sábado, 22 de fevereiro de 2014

Maria de Araújo, túmulo e busto








































Na semana que passou a figura histórica de Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo voltou a ser o foco de dois eventos: o primeiro foi a inauguração do busto em sua homenagem na praça que agora leva o seu nome, anteriormente designada como Praça do Marco Zero, por ser a posição geográfica onde a cidade se iniciou, no início da Rua Grande, Rua do Arame, depois Rua Pe. Cícero. Foi uma bonita festa promovida pela municipalidade e que contou com a presença do escritor Ralph Della Cava. O busto foi um presente do prof. Geová Sobreira à cidade de Juazeiro do Norte. Ele agora está instalado em pedestal de alvenaria, decorado com cerâmica, e com placa comemorativa. Outro fato importante foi o esclarecimento de que o túmulo que havia sido descoberto numa propriedade do município de Aurora (CE) efetivamente não é da beata maria de Araújo, mas de uma pessoa bem identificada, cuja revelação ficou esclarecida por conta de um antigo jornal da cidadee. Assim, continuamos com a questão antiga, em busca do verdadeiro jazigo da beata.    

DELLA CAVA: JOASEIRO
 
Foi lançado no dia 17 passado a terceira edição do livro Milagre em Joaseiro, do prof. Ralph Della Cava. Anteriormente anunciado para acontecer no Memorial Padre Cícero, às pressas, decorrente de fortes chuvas na madrugada, o evento foi transferido para o Teatro Patativa de Assaré, no SESC-Juazeiro do Norte. Casa cheia e um grande evento ali aconteceu. No início a assistência foi brindada com um show musical conduzido por Afonso Gadelha, Daniel Sobreira e banda. A seguir, organizado por Geová Sobreira, aconteceu a sessão de lançamento, que contou com a participação do prefeito municipal, dr. Raimundo Macedo, a secretária de cultura, Marli Bezerra, a reitora da UFCA, profa. Suely Salgueiro Chacon, o prof. Ralph Della Cava e o prof. Renato Casimiro. Professores, intelectuais, estudantes e expressiva representação da sociedade caririense se fizeram presentes, em noitada que se estendeu por mais de 4 horas de duração. O prof. Della Cava, muito emocionado, se deteve em quase três horas pondo autógrafo em cerca de 240 exemplares adquiridos pelos presentes. Some-se a isto o gesto digno do prefeito municipal que adquiriu mais 280 exemplares para endereçar aos colégios da rede pública municipal de Juazeiro do Norte. Assim, foram cerca de 520 exemplares os que inicialmente ficaram na cidade. Nos próximos meses, algumas livrarias da cidade terão a obra para aquisição dos interessados. Gostaria de me congratular com Geová Sobreira por toda a sua iniciativa de ter coordenado a reedição desta obra e mais por tudo que foi feito para que ela fosse lançada em grandes momentos, tanto em Juazeiro do Norte (lançamento nacional), como em Fortaleza (veja comentários a seguir). Nós, indubitavelmente, fomos agraciados com um dos maiores acontecimentos culturais já acontecido em Juazeiro do Norte, em toda a sua história. A seguir, transcrevo o texto do meu discurso, com o qual fiz a saudação ao prof. Ralph Della Cava, e sua magnífica obra. 
RALPH DELLA CAVA E A NOVA HISTÓRIA DE JUAZEIRO DO NORTE
Excelentíssimo Senhor Dr. Raimundo Macedo, 
Excelentíssima Senhora Marli Bezerra,
Excelentíssima Senhora Dra. Suely Salgueiro Chacon,
Excelentíssimo Senhor Geová Magalhães Sobreira,
Excelentíssima Senhora Olga Della Cava,
Caríssimo Professor Ralph Della Cava,
Meus senhores e minhas senhoras:
Acreditem que é impossível iniciar breves palavras que, eventualmente, tenham alguma serventia à apresentação da obra que se lança, neste local e nesta abençoada terra, revista e ampliada, da forma em que esta terceira edição de sua tese doutoral se apresenta hoje, sem que não me seja ensejado a relembrança de fatos presenciados no recuado segundo semestre de 1964. 
Naquela época, aluno do quarto ano, do então Ginásio Salesiano São João Bosco, eu e tantos outros, dentre os quais, também aqui nesta noite, meu irmão e amigo dileto, Daniel Walker, fomos convidados pelo padre Mário Balbi, prefeito da disciplina do estabelecimento, a permanecermos todos no pátio, após as orações matinais. A seguir, ouvíamos do Pe. Gino Moratelli, diretor do colégio, a palavra de apresentação do jovem doutorando, um americano que estava entre nós para escrever um livro sobre a história de Juazeiro e de seu patriarca. 
Eu lhe confesso, professor Della Cava, que aqueles jovens, na maioria, curiosos por aquela presença, quase inusitada, de um “gringo”, em tempos de Aliança para o Progresso, que já se fizera notar pelo trânsito circunstancial, a passos rápidos, entre o pavimento superior, especialmente entre a biblioteca e o refeitório, ainda não sabiam que história era aquela que se contaria, que padre era aquele que despertava a atenção do historiador, que terra era aquela que inspirava tanta curiosidade. Era como se, de nada disso ainda tivéssemos notícia, senão uma leve desconfiança de que, dentre as cenas da cidade, frequentemente um bulício prenunciava sinais evidentes de um milagre que pouco de anunciava. Se bem me lembro, notória era a alegação de minha avó, dona Neném Soares, de que “seu” Padre, seu compadre, já não queria que falássemos dessas coisas.
Relembraria, por exemplo, que não demorou muito, por além daquele primeiro encontro ainda no pátio do colégio, para sentir que o meu interesse pessoal mudaria substancialmente as minhas atenções para com minha cidade. No ano anterior, 1963, exatamente na noite de 22 de novembro, um fato muito importante já havia determinado uma breve interação com a história do Juazeiro. No dia da tragédia de Dallas, ao lado do meu pai, Luiz Casimiro, tristes por aquele acontecido, também em parte frustrado porque, de tão ansiosos, não teríamos naquela noite a transmissão normal da Voz da América, com os programas esperados sobre filatelia e cinema. Desistimos, eu e ele. Melhor, seria ir fazer outra coisa, diante de notícias tão dramáticas. Meu pai me apontou para uma velha estante para que dali escolhesse alguma coisa, como um daqueles volumes das obras de Alexandre Dumas, tão do seu agrado. Mas eu fui casualmente para outro, até então não percebido, nos meus catorze anos de vida. Era o conhecido discurso de Floro Bartholomeu da Costa, na Câmara Federal, em defesa do Juazeiro e do Padre Cícero, autografado pelo doutor-coronel do sertão, para meu avô, Antonio Alves Casimiro, seu colaborador durante as ações militares com respeito à Coluna Prestes. 
Quando lhe conheci, lembrei-me imediatamente daquilo que me despertara meses antes. O que não percebi de imediato foi que o trabalho que jovem doutorando terminaria por me atirar, também em leituras compulsivas a um sem número de publicações que já estavam entronizadas ao elenco vário desta missão. Estas leituras ainda não terminaram. Não tenho a menor ideia quando isto vai acontecer. Sei apenas que ao tempo, lugar e circunstâncias, isso de fato, me rendeu uma melhor compreensão sobre aquelas primeiras indagações inquietantes, em um dia qualquer, daquele tempo de uns cinquenta anos, onde muitos de nós ainda teríamos tempo para amar os Beatles e os Rolling Stones, mas que, felizmente, ao lado disto, ainda nos coube a tarefa gratificante de contribuir para que tudo isto fizesse parte de uma nova atenção sobre o nosso passado. Dois destes, pelos menos, estão hoje aqui e podem e devem lhe falar sobre isto.
Em 1970, com a edição americana de Miracle at Joaseiro, tivemos a revelação, o deslumbramento inevitável do que fora aquela jornada, especialmente pelo resgate de farta base documental, pela investigação empreendida e que nos mostrava com grande extensão a riqueza de nosso passado. Ali se iniciava a cruzada na qual nos lançávamos à longa jornada para recompor o grande arquivo da casa do Patriarca. 
Falo-lhes de mim, especialmente, pela notável experiência de vida que aquele fato determinou. Vários anos depois, já em 1974, por nosso primeiro encontro, o seu apontamento, generoso e afetuoso, posto em dedicatória no meu exemplar da primeira edição americana de Miracle at Joaseiro, me revelaria a atenção e certo reconhecimento de uma lida, tão incipiente, na expressão gentil de “...por cujas mãos seguras, repousa a herança histórica do Joaseiro”. E é hora, então, me permita, de firmar um testemunho e o meu agradecimento público diante do que a vida nos ensejou. 
Devo-lhe isto prof. Rafael Della Cava. Devemos todos nós um pouco de nós mesmos diante deste monumento edificado. É o nosso sentimento pela existência de Milagre em Joaseiro. Devemos-lhe isto, os filhos da terra e os adventícios, todos, sem exceção, romeiros da Mãe de Deus e do Padre Cícero. O seu trabalho, Rafael, como a gentileza e o afeto de tantos juazeirenses assim se deram na colaboração espontânea, também nos trás à lembrança de uma turma que se representa ainda hoje na presença Madre Maria Neli Sobreira da Silveira, mas também nas ausências de José Ferreira de Menezes, de José Geraldo da Cruz, de Odílio Figueiredo, de Otávio Aires de Menezes, de Murilo de Sá Barreto, de Cícero Fernandes Coutinho, de Amália Xavier de Oliveira, de Generosa Ferreira Alencar, de Beatriz Santana, de Maria Gonçalves da Rocha Leal, de Azarias Sobreira Lobo, de Maria Assunção Gonçalves, e de tantos mais. 
Quando esta obra chegou a meu conhecimento, pelas mãos carinhosas do amigo comum José Oswaldo de Araújo, eu me espantei pela riqueza que aquelas páginas guardavam. Num primeiro momento, aquilo que mais me fascinaria, por estes anos, através de densos acervos documentais, especialmente próximos e tão distantes aos nossos olhos, até então. E que se anunciavam reunidos em ABC - Arquivo do Bispado do Crato e ACS - Arquivo do Colégio Salesiano, especialmente, além de outras fontes. Até hoje, professor Della Cava, não obstante o farto aparato tecnológico em torno da digitalização, em contraposição às suas imensas dificuldades para fotografar, página a página, tudo o que lhe era apresentado, continuamos nós, essas outras gerações mais recentes, a garimpar novas achegas, complementares à sua diligente, profícua e meritória jornada entre nós. Tratamos ainda hoje, de certo modo, de realizar esforços para recompor a imensa fragmentação do original arquivo da casa do patriarca, disperso em mais de uma centena de novos endereços e destinos. Felizmente, ainda sob sua permanente inspiração.          
Particularmente, no que tocava a esta nova e grande contribuição para a história do Juazeiro, necessário se faz dizer da impressão muito vistosa de que até então o que tínhamos para ler sobre nossas questões políticas e religiosas, estava de há muito polarizado em duas tendências sectárias, entre a louvação e o escárnio. Era por assim dizer, como mencionavam resenhas anteriores, uma literatura do pró e uma outra literatura do contra. Especialmente sobre os interesses do Juazeiro. Milagre em Joaseiro passou a formar e a fortificar a tendência de novos olhares sobre este universo, pontificando pela atualidade e densidade documental, ajuntando novos estudos multidisciplinares e interdisciplinares ao gosto e eleição de parcela expressiva da academia brasileira e pelo mundo. Lembro particularmente, uma primeira impressão deste lócus quando ainda estudante na USP, em 1978, presenciei sessão pública de defesa de doutoramento de candidato que se propunha analisar fatos atinentes ao fenômeno do coronelismo na velha república. A examinadora, professora Maria Isaura Pereira de Queiroz, tão conhecida desta seara, num dado momento da sua arguição, se diz surpresa que o candidato não havia lido Ralph Della Cava, e como tal, nem mencionara em seu suporte bibliográfico, a que sua leitura e análise tinham recorrido por primeiro. E para concluir: como pode alguém pretender reescrever página tão expressiva desta nossa nacionalidade sem a atualidade, brilhante, de Milagre em Joaseiro? Foi um mau pedaço arranjar uma desculpa, todos reconheceram. 
Para mim foi um dos sinais evidentes de como a obra viria a entranhar-se na necessidade imperiosa desta missão: reescrever e estabelecer novos marcos basilares para a continuidade das discussões sobre Juazeiro e suas questões. Não obstante críticas destoantes e de pequena repercussão, a obra chega a esta sua necessária reedição intacta na sua proposta de nos mostrar que num certo foco, por exemplo, Pe. Cícero nem é santo, nem impostor. O personagem “...aparece no livro como tantos outros sacerdotes do Sertão do século XIX, erigido antes pelas circunstâncias que por qualquer característica pessoal notável a uma das figuras mais polêmicas da história do Brasil. Defensor involuntário de um “milagre”, foi denunciado pela Igreja como impostor, por temerosos coronéis e chefes políticos como perigoso agitador e aclamado pelas massas de sertanejos como santo injustiçado, capaz de livrar os pobres e enfermos de suas aflições. Por um complexo jogo de fatores, coube ao obscuro sacerdote desempenhar um papel dos mais relevantes na vida política do Ceará, canalizando os descontentamentos das populações miseráveis e contendo-os, numa região onde já dominavam tendências milenaristas e onde era comum a prática religiosa marcada pela fé ingênua e exaltada e, por outro lado, comandando, em virtude das forças sociais e políticas que despertou, um movimento religioso e popular de grande amplitude.”
Neste contexto, saudamos e aplaudimos esta terceira edição com o cuidado e zelo do seu coordenador editorial, Geová Sobreira. Vinte e cinco anos depois da segunda edição, a obra reaparece íntegra na proposta de revisão histórica sobre como se houve, por exemplo, a romanização na igreja do Ceará, e como isto afetou a trama que resistiu aceitar, ente nós, um milagre eucarístico. Milagre em Joaseiro é rico na narrativa de fenômenos sociais e políticos que tangenciaram ou marcaram indelevelmente a vida no Cariri cearense, só para citar fatos como páginas do coronelismo no inicio do século passado, o poder oligárquico de algumas famílias, as marcas do cangaceirismo, a revolução de 1913-14 e a construção de nossa autonomia política. E por tais predicados, está hoje aqui ereta e digna, como se sustentam as grandes obras, em pé nas prateleiras, à espera de nossa leitura e reflexão. 
Foi o que me ocorreu lhes dizer, meus senhores e minhas senhoras, meus queridos amigos Ralph e Olga Della Cava. Por esta minha inequívoca e franciscana indigência literária talvez ainda não tenha lhes expressado aquilo que de tão forte seu trabalho e esta obra nos impressionaram e nos marcaram nos últimos 50 anos. E não sem razão. Mas, felizmente, é tudo verdade. 
Ralph e Olga, nestes anos, depois que vocês partiram, e nos mandaram tantas notícias, continuamos aqui construindo e reconstruindo estes itinerários. Vocês sabem com quanto de Milagre em Joaseiro foi possível construir uma nova história. Sem dúvida alguma, o Joaseiro afetou-lhes profundamente em suas vidas. Mas, efetivamente, foi muito mais profundamente afetado por sua obra. Só assim foi possível entender que à sombra dos velhos patriarcas, à sombra dos grandes marcos de nossas lutas em torno das nossas mais flagrantes questões sociais, Juazeiro é, Juazeiro continua sendo o milagre.
Muito obrigado
(Discurso de Renato Casimiro, na apresentação da 3ª. Edição do livro Milagre em Joaseiro, do prof. Ralph Della Cava, em Juazeiro do Norte, no Teatro Patativa de Assaré, na noite do dia 17.02.2014)

DELA CAVA EM FORTALEZA

Também se revestiu de grande sucesso o relançamento de Milagre em Joaseiro, 3ª. Edição, em Fortaleza. O evento aconteceu no último 20, na Livraria Cultura, a melhor e mais importante livraria da capital cearense. A propósito deste evento, transcrevo aqui o que escreveu o ex-reitor da URCA, prof. André Herzog, que foi postado na sua página no Facebook: “O público era menor do que o que acorreu ao relançamento em Juazeiro, na segunda-feira passada no Teatro Patativa do Assaré totalmente lotado, de uma obra que veio a lume há 44 anos. Todavia, poucas apresentações na Livraria Cultura reúnem público semelhante. Um Governador e um Presidente do Tribunal de Justiça, seis ex-Reitores, de três Universidades do Ceará, um Deputado, Secretários de Estado, dois presidentes da OAB, Professores de diversas formações e filiações acadêmicas, com larga trajetória, estudantes, artistas, profissionais liberais, livres pensadores, interessados em geral, gente da melhor qualidade. Uma apresentação musical formidável, a que se seguiu a palavra do ex-Reitor da UFC, Prof. Paulo Elpídio, improvisado como chefe de cerimonial. O Prof. Eduardo Diatahy, que escreveu um rico ensaio crítico à nova edição, encarregou a apresentação do livro a um emocionado Prof. Josênio Parente, aluno de Mestrado do autor da obra.Na sequência uma fala modesta e de agradecimentos do autor, entrecortada por recordações pessoais, e uma dificilmente contida emoção, que se dissipou com o chamamento à sessão de autógrafos. Uma noite para reunir amigos e celebrar o curso da vida, apesar das muitas ausências inevitáveis e outras contornáveis. Uma noite para recordar e apreciar com atenção. O ciclo de uma vida e de uma obra fechando-se sobre si mesmo, porém longe de se esgotar no autoelogio, irradiando inspirações humanas, espirituais e intelectuais, lançando luzes, e provocando novos desafios à diferentes compreensões. Assim foi o renascer de Milagre em Joaseiro, a obra fruto da Tese de Doutoramento do ítalo-americano brasilianista Ralph Della Cava, que intencionalmente cambiaria o curso de sua vida e da historiografia do Ceará, da virada do século XIX para o século XX. Diatahy encerra seu ensaio invocando o Eclesiastes e a sabedoria de seus autores. Eu lembro que no antigo testamento Os Profetas, ao contrário de um senso comum, não eram aqueles que previam o futuro, senão aqueles que melhor compreendiam o presente. Viva o Pe. Cícero do Juazeiro. Viva o Cariri.”
Também recebi um comunicado do organizador destes eventos, prof. Geová Sobreira, nos seguintes termos: Renato, Recebi o texto de sua apresentação do livro de Ralph. Irei guardá-la e, quem sabe, será um dia publicada. Quero, antes de tudo, agradecer sua valiosa contribuição, fundamental, para o brilhantismo daquela noite maravilhosa. Pelos meus registros foi uma das mais belas noites da história cultural moderna de Juazeiro e você foi um dos responsáveis daquela majestosa noite. Em Fortaleza, o Ralph não se cansava de repetir que o evento em Juazeiro foi uma das maiores da vida dele. Peço-lhe que transmita aos amigos de Juazeiro o meu especial agradecimentos a todos. Repito: muito obrigado por tudo! Abraços fraternos, Geová Sobreira.

NOVO LIVRO
Uma síntese histórico-documental de Ibicuã, pela professora Maria Delânia da Silva. Como recolho no Facebook, "uma viagem pelas trilhas da História de Ibicuã: uma terra fértil em matéria de episódios históricos célebres; deles, de repercussão nacional até, como "A Sedição de Juazeiro" ou "A Guerra do Coronelismo", cujo clímax deu-se com o desaparecimento do notável Capitão J. da Penha, ferido mortalmente às margens da então Estrada de Ferro de Baturité - EFB, nas cercanias do antigo Miguel Calmon, em 22 de fevereiro de 1914."







MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
Imagem do Palestra Esporte Clube, o segundo time de futebol de Juazeiro do Norte, fundado pelo desportista João Araújo, (sem data, provavelmente anos 40). Formado para jogo, no antigo campo existente na atual praça Leandro Bezerra (antigo Quadro da Clayton, e Praça dos Ourives – Franciscanos). Alguns são identificados: (Na fila do meio, da esq. para a dir.: Ananias Araújo, Mascote e José Gonçalves Magalhães; Outros craques a serem reconhecidos: Chico de Adones, Mário de Telvina, Parali, Raimundo Amazonas, Raimundo Galinha dágua, Moacir de Gino. (Foto do Arquivo de Raimundo Araújo, cedido gentilmente.)

CINE ELDORADO & CINE CAPITÓLIO
No recesso, recebemos o seguinte e-mail: Olá, Renato! Estava acompanhando a programação dos cinemas no ano de 1949, esperando a hora que você pudesse postar informações sobre os filmes exibidos nos cinemas de Juazeiro durante o ano de 1953, pois só assim teria algo mais desse tempo que não vivi, mas que tenho interesse de conhecer e assim poder completar uma história de amor que ouvi de alguém que falecera sem ter tempo para concluí-la. Parabéns a esse trio maravilhoso (Daniel Walker, Tereza Neuma e Renato Casimiro) por nos fazer reviver o passado e nos atualizar no presente. Abraço, Simone (Fortaleza-CE). Agradecemos a Simone a gentileza do contato e suas observações. Infelizmente não temos à mão jornais dsta época e estamos envidando esforços para tentar obter. Sabemos que o jornalista Aldemir Sobreira tem uma coleção completa do jornal O Pioneiro (“Semanário independente e noticioso.” Data de Circulação (Primeiro Número): 15.02.1953; Data de Encerramento (Última Edição): 22.02.1954; Diretores: Othon Mendonça de Matos/Edvan Coelho; Vice-Diretor Rômulo Xavier Barbosa; Secretário Espedito Cornélio de Miranda (com o pseudônimo de Hélio Caldas); Redator: Francisco Campos Aires; Coluna Desportiva, assinada por Dário Maia Coimbra (com o pseudônimo de Carlos Baraúna); Diretor Comercial: Aldemir Sobreira; Repórteres: João Tavares e Alcely Sobreira; Ilustrações com xilogravuras: Damásio Paulo de Oliveira; Redação: Rua da Conceição, 782. Oficinas: Tipografia São Francisco, Juazeiro do Norte e Tip.Imperial, Crato.; Dimensões: 24,5cm x 33,0cm; Periodicidade: semanal, circulando aos domingos). Vamos ver se conseguimos e poderemos atender. Enquanto isto, lançarei mão do jornal Folha de Juazeiro, e outros, para retomar esta lembrança dos filmes antigos em nossos cinemas. Muito grato. 

JORNAIS
Vez por outra somos surpreendidos com títulos de jornais de Juazeiro do Norte, ou que existiram ou que ainda continuam circulando. No nosso inventário, incluímos nesta semana o Informativo Além da Vida que é editado mensalmente pela Cariri Espírita. Renovamos o nosso pedido para que os nossos leitores façam contato conosco para indicar desde os mais simples informativos a todo e qualquer jornal que seja do seu conhecimento, para que tomemos alguma providência no sentido de catalogá-lo incluindo na História da Imprensa de Juazeiro do Norte. Foi o caso deste Informativo Além da Vida, cuja edição mais recente (primeira página) é este aí, referente a janeiro de 2014, no seu Ano 5 (portanto, nascido em 2010), edição 46. 

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
A região do Cariri foi assaltada, literalmente, com a notícia do sumiço de verba para as obras do Aeroporto. Na última terça-feira, dia 18, aconteceu uma reunião em Brasília, envolvendo o presidente da Infraero, Gustavo Vale, o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, e o José Roberto Celestino. Nesta oportunidade, a Infraero anunciou que por necessidades de destinar recursos para outros setores com demandas maiores, transferiu para outros destinos a disponibilidade que havia para obras no Aeroporto de Juazeiro do Norte. A verba de R$ 15,8 milhões de reais estava destinada para custear a desapropriação dos 486 mil m2 de área, para serem utilizados em obras de ampliação do terminal de passageiros e novos espaços de pousos e decolagem. Agora será necessário apelar para instâncias superiores, dentre as quais o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e a própria presidente Dilma. Lamentável. Enquanto isso, o nosso aeroporto continua exibindo um desempenho fantástico para sua categoria. Temos nos ocupado, mensalmente, para apresentá-lo, com os dados oficiais da própria Infraero. Como agora, em que os resultados de Janeiro novamente expressam a força deste equipamento. Temos sempre comparado a posição relativa do nosso aeroporto, frente aos demais pelo pais. Assim, por exemplo, comparando a situação de 2013 para este primeiro mês de 2014, encontramos: Dentre todos os aeroportos do pais, era em 2013 36º de 63, em janeiro de 2014 é agora o 34º de 63; dentre os domésticos, em todo o país, em 2013 era o 16º de 34, agora é o 14º de 35; dentre os domésticos do interior, em todo o país, em 2013 era o 8º de 21, agora é o 6º de 22. Na região Norte/Nordeste, de todos os aeroportos (domésticos e internacionais), em 2013, era o 18º de 30, agora é o 17º de 30; dentre os domésticos, era o 7º de 14 e agora é o 6º de 14; no interior desta região, era o 5º de 11 e agora é 4º de 11. Como se vê, no foco desta crise, o aeroporto de Juazeiro do Norte, sem instalações condignas, se mantém apresentando ótimo desempenho. E até melhorando, com menor opção de voos. Isto é que é incrível. Compete a esta gente da Infraero um mínimo de discernimento para ver com bons olhos estas necessidades crônicas diante de tal performance. Mas, como tudo é esta miserável Copa do Mundo de 2014, até bem depois dela ainda amargaremos os vexames de não vê-lo com esta situação bem resolvida. E continuam as obras de alargamento da Av. Virgilio Távora. É o mínimo que compete à PMJN ir tocando para que pelo menos o acesso ao aeroporto seja mais adequado. (Foto: PMJN, Seinfra)






domingo, 26 de janeiro de 2014

EU NÃO ESTOU AQUI...

A recente celebração do centenário de morte da beata Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo (Joazeiro: *24.05.1862; +17.01.1914) teve como um dos momentos mais simbólicos a cerimônia na qual a beata teria nova sepultura. Consultado sobre a placa que encima o local, sugeri uma paráfrase ao epitáfio do grande poeta Mário Quintana: “Eu não estou aqui!” A isto, acrescentaríamos: “Aliás, eu estou aqui!” Tal aconteceu, e assim está lá. Moveu-me o intento, felizmente aceito, de que com isto ainda mais nos lembraremos com frase tão emblemática, não só a memória poética, mas a certeza da ressureição e da imortalidade da alma. De outra sorte, ao agregar o “eu estou aqui”, queremos firmar o nosso entendimento de que Maria de Araújo, por exemplo e vida, especialmente ao longo de amplo período de esquecimento, e da violência cometida, está ali, sim, pois não é admissível a negação de um derradeiro palmo de terra para o seu “repouso eterno”. O caso de Maria de Araújo, visto pela intolerância clerical de sua época, levou a infeliz a se tornar este ser histórico que se arrasta pelos séculos, como uma mulher sem túmulo. Até 22.10.1930, sabia-se que seus restos mortais estavam ali, na entrada da Capela do Socorro, ao lado direito, ao pé da parede, em modesto túmulo registrado em foto da época. Naquela data o ato violento, autorizado pelo Diocesano de então, converteu-se em crime hediondo perante os olhares do Patriarca e, ao tempo, pela indignação de cidadãos honrados, de povo e estudiosos que se deixaram ficar reflexivos sobre a triste sina deste infortúnio. Estranho é que, passados tantos anos, a homenagem aceita pela própria Igreja do Cariri se faz sob o mesmo clima marginal de então, ao pé do muro da Capela, mas agora externamente. Cabe a esta mesma Igreja esclarecer a este povo o que foi determinado há 83 anos. Se o vigário José de Lima o fez mediante imposição do diocesano, pode ser que haja correspondência ou algum relatório. Contudo, o único documento competente, firmado em cartório (03.12.1930) pelo protesto de cidadãos juazeirenses, assegura que ali já não encontrava quase nada, a não ser uns poucos resíduos do caixão, do crânio da beata, de sua vestimenta e adornos, postos em um vaso de vidro, mas também sem indicação de destino. Quanto ao procedimento instruido pelo vigário, é pouco provável que tenham posto em algum outro túmulo, mas aberto uma outra vala, sem qualquer identificação para o futuro. Sabe-se que até fotógrafo integrava o grupo que inspecionou o local após a violação. Mas, caprichosamente não há uma só imagem a propósito do interesse dos protestantes. Na comemoração do centenário, a própria Igreja do Cariri, reconheceu a mártir, lhe deu vivas e proclamou suas virtudes e heroismo. Mais que isto, é dever desta mesma Igreja, já que recentemente se preocupou com isto, proceder a uma “busca arqueológica”, não em jazigos autorizados do campo santo, mas no ambiente da Capela, exatamente no local tão reconhecido, o da sepultura original. Qual é a angústia e o escrúpulo prevalentes? Sem dúvida, a pauta existente na Sagrada Congregação e que nos remete à expectativa de uma revisão de todo o processo, com a ansiosa espera por uma reabilitação, também deverá ensejar, obrigatoriamente, um novo olhar de piedade cristã sobre a serva tão fiel.     

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
A imprensa desta semana, especialmente a Folha da Manhã (23.01.2014) deu manchete principal para a redução do movimento no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Ou seja, comparando-se os anos 2012 e 2013, o transito de passageiros caiu cerca de 14%. Seguindo-se a evolução deste movimento, como se tem observado desde 2003 até 2012 (dados e gráfico, abaixo, oficiais do Infraero), a expectativa para 2013 seria 560.000 passageiros/ano (ponto 11 no gráfico). Portanto, a frustração não é apenas de 14%, mas de 44%. Se houver uma boa recuperação, a ponto de alterarem-se certos condicionantes como novos vôos, destinos, operadoras e a solução das questões de obras em andamento, a expectativa para 2014 pode girar em torno de 700.000 passageiros/ano (ponto 12 no gráfico). Não obstante este mau resultado, o Aeroporto de Juazeiro do Norte se mantém, comparativamente aos demais 62 aeródromos brasileiros geridos pelo Infraero, guardando a mesma posição relativa. Para verificar esta questão, entre as conjunturas Brasil e Norte/Nordeste, Internacionais/Domésticos, voltamos a apresentar com os dados oficiais, as tabelas mostradas a seguir, como vimos fazendo anteriormente. Isto significa que, efetivamente, embora alguns aeroportos não tenham experimentado o problema do nosso, esta posição relativa comportava alguma variação momentânea, sem afetar este desempenho como temos concebido. Menos mal, especialmente diante do que ainda compete ser realizado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte/Governo do Estado do Ceará/Infraero no tocante a infraestrutura e instalações do aeroporto. O mercado do Cariri e área de influência, certamente, ainda continuará a exercer uma forte pressão sobre estas ações, de modo a que não reste nenhuma dúvida sobre o que precisa ser implementado nas melhorias do aeroporto. Somos otimistas.









domingo, 29 de dezembro de 2013

NATAL E NOVO ANO

Na noite da celebração da natalidade do Senhor, muitos lares desta cidade estiveram festivamente comemorando a data. Em muitos outros mais, o Natal talvez não foi lembrado. Em muitos, pobreza e miséria fazem parte do seu cotidiano. Ao tempo em que lhes faltam alimento, acolhimento, atenção e carinho. São os apartados desta sociedade perversa que não os incluem para fazer mais fraterna esta grande data. Juazeiro do Norte e todo o Cariri se desenvolvem, mas os sinais destes tempos encerram a visão de um mundo profundamente marcado pelas diferenças sociais, onde uns tem tanto e outros quase nada. Este o fosso que se abre perante nossas vistas, contendo um grande passivo de responsabilidade social. Desejo expressar aos leitores desta coluna, tantos amigos que me deram o privilégio de sua atenção para com estas notas semanais, os meus votos sinceros para que vivam um santo e muito feliz Natal. Não esqueçamos a lembrança de que Natal ocorre por todo o ano. Sempre é Natal e sempre devemos festejar o Emanuel, o Deus conosco. Ele, aquele que nos fortalece. Pois tudo podemos naquele que nos fortalece. Sejam também essas as nossas esperanças por um novo mundo, por um novo ano. Exatamente o 2014, outro ano centenário na história desta cidade para que sejam lembrados os compromissos que cada um de nós tem para que esta seja uma civilização fraterna a partilhar os ganhos sociais de se engrandecimento. Tenham todos um Natal festivo, na paz do Senhor. E um ano novo próspero de realizações. Obrigado a todos pela a atenção a este colunista.  

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
Como temos feito, mensalmente, estamos novamente vendo os números oficiais da Infraero, não só com respeito a Juazeiro do norte, mas também no contexto dos demais 62 aeroportos brasileiros sob as atenções da Infraestrutura Aeroportuária. Pelos dados, verifica-se que permanece inalterada a posição do Regional do Cariri, frente às mesmas comparações que sempre fazemos, tanto no Brasil, como na região Norte-Nordeste.  Por estes dias o Aeroporto voltou a ser objeto de noticias auspiciosas, com respeito a novos voos. Na verdade, face ao período de maior demanda, as companhias estão disponibilizando voos extras. Não devemos ter maior preocupação com este fato. Realmente não cabe na cabeça de um vivente que as companhias que operam no Cariri esnobem este mercado. Isto deve durar pouco. A demanda crescente os fará pensar melhor. Por exemplo, estima-se que 3.600 usuários devem circular diariamente no Aeroporto, tal e a utilidade dos voos em pousos e decolagens. Com respeito a voos extras, dois casos – A Azul vem disponibilizando voos vindos de Campinas, em São Paulo, com destino à Juazeiro do Norte, com previsão de pouso diário por volta das 9 horas da manhã e decolagem para o destino de origem a partir das 9h40. A Gol, por sua vez, oferece voo extra, somente aos domingos, a partir do próximo dia 29, com previsão de encerramento no dia 26 de janeiro de 2014. O voo sairá de Guarulhos com destino a Juazeiro do Norte com pouso previsto às 7h15. A decolagem com destino a São Paulo, com escala em Petrolina, Pernambuco, está marcada para as 7h45. Segundo a superintendência local do Aeroporto, a Avianca não manifestou nenhum interesse nesta direção de novos voos. Na situação atual, o Aeroporto pode abrigar operações de mais duas empresas, mas não tem havido nenhuma procura. Da parte da Prefeitura Municipal, continuam as obras do alargamento do primeiro trecho da Av. Virgilio Távora, com previsão para entrega em Março próximo. Outras obras devem ser conduzidas pela PMJN de modo a permitir maior fluidez ao trafego entre as Avenidas Humberto Bezerra e Manoel Coelho Alencar.







HOMENAGENS
RESOLUÇÃO N.º 679 DE 03 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Senhor Francisco João de Figueiredo, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno; Coautoria: José Nivaldo Cabral de Moura; Subscrição: Antônio Vieira Neto - Firmino Neto Calú – Francisco Alberto da Costa – Cláudio Sergei Luz e Silva Antônio – Glêdson Lima Bezerra - Cícero Claudionor Lima Mota – José Ivan Beijamim de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macedo –José de Amélia Júnior – Rubens Darlan Morais Lobo – José Tarso Magno Teixeira da Silva - João Alberto Morais Borges – Maria de Fátima Ferreira Torres e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
RESOLUÇÃO N.º 680 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede Medalha Cidade de Juazeiro Comenda do Mérito Legislativo ao Senhor José Ronaldo Leite, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade juazeirense. Autoria: Firmino Neto Calú; Coautoria: Danty Bezerra Silva; Subscrição: Francisco Alberto da Costa - Glêdson Lima Bezerra - Cícero Claudionor Lima Mota - José Ivan Beijamim de Moura - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - Paulo José de Macedo – Rubens Darlan Morais Lobo - José Tarso Magno Teixeira da Silva - José de Amélia Pereira Júnior – Normando Sóracles Gonçalves Damascena – José Adauto Araújo Ramos – José Nivaldo  Cabral de Moura – João Alberto Morais Borges - Antônio Vieira Neto - Cláudio Sergei Luz e Silva e Maria Calisto de Brito Pequeno.
RESOLUÇÃO N.º 681 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Sidney Morais de Almeida Júnior, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade e aos jovens desportistas. Autoria: José Duarte Pereira Júnior; Coautoria: Rubens Darlan Morais Lobo - Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: Francisco Alberto da Costa – José Adauto Araújo Ramos - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - José Nivaldo Cabral de Moura –Normando Sóracles Gonçalves Damascena - José Ivan Beijamim de Moura - João Alberto Morais Borges - Cícero Claudionor Lima Mota - José Tarso Magno Teixeira da Silva - Firmino Neto Calú – Danty Bezerra Silva - Paulo José de Macedo – Rubens Darlan de Morais Lobo – Antônio Vieira Neto – Rita de Cássia Monteiro Gomes - Maria Calisto de Brito Pequeno.
RESOLUÇÃO N.º 682 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013 Concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Empresário Marcos Fernandes de Araújo, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno; Coautoria: Danty Bezerra Silva e João Alberto Morais Borges; Subscrição: Firmino Neto Calú - Francisco Alberto da Costa – Glêdson Lima Bezerra - Cícero Claudionor Lima Mota - José Ivan Beijamim de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macêdo – José de Amélia Pereira Júnior – Rubens Darlan de Morais Lobo – José Tarso Magno Teixeira da Silva – Normando Soracles Gonçalves Damascena – José Adauto Araújo Ramos e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
Obs.: Francisco João de Figueiredo, é cirurgião dentista; Marcos Fernandes de Araújo, empresário do ramo farmacêutico; Sidney Morais de Almeida Júnior, nascido em Ituituba, MG, é treinador do Icasa; José Ronaldo Leite, é juazeirense de nascimento, em 15.02.1972. 

sábado, 14 de dezembro de 2013

PE. GENÁRIO AUGUSTO DE MELO (SDB)


Esta Coluna deseja prestar uma homenagem ao Pe. Genário Augusto de Melo, salesiano de D. Bosco que integrou a comunidade em Juazeiro do Norte, tendo sido professor de Português no curso ginasial, entre os anos de 1962 e 1963. Não sabemos porque este dado foi omitido na sua resenha biográfica, aqui transcrita, abaixo. Em outra resenha a seu respeito, consta que entre os anos 1955 e 1957, portanto, antes de sua ordenação, teria sido aluno da Escola São José (Escola de Menores) que o então Ginásio Salesiano de Juazeiro do Norte mantinha nos arredores da cidade, dirigida pelo Pe. Celestino Capra, onde hoje funciona a Escola Estadual de Educação Profissional Raimundo Saraiva Coelho, localizada na Avenida Paulo Maia, no bairro São José. Usamos aqui dois textos: 1. Uma síntese biográfica escrita pelo Pe. Trajano Mascarenhas Horta, (http://cjcbasilica.blogspot.com.br/(25.11.2013); e 2. Um texto sobre a Comunidade de Jovens Cristãos, retirado de (index/cjchttp://www.inspetoriasalesiana.com.br/site//). As duas fotos acima foram capturadas na internet: 1. Pe. Genário, anos 80; 2. Pe. Genário durante a visita de João Paulo II a Salvador, em 1980. 

BIOGRAFIA
Pe. Genário Augusto de Melo nasceu em 10 de junho de 1933, em Bom Jardim cidade situada no estado de Pernambuco, filho de José Augusto de Melo e de Dona Maria da Conceição. Sua família era engajada na Paróquia de Sant’Ana, na mesma cidade, Diocese de Nazaré da Mata. Genário tinha família numerosa, sendo doze irmãos: Djalma, Maria Augusta, José Augusto, Ana Augusta, Genário Augusto, Jarbas Augusto, Edna Augusta, Zélia Augusta, Maria Helena, Maria Rejane e Ieda. Também Josefa de Jesus de Melo, tia dos irmãos, que foi criada como filha por Seu José e Dona Maria desde os oito anos de idade, quando seus pais faleceram. No seio dessa família numerosa e de profunda religiosidade, Deus semeou três vocações à vida consagrada: Genário se fez salesiano, José Augusto se fez beneditino assumindo o nome de Dom Ildebrando, sendo Prior do Monteiro de São Sebastião em Brasília e Josefa, sua tia, tornou-se também religiosa beneditina e assumiu o nome de Irmã Maria das Dores, falecendo poucos anos após Genário. Filho sempre dedicado, Pe. Genário manteve até o fim da vida os gestos de carinhosa atenção para com os pais e irmãos. Fazia-se sempre centro motivador da unidade, irmão e amigo de todas as horas.  Sua Mãe recordava e comentava sempre, em carinhosa saudade, como, desde pequeno, ele alimentava o sonho de fazer-se sacerdote. “Rodelinhas” de banana eram as hóstias que ele oferecia em comunhão nas suas “missas de criança”. Em Bom Jardim, iniciou sua primeira etapa de estudos no Colégio Santa’Ana, das Irmãs Beneditinas. Já nessa época, durante sua infância, era membro da Cruzada Eucarística e do Pequeno Clero. O contato com os salesianos iniciou-se muito cedo, quando começou a frequentar o Colégio Salesiano do Sagrado Coração em Recife (27.02.1946). Quatro anos depois, em 1950, inicia o Noviciado na cidade de Jaboatão, onde recebeu o hábito religioso aos 5 de março do mesmo ano. Em 31 de janeiro de 1951, ainda em Jaboatão, emitiu sua primeira profissão religiosa, como clérigo salesiano. Renovou sua profissão aos 22 de janeiro de 1954 após o curso de Filosofia em Natal – RN. Em dezembro de 1954 faleceu seu pai, José Augusto, deixando um vazio muito grande no coração da esposa e dos seus 12 filhos. Sua profissão perpétua se deu aos 31  de janeiro de 1957. Desde clérigo, Genário se caracterizou pela responsabilidade. Sempre levou muito a sério as tarefas que assumiu. Empenhado nos estudos, muito dedicado ao trabalho apostólico, persistente nas suas iniciativas, sempre voltadas  salesianamente para os jovens. Se, por um lado, o seu temperamento fechado, de poucas palavras, de sorriso difícil, não facilitava a primeira aproximação das pessoas, por outro lado a sua transparência, sua franqueza e, sobretudo, a sua dedicação constante e persistente à causa dos outros acabava destruindo as barreiras e criando sólidas e sinceras amizades. Aos 8 de dezembro de 1960, foi ordenado sacerdote em São Paulo, por Dom Camilo Faresin, bispo salesiano. Sua mãe, e alguns familiares, com muito sacrifício, viajaram três dias para estarem presentes à sua ordenação, o que causou imensa alegria do neo-sacerdote. Quase toda sua vida sacerdotal, ele a viveu no desempenho do serviço de pároco. Sempre imprimiu às paróquias onde trabalhou a característica salesiana da predileção pelos jovens. Foi vigário de Carpina de 1962 a 1967; Vigário de Fortaleza (Piedade) de 1967 a 1970; Vigário de Jaboatão de 1971 a 1975; Vigário de Salvador de 1976 a 1981. Sempre, em todas as paróquias onde foi pastor, sua apostólica preocupação com os jovens o levava a abrir espaços de participação, incentivando grupos, associações e movimentos. Um desses movimentos, CJC (Comunidade de Jovens Cristãos) espalhou-se por todo o Nordeste brasileiro, e o Pe, Genário se deslocava para acompanhar, prestar a necessária assistência como seu diretor espiritual. Sempre presente nas reuniões, às assembleias, aos congressos, encontros e missões Jovens, promovidas pelo Movimento, ele dava segurança aos jovens, fazia-se elo de união e garantia de fidelidade ao objetivo do Movimento: “Unir para Testemunhar”. Em 1991 o CJC celebrou 25 anos de segura caminhada. 32 grupos de Jovens já se espalhavam por todo o nordeste. Jovens Comunitários dedicara, ao Pe. Genário a alcunha de “Profeta dos Jovens”. Ao mesmo tempo, o Pe. Genário não descuidava as várias frentes de ação apostólica de sua paróquia. Organizador dinâmico da Catequese; animador constante dos trabalhos de Evangelização, de promoção humana. Sua preocupação com os pobres, sobretudo os trabalhadores rurais, o levava a organizar  cooperativas, padarias, pequenos armazéns, como fez em carpina, em Jaboatão e em Fortaleza. Sua morte foi repentina, inesperada. Na noite do dia 5 de junho de 1991, celebrou na Igreja do Coração de Jesus, na comunidade paroquial do Curado, imenso núcleo habitacional de mais de 10 mil moradias populares no município de Jaboatão, cuja assistência religiosa está confiada aos salesianos desta casa. Imediatamente após a celebração permaneceu até por volta das 21h30min à frente da igreja, rodeado de um grupo de jovens da comunidade. Dirigiu-se ainda até a casa de um dos líderes da comunidade, Ministro da Eucaristia, que naquele dia comemorava seu aniversário natalício. Voltando para casa, por volta das 23h, conversou com o vigia noturno da Escola Dom Bosco. Mostrava-se expansivo e alegre, como raramente acontecia. Deteve-se ainda algum tempo com um grupo de pré-noviços que se achava ainda em reunião, preparando a celebração litúrgica da manhã seguinte. Só então, por volta das 23h30min recolheu-se em seus aposentos. Era a ultima noite entre nós. Vitimado por um ataque cardíaco em consequência de edema pulmonar, faleceu por volta das 4h00min do dia 6. Era de se notar o seu amor à igreja e à congregação. Sua doutrina e suas normas ele as acatava e defendia com verdadeira radicalidade. Falava de Dom Bosco com inflamado entusiasmo, chegava a comover-se, na lembrança de Maria Auxiliadora. Quando estava cursando o último ano de teologia, ele fez, segundo nos contou sua irmã Maria Augusta, um “pacto” com Nossa Senhora Auxiliadora. “Ajude-me a ser um sacerdote bom e fiel, e pode encerrar minha vida aos 50 anos”. Quando ele completou 50 anos, não permitiu que lhe fizessem nenhuma festa, e recolheu-se em Retiro Espiritual. No ano de 1982 foi convocado para dirigir o Colégio Salesiano Sagrado Coração de Jesus de Recife. Prestou esse serviço até o ano de 1984, quando foi transferido para Fortaleza, no Ceará, bairro de Piedade. Aí desempenhou o Serviço de vice-diretor. Marcante para a vida sacerdotal e salesiana foi o ano de 1985, ano do Jubileu de Prata de seu Sacerdócio, quando lhe foi oferecida a oportunidade de participar do “Curso de espiritualidade” em Roma. Suas cartas e escritos daqueles meses retratam bem o que se passava em seu íntimo no contato com os ambientes onde, mais que em todos, palpita a vida da Igreja. A audiência particular com o Papa, durante a qual solicitou benção especial para o CJC e durante a qual ouviu de João Paulo II aquela expressão: “Gostaria que o seu trabalho com os jovens fosse além do território brasileiro e se estendesse por todo o mundo”, ele não esqueceria jamais. Não perdia ocasião para comentar e descrever suas emoções daquele dia, como também a emoção dos dias de contato com o Centro da Congregação, os lugares que marcaram a vida de Dom Bosco. Voltando de Roma, em junho de 1987, estabeleceu-se em Natal e, em 1988, na casa de Jaboatão – Colônia, sempre acompanhando de perto a Comunidade de Jovens Cristãos que já se estendera por todo Nordeste. Em 1989 foi destinado a trabalhar nesta casa do bairro do Bongi, em Recife. Viveu intensamente esses últimos dois anos e meio nesta casa. Preocupado sempre com a caminhada formativa dos Pré-Noviços que aqui têm a sua sede; preocupado salesianamente com a Escola Dom Bosco de Artes e Ofícios, cuja administração lhe foi confiada; preocupado sempre com a Cooperativa dos pequenos fabricantes e vendedores de picolé, que são a “menina dos olhos” desta comunidade salesiana; preocupado, sobretudo, com a comunidade do Curado, confiada aos salesianos do Bongi, ele se desdobrava em mil atividades. Seu maior prazer era servir á mesa dos salesianos, dos postulantes, nos dias de festa. Fazia-se o provedor em todas as necessidades da casa. Cercava a todos das melhores atenções, criando na comunidade um clima da mais agradável familiaridade. No bairro do Curado, Pe. Genário foi vigário zeloso e dedicado. Como sempre fez em todas as paróquias por onde passou, revitalizou as Associações, os Grupos já existentes e fez brotar também, com muito vigor, a Comunidade de Jovens Cristãos. Na Escola Dom Bosco, entre alunos e funcionários; no Postulantado entre os pré-Noviços e no Curado entre os paroquianos jovens e adultos deixou lembranças imorredoura. Tinha sido já convidado pelo Pe. Inspetor, Pe. Orsini Nuvens Linard, a assumir a paróquia de Jaboatão. Obediente, já se preparava para a sua nova missão. Mas, tinha chegado a sua hora. Soou mais forte o outro convite: “Vem, servo bom e fiel! Porque foste fiel nas pequenas coisas eu te confiarei grandes coisas. Entra no gozo do teu Senhor”. Seu sepultamento foi verdadeira apoteose: manifestação de carinho, de gratidão de milhares de pessoas de todas as regiões por onde ele passou ao longo dos 40 anos de vida salesiana. Recomendamos o nosso querido Pe. Genário às preces de todos os irmãos salesianos e pedimos, sobretudo, que a sua Páscoa, sua passagem, seja portadora de grande fecundidade para a vida religiosa e salesiana desta Inspetoria. Que o Testemunho de vida do Pe. Genário leve também muitos jovens, sobretudo do CJC, a se consagrarem a Deus e à igreja, a Dom Bosco e aos Jovens, com a mesma generosidade com que ele se consagrou. 

CJC – COMUNIDADE DE JOVENS CRISTÃOS
A sigla CJC, significa Comunidade de Jovens Cristãos. É um Movimento formando por comunidades de jovens. Este movimento nasceu no ano de 1966, na cidade de Carpina-PE. O idealizador deste movimento de jovens foi o Padre Salesiano Genário Augusto de Melo. Naquele ano ele era Pároco da Paróquia São José, única existente na cidade. Dedica-se com zelo de pastor aos trabalhos paroquiais. Particularmente dedicou-se com especial carinho aos jovens. Contatou logo no início do seu pastoreio paroquial uma situação desafiadora: a dispersão e desagregação da juventude. Não se sentia uma presença significativa dos jovens na igreja. Começa, então, o P. Genário a pensar um projeto de pastoral para os jovens. Estabelece aquele ano como um ano dedicado aos jovens. Enquanto o tempo ia passando, ele ia arquitetando na sua mente fértil um sonho. Pensava no seu silêncio, o que e como fazer. Surge no caminho uma oportunidade. No dia 20 de janeiro de 1966, por ocasião da festa de São Sebastião, jovem destemido e corajoso, o P. Genário anuncia feliz, de público, alto e bom som, pela 1ª vez, o seu sonho: Fundar um Movimento de Jovens na cidade de Carpina-PE. O dia 17 de abril é considerado por todos que fazem o CJC o dia da fundação do Movimento. Foi nesse dia que o Padre Genário, depois da missa com a comunidade paroquial, convocou os jovens para iniciar esse novo caminho. Expõe a sua proposta. Vários jovens aderem. As reuniões dominicais se sucedem com regularidade. O número de integrantes cresce. O Movimento no seu caminhar, recebe um nome: “Comunidade de Jovens Cristãos do Nordeste”, sintetizado com a sigla “CJC”. Aos poucos, o Movimento vai se estruturando e se organizando. Os seus três encontros básicos de formação são: TIC – Treinamento de Integração Comunitária; TOA – Treinamento de Oração e Ação; TVC – Treinamento de Vivência Cristã. Esses treinamentos são oferecidos aos jovens em linha crescente. A preocupação é dar um embasamento cristão aos jovens.  Tem início a experiência alternativa dos chamados Encontros estaduais nos anos pares e dos Encontros Gerais ou Congressos nos anos ímpares. Até agora o CJC já realizou 20 encontros gerais. Está este ano se preparando para realizar em janeiro de 2011, o seu vigésimo primeiro congresso geral. As normas diretivas foram sendo escritas ao longo dos anos. Os seus objetivos são: 1º) Unir os jovens. Incentivar o espírito e o estilo comunitário visando uma maior presença juvenil na Igreja. 2°) Favorecer o processo de formação humana e cristã dos jovens; 3º) Assumir como ideal de vida a Espiritualidade Juvenil Salesiana; 4º) Engajar-se como jovens cristãos na pastoral da Igreja e na transformação da sociedade. O Movimento CJC se espalha pelos estados do Nordeste do Brasil. Ultimamente, chegou ao estado de Minas Gerais. Ao longo desta história, vários grupos nasceram e se filiaram ao CJC. Nomes como “Frente Juvenil”, “Jovem Guarda”, “Atuantes”, “Combatentes”, etc, não são desconhecidos na história de Carpina. O salão paroquial torna-se “ponto de encontro’ para os jovens. Era aberto aos jovens. Ali eles se reúnem, jogam, brincam, conversam, estudam, refletem, trocam idéias, cantam, tocam, programam, rezam. Ali reina uma espontânea alegria. Ali vive-se um clima de franca amizade. Não demorou muito a surgir um Jornal Mural dos Jovens. Tinha um nome expressivo: “O Vanguarda”. Notícias, brincadeiras, poesias, piadas, reflexões encontram ali o seu espaço tudo isso alimentava o ideal sonhado: unir os jovens, incutir neles o espírito de convivência amiga e de amizade sincera. Com este Movimento envolvendo os jovens, foi iniciada na Paróquia a “Missa da Juventude”. Atrás do salão paroquial foi construída uma quadra de futebol de salão. Era esse mais um espaço onde os jovens se encontravam e brincavam animadamente. O Movimento se espalhava pelo Nordeste. O Padre Genário, fundador do CJC, identificava-se com o Movimento por ele fundado. Caminha com ele dando-lhe vida, organização, sentido, durante 25 anos. Dedicou sua vida aos jovens comunitários cristãos com muita capacidade de doação... até o último suspiro. Morreu de repente, na madrugada do dia 06 de junho de 1991, quando se preparava para comemorar alegre os 25 anos do Movimento. Morre o “Profeta da Juventude”, como foi chamado pelos jovens: “É o Profeta da juventude no outro mundo acordou”, cantou um jovem poeta comunitário. Morre um sonhador. Tomba na história um idealizador. Mas, a idéia não morre. O sonho continua vivo. Atualmente, o Movimento CJC está presente nos seguintes estados da federação: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Minas Gerais e conta com 55 comunidades de jovens. No Movimento contamos ainda com a presença de crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Esses formam o chamado CJC-Mirim e são 16 comunidades. Um fruto atualmente positivo é a presença de sacerdotes saídos das fileiras do CJC. São aproximadamente vinte e seis sacerdotes atualmente existentes que participaram, quando adolescentes, do Movimento CJC. Deus seja louvado.

sábado, 23 de novembro de 2013

HOMENAGENS E NOVOS TÍTULOS DE CIDADANIA JUAZEIRENSE

O Presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte aprovou e promulgou a RESOLUÇÃO N.º 673 DE 17 DE OUTUBRO DE 2013, que concede a Medalha Cidade de Juazeiro, Comenda do Mérito Legislativo ao Ex-Vereador e Ex-Presidente do Poder Legislativo FRANCISCO VIEIRA DA SILVA pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Francisco Alberto da Costa; Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva; Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Firmino Neto Calú – José Adauto Araújo Ramos – José Ivan Beijamim de Moura – José Nivaldo Cabral de Moura – Normando Soracles Gonçalves Damascena – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macêdo – José Duarte Pereira Júnior – Rubens Darlan de Morais Lobo – José Tarso Magno Teixeira da Silva – João Alberto Morais Borges – Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
O Presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte também aprovou e promulgou a RESOLUÇÃO N.º 675 DE 07 DE NOVEMBRO DE 2013, que concedeu Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor José Américo Paz Lima. Autoria: João Alberto Morais Borges; Coautoria: Danty Bezerra Silva; Subscrição: Francisco Alberto da Costa – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Normando Sóracles Gonçalves Damascena – José Ivan Beijamim de Moura – Cláudio Sergei Luz e Silva – José Tarso Magno Teixeira da Silva – José Nivaldo Cabral de Moura – Firmino Neto Calu – Rubens Darlan de Morais Lobo – Antônio Vieira Neto – Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Maria Calisto de Brito Pequeno – Maria de Fátima Ferreira Torres. E também a RESOLUÇÃO N.º 676 DE 07 DE NOVEMBRO DE 2013, também concedendo o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Francisco Josimar de Melo. Autoria: João Alberto Morais Borges Coautoria: Danty Bezerra Silva; Subscrição: Francisco Alberto da Costa – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Normando Sóracles Gonçalves Damascena – José Ivan Beijamim de Moura – Cláudio Sergei Luz e Silva – José Tarso Magno Teixeira da Silva – José Nivaldo Cabral de Moura – Firmino Neto Calu – Rubens Darlan de Morais Lobo – Antônio Vieira Neto –Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Maria Calisto de Brito Pequeno – Maria de Fátima Ferreira Torres – Rita de Cássia Monteiro Gomes.
REVISTA AVIANCA
Está no Cariri uma equipe da produção da Revista de bordo da Avianca, preparando a edição que circulará em dezembro. Serão 8 páginas dedicadas a este importante mercado da companhia, e que inclui Juazeiro do Norte, em razão do seu ponto de pouso, bem como as demais cidades da região. Alguns aspectos serão intransferíveis na abordagem, como a religiosidade, o turismo, as oportunidades de negócios,. A proximidade com a Chapada do Araripe, e a sua riqueza cultural. Já tínhamos observado que as revistas de bordo, especialmente nesta fase mais recente do Aeroporto, vinham ignorando a força desta região. Felizmente, a Avianca, hoje detentora da maior fatia de negócios como destino de turismo e negócios, acerta em cheio para contemplar esta demanda que há muito se impunha. Parabéns.
AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
Atualmente, o aeroporto de Juazeiro do Norte está operando com cerca de 14 pousos/decolagens diários, de 4 companhias aéreas (no total, são 593 mensais, levando-se em conta a aviação executiva de pequenas aeronaves). A supressão de algumas operações (rotas/companhias) fizeram ainda repercutir a diminuição dos números da movimentação de passageiros (33.832 passageiros, iniciando ao que se observa, uma pequena recuperação dos números baixos de outros meses). Contudo, o aeroporto, no confronto que sempre temos feito (Brasil e Norte-Nordeste) tem se mantido nas mesmas posições relativas conforme mostram as tabelas a seguir, com os resultados oficiais expedidos pela Infraero. Ou seja, Se tomarmos todos os movimentos de aeroportos brasileiros, Juazeiro do Norte continua sendo o 36º lugar em 63 aeroportos, incluindo-se os internacionais. Dentre os domésticos, é 16º e domésticos do interior, o 8º. Já nas regiões Norte-Nordeste, na mesma sequência, Juazeiro do Norte é, respectivamente, o 18º, 7º e 5º. Estas posições são as mesmas dos últimos meses. Daí porque este aeroporto se apresenta com enorme potencial frente aos congêneres (mesma categoria) para ainda alçar ótimas posições, mercê da intensa atividade econômica da região do Cariri e áreas sob a sua influência. Continuam as obras do trecho inicial da Av. Virgilio Távora, entre a Manoel Alencar e o terminal. Com isto se dará uma solução intermediária para a viabilização de um binário, que inclui uma paralela à Virgilio Távora, entre a Humberto Bezerra e a Manoel Alencar. Não se tem uma data certa para a conclusão. Enquanto isto, também prossegue a finalização das obras de implantação do Módulos Operacionais que em parte dará algum alento para melhor serviço de embarque/desembarque dos usuários.









CINE ROULIEN
O que os nossos pais assistiam antigamente? Voltamos aos cartazes dos cines Roulien (Rua São Pedro, 389) e Eldorado (Rua Santa Luzia, 429) durante o ano de 1949. No dia 14.09.1949 o Roulien exibiu em sua sessão às 19:30h o filme Uma Noite em Casablanca. A ficha técnica da película é: Título original: A night in Casablanca; Estados Unidos, 1946; Direção: Archie Mayo; Elenco: Harpo Marx, Chico Marx, Charles Drake, Lois Collier, Sig Ruman, Lisette Verea, Lewis Russell¹, Dan Seymour, Frederick Giermann, Harro Mellor, David Hoffman, Paul Harvey, Mary Dees, Ruth Roman; Sinopse: Em Casablanca, no pós-guerra, Ronald Kornblow é contratado para gerir um hotel cujos anteriores gerentes acabaram assassinados. O soldado francês Pierre suspeita de envolvimento de ex-nazis, especialmente do Conde Pfefferman, que na verdade é o mal-afamado Heinrich Stubel. Mas o próprio Pierre é acusado de cooperar com o inimigo, e tenta limpar seu nome com a ajuda de sua namorada e seu cauteloso amigo Corbaccio. Eles conseguem a ajuda de seu sitiado criado mudo, Rusty, e descobrem uma horda de butins de guerra que os nazistas têm no hotel.
CINE ELDORADO
O Eldorado exibia no dia 15.09.1949: A Faca traiçoeira. A ficha técnica, sumariamente, é: Título original: Marshal of Reno; Estados Unidos, 1944; Direção:Wallace Grissell; Elenco: Bill Elliott, Bobby Blake; Sinopse: A história se passa em Blue Springs que disputa com Rockland o direito de ter uma corte de justiça para julgar os malfeitores. Porém o editor John Palmer (Herbert Rawlinson) juntamente com Faro Carson (LeRoy Mason) tentam destruir as chances de Blue Springs. Quando os jovens Danny Boyd (Jay Kirby) e Lee (Blake Edwards) chegam a Blue Springs surge uma oportunidade de um crime pois Lee é assassinado e esse fato impedirá a instalação do tribunal na cidade. A dupla Palmer-Carson acreditam que continuarão na impunidade, porém não contavam com a intervenção de Red Ryder (Bill Elliott) e seus companheiros Gabby (George Gabby Hayes) e Filhote de Castor (Bobby Blake). Red Ryder se faz passar por um bandido e desvenda o crime, não sem antes passar por momentos difíceis nas mãos dos homens de Palmer e Carson. A fórmula de fazer o mocinho se passar por bandido para descobrir os planos dos vilões é uma das mais usadas nos roteiros dos faroestes B. O que diferencia “Faca Traiçoeira” de outros westerns parecidos é a excelente direção de Wallace Grissell, imprimido ótimo andamento ao filme que contou com a comicidade de Gabby Hayes e muita ação da melhor qualidade.
Obs.: Por não ter mais informações sobre a programação dos cinemas no ano de 1949, damos por encerrada esta revisão dos cartazes em exibição nos cines Roulien e Eldorado. Proximamente usaremos dados referentes aos anos 60 e voltaremos a esta seção. Grato.

sábado, 16 de novembro de 2013

PE. CÍCERO E A SANTA SÉ

Um antigo membro do corpo diplomático brasileiro me faz um e-mail nos seguintes termos: “Prezado Dr. Casimiro: Assisti hoje a uma palestra no Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comercio, do embaixador Marcos Cesar Naslausky que tempos atrás representou o Brasil como embaixador junto à Santa Sé. Depois da conferencia conversamos bastante sobre a questão da suspensão da excomunhão do padre Cícero, com relação à conferencia da juventude no Rio de Janeiro com a presença do Santo Padre. Depois de tantos gestos promissores que conhecemos, foi uma pena que nada aconteceu. Um deputado cearense levantou o assunto pelos jornais, mas não se falou mais no tema. O embaixador Naslausky acredita que a conferencia da juventude foi um acontecimento muito especial com uma agenda muito cerrada e talvez por isso o papa não quis tratar aqui de outro assunto tão diferente e até polêmico. Entretanto, ele acredita que cabe uma gestão formal da comunidade cearense junto ao Vaticano. Julga ele que a intervenção do governo brasileiro ou do atual embaixador junto à Santa Sé não é aconselhável. pois certamente teria pouco resultado. No entanto, caberia perfeitamente um pedido de visita formal do bispo D. Panico, acompanhado de mais duas autoridades locais, junto ao Núncio Apostólico em Brasília, cuja opinião tem muita força junto ao Secretario de Estado ou até mesmo ao Papa Francisco. Um encaminhamento favorável do Núncio Apostólico em Brasília teria muito peso para obter a solução do problema. Naslausky não aconselha insistir em beatificação ou santificação do padre Cicero e sim apenas da suspensão da excomunhão, utilizando como argumento paralelo o papel que esse ato certamente representaria para conter a maré evangélica no Nordeste brasileiro. Deixo-lhe esta sugestão que me parece sábia e lhes desejo muito sucesso nessa iniciativa.”

LEO RUSSO

Leio notícias sobre o cantor e compositor Leo Russo, pela página da Família Figueiredo, no Facebook,
(https://www.facebook.com/groups/193480010665720/). Leo descende de Alceu Sobreira de Figueiredo, de quem era bisneto. Alceu, filho de Adelina Sobreira de Figueiredo e de Dirceu Inácio de Figueiredo, foi casado com Amélia Gentil de Figueiredo e o casal teve seis filhos: Edson Aguiar Figueiredo, Dirceu Aguiar Figueiredo, Alcélia Aguiar Figueiredo, Carlos Alceu Aguiar Figueiredo, Nelson Aguiar Figueiredo e Isabel (Bebel) Aguiar Figueiredo.
E Odílio Figueiredo Filho me esclarece: “Alcélia Aguiar Figueiredo foi casada com Leônida Russo, italiano, naturalizado brasileiro, piloto da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia (RJ). Desse casal nasceram três filhos: Luigi Russo, Daniela Russo e Karine Russo. O Luigi, filho mais velho, nascido em Fortaleza,  Engenheiro, Bacharel em Direito e funcionário  do Banco Central, lotado no Rio de Janeiro, foi casado com Annette Bernardes Baptista, com teve um casal de filhos: Leonardo Russo e Giovana Russo. Leonardo Russo é o conhecido Leo Russo. Em 2011,  Leo ganhou o concurso de sambista revelação promovido no famoso Bar Carioca da Gema , situado no bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro. Ele  acabou de lançar seu primeiro CD, tendo sido entrevistado, recentemente, no programa Estudio i, da Rede Globo. O cara é sambista dos bons! Alcélia, filha de Alceu, é portanto, avó do Leo Russo e Tio Alceu, de saudosa memória, boêmio da gema, é seu bisavô.  Eis, em síntese,  a sua genealogia.” No dicionário da música popular brasileira, (http://www.dicionariompb.com.br/leo-russo) encontro e transcrevo mais alguns dados sobre o Leo Russo: Leonardo Bernardes Russo, ou Leo Russo, nasceu em 14.07.1989, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Afilhado artístico do maestro Rildo Hora e da cantora Beth Carvalho, começou a compor quando ainda era adolescente, cantando em festas particulares e dando canjas em várias rodas de samba no Rio de Janeiro, desde os 13 anos de idade. Iniciou seus estudos de cavaquinho aos 11 anos de idade. Em 2010 realizou uma temporada de shows quinzenais na casa Doc Garrafaria, no Rio de Janeiro. Já se apresentou ao lado de artistas como Monarco e Paulão Sete Cordas, em rodas de samba como Samba no Sítio, Bom Sujeito, Samba Luzia, entre outras. Gravou um CD demonstrativo, dirigido e produzido pelo Maestro Rildo Hora, com 4 faixas de sua autoria “Meu defeito”, “Se lembra?”, “Conselho pra ele”  e “Cansei, eu quero alegria”. Em 2011 foi o vencedor do 6º “Concurso de Novos Talentos do Carioca da Gema”, realizado anualmente pela casa de shows, que revelou artistas como Mackley Mattos, Aline Calixto, Elisa Addor, Manu Santos, Janaína Moreno, entre outros. Foi convidado pela Velha Guarda da Portela para participar do show realizado no Parque Madureira, no Rio de Janeiro, para as comemorações do Réveillon de 2013.  São suas obras: Acordei diferente, As nuvens (c/ Alex Ribeiro e Fernando Magalhães), Cansei, eu quero alegria, Cartão vermelho (c/ Ronaldo Jr), Conselho pra ele, Domingo com a morena, Maria Tereza (c/ Ronaldo Jr), Meu defeito, Nosso evento (c/ Rildo Hora), Se lembra?, Sim ou não, e Vida na avenida. Quem desejar ver como foi este lançamento do primeiro CD de Leo Russo, acesse:
http://globotv.globo.com/globo-news/estudio-i/t/todos-os-videos/v/aos-24-anos-leo-russo-lanca-seu-primeiro-cd/2920468/

HOMENAGEM (I)
O Presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele promulga A RESOLUÇÃO N.º 673 DE 17 DE OUTUBRO DE 2013, que concede a Medalha Cidade de Juazeiro, Comenda do Mérito Legislativo ao Ex-Vereador e Ex-Presidente do Poder Legislativo FRANCISCO VIEIRA DA SILVA pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Francisco Alberto da Costa; Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva; Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Firmino Neto Calú – José Adauto Araújo Ramos – José Ivan Beijamim de Moura – José Nivaldo Cabral de Moura – Normando Soracles Gonçalves Damascena – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macêdo – José Duarte Pereira Júnior – Rubens Darlan de Morais Lobo – José Tarso Magno Teixeira da Silva – João Alberto Morais Borges – Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
Obs.: Francisco Vieira da Silva foi vereador em Juazeiro do norte por dois períodos: 1989-1992 e 1993-1996.
  
HOMENAGEM (II)
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte (CE) e a Associação Comercial e Industrial de Juazeiro do Norte - ACIJN prestaram homenagem ao Governador Siqueira Campos na última sexta-feira, 1, com a entrega do Título de Cidadão Juazeirense  e da Comenda Padre Cícero – Patriarca do Nordeste. As homenagens aconteceram no auditório Kariris, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, em Juazeiro do Norte. Emocionado, Siqueira Campos foi recebido por autoridades locais ao som da Banda Municipal Padre Cícero, regida pelo maestro Antônio Jocimar. “Estou tomado por muita emoção e gratidão, por isso não tenho palavras para agradecer essa homenagem. Sou filho de Juazeiro, meus pais viveram aqui, tive o privilégio de conhecer e conversar com o Padre Cícero e não tenho como medir toda esta emoção em palavras”, disse o Governador. O vereador Cícero Claudionor Lima, autor do Projeto de Resolução subscrito pelos demais 20 vereadores da Câmara Municipal, fez a entrega do Título de Cidadão Juazeirense a Siqueira Campos e o deputado federal Manoel Salviano (PSDB/CE) fez a entrega da Comenda Padre Cícero, com a presença do presidente da ACIJN, José Jocimar da Silva. O deputado Salviano ressaltou a importância de homenagear Siqueira Campos. “O Governador Siqueira Campos é nosso irmão, é da nossa terra e se tornou um político exemplar. Venceu inúmeras barreiras, consolidou sua liderança nata e criou um Estado. Colocou mais uma estrela na bandeira do Brasil, isso é motivo de orgulho para todos nós”, disse Salviano. O presidente da Associação Comercial de Juazeiro enfatizou a dedicação de Siqueira Campos pelo fortalecimento da classe empresarial. “Acompanho as ações de Siqueira Campos, sempre acompanhei, e é notória a sua preocupação em fortalecer o empresariado para garantir uma vida melhor a toda à sociedade”, afirmou Jocimar. Em seu pronunciamento, Siqueira Campos falou do orgulho de ser filho de Juazeiro do Norte e fez um breve histórico das ações do governo do Tocantins, ressaltando a educação como forma de afastar crianças e adolescentes do assédio de criminosos. Ele falou das escolas de tempo integral, o que chamou a atenção das autoridades presentes. “Hoje nós estamos com mais de 40 escolas com regime de ensino em tempo integral só neste governo e estamos construindo mais. Alcançamos a marca de 103 mil alunos matriculados nessas escolas. Nós precisamos garantir à juventude um futuro promissor, longe da criminalidade e do uso de drogas”, assegurou. Os programas da Secretaria do Trabalho e Ação Social também foram citados pelo Governador, como o Troca Solidária, que tem 3.500 famílias, de 14 municípios, participando; o Programa Inclusão Produtiva (para geração de renda), que registra 8.250 famílias capacitadas; e, especialmente, o Tocantins Sem Fome, que atende 25.000 famílias nos 139 municípios tocantinenses e o Pioneiros Mirins, que abriga 25.800 crianças de 6 a 14 anos de idade. Outro programa mencionado pelo Governador foi o Tocantins Sem Sede, que atende 57.000 pessoas nas áreas de risco da seca. Os vereadores solicitaram, formalmente, uma audiência com o Governador no Palácio Araguaia, em Palmas, para conhecer de perto as escolas de tempo integral e demais ações da Educação no Estado do Tocantins. Eles pretendem visitar as escolas para apresentarem projeto similar à Prefeitura de Juazeiro do Norte. Dentre as autoridades que receberam o Governador em Juazeiro do Norte e prestigiaram a solenidade de homenagem estavam o deputado constituinte e ex-prefeito de Juazeiro, Mauro Sampaio; o também ex-prefeito Carlos Cruz e sua filha Ana Paula Cruz, deputada estadual; o Coronel do Exército Luciano Teófilo de Melo Neto, Diretor Geral do Superior Tribunal Militar; o empresário Francisco Alberto Bezerra, presidente do Sindilojas de Juazeiro; o historiador e professor Renato Casimiro e o prof. José Carlos dos Santos. Na comitiva do Governador estavam a primeira-dama Marilúcia Siqueira Campos, Alex Siqueira Campos, o secretário do Trabalho e Ação Social, Agimiro Costa e o secretário-chefe da Casa Militar, Coronel Feitosa.

ICVC – NOVOS PATRONOS (2)
Na edição passada iniciamos a publicação de brevíssimas notas biográficas sobre os novos patronos do Instituto Cultural do Vale Caririense – ICVC, que está para celebrar no ano próximo os seus 40 anos. Dando continuidade, divulgamos mais 10 novos patronos: Mons. Francisco Murilo de Sá Barreto, Dr. Mozart Cardoso de Alencar, Dário Maia Coimbra, Eloi Teles de Morais, Durval Aires de Menezes, Luiz Gonzaga do Nascimento, Maria Assunção Gonçalves, Maria Alacoque Bezerra, Leão Sampaio e José Ferreira Gonçalves. A propósito de ICVC temos duas notícias (uma boa e outra ruim, aliás – péssima). No dia 29 próximo, na Associação Comercial e Industrial de Juazeiro do Norte, haverá a celebração dos 39 anos do Instituto. Na pauta a divulgação do seu Estatuto revisto e uma homenagem aos novos patronos, com posse de titulares em 3 das novas 60 cadeiras. A péssima: a Biblioteca Pública de Juazeiro do Norte está despejando o ICVC, a ponto de não abrigar as reuniões mensais em seu pequeno auditório e de desalojar o seu acervo bibliográfico e documental. Juazeiro do Norte, a péssima política que o rege, e algumas pessoas estúpidas que dão segmento a este espírito mesquinho, são inimigos permanentes da cultura e dos movimentos culturais. Não devemos nos surpreender com atitudes como estas.


ROMARIA (I)
Durante a romaria de finados, mais conhecida como Romaria da Esperança (há quem não goste desta nomenclatura), eu prefiro estar em Juazeiro do Norte e assistir o seu desenrolar. Este ano aí estive para constatar a mesma alegria de rever um povo, uma nação nordestina, que se reencontra com seu Patriarca, para recarregar-lhe o ânimo, para superar as dificuldades que se lhes impõe uma vida difícil, tal é a maré ingrata, contrária aos seus desejos de felicidade. Eles, os romeiros do Padre Cícero e da Mãe das Dores, voltam ao Juazeiro do Norte, de onde nunca se afastaram. São os herdeiros desta mensagem de esperança que o padrinho lhes deixou. Fico, de certa maneira, angustiado em ver que Romaria é um grande negócio onde nós, os donos da terra, praticamos a predação intempestiva, com espoliação e maus tratos. Basta percorrer a cidade e seus lugares. Falta-nos a infraeStrutura mínima para que isto se respeite como cidade. Nem é preciso detalhar, pois tudo é por demais conhecido. A cada romaria, sobram romeiros e faltam homens públicos. A maioria destes, pretensos zeladores outorgados legitimamente, são oportunistas de última hora que a conjuntura da cidade ensejou pelo voto comprado, e vendido por nós mesmos. 

ROMARIA (II)
Encontro o cemitério da cidade em tal estado de abandono que na temporada o pouco que se salva vem do afeto familiar, de tantas pessoas saudosas e ainda chorosas. Na manhã do dia de Finados, aquilo tudo bem parecia uma rampa de lixo acumulado em muitos dias. Não se vê nada que ajude na coleta e tudo isto contrasta com o zelo das famílias em renovar pequenos canteiros e jardins e a decorar jazigos com as flores da estação. Procura-se um servidor qualquer e não se encontra. De quem a responsabilidade e a omissão: Igreja, município...? A insegurança é total, mesmo com o fluxo intenso, faz medo circular por vias estreitas, cada vez mais ocupadas irregularmente. A guarda municipal estava em outros locais que proporcionam merendas, gratificações e trabalho mais ameno. Não no Cemitério, onde uma quadrilha de menores, insaciável, vai recolhendo as velas há pouco acesas, mal se dá as costas. Triste o papel de um receptador desta miséria, para reciclar parafina. Percorro muitos jazigos, tão conhecidos, para reconhecer a ação horrorosa com os roubos que ali acontecem, dilapidando obras até então bem cuidadas e muitas por pura perversidade, se supõe. Isto, junto à morada do fundador é um desrespeito inominável.

ROMARIA (III)
Mas, o Cemitério de Juazeiro – o do Perpétuo Socorro, não é só esta triste realidade para quem apenas o percebe, como aí parece, o campo santo do repouso eterno, numa coexistência estranha com a maldade humana. Este Cemitério, de tão longo centenário, é um espaço de luz. Certamente aí se iluminam as graças recebidas de tantos santos, de tantas devoções, de tantos afetos que a memória não apagou. Caminho ao lado das sepulturas de beatos, da gente simples indigente, do povo ilustrado, dos romeiros que partiram felizes, para me dar conta de um desses mistérios que a vida nos instiga: “Tudo passa sobre a terra...”

ROMARIA (IV-Longe de ser o final...)
O jornalista Demontier Tenório, da parte do site Miséria me mandou uma cópia da matéria veiculada na página, com respeito ao lamentável, (e não isolado) caso de manifestação preconceituosa para com romeiros, e envolvendo principalmente uma funcionária de um franqueado da marca Água de Cheiro – assim identificada, através do Facebook. A propósito, não há muito o que comentar, senão continuar a lamentar o ranço horroroso desta fobia com respeito aos romeiros com um discurso péssimo e preconceituoso, fazendo referências desrespeitosas com expressões do tipo “porcos” e “cafuçus” que “sujam a cidade”, e muita coisa mais vomitada gratuitamente. Nossa atitude jamais poderia ser assemelhada a este destempero. O que devemos fazer, isto sim, é pressionar a administração pública para dar intensa assistência a todas as demandas a esta gente. A cidade necessita de lixeiras em abundância, tal a nossa sanha de gerar tanto lixo e de não ter a minha civilidade de fazer o recolhimento adequado, evitando que as ruas se emporcalhem. Isto sim, começamos nós mesmos dando bom exemplo. Depois vamos em frente, cobrando quem insiste em não estar aqui, ao mesmo estilo civilizado dos donos da terra.

LIVRO
Já se encontra disponível, conforme a edição de novembro do Jornal da UFC, a edição do livro de Núbia Ferreira Almeida, O Colégio Salesiano em Juazeiro do Norte e o Projeto Educacional do Padre Cícero (Fortaleza: Edições UFC, 2013, 392 páginas, R$ 30,00). O mesmo jornal faz a seguinte resenha da obra: Em seu testamento, Padre Cícero Romão Batista deixou parte de seus bens para a Ordem dos Salesianos, com o intuito de que fosse criado para os jovens de Juazeiro do Norte um educandário onde pudessem aprender um ofício, a doutrina cristã e a cultura letrada. Para contar a história do Colégio Salesiano de Juazeiro, a autora se vale de testemunhos, documentos, fotografi as e matérias de jornais – achados valiosos de andanças entre Fortaleza, Recife, Natal e Roma. O leitor conhecerá um projeto de construção político-pedagógica internacional, baseado nos ensinamentos de Dom Bosco. 

JORNAIS (1)
Já está circulando o mais novo jornal da cidade O Carpinteiro, Jornal da Paróquia São José do Limoeiro. Data de Circulação (Primeiro Número): 31.10.2013 (Lançamento na Paróquia); Equipe: Repórteres: Josefa Costa e Patrícia Silva; Repórteres Fotográficos: Patrícia Silva e Valéria Alves; Colunistas: Josefa Costa, Samara Oliveira e Rafaela Lopes; Articulista: Diácono Fernando Cavalcante; Diagramação: Patrícia Silva; Supervisão Geral: Pe. José Adelino Martins Dantas; Revisão Final: Valéria Alves: Tiragem: 2.000 cópias; Redação: Rua Madre Maria Villac, 6 Limoeiro; Dimensões: 22,5cm x 33,0cm; Periodicidade: Bimestral; A primeira edição (I(1):11.2013, 8p ) saiu com data de novembro. Em terra que tanto se fala de cemitério de jornais, desejamos ao periódico um amplo sucesso e vida longa.

JORNAIS (2)
Estamos sempre recebendo em sua versão eletrônica o jornalzinho Informativo Grupo YOSO. Ele é o portavoz de um grupo de jovens da Escola Municipal Dona Maria Amélia Bezerra que procura divulgar a incentivar a cultura Otaku, através de diversão e alegria. Circula desde 06.06.2012; e tem a seguinte Equipe de produção: Karlos, Leônidas, Rivelino e Silândio Oliveira; É distribuído em diversos pontos da cidade. A via impressa tem as seguintes Dimensões: 21,0cm x 29,6cm; Periodicidade: mensal; A mais nova edição é a de número 16.

JORNAIS (3)
Já está circulando o mais recente número de Nação Romeira, sob a editoria dos jornalistas Beto Fernandes e João Carlos Menezes Barbosa. O foco da edição de número 42, referente ao mês de outubro passado, é a reabilitação do Pe. Cícero. E sobre isto, há a reportagem principal onde dá cobertura às gestões do deputado federal José Nobre Guimarães, quando da visita do Papa Francisco ao Brasil, em que ele intercedeu para a breve finalização dos estudos sobre a petição da Diocese de Crato, neste sentido. Também o padre salesiano, Pe. Giancarlo Perini dá continuidade ao seu estudo sobre reabilitação do patriarca de Juazeiro. E num belo trabalho, Renato Dantas segue analisando a Construção do Horto. Vale a pena ler esta mais nova edição do Nação Romeira, disponível nas bancas da cidade. 

JUBILEU DA DIOCESE
Recebi de Armando Lopes Rafael um texto que nos explica o significado da logomarca que foi admitida pela Diocese de Crato para a celebração do seu centenário (1914-2014) e a seguir transcrevemos. “A logomarca é feita a partir de pinceladas verdes e amarelas em sentido circular, dão idéia de movimento e representam o esforço de cada um que desenhou a história centenária da diocese. Três círculos dourados, símbolos da Trindade, protegem e expandem a logomarca cortada na horizontal e na vertical em forma de cruz fazendo alusão ao mistério pascal, centro da fé cristã. É a Trindade que, tendo assumido, em Cristo, o jeito humano de ser, dá proteção e expansão a esta história de salvação da qual fazemos parte com nosso empenho e nossa busca pelo Reino. O corte horizontal da cruz faz referência à silhueta da Chapada do Araripe, e sua vegetação verde apresentada na parte inferior do corte, enquanto que o sertão, realidade típica de outra parte da diocese está representado no corte vertical da cruz que nasce de um mandacaru. As pinceladas amarelas na parte superior lembram “o sol nascente que nos veio visitar” (Lc1,78) e fazem referência ao fato histórico de que, na língua dos índios cariris a palavra “Araripe” significa: lugar onde nasce o sol. As figuras, da torre da catedral de N. Sra. da Penha, que brota do lado esquerdo da cruz, posta como sinal de unidade na caridade; e do padre Cícero sobre o monte, como sinal de convergência do sentimento religioso nordestino aludem à realidade eclesial própria da Diocese de Crato. Postas sobre o sol lembram que é o Cristo luz do mundo, que ilumina a história desta Igreja, Romeira e Missionária, cujas pegadas sobre o chão verde da esperança avançam sempre em direção ao centro da Cruz, em direção à salvação.”

CARIRI REVISTA
Já está no forno mais uma edição da Cariri Revista. A capa reproduz uma xilogravura de João Pedro do Juazeiro, para representar a figura grandiosa do professor Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho, um sobralense que tem deixado, por sua obras, mas também por sua pregação uma marca definitiva com respeito ao nosso entendimento sobre a arte no Ceará. Ele é objeto principal da edição numa entrevista que, certamente, reafirma a sua trajetória de grandes méritos, percorrendo tantos lugares, sempre indo ao encontro dos mestres e grandes artistas deste Estado. Foi assim que Gilmar de Carvalho descobriu Juazeiro do Norte e o Cariri, e dele nunca mais nem a pessoa nem seus escritos se fizeram apartado deste encantamento que ele descobriu e cultiva nos artesãos da terra do Pe. Cícero. Certamente esta nova edição, por esta sensível escolha de sua pauta, vai trazer um rico material para a degustação dos seus leitores. Vamos aguardar. Deve sair já, já. Um abraço a toda a redação pela escolha primorosa.

RUA WANDEMBURGO PEREIRA 
A municipalidade juazeirense acaba de fazer publicar no Diário Oficial a sanção da LEI Nº 4260, DE 04 DE NOVEMBRO DE 2013 que Denomina de RUA TABELIÃO JOSÉ WANDEMBURGO PEREIRA MAGALHÃES, a artéria pública (Rua Projetada 13) com início na Rua Projetada 01/Avenida do Agricultor e término na Área Institucional 02 e herdeiros de Luiz Alberto van den Brule Matos, no sentido Oeste/Leste, entre as Quadras 2 (dois), 3 (três), 4 (quatro), 5 (cinco), 6 (seis), 7 (sete), 8 (oito), 9 (nove), 10 (dez), 11 (onze e 12 (doze), do Loteamento Recanto do Horto, bairro Três Marias, na sede deste município. A iniciativa foi do vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva. Excelente iniciativa do legislativo para homenagear, perpetuando em uma das nossas novas ruas a memória de Wandemburgo, pessoa que conheci tão jovem, um garoto auxiliando seu pai, José Magalhães, um habilidoso alfaiate que tivemos. Já adulto, tornou-se o tabelião do primeiro ofício de Juazeiro do Norte – o tradicional Cartório Pereira, o mais antigo dos ofícios cartorários da cidade, hoje, inexistente como tal, mas com seu acervo transferido a outro tabelião. Desejávamos completar esta menção da homenagem apresentando uma imagem sua. Sávio leite Pereira, seu primo, nos atendeu remetendo esta imagem em que parte das mais novas gerações da família Pereira está reunida em momento descontraído, numa chácara em que a família mantinha nas Malvas, pelos anos 70. Wandemburgo, agachado e de óculos, é o primeiro, da esquerda para a direita. Dentre os demais presentes, podem ser identificados: Sávio Leite Pereira, Herialdo Leite Pereira, Luiz Mardem Leite Pereira, e Maria Neide Pereira Nobre.

FRANCISCO E SEU "DATAIGREJA"
Recebi e divulgo com prazer: “Pesquisa que o papa está lançando colocará a igreja diante de uma agitação sem paralelo. O papa Francisco está mandando distribuir às paróquias do mundo todo um questionário que forçará a Igreja Católica Apostólica Romana a encarar todos os seus fantasmas, do controle da natalidade ao divórcio, do casamento entre pessoas do mesmo sexo à fecundação artificial. O questionário, com 38 perguntas, já está nas paróquias dos Estados Unidos e, aos poucos, atingirá todas as demais, mundo afora, para que as respostas sejam analisadas no Sínodo dos Bispos sobre a Família, a realizar-se no outono do hemisfério norte de 2014. Exemplos de perguntas que mexem com temas hoje tabus na igreja: 
1 - Os casais separados ou divorciados e casados de novo são uma realidade pastoral em sua igreja? Como enfrentar a questão? Poderia uma simplificação da prática canônica de reconhecer a nulidade do vínculo matrimonial contribuir para solucionar os problemas das pessoas afetadas?
2 - Qual é a atitude das igrejas locais e particulares em relação ao Estado como promotor das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo e em relação aos envolvidos nelas? Que atenção pastoral se pode dar a essas pessoas?
Não são perguntas que ponham diretamente em questão dogmas ou práticas da igreja. Não se pergunta, por exemplo, se o casamento pode ser dissolvido, em vez de ser "até que a morte nos separe". Pergunta-se, sim, que tratamento a igreja deve dar a quem dissolveu o seu primeiro casamento e voltou a casar-se. O papa, na sua viagem ao Brasil, já deu uma resposta indireta ao tema, ao manifestar simpatia pelo acolhimento a divorciados/as que estejam em segundo casamento.
Acontece que foi duramente rebatido pelo chefe da Santa Inquisição, rebatizada para Congregação para a Doutrina da Fé, o monsenhor alemão Gerhard Ludwig Müller. O papa havia acenado com a misericórdia e com o perdão, como ponto essencial ao lidar com supostos pecadores. Müller retrucou dizendo que não dava para reduzir Deus a um mero emissor de perdões. Francisco não se deu por vencido: no domingo, afirmou que não há crime que Deus não possa perdoar. Esse duelo verbal indica que a igreja se prepara para um confronto entre reformadores, como Francisco demonstra tentar ser, e conservadores --um duelo que se tornou virulento no pontificado anterior.
Juan G. Bedoya, responsável pela informação religiosa em "El País", comentou, no sábado, que o papa não lançou o questionário para saber as respostas. Ele já as conhece; quer é "fortalecer-se para o sínodo". Ou seja, precisa sentir-se respaldado pela maioria dos católicos para eventualmente mudar regras que estão claramente defasadas. É o caso, por exemplo, da aceitação do divórcio. Se a maioria dos católicos responder que divorciados/as que se casaram de novo devem ser aceitos/as na igreja, que sentido teria manter a indissolubilidade do casamento? Decorrências parecidas podem advir das respostas aos demais tabus, o que significa que o papa está lançando a igreja a uma agitação, no bom sentido, como não se vê há séculos.”.

HOMENAGENS A ASSUNÇÃO
De acordo com Demontier Tenório (site Miséria): “A professora e artista plástica Maria Assunção Gonçalves, que faleceu na noite do último dia 19 de maio aos 97 anos, emprestará o seu nome à nova agência do Banco do Nordeste que está sendo construída no bairro Lagoa Seca em Juazeiro do Norte. O prédio terá lugar no cruzamento da Avenida Leão Sampaio com a Rua José de Matos França em área arrendada por um período de 20 anos pelo empresário Domingos Mendonça, proprietário da Pizzaria La Favorita. Outra homenagem a Dona Assunção tramita na Assembléia Legislativa que é a colocação do seu nome na Avenida do Contorno ou Anel Viário como é, também, chamado. Trata-se de um projeto apresentado pelo deputado estadual Vasques Landim quando ali esteve no exercício do mandato durante quatro meses. 

CINE ROULIEN
O que os nossos pais assistiam antigamente? Voltamos aos cartazes dos cines Roulien (Rua São Pedro, 389) e Eldorado (Rua Santa Luzia, 429) durante o ano de 1949. No dia 09.09.1949 o Roulien exibiu em sua sessão às 19:30h o filme Coração de Rusty. A ficha técnica da película é: Título original: For the Love of Rusty; Estados Unidos, 1947; Direção: John Sturges; Elenco: Ted Donaldson como Danny Mitchell, Tom Powers como Hugh Mitchell, Ann Doran como Ethel Mitchell, Aubrey Mather como Dr. Francis Xavier Fay, Sid Tomack como Moe escotilha, George Meader como J. Cecil Rinehardt, Mickey McGuire como Gerald Hebble, Ralph Dunn como Policial, Dick Elliott como Bill Worden, Eddie Fetherston como Barker, Harry Hayden como o Sr. Hebble, Dwayne Hickman como Doc Levy Jr., Olin Howland como Frank  Foley, Teddy Infuhr como Tommy Worden, Georgie Nokes como Squeaky, Wally Rose como Papel Bit, Fred F. Sears como Doc Levy; Sinopse: É um filme de drama. Foi o terceiro da série "Rusty" filme envolvendo as aventuras de pastor alemão Rusty e seus companheiros humanos - jovem Danny Mitchell (Ted Donaldson) e seus amigos. Este filme detalha a amizade de Danny com um excêntrico e itinerante "veterinário" Dr. Fay (Aubrey Mather), e as tentativas de Danny para formar uma relação mais próxima com o seu pai (Tom Powers). Nesta edição, Rusty foi tocada pela primeira vez por Flame, que iria retratar Rusty em quatro dos oito filmes de Rusty. 
CINE ELDORADO
O Eldorado exibia no dia 11.09.1949: Colheita Selvagem. A ficha técnica, sumariamente, é: Título original: Wild harvest; Estados Unidos, 1947; Direção:Tay Garnett; Elenco: Alan Ladd como Joe Madigan, Dorothy Lamour como Fay Rankin, Robert Preston como Jim Davis, Lloyd Nolan como Kink, Richard Erdman como Mark Lewis; Sinopse: Joe Madigan é o chefe de uma equipe de colheita de trigo, com os seus amigos Jim Davs e "Kink", e que colhem desde o Texas, através de Oklahoma, Kansas, Nebraska, Colorado e nas Dakotas. Em sua primeira fazenda, uma sobrinha do fazendeiro, Fay Rankin, apaixona-se por Joe, mas ele não está interessado, a não ser na colheita do trigo. Então, ela lança suas artimanhas em Jim, casa-se com  ele e se juntam com Joe e seu grupo na caminhada rumo ao norte. Mantendo seu olho em Joe para deixá-lo certo de que ela está disponível, ela influencia Jim para começar a colheita do trigo para que haja algum dinheiro extra para mantê-la. Fay confessa a Jim que ela só se casou com ele, a fim de estar perto de Joe. Jim e Joe tem uma briga sobre isso, até que ambos concluem que não vale a pena lutar mais, e eles vão embora juntos e a deixam em Nebraska.