quarta-feira, 21 de março de 2012

BIBLIOTECA JUAZEIRENSE (XIV)
Continuamos a publicar referências bibliográficas sobre assuntos juazeirenses. Dentre estes, edições mais antigas e recentes lançamentos. Dedicamos a coluna de hoje à produção intelectual de Raimundo Rodrigues Araújo.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 1984 – Juazeiro anedótico. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 112p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 1988 – Juazeiro poético. Fortaleza: IOCE, 246p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues)(Org.). – 1994 - Padre Cícero do Juazeiro. Antologia. Brasília: Centro de Documentação e Informação da Coordenação de Publicações da Câmara dos Deputados, 176p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues)(Org.). – 1994 - Juazeiro do Padre Cícero. Antologia. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote Ltda., 143p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 1995 – Recordar é viver. Juazeiro do Norte: HB Artes Gráficas/Gráfica Sobreira, 14p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues).  – 1997 – Padre Azarias Sobreira - Centenário de nascimento(1894-1994). Antologia. Juazeiro do Norte: Gráfica Sobreira, 97p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 1998 – Administração José Firmino da Silva. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 32p, Il.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 2001 – Suco de jiló. Juazeiro do Norte: Editora e Gráfica HB, 48p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 2002 – Juazeiro anedótico. 2ª. Ed. Fortaleza: ABC Editora, 150p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 2002 – Praxedes  e sua época. Fortaleza: ABC Editora, 214p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 2002 – Resgatar  é preciso. Recife: Edições Bagaço, 238p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues). – 2004 – Mulheres de Juazeiro (Biografias). Juazeiro do Norte: Gráfica e Editora Royal, 262p, ilus.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues) & BEM FILHO, Mário. – 2000 - Dados Biográficos dos homenageados em logradouros públicos de Juazeiro do Norte. Volume I. Fortaleza: ABC Editora, 436p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues) & BEM FILHO, Mário. – 2000 - Dados Biográficos dos homenageados em logradouros públicos de Juazeiro do Norte. Volume II. Fortaleza: ABC Editora, 443p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues) – 2009 – Vidas paralelas. Juazeiro do Norte: s. Ed., 20p.
ARAÚJO, Raimundo (Rodrigues) – 2010 – Replicar é preciso. Juazeiro do Norte: Gráfica Nobre, 12p.

terça-feira, 20 de março de 2012

20.03.2012
BIBLIOTECA JUAZEIRENSE (XVI)
Continuamos a publicar referências bibliográficas sobre assuntos juazeirenses. Dentre estes, edições mais antigas e recentes.
AQUINO, Pedro Ferreira de. – 1994 – O santo do meu Nordeste - Padre Cícero Romão Batista. São Paulo: Xama Editora e Publicidade Ltda., 529p.
AQUINO, Pedro Ferreira de. – 1997 – O Santo do meu Nordeste - Padre Cícero Romão Batista. 2a. ed. São Paulo: Editora Letras & Letras, 378p.
ARAÚJO, Antonio Gomes de. (Pe.). – 1955 – Um civilizador do Carirí. Crato: Tipografia “Imperial”, 29p, il.
ARAÚJO, Antonio Gomes de. (Pe.). – 1956 – Apostolado do embuste. Crato: Edições Itaytera/Tipografia Imperial, 65p, il.
ARAÚJO, Antonio Gomes de. (Pe.). – 1958 – Padre Pedro Ribeiro da Silva - O fundador e primeiro capelão de Juazeiro do Norte. Crato: Tipografia Imperial, 37p, il.
ARAÚJO, Antonio Gomes de. (Pe.). – 1971 – A cidade de frei Carlos. Fortaleza: Imprensa Universitária, 172p.
ARAÚJO, Antonio Gomes de. (Pe.). – 1973 – Povoamento do Cariri. Fortaleza: Imprensa Universitária, 141p.
ARAÚJO, Antonio Gomes de. (Pe.). – 1980 – Um civilizador do Cariri e outros estudos.o do Norte. Crato: Tipografia Imperial, 83p.
ARAÚJO, Francisco Roque – s.d. – Poder-Humano. Juazeiro do Norte: Gráfica e Editora Royal Ltda., 122p, il.
ARAÚJO, F.(rancisco) Sadoc de – 1995 – Padre Ibiapina, peregrino da caridade. Fortaleza: Gráfica Tribuna do Ceará, 213p.
ARAÚJO, Iaperi. – 1994 – A bença meu padim.  Natal: Gráfica Santa Maria, 37p.Il.
ARAÚJO, J. E. & ARAÚJO, J. A. – 1985 – Glosas e versos de cordel. Fortaleza: IOCE, 33p.
ARRUDA, João & CASIMIRO, (Antonio) Renato (Soares de)(Coord.). - 1994 - Anais do Seminário 150 anos de Padre Cícero. Fortaleza: RCV Gráfica e Editora, 110p.
ARRUDA, João. – 2002 - Padre Cícero: Religião, Política e Sociedade. Fortaleza: Editora INESP, 192p, ilus.
ATHAYDE, João Martins de – 2000 – João Martins de Athayde (Cordéis). São Paulo: Hedra, 209p.
AUGUSTO, Raimundo (Mons.) – 1988 – Histórico da Diocese do Crato. Jubileu de Diamante de Diocese sob o governo de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 53p.
AZEVEDO, Adriana Cordeiro – 2004 – Cordel, Lampião e cinema na terra do sol. Rio de Janeiro: Ferreira Stúdio Gráfico e Editora Ltda., 127p.
AZEVEDO, Jandira Carvalho de – 1959 – Histórico da R.V.C. (Rede de Viação Cearense). Fortaleza: s. Ed., 39p.
AZEVEDO, R. – 1993 - Os 40 da casa do barão. Brasília: Centro Gráfico do Senado, 293p. Il.
AZZI, Riolando – 1983 – Os Salesianos no Brasil à luz da História. São Paulo: Ed. Salesiana Dom Bosco, 181p.


segunda-feira, 19 de março de 2012

19.03.2012
BIBLIOTECA JUAZEIRENSE (XV)
Continuamos a publicar referências bibliográficas sobre assuntos juazeirenses.
AGUIAR, (Luiz) Cláudio – 1982 - Caldeirão. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 282p.
AGUIAR, (Luiz) Cláudio – 1992 – Caldeirão. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 316p.
AGUIAR, (Luiz) Cláudio – 2000 - Caldeirão. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Calibán Ltda., 346p.
AGUIAR, (Luiz) Cláudio – 2005 – Complainte nocturne. Paris: L´Harmattan, 366p.Il.
AGUIAR, Neuma – 1980 – Tempo de transformação no Nordeste. Petrópolis: Editora Vozes Ltda., 244p.
AIRES (de Menezes), Durval. – 1967 - Universidade Federal do Ceará e sua dimensão no Nordeste em mudança. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 65p, ilus.
AIRES (de Menezes), Durval. – 1967 - Os amigos do governador. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 87p.
AIRES (de Menezes), Durval. – 1968 - Barra da solidão. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 93p.
AIRES (de Menezes), Durval. – 1984 - O manifesto. Fortaleza: Stylus Comunicações Ltda., 80p. Il.
AIRES (de Menezes), Durval. – 1994 - Ficção reunida. Fortaleza: Programa Editorial da Casa de José de Alencar/Ed. UFC, 271p.
ALENCAR, Augusta Azevedo de – 2007 - Mano Alencar, o poeta das cores. Fortaleza: Tiprogresso, 125p. Il.
ALENCAR, Francinete G.(omes) – 2004 – Essência de um coração. Juazeiro do Norte: Gráfica Royal, 94p.
ALENCAR, Mano (Edvaldo Gonçalves de)– 1992 - Pensando pela boca. Fortaleza: 1992
ALENCAR, Mano (Edvaldo Gonçalves de) – 1993 – Coadjuvante. Catálogo da Exposição, Verona-Itália, Fortaleza: Tiprogresso. 39p, il.
ALENCAR, Mano (Edvaldo Gonçalves de) – 1995 – Ritual of colors. Catálogo da Exposição, Casa D´Arte. Fortaleza: s.ed., il.
ALENCAR, Mano (Edvaldo Gonçalves de)– 1997 – Arremesso.  Fortaleza: Editora Quadricolor, 48p.
ALENCAR, Mano (Edvaldo Gonçalves de) – 2000 – Alucinação urbana. Fortaleza: Editora ABC Fortaleza, 70p.
ALENCAR, Mozart Cardoso de – 1969 – Discurso de inauguração do monumento ao Pe. Cícero. Juazeiro do Norte: A. Sobreira Ind. Gráfica Ltda., 7p.
ALENCAR, Mozart Cardoso de – 1984 – Doce de pimenta. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 282p, il.
ALENCAR, Mozart Cardoso de – 1989 – Poemas escolhidos. Juazeiro do Norte: Gráfica Mascote, 147p.

domingo, 18 de março de 2012

18.03.2012
LAVRADORAS DE MEMÓRIAS

Durante a abertura das atividades do Curso de Mestrado em Educação, do Centro de Educação na Universidade Estadual do Ceará (UECE), no Campus do Itaperi, em Fortaleza, 6 e 7.03, pp) foi apresentado o vídeo Lavradoras de Memórias - A Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, com Produção e Direção do prof. Antonio Germano Magalhães Júnior. Este audiovisual é um dos resultados sobre a longa pesquisa que aquele núcleo de ensino e pesquisa sobre educação vem realizando em torno da experiência exitosa da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, fundada como a primeira do Brasil, em 13.06.1934.  Esta linha de trabalho já gerou diversas monografias, artigos científicos, participações e apresentações em congressos nacionais e estrangeiros, dissertações, teses de doutoramento, além da digitalização de toda a coleção de O Lavrador (jornal da ENR, entre 1934 e 1973), revisão de peças documentais de diversos arquivos, além da catalogação das imagens fotográficas das atividades da ENR. O vídeo é também uma Homenagem a Doralice Soares Casimiro e Maria Germano Magalhães, duas das alunas da segunda turma de professorandas, em 1938. Com duração de 21:05 minutos, o vídeo reúne depoimentos de professores e ex-alunos da ENR: Maria Assunção Gonçalves, Valba Gondim Sousa, Fátima Leitão, Renato Casimiro, Daniel Walker, Pedro Ferreira Barros, Marlene Rodrigues Melo Alves, Socorro Lucena Lima, Auxiliadora Sousa Dantas e Vicentina Noca Lima, além das participações de Quitéria Lúcia e Mirelle Araújo. Na medida do possível, este vídeo estará à disposição de interessados, podendo ser copiado livremente, pois é do interesse de seus produtores a maior divulgação, em Juazeiro do Norte, para firmar o agradecimento da equipe pela colaboração de todos.
 Foto 1: Abertura do vídeo; Tela de homenagem a Doralice Soares Casimiro e Maria das Dores Germano Magalhães; Maria Assunção Gonçalves e Valba Gondim de Sousa.
Foto 2: Fátima Leitão, Renato Casimiro, Daniel Walker, Pedro Ferreira Barros, Marlene Melo, Socorro Lucena, Auxiliadora Sousa Dantas e Vicentina Noca Lima.

quinta-feira, 15 de março de 2012

15.03.2012
QUEM É? (V)
Hoje nosso teste se dedica a lhes revelar alguns dos Xilógrafos de Juazeiro. São muitos os que deixaram uma marca característica de sua arte. Desde o primeiro, provavelmente mestre Noza, até esta novíssima geração que continua, especialmente em torno da Lira Nordestina (nome dado à velha tipografia de José Bernardo da Silva, por Patativa do Assaré) a realizar álbuns de temáticas sempre voltadas para a cultura regional, bem como ilustrando rótulos de produtos, livros, jornais e capas de folhetos de literatura de cordel. Como agora em que vários deles estão fazendo as capas da Coleção Centenário, em 4 volumes que conterão 100 folhetos, dentre clássicos e novos títulos. São eles aqui: Antonio Marcolino; Cosmo Braz de Lemos; Edilson Botelho; Francisco Correia Lima; João Pedro de Carvalho Neto; José Gilberto Gonçalves Pereira; José Lourenço Gonzaga; Justino Paulo Bandeira; Manuel Inácio Vera Lúcia dos Santos Santiago. Identifique-os.


quarta-feira, 14 de março de 2012

14.03.2012
PIONEIROS DO AEROMODELISMO

Em julho de 1964, os Humanistas daquele ano, no Ginásio Salesiano São João Bosco, iniciamos uma excursão que nos levaria ao Rio de Janeiro para uma permanência de 15 dias. Falar desta viagem, de tudo o que nos aconteceu, especialmente do problema da hospedagem, daria uma história bem longa. O fato é que o então governo do Sr. Carlos Lacerda, pela parte de sua secretária da área específica, Sandra Cavalcanti, não honrou o compromisso de nos hospedar em algum local da cidade maravilhosa. Então, diante do impasse, tivemos o socorro do Pe. Antonio de Almeida Agra, então dirigindo o Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói. E fomos para lá, de ônibus a partir do Pavilhão de São Cristóvão, junto ao Colégio Pedro II, até a Praça XV, quando tomamos a Cantareira para atravessar a Baia de Guanabara, desembarcar aquelas enormes malas e novamente tomar um ônibus para chegar ao Colégio. Nos dias subsequentes à nossa permanência, o ritmo era este: depois do café tomávamos os transportes para chegar ao Rio de Janeiro (ônibus e barca) e ficávamos o dia inteiro conhecendo o que o Rio tinha de melhor e o que animava nossa curiosidade. Almoçávamos e jantávamos no Calabouço, o restaurante da União Nacional dos Estudantes, no Aterro do Flamengo. Imagine o que era aquilo, pouco tempo depois do golpe militar de 1964. O Calabouço, aliás, foi o motivo para, quatro anos depois, durante o terrível ano de 1968, de um grave problema, quando foi assassinado o estudante Edson Luis Lima Souto, um dos manifestantes contra as péssimas condições sanitárias do restaurante. Então, ali nós fazíamos refeições, em meio a uma barulheira enorme de talheres batendo nos bandejões e gritos e protestos em inflamados discursos de líderes e manifestantes. Depois, do almoço, de um destes dias, eu sai vagueando pelo Aterro até que descobri o que já se conhecia dentro daquele parque do Aterro, próximo ao monumento aos Pracinhas da II Grande Guerra, a Pista de Aeromodelismo, na Modalidade de Voo Circular Controlado (VCC), inaugurado pelo Governador Carlos Lacerda, mais ou menos como está nesta Foto 1, do arquivo (Fonte: http://www.flickr.com/photos/selusava/4608660941/). Fiquei um tempão olhando aquelas manobras e a vibração dos que praticavam o esporte. Aquilo me contagiou e dali já sai para um endereço que me deram, na Av. Al. Barroso, bem no Tabuleiro da Baiana (já não existe, como mostra a Foto 2 do arquivo - Fonte: http://www.flickr.com/photos/55827601@N04/5169988538/in/photostream). Lá ficava uma certa Casa Hobbylândia, especializada em aeromodelismo. Foi amor à primeira visita. Fiquei fascinado com a diversidade de modelos e tudo mais que se fazia ali para completar a assistência aos que curtiam aquele esporte. Voltei lá outras vezes e já ia com a decisão de comprar um modelo, dos mais simples, pois as finanças não me permitiriam, literalmente – voar com este sonho. Mais para o final da excursão, quando já não me animara mais comprar alguma coisa no Rio, fui lá e comprei o modelo Tamanco B II, semelhante a este que está na Foto 3 do arquivo (Fonte: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?p=78544), gastando quase tudo que estava disponível de saldo no bolso, à exceção do que estimava para a viagem de retorno em ônibus da Empresa Varzealegrense, de 4 a 5 dias pelas estradas. Na véspera do nosso retorno, à tardinha, sai da Hobbylândia com uma sensação de felicidade, semelhante àquela indescritível, de quando, aparentemente, se tem tudo – nada a reclamar da vida. Aquele pacote comprido, quase um metro de tamanho, era agora o objeto dos meus ciúmes, desde a caminhada entre pessoas apressadas, desde o Largo da Carioca até à estação das barcas para Niterói. Não havia espaço para outra coisa. A felicidade era muito grande. Muito tempo depois eu ainda me lembrava que no jogo daquela barca, atravessando a Baia, um pensamento estranho me vinha à cabeça: Graças a Deus a viagem está chegando ao fim (aproximação da barca no porto de atracação). Felizmente não houve nada, e a barca não naufragou. O que seria de mim, sem este aviãozinho... (Hoje posso rir à vontade destas coisas...) Viajar de Niteroi para Juazeiro foi ainda um longo caminho diante da ansiedade para ver logo aquele brinquedo montado e voando. Não foi difícil montar o modelo. Era dos mais simples que poderia ter permitido iniciar-me neste esporte. O kit de madeira incluía o motor, tanque, trem de pouso, o mecanismo para fazê-lo subir ou descer com o respectivo carretel com os cabos de aço, no tamanho de 10 metros. Tive o gosto de fazer uma pintura que decorava fuselagem e asa do modelo, nas cores verde e branco. Já era o efeito Icasa que tinha a minha simpatia, nascida no ano anterior, de 1963. Pronto o modelo, a preocupação era por em funcionamento, ainda em casa. O combustível, na época – não sei se terá alterado depois, era uma mistura de metanol e óleo de rícino. Nesse primeiro momento contei com o apoio de Luiz Aécio e Francisco Flávio Germano Magalhães que me orientaram para fazer a partida do motor. Como ele era do tipo compressão (não tinha vela para a ignição), era necessário acertar manualmente o ponto desta compressão para produzir a queima do metanol, ao mesmo tempo em que o óleo agia como lubrificante para o atrito do pistom com a casca do motor. E, é claro, a hélice produzia a ventilação necessária para refrigerar o motor. Resolvido este problema, a etapa seguinte era ir para um local adequado onde se pudesse fazer o primeiro voo. A escolha foi ruim, pois não havia outra. Tratava-se do campo de futebol do Ginásio Salesiano. Ele, por aquele tempo, tinha passado por uma grande obra de terraplanagem com possantes máquinas caterpilar e o resultado é que uma camada razoável de pó fino estava sobre a superfície. Ao menor vento levantava uma poeira miserável. Mas o problema da poeira não era pior apenas para o “piloto” ou para os assistentes. O grave era a contaminação do motor com aquelas partícula finíssimas de terra, assemelhadas a um talco, de tão fina. Para este primeiro voo, não havia instrutor disponível na cidade. A coisa era nova, ninguém nunca vira aquilo de perto. Mas grande era o número de curiosos, num final de tarde no campo do Ginásio Salesiano. Dada a partida do motor, alguém me ajudou e lá se foi o aviãozinho para o espaço. A duras penas consegui segurar por uns poucos minutos. Mas um conjunto de coisas influiu muito: o inusitado da operação, temor de acidente, a poeira, a tontura, o sol no rosto – tudo me fazia inseguro para concluir aquela experiência jogando o aviãozinho no chão. Terminava aí a primeira experiência de aeromodelismo em Juazeiro do Norte, em meados de agosto de 1964. Com a queda, o avião quebrou em dois pedaços. Tinha trazido, por precaução, recomendada pelo japonês que me atendeu na Hobbylândia, umas porções de madeira adequada para fazer eventuais remendos para estas situações. E assim aconteceu. Estando pronto novamente, era a hora de voltar a pilotar. Foi quando meu pai me sugeriu que num domingo à tarde, fôssemos para o velho campo de pouso da cidade, aquele mesmo que havia sido ainda inaugurado pelo Pe. Cícero, depois sob os cuidados do Correio Aéreo Nacional, e por último com a segunda Zona Aérea, sediada no Recife. Agora estava abandonado, pois já havia o futuro Aeroporto Regional do Cariri, no outro lado da cidade. Havia uns restos de pavimentação que permitiam a improvisação de um campinho para modelismo. Lá fomos alguns fins de semana e aos poucos eu fui, mesmo com as quedas do aeromodelo, me firmando com mais habilidade. Mas, por algum motivo o motor foi apresentando problemas e a combustão não mais era adequada, havia perda de potência e o modelo não tinha bom desempenho. Na esteira desta iniciativa, veio a dos irmãos Aécio e Flávio que já passaram a pilotar modelos de fuselagem mais encorpada, não tão simples como o velho Tamanco B II, indo para outra categoria, a de usar motores com vela e depois para modelos de rádio-controle que é outra história. Na fase mais pioneira, não lembro quem teria comprado modelos mais simples. Lembro, sim, da presença importantíssima de assistência técnica, de animação, de Francisco de Assis Dibe Gondim, um funcionário dos Correios e Telégrafos, também radioamador, de Fortaleza, ora em residência em Juazeiro do Norte, e que já praticava aeromodelismo no clube que funcionava num anexo da Base Aérea de Fortaleza, no Alto da Balança (Aerolândia). O fato é que neste período de Agosto a Dezembro de 1964 nos divertimos muito com esta aventura. No começo de 1965 eu já estava me mudando para Fortaleza, e mesmo sem mais praticar, pois a experiência em Juazeiro tinha sido de pouquíssimos dias em seis meses, eu passaria a frequentar às tardes de sábado no Alto da Balança, em contato com os membros do Clube de Aeromodelismo de Fortaleza, dentre eles, mais tarde, o próprio Dibe que voltara, transferido de Juazeiro para Fortaleza. Confesso que não mais acompanhei tudo o que se desenvolveu em Juazeiro depois desta data. Só lamento que nesta época, não tenhamos tomado nenhuma fotografia daquelas tardes memoráveis do pioneirismo do Aeromodelismo em Juazeiro do Norte. 


terça-feira, 13 de março de 2012


QUEM É? (IV)
 No nosso teste de hoje, estão aí apresentados homens a quem somos muito gratos porque exerceram cargos públicos tais como prefeito, intendente municipal, vereador, professor público, funcionário de repartições como correios, coletorias de rendas estadual e federal, etc. São eles: Ananias Eleutério de Figueiredo; Fausto Guimarães; Francisco Neri da Costa Morato; José André de Figueiredo; José Eleutério de Figueiredo;  José Teófilo Machado; Manoel Pereira Dinis; Odílio Figueiredo; Pelúsio Correia de Macedo; Semeão Correia de Macedo. Identifique-os.