quinta-feira, 7 de setembro de 2017


BOM DIA!
A ESTRELA DO CEARÁ (I)
Por Renato Casimiro 
Maria Gonçalves da Rocha Leal, ou Maria Gonçalves, ou Dona Gonçalves, ou simplesmente Gonçalves, como vi diversas pessoas assim a tratarem, era uma juazeirense notável, aqui mesmo em sua terra, na juventude, e que se notabilizou mais ainda por galgar posições de grande relevo, tanto em sua terra, no Cariri, no Ceará e pelo Brasil. Talvez não seja estranho que reconheçamos que Maria Gonçalves, pela trajetória que cumpriu, especialmente como educadora, tenha ótimas referências em alguns setores pelo mundo. Conheci-a, pelos anos 70, e isso foi um enorme privilégio. Ficou por esses anos a imagem cristalina de uma mulher extraordinária, da qual o seu Estado muito deve se orgulhar. Vários anos depois de sua morte, seu nome estava fixado num edifício junto ao meu trabalho na UFC, nomeando o Centro Acadêmico (CA) do Curso de Economia Doméstica, do Centro de Ciências Agrárias, hoje extinto (na verdade, substituído pelo de Gastronomia). Para meu espanto, os que assim procederam, com esse batismo meritório, não conseguiam explicar mais fartamente a razão desse amadrinhamento, a não ser que ela tenha sido muito importante para a constituição daquele curso. E isso era muito pouco para seu perfil. Aliás, por minha iniciativa, já que tinha em arquivo, eu doei para uma parede do CA uma das duas fotos que tinha na época (essa que aí está encimando), em reprodução de grande tamanho, porque nem isso lá existia. Espero que ainda exista, pois a iniciativa visava também preparar a casa para a celebração do centenário de nascimento de sua madrinha, tão desconhecida. Terminaram por me fazer orador oficial da cerimônia, exatamente no dia 23.11.1999, uma terça feira à tardinha. E para não esquecer jamais, eu tive que deixar toda a assistência presa à leitura de minhas notas para exaltar a amiga que tivera por tão pouco tempo. Conheci Gonçalves em meados de 1973, mas somente até 1976 estive em visita à sua residência, diversas vezes, na Rua Joaquim Alves, 66, aprazível apartamento 122, do Ed. Tabajara, na Praia de Iracema. Como entre janeiro de 1977 e dezembro de 1980, eu passei a residir em São Paulo, estudando para o doutoramento na USP, perdi Gonçalves de vista, e essa amizade não se estendeu, me rendendo apenas, no início de 1980, exatamente no dia 17 de fevereiro, a triste notícia de seu falecimento. Na primeira visita que lhe fiz, num sábado à tarde, ingenuamente eu lhe pedi que me contasse sua história. Fez-se na sala um intervalo silencioso que se quebrou quando ela, visivelmente emocionada, me disse: “Eu nasci em Joazeiro, em 23 de novembro de 1899. Tenho 84, quase 85 anos, e sou um dos frutos do amor que houve entre Cândida da Rocha Leal Gonçalves e João Francisco Gonçalves...” À noitinha, saí dali carregando na mão papeis cheios de notas e na alma o sentimento de que seria necessário fazer de tudo para jamais esquecer aquele encontro. Na semana passada dois momentos me fizeram recordar a grandeza de sua existência. No primeiro deles, reencontro os apontamentos que tomei numa dessas visitas, aperreando lhe o juízo, para conhece-la ainda mais, pelo lado de uma biografia exemplar, e que tocava, especialmente a sua origem juazeirense, a sua formação educacional, a experiência profissional que recheara sua existência, as distinções que merecera, e um pouco de sua contribuição às letras, entre a prosa e o verso. Intrigava-lhe, na sua modéstia, que eu abrisse bloco de notas e fosse copiando as informações que me passava, com certa timidez, muito típica – diga-se, daquelas pessoas muito simples, característica bem vistosa de valores excepcionais. Gonçalves era isso, já me advertira Pe. Azarias Sobreira ao me encaminhar para esse encontro, e ao meu juízo mais superficial, alguém que não gostava de falar de si, não bastassem as evidências tão bem justificadas. As primeiras letras Maria Gonçalves conseguiu lê-las na escola da “beata Cotinha”, Maria Cristina de Jesus Castro, uma potiguar diplomada pela Escola Normal de Natal. Nessa época, Joazeiro tinha outras opções, como as escolas de José Marrocos (o Pedagógico, anexo da Capela), e as outras escolas particulares, como a de Josefa de Alcântara Leite (Dedé Leite), a do mestre Guilherme Ramos de Maria, a de Maria Luiza Furtado, a de Raimunda Lemos, etc. Mais objetivamente, principio por rememorar a sua formação mais relevante, assim me diria, a de um curso pedagógico. Sua primeira inclinação foi de escolher, dentro da escola pública a melhor opção. E ela estava na Escola Normal, em Fortaleza. Então, entre 1919 e 1923 ela cumpriu com brilhantismo esse início da sua formação profissional como educadora. Ao finalizar a jornada destacou-se como a primeira da classe, e ganhou o privilégio de ser a oradora da turma, paraninfada pelo grande cearense Antonio Theofilo da Justa Gaspar de Oliveira. Isso aconteceu na então Escola Normal Pedro II, que nessa época funcionava no pavimento térreo do então Fenix Caixeiral (Rua Guilherme Rocha esquina com Rua 24 de Maio). Ainda em 1921 Gonçalves conheceu o jovem Manoel Bergstrom Lourenço Filho, paulista que havia cursado Escola Normal, mas também cursaria Direito e Medicina. Brilhante, ele foi contratado pelo Estado do Ceará para dirigir a Instrução Pública do Estado e foi seu professor na Escola Normal. Seu trabalho durou dois anos e meio no Ceará, e uma ocasião veio a Juazeiro, e dessa incursão publicou um livro muito polêmico denominado Juazeiro do Padre Cícero. Esse prévio conhecimento com Lourenço Filho resultou noutra importante etapa da formação intelectual de Maria Gonçalves que ela viveria no Rio de Janeiro, entre 1932 e 1933, como ainda veremos. Bom dia.

(Postado em Facebook: https://www.facebook.com/renato.casimiro1, em 07.09.2017)

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE JURIS (FAP, JUAZEIRO DO NORTE)
A Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE) está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri, embora seja restrito aos alunos desta Faculdade. As sessões são programadas pela Coordenação do Curso de Direito, para um sábado por mês, de 8:30 às 11:30h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de setembro, dia 9, estará em cartaz, o filme A CHEGADA (Arrival, EUA, 2016, 116min). Direção de Denis Villeneuve. Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.
CINE GOURMET (FJN, JUAZEIRO DO NORTE)
A Faculdade de Juazeiro do Norte (FJN) agora também está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri. As sessões são programadas para as terças feiras, duas vezes ao mês, de 15:00 às 17:00h, no Auditório do Bloco I, na Rua São Francisco, 1224, Bairro São Miguel, dentro do seu Projeto de Extensão denominado Cine Gourmet, sob a curadoria de Renato Casimiro. Informações pelo telefone: 99794.1113. No próximo dia 12, estará em cartaz, o filme A FESTA DE BABETE (Babettes gæstebud; Dinamarca, 1987, 103min). Direção de Gabriel Axel. Sinopse: Em 1871, em noite de tempestade, Babette (Stéphane Audran) chega a um vilarejo na Dinamarca, fugindo da França durante a repressão à Comuna de Paris. Ela se emprega como faxineira e cozinheira na casa de duas solteironas Filippa (Bodil Kjer) e Martine (Birgitte Federspiel), filhas de um rigoroso pastor. Ali ela vive por doze anos, até que um dia fica sabendo que havia ganhado uma fortuna na loteria e, ao invés de voltar à França, ela pede permissão para preparar um jantar em comemoração aos centésimo aniversário do pastor. A princípio, os convidados ficam assustados, temendo ferir alguma lei divina ao aceitar um jantar francês, mas acabam comparecendo e se deliciam com a festa de Babette.
SESSÃO CURUMIM (CARIRIAÇÚ)
O Centro Cultural BNB promove de forma itinerante (Sessão Curumim) uma sessão de cinema para crianças, com entrada gratuita, exibe no dia 12, terça feira, às 8 horas, na E. E. F. Julita Farias, em Caririaçú, o filme O MÁGICO DE OZ (The Wizard of Oz, EUA, 1939, 101 min). Direção de Victor Fleming. Sinopse: Em Kansas, Dorothy (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrisam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?
SESSÃO CURUMIM (JUAZEIRO DO NORTE)
A Sessão Curumim também ocorre no próximo dia 14, quinta feira, às 14 horas, no Orfanato Jesus Maria José (Rua Cel. Antonio Pereira, 64, Santa Tereza, em Juazeiro do Norte, o mesmo filme 14h - O MÁGICO DE OZ (The Wizard of Oz, EUA, 1939, 101 min). Direção de Victor Fleming (mencionado antes)
CINE CAFÉ VOLANTE (URCA, MISSÃO VELHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Missão Velha (URCA, Campus Missão Velha, Rua Cel. José Dantas, 932 – Centro), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 14, quinta feira, às 19 horas, o filme TEMPOS MODERNOS (Modern Times, 1936, EUA, 83min). Direção de Charles Chaplin. Sinopse: Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.
CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 15, sexta feira, às 19 horas, o filme A FRATERNIDADE É VERMELHA (Trois couleurs: Rouge, FRA, 1994, 100 min). Direção de Krzysztof Kieslowski. Sinopse: Uma modelo (Irène Jacob) atropela o cão de um juiz aposentado (Jean-Louis Trintignant), que tem o estranho hábito de ouvir as conversas telefônicas de outras pessoas. Este fato será o ponto de partida para uma singular amizade.
CINE CAFÉ VOLANTE (FAMED, BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Auditório da Faculdade de Medicina), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 15, sexta feira, às 19 horas, o filme DÚVIDA (Doubt, EUA, 2008, 104 min). Direção de John Patrick Shanley. Sinopse: 1964. O carismático padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) tenta acabar com os rígidos costumes da escola St. Nicholas, localizada no Bronx. A diretora do local é a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), que acredita no poder do medo e da disciplina. A escola aceitou recentemente seu primeiro aluno negro, Donald Miller (Joseph Foster), devido às mudanças políticas da época. Um dia a irmã James (Amy Adams) conta à diretora suas suspeitas sobre o padre Flynn, de que esteja dando atenção demais a Donald. É o suficiente para que a irmã Aloysius inicie uma cruzada moral contra o padre, tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola.
CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 16, sexta feira, às 19 horas, dentro do Festival Mazzaropi, o filme BETÃO RONCA FERRO (BRA, 1970, 100min). Direção de Geraldo Affonso Miranda. Sinopse: Betão (Mazzaropi) trabalha em um pequeno circo mambembe e tem seu emprego ameaçado depois que sua filha se casa e deixa o espetáculo.
CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 16, sábado, às 17:30 horas, o filme AMADEUS (Amadeus, EUA, 1984, 160 min). Direção de Milos Forman. Sinopse: Após tentar se suicidar, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente mas compunha como se sua música tivesse sido abençoada por Deus.
CINE GOURMET
A partir do próximo dia 12 de setembro, a Faculdade de Juazeiro do Norte iniciará a execução do Projeto de Extensão denominado Cine Gourmet. São seus objetivos: Constituir no âmbito da FJN uma atividade de Cine Clube, aberto, e voltado para a sua missão de IES através dos seus cursos de Graduação e de Pós Graduação; Estender sua realização a estudantes, professores, funcionários e demais interessados nas áreas de gastronomia, história, cinema, educação, cultura e arte; Exibir 20 (vinte) filmes previamente selecionados, constante da programação 2017-2018 (vide abaixo), em 12 meses; Realizar debates tendo como base os filmes apresentados ao público, como oportunidade para a manifestação de opiniões, dúvidas e sugestões; Compor a atividade com uma degustação de preparos típicos apresentados no filme e produzidos por alunos de gastronomia sob a supervisão de seus professores. O Projeto se justifica pela grande valia que o cinema, como arte, estética, linguagem e recursos audiovisuais empresta ao aprendizado de conteúdos, tanto na sociedade, como atividade diversional e cultural, como também pela sua adequação e versatilidade na sala de aula. Desse modo, o Projeto pretende dinamizar e potencializar os esforços em torno da graduação específica, Nutrição e Farmácia, e brevemente, Gastronomia, levando, igualmente, a ser instrumento ágil e eficiente para ampliar os resultados sobre as atividades acadêmicas de ensino-aprendizagem para outras formações profissionais. A metodologia a ser utilizada assim se descreve: Apresentação das atividades: Seleção de filmes, Programação (calendário, datas, horários, locais); Divulgação das atividades, mediante a veiculação midiática (rádio, jornais, tv, redes sociais, sites na web, cartazes, textos e comentários, com a antecipação mínima de uma semana do evento; Composição prévia de uma mesa de debates organizada com a participação de docentes da instituição e outros convidados; Exibição de filmes previamente selecionados em espaço reservado da Faculdade de Juazeiro do Norte, em datas e horários estabelecidos; Debates sobre a gastronomia, a história, a cultura, a arte, a educação e o cinema tendo como base os filmes apresentados ao público e as leituras previamente sugeridas. A coordenação desse Projeto está a cargo de Renato Casimiro. As atividades acontecerão no Auditório da FJN, à Rua São Francisco, 1224, Bloco I, 1º andar, às terças feiras, de 15 às 17 horas. Veja a Programação prevista para as exibições de filmes

FESTA ALAGOANA PARA ANNETTE
A Câmara Municipal de Maceió concedeu no dia 5, passado, às 9h, a Medalha Padre Cícero à irmã Annette Dumoulin. A honraria foi proposta pelo vereador Francisco Sales (PPL) e aprovada por unanimidade pelo Plenário da Casa. A medalha foi instituída pelo Decreto Legislativo nº 605, de 8 de janeiro de 2017, e conferida aos cidadãos que possuírem relevantes serviços religiosos prestados à sociedade maceioense. Familiares, amigos e religiosos foram convidados a participar da homenagem. Anne Dumoulin nasceu no dia 14 de julho de 1935, na cidade de Liége, na Bélgica, um ano após a morte do padre Cícero. Em 1955, se formou em educação física, na Bélgica, e em 1958 graduou-se em Ciência da Religião, pela Universidade Católica de Louvain, seguida também da formação em Psicologia da Religião, obtendo os títulos de mestre e doutora em Ciência da Educação com especialidade em Psicologia da Religião pela mesma Universidade Católica de Louvain. Ela descobriu sua vocação para a vida religiosa, sendo consagrada no dia 1º de janeiro de 1960. Chegou ao Brasil para estudar e pesquisar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS) e foi morar na periferia do Recife (PE) sob os cuidados de Dom Helder Câmara. Na convivência com o povo, descobre a figura do padre Cícero, de Juazeiro do Norte. Em 1976, irmã Annette pediu exoneração como professora da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica e mudou-se para Juazeiro, onde há 41 anos dedica-se à causa da romaria e dos romeiros.
ANÁLISE DA OBRA DE IR. ANNETTE DUMOULIN
A propósito de Ir. Annette Dumoulin, recebemos e temos o prazer de aqui reproduzir uma belíssima análise do seu livro mais recente, “Padre Cícero, santo dos pobres, santo da Igreja: revisões históricas e reconciliação. Annette Dumoulin. – São Paulo: Paulinas, 2017”. Feita por Francisco Salatiel de Alencar Barbosa (Brasilia). 

Trata-se de uma obra atraente do começo ao fim e de fácil leitura, pois a autora mantém, em grande parte de seu texto, o tom de conversa, documentada na abundante correspondência do Padre Cícero ou nos diálogos fictícios com romeiros. Verdadeira peregrinação com subidas, descidas e paradas para descanso. Caminhada que exige fôlego. A irmã romeira tem um perfil vibrante e é capaz de, indignada, conter sua emoção numa explosão de protesto diante de aberrações. Foi o que percebi, quando do encontro das religiosas com o Cardeal João Braz de Aviz, no mosteiro das beneditinas, em Juazeiro (2014). E ela desabafa: “Prefiro não expressar aqui a reação que tive ante essa revelação”.

Adianto que meu comentário não é resenha da obra, mas impressões variadas. A Irmã Annette é muito mais que romeira. Seu papel, para mim fundamental, assemelha-se ao que foi exercido pelo bispo de Calama, Possídio, que – mesmo na atmosfera de terror com a invasão do Norte da África pelos Vândalos – teve o cuidado de organizar o Catálogo (Elenchus) das obras de Agostinho, já prostrado e à beira da morte (28-8-430). Verdadeira fortuna crítica, pois Agostinho é o único Padre da Igreja Latina, cuja obra chegou-nos quase completa e não cessa de crescer. Haja vista o achado estupendo, na década dos anos 80, de cerca de 26 sermões desaparecidos e de mais de 30 cartas perdidas nos acervos das municipalidades de Mogúncia (Mainz-Alemanha) e de Marselha (Françca) e já utilizado na revisão histórica de um Agostinho que não se revelava apenas o grande teólogo da graça, mas o pastor aflito e apegado a seu rebanho. De acordo com as monumentais biografias de Peter Brown (Santo Agostinho: uma biografia. Trad.inglês. RJ/SP: Ed. Record, 2005) e de Serge Lancel (Saint Augustin. Paris: Fayard, 1999), que já se serviram das coleções críticas desses achados, Agostinho de Hipona, como o Cícero do Juazeiro, recusou-se a fugir da sede de sua diocese, quando o cerco dos bárbaros se fazia iminente e ali permaneceu febril até o último suspiro. 

Um dia, quando se narrar com justiça a história da fortuna crítica do Padre Cícero, creio que a esta irmã romeira, que deixou a cátedra de Lovaina para se embrenhar no Vale do Cariri, aos pés da Serra do Catolé, dever-se-á o maior mérito, num trabalho conjunto com sua irmã de hábito Therezinha Stella Guimarães, fundadoras que foram do Centro de Psicologia da Religião (CPR), em Juazeiro do Norte (CE).

Sua obra coloca um foco bem franciscano, tanto na ênfase da tradição do poverello d´Assisi, como na recuperação da mesma pelo Papa Francisco, o Papa da Misericórdia e de uma Igreja pobre e para os pobres. Creio que essa nova luz faz toda a diferença – e esta obra o apresenta muito bem – para compreender o papel do Padre Cícero no Joaseiro da Mãe das Dores e sua atualidade para uma Igreja pós-conciliar que parecia sem rumo e desanimada. Não é o momento de chamar à colação o que o antecessor de Francisco, ainda como o Cardeal panzer da Congregação para a Defesa da Fé, Joseph Ratzinger, realizou nessa direção, chamada então de reabilitação e que, mais apropriadamente, com Dom Fernando Panico e, agora, com a mensagem do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, vislumbra-se em termos de reconciliação. O foco pastoral, na esteira da nova evangelização proposta pela V Assembleia do CELAM, em Aparecida (SP- 2007) e, sobretudo, pela Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, não é de modo algum atitude de avestruz que não quer ver, ouvir ou reagir diante de momentosas “questões históricas, canônicas ou éticas do passado”. Contudo, uma Igreja em saída ao encontro das periferias existenciais tem sensibilidade mais aguçada para ouvir o clamor do Povo de Deus, para as necessidades de um rebanho sem pastor, sem se deixar enlinhar nas malhas do poder, cioso de privilégios e autoridade mundana, bem distante do seguimento do Mestre que exclamou: “não vim para ser servido, mas para servir” (Mc 10,45).

Peter Brown (op.cit.p.545) admira-se de que Possídio, ao concluir sua Biografia de Agostinho, cite esses versos colhidos do túmulo de um poeta pagão desconhecido: “Viajante, não sabes que o poeta pode viver além da sepultura?/ Aí estás e lês este verso: sou eu quem falo, portanto. / Ao leres em voz alta esta obra, tua voz viva é a minha”. 

No meu pobre entender, a irmã romeira de Lovaina, despindo-se de seu aparato acadêmico, expressou-se com a mesma sensibilidade poética dos bardos do cordel e da simplicidade dos devotos peregrinos dessa nova Jerusalém para dar vida à voz do Padre Cícero. Essa é a minha impressão mais viva e, quiçás, duradoura na retomada de um acervo imenso que precisa ser posto sob essa nova luz franciscana. E só uma pessoa, que há mais de 40 anos optou pelo serviço evangélico a esses mesmos pobres nordestinos, poderia ter a ousadia [o grego do NT dirá melhor com o termo parrêsía – coragem para falar com liberdade- cf. Mc 8,32] de recuperar as pérolas de uma história de vida muitas vezes lançadas na lama e emporcalhadas de modo irresponsável.

Olhando dessa maneira o seu belo trabalho, não deixo, porém, de me espantar com certas limitações que, salvo melhor juízo, poderiam ser eliminadas em futuras edições. Não pretendo ser exaustivo, ainda mais porque outros leitores mais competentes serão capazes de, fraternalmente, contribuir para o exame crítico de seu texto, por sinal muito claro e bem escrito. Refiro-me a certos direcionamentos que não caberiam numa narração sem a pretensão de interpretação e revisão histórica tout court, quando o texto chama a atenção para personagem oculto (pp.168-169), numa trama ou num jogo de poder, deixando no ar uma suspeita sem dar nome aos bois. A irmã romeira, capaz de se indignar com o vaivém das novelas interpretativas da vida do Padim, não deveria resvalar para o terreno da suspeição e das possíveis conjecturas, uma vez que ela, como o jornalista Lira Neto, tem em mãos o material colhido nos arquivos do Vaticano pelo Mons. Francisco de Assis Pereira, sob o título Padre Cícero no Santo Ofício (Natal 2004 – cópia xerox, também em minha biblioteca). O jornalista, como se fora autêntico pesquisador nas fontes romanas, não dá crédito ao autor do relatório e se utiliza abundantemente de um material de autoria (sic) anônima. A irmã romeira, felizmente, traz à luz citações do documento [ver notas n.4,p.114; n.10,p.131; n.1,p.155s; n.3, p.162; n.4,p.163; nn.5 e 6, p. 165; n.1, p.197] e, no capítulo Padre Cícero e a nova Diocese do Crato, faz – de alguma maneira – um paralelo antagônico entre a atuação positiva de reaproximação com o Padre Cícero do 1º. Bispo do Crato, Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, e as sobreposições (by pass) negativas de Dom Manoel da Silva Gomes, sucessor de Dom Joaquim, que chegam ao cúmulo da excomunhão do Padre Cícero, sem consulta prévia a seu bispo diocesano. Esse imbroglio narrado à sua maneira por Floro Bartolomeu, em longo discurso na Câmara dos Deputados (RJ: 23-9-1923), mereceria, à luz das pesquisas do Mons.Pereira, uma revisão histórica que pusesse em destaque justamente o papel humano e cristão de Dom Quintino para com o Padre Cícero, seu amigo de longa data, e se eliminasse de uma vez a péssima impressão de muitos juazeirenses – filhos da terra ou ádvenas – que ainda têm no antístite Quintino o algoz do Padim. Assim, o papel da hierarquia junto dos negócios do Joaseiro não deveria permanecer na sombra ou nas trevas e, historicamente, não mais receber exclamações patéticas como as do Monsenhor Macedo, numa carta ao Padre Cícero sobre o seu encontro com o Núncio: “Mistério! Mistério! Mistério! Quem seria o culpado?” (op.cit.p.168) ou mencionar-se um terceiro que anda nas trevas a urdir intrigas e incompreensões (v.p.169 id). Sem dar nome aos bois, sem o aprofundamento do papel dos hierarcas coadjuvantes, como o Cardeal Arcoverde ou Dom Manoel, 3º. Bispo do Ceará, e não a partir de conjecturas ou suspeitas, mas à luz das provas, hoje abundantes, como as que nos chegaram às mãos graças à diligência (akribía) de um Mons. Pereira, a revisão histórica perde substância, torna-se capenga e não faz jus a tudo que foi acumulado nesses anos pelos pesquisadores, sendo uma das mais acuradas a irmã romeira.

Num encontro que mantive com Dom Fernando Panico em sua residência, logo que ele voltou de Roma, perguntei-lhe por que o relatório do Mons. Pereira ainda não tinha sido publicado, dada a relevância de suas irformações. Ele me passou essa confidência: “quando entregamos os 11 volumes com a petição dos bispos ao Secretário da Congregação, ele apontou para o texto do Mons.Pereira e falou expressamente: não deve ser divulgado”. E, então, insisti na pergunta: por que tanto sigilo? E Dom Fernando desconversou educadamente. Estava profundamente intrigado com a atitude de Lira Neto, em Padre Cícero: poder, fé e guerra no Sertão (Companhia das Letras, 2009), que se utilizara do relatório all´insaputa do autor, que – num encontro que mantivemos em fevereiro de 2010, em Natal – dizia-me ignorar como o seu texto vazara para o jornalista, sem que o mesmo lhe desse o mais ínfimo crédito. E, assim, os mistérios do Joaseiro não se restringiriam apenas à questão religiosa do milagre da hóstira, mas à imensa rede de intrigas, nas quais estavam implicados hierarcas de alta posição. Nesse sentido, entendo que o papel extraordinário de Dom Fernando Panico, desde os primeiros passos de seu ministério pastoral na diocese do Crato, não perderia o brilho inapagável que lhe pertende por direito, se também se revisse em detalhes as iniciativas pioneiras de Dom Quintino, sabotado - esse é o termo apropriado – por Dom Manoel da Silva Gomes, 3º. Bispo do Ceará. 

Gostaria de voltar ao depoimento do Cardeal João Braz de Aviz, na abadia beneditina, Nossa Senhora da Vitória, em Juazeiro do Norte: “Posso dizer a verdade?... O problema não está mais em Roma, mas na diocese do Crato, onde alguns padres não aceitam o pedido do diocesano”. E a irmã romeira acrescenta com sinceridade: “Prefiro não expressar aqui a reação que tive ante essa revelação! Mas essa resposta ficou martelando em minha cabeça: o problema não está mais em Roma...” (op.p.233).

Irmãzinha, a verdade expressa pelo Cardeal talvez deva ser aprofundada. Por que não averiguar a participação de Dom Newton Holanda Gurgel, antecessor de Dom Fernando, nessa não aceitação do pedido do diocesano? Consta que ele teria disbribuído entre o clero [a partir de cópia da Biblioteca do Palácio Eipiscopal do Crato, n. do Tombo 01] o opúculo Joazeiro do Cariry, do Padre Alencar Peixoto (1913), cuja virulência detrata de modo deprimente o Padre Cícero. Então, seria necessário, em nome da verdade, buscar, em nível mais elevado, a causação dessa atmosfera negativa na diocese, em vez de apenas atribuí-la de modo genérico e vago a um grupeto de alguns padres, transformados em bodes expiatórios. Se isso for verdade, a história se repete não como tragédia, mas como farsa e burla, vindo-nos à mente o mesmo que aconteceu entre Dom Manoel e Dom Quintino, nas primeiras tentativas de reconciliação do Padre Cícero com a Igreja.

Nesse ponto, creio eu, Dom Fernando Panico falhou redondamete ao não se cercar de pessoas, como o próprio Padre Murilo, o vigário romeiro, que o podia ter ajudado nesse trablho ingente de convencimento do clero. Essa teria sido uma meta-síntese – na linguagem de Juscelino ao construir Brasília – das metas pastorais de Dom Fernando no esforço de uma evangelização que engajasse todas as paróquias e comunidades de base da diocese. E isso expressei-lhe publicamente e ao clero reunido em Assembleia no Centro de Expansão. Mas, o dito ficou pela não dito, sobretudo em se tratando de alguém sem mais credibilidade para falar de modo aberto e sem temor – com parrêsía – como falei.

Longe de mim diminuir o mérito de seu belo trabalho, irmã romeira, mas me parece que o subtítulo revisões históricas foge de seu propósito luminoso de focar de modo apropriado o tema franciscano da reconciliação. A irmã romeira, com o enorme acervo de que dispõe hoje, ou entre para valer – de cabeça, diria – nessa seara tenebrosa, com parrêsía, ou não mencione hipóteses que não possam ser esclarecidas cabalmente, dando nome aos bois. Não vou sugerir alternativas para um trabalho de revisão e complementação de seu texto, mas esses comentários – um tanto apressados – nada mais são do que a voz de um amigo que a estima muito e lhe agradece por tanto bem que vem realizando no Joaseiro da Mãe das Dores. A título de post-scriptum faço notar que talvez a péssima avaliação (p.81) em relação ao Padre Ibiapina tenha sido mais de Dom Luiz Antônio dos Santos, que o perseguiu e o expulsou do Ceará. Quando Dom Joaquim chegava em 1883, Padre Ibiapina havia sete anos se afastara doente em seu retiro de Santa Fé (PB) e ali morria em fevereiro desse mesmo ano de 1883. Também não foi Leão XIII quem não atendeu, em 1922, o pedido de Dom Quintino para a reabilitação do Padre Cícero (cf.pp.200 e 229), mas Bento XV, sucessor de Pio X (1903-1914), por sua vez sucessor de Leão XIII (1878-1903). São pequenos detalhes que podem ser modificados numa próxima edição de sua obra.

Tenha o meu mais cordial apreço, na certeza de sincera amizade.

(Francisco Salatiel de Alencar Barbosa, ouvinte da Palavra e estudioso do Peregrinar humano. Brasília, em 20 de agosto de 2017: Festa da Assunção da Virgem Maria e 50º. Aniversário de minha primeira concelebração eucarística (Primícias Sacerdotais), na Matriz de Santo Antônio do Araripe (CE), sendo vigário Pe.José Alves de Oliveira.) 

PMJN APOIA INSTITUIÇÕES
A PMJN está apoiando nove instituições esportivas, da iniciativa privada, destinando recursos financeiros para os eventos que as mesmas desenvolvem, no valor total de R$273.940,00. Veja a relação publicada no Diário Oficial do Município:

sexta-feira, 1 de setembro de 2017


BOM DIA!
Recebi através de minha página no Facebook a seguinte mensagem enviada pelo amigo Odilio de Figueiredo Filho que me permite abir nesse espaço uma oportunidade de esclarecimento. Diz ele: “Caro Renato, Dirijo-me a você para buscar tirar uma dúvida que me ocorre no momento. Relendo algumas passagens do livro "O Padre Cícero por ele mesmo”, segunda edição, prefaciado por você, observo que na ilustração 1, consta a seguinte nota: "Padre Cícero R. Batista, então seminarista, na companhia do seu colega, Pe. José Carlos de Matos Peixoto. Fortaleza, 1870". Que eu saiba, José Carlos de Matos Peixoto, foi um jurista cearense conceituado, professor de Direito Romano em Niterói, tendo sido presidente da província do Ceará no biênio 1928/1930. Perguntei-me se poderia ser a mesma pessoa a que se refere o livro. Pesquisando um pouco, observei que o referido jurista nasceu em 1884, 14 anos depois da data citada no livro. Dado este desencontro de informação, gostaria de ouvi-lo a respeito. Grato pela atenção. Um abraço”. Então, meu caro Odilio, é muito provável que eu tenha cometido um grave erro ao ter fornecido essa legenda para essa foto, na segunda edição do livro das Irs. Terezinha e Annette. Realmente não é José Carlos de Matos Peixoto, como você mesmo suspeitou, exatamente porque a relação entre ambos foi muito pequena, entre a posse (12.07.1928) e a renúncia (08.10.1930). Faço um breve retrospecto da relação de Pe. Cícero com o Presidente Matos Peixoto: Em 07.09.1929, o Pe. Cícero lança uma proclamação que foi distribuída por todo Nordeste. “Atendendo aos superiores interesses do Brasil e de acordo com a orientação do meu eminente amigo Presidente Matos Peixoto, resolvi dar inteiro apoio às candidaturas dos preclaros estadistas Drs. Júlio Prestes e Vital Soares. Em novembro, sem data exata, o presidente Matos Peixoto, sua esposa Violeta Peixoto e comitiva, vem a Juazeiro (veja foto acima) e as noticias diziam que o Presidente cortejava o Pe. Cícero, negociando o seu colégio eleitoral em troca de uma ou duas cadeiras, na Câmara Federal, em benefício da chapa Júlio Prestes-Vital Soares. Os candidatos apresentados pelo Pe. Cícero seriam: Dr. Juvêncio Joaquim de Santana e Dr. Raimundo Gomes de Matos. Foram hospedes do Pe. Cícero na antiga residência de Floro Bartolomeu, na Rua Nova. A permanência da comitiva presidencial em Juazeiro não foi barata, pois em 07.01.1930, a Beata Mocinha pagou despesas com a estadia a Olímpio Vieira de Almeida (Pimpim Almeida) na importância de 1:580$000. Para o mesmo fim, na loja do Sr. Dorgival Pires, a importância de 218$000. (Total: 1.790 contos de reis). Em 05.10.1930, Matos Peixoto, pressionado pela Revolução de 1930, renunciou (costuma-se dizer que foi deposto pelo governo provisório de Getúlio Vargas) e retirou-se do Ceará. Decretado estado de Sítio em todo o Brasil pela Revolução. Em 06.10.1930, o Major Leal telegrafa ao Pe. Cícero, pedindo seu auxílio na luta empenhada pelos revoltosos. Pe. Cícero responde imediatamente: “Meu povo não tomará armas nesta luta entre irmãos.” Em 08.10.1930, o Major Juarez Távora, telegrafa ao Pe. Cícero, comunicando a eclosão do movimento revolucionário. Em 09.10, telegrama do interventor Dr. Fernandes Távora ao Pe. Cícero: “Comunico ao prezado amigo haver assumido a Presidência o Estado no dia 08.10. Espero contar com a sua boa vontade no sentido de inaugurar uma era de paz e justiça no nosso querido Ceará. Ao assumir a Presidência do Estado o Dr. Fernandes Távora nomeou para interventor de Juazeiro, seu correligionário politico, José Geraldo da Cruz, que foi depois substituído pelo Tenente João de Pinho e logo depois pelo Sr. Zacarias Albuquerque. Mas voltemos à foto. Originalmente, essa foto veio a público na primeira edição do livro Mistérios do Joaseiro, Ed. Tip. do O Joazeiro, 1935, inserida no fim do cap. I (Introdução), com a seguinte legenda: "O Padre Cícero (o do lado direito) e o Padre Manoel Carlos de Matos Peixoto, logo depois de ordenados”. Na reedição dessa obra, pela Editora Imeph, 2011, pag. 25, foi preservada a mesma foto e sua legenda, sem nenhuma análise crítica. Em verdade, para ser mais preciso, não se encontra, dentre os padres do Ceará, esse Manoel Carlos de MATOS Peixoto, mas o Pe. Manoel Carlos da Silva Peixoto, nascido em Crato, em 24.03.1845 (exatamente um ano depois do Pe. Cícero). É ordenado pelo Seminário da Prainha em 06.12.1868 (dois anos antes que o Pe. Cícero), e tornou-se um dos seus professores, entre 1868 e 1870. Anos depois, seria Vigário de Caririaçu (São Pedro do Cariry ou, da Serra), antes do Pe. Cícero ter ocupado a mesma função. São várias coincidências que concorrem para essa retificação. Portanto, revendo a questão, sou pela correção da legenda, para "O Padre Cícero Romão Baptista, (o do lado direito) e o Padre Manoel Carlos da Silva Peixoto, logo depois de ordenados”. E acrescentaria, local e data bem apoiados: Fortaleza, 1870". 

(Postado em Facebook: https://www.facebook.com/renato.casimiro1, em 01.02.2017)
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe nesse dia 1º, sexta feira, às 19 horas, o filme A IGUALDADE É BRANCA (Trois Couleurs: Blanc, FRA, 1994, 91 min). Direção de Krzysztof Kieslowski. Sinopse: Após se divorciar na França da mulher que ama, Dominique (Julie Delpy),um polonês (Zbigniew Zamachowski) volta ao seu país de origem disposto a ganhar muito dinheiro para poder se vingar do grande amor da sua vida. 

CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 2, sábado, às 17:30 horas, o filme CRASH - ESTRANHOS PRAZERES (Crash, EUA, 1996, 100 min). Direção de David Cronenberg. Sinopse: James Ballard (James Spader) se envolve em um terrível acidente automobilístico que acaba atingido outro carro no qual está um casal. O homem morre e a mulher fica bastante ferida, mas após o trauma e a raiva inicial ela acaba se tornado amante de James. Ao mesmo tempo passam a freqüentar um grupo que tem como fetiche a reconstituição de acidentes de carros, nos quais famosas pessoas morreram. No entanto, estas reconstituições são propositadamente feitas sem nenhuma norma de segurança, aumentando sensivelmente o risco para quem participa da simulação e criando um clima de grande excitação para a platéia. A descoberta deste estranho prazer acaba atingindo a esposa de James e as relações sexuais tendem a serem quase sempre dentro de automóveis. 
CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 8, sexta feira, às 19 horas, o filme A LIBERDADE É AZUL (Trois couleurs: Bleu, FRA, 1993, 100 min). Direção de Krzysztof Kieslowski. Sinopse: Após um trágico acidente em que morrem seu marido e sua filha, a famosa modelo Julie (Juliette Binoche) decide renunciar sua própria vida. Ela se afasta de tudo e todos e assume o anonimato em meio a multidão parisiense. Essa existência fantasmagórica é abandonada quando ela decide se envolver com uma importante obra inacabada de seu marido, um músico de fama internacional.

CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 9, sábado, às 17:30 horas, o filme O POVO CONTRA LARRY FLYNT (The People vs. Larry Flynt, EUA, 1996, 129 min). Direção de Dir. Milos Forman. Sinopse: Cinebiografia do homem que tornou a pornografia explícita de sua revista, Hustler, na coqueluche dos EUA dos anos 70. Uma espécie de Hugh Hefner das classes operárias, Larry Flynt construiu um império, mas teve que lutar com unhas e dentes para vencer batalhas judiciais e um atentado que o deixou paraplégico.

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
Três personalidades foram agraciadas com o título de Cidadão Juazeirense. Vejam seus nomes:

RESOLUÇÃO N.º 850, de 17.08.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor ANTÔNIO IDILVAN DE LIMA ALENCAR, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Márcio André Lima de Menezes; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, José David Araújo da Silva, Rubens Darlan de Morais Lobo, Damian Lima Calu, Cícero José da Silva, José Barreto Couto Filho, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Glêdson Lima Bezerra, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Luciene Teles de Almeida, Jacqueline Ferreira Gouveia e Rosane Matos Macêdo. 

RESOLUÇÃO N.º 851, de 17.08.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor ANTÔNIO ALEXANDRE RÊGO, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Rosane Matos Macêdo; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, José David Araújo da Silva, Rubens Darlan de Morais Lobo, Damian Lima Calu, Cícero José da Silva, José Barreto Couto Filho, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Glêdson Lima Bezerra, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Márcio André Lima de Menezes, Valmir Domingos da Silva, Luciene Teles de Almeida, Jacqueline Ferreira Gouveia.

Observações: ANTONIO IDILVAN DE LIMA ALENCAR tem mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e já ocupou a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação. Ocupou também os cargos de secretário-executivo e adjunto da Secretaria de Educação Secretaria de Educação. No Governo do Ceará já passou pelas Secretarias da Fazenda (Sefaz), como coordenador de arrecadação, e do Planejamento (Seplag), colaborando na reestruturação de processo das secretarias estaduais. É especialista em engenharia de produção pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (Uva) e especialista em política e administração tributária e marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

RESOLUÇÃO N.º 852, de 17.08.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor PEDRO AUGUSTO GEROMEL BEZERRA DE MENEZES, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Rosane Matos Macêdo; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, José David Araújo da Silva, Rubens Darlan de Morais Lobo, Damian Lima Calu, Cícero José da Silva, José Barreto Couto Filho, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Glêdson Lima Bezerra, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Márcio André Lima de Menezes, Valmir Domingos da Silva, Luciene Teles de Almeida, Jacqueline Ferreira Gouveia.

FEIRA DE ARTESANATO
LEI N° 4.747, de 24.07.2017: Art. 1° - É oficialmente instituída no Município de Juazeiro do Norte, a Feira de Artesanato, que acontecerá aos domingos e feriados, destinada à exposição e venda de trabalhos artesanais em geral. Art. 2° - As inscrições, local, forma de realização, deveres e direitos dos expositores e outras disposições sobre a feira, constarão de regulamento que deverá ser baixado pelo Chefe do Poder Executivo. AUTORIA: Vereadora Auricélia Bezerra.

NOVOS LOGRADOUROS
2017: Art. 1º - Fica denominada de TRAVESSA SÃO JOÃO, a artéria com início na Rua Oséias Justino da Silva e término na Rua Expedita Justino da Silva, sentido Leste/Oeste, Bairro Aeroporto, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria: Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: José Adauto Araújo Ramos;

LEI Nº 4.750, de 10.08.2017: Lei: Art. 1º - Fica denominada de TRAVESSA SÃO PEDRO, a artéria que tem início na Rua Oséias Justino da Silva e término na Rua Expedita Justino da Silva, sentido Leste/Oeste, Bairro Aeroporto, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria: Glêdson Lima Bezerra; Subscrito: José Adauto Araújo Ramos;

LEI Nº 4.752, de 10.08.2017: Art. 1º - Oficializa nome de TRAVESSA RAIMUNDO FERREIRA, localizada no Bairro Frei Damião, primeira paralela Sul à Rua Dr. Francisco Moreira, sentido Leste/Oeste, início na Rua Vereador Robério de Sá Barreto e término na Rua José Esmeraldo Pinheiro, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria: Vereadora Rita de Cássia Monteiro Gomes;

LEI Nº 4.753, de 10.08.2017: Lei: Art. 1º - Fica denominada de PRAÇA MONSENHOR AZARIAS SOBREIRA LOBO, a Praça que está sendo construída no Bairro Timbaúba, defronte ao Colégio Tabelião Expedito Pereira, localizada na Avenida José Bezerra, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria: Damian Lima Calú; Coautoria: Glêdson Lima Bezerra;




RECONHECIMENTO PÚBLICO

Duas associações esportivas da terrinha acabam de ser reconhecidas publicamente. Eis os atos do legislativo:

LEI Nº 4.751, de 10.08.2017: Art. 1º - Fica reconhecida de Utilidade Pública a ASSOCIAÇÃO CARIRIENSE DE CICLISMO – ACACI, fundada em 15 de janeiro de 2007, com sede e foro no Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, sociedade civil, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica distinta de seus associados, sem limite de idade, distinção, sexo, raça, nacionalidade ou religião, que tem por finalidade o estímulo e o desenvolvimento do esporte ciclístico, em caráter amadorista, educacional e assistencial que terá duração por tempo indeterminado e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas Leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Glêdson Lima Bezerra; Subscrito: Francisco Demontier Araújo Granjeiro;

LEI N° 4.756, de 17.08.2017: Art. 1º – Fica reconhecida de Utilidade Pública a ASSOCIAÇÃO JUANORTE – UNIÃO AMADOR DESPORTIVA DE ÁRBITROS ATLETAS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E EVENTOS ESPORTIVO, fundada em 06 de dezembro de 2004, com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, com personalidade Jurídica distinta dos seus associados, sem fins lucrativos, que tem por objetivo difundir e aperfeiçoar a pratica do desporto com atletas, árbitros, professores de educação física e eventos esportivos em âmbito municipal e intermunicipal, de duração por tempo indeterminado, e reger-se-á por seus estatutos socais, bem como, pelas Leis, usos e costumes nacionais. Autoria: Rita de Cássia Monteiro Gomes; Coautoria: Paulo José de Macêdo, Valmir Domingos da Silva; Subscrito: Domingos Sávio Morais Borges;
PMJN PRESTIGIA E APOIA A TV PE. CÍCERO

Um convênio entre a Fundação Caririense de Educação e Cultura (Tv Padre Cícero) e o Município garante a manutenção das transmissões da tradicional missa do dia 20. Vejamos os termos, incluindo cessão de patrimônio imobiliário.

LEI N° 4.757, de 18.08.2017: Autoriza o Executivo Municipal a Celebrar Convênio para Transmissão Via Satélite das Santas Missas do dia 20 de cada mês e do dia 24 de março de cada ano, alusivas ao Padre Cícero Romão Batista, como também firmar instrumento de Cessão de Uso de Próprio Municipal em favor da FUNDAÇÃO CARIRIENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA e adota outras providências. Art. 1º – Fica o Executivo Municipal autorizado a celebrar instrumento de Convênio para transmissão Via Satélite das Santas Missas dos dias 20 (vinte) de cada mês e do dia 24 (vinte e quatro) de março de cada ano, alusivas ao Padre Cícero Romão Batista, a cargo da FUNDAÇÃO CARIRIENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA, fundação mantenedora da TV PADRE CÍCERO, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF nº 04.175.120/0001-80, com sede à Rua das Dores, nº 105, sala 02, bairro Socorro, nesta urbe. Parágrafo único – Para o cumprimento desta Lei, serão utilizados recursos do Orçamento Municipal, alocado na Secretaria Municipal de Turismo e Romaria – SETUR, Programa de Trabalho 4501 – 13.392.0056.2.154 – Transmissão da Missa do Padre Cícero, que serão suplementados se necessário. 2º – Fica autorizado o Poder Executivo Municipal a firmar instrumento de Cessão de Uso de Bem Público, à título precário e gratuito em prol da Fundação acima identificada, do bem pertencente ao Patrimônio Público Municipal, constituído do IMÓVEL de domínio pleno, situado no lugar denominado “Boca das Cobras”, hoje perímetro urbano desta cidade, (Colina do Horto), com as seguintes medidas e delimitações: ao NORTE, onde mede 15,40m (quinze metros e quarenta centímetros), com terras pertencentes ao espólio do Senhor Samuel Antônio do Nascimento e sua esposa Maria Inácio de Lima; ao SUL, onde mede 15,40m (quinze metros e quarenta centímetros), também com terras pertencentes ao espólio do Senhor Samuel Antônio do Nascimento e sua esposa; ao LESTE, onde mede 19,00m (dezenove metros), também com terras pertencentes ao espólio de Samuel Antônio do Nascimento e sua esposa e ao OESTE, onde mede 19,40m (dezenove metros e quarenta centímetros), com terras pertencentes ao espólio de Samuel Antônio do Nascimento, adquirido o imóvel por desapropriação do Senhor Samuel Antônio do Nascimento e sua esposa, conforme o Decreto Municipal nº 1134, de 1º de julho de 1996, para ser utilizado pelo Município, na implantação de Antena Parabólica para captação de sinais do SBT – Sistema Brasileiro de Televisão, na Colina do Horto. Parágrafo único - A Cessão de Uso de Bem Público de que trata o caput deste artigo destina-se a utilização pela Cessionária para instalação dos equipamentos para transmissão de imagem e som pela TV PADRE CÍCERO e terá vigência de até 30 de dezembro de 2020 (dois mil e vinte). José Arnon Cruz Bezerra de Menezes, Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte. 
PASSE LIVRE PARA DEFICIENTES FÍSICOS

Uma lei municipal assegura o passe livre para os deficientes físicos. Eis como isso está garantido:

LEI N° 4.758, de 18.08.2017: Altera o §3º do art. 4º da Lei Municipal nº 4.724, de 18.05.2017, que dispõe sobre o “passe livre” para deficientes físicos nos transportes coletivos urbanos e passageiros do Município de Juazeiro do Norte/CE, e dá outras providências. Art. 1º - O §3º do art. 4º da Lei Municipal nº de 4.724, de 18 de maio de 2017, que dispõe sobre o “passe livre” para deficientes físicos nos transportes coletivos urbanos de passageiros do Município de Juazeiro do Norte, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 4º (.........) § 3º - A Carteira de Livre Acesso ao Portador de Deficiência somente será expedida com a assinatura do Secretário Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho ou do Assessor Especial Social, devendo em ambos os casos conter a identificação do servidor”. Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. José Arnon Cruz Bezerra de Menezes, Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte.
COMTUR: CONSELHO DE TURISMO E ROMARIA
Foi constituído o Conselho Municipal de Turismo e Romaria. Veja como ficou:

LEI N° 4.754, de 17.08.2017: Art. 1° - Fica criado o novo Conselho Municipal de Turismo e Romaria de Juazeiro do Norte – COMTUR – Órgão local na conjugação de esforços entre o Poder Público e a Sociedade Civil, de caráter deliberativo e consultivo para o assessoramento da municipalidade em questões referentes ao desenvolvimento turístico do Município de Juazeiro do Norte, devidamente vinculado à Secretaria Municipal de Turismo e Romaria – SETUR. § 1° - O Presidente será eleito na primeira reunião dos anos pares, exceção feita quando da constituição inicial do Conselho, que poderá prorrogar o primeiro mandato por mais 06 (seis) meses. § 2° - O Presidente designará o 1° Secretário e 2° Secretário dentre os membros do Conselho. § 3° - As Entidades da iniciativa privada acolhidas nesta Lei indicarão os seus representantes, titular e suplente, que tomarão assento no Conselho com mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos por suas Entidades. § 4° - As pessoas de reconhecido saber e aquelas que de forma patente possam contribuir com os interesses turísticos do Município poderão ser indicados pelo COMTUR para mandato de dois anos, com a aprovação de dois terços dos seus Membros podendo ser reconduzidas pelo COMTUR. § 5° - Os representantes do poder público municipal, titulares e suplentes, que não poderão ser em número superior a um terço do COMTUR, serão indicados pelo Prefeito e terão mandato até o último dia dos anos pares, podendo ser reconduzidos pelo Prefeito. § 6° - Para os casos dos parágrafos 3°, 4°, 5° e 6° deste artigo, após o vencimento dos seus respectivos mandatos, os membros permanecerão nomeados enquanto não houver nova nomeação. § 7° - Em se tratando de representantes titulares de cargos estaduais ou federais, estes indicarão seus respectivos suplentes. Art. 2° - O Conselho Municipal de Turismo e Romaria terá a seguinte composição: I – PODER PÚBLICO a) Secretaria Municipal Extraordinária de Turismo e Romaria – SETUR b) Secretaria Municipal de ESPORTE, Juventude e Cultura – SEJUC c) Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SEDEC d) Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Agricultura e Serviços Públicos – SEMASP e) Secretaria Municipal de Saúde – SESAU f) Autarquia Municipal de Meio Ambiente – AMAJU g) Secretaria Municipal de Infraestrutura – SEINFRA h) Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania – SESP i) Secretaria Municipal de Educação – SEDUC j) Secretaria Municipal de Gestão – SEGEST k) Controladoria e Ouvidoria Geral do Município – CGM l) Procuradoria Geral do Município – PGM m) Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho – SEDEST n) Assessoria de Imprensa Municipal o) Câmara Municipal p) Secretaria do Turismo do Estado do Ceará – SETUR/CE II – SOCIEDADE CIVIL a) Associação Brasileira de Agências de Viagem – ABAV b) Associação Brasileira da Indústria e Hotéis – ABIH c) Conventions & Visitors Bureau d) Associação dos Guias de Turismo do Cariri Cearense – AGTURC e) Associação dos Artesãos de Juazeiro do Norte f) Associação dos taxistas de Juazeiro do Norte g) Representantes da Imprensa Local h) Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Cariri – ABRASEL Cariri i) Instituições de Ensino Superior j) Câmara de Dirigentes Lojistas de Juazeiro do Norte – CDL Juazeiro do Norte k) Instituições do Sistema S l) Representantes das Igrejas m) Engenho do Lixo n) Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO o) Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC p) Grupo Cariri Voo Livre Art. 3º - Compete ao COMTUR: a) Avaliar, opinar e propor sobre: 1 – A Política Municipal de Turismo e Romaria 2 – As Diretrizes Básicas observadas na citada Política 3 – Planos anuais ou tri anuais visando o desenvolvimento e a expansão do Turismo no Município 4 – Os instrumentos de estímulos ao desenvolvimento turístico 5 – Os assuntos atinentes ao turismo que lhe forem submetidos a)Inventariar, diagnosticar e manter atualizado o cadastro de informações de interesse turístico do Município e orientar a melhor divulgação do que estiver adequadamente disponível. b) Programar e executar debates sobre temas de interesse turístico para a Cidade e Região, ouvindo observações das pessoas envolvidas mesmo que estranhas ao Conselho, bem como de pessoas experientes convidadas. c) Manter intercâmbio com Entidades de Turismo do Município ou fora dele, oficiais ou não, para maior aproveitamento do potencial local. d) Propor resoluções, instruções regulamentares ou atos necessários ao pleno exercício de suas funções, bem como modificações de exigências administrativas ou regulamentares que dificultem as atividades de turismo em seus diversos segmentos. e)Propor programas e projetos nos segmentos do Turismo visando incrementar o fluxo de turistas e de eventos para a cidade. f) Propor diretrizes de Implementação do Turismo através de órgãos Municipais e dos serviços prestados pela iniciativa privada com o objetivo de prover a infraestrutura local adequada à implementação do Turismo em todos os seus segmentos. g) Sugerir e divulgar as atividades ligadas ao turismo no Município participando de Feiras, Exposições e Eventos, bem como apoiar a Prefeitura na realização de Feiras, Congressos, Seminários, Eventos e outros. h) Propor formas de captação de recursos para o desenvolvimento do Turismo no Município, emitindo parecer relativo a financiamento de iniciativas, planos, programas e projetos que visem o desenvolvimento da Indústria Turística em geral. i) Colaborar de todas as formas com a Prefeitura e suas Secretarias nos assuntos pertinentes sempre que solicitado. j) Formar grupos de trabalho para desenvolver os estudos necessários em assuntos específicos, com prazo para conclusão dos trabalhos e apresentação de relatório ao Conselho. k) Sugerir medidas ou atos regulamentares referentes à exploração de Serviços Turísticos no Município. l) Sugerir a celebração de convênios com Entidades, Municípios, Estados ou União e opinar sobre os mesmos quando for solicitado. m) Indicar, quando solicitado, representantes para integrarem delegação do Município a congressos, convenções, reuniões ou novos acontecimentos que ofereçam interesse à Política Municipal de Turismo e Romarias. n) Elaborar e aprovar o Calendário Turístico do Município. o) Monitorar o crescimento do Turismo no Município, propondo medidas que atendam à sua capacidade turística. p) Analisar reclamações e sugestões encaminhadas por turistas e propor medidas pertinentes à melhoria da prestação dos serviços turísticos locais. q) Conceder homenagem às pessoas e instituições com relevantes serviços prestados na área de turismo. r) Eleger, entre seus pares, o Presidente em escrutínio secreto na primeira reunião de ano ímpar; e, s) Organizar e manter o seu Regimento Interno. Art. 4° - Compete ao Presidente do COMTUR: a) Representar o COMTUR em suas relações com terceiros; b) Dar posse aos membros do COMTUR; c) Definir a pauta, abrir, orientar e encerrar as reuniões; d) Acatar a decisão da maioria sobre a frequência das reuniões, cujo espaço não poderá ser superior a 60 dias; e) Indicar o Secretário Executivo e, quando necessário, o Secretário Adjunto; f) Cumprir as determinações soberanas do plenário, oficiando os destinatários e prestando contas da sua Agenda na reunião seguinte; g) Cumprir e fazer cumprir esta Lei, bem como o regimento interno a ser aprovado por dois terços dos seus Membros; e, h) Proferir o seu voto apenas para desempate. Art. 5° - Compete ao Secretário Executivo: a) Auxiliar o Presidente na definição das pautas; b) Elaborar e distribuir a Ata das Reuniões; c) Organizar o arquivamento e o controle dos assuntos pendentes, gerindo a Secretaria e o Expediente; d) Controlar o vencimento dos mandatos dos membros do COMTUR; e) Prover todas as necessidades burocráticas; e, f) Substituir o Presidente nas suas ausências. Art. 6° - Compete aos membros do COMTUR: a) Comparecer às reuniões quando convocados; b) Em escrutínio secreto eleger o Presidente do Conselho Municipal de Turismo e Romarias; c) Levantar ou relatar assuntos de interesse Turístico; d) Opinar sobre assuntos referentes ao desenvolvimento Turístico do Município ou da Região; e) Não permitir que sejam levantados problemas políticos partidários; f) Constituir os Grupos de Trabalho para tarefas específicas, podendo contar com assessoramento técnico especializado se necessário; g) Cumprir esta Lei, cumprir o Regimento Interno e as decisões soberanas do COMTUR; h) Convocar, mediante assinatura de vinte por cento dos seus membros, assembleia extraordinária para exame ou destituição de membro, inclusive o presidente, quando o Estatuto ou Regimento Interno forem afetado; e, i) Votar nas decisões do COMTUR. Art. 7° - O COMTUR reunir-se-á em sessão ordinária uma vez por mês perante a maioria de seus membros, ou com qualquer quórum trinta minutos após a hora marcada, podendo realizar reuniões extraordinárias ou especiais em qualquer data e em qualquer local. § 1° - As decisões do COMTUR serão tomadas por maioria simples de votos, exceto quando se tratar de alteração do Regimento Interno, caso em que serão necessários os votos da maioria absoluta de seus membros ou, ainda, nos casos previstos nos parágrafos 4° e 5° do artigo 1° e do artigo 12. § 2° - O Suplente representará o respectivo titular na sua ausência podendo ser convocado pelo Presidente do COMTUR para participar de todas as reuniões a fim de inteirar-se dos assuntos pertinentes. Art. 8° - Perderá a representação da Entidade o Membro que faltar a 03 (três) reuniões ordinárias consecutivas ou a 6 (seis) alternadas durante o ano. Art. 9° - Por falta de decoro ou outra atitude condenável, o COMTUR poderá expulsar o membro infrator, em escrutínio secreto e por maioria absoluta, sem prejuízo da sua Entidade ou categoria que, assim, deverá iniciar a indicação de novo nome para a substituição do tempo remanescente do anterior. Art. 10 - As sessões do COMTUR serão devidamente divulgadas com necessária antecedência, inclusive na imprensa local, e abertas ao público. Art. 11 - O COMTUR poderá ter convidados especiais, sem direito a voto, com a frequência que for desejável, sejam personalidades ou entidades, desde que devidamente aprovado por maioria absoluta dos seus membros. Art. 12 - O COMTUR poderá prestar homenagens à personalidades ou entidades, desde que a proposta seja aprovada, em escrutínio secreto, por dois terços de seus Membros ativos. Art. 13 - A Prefeitura Municipal cederá local para realização das reuniões do COMTUR, bem como um ou mais funcionários e material necessário que garantam seu bom desempenho. Art. 14 - As funções dos Membros do COMTUR não serão remuneradas, porém são consideradas de relevante interesse público. Art. 15 - Os casos omissos serão resolvidos pela Presidência, “ad referendum” do Conselho. Art. 16 - No prazo de 90 (noventa) dias da publicação desta Lei o Conselho Municipal de Turismo e Romaria – COMTUR – deverá elaborar seu Regimento Interno, que deverá ser aprovado por decreto do Executivo. Art. 17 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente a Lei n° 3.009, de 20 de março de 2006. Palácio Municipal José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, aos 17.08.2017. José Arnon Cruz Bezerra de Menezes, Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte.

FECHOU!!!
O BicBanco, então Banco Industrial e Comercial S.A. era controlado pela Família Bezerra de Menezes. Quando foi comprado, em 31.10.2013, através de 72% de suas ações, pelo China Construction Bank (CCB), o segundo maior banco comercial da China e o quinto maior do mundo, por US$ 740 milhões, aproximadamente R$ 1,6 bilhão, ele era o 11° em operações de crédito entre os bancos privados do país. Segundo dados de junho daquele ano, o banco tinha cerca de R$ 17 bilhões em ativos e uma carteira de crédito de R$ 11,61 bilhões. Em 2009, segundo um release, o BicBanco havia atingido uma marca excelente no seu desempenho, pois estava em primeiro, dentre os mais rentáveis nas Américas. Depois da compra, e concluído o processo de compra, se anunciou que o banco iria continuar a operar como banco comercial, tendo o mercado de médio porte como foco, e que a estrutura do BicBanco não deveria sofrer grandes alterações pelo CCB após obter as autorizações dos órgãos reguladores. Mas não se sabia nada com respeito às agências em funcionamento. Há poucos dias a agência de Juazeiro do Norte foi fechada. Em outras épocas isso seria objeto de um protesto. Poucos foram os que perceberam que ele fechou e outros tantos ainda nem sabem que ele existiu. Como Banco, havia sido criado em 1938, em Juazeiro do Norte, com o nome de Banco do Juazeiro. Depois, sua razão passou para Banco Industrial do Cariri, Banco Industrial do Ceará, Banco Industrial e Comercial. (Na foto, um dos momentos marcantes do BicBanco, quando começou a ter suas ações negociadas na Bovespa, no Nível da Governança Corporativa, em 2009. Na imagem, “batendo o martelo para o início dos negócios, aparecem na sede da Bovespa, SP, três diretores do BicBanco: Da esquerda para a direita: José Bezerra de Menezes Neto (Binho), Francisco Humberto Bezerra, o executivo Edênio Nobre, e José Adauto Bezerra Júnior.) A história desse Banco, na verdade iniciada em 1933, como Coopperativa, pode ser lida em http://www.portaldejuazeiro.com/search?q=bicbanco

JORNAL DO CARIRI: 20 ANOS


Em 05.09.1997 renasceu o título Jornal do Cariri. Isso porque em Juazeiro do Norte ele existiu em três fases, embora a pioneira tenha sido em Barbalha, em 1904. Portanto, essa era a ocorrência de número 5, sendo a primeira fase do órgão de propriedade da empresa Editora Jornalística Cariri Ltda. Endereço: Rua Teófilo Siqueira 684, Crato, CE; Data da Fundação (Primeira edição): 05.09.1997; Editores: Cícero Pereira de Sousa, Maria do Socorro Ribeiro de Oliveira, Maria Elisete Cardoso, Fabíola Nascimento, Elizângela Santos; Dimensões: 32,0cm x 46,0cm; Periodicidade: diário; Oficinas: Jornal O Povo, Fortaleza; Conselho Editorial (do nº 1): Antonio Martins Filho, Antonio Renato Soares de Casimiro, Cícero Pereira de Sousa, Geraldo Menezes Barbosa, Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho, Francisco Huberto Esmeraldo Cabral, José Boaventura de Souza, José Roberto Barreto Celestino, Napoleão Tavares Neves, Pe. Gonçalo Farias Filho, Pe. Francisco Murilo de Sá Barreto, Raimundo de Oliveira Borges. (Obs.: Este Conselho Editorial foi se reduzindo e presentemente é constituído apenas por Geraldo Menezes Barbosa, Francisco Huberto Esmeraldo Cabral, Napoleão Tavares Neves e Mons. Gonçalo Farias Filho. Em Crato o jornal foi editado do número I(1) até o II(489):07.04.1999. Daí por diante, o jornal se transferiu para Juazeiro do Norte. Essa ocorrência de número 5 gerou uma segunda fase, sob novas direções quando o jornal passou a à propriedade da empresa Editora Jornalística Cariri Ltda./ depois, Editora Jornalística Chapada do Araripe Ltda.; Endereços: Rua do Cruzeiro, 149, Juazeiro do Norte, CE / Av. Pe. Cícero, 2555 - Cariri Shopping, Loja 138; Data da continuação: 08.04.1999; Diretores: Cícero Pereira de Sousa / Djair Arndt / Sebastião Falcão; Editores: Maria do Socorro Ribeiro de Oliveira, Maria Elisete Cardoso, Fabíola Nascimento, Elizângela dos Santos Bezerra, Tarso Araújo, José Emerson Monteiro Lacerda; Dimensões: 32,0cm x 46,0cm (do nº 490 até o nº 618) / 32,0cm x 58,0cm (do nº 619 até o nº 2025) / 33,0cm x 47,0cm (do nº 2026 até o encerramento, nº 2211; Periodicidade: diário, inicialmente, alterando-se gradativamente até à condição de semanário, sendo na última etapa dessa fase editado por novo proprietário (Sebastião Falcão) numa sede no Cariri Shopping. A terceira fase do jornal, identificado como “O periódico do Cariri independente” de propriedade da Editora e Gráfica Cearasat Comunicação Ltda.; Continuação do 1999.04.08.04.255 – Jornal do Cariri (VI); Administração: Rua Alves Teixeira, 1905, sala 5 - Dionísio Torres, Fortaleza; Redação: Rua São Cândido, 685 / depois, Rua Pio X, 448; Data de Fundação: 12.02.2008; Editores: Francisco Luzenor de Oliveira, Donizete Arruda e Elizabeth Rebouças / Donizete Arruda e Jaqueline Freitas; Chefe de reportagem: Tarso Araújo / Jaqueline Freitas; Dimensões: 32,0cm x 58,0cm / 31,5cm x 54,0cm; Periodicidade: semanal (com edições às terças-feiras); Oficinas: BR 116, Aquiraz, CE; Conselho Editorial: Geraldo Menezes Barbosa, Francisco Huberto Esmeraldo Cabral, Napoleão Tavares Neves, Mons. Gonçalo Farias Filho e Raimundo de Oliveira Borges (falecido); Diretor-presidente: Luzenor de Oliveira /substituído depois por Donizete Arruda; Editor Responsável: Donizete Arruda; Chefe de Reportagem: Jaqueline Freitas; Repórteres: Nina Luiza, Yaçanã Neponucena, Mirelly Morais, Mariana Albanese, Wilson Rodrigues, Serena Morais Marcondes, Chagas Lima, Roberto Crispim; Administração e Redação: Rua São Cândido, 685, Bairro Salesianos / Rua Pio X, 448, Bairro Salesianos - Juazeiro do Norte; Sucursal Fortaleza – Rua Coronel Alves Teixeira, 1905, Sala 05, Fone: (85) 3462 26 07 - Fortaleza – CE; Sucursal Brasília: Edifício Empire Center, Setor Comercial Sul, Sala 307, Brasília DF. A mais nova edição do jornal já trás o selo comemorativo dos seus 20 anos que se efetivará, de fato, na próxima edição, exatamente em 05.09.2017. Parabéns. O saldo é muito positivo e hoje exaltamos a existência do Jornal do Cariri como um grande veículo da imprensa caririense. Desejamos que ele ainda tenha uma vida muito longa e que nos preste grandes e relevantes serviços, por todas as nossas causas. 

GOVERNO MUNICIPAL
Gostaria de parabenizar a administração municipal que adotou uma nova identidade visual para a mídia como a que ilustra este registro, acima. É simples, direta, reúne elementos de nossas origens e vocação e não é rebuscada policromaticamente. Apenas eu gostaria de sugerir que ao invés da menção Prefeitura Municipal, fosse escrito Governo Municipal, para significar a harmonia desejável com todos os poderes. A palavra Governo é um testemunho da iniciativa de prover responsabilidade e compromisso a tudo que se realiza em prol do cidadão comum do município. Fica a sugestão, penso que nunca utilizada até então.  

DIA DE QUILOMBO NO JUAZEIRO DO PADRE CÍCERO
Muito em breve a dissertação acadêmica de Felipe T. B. Caixeta, Jornalista (Eco/UFRJ), cineasta, mestre em Cultura e Territorialidades, sob o título de Dia de Quilombo no Juazeiro do Padre Cícero, na forma de livro, com o Dvd do documentário Dia de Quilombo encartado na capa, estará à disposição nas livrarias do Brasil. Para tanto, seu autor está em busca de patrocinadores, através de mechandising e pré venda de exemplares. Informações com o autor, através dos contatos: 88.99952.3264 / 21.98777.0251 ou pelo e-mail: f.caixeta@gmail.com O release que está sendo veiculado está nos seguintes termos: 

Em julho de 2004, mestres da tradição cultural de Juazeiro do Norte, Ceará, viajaram com seus grupos de reisado, guerreiro, banda cabaçal e dança do maneiro pau até o Rio de Janeiro, para participarem do encontro “Interculturalidades”, organizado pela Universidade Federal Fluminense em Niterói. 

Como a UFF só poderia custear parte das despesas da viagem, os 50 brincantes decidiram apresentar as expressões culturais em locais famosos do Rio como Pão de Açúcar, Morro da Urca, Largo da Carioca e Cristo Redentor, para reunir os recursos da volta por meio de doações do público. Entre as apresentações, os mestres difundiam mensagens sobre Padre Cícero e o mundo dos beatos. 

A presença dos artistas caririenses no Rio foi gravada por cineastas cariocas, que em janeiro de 2005 viajaram a Juazeiro do Norte para exibir o vídeo da viagem para os moradores, apoiar a organização local da Cultura e filmar os grupos nos festejos de Reis, chamados de “Quilombo” pelos praticantes da tradição natalina. 

Em Juazeiro ainda é possível presenciar uma grandiosa festa tradicional popular no Dia de Reis (06 de janeiro), quando mais de 40 grupos de reisado, guerreiro, bandas cabaçais, lapinhas, milhares de caretas chamados de “entremeio” ou “cão”, músicos e acompanhantes “tiram Quilombo” nas ruas, continuando ritos antigos e imbricados na vida comunitária, conformando uma celebração das mais exuberantes em referências culturais do Ciclo Natalino Brasileiro.

Em busca de entender qual a noção de Quilombo na Festa de Reis em Juazeiro, o autor manteve pesquisas e filmagens nos Cariris Cearense e Paraibano, Fortaleza, Recife, Triunfo (Pe), Poço Redondo (Se) e Mossoró (RN) de 2005 a 2015, com a produção de 200 horas de imagens, reunião fotos e documentos históricos. 

Em 2013, o projeto “Dia de Quilombo” foi aprovado na seleção do mestrado do Programa de Pós-graduação em Cultura e Territorialidades - UFF. 

Em outubro de 2016 a dissertação “Dia de Quilombo - Cinema e Cultura Popular no Juazeiro do Padre Cícero” passou pelo crivo acadêmico, sendo aprovada por uma eminente banca, recebendo indicação para o Prêmio CAPES, o mais importante da pesquisa brasileira. 

Após o rito acadêmico, em 01 de fevereiro de 2017, o autor apresentou a pesquisa desenvolvida para considerações de uma banca popular, composta pelos mestres da Cultura participantes do trabalho. 

A atividade foi realizada no teatro do Centro Cultural BNB em Juazeiro, mobilizando a comunidade brincante, universidades e os meios de comunicação. 

Em maio de 2017, notícias acerca da “Defesa Popular” motivaram a apreciação da pesquisa e do filme pela Secretaria de Estado da Cultura, o que veio a subsidiar a solicitação do Registro da celebração do Quilombo de Reis de Juazeiro como Patrimônio Cultural do Ceará, com salvaguardas para a continuidade desta rica e frágil dimensão da cultura, com geração de renda e oportunidades para a região. 

A proposta “Dia de Quilombo no Juazeiro do Padre Cícero” tem por objetivo a publicação da dissertação na forma de livro, com o Dvd do documentário Dia de Quilombo encartado na contracapa. A obra tem 320 páginas, dimensões 20x14cm, capa dura quatro cores, miolo em papel reciclato branco 115g, p/b, 20 páginas em cor. Conteúdo com texto, ilustração, foto e xilogravura. O Dvd do documentário “Dia de Quilombo - O Encontro do Padre Cícero com o Profeta Gentileza”, com 75 minutos, virá em um envelope, encartado no acabamento na capa dura. A tiragem da 1ª edição é de 1.000 exemplares. O Custo é orçado em R$35 mil. Serão comercializadas em pré-venda 300 exemplares ao valor de R$100,00. Serão doados para instituições 200 exemplares, ficando 500 exemplares para a comercialização em livrarias.