quarta-feira, 4 de junho de 2014

 BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
035: (04.06.2014) Boa Tarde para Você, Francisco Garcia
Por mais que eu tente, não consigo me acostumar com esta nossa Praça Padre Cícero sem você. De todos os personagens mais recentes, você – Garcia, já era figura obrigatória. E deveria ter sido tombado para o nosso patrimônio cultural. É bem verdade que ultimamente tem aparecido uns prefeitos que tombam e destombam, sem nem pedir desculpas pelo vexame. Pensando bem, dos males o menor: você foi saindo devagarzinho e nos deixou saudades. Por um tempo, foi providencial que você tivesse trazido para aquele recanto sudoeste da Praça, o seu sebo. Penso que já não era uma dessas livrarias de usados e coisas mais raras. Já era uma instituição, uma autarquia. Ali nos reuníamos ao sol brando das manhãs, para assinar o ponto, para falar de livros, de estudos, de leituras, de personagens ricos de nossas histórias e de muitas histórias que cada um contaria. Enfim, para sentar em poucas cadeiras ou mesmo se deixar ficar em pé por muito tempo, sem arrefecer a roda, sempre encorpada por alguém que já era esperado. Bem, me falaram de desconforto de doença, sem muita gravidade, felizmente. Mas foi melhor para você, certamente, guardar-se em casa, junto aos seus. Perdemos nós, Garcia, a sua companhia sempre alegre e desprendida a nos mostrar as últimas novidades do século XX, dos livros e dos discos. Sempre gostei muito de sebo. Você sabia disso, e como me tratava com tal estima. É uma mania que vem de longe, ainda dos anos 60. Tenho histórias maravilhosas de sebos paulistanos, do tempo em que estudava na USP e me reservava a obrigação para ir ao centro velho de São Paulo, aos sábados, para encontrar amigos e percorrer as mais fascinantes das livrarias de antiquários. Isto, mais recentemente mudou muito porque se acha pela internet o que se deseja, e se recebe em casa, confortavelmente. Eu nunca desisti de certos intentos, como este de obter obras raras. Posso lhe dizer, Garcia, da emoção que às vezes isto provoca. Há uns cinco anos eu consegui comprar um dos primeiros livros do juazeirense Antonio Xavier de Oliveira, coisa que acalentava, acredite, há mais de 40 anos. De outra sorte, ainda não foi possível conseguir o Ceará Conflagrado, sobre a Sedição de Juazeiro, do pouco conhecido Antonio Gusmão, obra raríssima até para as melhores bibliotecas públicas do país e do exterior. Mas não vou esquecer, e lembrarei sempre, Garcia, que de sua lojinha de livros velhos, tão apertadinha, eu já sai de lá com os braços cheios de coisas que procurava, desta nossa literatura regional que, bem ou mal, nos ajuda um pouco a esclarecer nossa própria ignorância. Tudo isto que vivi, especialmente com pessoas como você, incansável para nos servir da melhor maneira possível, hoje se corporifica num acervo de biblioteca pessoal que, modéstia a parte, é invejável. Felizmente, chega logo o dia em que terei o prazer de ceder isto à Universidade Federal do Cariri, para que este uso-fruto se estenda a muitos outros jovens, ansiosos e sequiosos para desenvolver estudos que mais contribuam para a nossa cultura. 

O CANDIDATO NA PRAÇA
Um grupo de pessoas estava, domingo passado na Praça Pe. Cícero, como de costume, e ai passou por lá o doutor Carlos Macedo e avisou que estava indo se encontrar com o candidato a presidência da república, Eduardo Campos (ex-governador de Pernambuco) e o traria para um encontro com a turma. Por incrível que pareça, não deu outra. Pois não é que o maluco trouxe mesmo toda a comitiva, com muitos políticos, de vereador a deputado, em muitos carros que estacionaram pelo lado da rua do Cruzeiro e desceram para nos cumprimentar. O mais prevenido foi mesmo o Aluízio Neri Filho que tinha mandado fazer uma pequena lembrança para o presidenciável. Constava de uma espécie de troféu com uma pequena imagem do Frei Damião, e uma placa com dizeres alusivos à visita do candidato. Eis aí a imagem do flagrante, quando o Eduardo Campos saia da praça Pe. Cícero carregando a lembrança do Aluízio. No mais foram muitas fotografias, tapinhas nas costas, estas coisas de candidato, que não muda nunca, em véspera de eleição.


CINE CAFÉ NO CCBNB
O Cine Café, dentro da programação do Centro Cultural do Banco do Nordeste exibirá no próximo dia 7, um grande filme que merece ser visto por todos: As Pontes de Madison. A ficha técnica, sumariamente, é: Título original: The Bridges of Madison County. É um filme de drama romântico americano, produzido e realizado em 1995, baseado no romance best-seller de mesmo nome de Robert James Waller. Foi produzido pela Amblin Entertainment e Malpaso Productions, e distribuído pela Warner Bros. Entertainment. O filme foi produzido e dirigido por Clint Eastwood, com Kathleen Kennedy como co-produtora e o roteiro foi adaptado por Richard LaGravenese. O filme é estrelado por Eastwood e Meryl Streep. Streep recebeu uma nomeação ao Oscar de Melhor Atriz, no Oscar 1996, por sua atuação no filme. Elenco: Clint Eastwood como Robert Kincaid, Meryl Streep como Francesca Johnson, Annie Corley como Carolyn Johnson, Victor Slezak como Michael Johnson, Jim Haynie como Richard Johnson, Sarah Kathryn Schmitt como jovem Carolyn, Christopher Kroon como jovem Michael, Phyllis Lyons como Betty, Debra Monk como Madge, Richard Lage como Lawyer Peterson, Michelle Benes como Lucy Redfield. Sinopse: Eastwood encarna o fotografo free-lancer Robert Kinkaid, enviado a Iowa pela National Geographic Magazine, no ano de 1965, para imortalizar com suas lentes, as pontes do interior americano. Streep, ganhou a decima indicação para o Oscar interpretando Francesca Johnson, uma italiana casada com um ex-soldado americano e mãe de um casal de crianças, que vive um grande romance com Kinkaid. Baseado no romance de Robert James Whaler, o filme, e repleto de momentos de rara emoção e romance, sempre no elegante estilo dos filmes dirigidos por Eastwood. Fotógrafo vive um romance de quatro dias com mulher casada, durante um trabalho no condado de Madison, em 1965. Eastwood prova mais uma vez que é um dos maiores cineastas modernos ao transformar o "best-seller" de Robert James Whaller num drama romântico sensível e de realização impecável. O roteiro passou pelas mãos de Steven Spielberg, Sydney Pollack e Bruce Beresford antes de ser reescrito a pedido de Eastwood para sua versão final, que tem momentos de delicada emoção. Streep foi indicada ao Oscar por sua excelente atuação, dessa vez com sotaque ítalo-americano. Na trilha de jazz escolhida cuidadosamente, uma das canções foi escrita por Eastwood.

REUNIÃO DA AFAJ
Na noite de hoje, em Fortaleza, a diretoria da Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte estará reunida mais uma vez, como faz mensalmente, para tratar de assuntos do seu interesse. Na pauta, os diretores analisarão a prestação de contas do seu eficiente tesoureiro João Reginaldo Tenório. O assunto mais importante é o que trata da realização de mais uma festa junina, que tradicionalmente ocorre na Chácara do Rei, aprazível vivenda do casal Graça e Odival Limeira Lima, no próximo dia 21. A festa acontece com o apoio d colônia juazeirense radicada em Fortaleza, e também com outras numerosas colônias de cidades caririenses, todas filiadas a União Cariri. Também na reunião desta noite será tratado do projeto de elaboração de um livro que contará a história da AFAJ, nos seus primeiros 20 anos. Novamente, a AFAJ voltará a se reunir no dia 3 de julho. A AFAJ é presidida pelo Cel. Francisco José de Lima e tem na sua vice presidência o Benedito (Beni) Rodrigues Veloso.

URBANISMO
O Prefeito do Município de Juazeiro do Norte, ouvindo a Câmara Municipal, por proposta de autoria do Vereador José Adauto Araújo Ramos, coautoria do Vereador Antônio Vieira Neto e subscrição da Vereadora Rita de Cássia Monteiro Gomes, sancionou e promulgou a Lei N.º 4327, de 2 de Junho de 2014, que dispõe sobre os prolongamentos das Ruas Monsenhor Lima, Domingos Braga Neto, Antônio Jeremias Pereira, Raimundo Elias Pereira e Manoel Duarte Pereira, no conjunto COHABECE, no bairro Salesianos. Referidas ruas foram prolongadas no sentido Leste/Oeste, numa extensão de 55,00m (cinquenta e cinco metros) em direção oeste, até o limite com as terras pertencentes a João Peixoto da Costa, no Conjunto COHABECE, no bairro Salesianos, do seguinte modo:
I – RUA MONSENHOR LIMA, prolongamento a partir da Rua Pedro Bispo dos Santos;
II – RUA DOMINGOS BRAGA NETO, (Lei n.º 2091, de 19.04.1996), prolongamento a partir da Rua Pedro Bispo dos Santos;
III – RUA ANTÔNIO JEREMIAS PEREIRA, (Lei n.º 2098, de 29.04.1996), prolongamento a partir da Rua Pedro Bispo dos Santos;
IV – RUA RAIMUNDO ELIAS PEREIRA, (Lei n.º 2097, de 29.04.1996), prolongamento a partir da Rua Pedro Bispo dos Santos;
V – RUA MANOEL DUARTE PEREIRA, (Lei n.º 2103, de 23.05.1996), prolongamento a partir da Rua Pedro Bispo dos Santos;
VI – RUA WALDES LOPES CRUZ, (Lei n.º 2466, de 21.12.1999), prolongamento a partir da Rua Pedro Bispo dos Santos;

UTILIDADE PÚBLICA
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte decretou, tomada pela iniciativa do Vereador Antonio Vieira Neto, e o Prefeito Municipal sancionou e promulgou a Lei N.º 4328, de 2 de Junho de 2014 que reconhece de utilidade pública a PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO, instituída em 15 de outubro de 2011, tem sede, foro e representação na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, é uma organização religiosa de âmbito regional, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, tem por finalidade desenvolver os objetivos da Igreja Católica Apostólica Brasileira – ICAB, por prazo de duração indeterminado e reger-se-á por seu estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
034: (02.06.2014) Boa Tarde para Você, “capitão” Rildo Teles.
Já era o comecinho da noite de ontem quando tremulou, no alto da imensa rama branca de quase 24 metros, e mais de duas toneladas de peso, a bandeira da festa de Santo Antonio, em Barbalha. Rendo a você, Rildo Teles, e me apresso em estender às centenas de seus colaboradores, os meus cumprimentos pelo sucesso de toda esta jornada. Estávamos ansiosos pela repetição desta tradição de oitenta e seis anos, em longa história de trezentos anos de devoção, desde a fundação da cidade. Ano a ano, e especialmente nos últimos catorze, a você Rildo, esta expectativa se repete pela escolha da árvore, por sua derrubada e secagem, e no traslado em cortejo festivo, em estirada de seis quilômetros. No Cariri, esta festa de Barbalha é a abertura e a retomada dos grandes acontecimentos populares, enriquecida pela presença de milhares de pessoas enturmadas em dezenas de grupos folclóricos que enchem as ruas, durante as celebrações. Afinal, com tal valor, a festa de Barbalha é hoje catalogada como patrimônio imaterial brasileiro, assegurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), inserta no calendário dos grandes eventos da cultura nacional. E em agradecer a você, Rildo Teles, bem como aos seus colaboradores, os carregadores que enfrentaram mais de seis horas de grande esforço físico, não se pode deixar de mencionar a grandeza deste povo barbalhense que se empenhou em todos estes anos para sempre realizá-la com tanto requinte. Também não devo economizar numa menção obrigatória aos seus poderes públicos que tanto contribuíram para o seu maior brilho. Hoje já pude constatar pelas agências de notícias e redes sociais que, felizmente, nada houve a lamentar. Entre o corte da árvore e este último momento, bem sabemos como são preocupantes todos estes instantes com a segurança de todos. Pequenos acidentes são quase impossíveis de serem totalmente evitados e conhecemos o seu zelo e atenções. Finalmente, foi alegria só, o que também tive oportunidade de presenciar, depois de muitos anos sem vê-la. Vi de perto, Rildo, toda aquela comoção bem estampada nos rostos alegres de sua gente. Encontrei pessoas amigas que estendiam pelas calçadas e ruas a sua própria casa como se cada uma delas fosse a antessala da grande festa. Ao ver aqueles milhares de pessoas que se espremiam, com olhos fitos para não perder nenhum dos seus momentos solenes, do fincamento do mastro e do hasteamento da bandeira, não deixei de me lembrar, do então vice prefeito de Barbalha, o querido Edmundo Sá Sampaio. Era dele, na minha juventude, que ouvia relatos emocionados que me encantavam, sobre as festas de Barbalha. Voltei ontem à cidade, Rildo, me lembrando destas conversas, e principalmente do tempo em que me falava do desenvolvimento da cidade e dizia com tão bom humor: Meu filho, se você ainda quer ver Barbalha, pequenina, se apresse. Volte lá correndo para ver como ela está crescendo. E de fato, depois de tudo, tomei o carro e por alguma razão, como os impedimentos ao trânsito de veículos, eu fui circulando por muitas ruas de Barbalha até me encontrar saindo pela estrada de Arajara, para voltar a Juazeiro. Só assim eu pude ver que há muito tempo Edmundo Sá Sampaio já tinha razão em me dizer todas aquelas coisas.


sexta-feira, 30 de maio de 2014


BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
033: (30.05.2014) Boa Tarde para Você, Renata Carleial de Casimiro Oto
Daqui a pouquinho nós vamos ter o imenso prazer de abraçá-la no aeroporto. Vamos poder dar um daqueles gritos de alegria que se guarda no peito e estava ainda preso na garganta há quase três anos, desde a última vez que nos vimos. Você vem ao Cariri, querida filha, para nos rever, seu pai, irmão, tios e primos. De um lado aqui vai estar este pequeno pedaço de uma quase nação romeira, os Soares de Viçosa, da nobre civilização das Alagoas, e dos Casimiros de tantos lugares de Sousa, na Paraiba. Gente romeira que aportou por aqui há quase um século, acreditando que, como lhes dizia o santo padrinho, era uma terra de promissão. Não deu outra: o fermento da família cresceu célere e habitou generoso, enchendo muitos lugares do Vale. De outro lado, certamente você também encontrará primos diletos das gentes Carleiais, dos Carvalho, Leite e Alves da heráldica descendência de seu bisavô José Bernardino, na Barbalha de Santo Antonio. E numa destas ramas longas, ai está o Gabriel, para quem você vem trazendo afeto e carinho por seus primeiros cinco anos, um trineto amado de toda esta descendência. É tanta gente que até parece uma daquelas doze tribos de Israel. É providencial esta sua estada em poucos dias conosco porque a cidade vai estar em festa. Você será um encanto entre os milhares que assistirão esta abertura festiva da festa que se dedica ao santo do lugar. Casada de pouco tempo, em requinte de cerimônia parisiense, estou certo de que você terá uma oração particular para agradecer a felicidade desta graça. Tudo é devido aos santos que nos protegem e guardam para o bem. Vamos nos esforçar para novamente fazer o seu reencontro com este recanto privilegiado do nosso Ceará. Esse Cariri cearense já lhe trouxe muitos momentos deliciosos na visão de suas tradições, convivência com seu povo, belezas naturais, festas e folguedos, a delícia de suas águas serranas, o dulçor do mel do engenho e os passeios e as brincadeiras desde os tempos da infância. Esse é um reencontro, maturado nas saudades deste povo e de tantos lugares inesquecíveis. Quero que sua permanência entre nós nos enseje todas as possibilidades de senti-la feliz por este momento que vive. Queremos também lhe mostrar um pouco do que nos anima pela cultura popular, pelo patrimônio histórico e artístico. Não queremos deixar ao largo a possibilidade de fazê-la participante deste nosso clamor para que a região ganhe muito mais com suas heranças. Exatamente porque recai sobre si uma parcela daquilo que o Ministério da Cultura, por seu Instituto Brasileiro de Museus, instituição a que você pertence, também ponha seus olhos e zelo pelo que aqui se deve preservar. Seja também nossa advogada para que a região possa merecer melhores investimentos e atenções com o seu patrimônio, trazendo, quem sabe, o gesto concreto de novos equipamentos museais. O país necessita de muitos mais museus para demonstrar a sua riqueza cultural, e o Cariri não fica atrás. Seja bem vinda, Renata, você é a linda menina que volta. De tudo vamos nos falar e sentir. Mas, será, sem dúvida, principalmente para este seu pai, um bálsamo acalentá-la nos braços e trazer de volta todos os encantos de uma relação e de um tempo que, finalmente, está de volta.    

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
A Câmara Municipal da cidade de Juazeiro do Norte fez publicar no Diário Oficial do Municipio os seus atos que concedem novos títulos de Cidadão Juazeirense. São eles. RESOLUÇÃO N.º 704 DE 27 DE MAIO DE 2014, pelo qual fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustríssimo Senhor JOSÉ SILVA BRITO, pelos relevantes serviços prestados a esta comunidade. Antônio Vieira Neto, Presidente. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva. Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macêdo – José Ivan Beijamim de Moura - José Adauto Araújo Ramos – Danty Bezerra Silva – Firmino Neto Calú – Cláudio Sergei Luz e Silva - Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – João Alberto Morais Borges – Antonio Vieira Neto – Rubens Darlan de Morais Lobo - Normando Sóracles Gonçalves Damascena – Maria Calisto de Brito Pequeno - Maria de Fátima Ferreira Torres – Auricélia Bezerra e Rita de Cássia Monteiro Gomes. RESOLUÇÃO N.º 705 DE 27 DE MAIO DE 2014, pelo qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Senhor ANTÔNIO JOSÉ FELIX VIANA, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Antônio Vieira Neto Presidente. Autoria: José Adauto Araújo Ramos. Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura – Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Paulo José de Macêdo – José Ivan Beijamim de Moura – Danty Bezerra Silva – Firmino Neto Calú – Cláudio Sergei Luz e Silva - Cícero Claudionor Lima Mota - João Alberto Morais Borges – Antonio Vieira Neto - Normando Sóracles Gonçalves Damascena – Maria Calisto de Brito Pequeno – Auricélia Bezerra e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
Contudo, durante a semana, a maior discussão na Câmara aconteceu pela concessão de outros títulos aos senhores: Eduardo Campos (Governador do Estado de Pernambuco), Eunício Oliveira (senador da República) e Zezinho Albuquerque (Governador do Estado do Ceará.)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
032: (28.05.2014) Boa Tarde para Você, Maria Stela Inácio de Sales
Em Agosto irei à Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem, a seu convite. Será mais uma etapa do Projeto Memória Viva, para preservar e promover o patrimônio histórico e cultural da cidade. Eu espero contribuir com um depoimento que lhes diga sobre as minhas experiências neste rumo. Não sei se vou lhes atender plenamente, porque terei, apenas, avexados 20 minutos para lhes falar de meio século de dedicação a este mister, com muito orgulho. Mas, deixe-me que lhe conte, Stela, uma história que me liga emocionalmente à Biblioteca Pública de Juazeiro. Eu a vi nascer, no Bosque Luiz de Queiroz, na lateral direita da Matriz. Ali, ela era miudinha, uma salinha de leitura, pequeno acervo, tudo pequenininho. Disso vai lembrar o Zé Carlos Pimentel que também a dirigiu. O padrinho da obra era o médico parteiro que me viu nascer. Foi meu padrinho na cerimônia dos santos óleos da Crisma e ainda me seguiu, dispensando atenções de um pediatra. Nasceu esta obra, para mim, em meio a um clima de muito afeto. Mas, naquele ano de 1964, eu estava concluindo o Ginásio, aqui nos Salesianos. Daniel Walker e eu editávamos um jornal mural no colégio. E tínhamos um rival, também no mural, dos colegas do terceiro ano. Numa destas edições semanais, eu me enfureci com algo e num gesto tresloucado, arranquei-o do flanelógrafo, amassei-o e joguei-o no chão. Foram logo denunciar-me ao prefeito da disciplina, o Pe. Mário Balbi que, incontinenti, lavrou a sentença condenatória, aplicando-me merecida suspensão com uma semana de afastamento das atividades do colégio. Teria, mais, que levar para casa, na velha caderneta, o apontamento da suspensão, para conhecimento dos pais. Este, para mim, seria o mais doloroso, exatamente por não saber qual seria a atitude dos meus velhos. Então, preferi não lhes dizer e me ocorreu fazer do seguinte modo. Todo dia eu saia para o colégio, como se nada tivesse acontecido. Mas, tomava o caminho do Bosque e me internava na Biblioteca Pública. De lá só saia pelo meio dia que era quando a Rua Padre Cícero se enchia dos colegas que desciam do colégio para suas casas. Na contramão, desconfiado, eu ia encontrando a turma, até pegar o beco da Santa Luzia e entrar em casa, como se tudo fosse normalidade. Semanas depois a família soube, mas só amarguei fortes repreensões, sem mais nenhuma consequência de castigos. Estes, Stela, foram o texto, o contexto e o pretexto. O que posso lhe dizer ainda é que nas entrelinhas, a Biblioteca Pública, ainda na sua fase inicial, de tal pobreza franciscana, operou um grande milagre de me fazer um leitor contumaz e compulsivo. O que isso significou para mim, a partir daquelas longas leituras das obras de Monteiro Lobato, o mundo não sabe e eu apenas desconfio. Amanhã, não vou contar esta história lá. Fica apenas entre mim, você e a torcida do Icasa. Afinal, que papelão faria este sessentão diante de um alunado tão jovem que enche o auditório da Biblioteca, na ansiedade de bons exemplos? Vou dizer apenas que na Biblioteca Pública de Juazeiro, há cinquenta anos passados, eu comecei lendo as Reinações de Narizinho, aprontei muitas pela vida e terminei fazendo alguma coisa para preservar a memória e o patrimônio histórico e cultural da cidade. Será que eles vão acreditar?

NOVA UPA-LIMOEIRO
A nova Unidade de Pronto Atendimento que a Prefeitura Municipal vai inaugurar no Bairro do Limoeiro será uma homenagem ao conhecidíssimo e benemérito médico juazeirense, Odílio Camilo da Silva. Veja o ato publicado no Diário Oficial do Município, em 26.05. LEI Nº 4316, DE 22 DE MAIO DE 2014. Denomina a Unidade de Pronto Atendimento – UPA – DR. ODÍLIO CAMILO DA SILVA e adota outras providências. O Prefeito do Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Faço saber que a Câmara Municipal decretou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: Art. 1º – Fica denominada de UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTOM - UPA – DR. ODÍLIO CAMILO DA SILVA, a UPA localizada à Rua Capitão Domingos com a Avenida José Bezerra, no bairro Limoeiro, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Art. 2º – A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário. Palácio Municipal José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, quinta-feira, 22 (vinte e dois) de maio do ano dois mil e catorze (2014). Raimundo Antonio Macedo, Prefeito de Juazeiro do Norte. Autoria: Vereador Paulo José de Macedo.

DO POETA ZÉ DE MATOS
Por e-mail (26.05), Luiz Afonso Cavalcante Gomes (Fortaleza) me conta que: “Zé de Matos foi um poeta cratense, analfabeto, alcoólatra inveterado, que segundo ouvi quando menino, de pessoas que o conheceram, vivia a dispensa dos cidadãos que o admiravam pelos seus repentes poéticos. Acredito que muita coisa deve estar guardado nos anais da história de Crato e, naturalmente, de alguns de seus historiadores. Ouvi muitas vezes, o Pe. Cícero Coutinho, que anotava todos os fatos de Juazeiro e das cidades circunvizinhas, desde política, vida social e vários outros, principalmente das figuras que se sobressaiam no dia a dia de cada uma delas. Guardei alguma coisa, pouca, é bem verdade, mais digna de ser relembrada. “Um padre saído de Crato, acompanhado de varias pessoas, ele montado num burro e os demais a pé, ia fazer a “desobriga”(missa) no  povoado “Taboleiro Grande” hoje, Juazeiro do Norte. Na metade do caminho, os caminhantes encontraram Zé de Matos deitado junto à umas  moitas à beira da estrada, completamente bêbado e dormindo. O padre, complacente, mandou algumas pessoas acordá-lo e pedir para que seguisse com os demais ao seu destino. Tentativa vã, resmungava, virava de um lado para outro até que, depois de vários safanões, conseguiu abrir os olhos, entender o pedido e respondeu com este verso:
“EU ME SINTO TÃO PESADO,
 QUE JÁ DEI UM PASSO PERRO,
EU PENSO QUE SOU DE FERRO,
OU NO CHÃO TÔ APREGADO...
SÓ SAIO DAQUI ARRASTADO
OU PARTIDO EM QUATRO TORA...
ISTO MESMO, COM DEMORA...
SÓ ASSIM ME ALUIRÃO...
D´OUTRO JEITO EU NÃO VOU NÃO,
QUANDO EU PUDER, VOU EMBORA...”

CINE ELDORADO
O Eldorado exibe nesta sexta, 30.05, O tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre), USA, 1948, do gênero aventura, dirigido por John Huston. A ficha técnica, sumariamente, é: O roteiro foi adaptado por Huston de uma obra homônima de 1927, escrita B. Traven. Foi um dos primeiros filmes de Hollywood a realizar locações fora dos Estados Unidos; foram feitas externas em Tampico, no México. Mas as cenas noturnas são de estúdio. O filme apareceu em 30º lugar em uma lista comemorativa do American Film Institute (AFI) quando da comemoração dos 100 anos do cinema. Elenco: Humphrey Bogart (Fred C. Dobbs), Walter Huston (Howard), Tim Holt (Bob Curtin), Bruce Bennett (James Cody), Barton MacLane (Pat McCormick), Alfonso Bedoya (Gold Hat), Arturo Soto Rangel (El Presidente), Manuel Dondé (El Jefe), José Torvay (Pablo), Margarito Luna (Pancho), Jack Holt (Mendigo). Sinopse: A história se passa nos anos 20, no México, quando a sangrenta revolução mexicana já havia terminado, mas inúmeros bandoleiros continuavam a aterrorizar o país. Três forasteiros (gringos) resolvem procurar ouro nas montanhas de Sierra Madre. Eles vão de trem (comboio) e depois penetram no deserto, guiados pelo idoso Howard, que os convencera que havia encontrado uma mina. A história se mostra verdadeira e os três conseguem uma grande quantidade de ouro. Mas logo um dos exploradores, Fred C. Dobbs, começa a sucumbir à ganância e entra em conflito com os companheiros, traindo os seus amigos, ao mesmo tempo que são atacados por numerosos bandoleiros. Principais prêmios e indicações: Oscar 1949 (EUA): Venceu na categoria de melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante (Walter Huston). BAFTA 1949 (Reino Unido): Indicado na categoria de melhor filme de qualquer origem. Globo de Ouro 1949 (EUA): Venceu nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor de cinema e melhor ator coadjuvante (Walter Huston). Festival de Veneza 1948 (Itália): Indicado ao Leão de Ouro.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
031: (26.05.2014) Boa Tarde para Você, Raimundo Rodrigues Araújo
Um compromisso importante e inadiável, me impediu que estivesse ao seu lado no lançamento do seu décimo sétimo livro. Lamentei porque não pude conciliar as duas coisas. Esse, particularmente, embora um tanto tímido para ser considerado Antologia, abre a possibilidade de que a literatura sobre sua prima em terceiro grau, a beata Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, passe a encorpar mais ainda a extensa bibliografia dos estudos juazeirenses. Que ela se tornou um bom objeto de relevantes pesquisas, já não mais desconfiamos, pois são evidentes os interesses e, mais ainda, as edições se sucedem. Certamente, foi a duras penas que a academia foi aos poucos identificando predicados a serem vistos por diversos olhares e saberes. Realmente, a beatinha, como assim se referem tanto a esta sua parenta, caiu nas graças de um sem número de curiosos para conhecer um pouco mais sobre a figura central do milagre de março de 1889 e por mais de uma centena de repetições. A beata Maria de Araújo, meu caro Raimundo, passou a interessar mais quase simultaneamente às iniciativas de revisão do caso Padre Cícero perante Roma. E como emplacou a questão da reabilitação do sacerdote, até parece que isto eclipsou ou impossibilitou qualquer outra iniciativa para que a Igreja também dedique seus olhares sobre a Maria de Araújo. Como sabemos, ela foi conduzida a um ostracismo tão grande que os séculos já viraram e até parece que aos olhos da Igreja ela nem existiu. Puseram sobre ela uma carga social muito perversa, imposta por rótulos de discriminação e selvageria: negra, pobre, analfabeta, doente mental, feia, medíocre... Que mais, Raimundo, faltaria para reduzi-la a tanto? Contudo, parece não haver erro que, atriz de uma circunstância em descrédito, qual seja, aquela de que Nosso Senhor Jesus Cristo não deixaria a Europa para obrar milagres no miserável lugar do Joazeiro, a Maria não foi outra senão a Serva de Deus. Por iniciativas como esta que você tomou, Raimundo, penso que você é a pessoa ideal para conduzir algumas das preocupações remanescentes sobre a vida e o papel da beata no caso do milagre eucarístico de Juazeiro. O livrinho, ainda modesto para a grandeza da causa, tem que expandir suas atenções, registrando tanto as especulações já ocorridas, quanto a atualidade do debate.  Por exemplo, é necessário esclarecer a violência que o então vigário Zé de Lima cometeu, de moto próprio, já que é verdade que a Diocese de Crato era vacante. Ou será que a função de vigário da paróquia já era por si só suficiente para respaldar o ato de destruição do jazigo e a exumação do corpo? É necessário elaborar uma versão mais honesta sobre isto, para se saber o paradeiro dos restos mortais da beata. Onde foi que puseram? Onde está a nova sepultura? Pelo fato da beata ter morrido de morte natural, dezesseis anos depois, ocultar os seus restos mortais, não tem o agravante de ação criminosa? Ora, se a Santa Madre Igreja ainda vive procurando por paninhos ensanguentados das comunhões da beata, o que não faria para esclarecer o resto?  Assim, Raimundo, como diz o poeta, neste “Mundo, mundo, vasto mundo” assuma o que há para fazer. Quanto a mim, por especular estas coisas, só posso lhe dizer que “Se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não seria uma solução”.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
030: (23.05.2014) Boa Tarde para Você, Gilvan Luiz Pereira:
A edição desta semana de um dos nossos jornais registrou o decurso do quarto ano do sequestro e tortura do jornalista Gilvan Luiz Pereira. Naquela data, ao visitá-lo num leito hospitalar, eu sofri, como alguns sofreram, ao ver de perto a triste imagem de um amigo tão covardemente agredido e quase destruído. Você, Gilvan, era quase um resto de homem, ali ferido gravemente, com enormes feridas na cabeça e outras tantas na sua alma angustiada. Na nossa tão declarada impotência, seus amigos estavam ali, apenas manifestando a solidariedade necessária e maior indignação por seu sofrimento, diante de fato tão escandaloso, tão cruel e tão perverso. Quem quer que tenha perpetrado aquela violência, quem quer que tenha sido o mandante daquele crime hediondo, haverá ainda de ser execrado publicamente como um destes canalhas que a justiça deve punir. Como um destes canalhas que a sociedade deve enjeitar. Como um destes canalhas que a sociedade deve banir. Lentamente, na burocracia do tal estado de direito, que indiretamente beneficia esta corja, a justiça procura reunir peças que esclareçam, e para o necessário exemplarmento jurídico. Quatro anos decorridos, Gilvan, e não há nada a comemorar. Certamente você, ainda vivendo esta perplexidade que a vida lhe reservou, tenha razões sobejas para celebrar alguma coisa. Você está vivo, Gilvan, e não foi mais um número frio, mais um cadáver para a verificação do óbito. Você está vivo, e damos graças a Deus, porque você passou a significar parte da nossa luta contra este arbítrio desenfreado que campeia e também nos sequestra e nos domina cotidianamente. Você está vivo, porque no âmago da questão, Gilvan, está vivo e ainda muito ativo o seu inalienável direito de ter feito do jornal Sem Nome, o instrumento legal, sincero, honesto e democrático para o combate sistemático ao desrespeito, à falta de responsabilidade e os abusos cometidos pelos que vem ocupando os poderes públicos municipais. Compreendemos parte de tudo isto e não estamos lhe cobrando nenhuma explicação. O jornal foi parte de uma destas etapas, sem as quais outras novas talvez não se sucedessem. Somos inteligentes, o suficiente, para acreditar – Deus nos perdoe, que a luta continua em qualquer outra trincheira, com outra dialética, com outras armas, diante de novas e, quem sabe, mais promissoras circunstâncias. A imprensa escrita de Juazeiro do Norte vai completar 105 anos, depois do combativo O Rebate. Ele já trazia na sua carta de princípios a chama vigorosa da liberdade de imprensa. Quando o primeiro número do Sem Nome foi para as ruas, há quase cinco anos, em 25 de maio de 2009, no exato centenário desta imprensa, ele trazia a marca de uma contestação. Ela se fazia necessário para advertir os senhores da municipalidade que havia uma vigilância de plantão que percebia, analisava, criticava e se indignava. Era necessário propalar que nas caladas das noites indormidas esta gente tramava contra o nosso povo. Era necessário protestar e continua sendo necessário fazê-lo, porque mudaram os nomes, não mudaram os hábitos e os pecados. No dia de hoje, Gilvan Luiz, quero abraçá-lo, fazer votos por sua felicidade pessoal, louvar sua existência. E que Deus o proteja e o preserve para muitas outras e novas lutas.

LIVRO DE PEDRO BANDEIRA
Recebemos convite para a Homenagem a Pedro Bandeira Pereira de Caldas, que acontecerá em promoção conjunta do Centro Cultural BNB e Editora IMEPH (Fortaleza). O evento acontecerá no Teatro do CCBNB, em Juazeiro do Norte, às 18 horas do dia 28 de maio (sexta feira). No ato será lançado o livro Pedro Bandeira do Juazeiro: O Príncipe dos Poetas Populares. Convidamos todos a se fazerem presentes.

SOS SAÚDE CARIRI
Já está circulando na região este indicador profissional, revista que vale para todo o ano de 2014. Esta é a primeira edição da publicação da Editora fênix (Teresina,PI), que em suas 26 páginas se pode encontrar uma lista seleta e atualizada dos profissionais que oferecem serviços de saúde no Cariri. Os editores estão também prometendo que em breve este guia também terá a sua versão na internet, para maior comodidade dos leitores e anunciantes. Nesta primeira edição, os exemplares estão sendo distribuídos pelos respectivos anunciantes, médicos, clínicas e laboratórios, bem como já vem sendo também distribuídos nos endereços residências das cidades do Cariri. 





SEDIÇÃO DE JUAZEIRO
Está na internet (http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/ceara/21052014-143481-quadrilha-com-34-anos-de-tradicao-retrata-sedicao-de-juazeiro-no-ceara) e aqui reproduzimos:
Com 34 anos de tradição, a Quadrilha da Gente Integrada à Luta (GIL) fará uma apresentação temática em 2014. Durante os 33 minutos de dança, os 22 casais, oito músicos e 12 pessoas da equipe de apoio vão fazer um resgate do movimento da Sedição de Juazeiro para mostrar ao público. Segundo o presidente da quadrilha Gil Soares, o início das apresentações serão marcados por encenações da batalha ocorrida em 1914 entre as oligarquias cearenses e o governo federal após a interferência do poder central na política estadual. Sob a liderança de Floro Bartolomeu e do padre Cícero Romão Batista, um exército de jagunços derrotou as forças do governo federal, depondo Franco Rabelo. A encenação, de acordo com Gil, contará com cenário próprio, “será Juazeiro antiga, uma pequena vila”, disse. Um figurino especial para os dançarinos homens. O público deve ainda receber panfletos com uma breve explicação sobre a Sedição de Juazeiro, em seguida, a quadrilha toma a frente nas apresentações com dança e festa. As encenações continuam durante o casamento caipira, quando o noivo romeiro se apaixona pela futura noiva, uma moradora da cidade de Juazeiro do Norte. A "Quadrilha do Gil"  se apresenta no Arraiá do Ceará, na Praça Verde do Dragão do Mar, em Fortaleza, nos dias 10, 11 e 12 de junho. Antes disso, o grupo deve se apresentar em Barbalha, no dia 4. Outras apresentações estão marcadas em Araripina e Petrolina.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
029: (21.05.2014) Boa Tarde para Você, Irmã Edeltraut Lech
Ontem, ao reler um texto de Armando Lopes Rafael, eu relembrei que em abril de 1990, se o juízo não me atropela, tive uma longa conversa com um velho amigo de juventude, nesta época, subsecretário de saúde do Governo do Estado do Ceará, Frederico Augusto de Lima e Silva, ele médico de minha geração na UFC, pós 1968. Ao falarmos da saúde daquele Cariri de então, ele me disse que não tinha dúvida alguma que Deus, Nosso Senhor, havia enviado para esta região do Ceará um dos seus anjos, na pessoa da Irmã Edeltraut Lerch. Era, no mínimo, confortável para o Governo do Estado, me dizia ele, por nas mãos daquela freirinha, tão gentil e admirável, o dinheiro necessário para atender seus pleitos. Gestora magnânima da grandiosa obra do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, em Barbalha, Irmã Edeltraut era um exemplo único, ao redor de muitas léguas, de confiança, de eficiência, de responsabilidade e de fidelidade ao serviço do próximo carente por atenções de saúde. Se não é verdade que este Estado lhe foi pródigo em apoiar suas iniciativas de tão grande mérito, vou lamentar, mesmo sabendo que, entre discurso e prática, a gente de Governo faz uma enorme distância entre estas coisas. O que não se fez em distância foi a coerência da vida dedicada deste anjo de Deus que em 1950, em Frankfurt – na Alemanha, já era uma noviça na Ordem Beneditina. Quem conhece bem a Irmã Edeltraut nos fala de sua vocação como um exemplo de como alguém pode ser tão fortemente impregnado pelo Ora et labora - Reza e trabalha, a Regra dos Beneditinos, a oração e o trabalho como disciplina para ocupar mente e corpo na direção do serviço ao próximo. Freira consagrada, Edeltraut se capacitou como enfermeira e anos mais tarde, com sua vinda e permanência em Olinda, começou a ganhar o Nordeste e os nordestinos. Entre nós, em 1969, ela aqui chegou para dirigir a recém criada Fundação do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo. Em muitos anos de trabalho, com árduas jornadas, a Irmã Edeltraut construiu uma instituição que se tornou referência neste pais. Hoje, este complexo hospitalar responde exemplarmente com setores competentíssimos que compreendem Pronto Socorro (adulto e infantil), Clínica Cirúrgica, Clínica Médica, Pediatria, Maternidade, Ambulatório, Centro do Coração, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Oncologia, Quimioterapia, Radioterapia, Laboratório e Patologia. É comovente falar da Irmã Edeltraut, especialmente para referir como a sua garra e determinação conquistou um grupo, felizmente numeroso, que se associou e hoje, fielmente, divide os ombros que o fardo reclama. Em 2005, depois de ter completado 75 anos de dedicação à Ordem Beneditina, na quase totalidade em terra brasileira, Irmã Edeltraut Lerch retornou à Alemanha. Felizmente, para nós, não demorou muito, ela voltou ao nosso convívio e está feliz e nos fazendo muito mais felizes. Sua obra é tão grandiosa que mesmo citando os seus equipamentos, ainda assim não saberemos estimar o seu valor. E pensar que uma pessoa como a Irmã Edeltraut teria tudo para nos falar de um certo orgulho pessoal por tanta realização! Que nada! A este Santo Anjo de Deus só se reserva uma palavra simples sobre a sua felicidade: a de ter cumprido todas estas missões para as quais foi chamada.

CINE ELDORADO
O Cine Eldorado, restabelecido por Francisco Humberto Menezes Bezerra e Edmilson Lima (Rua Pe. Cícero) exibirá no dia 23: Carnaval Atlântida. Preto e Branco, 95 min. A ficha técnica, sumariamente, é: Título original: Carnaval Atlântida; Brasil, 1952; Direção: José Carlo Burle; Elenco:Oscarito (Professor Xenofontes); Eliana Macedo (Regina); Roberto Faissal (Cirollo); Cyll Farney (Augusto); Maria Antonieta Pons (Lolita); Grande Otelo (Piro); José Lewgoy (Conde Verdura); Renato Restier (Cecil B. de Milho); Colé Santana (Pedro) e Wilson Grey; Sinopse: Carnaval Atlântida é uma comédia e musical,  uma chanchada da Atlântida, desta vez explorando a paródia das grandes produções históricas de Hollywood, particularmente as do diretor Cecil B. DeMille. Aparecem nos números musicais, além dos atores do filme, os cantores Dick Farney, Francisco Carlos, Bill Farr e Nora Ney. Dois malandros cariocas, Piro e Miro, apresentam ao doutor Cecílio B. de Milho, produtor da Acrópoles Filmes, o argumento de uma chanchada. O grande produtor Cecil B. de Milho deseja fazer um filme sobre Helena de Troia e contrata o professor Xenofontes, especialista em história grega, para ajudar no roteiro. Mas os atores preferem realizar uma comédia musical e querem que o cineasta mude de ideia. Números musicais com grandes astros da música brasileira. Veja a relação: "No tabuleiro da baiana"   (Ari Barroso), com Grande Otelo e Eliana Macedo; "Acho-te uma graça"   (Benedito Lacerda, Haroldo Lobo e Carvalhinho); "Agora é cinza"  (Alcebíades Maia Barcelos e Armando Vieira Marçal); "Ai que saudade da Amélia"  (Ataulfo Alves e Mário Lago); "É bom parar"   (Rubens Soares); "Rasguei a minha fantasia"   (Lamartine Babo); "Serpentina"   (Haroldo Lobo e David Nasser); "O teu cabelo não nega"   (João Valença e Raul Valença); "Ninguém me ama"   (Fernando Lobo e Antônio Maria) com Nora Ney; "Um domingo no jardim de Allah"  (Lírio Panicalli e Ewaldo Ruy); "Marcha do conselho"   (Paquito e Romeu Gentil) com Bill Farr; "Valsa da formatura"   (Lírio Panicalli e Claribalte Passos), com a orquestra de Chiquinho; "Dona Cegonha"   (Armando Cavalcanti e Klecius Caldas) com Blecaute e Maria Antonieta Pons; "Quem dá aos pobres"   (Klecius Caldas e Armando Cavalcanti) com Francisco Carlos; "Máscara da face"   (Armando Cavalcanti e Klecius  Caldas); "Pastorinhas"  (Noel Rosa e João de Barro); "Pirata"   (João de Barro e Alberto Ribeiro); "Se a lua contasse"   (Custódio Mesquita); "Um pierrot apaixonado"   (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa); "Praça 11"  (Herivelto Martins e Grande Otelo); "Marcha do sapinho"  (Humberto Teixeira e Norte Victor), com Oscarito e Maria Antonieta Pons; "Mambo caçula"   (Benicio Macedo e Bené Alexandre), com Maria Antonieta Pons e Oscarito; "Cachaça"  (Mirabeau Pinheiro, Lúcio Castro e Heber Lobato) com Grande Otelo e Colé Santana; "Baião"  (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga); "Alguém como tu"   (José Maria de Abreu e Jair Amorim), com Dick Farney; "Queria ser patroa"   (M.Pinto e Airão), com Eliana Macedo.

NOVOS CINEMAS 
Já não é novidade que os cinemas do Shopping estão todos funcionando. Já estive em duas salas e nada há a considerar. Tenho observado que o pessoal de recepção (entrada das salas) tem-se desdobrado para permitir a adaptação da clientela barulhenta, ruidosa e desordenada. E está conseguindo aos poucos, mesmo que tenha que ler para cada um de nós qual é a localização da poltrona que escolhemos. Infelizmente, depois de uma sessão, a sala fica quase imprestável de tanta pipoca pelo chão, além de papéis e outros materiais descartáveis. Nossa ansiedade se reserva, por enquanto, para conhecer o que vai entrar em cartaz. Felizmente os dados dos filmes em cartaz e o que virá, já se encontra nos seguintes sites:
http://www.orientcinemas.com.br/ 
http://www.orientcinemas.com.br/programacao/20/orient-cinemas-cariri-shopping.htmlhttp://www.caririgardenshopping.com.br/entretenimento/cinema/ 

ESPERANDO COMADRE DAIANA
Se eu não bobear, como da última vez, agora vou conseguir, finalmente, assistir a bem sucedida peça Esperando Comadre Daiana, no próximo dia 30. Ela está anunciada no contexto de uma mostra de teatro que acontece no Memorial Padre Cícero. Duas mulheres nordestinas e interioranas, Esmeralda e Venância, resolvem fazer da criada Perpétua a afilhada da princesa Daiana. Elas acreditam cegamente que esta ação trará reconhecimento, fama e fortuna, mudando para sempre suas simplórias vidas. Para verem seus sonhos realizados escrevem uma carta a princesa Daiana, dando notícia do batismo e da tão aguardada visita. No palco, a Cia. de Teatro Livre Mente. A direção é de Renato Dantas e o texto, de Emmanuel Nogueira.