A realidade é que todos nós compramos em um mesmo lugar, então procurei criar algumas estampas exclusivas para diferenciar ainda mais nossa passagem na Avenida. Sobre o processo de criação do desfile, para o carnavalesco é importante que haja uma adequação no que as pessoas veem e ouvem durante a passagem da escola. – Quando escrevo a sinopse já deixo pronto todo esqueleto do desfile. Nos meus últimos carnavais tenho conseguido manter uma adequação entre o que o público vê e ouve. Nesse caminho vou definindo as alegorias e fantasias. O enredo dará ênfase à fé e ao medo das situações enfrentadas no sertão. – A escola de samba não é só para a gente brincar. Ela é uma manifestação que se diferencia das outras manifestações carnavalescas, uma vez que ela tem essa responsabilidade de contar uma história – afirma Jack. Saiba como será o desfile da Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2016:
Primeiro Setor – Assombrações
“Através das assombrações vastamente retratadas nos cordéis, falaremos da necessidade de somente a fé salvar aquele povo. Aquela forma tão conhecida de exclamarem “Valei-me meu Padim Ciço”!” “quando se encontram em uma situação de aperto”
Segundo Setor – A Seca e as Necessidades
“No segundo setor falaremos da seca, das necessidades daquele povo e daquele lugar. O Sol escaldante, a obra do cão, a chegada do boi, e o primeiro milagre, onde o boi “faz” chover”
Terceiro Setor – A Prosperidade
“No terceiro setor retrataremos a Construção do mito, quando o sertão começa a ficar mais verde, florescer e a roça dar fruto. É chegada a prosperidade. Encerramos esse pedaço com a devoção. Procissões, novenas, santinhos, fitinhas. E o ápice, quando ele ganha o apelido de Boi Ápis do Sertão”.
Quarto Setor – Herança Popular do Boi
“Todo santo precisa de uma morte épica. O boi foi sacrificado e virou santo. Assim o Cordel começa fazer seus livros e arrecada ainda mais devotos. Mestre Vitalino conhece a história e começa a fazer os bois de barro em homenagem ao Boi Mansinho, desta forma o boi entra para o folclore, permanece até hoje e é encontrado até na Feira de São Cristóvão, na porta do Paraíso... o Paraíso do Tuiuti”.
PMJN: APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA
A LEI Nº 4567, de 28.12.2015 Instituiu o Programa de Aproveitamento de Água de Chuva (PAAC) no Município de Juazeiro do Norte/Ce, para utilização não potável, nos seguintes termos: Art. 1º - Fica instituído no âmbito do Município de Juazeiro do Norte/Ce o Programa de Aproveitamento de Água de Chuva (PAAC), objetivando a instalação de reservatórios para captação e utilização de águas pluviais para uso não potável em condomínios, clubes, organizações da sociedade civil, conjuntos habitacionais, imóveis residenciais, industriais e comerciais, órgãos e entidades públicas, como forma de: a) Reduzir o consumo de água da rede pública e o alto custo de fornecimento da mesma; b) Evitar a utilização de água potável onde esta não é necessária; c) Estimular a economia e o não desperdício do mais importante recurso natural do planeta; d) Ajudar a conter as enchentes, represando parte da água que teria de ser drenada para galerias e rios; e) Encorajar a conservação de água, a autossuficiência e uma postura proativa perante os problemas ambientais do município. Parágrafo único - Para efeitos do presente diploma legal entende-se por uso não potável, a utilização específica para: a) Descarga em vasos sanitários; b) Irrigação de jardins; c) Lavagens de veículos; d) Limpeza de paredes e pisos em geral; e) Limpeza e abastecimento de piscinas; f) Lavagem de passeios públicos e calçadas; g) Lavagem de peças; h) Outras utilizações para as quais não seja necessária água potável. Art. 2º - O Programa de que trata a presente Lei, deverá obedecer aos seguintes requisitos: § 1º - Deverá ser instalado um sistema que conduza a água captada por telhados, coberturas, terraços e pavimentos descobertos ao reservatório. § 2º - O excesso da água contida pelo reservatório deverá, preferencialmente, infiltrar-se no solo, podendo ser despejada na rede pública de drenagem ou ser conduzida para outro reservatório para ser utilizada para finalidades não potáveis. Art. 3º - Conforme a conveniência e a necessidade do proprietário, para o sistema a ser implantado podem ser utilizados: a) Filtros de descida e caixas d´água acima do nível do solo, para soluções mais simples; b) Cisternas e filtros subterrâneos, para soluções mais completas de reciclagem. Art. 4º - Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a conceder incentivo fiscal aos proprietários de imóveis já edificados que optarem pelo Programa de que trata a presente Lei e aos proprietários de novos imóveis em cujos projetos de construção, constarem previsão de projeto de aproveitamento de águas pluviais. Art. 5º - Os interessados em obter o incentivo devem protocolar o pedido e sua justificativa no órgão competente, contendo a medida aplicada em sua edificação ou terreno, devidamente comprovada. Art. 6º - O incentivo fiscal desta Lei apenas será concedido aos contribuintes quites com suas obrigações tributárias para com o município e será revogado quando o proprietário: a) Inutilizar a medida que levou à concessão do desconto; b) Não fornecer as informações solicitadas pelos órgãos competentes. Art. 7º - A presente Lei será regulamentada por ato do Chefe do Executivo Municipal em até 90 (noventa) dias após sua publicação. Autoria: Cláudio Sergei Luz e Silva 
PMJN: CADEIRANTES NAS IGREJAS
A LEI Nº 4568, de 28.12.2015 Trata de acessibilidade para cadeirantes nos seguintes termos: Art. 1º – Em consonância com a Lei Federal nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000 e com o Decreto nº 5296, de 2 de dezembro de 2004, fica a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte autorizada a sinalizar vagas para deficientes e rebaixada das guias para cadeirantes em frente a todas as Igrejas e Templos Religiosos desta urbe. Art. 2º – Os Templos Religiosos e Igrejas, para terem o benefício terão que ter autorização de funcionamento da Prefeitura e todos os demais documentos exigidos. Art. 3º – As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta das verbas próprias consignadas no orçamento. Autoria: Vereador Normando Sóracles Gonçalves Damascena
PMJN: RECONHECIMENTO PÚBLICO
A LEI Nº 4571, de 28.12.2015 Reconhece a utilidade pública de uma Associação nos seguintes termos: Art. 1º – Fica reconhecida de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO MARIA GELI DE SÁ BARRETO E ADJACÊNCIA, sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente, filantrópico e comunitário, sem caráter político partidário ou religioso, sem discriminação de sexo ou raça, nacionalidade ou profissão, constituída em 14 de outubro de 2015, com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, com duração por prazo indeterminado, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereador Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha; Coautoria: Vereador José Adauto Ramos Araújo. 

A LEI Nº 4572, de 28.12.2015 Reconhece de utilidade pública de uma Igreja, nos seguintes termos: Art. 1º – Fica reconhecida de utilidade pública a IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS UMA NOVA PORTA, organização religiosa, fundada nesta cidade de Juazeiro do Norte, tendo por finalidade proclamar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, constituída em 20 de junho de 2015, com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, com duração por prazo indeterminado, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Vereador Firmino Neto Calú; Coautoria: Vereador Cícero Claudionor Lima Mota. 
PMJN: DIA MUNICIPAL DO CABELEREIRO
A LEI Nº 4573, DE 29.12.2015 instituiu o dia 19 de janeiro como o “Dia Municipal do Cabeleireiro” em Juazeiro do Norte, nos seguintes termos: Art. 1º – Fica instituído, no município de Juazeiro d Norte, o “DIA MUNICIPAL DO CABELEREIRO” a ser comemorado, anualmente, no dia 19 de janeiro. Art. 2º – o Dia Municipal do Cabeleireiro passa a integrar o calendário oficial do Município de Juazeiro do Norte. Art. 3º – No Dia Municipal do Cabeleireiro, esses profissionais poderão se organizar para realizar seminários, simpósios, conferências, palestras e intercâmbios e demais eventos relacionados ao exercício profissional dessa atividade laboral. Parágrafo único – Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a realizar parcerias e convênios para realização desses eventos. Art. 4º – O objetivo desta Lei é, sobretudo, promover a valorização e o reconhecimento dos profissionais que exercem suas atividades com o foco na estética e embelezamento dos cabelo de homens e mulheres, além de promover a higiene e a saúde capilar de toda a sociedade juazeirense. Autoria: Vereadora Maria de Fátima Ferreira Torres.
DPMJN: DIABEISSO?
No Diário Oficial do Município de JN, de 28.12.2015 está publicada a PORTARIA N.º 2944/2015 – SEGEST, de 28.12.2015 que dispõe sobre a exoneração do cargo de Secretário Municipal de Educação, o Sr. GERALDO ALVES SILVA. No dia 31.12 o Prefeito assinou a PORTARIA N.º 2957/2015 com a qual destituía Geraldo Alves Silva da função de Ordenador de Despesa da Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro do Norte – Ceará. Na edição de 4 de Janeiro de 2016, o Prefeito assinou uma PORTARIA N.º 2953-A/2015 sobre a designação de Geraldo Alves Silva como Ordenador de Despesa da Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro do Norte – Ceará “atribuindo, dentre outras, observar e acompanhar a regularidade da execução orçamentária da receita, autorizar o pagamento de liquidação de Notas de Empenho, emitir portarias de concessão de suprimentos de ajuda de custos e diárias, reconhecer dívidas, autorizar, adjudicar e homologar demais atos pertinentes aos processos licitatórios, firmar contratos, acordos, ajustes, ordens de compras e serviços, observar a regularidade da execução orçamentária das despesas, acompanhando os repasses a quem de direito e os valores pertinentes as receitas de consignações.” No mesmo dia o Prefeito assinou a PORTARIA N.º 2953-B/2015 que dispõe sobre a nomeação para o cargo de provimento em comissão de DIRETOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS, integrante de estrutura organizacional da Secretaria Municipal de Educação – SEDUC. “Prefiro não comentar”.

sábado, 9 de janeiro de 2016

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
211: (04.01.2016) Boa Tarde para Você, José Carlos de Figueiredo Rocha 
No domingo passado, no nosso encontro semanal na Praça, Carlos Neri, partilhamos consigo a grande indignação expressa num sincero depoimento de quanto a você tem sido angustiante conviver nesta cidade com os desmandos da gestão municipal no trato com serviços públicos. Estávamos falando dessa visão equivocada, presa aos nossos empregados junto à prefeitura, não a gente simples dos garis, mas prefeito, vice, secretários, coordenadores, gerentes, gente da mais completa irresponsabilidade que insiste em continuar nos enganando, maltratando nossa cidade. Vejamos o caso flagrante de como está sendo perpetrada a questão das calçadas de nossas vias, coisa absolutamente acintosa aos nossos olhos, onde cada um faz o que quer ao olhar vesgo de código, leis, bom senso, tudo trocado por omissões e falta de juízo. A primeira questão importante, Carlos, é que se tem consolidado uma visão destorcida de que calçada é parte do negócio e da moradia de cada um, ao esquecimento de que é território público e, como tal apropriado indevidamente pelo privado, objeto das deturpações que vamos encontrando. Segue-se a esta visão defeituosa de como a coisa pública é tratada, uma série interminável de deformações, de maus tratos e de conveniências que tem limitado o uso da via pelo cidadão comum e muito mais pelos que carecem de recursos de acessibilidade. Cada vez mais está sendo permitida a construção irregular sobre calçadas, coisa que não está restrita apenas a avanços indevidos dos limites da propriedade, para também ocupar o espaço aéreo, aparentemente também liberado para este tipo de invasão. A ampliação da frota de veículos no âmbito de proprietários do município tem levado a modificações nas moradias para comportar a garagem necessária e, assim, parte desta propriedade se estende sobre calçadas, não apenas como via de acesso, mas o avanço sobre a área pública. O modesto planejamento que se usou no começo do século passado para estabelecer linhas de crescimento e expansão da cidade com novas ruas e logradouros, até que previa, Carlos, desde os tempos de seu avô, o Coronel Neri, a implantação de largas calçadas e vias confortáveis. É verdade, já tivemos isto, mas fomos gradativamente solapados por tantos prefeitos que, mesmo a despeito de terem construído algumas avenidas, não impuseram as adaptações necessárias à modernidade como nos foi chegando, para nos garantir um mínimo de boa convivência. Nesta semana, Carlos, ainda não fui ver – não deu tempo, ainda não fui lá para conhecer o aleijão que se deixou fazer, segundo seu protesto, bem no centro da cidade, onde o proprietário engendrou um desses vexames urbanos, onde cada um se lixe como fazer para cruzar “a minha calçada”. Contudo, como em qualquer dia, eu - cidadão comum desta cidade, não deixei de me encontrar com calçadas de meio metro (aliás, um ganho, pois há delas em que nem isto há), dificultando a nossa sobrevivência em meio a tudo mais que nos agride, entre trânsito, esgotos e obstáculos. Aliás, trafegar a pé por esta cidade, no centro e em qualquer dos seus bairros, é um inevitável exercício maratonístico, pois não bastassem as dimensões das vias, somos obrigados a conviver com a ocupação incontida das calçadas e das ruas, invadidas pela propriedade particular. As nossas calçadas se prestam a ser extensão do pequeno é do grande negócio, do jardim que cada um acha que deve fazer, dos bares e biroscas que nos infestam, da garagem não autorizada, das rampas que enfeiam e geram acidentes, dos entulhos que emporcam e espalham doenças. Por isso mesmo, meu caro Carlos, somos solidários e protestamos juntos contra toda esta sorte de anomalias, de negligências e indiferenças para com a coisa pública, na medida em que as calçadas são apenas uma destas vistosas maneiras de enxergar a volumosa mazela urbana. Se nossas vozes que não se calam diante deste faz-de-conta que somos civilizados, uma sociedade em progresso exuberante, polo disto e polo daquilo, nós ainda temos pela frente esta responsabilidade social de manter uma resistência que nos premie com melhores dias. Diante de tudo isso que repassamos em nossas conversas, o que nos indica o quanto somos tolerantes com todas estas distorções, nós declaramos amor a esta terra, especialmente na grandeza de seu povo simples, como sua gente de família que já estava aqui há mais de duzentos anos. E como já dizia Zé Neri, seu pai, do alto de grave provocação: - Revide, seu cabra.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 04.01.2016)
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI: MOSTRA 21
A Mostra 21, já considerado o maior evento cinematográfico da região do Cariri está programado para acontecer em alguns dos espaços do cinema alternativo (SESC, Juazeiro do Norte e Crato; CCBNB, Juazeiro do Norte), no período de 11 a 31 de janeiro. Vejamos o que está programado para a primeira semana de exibições.
MOSTRA 21 (SESC, CRATO)
Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
11.01, segunda feira, 19h, LOUCOS DE AMOR (C.R.A.Z.Y., Canadá, 2005, 127min). Direção de Jean-Marc Vallée. Elenco: Michel Côté (Gervais Beaulieu, o pai), Marc-André Grondin (Zachary Beaulieu), Danielle Proulix (Laurianne Beaulieu, a mãe), Pierra-Luc Brillant (Raymond Beaulieu), Alex Gravel (Antoine Beaulieu), Maxime Tremblay (Christian Beaulieu), Mariloup Wolfe (Brigitte), Francis Ducharme (Paul), Felix-Antoine Despatie (Yvan Beaulieu). Sinopse: Zachary Beaulieu(Marc-André Grondin) cresce no turbulento Quebec dos anos de 1960/1970. Sendo o segundo filho mais novo de um pai com "mais do que o nível normal de hormônios masculinos" e criado entre outros quatro irmãos, Zac luta para definir sua própria identidade e lida com o conflito entre sua emergente sexualidade e seu intenso desejo de agradar a seu rigoroso, temperamental e conservador pai, que seria considerado como homofóbico até nos dias de hoje. Um dos temas do filme é a minguante influência da Igreja Católica na sociedade de Quebec durante a Revolução Tranquila.
12.01, terça feira, 19h, A PROMESSA (La promesse, Bélgica/França, 1996, 92min). Direção de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne. Elenco: Jérémie Renier (Igor), Olivier Gourmet (Roger), Assita Ouedraogo (Assita), Florian Delain (Riri), Hachemi Haddad (Nabil), Rasmane Ouedraogo (Amidou). Sinopse: Para Igor, um adolescente de 15 anos, a vida corre tranquila em LiFge. Sua maior preocupação, no momento, é completar a construção de seu kart. Ele vive com o pai, Roger, e não vê nenhum mal em que ele use imigrantes clandestinos como empregados em sua companhia de construção. O fato lhe parece apenas a ordem natural das coisas. Um dia, ele assiste a morte de um africano, Hamidou, que caiu de um andaime. Agonizante, o operário pede que o garoto prometa cuidar de sua mulher, Assita, e seu filho, Tiga. Sem avaliar a gravidade desta promessa, Igor aceita, mas não conta nada ao pai.

14.01, quinta feira, 19h, ROSETTA (Rosetta, Bélgica/França, 1999, 95min). Direção de Jean-Pierra Dardenne e Luc Dardenne. Elenco: Émilie Dequenne (Rosetta), Fabrizio Rongione (Riquet), Anne Yernaux (A mãe), Olivier Gourmet (O chefe), Bernard Marbaix (O gerente), Frédéric Bodson (Chefe de pessoal), Florian Delain (O filho do chefe), Christiane Dorval (A primeira vendedora). Sinopse: A jovem e impulsiva Rosetta mora com a mãe alcóolatra um trailer. Querendo uma vida melhor e livrar-se da pobreza a qualquer custo, busca incessantemente um emprego, nem que para isso passe por cima de alguém. Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, assim como o prêmio de interpretação feminina (Émilie Dequenne) e prêmio do júri ecumênico.
15.01, sexta feira, 19h, LEONERA (Leonera, Argentina/Coreia do Sul/Brasil/Espanha, 2008, 113min. Direção de Pablo Trapero. Elenco: Martina Gusman (Julia), Elli Medeiros (Sofia), Rodrigo Santoro (Ramiro), Laura Garcia (Marta), Tomás Plotinsky (Tomás VI), Leonardo Sauma (Ugo Casman), Walter Cignoli (Perito Psicólogo), Frederico Esquerro (Psicologo de Penal), Roberto Maciel (Advogado de Oficio), Francisco Marquez (Dublê de Ramiro), Paula Morales (Interna grávida) Nanci Paredes (Pessoal penitenciário) Roxana Quineche (Interna) Ricardo Ragendorfer (Juiz de Instrução), Guadalupe Rébora (Amiga), Clara Sajnovetzky (Elsa). Sinopse: O dia amanhece e Julia (Martina Gusman) está rodeada pelos corpos ensanguentados de Ramiro (Rodrigo Santoro) e Nahuel. Ramiro ainda está vivo, mas Nahuel está morto. Ela é presa e enviada a uma penitenciária específica para mães e grávidas sentenciadas. Nos primeiros dias Julia permanece reclusa, mas aos poucos faz algumas amizades. Uma delas é Marta (Laura Garcia), que já criou dois filhos na prisão e torna-se sua conselheira.
17.01, domingo, 14h, DESCONSTRUINDO HARRY (Deconstructing Harry, EUA, 1997, 96min). Direção de Woody Allen. Elenco: Woody Allen (Harry Block), Richard Benjamin (Ken), Kirstie Alley (Joan), Billy Cristal (Larryl), Judy Davis (Lucy), Bob Balaban (Richard), Elisabeth Shue (Fay), Tobey Maguire (Harvey Stern), Jennifer Garner (Mulher do elevador), Paul Giamatti (Prof. Abbott), Stanley Tucci (Paul Epstein), Julia Louis=Dreyfus (Leslie), Mariel Hemingway (Beth Kramer), Robin Williams (Mel), Hazelle Goodman (Cookie), Eric Bogosian (Burt), Demi Moore (Helen), Caroline Aaron (Doris) Amy Irving (Jane). Sinopse: Harry Block (Woody Allen) é um escritor que tem um sério problema: ele sofre de graves distúrbios psicológicos relacionados a pessoas ao seu redor. Ele acaba incluindo, disfarçadamente, pequenos detalhes de sua vida pessoal em seus livros, o que lhe causa bastante confusão com as pessoas próximas.
17.01, domingo, 16:30h, ANTI-HEROI AMERICANO (American splendor, EUA, 2003, 101min). Direção de Shari Springer Berman e Robert Pulcini. Elenco: Paul Giamatti (Harvey Pekar), Hope Davis (Joyce Brabner), Judah Friendlander (Toby Radloff), James Urbaniak (Robert Crumb), Harvey Pekar (ele mesmo), Joyce Brabner (ela mesma), Toby Radioff (ele mesmo), Josh Hutcherson (Robin), Gregory Budgetta (um artista que pede autógrafo), Eytan Mirsky (guitarrista). Sinopse: A adaptação cinematográfica traz um mesmo teor autobiográfico dos quadrinhos originais de Harvey Pekar, aonde ele conta sua própria vida, com ênfase nas suas frustações e no cotidiano. O filme traz Pau Giamatt no papel de Pekar, mas o próprio Pekar faz a narração, e ao longo do filme são apresentadas várias entrevistas feitas no set de filmagem com ele. Pekar trabalha como arquivista, foi casado três vezes e, devido a uma série de frustrações pessoais, tornou-se uma pessoa pessimista. Fã de quadrinhos, decide usar a arte para dar vazão ao seu descontentamento com sua vida. Com a ajuda do cartunista Robert Crumb (interpretado por James Urbaniak), ele lança a série de quadrinhos American Splendor, que consegue grande sucesso dentro do circuito underground. Com o sucesso de seus quadrinhos, ele conhece uma fã, Joyce Brabner (interpretada por Hope Davis), com quem acaba casando. Pekar também travaria uma batalha contra o câncer, cujos detalhes ele relatou na novela Our Cancer Year, escrita em parceria Brabner.
17.01, domingo, 19h, RELATOS SELVAGENS (Relatos salvajes, Argentina/Espanha, 2014, 122min). Direção de Damián Szifrón.
Elenco: Rita Cortese (Cocinera), Ricardo Darin (Simon Fisher), Nancy Dupláa (Victoria), Dario Grandinetti (Salgado), Oscar Martinez (Mauricio), Osmar Nunez (Advogado), Maria Onetto (Helena), Erica Rivas (Romina). Sinopse: Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. Uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle.
MOSTRA 21 (SESC, JN)
Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nos próximos dias:
13.01, quarta feira, 14h, ...E O VENTO LEVOU (Gone with the Wind, EUA, 1939, 238min). Direção de Victor Fleming, George Cukor, Sam Wood, William Cameron Menzies, Sidney Franklin e David O. Selznick. Elenco: Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia dee Havilland, e elenco milionário. Sinopse: Uma reunião social acontece numa grande plantação na Georgia, Tara, cujo dono é Gerald O'Hara (Thomas Mitchell), um imigrante irlandês. Na mansão está Scarlett (Vivien Leigh), sua bela e teimosa filha adolescente. Os gêmeos Tarleton, Brent (Fred Crane) e Stuart, imploram para serem seus acompanhantes num churrasco, que haverá em Twelve Oaks, uma plantação vizinha. Scarlett flerta com eles enquanto tenta obter informações sobre o homem que ama obsessivamente, Ashley (Leslie Howard), o primogênito do patriarca de Twelve Oaks, John Wilkes (Howard C. Hickman). Ela ouve algo que a desagrada muito: Ashley está comprometido, o que depois é confirmado por seu pai. Scarlett acha a vida em Tara monótona, mas seu pai diz que Tara é uma herança inestimável, pois só a terra é um bem que dura para sempre. Ela apenasó pensa em Ashley, assim usa seu mais belo vestido para ir ao churrasco, revelando um inapropriado comportamento para um compromisso diurno, apesar das objeções de Mammy (Hattie McDowell), sua protetora escrava. Em Twelve Oaks Scarlett é o centro das atenções, em razão dos vários pretendentes que pairam sobre ela, mas nenhum deles é Ashley. Mais tarde Scarlett ouve os cavalheiros discutindo acaloradamente sobre a guerra eminente que acontecerá entre o Norte e o Sul, crendo que derrotarão em meses os ianques. Só Rhett Buttler (Clarrk Gable), um aventureiro que tem o hábito de ser franco, não concorda com estas declarações movidas mais pelo orgulho do que pela lógica. Ele diz que não há nenhuma fábrica de canhões no sul e afirma que os ianques estão melhor equipados e têm fábricas, estaleiros, minas de carvão e podem matar os sulistas de fome, pois têm o domínio dos portos, enquanto os sulistas só têm algodão, escravos e arrogância. Um jovem, Charles Hamilton (Rand Brooks), sentindo-se insultado, tenta desafiar Rhett para um duelo, mas ele se esquiva, mesmo sabendo que o derrotaria facilmente, e se retira. Ashley tenta ir ao seu encontro para acompanhá-lo, pois Rhett é um convidado, mas é detido por Scarlett, que quer falar com ele. Os dois vão até a biblioteca e ela fala para Ashley que o ama profundamente. Isto só faz ele lhe dizer que está noivo da prima dela, Melanie Hamilton (Olivia de Havilland). Ashley diz que ama Melanie, entretanto admite que ama Scarlett fraternalmente. Ela fica ainda mais irritada e esbofeteia Ashley, que deixa a biblioteca. Ela então lança um vaso contra a lareira e descobre que atrás de um sofá havia uma outra pessoa, Rhett. Quando Scarlett lhe diz que não é um cavalheiro, Rhett retruca dizendo que ela não é uma dama. pesar deste confronto, é claro que Rhett ficou atraído pela beleza de Scarlett. Em Twelve Oaks chega um cavaleiro, para dizer que a guerra começou. Os homens exultam e Charles vai dizer a Scarlett que a guerra foi declarada, com todos os homens indo se alistar. Enquanto via Ashley se despedir de Melanie, Scarlett ouve Charles lhe pedir em casamento. Movida pela mágoa, ela aceita e diz que quer casar antes que ele parta. Assim Melanie e Ashley se casam em um dia e no seguinte Scarlett se casa com Charles, apesar de não sentir nenhuma atração ou amor por ele. O que Scarlett desconhecia é que o futuro lhe reservava dias muito mais amargos, pois durante a Guerra Civil Americana várias fortunas e famílias seriam destruídas.
13.01, quarta feira, 19h, O ABUTRE (Nightcrawler, EUA, 2014, 117min). Direção de Dan Gilroy. Elenco: Jake Gyllenhaal (Louis Bloom), Bill Paxton (Chris Day), Rene Russo (Nina), Riz Ahmed (Rick), Kevin Rahm (Frank Kruse) Eric Lange (Cameraman) Jonny Coyne (Dono da Pawn Shop), Michael Hyatt (Detetive Fronteiri), Kiff VandenHeuvel (Editor do canal de notícias News Channel editor), Anne McDaniels (Garota do tempo de Los Angeles), Jamie McShane (Motorista), Price Carson (Detetive Lieberman). Sinopse: Enfrentando dificuldades para conseguir um emprego formal, o jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. A fórmula é correr atrás de crimes e acidentes chocantes, registrar tudo e vender a história para veículos interessados.
MOSTRA 21 (CCBNB, JN)
Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia:
16.01, sábado, 17:30h, HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO (Il y a longtemps que je t´aime, França/Alemanha, 2008, 115min. Direção de Philippe Claudel. Elenco: Kristin Scott Thomas (Juliette Fontaine), Elsa Zylberstein (Léa), Serge Hazanavicius (Luc), Laurent Grévill (Michel), Frédéric Pierrot (Capitão Fauré), Claire Johnston (a mãe de Juliette e Léa), Catherine Hosmalin (a conselheira), Jean-Claude Arnaud (Paul), Olivier Cruveiller (Gérard), Lise Ségur (Lys). Sinopse: Após 15 anos de ausência e rejeição, Juliette Fontaine (Kristin Scott Thomas) retorna à sua família. Léa (Elsa Zylberstein), sua irmã mais nova, decide abrigá-la em sua casa, onde mora com o marido, as duas filhas e o sogro. Porém aos poucos a causa que fez com que Juliette ficasse tanto tempo afastada volta a atormentá-los.
CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 15.01, sexta feira, às 20 horas, dentro do CHAPLIN Festival, o filme O CIRCO (The Circus, EUA, 1928, 71min). Direção de Charles Chaplin. Elenco: Charlie Chaplin (vagabundo), Al Ernest Garcia (proprietário do circo), Merna Kennedy (enteada do dono do circo e moça dos cavalos amestrados), Harry Crockers (Rex, o homem que se equilibra na corda), George Davis (um mágico), Henry Bergman (velho palhaço), Steve Murphy (batedor de carteiras). Sinopse: O Vagabundo acaba indo parar em um circo enquanto fugia da polícia, que o confundira com um ladrão de carteiras. Ele sem querer acaba entrando no espetáculo e fazendo grande sucesso com o público, sendo logo contratado pelo dono, que irá se aproveitar dele. Ele ainda arranja tempo para se apaixonar pela acrobata, filha desse mesmo proprietário.
PMJN: LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL
No dia 28 de dezembro, o Diário Oficial do município de Juazeiro do Norte publicou o Decreto 218, de 23.12.2016, onde se estabelece a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso do Município de Juazeiro do Norte, com vistas à compatibilização entre a realização da receita e a execução da despesa para o exercício financeiro de 2016, considerando as exigências contida no art. 8º da Lei Complementar nº 101 de 05/05/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê a obrigatoriedade do Poder Executivo estabelecer em até trinta dias da promulgação da Lei Orçamentária Anual, a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Para maior conhecimento de todos, publicamos a seguir estes dois principais Anexos, contendo as informações básicas do referido Decreto. Para maiores e melhores informações, consulte http://www2.juazeiro.ce.gov.br/Diario-Oficial/4160-28122015.pdf



AGENDA DO CCBNB CARIRI
Já está disponível na recepção do Centro Cultural do BNB Cariri a Agenda de eventos relativamente ao mês de Janeiro de 2016. Nestas férias há uma ampla programação oferecida, particularmente com respeito à Mostra 21, já mencionada anteriormente nesta Coluna.