sábado, 9 de agosto de 2014


BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
062: (06.08.2014) Boa Tarde para Você, Maragton Linard
O Cariri viveu no dia de ontem um de seus dias muito importantes sobre o qual provavelmente ainda vamos muito nos lembrar em anos futuros, com a criação e abertura da Casa da Indústria Cariri, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, para implementar o desenvolvimento da região. Fiz questão de comparecer para não perder a visão de perto daquilo que já imagino seja um dos empreendimentos que contribuirão em muito para um novo Cariri. E dentre as emoções da tarde de ontem devo mencionar particularmente a oportunidade de ter abraçado você, Maragton Linard. Sempre que o reencontro eu recordo a velha história que ouvia de meu pai, remontando os primeiros passos de Antonio Linard, quando no início dos anos 30 estabeleceu a sua empresa que se tornou tão famosa por este Brasil. Ainda muito jovem, estudante de engenharia, fui conhecer seu Antonio, sua empresa, bem como aquela linda peça de museu, o seu primeiro e pequeno torno mecânico, a primeira máquina de todos os empreendimentos que já passaram por títulos de oficina de máquinas, fábrica, construções técnicas, fundição, projetos e engenharia. O que, como caririenses, nos enche de orgulho, Maragton, é reconhecer em toda a trajetória da Linard que você dirige ainda hoje na sucessão de seu pai, aquilo que tem sido, de forma concreta a missão empresarial de uma vocação industrial a quem cabe, e como poucos, desenvolver e fabricar produtos e serviços do setor metalmecânico com inovação e qualidade técnica. Seguramente, esta é uma concepção avançada que se assenta em postulados que sustentam uma visão objetiva de quem, como você deseja, e enfim já é de muito, reconhecida pelo setor como empresa de excelência no mercado nacional, e que visa atingir o exterior. Certamente, Maragton, e disto você sabe muito bem que foi a sua fé inabalável no futuro do Cariri aquilo que mais o animou para que com ética, competência e inovação a Linard ganhasse este reconhecimento e consagração, pois nada foi por acaso. Não posso deixar de mencionar aquilo que a Linard encara dentre as suas responsabilidades nos planos social e ambiental, pois é possível enxergar que da rigidez de seus padrões de excelência técnica migra um forte exemplo de compromisso com a preservação do meio ambiente e a colaboração exemplar pela filantropia, há mais de 30 anos, em solidário apoio à Associação Pestalozzi de Missão Velha. Também nos meus últimos trinta anos de técnico, Maragton, em andanças por todo o interior do país, aprendi a admirar, a reconhecer e a indicar as soluções técnicas da Linard, com suas linhas de equipamentos para doces (Afinal, quem não lembra as maravilhas da Doucerie Linard?) Mas que também contempla o necessário para plantas de aguardente, de álcool, de açúcar  mascavo ou cristal, de rapadura, de óleos essenciais, de farinha de mandioca, de biodiesel, sem que esqueçamos toda a linha da fundição, estruturas metálicas de grande e médio porte, motores a vapor e das famosíssimas caldeiras geradoras de vapor. Por isso tudo, não só apenas você, Maragton, mas também toda a sua família, solidários nesta missão única pelo desenvolvimento do Cariri, são eternamente credores de nossas reverências e homenagens que vão continuar varando os anos e os séculos.

CINE CAFÉ NO CCBNB
No próximo sábado, às 17:30, o Cine Café do CCBNB estará exibindo o filme Procura-se Amy. Procura-se Amy (Chasing Amy) é um filme de comédia romântica americano lançado em 1997 dirigido por Kevin Smith. Elenco: Ben Affleck (Holden McNeil), Joey Lauren Adams (Alyssa Jones), Jason Lee (Banky Edwards), Dwight Ewell (Hooper), Jason Mewes (Jay), Kevin Smith (Silent Bob), Ethan Suplee (Fã), Scott Mosier (Colecionador), Casey Affleck (Pequeno garoto), Carmen Lee (Kim), Rebecca Waxman (Dalia), Matt Damon (Shawn Oran). Premiações: Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, categoria de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Joey Lauren Adams). Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, categoria de Melhor Revelação Feminina (Joey Lauren Adams). Texto publicado originalmente no link: http://sessao-privada.blogspot.com.br/2014/07/procura-se-... Comédia romântica com Ben Affleck? Isso é o suficiente para assustar alguns espectadores mais "exigentes", a sinopse não demonstra grandes pretensões em relação ao filme. Infeliz é quem deixar essa película passar levando em conta apenas a sinopse. Essa despretensão enriquece ainda mais o filme do diretor Kevin Smith, que três anos antes teria se consagrado com a comédia Clerks (O Balconista) que deu origem ao View Askewniverse, o universo que ambienta alguns filmes e personagens do diretor. Mesmo universo que Procura-se por Amy é ambientado. Um filme despretensioso quando bem efetuado costuma ser uma ótima experiência , em Procura-se por Amy cada segundo de filme consegue te deixar ainda mais interessado na trama, que desenvolve de maneira grandiosa e se torna mais conflitante com o desenvolver da história e dos sentimentos dos personagens. Um dos maiores méritos de Procura-se por Amy, é a eficiência em fazer o espectador entrever erroneamente o possível conflito do filme: Alyssa ser lésbica. Isso tudo graças a recursos competentes no roteiro. Posteriormente, com eficiência o verdadeiro conflito do filme é entregue ao espectador no segundo ato do filme: o passado da Alyssa e como isso afeta Holden. O filme ganha densidade nesse momento, e consegue gerar boas reflexões sobre relacionamentos e amizade. Isso deixa o filme com uma delicadeza singular, é surpreendente como você acaba se envolvendo com a história e os protagonistas. E sem dúvida alguma, é um dos filmes que melhor trata o tema de passado em um relacionamento. A competência do filme não fica só na história, os quesitos técnicos são ótimos. Ele é um filme totalmente temporal, não existe dificuldade alguma de definir ele como anos 90. Fotografia aposta em planos fixos com cortes que são característicos do diretor. Apesar de uma fotografia simples, em certos momentos isso é compensado com transições lindíssimas, um exemplo é o diálogo que Banky e Alyssa contam histórias sobre sexo oral, com transições frequentes entre os dois contando as histórias e flashbacks em preto e branco dos acontecimentos. O filme também conta com boas atuações, e até mesmo a voz forte (enjoativa) da Joey Lauren Adams se torna um ponto marcante do filme. Ben Affleck consegue expressar bem toda a fase de crescimento de Holden e Jason Lee consegue criar um Banky totalmente carismático que rende momentos divertidíssimos para o filme, e enriquece a trama com sua amizade com Holden. O trio consegue conquistar facilmente quem assiste o filme, pelo menos, eles me conquistaram. Procura-se por Amy é um ótimo filme, ele consegue mesclar comédia inserindo o drama e romance de forma orgânica e leve. Mesmo despretensioso proporciona belas reflexões para o espectador e consegue prender do inicio ao fim, nos presenteando com o belo desfecho do filme. É divertido, engraçado, emocionante, conta uma história bonita de amor e de amizade... Garanto que se você assistir, você não vai precisar de uma pintura de pássaros para se lembrar desse filme! Recomendo!

CINE ELDORADO


No próximo dia 8, o Cine Eldorado estará exibindo, dentro do Projeto Beatles, "Across the Universe". Segundo Wikipaedia, “Across the Universe (Através do universo) é uma produção americana de 2007 dirigida por Julie Taymor, de Frida. O filme retrata os anos 1960, com suas lutas, guerras e paixões, ambientando toda uma época através da obra dos Beatles. O elenco tem jovens talentos que interpretam e cantam, como o do inglês Jim Sturgess, a americana Evan Rachel Wood e o também inglês Joe Anderson. O filme também conta com algumas participações especiais de Bono do U2, Joe Cocker e Salma Hayek. Elenco: Evan Rachel Wood (Lucy Carrigan), Jim Sturgess (Jude Feeny), Joe Anderson (Maxwell "Max" Carrigan), Dana Fuchs (Sadie), Martin Luther McCoy (Jojo), T. V. Carpio (Prudence), Bono (Dr. Robert), Eddie Izzard (Mr. Kite), Salma Hayek (Enfermeira), Joe Cocker  (Cafetão/Mendigo/Hippie), Robert Clohessy (Wes Huber), Linda Emond (Mrs. Carrigan), Logan Marshall-Green (Paco), Harry J. Lennix (Sargento), James Urbaniak (Agente de Sadie), Spencer Liff (Daniel). Sinopse: O filme começa em Liverpool, de onde o inglês Jude (Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Lá ele conhece Max (Joe Anderson), um estudante rebelde. Torna-se seu amigo e se apaixona pela irmã de Max, Lucy (Evan Rachel Wood). Esta por sua vez, acaba envolvendo com emergentes movimentos de contra-cultura, da psicodelia aos protestos contra a Guerra do Vietnã. Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque. Trilha sonora: A trilha sonora do filme é quase totalmente formada por clássicos musicais já interpretados pela banda inglesa The Beatles:  Girl - interpretada por Jim Sturgess; Helter Skelter - interpretada por Dana Fuchs; Hold Me Tight - interpretada por Jim Sturgess, Evan Rachel Wood, Lisa Hogg; All My Loving - interpretada por Jim Sturgess; I Want To Hold Your Hand - interpretada por TV Carpio; With A Little Help From My Friends - interpretada por Joe Anderson, Jim Sturgess & Dorm Buddies; It Won't Be Long - interpretada por Evan Rachel Wood; I've Just Seen A Face - interpretada por Jim Sturgess; Let It Be - interpretada por Carol Woods, Timothy T. Mitchum; Come Together - interpretada por Joe Cocker e Martin Luther; Why Don't We Do It in the Road? - interpretada por Dana Fuchs; If I Fell - interpretada por Evan Rachel Wood; I Want You (She's So Heavy) - interpretada por Joe Anderson; Dear Prudence - interpretada por Dana Fuchs, Jim Sturgess, Joe Anderson, Evan Rachel Wood e TV Carpio; Flying - interpretada por The Secret Machines; Blue Jay Way - interpretada por The Secret Machines; I Am The Walrus - interpretada por Bono; Being for the Benefit of Mr. Kite! - interpretada por Eddie Izzard; Because - interpretada por Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, TV Carpio  e Martin Luther; Something - interpretada por Jim Sturgess; Oh! Darling - interpretada por Dana Fuchs e Martin Luther; Strawberry Fields Forever - interpretada por Jim Sturgess e Joe Anderson; Revolution - interpretada por Jim Sturgess; While My Guitar Gently Weeps - interpretada por Martin Luther e Jim Sturgess; Across The Universe - interpretada por Jim Sturgess; Happiness Is a Warm Gun - interpretada por Joe Anderson; A Day in the Life – Instrumental; Blackbird - interpretada por Evan Rachel Wood; Hey Jude - interpretada por Joe Anderson; Don't Let Me Down - interpretada por Dana Fuchs e Martin Luther; All You Need Is Love - interpretada por Jim  Sturgess, Dana Fuchs, TV Carpio e Joe Anderson; Lucy In The Sky With Diamonds - interpretada por Bono; And I Love Her - (Cena Excluída. Nos EUA a trilha sonora do filme foi lançada em três versões, a primeira com 16 canções, uma segunda com 29 canções, e a última, com 31 (as duas músicas incluídas são "I Want You (She's So Heavy)" and "Why Don't We Do It In The Road?"), foi disponibilizada apenas em lojas específicas ou para download no iTunes. Curiosidades: Salma Hayek que já trabalhou com a diretora Julie Taymor em Frida (2002), pediu para participar do filme, mesmo que fosse em um papel pequeno. Os nomes de todos os personagens - assim como o título do filme - foram retirados de canções dos Beatles. Jojo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin. 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção. A cena em que Evan Rachel Wood canta "If I Fell" foi gravada logo em sua 1ª tentativa. Versões preliminares do roteiro previam a presença de um carcereiro chamado Sgt. Pepper, que seria seguido pela Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band. O personagem foi descartado na versão final do roteiro. Durante a canção "With a Little Help From My Friends" pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz. Em determinado momento, em Nova Iorque, aparece os prédios do World Trade Center. Acontece que o prédio foi construído numa época posterior do desenrolar da trama, durante a década de 70, e foi derrubado 6 anos antes do estrear do filme.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
061: (04.08.2014) Boa Tarde para Você, professor José Marcondes Macedo Landim
Em 1977 eu era um estudante na Universidade de São Paulo e durante a Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na PUC de São Paulo, ouvi do professor Darcy Ribeiro, de saudosíssima lembrança, a expressão contundente de que a crise da educação brasileira não era uma crise, mas sim, um projeto. Darcy achava, professor Marcondes, que este projeto tinha sua gestação no âmago da ditadura militar, como forma de cercear as iniciativas da classe docente, sempre vistas como de alto grau de politização e com uma enorme influência sobre a nação. Trágico é referir que ainda hoje, se bem vivemos o retorno de uma plenitude democrática, que as cores partidárias de direita e esquerda, dos governos que se sucedem, desde então, insistem em contribuir para este projeto de sucateamento da educação que tem uma influência dramática sobre a alienação do povo em torno de políticas públicas. Nesta atualidade, professor Marcondes, e cá, ao nosso minúsculo contexto, recai sobre sua pessoa múltiplas responsabilidades no sentido de encaminhar inovações, atitudes e soluções sobre estes graves problemas crônicos. Vossa senhoria dirige atualmente o Conselho Municipal de Educação, órgão governamental que nesta esfera é parte substancial do nosso Sistema Municipal de Educação, ao lado da própria Secretaria de Educação, do Conselho Municipal de Alimentação Escolar e das Instituições de Ensino, dos âmbitos municipal e privado. Quero com isto referir que sua expressiva carreira de educador, professor Marcondes, que hoje desemboca na gestão vitoriosa da Faculdade de Juazeiro do Norte, é parte superlativa desta expectativa que depositamos sobre os novos ares da educação em nossa cidade. A grande mutação que a nação brasileira exibiu, saindo do campo e migrando para as maiores cidades, nos últimos 50 anos, demonstrou de forma inequívoca, o quanto este inchaço, se por um lado promoveu de fato a educação pública, de outro experimentou o abuso da falta de recursos para provê-la em qualidade. Felizmente, professor Marcondes, encontro no seu posicionamento, e não apenas na sua ideologia, gestos concretos e coerentes com esta maturidade de que, se há uma grande opção a descoberto, esta reside na oportunidade de programas imediatos pela formação de quadros educacionais, como atitude sensata para superar estas adversidades da educação. Seja no Conselho Municipal de Educação que preside, seja na Faculdade de Juazeiro do Norte que dirige, a nossa ansiedade se direciona para compreendê-lo e ajudá-lo na elaboração e na execução de programas que de fato contribuam para que o Estado brasileiro deixe esta crônica indigência na sua educação básica, rompendo definitivamente com o pacto medíocre que o autoritarismo fez com as elites capitalistas deste pais. Isto, professor Marcondes Landim, é um pouco da esperança que reside em cada um de nós, que acreditamos que a única via de fato, promotora do bem estar que tanto desejamos, só começa diante da melhor sala de aula que pudermos preparar para o nosso alunado. Educação é um bem precioso, e como tal, algo que só cumpre o seu destino se tiver qualidade. Quem sabe, somente assim, será possível superar o paradoxo que há entre a economia que somos, e a marca angustiante do nosso desenvolvimento humano. 

CASA CARIRI & GISELE MENEZES
No dia 31 de dezembro de 2012 Gizele recebeu o prêmio mundial de “O arquiteto mais talentoso de 2012” promovido pela Architecture Fantasy dos Estados Unidos, por meio de voto popular. Grandes arquitetos e escritórios de todo o mundo, como Espanha, Itália, México, Ucrânia, Inglaterra, estiveram concorrendo e o Brasil. Nesse contexto, nossa Gizele, representando o nosso querido Juazeiro do Norte, venceu, não com um grande escritório, mas com uma arquiteta independente que acredita em uma nova arquitetura fora dos padrões ainda indiretamente impostos pelo “less is more”. Para ela, conseguir o 1° Lugar no “The talented architect of the year 2012” significou não somente o reconhecimento de um trabalho duro e contínuo, mas principalmente é o resultado de se fazer as coisas com paixão. Por uma arquitetura criativa, por uma arquitetura inovadora, por uma arquitetura 
humana…”


CASA CARIRI & GISELE MENEZES
Já está circulando o quarto número de Casa Cariri, da Editora 309 (Isabella Geromel e Renato Fernandes). Aliás, a revista dá destaque para o projeto "Complexo LIFE" que deu a Gizele Menezes o prêmio mundial de Arquiteto Talento de 2012 pelo ArchitectureFantasy.com., como falamos acima. 






LUIZ GONZAGA E O JUAZEIRO
No dia 2, passado, lembramos os vinte e cinco anos da morte de Luiz Gonzaga do Nascimento, o velho Lua. E eu me lembrei de alguma coisa que me fez encontrar por diversas vezes com esta figura querida, animada, sempre brincalhão. Por exemplo, eu residi por uns anos na Rua Santa Luzia, e por diversas vezes vi Luiz Gonzaga chegar em frente à nossa casa, exatamente porque ela era em frente à agência local da Varig. E o seu Luiz vinha para adquirir passagens que o devolveria para o sul do pais, para Rio de Janeiro ou São Paulo. Aproveito para por aqui algumas imagens dos seus últimos trânsitos nesta cidade que ele sempre decantou e por ela desejou retornar depois de falecido. Na primeira foto, Luiz Gonzaga e seu sobrinho Joquinha Gonzaga, estão descendo de uma aeronave da Varig no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Esta foi a sua última viagem a Exu, já com dificuldade de andar, em 12 de maio de 1989, uns oitenta dias antes de falecer, e a penúltima na qual passaria pelo nosso aeroporto. Nas duas outras, a pequena aeronave do governo do Estado de Pernambuco traz o seu corpo e está taxiando na pista. Logo em seguida, o poeta Pedro Bandeira faz uma última saudação ao rei do baião. 

CORDEL, INFORMAÇÃO E MEMÓRIA
Como parte de sua programação, o Centro Cultural do BNB estará, em quatro quartas feiras, tratando do tema cordel, informação e memória. Os encontros serão, portanto, nos dias 6, 13, 20 e 27 de agosto, sempre às 14 horas. A entrada é gratuita. Agende-se.

domingo, 3 de agosto de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
060: (01.08.2014) Boa Tarde para Você, Célia Maria e Silva Morais
Recorro a você, Célia Morais, com esta saudação no início de tarde, como solidário ao seu sentimento de uma vivente desta amada cidade que pensa e sofre pelos descaminhos das relações de seu povo com as suas instituições e no uso-fruto de seus precários equipamentos urbanos. Juazeiro do Norte, a caminho dos seus 300 mil habitantes é uma cidade que não difere muito desta imagem que se diz globalizada, típica de grandes centros, tanto assim que nos parece cada dia mais inchada do que crescida e desenvolvida. Aqui também podemos firmar que esta urbanização, aquilo que mudou substancialmente a cena de nossa juventude, teve inicio nos últimos anos da década de 50. Veio a eletrificação e as atividades industriais foram se expandindo, pari passu ao fenômeno religioso. Mas, seguramente, Célia, o que você e eu vimos foi que esta urbanização e esse tal crescimento econômico se fizeram sem um devido planejamento que impôs consequências de ordem social de grande complexidade. Ainda hoje nós nos ressentimos de que a infraestrutura da cidade tem um fosso tão grande com as suas demandas que isto só tem motivado o agravamento dos problemas onde se destacam as questões da moradia, desemprego, desigualdade social, saúde, educação, violência e exclusão social. Por sermos profissionais da educação, Célia, uma simples e breve circulada pela cidade logo nos confirma o atraso que não se superou porque somos tímidos em reformar uma educação de baixa qualidade como marco gerador de tantos transtornos. Nesse sentido, e porque temos tanta crença nesta missão educacional, é triste ver que uma parte da população de Juazeiro do Norte ainda não tem acesso à qualificação profissional que o mercado cobra, tão competitivo que é, condenando uma parcela a viver na informalidade de atividades menores e de reduzidas expectativas de horizonte social e renda. Dentro de mais alguns dias, Célia Morais, você e eu estaremos assediados por uma infinidade de opções inúteis de homens públicos, que chegam com toda a voracidade pelos nossos votos, em mais uma daquelas temporadas de proselitismo político. Deles, vamos continuar querendo que sejam sinceros e comprometidos com o acesso à moradia para mitigar o sufoco crescente do favelamento, até institucionalizado quando se entregam conjuntos habitacionais sem as devidas condições de infraestrutura, e acabam fazendo das ruas da cidade o seu espaço de moradia. Deles, Célia, precisamos cobrar com toda a veemência melhores serviços públicos de saúde, gestos concretos para conter a violência de assassinatos, assaltos, sequestros, e agressões, pois já somos um povo que tem medo até em votar, quanto mais o de suportar toda esta pressão social. Precisamos, isto sim, romper com esta enorme desigualdade social que nos martiriza e nos transforma numa sociedade onde uns poucos são muito ricos e a grande maioria é miserável, sem falar no pior, onde uns são incompetentes e outros são capazes de tudo. Felizmente, você, Célia Morais, é das pessoas que tem a consciência e o esclarecimento necessário para formar uma opinião sensata, ética e moralmente correta, suficientemente cidadã para indicar a cada um dos que lhe ouvem: Não venda seu voto! Você vale muito mais!

ROSÁRIO
A poetisa e cordelista Maria do Rosário Lustosa da Cruz, presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense, acaba de receber um belo presente, com esta xilogravura do mestre Maércio Lopes. Rosário sempre muito ativa nas lides culturais do Cariri, tem sido uma pessoa de grande produção cultural através do cordel. Recentemente realizou um belíssimo trabalho de saudação ao Crato, na celebração dos seus 250 anos. 



ADEUS A ZÉ MENEZES
Faleceu ontem no Rio de Janeiro o grande músico brasileiro, nascido aqui no Cariri, José Menezes de França, o popular Zé Menezes. Para um conhecimento melhor sobre este grande mestre, transcrevemos o texto que está em Wikipaedia

José Menezes de França, por pseudônimo, Zé Menezes (*Jardim, CE, 06.09.1921; + Rio de Janeiro,RJ,  01.08.2014) era multiinstrumentista e compositor. 
DE JUAZEIRO PARA O MUNDO
Zé Menezes começou sua carreira de instrumentista de forma precoce: aos oito anos de idade, já tocava cavaquinho profissionalmente no cinema de Juazeiro do Norte. Nesta época, compôs sua primeira música ("Meus Oito Anos") a qual teve o privilégio de apresentar perante o Padre Cícero. Aos onze anos, já era músico da Banda Municipal de Juazeiro. Em companhia do primo Luís Roseo, Zé Menezes foi então residir em Fortaleza, onde passou um ano como locutor de um serviço de alto-falantes. Retornou posteriormente a Juazeiro, onde retomou sua carreira de músico em festas e cinemas. Em 1938, Roseo passou pela cidade como líder de uma banda de jazz. Zé Menezes decidiu-se a acompanhá-lo de volta à Fortaleza, onde, durante algum tempo, dedicou-se a aprender o ofício de alfaiate. Todavia, por volta de 1940 foi contratado como segundo violonista pela Ceará Rádio Clube e acabou por formar seu próprio grupo musical (um "regional"), com o qual se apresentou na emissora durante quatro anos. Passando por Fortaleza em 1943, para a inauguração do serviço de ondas curtas da Ceará Rádio Clube, o radialista César Ladeira conheceu o jovem músico e ofereceu-lhe um contrato com a Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Naquela cidade, angariou prestígio como solista e em 1945 formou o "Conjunto Milionários do Ritmo". Em 1947, Zé Menezes foi contratado pela Rádio Nacional, emissora onde permaneceria por cerca de 25 anos, apresentando-se inicialmente ao lado de Garoto no programa "Nada além de dois minutos". Em 1948 teve a primeira música gravada, o samba "Nova Ilusão" (escrito em parceria com Luiz Bittencourt) pelo grupo “Os Cariocas”. A música fez tanto sucesso que acabou por converter-se numa espécie de prefixo do conjunto. Nos anos seguintes, seria regravada por Francisco Sergi e orquestra (1950) e Dick Farney e quinteto (1953).
DO "QUARTETO CONTINENTAL" AO "SEXTETO RADAMÉS"
Foi na Rádio Nacional que Zé Menezes conheceu o maestro Radamés Gnatali, o qual, em 1949, convidou-o para integrar o "Quarteto Continental" tocando guitarra. O Quarteto era composto ainda pelo próprio Radamés aopiano, Luciano Perrone (bateria)) e Pedro Vidal Ramos (contrabaixo)). Além das apresentações na Rádio Nacional, com os arranjos requintados e inovadores criados pelo maestro, o grupo acompanhou em estúdio gravações feitas por artistas conceituados da época, tais como "Os Cariocas", Edu da Gaita e Aracy de Almeida. Em 1951, o Quarteto tornou-se um Quinteto, com a entrada de Chiquinho do Acordeon, e em 1959, com a entrada de Aída Gnattali, irmã de Radamés, tocando um segundo piano, o grupo tornou-se o "Sexteto Radamés Gnattali". O Sexteto excursionou pela Europa no ano seguinte, tendo apresentado-se em Paris, Londres, Oxford, Roma, Lisboa e Porto. Zé Menezes, o "Transviado" Com o declínio das emissoras de rádio frente ao avanço da televisão na década ded 1960, Zé Menezes mudou de atividade e tornou-se maestro na RCA Victor e arranjador de um time de estrelas da MPB que incluía Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Gilberto Milfont, Miúcha e Tom Jobim, entre outros. Foi também a partir de 1960 que Zé Menezes criou o grupo "Os Velhinhos Transviados", composto por músicos experientes e que se dedicou a criar paródias de músicas antigas e modernas. Segundo Menezes, "Era uma sátira àquelas coisas todas que a gente via, aqui e no exterior. A gente tocava música antiga de forma moderna, e música moderna de forma antiga, sempre brincando muito".1 "Os "Velhinhos" gravaram seu primeiro disco (homônimo) em 1962, seguido por "Os Velhinhos Transviados - Sensacionais" no mesmo ano e "Os Velhinhos Transviados - Fabulosos" em 1963. Ao todo, foram treze LPs lançados até 1971 (outras fontes citam 15 LPs). 
ZÉ MENEZES, GLOBAL
Na década de 1970, Zé Menezes passou a trabalhar na Rede Globo de Televisão como primeiro guitarrista. Depois, ocupou os cargos de maestro, arranjador e diretor musical. Foi na emissora que ele se "aposentou" em 1992, não sem antes compor trilhas e vinhetas para programas tais como “Chico City”, “Viva o Gordo” e “Os Trapalhões”, do qual é o autor do famoso tema de abertura, ainda presente no imaginário popular brasileiro.
DISCOGRAFIA (INCOMPLETA)
Comigo é assim/Seresteiro, 1945;  Não interessa não/Vitorioso, 1951; Encabulado/De papo pro á, 1951; Copacabana/Um domingo no Jardim de Alah, 1951; Guriatan de coqueiro/A viola do Zé,  1951; Meu cavalo Alumínio/Baião do Ceará, 1952; Vai ou não vai?/Mentira de amor, 1953; Um, dois, três/Borocochô, 1954; Se você não tem amor/Currupião, 1954; A voz do violão, 1954; Os Velhinhos Transviados, 1962; Os Velhinhos Transviados - Sensacionais, 1962; Os Velhinhos Transviados - Fabulosos, 1963; Os Velhinhos Transviados - Espetaculares, 1963; Os Velhinhos Transviados - Bárbaros!, 1964; Os Velhinhos Transviados - Embalados, 1965; Os Velhinhos Transviados - Em Órbita, 1965; Os Velhinhos Transviados - Tropicalíssimos, 1968; Os Velhinhos Transviados - Pra Frente, 1969; Os Velhinhos Transviados na curtisom, 1971; Os Velhinhos Transviados - Transando Os Sucessos, 1973; Welcome To Sambaland, 1973; Chorinho in Concert, 1995; Relendo Garoto, 1998; Gafieira carioca, 2007.
 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Menezes_de_Fran%C3%A7a) 

CORDEL NO ICVC
Na última quarta feira, dia 30, sob a presidência de Maria do Rosário Lustosa da Cruz, esteve reunido o Instituto Cultural do Vale Caririense, oportunidade em que foram tomadas algumas providências para a eleição do novo quadro dirigente para o triênio 2014-2017. Na ocasião, os cordelistas Rosário Cruz, Ernane Tavares Monteiro e Pedro Bandeira fizeram distribuição de suas últimas produções. 

CORDEL: CRATO, 250 ANOS
Desejo agradecer a Secretaria de Cultura de Crato, pela gentileza de sua titular, Dane de Jade, a remessa de um conjunto de 16 folhetos de cordel que foram editados em parceria com a Fundação do Folclore Eloi Teles, a Academia dos Cordelistas do Crato, para celebrar os 250 anos da fundação do Crato. Os autores de referidos folhetos são Eloi Teles de Morais (8 reedições), Anilda Figueiredo, Chico Nascimento, Francisca Maria (Mana), Wiliam Brito, Luciano Carneiro, Sebastiana Job (Bastinha) e Josenir Lacerda (cada um com um título) além de uma volume com diversas colaborações dos poetas da Academia do Crato. Muito agradecido pelo presente. Vou lê-los com muito gosto. 

SÓ LEMBRANDO...



quarta-feira, 30 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
059: (30.07.2014) Boa Tarde para Você, Antônio Chessman Alencar Ribeiro
Temos em comum, professor Chessman, o sentimento que se abeira a um misto de indignação, revolta e muita tristeza, para expressar com alguma fidelidade o acontecido recente, ou remoto, com o acervo da Fundação Memorial Padre Cícero. Estive na mesma cadeira que você ocupa hoje e bem sei o quanto isto é angustiante, e pude senti-lo quando em uma das suas entrevistas você se referia a esta sensação, como se alguém tivesse nos roubado a própria alma. Portanto, a você, expresso a minha solidariedade nestas horas em que, sobre si recaem tantas cobranças e se põe tanta desconfiança sobre o zelo que não teria sido exemplar para proteger tão expressivo patrimônio. Em minha curta passagem por aí, professor Chessman, também me encontrei em situação muita aflitiva, quando entre novembro de 2009 e junho de 2010, a estrutura do museu necessitava, como ainda hoje, de uma reforma, especialmente na sua cobertura. Um intenso aguaceiro de chuva da temporada vazou para dentro do salão principal, atingiu o documento precioso do processo de execução do testamento do Padre Cícero e causou o definitivo estrago, afetando umas 50 páginas manuscritas de um dos três volumes. Como sofri com tudo aquilo, onde se destacava, principalmente, a extrema má vontade de uma fulana imprestável que ocupava a secretaria de infraestrutura no desgoverno municipal. Para mim, era como se me ferisse também na alma, porque eu já estava lá, antes mesmo que o museu abrisse suas portas ao grande público de todas as romarias ao Juazeiro. Naquela época, Pe. Murilo de Sá Barreto, Assunção Gonçalves, Daniel Walker e eu, mas outros também, recebemos a incumbência de ir, onde necessário fosse, para reunir as lembranças do Patriarca, obtendo-as de famílias e de colecionadores. Foi o que fizemos, em tempo recorde, com o grande reforço e prestígio de Mons. Azarias Sobreira, de dona Edith Figueiredo, de dona Stela Pita, e de outros juazeirenses notáveis. Assim, nasceu o acervo do Memorial, por doações as mais generosas, com livros, documentos, jornais, fotografias, objetos diversos, muitos dos quais oriundos da própria casa do Padre Cícero. Agora somos assaltados, duplamente, pela surpresa e pelo fato em si, quando alguém absolutamente desqualificado, estúpido e ignorante no pensar e no fazer, ousou tocar na nossa própria alma. Desculpe-me, Chessman, se lhe digo que este é um caso de polícia, não um procedimento meramente administrativo. Estou absolutamente convencido que não lhe cabe nenhuma imputação antecipada, face o acontecido. Faço-lhe a sugestão para que nos convoque e nos reúna, os antigos gestores, para que o auxiliemos nesta tarefa um tanto ingrata de correr atrás do prejuízo. Temos o dever cívico de colaborar com a instituição e, infelizmente, apenas algum prazer em estar aí para esclarecer sinais obscuros desta questão. O museu da Fundação Memorial Padre Cícero, nas estatísticas das suas congêneres brasileiras é uma das vitrines mais vistosas deste país e para cá vai continuar atraindo uma visitação que poucas superam em número. Até parece que ninguém consegue enxergar nada de surpreendente nesta constatação e insiste em perpetrar a mesma má vontade que marcou diversas administrações municipais, ignorando o seu grande papel civilizatório. 

NOVOS LIVROS
Registro com prazer novos livros de interesse da Biblioteca Juazeirense. O primeiro deles, nesta menção já com atraso, trata-se da reedição de TEIXEIRA, Francisco Nóbrega. – 2004 – Psicobiografia do Padre Cícero – do amor a si mesmo ao amor pelo próximo. Um estudo psicanalítico aplicado à biografia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 176p. Ele foi reeditado como: TEIXEIRA, Francisco Nóbrega. – 2013 – Padre Cícero, Biografia Psicanalítica. 2ª. Ed. São Paulo, Escrituras Editora, 191p. Baseando seus estudos na teoria clássica freudiana, acrescida dos ensinamentos mais modernos sobre o narcisismo formulados por Heinz Kohut e outros psicanalistas, o autor nos oferece uma Psicobiografia completa do padre Cícero Romão Batista, o consagrado “santo” do povo nordestino. Provavelmente um pioneiro estudo desta magnitude realizado no Brasil, ou seja, uma biografia abrangendo toda uma vida realizada sobre o prisma da Psicologia profunda.
O segundo livro é A Caminho dos Sonhos, do poeta juazeirense Ivan Fernandes Magalhães. Este é o sétimo livro do poeta que nasceu em Retalhos de minha vida (Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno, 1985. 213p). Não bastasse a confirmação que o poeta é consagrado por tantas outras produções, este vem recomendado pela leitura atenciosa e de encantamento por Leandro Fernandes Cardoso, Anchieta Martinez de Mont´Alverne, Francisco Renato Sousa Dantas e Raimundo Araújo. Recomendo antecipadamente e vou ler o meu exemplar com muito carinho, pois assim me remeteu o poeta com atenciosa dedicatória.
O terceiro livro também é de surpresa para quem chega de viagem e encontra o presente em meio à correspondência. É o Por dentro da Cantoria (Fortaleza, BNB, 2013, 386p), do poeta e cordelista Pedro Ernesto Filho, meu quase vizinho de Rua São José. No folhear apressado de suas páginas, vou encontrando um misto da sua poesia bem reconhecida e apreciada, junto ao que chamaria de uma pedagogia de cantoria, pois o poeta se detém vastamente sobre seu histórico e gêneros de cantoria. Uma delícia para quem quer, como eu, aprender em ótima fonte. Meus agradecimentos a Pedro Ernesto por esta sua lembrança e a atenciosa dedicatória.


STÊNIO DINIZ NA ALEMANHA
José Stênio Diniz estará seguindo para a Alemanha, em mais um temporada de trabalho e exposições, no próximo mês de setembro, podendo ali se demorar até 90 dias, conforme o entendimento com a mentora de seu patrocínio.  

POLO INDUSTRIAL DO CAMPO ALEGRE
O Governo Municipal acaba de efetivar o instrumento legal para a doação de terras para a implantação das primeiras 30 empresas que passarão a constituir o Polo Industrial do Campo Alegre. Trata-se da Lei Nº 4359, de 24 de Julho de 2014, (Diário Oficial do Município, 28.07.2014) através da qual “Fica o Chefe do Poder Executivo Municipal autorizado a firmar instrumentos de doações de imóveis Próprios do Município de Juazeiro do Norte, objetos das matrículas abaixo identificadas, destinados a empresas interessadas no Projeto Municipal do Polo Industrial do Campo Alegre, nesta urbe, abaixo descritos e caracterizados:
Indústria de Fabricação de Calçados (18 unidades), Galpão para Guardar Equipamentos da Empresa (Caminhões, Maquinas, Geradores, Automóveis, Palco, e Estrutura de Alumínio) (2 unidades), Comercio por Atacado de Motocicleta e Motonetas (1 unidade), Fábrica de Confecção de Roupas Intimas Femininas (1 unidade), Fábrica de Roupas Femininas de Infantil (1 unidade), Indústria de Fabricação de Bolsas, e Acessórios do Vestuário (1 unidade), Indústria de Fabricação de Cosméticos, Produtos de Perfumaria e de Higiene Pessoal (1 unidade), Indústria de Fabricação de Facas e Manutenção de Maquinas (1 unidade), Indústria de Fabricação de Produtos de Aço e Derivados (1 unidade), Indústria de Fabricação de Produtos de Metálicos (1 unidade), Indústria Fabricação de Bijuterias e Artefatos Semelhantes (1 unidade), Recuperação de Materiais Metálicos, Exceto Alumínio (1 unidade).
I - EMPRESA PEDROZA INDÚSTRIA E COMERCIO DE CALÇADOS LTDA - ME, CNPJ/ MF 05.748.395/0001-29, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
II - EMPRESA L. & L. INDÚSTRIA DE CALÇADOS E COMPONENTES LTDA ME, CNPJ/ MF 17.213.791./0001-30, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
III - EMPRESA RAMAGEM COUROS INDUSTRIA DE ARTEFATOS DE COURO LTDA ME, CNPJ/ MF 07.646.707/0001-19, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE BOLSAS, E ACESSÓRIOS DO VESTURARIO);
IV - EMPRESA ANNY L. CALÇADOS LTDA - ME, CNPJ/MF 18.615.098/0001-57, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS); 
V - EMPRESA LUCY CALÇADOS LTDA - ME, CNPJ/ MF10.217.513/0001-90, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
VI - EMPRESA FREDSON DIAS QUEIROZ - ME, CNPJ/MF 08.680.427/0001-90, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
VII – EMPRESA GLÁUCIA DA SILVA LEITE – ME, CNPJ/MF 13.350.143/0001-75, (FÁBRICA DE ROUPAS FEMININAS E INFANTIL);
VIII - EMPRESA MARCOS RERALD BEZERRA-ME, CNPJ/MF nº 13.674.895/0001-91, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
IX – EMPRESA MARIA JOSÉ TEOTONIO VIEIRA – EPP, CNPJ/ MF 63.304.216/0001-60, (FÁBRICA DE CONFECÇÃO DE ROUPAS INTIMAS FEMININAS);
X – EMPRESA RAIMUNDO BENJAMIM– ME, CNPJ/ MF 01.984.596/0001-74, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XI – EMPRESA ANA LINS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SANDALIAS LTDA - EPP, CNPJ/ MF 12.233.390/0001-29, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XII – EMPRESA FRANCISCO ICARO DE LIMA PEDROSA - ME, CNPJ/ MF 17.764.560/0001-15, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XIII - EMPRESA YURI DO PAREDÃO EMPREENDIMENTOS EIRELE – ME, CNPJ/MF nº 11.999.449/ 0001-21, (GALPAO PARA GUARDAR EQUIPAMENTOS DA EMPRESA (CAMINHOES, MAQUINAS, GERADORES, AUTOMOVEIS, PALCO, E ESTRUTURA DE ALUMINIO);
XIV - EMPRESA M.C. COMPONENTES EMBORRACHADOS LTDA – ME, CNPJ/MF nº 10.600.402/0001-80, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XV - EMPRESA SAMARA RODRIGUES PIRES ME, CNPJ/MF nº 07.243.482/0001-50, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XVI - EMPRESA JOAO BATISTA TORRES ME, CNPJ/MF nº 06.822.449/0001-11, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XVII - EMPRESA AUGUSTO FERREIRA DA SILVA, CNPJ/MF nº 41.298.100/0001-23, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE COSMÉSTICOS, PRODUTOS DE PERFUMARIA E DE HIGIENE PESSOAL);
XVIII - EMPRESA ÚNICA CALÇADOS LTDA - CNPJ/MF 19.578.865/0001-68, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XIX - EMPRESA CASA DO AÇO LTDA ME- CNPJ/ MF 11.564.649/0001-51, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE BIJUTERIAS E ARTEFATOS SEMELHANTES);
XX - EMPRESA RESENDE INDÚSTRIA E COMERCIO DE CALÇADOS LTDA - CNPJ/ MF 03.760.159/0001-00, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS); 
XXI - EMPRESA SMILLE MONTEIRO GOMES – ME CNPJ/ MF 13.904.993/0001-78, (RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS METALICOS, EXCETO ALUMINIO);
XXII - EMPRESA JOSE MAURICIO FERREIRA DO NASCIMENTO – ME CNPJ/ MF 02.991.989/0001-78, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE METALICOS);
XXIII - EMPRESA CICERA MENDES DIAS AZEVEDO – ME CNPJ/ MF 13.317.065/0001-07, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XXIV - EMPRESA MAQFIO INDÚSTRIA E COMERCIO DE MAQUINAS E NAVALHAS LTDA ME - CNPJ/ MF 10.627.824/ 0001- 40, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE AÇO E DERIVADOS);
XXV - EMPRESA PATAMAR MAQUINA E NAVALHAS LTDA ME - CNPJ/ MF 10.518.312/0001- 45, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE FACAS E MANUTENÇÃO DE MAQUINAS);
XXVI - EMPRESA AURINO F. DE OLIVEIRA SERVICOS E LOCACOES - ME - CNPJ/ MF 41.575.473/0001-02, (GALPAO PARA GUARDAR EQUIPAMENTOS DA EMPRESA (CAMINHOES, MAQUINAS, GERADORES, AUTOMOVEIS, PALCO, E ESTRUTURA DE ALUMINIO);
XXVII - EMPRESA MASSAYO INDÚSTRIA E COMERCIO DE CALÇADOS LTDA ME - CNPJ/ MF 14.565.443/0001- 34, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XXVIII - EMPRESA HAIKOU MOTOS LTDA ME - CNPJ/MF 17.992.867/0001- 73, (COMERCIO POR ATACADO DE MOTOCICLETA E MOTONETAS);
XXIX - EMPRESA CALÇADOS VIA FASHION LTDA – EPP CNPJ/ MF 04.503.776/0001-85, (
INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XXX - EMPRESA ATELIE CALÇADOS VIA FASHION – ME CNPJ/ MF 07.175.032/0001-77, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS). 
As condições de doação dos respectivos terrenos para a implantação destas unidades fabris foram as seguintes:
§ 1º - Fica, por esta Lei, autorizada a desafetação pública das áreas referenciadas nos incisos I a VI do art. 1º desta Lei (Quadras F5 e C2), nos moldes da Lei nº 6766/79 (Lei do Parcelamento do Solo
Urbano) e no Plano Diretor do Município de Juazeiro do Norte. 
§ 2º - A área de 12.200,00m2 (doze mil metros quadrados) do sistema viário das Ruas Educadora Antônia Vieira, Guilherme José Bezerra e Antônio Sátiro, será incorporada ao projeto Polo industrial no Campo Alegre.
§ 3º - As donatárias poderão usar e dispor da propriedade plena dos imóveis doados, e caso necessite, oferecê-los em garantia de financiamento, desde que para os fins destinados nesta Lei.
Art. 2º – As empresa donatárias do projeto Polo Industrial do Campo Alegre ficam obrigadas a construir no imóvel no prazo de 2 (dois) anos, e por em funcionamento suas atividades pelo prazo
mínimo de 10 (dez) anos no Município, sob pena de reversão.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
058: (28.07.2014) Boa Tarde para Você, Excelência Reverendíssima Cardeal Dom Cláudio Hummes
Ontem, no aeroporto da cidade, ao cumprimentá-lo, desejei boas vindas e ótima estada entre nós. Na nossa breve conversa, D. Cláudio, percebi que era muito discreta a sua permanência no Cariri. E de fato, mesmo na página da Diocese de Crato, não há uma notícia qualquer sobre esta sua missão. Mas, o senhor me adiantou sobre o retiro do clero da Diocese de Cajazeiras, entre o dia de hoje e o próximo dia 31, no Centro de Expansão. Recorri a fontes de Cajazeiras e por lá soube do regozígio com que seus padres o recebem para o recolhimento anual desta Diocese Centenária. E é a própria Diocese de Cajazeiras que o apresenta como Arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, da Ordem Franciscana dos Frades Menores e um dos participantes do último Conclave que elegeu o Papa Francisco, tendo V. Reverendíssima muito contribuído para a escolha do nome Francisco para o pontificado do Papa Bergoglio. Sem dúvidas, não exatamente por pretensões humanas, mas pela ação do Espírito Santo, na hora do nome de Bergoglio ser escolhido para Papa, V. Reverendíssima, que é seu amigo, sentado ao seu lado, abraçou-o e disse: “não esqueça dos pobres”, e tão espontaneamente saiu da boca de Bergoglio, Francisco, como nome para o seu papado. O restante da história, diz a fonte da Diocese, nós já conhecemos. Quero crer que sua presença no Cariri apenas enseje, de fato, um melhor resultado desta ansiedade do clero paraibano. Contudo, figura tão proeminente da Cúria Romana, como Cardeal da Santa Igreja Romana, Prefeito Emérito da Congregação para o Clero e Presidente do Conselho Internacional de Catequese, é indiscutível a sua audição, opinião e interlocução para as questões mais emergentes da Igreja neste país. Particularmente entre nós, juazeirenses, a pauta insatisfeita de mais de cem anos, com respeito à reabilitação do nosso Padrinho Cícero é do seu conhecimento há muito tempo. Mais de perto, tendo sucedido seu irmão gaúcho e franciscano Dom Frei Aloísio Lorscheider, no importante Arcebispado de Fortaleza, entre 1996 e 1998, V. Reverendíssima conheceu amiúde esta questão, como ela se impõe, em razão da importância que este povo de Deus, sediado nesta verdadeira Nação Sertaneja, Romeira e Missionária, se manifesta com vigor para os destinos de nossa crença religiosa. Ainda mais de perto, podemos lembrar a sua estada anterior entre nós, quando em 2 de fevereiro de 2006, então Arcebispo de São Paulo, encerrou o novenário das Candeias, realizado pela primeira vez, sem a figura notável do Monsenhor Murilo de Sá Barreto, cujo desaparecimento abriu lacuna impreenchível por entre os devotos mais fervorosos do Padre Cícero Romão Batista. Imagino também que, como se diz nos bastidores da Diocese de Crato, a causa do Patriarca de Juazeiro esteja bem encaminhada e conte com a melhor sensibilidade deste papado que também não deve esquecer os pobres destes sertões. Mesmo assim, recorro a V. Reverendíssima para que a causa deste que há muito se consagra como o Santo dos Nordestinos, seja considerada e revista sob as bênçãos de Deus, e fortaleça em tudo aquilo que anima a nossa Igreja. Também, com sua bênção, D. Cláudio Hummes.

CINE CAFÉ NO CCBNB
No próximo dia 02.08, as 17:30 horas o Cine Café do CCBNB estará exibindo o filme Zona de Risco (Gongdong Gyeongbi Guyeok, Coreia do Sul, 2000), película do GêneroAção/Drama/Guerra, com duração de 110 minutos. Do diretor Chan-Wook Park. Elenco - Yeong-ae Lee (Major Sophie E. Jean), Byung-hun Lee (Sargento Lee Soo-hyeok), Kang-ho Song (Sargento Oh Kyeong-pil), Tae-woo Kim (Nam Sung-shik), Ha-kyun Shin (Jeong Woo-jin) e Christoph Hofrichter (Major General Bruno Botta). Sinopse - Na fronteira que separa a Coréia do Norte da do Sul, dois soldados da Coréia do Norte foram mortos, supostamente por um soldado da Coréia do Sul. As 11 balas encontradas no corpo dos soldados levantam dúvidas. A investigação da equipe Suí ça/Sueca da fronteira neutra, suspeita que outra parte desconhecida possa estar envolvida - tudo faz parecer indicar um plano para encobrir algo. A verdade é mais simples do que se pode imaginar e muito mais trágica.

RECONHECIMENTO PÚBLICO
Através da Lei nº 4351, de 18 de julho de 2014 a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Nortereconheceu de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DA FEIRA DO TROCA, fundada em 02 de março de 2011, com sede e foro no Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Ela é uma associação social, educativa e desportiva e de direito privado, sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, sem distinção de nacionalidade, cor, raça, religião e crença, com prazo indeterminado de duração e que se destina à execução das atividades culturais, sociais e desportivas, e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Projeto de autoria do vereador José Nivaldo Cabral de Moura.

NOVAS RUAS
Duas novas ruas foram nomeadas, em homenagens, conforme as leis sancionadas recentmente:
Lei N.º 4355, de 21.07.2014 que denomina de RUA ANTÔNIO FLORÊNCIO DA SILVA, a artéria que se inicia na Rua Antônio Ferreira de Souza e término na Rua Manoel Fialho de Brito, sentido Leste/Oeste, no bairro Brejo Seco, Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria doVereador Danty Bezerra da Silva. Subscrição do Vereador Antônio Vieira Neto;
Lei N.º 4356, de 21.07.2014 que denomina de RUA ELISA MARIA MOTA, a artéria que tem sentido Leste/Oeste, iniciando-se na Rua Antônio Ferreira de Souza e término na Rua Manoel Fialho de Brito, sentido Leste/oeste, entre a Travessa José Antônio Severino e a Rua Antônio Florêncio da Silva, no bairro Brejo Seco, Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoriado Vereador Danty Bezerra da Silva. Subscrição do Vereador Antônio Vieira Neto.

CIDADÃ JUAZEIRENSE
Pela Resolução N.º 713 de 15.07.2014, o Presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e o Prefeito Municipal sancionou o ato que concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense a Senhora Raimunda Gonçalves Oliveira, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Francisco Alberto da Costa. Coautoria: João Alberto Morais Borges e José Adauto Araújo RamosSubscrição: José Nivaldo Cabral de Moura - Antônio Vieira Neto - José Ivan Beijamim de Moura - Rubens Darlan de Morais Lobo - Normando Sóracles Gonçalves Damascena - José Tarso Magno Teixeira da Silva - Cícero Claudionor Lima Mota – Cláudio Sergei Luz e Silva - Firmino Neto Calú - Glêdson Lima Bezerra – Paulo José de Macêdo – Maria Calisto de Brito Pequeno - Auricélia Bezerra e Rita de CássiaMonteiro Gomes.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

 BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
056: (25.07.2014) Boa Tarde para Você, Wilton Bezerra
Quando faleceu Francisco de Assis Silva, o Foguinho, eu fiquei muito angustiado porque alguns amigos já haviam sugerido que não o esquecesse naqueles dias de copa do mundo. Lamentável é que, de fato, não o fiz prontamente e fiquei aguardando um momento para saudá-lo, pensando até mesmo que o melhor resultado estava para vir. Penso que ainda seja oportuno dizer-lhe, meu caro amigo Wilton Bezerra, que este cumprimento que lhe faço hoje se deve à permanência da grande impressão que tive e pela forte emoção que senti por suas palavras na despedida de seu compadre Foguinho. Ao vê-lo assumir esta missão dolorosa, no altar da capela, à hora amarga do pranto e da saudade de seus familiares, eu senti que aquele instante não era exatamente o momento de uma quase formalidade que por vezes pensamos que seja quando muitos se ajuntam para prantear alguém cuja morte é muito sentida e lamentada. E não era, mesmo. Quem quer que tenha prestado atenção, Wilton, ao conteúdo de sua mensagem de conforto à família e aos amigos de Foguinho, terá ouvido como sua sensibilidade havia tocado muito fundo no nosso sentimento para revelar um pouco da alma do amigo morto, para daí considerar um lado pouco lembrado de sua felicidade. Na sua simplicidade, e era com isto que você, Wilton, nos confortava, Foguinho foi precisamente o que você perfilou: um homem simples que soube construir sua felicidade pessoal e a de sua família, ao sabor das coisas mais comuns, o que não lhe sofisticou a vida, o que não o fez um homem fútil e afetado pelas oportunidades que a vida lhe conferiu. Você, e bem assim também outros da radiofonia, desde os tempos de Foguinho, controlista da Iracema, mas especialmente na área do esporte, sabiam por sobejas razões o que fazia diariamente aquele camarada trabalhador, competente, sincero, leal e divertido. Esse era o Foguinho que vocês lembravam, às lágrimas, nas maravilhosas jornadas das copas de que participou, narrando para nós algumas das campanhas vitoriosas do selecionado brasileiro. Também concordo consigo, Wilton, que Foguinho não era um homem frio e insensível à grande frustração desta copa mais recente. Não há como não relacionar sua morte à sua angústia dupla, de ausência do microfone, exatamente quando o certame estava em nossa terra, e bem assim pela decepção dos resultados, fosse por quais motivos alegados. Seguramente, nesta angústia, vimos o querido Foguinho sucumbir, porque seu coração afetuoso não resistira às emoções. Somos, por estes pequenos argumentos, mas também pela forma elegante e humanitária como você, Wilton, chegou junto a esta família, por seus eternos laços de compadrio, gratos pela sua sensibilidade e por suas palavras sobre o amigo, nesta hora derradeira. No nosso imaginário, Foguinho vai continuar fazendo falta. Ainda lamentaremos muito a sua ausência no rádio, um encontro casual nas ruas para ouvir-lhes em deliciosas histórias contadas com bom humor, a repetir muitas delas, sempre com uma nova motivação e grande graça. Enfim, Wilton, esta é a vida que nos cabe, a que tem de incluir no nosso sofrimento a perda de amigos, como este Foguinho, dentre tantos outros que nos deixam saudosos.

CINE ELDORADO
O Cine Eldorado (Rua Pe. Cícero, esq. Floro Bartolomeu) estará apresentando nesta sexta feira, às 20 horas a película Deu a Louca no Mundo (It's a Mad, Mad, Mad, Mad World), EUA, 1963. Esta comédia será projetada em 192 min, e na direção o festejado diretor Stanley Kramer. Elenco: Spencer Tracy (Capt. T. G. Culpepper), Milton Berle (J. Russell Finch), Sid Caesar (Melville Crump), Buddy Hackett (Benjy Benjamin), Ethel Merman (Sra. Marcus), Mickey Rooney (Ding Bell), Dick Shawn (Sylvester Marcus), Phil Silvers (Otto Meyer), Terry-Thomas (J. Algernon Hawthorne), Jonathan Winters (Lennie Pike), Edie Adams (Monica Crump), Dorothy Provine (Emeline Marcus-Finch), Eddie 'Rochester' Anderson (Second Cab Driver), Jim Backus (Tyler Fitzgerald), Ben Blue (Biplane Pilot), Joe E. Brown (Union Official), Alan Carney (Police Sergeant), Chick Chandler (Detective Outside Chinese Laundromat), Barrie Chase (Sylvester's Girlfriend), Lloyd Corrigan (The Mayor), William Demarest (Police Chief Aloysius), Andy Devine (Sheriff of Crockett County), Selma Diamond (Ginger Culpepper (voz), Peter Falk (Third Cab Driver), Norman Fell (Detective at Grogan's Crash Site), Paul Ford (Col. Wilberforce), Stan Freberg (Deputy Sheriff), Louise Glenn (Billie Sue Culpepper (voz), Leo Gorcey (First Cab Driver), Sterling Holloway (Fire Chief), Marvin Kaplan (Irwin), Edward Everett Horton (Sr. Dinckler), Buster Keaton (Jimmy the Crook), Don Knotts (Nervous Motorist), Charles Lane (Airport Manager), Mike Mazurki (Miner), Charles McGraw (Lt. Matthews), Cliff Norton (Reporter), Zasu Pitts (Gertie - Switchboard Operator), Carl Reiner (Tower Controller at Rancho Conejo), Madlyn Rhue (Secretary Schwartz), Roy Roberts (Policeman Outside Irwin & Ray's Garage), Arnold Stang (Ray), Nick Stewart (Migrant Truck Driver), The Three Stooges (Bombeiro), Sammee Tong (Chinese Laundryman), Jesse White (Radio Tower Operator at Rancho Conejo), Jimmy Durante (Smiler Grogan), Joe DeRita (Bombeiro), Larry Fine (Bombeiro), Moe Howard (Bombeiro), Wayne Anderson (Extra (não creditado), Phil Arnold (Garage Mechanic (não creditado), Jack Benny (Man in Car in Desert (não creditado), Paul Birch (Policeman (não creditado), Wally Brown (Policeman (não creditado), John Clarke (Helicoper Pilot (não creditado), 
Stanley Clements (Detective in Squad Room (não creditado), Minta Durfee (Woman in Final Crowd (não creditado), Roy Engel (Patrolman / Police Radio voz Unit F-14 (não creditado), James Flavin (Patrolman (não creditado), Nicholas Georgiade (Detective at Grogan's Crash Site (não creditado), Stacy Harris (Police Radio Unit F-7 (voz) (não creditado), Don C. Harvey (Policeman in Helicopter (não creditado), John Indrisano (Hard Hat in Crowd (não creditado), Allen Jenkins (Cop (não creditado), Robert Karnes (Officer Simmy (não creditado), Tom Kennedy (Traffic Cop (não creditado), Harry Lauter (Police Dispatcher (não creditado), Ben Lessy (George (não creditado), Bobo Lewis (Pilot's Wife (não creditado), Jerry Lewis (Driver Running Over Hat (não creditado), Bob Mazurki (Eddie (não creditado), Ralph Moratz (Spectator (não creditado),  Barbara Pepper (não creditado), Eddie Rosson (Eddie, The Miner's Son (não creditado), Eddie Ryder (Air Traffic Control Tower Staffer (não creditado), Jean Sewell (Woman in Migrant Truck (não creditado), Charles Sherlock (Crowd Member (não creditado), Eddie Smith (não creditado), Paul Sorenson (Hardhat in crowd next to Joe E Brown. (não creditado), Doodles Weaver (Hardware Store Clerk (não creditado), Danele (Extra (não creditado). Sinopse Spencer Tracy comanda um hilariante elenco de grandes estrelas da comédia de Hollywood (Milton Berle, Sid Caesar, Buddy Hackett, Ethel Merman, Mickey Rooney, Dick Shawn, Phil Silver, Terry-Thomas e Jonathan Winters) e filme a aparições muito especiais de vários comediantes famosos, de Bom Knotts e Jerry Lewis aos Três Patetas. Indicado a seus prêmios Oscar, Deu a Louca no Mundo é uma explosiva experiência cinematográfica. Em uma tortuosa estrada deserta, oito motoristas viajando em férias, dividem uma experiência que muda seus planos...e suas vidas! Depois de um misterioso desconhecido, lhes informar a localização de uma fortuna em dinheiro roubado, cada um deles apressa-se para entrar em uma louca e atropelada corrida, para colocar as mãos no fruto do assalto, na mais eletrizante festa do riso da história.

CINE CAFÉ NO CCBNB
O Cine Café exibirá amanhã, dia 26.07, às 19:00, o filme A Excêntrica Família de Antonia (Antonia,1995). Elenco: Willeke van Ammelrooy – Antonia, Els Dottermans – Danielle, Veerle van Overloop – Thérèse, Jan Decleir – Bas, Mil Seghers - Kromme Vinger (Dedo Torto), Dora van der Groen – Allegonde, Thyrza Ravesteijn – Sarah, Esther Vriesendorp - Thérèse (13 anos), Carolien Spoor - Thérèse (6 anos), Leo Hogenboom – padre. Sinopse: O filme A excêntrica família de Antonia da diretora holandesa Marleen Gorris apresenta a vida em uma pequena cidade no interior da Holanda após segunda guerra, onde a volta de Antonia depois de vinte anos é vista de diversas formas: algumas positivas e outras negativas. Em torno da personagem principal percebemos a vida e a morte, as vitórias e as perdas. A obra traz um universo feminino, onde as ações dos homens estão envolta de um poder e mostra eles agindo de forma impulsiva e irracional, como exemplo: o incesto onde o irmão usa a irmã, o filho que volta para receber a herança e impondo medo na família, dessa forma a diretora faz uma critica a sociedade machista e patriarcal e esboça uma defesa ao universo feminino mostrando que as mulheres do filme são independentes no mundo exterior; tocando em assuntos que ainda geram conflitos de ideias no período e algumas até hoje como: a independência feminina, aborto, a capacidade de decisão de ser mãe, sexualidade, homossexualismo, desejo. Ainda reforça a capacidade da mulher de trabalhar em diversas áreas. E referindo sobre as reflexões apresentada no filme sobre a educação mostrando uma menina gênio, levando para o mundo da filosofia nos apresentando questões sobre o tempo, o raciocínio, a vida, a morte e questões existenciais. A Excêntrica Família de Antonia traz também questões sociais como a violência sexual (essa tem maior destaques), as doenças psicológicas, as relações de vizinhança, os boatos na cidade (fofocas) e fazer justiça com as próprias mãos. Um fator relevante a ser considerado é as experiências e de cada personagem, pois Antonia realmente tem uma família excêntrica, família essa criada de forma generosa devida a nem todos os personagens terem laços consanguíneos e todos se aceitam e se cativam, aceitando as diferenças entre eles dando maior importância aos laços afetivos. O filme faz jus ao Oscar recebido 1995 por retratar uma realidade pós-guerra que não é contada nos livros de história convencional. 


ARIANO SUASSUNA NO CÉU
O cordel, com certeza, foi a linguagem por excelência da vida literária de Ariano Vilar Suassuna, há pouco falecido. Em sua homenagem os poetas e cantadores já se manifestam num preito de saudade ao grande mestre. É o caso deste folheto que já deve estar ao alcance do público, feito ao calor da hora, como o cordel sempre cuidou de grandes personagens como este criador de Chicó e João Grilo. Ariano esteve há alguns anos atrás em Juazeiro do Norte e fez magistral aula-espetáculo, tão ao seu gosto. A máquina fotográfica de Célia Morais flagrou um instante quando ao lado de Ariano estavam José Carlos dos Santos e Walmi Paiva. A seguir, reproduzimos o texto que acaba de nos ser enviado, de autoria de Klevisson Viana (Fortaleza) e Bule-Bule (Salvador), com o título de A Chegada de Ariano Suassuna no Céu.
A CHEGADA DE ARIANO SUASSUNA NO CÉU
Autores: Klévisson Viana e Bule-Bule

Nos palcos do firmamento
Jesus concebeu um plano
De montar um espetáculo
Para Deus Pai Soberano
E, ao lembrar de um dramaturgo,
Mandou buscar Ariano.

Jesus mandou-lhe um convite,
Mas Ariano não leu.
Estava noutro idioma,
Ele num canto esqueceu,
Nem sequer observou
Quem foi que lhe escreveu.

Depois de um tempo, mandou
Uma segunda missiva.
A secretária do artista
Logo a dita carta arquiva,
Dizendo: — Viagem longa
A meu mestre não cativa.

Jesus sem ter a resposta
Disse torcendo o bigode:
— Eu vejo que Suassuna
É teimoso igual a um bode.
Não pode, mas ele pensa
Que é soberano e pode!

Jesus, já perdendo a calma,
Apelou pra outro suporte.
Para cumprir a missão,
Autorizou Dona Morte:
— Vá buscar o escritor,
Mas vê se não erra o corte!

A morte veio ao País
Como turista estrangeiro, 
Achando que o Brasil
Era só Rio de Janeiro.
No rastro de Suassuna,
Sobrou pra Ubaldo Ribeiro.

Porém, antes de encontrá-lo,
Sofreu um constrangimento
Passando em Copacabana,
Um malfazejo elemento
Assaltou ela levando
Sua foice e documento.

A morte ficou sem rumo
E murmurou dessa vez:
— Pra não perder a viagem
Vou vender meu picinez
Para comprar outra foice
Na loja de algum chinês.

Por um e noventa e nove
A dita foice comprou.
Passando a mão pelo aço,
Viu que ela enferrujou
E disse: — Vai essa mesma,
Pois comprar outra eu não vou!

A morte saiu bolando,
Sem direção e sem tino,
Perguntando a um e a outro
Pelo escritor nordestino,
Obteve informação,
Gratificando um menino.

Ao encontrar João Ubaldo,
Viu naufragar o seu plano,
Se lembrando da imagem
Disse: — Aqui há um engano.
Perguntou para João
Onde é que estava Ariano.

Nessa hora João Ubaldo,
Quase ficando maluco,
Tomou um susto arretado,
Quando ali tocou um cuco,
Mas, gaguejando, falou:
—Ele mora em Pernambuco!

A morte disse: — Danou-se
Dinheiro não tenho mais
Para viajar tão longe,
Mas Ariano é sagaz.
Escapou mais uma vez,
Vai você mesmo, rapaz!

Quando chegou lá no Céu
Com o escritor baiano,
Cristo lhe deu uma bronca:
— Já foi baldado o meu plano.
Pedi um da Paraíba
E você trouxe um baiano.

João Ubaldo é talentoso,
Porém não escreve tudo.
“Viva o Povo Brasileiro”
É sua obra de estudo,
Mas quero peça de humor,
Que o Céu tá muito sisudo.

Foi consultar os arquivos
Pra ressuscitar João,
Mas achou desnecessário,
Pois já era ocasião
Pra ele vir prestar contas
Ali na Santa Mansão.

Jesus olhou para a Morte 
E disse assim: — Serafina,
Vejo não és mais a mesma.
Tu já foste mais malina,
Tá com pena ou tá com medo,
Responda logo, menina?!

— Jesus, eu vou lhe falar
Que preciso de dinheiro.
Ariano mora bem
No Nordeste brasileiro.
Disse o Cristo: —Tenho pressa,
Passe lá no financeiro!

— Só faço que é pra o Senhor.
Pra outro, juro não ia.
Ele que se conformasse
Com o escritor da Bahia.
Se dependesse de mim,
Ariano não morria.

A morte na internet
Comprou passagem barata.
Quase morria de susto
Naquela viagem ingrata.
De vez em quando dizia:
— Eita que viagem chata!

Uma aeromoça lhe trouxe
Duas barras de cereais.
Diz ela: — Estou de regime.
Por favor, não traga mais,
Porque se vier eu como,
Meu apetite é voraz!

Quando chegou no Recife,
Ficou ela de plantão
Na porta de Ariano
Com sua foice na mão,
Resmungando: — Qualquer hora
Ele cai no alçapão!

A morte colonizada,
Pensando em lhe agradar,
Uma faixa com uma frase
Ela mandou preparar,
Dizendo: “Welcome Ariano”,
Mas ele não quis entrar.

Vendo a tal faixa, Ariano
Ficou muito revoltado.
Começou a passar mal,
Pediu pra ser internado
E a morte foi lhe seguindo
Para ver o resultado.

Eu não sei se Ariano
Morreu de raiva ou de medo.
Que era contra estrangeirismos,
Isso nunca foi segredo.
Certo é que a morte o matou
Sem lhe tocar com um dedo.

Chegou no Céu Ariano,
Tava a porta escancarada.
São Pedro quando o avistou
Resmungando na calçada,
Correu logo pra o portão,
Louvando a sua chegada.

Um anjinho de recado
Foi chamar o Soberano,
Dizendo: - O Senhor agora
Vai concretizar seu plano.
São Pedro mandou dizer
Que aqui chegou Ariano.

Jesus saiu apressado,
Apertando o nó da manta
E disse assim: — Vou lembrar
Dessa data como santa
Que a arte de Ariano
Em toda parte ela encanta.

São Pedro lá no portão
Recebeu bem Ariano,
Que chegou meio areado,
Meio confuso e sem plano.
Ao perceber que morreu,
Se valeu do Soberano.

Com um chapelão de palha
Chegou Ascenso Ferreira,
O grande Câmara Cascudo,
Zé Pacheco e Zé Limeira.
João Firmino Cabral
Veio engrossar a fileira.

E o próprio João Ubaldo
(Que foi pra lá por engano)
Veio de braços abertos
Para abraçar Ariano.
E esse falou: - Ubaldo,
Morrer não tava em meu plano!

Logo chegou Jorge Amado
E o ator Paulo Goulart.
Veio também Chico Anysio
Que começou a contar
Uma anedota engraçada
Descontraindo o lugar.

Logo chegou Jesus Cristo,
Com seu rosto bronzeado.
Veio de braços abertos,
Suassuna emocionado
Disse assim: — Esse é o Mestre,
O resto é papo furado!

Suassuna que, na vida,
Sonhou em ser imortal,
Entrou para Academia,
Mas percebeu, afinal,
Que imortal é a vida
No plano celestial.

Jesus explicou seus planos
De fazer uma companhia
De teatro e ele era
O escritor que queria
Para escrever suas peças,
Enchendo o Céu de alegria.

Nisso Ariano responde:
— Senhor, eu me sinto honrado,
Porém escrever uma obra
É serviço demorado.
Às vezes gasto dez anos
Para obter resultado.

Nisso Jesus gargalhou
E disse: — Fique à vontade.
Tempo aqui não é problema,
Estamos na eternidade
E você pode criar
Na maior tranquilidade.

Um homem bem pequenino
Com chapeuzinho banzeiro,
Com um singelo instrumento,
Tocou um coco ligeiro
Falando da Paraíba:
Era Jackson do Pandeiro.

Logo chegou Luiz Gonzaga,
Lindu do Trio Nordestino,
E apontou Dominguinhos
Junto a José Clementino
E o grande Humberto Teixeira,
Raul e Zé Marcolino.

Depois chegou Marinês
Com Abdias de lado
E Waldick Soriano,
Com um vozeirão impostado,
Cantou “Torturas de Amor”,
Como sempre apaixonado.

Veio então Silvio Romero
Com Catulo da Paixão,
Suassuna enxugou 
As lágrimas de emoção
E Catulo, com seu pinho,
Cantou “Luar do Sertão”.

Leandro Gomes de Barros
Junto a Leonardo Mota,
Chegou Juvenal Galeno,
Otacílio Patriota.
Até Rui Barbosa veio
Com título de poliglota.

Chegou Regina Dourado,
Tocada de emoção,
Juntinho de Ariano,
Veio e beijou sua mão
E disse: — Na sua peça
Quero participação.

Ariano dedicou-se
Àquele projeto novo.
Ao concluir sua peça,
Jesus deu o seu aprovo
E a peça foi encenada
Finalmente para o povo.

Na peça de Ariano
Só participa alma pura.
Ariano virou santo,
Corrigiu sua postura.
Lá no Céu ganhou o título
Padroeiro da cultura.

Os artistas que por ele
Já nutriam grande encanto
Agora estando em apuros,
Residindo em qualquer canto,
Lembra de Santo Ariano
E acende vela pro santo.

Ariano foi Quixote 
Que lutou de alma pura.
Contra a arte descartável
Vestiu a sua armadura
Em qualquer dia do ano
Eu digo: viva Ariano
Padroeiro da Cultura!

FIM