sábado, 19 de março de 2016


BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
220: (14.03.2016) Boa Tarde para Você, Rosiane Limaverde Vilar Mendonça
Já lhes digo e não creiam que o faça apressadamente, se começo por dizer-lhes que há poucos dias eu tive o imenso privilégio de ouvir, por causa muito relevante, a palavra da Dra. Rosiane Limaverde Vilar Mendonça, em evento promovido pela Cariri Revista. Tratava-se de dar inicio a um necessário projeto que visa incentivar o encontro de cabeças pensantes do Cariri, exatamente para por em prática, pelo menos nos termos de uma boa dialética, isso como denominamos, essa caririensidade, com a qual alguns de nós manifestamos este sentimento de afinidade e grande amor à Região. E para começar bem, Isabela e Renato Fernandes de Oliveira programaram o agradabilíssimo encontro com um destes emblemas maiores, de profunda identidade com o que de bom se faz por nosso Cariri, na pessoa da Dra. Rosiane Limaverde. Ainda sob forte e emocional impressão, permitam-me que a referencie, meritoriamente, como parte de um certo orgulho que podemos sentir, ao identifica-la como técnica de grande expressão, Historiadora graduada pela URCA, em 1999, no início de sua carreira profissional. Em 2006 ela continuou investindo na sua formação acadêmica tornando-se Mestre em Arqueologia e Preservação do Patrimônio, pela Universidade Federal de Pernambuco, com uma Dissertação de grande valia intitulada “Os Registros Rupestres da Chapada do Araripe, Ceará, Brasil”. Um pouco mais adiante, ela alçou voo para a Europa e na continuidade de seus estudos tornou-se Doutora em Arqueologia pela Universidade de Coimbra, em 2015, junto ao Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Patrimônio, da Fundação da Ciência e Tecnologia de Portugal. Com seu marido, Alemberg Quindins, os dois instituíram a Fundação Casa Grande e o Memorial do Homem Kariri, bem filantrópico e cultural em Nova Olinda, onde realizam atividades de pesquisas arqueológicas e educativas desde 1992, com a participação de crianças e jovens sertanejos abrangendo as áreas de memória, comunicação, artes e turismo. Atualmente é a Presidente do Conselho Científico da Fundação Casa Grande, mantendo o interesse e aprimorando a experiência na área de Arqueologia, com ênfase em Arqueologia Pré-Histórica e especialidade em arte rupestre, realizando trabalhos de arqueologia preventiva e de salvamento. Com formação em música e educação, desde 1983 realiza atividades de pesquisas sobre as lendas e os mitos do povo Kariri e por serviços prestados nas áreas de educação, patrimônio e cultura, recebeu em 2002 o prêmio Claúdia da Editora Abril, a medalha da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, em 2004 e, em 2006, foi agraciada com o Selo de Responsabilidade Social do Governo do Estado do Ceará. Com tal renome, a Dra. Rosiane trabalha com o objetivo de realizar o inventário do patrimônio arqueológico da Chapada do Araripe, ao tempo em que documenta as manifestações da cultura imaterial da região do Cariri cearense, e também faz pesquisa etno-musical, com a finalidade de inventariar o universo sonoro das lendas e mitos do povo Kariri. A grande contribuição já legada pelos estudos da Dra. Rosiane está para desembarcar na iniciativa de criar, no âmbito da Universidade Regional do Cariri, juntamente com a Universidade de Coimbra e a Universidade Federal do Piauí, o Instituto de Arqueologia do Cariri, com o qual mais ainda se avançará no conhecimento científico para a compreensão da origem do homem Kariri. Boa tarde para você, Dra. Rosiane Limaverde, que nos ensina por seu trabalho como compreender este sentimento forte de pertença pelo Cariri, realizando uma trajetória não só técnico-científica e cultural, senão também profundamente humanística, alimentada pelo sonho que a anima e embala. O seu trabalho, como forte instrumento por uma Arqueologia Social Inclusiva é imensamente valioso, não apenas pelo alargamento do nosso estoque de conhecimento, sobre causa tão candente, mas pela fertilíssima possibilidade de maior envolvência da comunidade, especialmente dos jovens. E isso é o que já vimos assistindo desde o início da Fundação Casa Grande. Não será por acaso que seu trabalho, sua luta, e o seu sonho mereçam ainda mais o reconhecimento desse seu povo Kariri, para continuar recebendo a unanimidade, e a consagradora menção com a qual se aprova tanta competência e desprendimento, e se atribui com afeto, louvor e distinção.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 14.03.2016)

BOA TARDE (II)
221: (16.03.2016) Boa Tarde para Você, Renato Fernandes Oliveira 
Reunir, com certa periodicidade, um grupo de pessoas, de cujas cabeças privilegiadas se pode ouvir algo inovador para superar a grave crise que a sociedade experimenta, na continuidade de suas ações pelo desenvolvimento, é uma oportuna e grande ideia, na classe das beneméritas. É com esse espírito, Renato Fernandes, que eu saúdo essa iniciativa que há pouco deu partida na pauta de realizações da Cariri Revista e de sua Editora 309, no afã de colocar em evidência a enorme preocupação esboçada em certos setores da região, angustiados com nosso futuro. Complexo é caracterizar que esta crise vivenciada e que nos impõe tantos percalços, não é apenas o vazio de valores monetários e financeiros, senão algo muito mais profundo que se abastece em predicados de ordens moral e ética, na base de nossa existência. Realmente, Renato, fica muito mais fácil encontrar soluções inovadoras nos estoques de nossas belas expressões empresariais, institucionais, classistas e profissionais, identificando mentores de processos, métodos, técnicas, produtos e trajetórias de sucesso. Muito difícil tem sido encarar as interfaces dos planos políticos e sociais, os que fomentam nossa crença cidadã e regulam a oferta renovadora de lideranças identificadas com o necessário vínculo às causas da comunidade, empenhadas em ser agentes de compromisso social e de desenvolvimento. Veja-se, neste instante, quando toda esta região padece, e o fato nos aparece cronicamente, sazonalmente, quando se abre a temporada de caça ao voto popular para renovar lideranças de casas de executivos e parlamentos legislativos, onde a realidade é bem outra, assim o sabemos. Triste é a cena comum, habitada por gente de oportunidade, pessoas medíocres que nada tem a dizer, a não ser da aparente e bem resolvida questão pessoal, imersas em mantos protetores de corporações, entre o quase nada das ideias e o que há apenas por trás de uma caixa registradora. Verdadeiramente, Renato Fernandes, é de grande ensejo trazer gente de sucesso para uma conversa franca, se possível desnudada do glamour dessas veleidades de sucesso e de empolgação por coisas de curto espaço e de circunstâncias restritas aos planos pessoais. Todos nós do Cariri estamos em busca de autênticos salvadores da pátria, gente amadurecida em reflexões e planos bem concebidos na macroscópica visão de uma região-estado, algo de grandioso e arrogante, em certo sentido, capaz de alterar o curso dos perversos indicadores que nos assolam. Todas estas questões flagrantes, entre a estrutura e o serviço educacional, no atendimento às ações básicas de saúde, e na fruição de uma infraestrutura bem cuidada, preenchem o imaginário popular no sonho que se alimenta por uma vida melhor. No caso específico desta grande cidade, Renato, você e eu bem sabemos como são vistosos e exemplares os casos de grande êxito que enxergamos aqui e no nosso entorno, e que preenchem parte de nossas expectativas na direção do inovador e das soluções que passam pela gestão pública. Contudo, temos sempre a lamentar que a política local e regional, mercê das constantes demonstrações destas nossas lideranças improvisadas, numa grave e profunda repercussão, sintonia e sincronismo com o plano nacional, só exibem despreparo, desonestidade e descompromisso. Falta-nos uma verdadeira escola de governo, algo que nos municie através do exercício permanente da crítica, da análise sistemática de todas estas iniciativas por seus custos e benefícios, e nos conduzam ao planejamento como premissa de estratégias de sucesso na visão do bem comum. De fato, Renato, recomeçar a reouvir a sociedade por seus maiores e dignos exemplos é parte destas tarefas inadiáveis com as quais nos situamos diante de novas rotas, de auspiciosos caminhos para continuar fazendo por este Cariri, na busca permanente por seus sonhos em suas entranhas. É bom que se relembre que o sucesso que vemos e assistimos entre a iniciativa privada e o bem comunitário não foi fruto de estrada fácil, de vereda curta, de chão aplainado, mas foi trajetória quase sempre narrada aos tons de heroicidade, de garra, e de desprendimento inimaginável. Por isso mesmo, toda a sociedade precisa conhecer e refletir sobre estas conquistas, na certeza de que seus exemplos e perfis são protótipos disponíveis para o aperfeiçoamento e a imitação. Desejo agradecer-lhes, Renato Fernandes e Isabela Geromel, por esta iniciativa de tão grandes méritos, e com a qual vamos avançando mais ainda para a felicidade desse nosso grande Cariri. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 16.03.2016)

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
CINEMARANA (SESC, CRATO)
O Cinemarana (Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 21, segunda feira, às 19 horas, o filme DOIS IRMÃOS (Dos Hermanos, Argentina, 2010, 105min). Direção de Daniel Burman. Sinopse: Eles precisam um do outro, mas não conseguem ficar juntos por muito tempo. Susana, uma agente imobiliária egoista, possessiva e dominante, que parece ser incapaz de entender o irmão, Marcos, que protege a mãe, é bondoso, sensível e amigo de seus amigos.




BIBLIOCINE (FAP, JN)
A Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE), está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri, embora seja restrito aos alunos desta Faculdade. As sessões são programadas para as terças e quintas feiras, de 12:00 às 14:00h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de Março está em cartaz, o filme JOGO DE PODER (Fair game, Emirados Árabes/EUA, 2004, 106min). Direção de Doug Liman. Sinopse: O diplomata Joseph Wilson (Sean Penn) escreveu um editorial para o jornal New York Times, no qual alega que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, de forma a justificar a invasão. Como retaliação Valerie Plame (Naomi Watts), esposa de Wilson e agente secreta da CIA, tem sua identidade revelada intencionalmente. É o início da luta de Wilson para que os responsáveis por este ato, um crime federal, sejam punidos. Ao mesmo tempo Valerie precisa se adaptar à nova realidade, afastada do trabalho e com a vida exposta pela imprensa.
CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 23, quarta feira, às 19 horas, o filme INFÂNCIA CLANDESTINA (Infancia, Argentina/Brasil/Espanha, 2011, 112min). Direção de Benjamin Ávila. Sinopse: Juan vive na clandestinidade. Assim como sua mãe, seu pai e seu adorado tio Beto, fora de sua casa, ele tem outro nome. Baseado em fatos reais ocorridos em 1979, dujrante a ditadura militar argentina.




CINE CAFÉ VOLANTE (BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Auditório do Centro de Esportes e Artes Unificados Mestre Juca Mulato, Parque da Cidade, Parque da Cidade), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 24, quinta feira, às 19 horas, o filme ACUSADOS (The Accused, EUA, 1988, 105min). Direção de Jonathan Kaplan. Sinopse: Depois de estupro em bar, moça precisa provar que não foi culpada.





CINE CAFÉ VOLANTE (MISSÃO VELHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Missão Velha (Auditório do Centro Social Urbano, CSU, Rua Pe. Cícero), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 24, quinta feira, às 19 horas, o filme UMA AMIZADE SEM FRONTEIRAS (Monsieur Ib rahim et les fleurs du Coran, França, 2003, 93min). Direção de François Dupeyron. Sinopse: Ibrahim Deneji (Omar Shariff) é o dono de uma mercearia em Paris, muçulmano, que fica amigo de Momo, um pobre garoto judeu de 13 anos.




CINE ELDORADO (JN)


O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 25, sexta feira, às 20 horas, o filme A DAMA DOURADA (Woman in gold, Reino Unido/EUA, 2015, 109min). Direção de Simon Curtis. Sinopse: Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds).



CINE CAFÉ VOLANTE (VÁRZEA ALEGRE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Várzea Alegre (Associação Comunitária Manoel Rodrigues, Sítio Umari dos Costas, Várzea Alegre), com entrada gratuita, exibe no próximo dia 26, sábado, às 18 horas, o filme FOGO PAGOU (Documentário, Brasil, 2012, 9min). Direção de Ramon Batista. Sinopse: Um cemitério abandonado no meio do sertão cercado de lendas e histórias que são contadas pelos próprios moradores das redondezas.






QUESTIONÁRIO HISTÓRICO, VOL.II
Quero registrar aqui um agradecimento ao amigo Raimundo Araújo pelo presente remetido com o segundo volume de sua obra Questionário Histórico. Na concepção, ainda apresentada em jornal da Câmara Municipal, Raimundo elaborou, com base em dados biográficos de personalidades de Juazeiro do Norte um questionário que era apresentado a cada edição. Isto terminou por ir parar numa primeira edição, o volume I desta obra que agora prossegue. O autor presta uma homenagem ao Pe. Neri Feitosa, pela inspiração e, por assim dizer, por ser o patrono da obra. Parabéns ao Raimundo.





QUESTIONÁRIO HISTÓRICO, VOL.II
Também quero agradecer a gentileza do Pe. Sebastião Monteiro pela amável dedicatória no seu último livro que me foi remetido. Trata-se de Aos Pés da Cruz, das Edições do Grupo Filhos Amados do Céu. Pe. Monteiro é o mentor espíritual da comunidade, que segundo uma nota no Diário do Nordeste, “Eram apenas 30 pessoas reunidas, na rua Santa Rosa. Rapidamente teve que mudar de espaço, para o Colégio José Geraldo da Cruz, com um público de três mil; depois para o Ginásio Poliesportivo, lotando o local, com pelo menos 15 mil pessoas, e agora preenche arquibancadas e gramado do Romeirão. Toda uma estrutura é montada no local, com palco, telões e ambulâncias na área para atendimento ao grande público. A comunidade é movida por doações em roupas, dinheiro e transforma isso num meio de evangelização. Essa multidão de 30 a 40 mil pessoas tem sido a média toda semana. Nas sextas-feiras, tem a Caravana da Misericórdia, em que se deslocam todos os servos para áreas mais distantes, especialmente na zona rural, para dar sequência ao trabalho missionário.

CARIRI REVISTA EM NOVA EDIÇÃO
Já está circulando, sendo distribuída gratuitamente aos seus leitores a mais nova edição da Cariri Revista, da Editora 309. A matéria principal da edição é com o Dr. Jaime Romero, diretor geral da Facukldade Leão Sampaio, um exemplo marcante de sucesso empresarial, especialmente no tocante ao boom de ensino superior no Cariri. Vale a pena ler o seu depoimento. Veja também em http://caririrevista.com.br/entre-fabrica-e-universidade
JOTA FARIAS COM NOVO DVD
Jota Farias não esquece esse seu amigo e sempre que lança um novo disco (CD ou DVD) já “apruma” gentil dedicatória e vem me deixar. Muito grato a você, meu caro Jota. Desta vez foi o DVD Olha lá Romeiro, uma bela coletânea do Cantor do Pe. Cícero que tanto sucesso faz por este Nordeste e em meio às romarias do Juazeiro. Já assisti, gostei muito e recomendo a todos para que adquiram e se deliciem com este autêntico artista juazeirense. Meus parabéns e que sua arte seja eterna.
O ROMARIA
O informativo da Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, editado pela jornalista Ingrid Monteiro já está circulando com sua edição do mês de março. Mas como a Ingrid não brinca em serviço, a edição de Abril já está pronta também e sendo remetida pelo correio para milhares de romeiros que se inscreveram na Paróquia, na Campanha Romeiros da Mãe das Dores. Agradeço a equipe da Paróquia pelo convite para que participasse desta nova edição de abril e aí eu estou presente com um texto sobre o Centenário de nossa Paroquia a transcorrer em 2017.

PADRE MURILO, POR GEOVÁ SOBREIRA (X)


(Nós vimos republicando os textos de Geová Sobreira sobre o Mons. Murilo de Sá Barreto. Ultimamente havíamos alterado a publicação, editando textos sem a devida continuidade estabelecida pelo próprio autor. Assim, retomamos a republicação, com os últimos três textos. Grato pela compreensão.)

Julgo que o termo mais adequado para traduzir o sentimento que tomou conta de toda a população de Juazeiro e da Nação Romeira com a chegada de Dom Fernando Panico, como Bispo da Diocese do Crato, era de júbilo. Realmente, foi com exultante júbilo que Juazeiro assistiu a posse, em 29 de junho de 2001, de Dom Fernando Panico como bispo da Diocese do Crato. O único e obrigatório assunto da cidade era que o novo Bispo do Crato havia declarado publicamente que era devoto do Padre Cícero. Era natural essa reação. Era, também, pública, notória e sentida a posição da Diocese do Crato contra o movimento religioso popular de Juazeiro, e, em especial, era radicalmente adversária do Padre Cícero. Nos seminários do Crato e da Prainha, em Fortaleza, os candidatos ao sacerdócio eram instruídos, inculcados e educados para combater as romarias, acoimadas de fanatismo, e combater a memória do Padre Cícero, taxando-o ostensivamente de embusteiro. Nos quase 100 de Diocese do Crato, os bispos só vinham a Juazeiro, e quando vinham, era uma vez por ano, para uma rápida visita pastoral e realizar a cerimônia do sacramento de crisma. Agora, vinha o novo bispo, declarando-se, senão de devoto, ao menos admirador do Patriarca de Juazeiro, participando de procissões junto com os romeiros, usando um chapéu de palha, quase emblemático das romarias, ficando horas a fio ouvindo em confissão levas sem fim de romeiros. Isso era surpreendente! Visitando dona Assunção Gonçalves, em setembro de 2001, fui recebido com uma explosão de alegria e ela, radiante de contente, me anunciava a boa nova: agora, temos um bispo que é devoto do Padre Cícero. No mesmo dia, encontrei-me com o Padre Murilo na Av. Padre Cícero em companhia de velhos amigos. Falamos rapidamente generalidades e de chofre ele me perguntou: Você já sabe da novidade? Disse que sim e ele me convidou para no outro dia tomar café com ele na Casa Paroquial às 08:00 da manhã. Cheguei à Casa Paroquial um pouco mais cedo do que foi agendado e fiquei esperando-o na calçada da casa do antigo secretário e amigo do Padre Cícero, José Ferreira. Percebi o Padre Murilo deixando a Matriz de Nossa Senhora das Dores, acompanhado de um grupo de pessoas, e fui esperá-lo junto à porta da Casa Paroquial. Fui cumprimentá-lo alegremente e ele me apresentou, então, ao novo bispo da Diocese do Crato, Dom Fernando Panico, e aos outros sacerdotes que o acompanhavam como primo e amigo do Padre Azarias Sobreira. Travamos conversas amenas e de assuntos diversos durante o lauto café. Dona Alzira, uma espécie de “zeladora” da casa veio me cumprimentar e me perguntou se eu tinha voltado de vez para Juazeiro. Disse que não e que estava apenas fazendo minha pequena e sentimental romaria à Terra da Mãe de Deus. Depois do café, Dom Fernando Panico chamou os sacerdotes para uma reunião numa sala ao lado e o Padre Murilo aproximou-se e disse-me que aquela reunião tinha sido uma surpresa e me acompanhando até a porta da Casa Paroquial muito alegre e confidenciou que a “causa do Padre Cícero” ganhava, agora, novas e excelentes perspectivas, porque nosso novo bispo tem por ele uma imensa veneração e grande desvelo pelas romarias. Veja, disse-me, nunca se viu um bispo do Crato num confessionário ouvindo confissão de levas e mais levas de romeiros. Isso é maravilhoso. Deixei a Casa Paroquial feliz pela contagiante alegria do Padre Murilo, sentindo que o seu trabalho e dedicação para acolher, como pastor, milhares e milhares de romeiros devotos do Padre Cícero tinham conquistado espaço junto à hierarquia eclesiástica e não tinha sido em vão sua entrega total aos romeiros de todo o nordeste por quase quarenta anos. No entanto, refletindo calmamente à noite cheguei à conclusão de que seria necessário apoiar com mais afinco e persistência o trabalho do Padre Murilo e do novo bispo, que se declarava devoto do Padre Cícero, porque haveria com certeza uma reação àquele movimento. O trabalho, dali para frente, seria imenso e difícil e que consistiria na construção da conciliação da ortodoxia dogmática, ciosa na defesa da “pureza” da Fé proclamada pela Cúria Romana e pela burocracia eclesiástica com o maravilhoso sincretismo cultural e religioso das romarias com seus ritos, suas práticas e suas crenças tidas e julgadas como heterodoxas, fanáticas e esdrúxulas. Abriam-se novos e desconhecidos desafios para o movimento religioso popular de Juazeiro para manter-se fiel às suas ricas e maravilhosas tradições romeiras.

PADRE MURILO, POR GEOVÁ SOBREIRA (XI)
O atual capítulo da História de Juazeiro exige do analista e do historiador “de oficio” cuidados especiais e uma leitura mais abrangente das mudanças em gestação na cúpula da Igreja Católica diante da imensa evasão de fiéis, perdendo espaços e adeptos para as Igrejas Pentecostais para compreender o novo posicionamento da Diocese do Crato, liderado pelo novo bispo, Dom Fernando Panico, desde sua chegada ao Cariri no sul do Estado do Ceará A população de Juazeiro e a “família romeira” estavam, de fato, realmente extasiadas de contentamento vendo, pela primeira vez, um Bispo do Crato enaltecendo publicamente as excelsas virtudes do Padre Cícero e dedicando grande parte do seu tempo às ações da pastoral aos romeiros. Nunca se tinha visto isso antes. Como já afirmaram muitos estudiosos de diversas áreas das Ciências Humanas “Juazeiro é um mundo” e o movimento religioso popular liderado pelo Padre Cícero é um dos mais complexo e rico movimento de sincretismo religioso e cultural da História do Brasil. Por essa razão, a população de Juazeiro ficou surpresa com as declarações do novo bispo diocesano, que era um italiano, que ainda jovem ingressou na Sociedade dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus, que fez seus estudos esclesiásticos na memorável, rígida e ultraordoxa Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, reduto mais conservador dominado pela Cúria Romana e com mestrado e doutorado em Teologia Litúrgica. Dona Assunção Gonçalves disse-me entusiasmada: só um bispo estrangeiro assumiria a defesa da causa de Juazeiro. Dom Fernando Panico chegou ao Brasil, em 1974, com vigário da cidade de Pinheiro (MA), logo em seguida foi nomeado Reitor do Seminário e chanceler da Cúria Diocesana. Em 1982, foi nomeado Reitor do Seminário Interdiocesano de São Luís (MA). Naquela época, muitos membros da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) viam com muita preocupação o crescimento vertiginoso do movimento eclesial de base, influenciado e dirigido por renomados teólogos adeptos, defensores e militantes da Teologia da Libertação e por isso a CNBB se empenhava em ter, principalmente no Nordeste, bispos de sólida formação eclesiástica e com fortes laços intelectuais com a Cúria Romana. O sacerdote Fernando Panico, ex-aluno da Pontifícia Universidade Gregoriana, ex-Reitor do Seminário Diocesano de Pinheiro (MA) e do Seminário Interdiocesano de São Luís (MA) preenchia o perfil definido pela CNBB para ocupar uma diocese no semiárido sertão nordestino onde se tornavam cada vez mais tensas as relações sociais em razão da miséria em que viviam populações inteiras atingidas por secas inclementes. Assim, em 1993, foi eleito bispo da Diocese de Oeiras (PI), com uma imensa área de mais de 15 mil km², contando, no entanto, com apenas 7 dioceses e 12 sacerdotes. Em 2001, nomeado Bispo do Crato Dom Fernando Panico iniciou suas atividades pastorais em uma Diocese detentora da mais dramática, rica, densa, tensa história de todas as dioceses da Igreja Católica do Brasil com centenárias cicatrizes ainda sangrando e tendo como epicentro Juazeiro, cidade santa, com seu maravilhoso e fantástico sincretismo cultural e religioso e lugar sagrado para milhões de romeiros e devotos do Padre Cícero, santo do povo e grande patriarca de todo o nordeste. Seus primeiros atos, após tomar posse como Bispo da Diocese do Crato, foi permanecer o maior tempo possível em Juazeiro, não como Visita Pastoral e sim como assumisse as funções de Vigário da Matriz de Nossa Senhora das Dores, procurando imitar os gestos e as falas do Padre Murilo, inclusive diante dos romeiros usando um surrado chapéu de palha, numa imitação grotesca do Padre Murilo. Era fácil perceber que Dom Fernando Panico estava assumindo todas as funções do Vigário de Juazeiro, desestruturando o grupo de pesquisadores e estudiosos reunido em torno do Padre Murilo e procurando pessoalmente controlar e dirigir todas as romarias. O fato mais concreto desse objetivo de Dom Fernando Panico foi afastar o Padre Murilo da Capela do Socorro, que é o centro vivo da devoção romeira e onde está o túmulo do Padre Cícero. A Capela do Socorro foi desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora das Dores e transformada em Reitoria, ligada à Cúria Diocesana e ao Conselho Presbiterial, com status de paróquia. O desmembramento da Capela do Socorro da Matriz de Nossa Senhora das Dores e o afastamento do Padre Murilo com a nomeação do Padre Bosco Lima, como seu vigário da Capela do Socorro foi um golpe horrível e doloroso para o Padre Murilo que, a partir da posse do Padre Bosco Lima, nunca mais foi convidado sequer para celebrar uma única Missa nos dia 20 “in memoria” do Padre Cícero. Essa decisão da Diocese do Crato foi o princípio da Via Crucis do Padre Murilo depois de mais de 40 anos servindo com dedicação total à Igreja e à Diocese do Crato. Iniciava-se sua caminhada para o Calvário.
PADRE MURILO, POR GEOVÁ SOBREIRA (XII)
A Capela do Socorro ocupa um lugar muito especial na geografia sagrada das romarias dos devotos do Padre Cícero. O roteiro dos rituais romeiros do movimento religioso popular de Juazeiro se compõe de uma tríade específica: visitar Matriz de Nossa Senhora das Dores, palco maravilhoso dos fatos extraordinários da transformação em sangue da hóstia, quando da comunhão eucarística da Beata Maria de Araújo; subir em penitência o Horto Santo, local onde o Padre Cícero viveu angústias, aflições e tormentos insondáveis pelas mentiras, calúnias e injúrias movidas contra ele pelos seus próprios irmãos de sacerdócio e por autoridades eclesiásticas - o horto foi o seu calvário; e, finalmente, o túmulo do Padre Cícero na Capela do Socorro, para agradecer as graças alcançadas e pedir a bênção e proteção do Padim e onde estão esculpidas sobre a lápide as suas últimas palavras: "no céu intercederei por todos vocês..."Essa é a geografia sagrada do ritual romeiro, com suas práticas sincréticas e seu simbolismo religioso. A Capela do Socorro sempre foi objeto de graves atritos com a Diocese do Crato desde o início de sua construção, quando Dom Quintino, usando falsas e errôneas informações tentou impedir o prosseguimento das obras obrigando o Dr. Floro Bartolomeu assumir pessoalmente e com desassombro a total responsabilidade pela conclusão das obras da Capela do Socorro apesar da intransigente oposição da Diocese do Crato. Foi a Capela do Socorro escolhida pelo Padre Cícero e por Dr. Floro para o sepultamento dos restos mortais da Beata Maria de Araújo em 1914. Lá se encontram, também, as sepulturas de sua mãe, Dona Quinô, e de Angélica, irmã do Padre Cícero. Em 1930, sendo vigário da Matriz de Nossa Senhora das Dores, Monsenhor José Alves de Lima determinou, sem autorização legal, não a exumação, mas a violação do túmulo da Beata Maria de Araújo. Somente em 1932 é que a Capela do Socorro foi sagrada e consagrada aos cultos religiosos. Ali, tendo em seu imaginário as vivas e até doloridas tradições desse conjunto de fatos que compõe a dramática história da Capela do Socorro onde o povo simples, pobre, deserdado da sorte nas suas amargas angústias, grita os seus desesperos. É ali, onde o romeiro invoca a proteção e amparo do Padim e pede sua proteção e bênção com a certeza de que será atendido. É ali, na Capela do Socorro que o romeiro agradece as graças alcançadas por intercessão do Padre Cícero. Foi o Padre Silvino Moreira que iniciou a tradição da celebração da missa no dia 20 de cada mês "in memória" da alma do Padre Cícero com afluência de grande parcela da população de Juazeiro, vestindo luto para expressar seus sentimentos de pesar pelo falecimento do Padre Cícero. Com a morte do Padre Silvino, o Padre Murilo assumiu as atividades pastorais da Capela do Socorro e com as sugestões de Dário Coimbra e da professora Nair Silva incorporou a celebração festiva do aniversário do Padre Cícero no dia 24 de Março com bolo, cantata de parabéns e da serenata com os artistas da cidade e logo, logo, o evento ficou sendo um dos mais importantes da vida social e religiosa da cidade, atraindo não só a população de Juazeiro como também das cidades vizinhas. A pastoral do romeiro era a razão de viver do Padre Murilo. Tomando posse na Diocese do Crato, dom Fernando Panico resolveu afastar o Padre Murilo, de início, da Capela do Socorro para assumir pessoalmente a missa dos dia 20 de cada mês e recolher os óbolos e esmolas para a Diocese. Essa decisão abalou profundamente a saúde emocional do Padre Murilo. No entanto, em razão do voto de obediência ao bispo da Diocese manteve-se o Padre Murilo, mesmo abatido e sofrendo, totalmente dedicado a seu apostolado junto ao povo romeiro. Seu canto "canto de cisne" foi o III Simpósio Internacional Sobre o Padre Cícero, em 2004. Atendendo ao chamado do Padre Murilo renomados pesquisadores e cientistas sociais do Brasil e do exterior acorreram ao Juazeiro para a Ciência e a História mostrarem a grandeza de vida do Patriarca de Juazeiro que acolheu o povo humilde e deserdado dos sertões para construir uma cidade dedicada ao trabalho e oração que se projetou no Brasil como a Capital da Fé.Com a saúde frágil e abalada com sua destituição das funções do Vigário da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, o Padre Murilo não teve mais forças para resistir esse mais duro golpe, afastando-o do seu povo romeiro porque quem dedicado toda a sua.. No dia 5 de dezembro de 2005, Padre Murilo se despediu dos seus queridos romeiros partindo para as glórias do céu encontrar-se com seu grande amigo e antecessor o Padre Cícero, ficando seu nome memorável gravado nos corações da população de Juazeiro e de todos os romeiros e devotos do Padre Cícero. (Originalmente publicado em http://www.juanorte.com.br/geova.html Acesso em 13.03.2016)

NOVO VOO DA AZUL


A Azul Linhas Aéreas Brasileiras estreia hoje sua primeira ligação diária e sem escalas entre Juazeiro do Norte e o Recife. A operação, que é exclusiva, será feita com o moderno turboélice ATR 72-600, de 70 assentos. Tarifas estão disponíveis a partir de R$ 69,90 ou 5.000 pontos do Tudo Azul o trecho, de acordo com as regras vigentes da companhia. A nova ligação faz parte de uma expansão no Recife anunciada pela Azul no fim de janeiro, que envolve voos da capital pernambucana para 12 novas cidades em todas as regiões do país. Com a opção de voo para o Recife, os clientes que partem de Juazeiro do Norte poderão chegar, por exemplo, a todas as demais capitais nordestinas e interior da região – ao todo, são mais de 20 opções de conexão. “Para os clientes de Juazeiro do Norte que buscam, sobretudo, acesso mais rápido às demais cidades do Nordeste, mas também boas conexões para todo o Brasil, este é um ganho muito importante. Com a novidade do voo para o Recife, facilitamos negócios e turismo para o Cariri, melhorando o acesso a Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha”, afirma Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul. A Azul também passa, a partir de hoje, ter o quarto voo diário do Recife para a Capital cearense, também como parte dos investimentos no Nordeste. A Azul conta com até três voos por dia em Juazeiro do Norte atualmente, com destino ao Recife e a São Paulo (Campinas). E com até 13 voos diários em Fortaleza. Os destinos servidos são: Belém, Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Recife, São Luís, Teresina e São Paulo (Campinas e Guarulhos). 
Obs.: Na ilustração, os horários de voos em nosso Aeroporto, a partir de informações da Infraero.

JESUALDO FARIAS NA GALERIA DE EX-REITORES
A Galeria dos ex-Reitores da Universidade Federal do Ceará será acrescida do retrato do Prof. Jesualdo Pereira Farias, assinado pelo pintor Ernane Pereira. A aposição do retrato, que tem 1,16m de altura por 81cm de largura, aconteceu às 10h da última sexta-feira (18), no Salão Nobre da Reitoria, no bairro do Benfica, em Fortaleza. O Reitor Henry de Holanda Campos recebeu a comunidade universitária para a solenidade. Jesualdo Farias foi Reitor da UFC entre 2008 e 2015. Ele deixou o cargo para ser o atual secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, em Brasília. Tem, em seu currículo, a criação do Laboratório de Engenharia e Soldagem da UFC, além de ser um dos fundadores de cursos de graduação e pós-graduação do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Instituição. Foi consultor de órgãos de educação e pesquisa, como CNPq, Funcap e MEC. Participou de missões oficiais em vários países e publicou mais de 190 trabalhos, dentre outros feitos. (Fonte: Coord. de Com. Soc. e Marketing Inst. da UFC)
PROGRESSO, A PRIMEIRA A MIGRAR PARA FM
A Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), a mais de 500 quilômetros de Fortaleza, foi a primeira emissora a fazer a migração da AM para a FM no País. A solenidade foi realizada, nesta sexta-feira (18), às 20h30, na sede da emissora e contou com a participação do ministro das Comunicações, André Figueiredo. A migração é uma antiga reivindicação dos radiodifusores brasileiros. Com a alteração, as emissoras transmitirão com melhor qualidade e menor interferência. Além disso, os veículos poderão ser sintonizados por dispositivos móveis, como celulares e tablets. A mudança de faixa foi autorizada por um decreto presidencial em 2013. Atualmente, 1.781 emissoras estão na frequência de AM no Brasil. Desse total, 1.386 pediram a mudança de faixa e 937 rádios já poderão fazer a migração neste ano de 2016. Outras 437 emissoras terão de aguardar a liberação de espaço na faixa de FM, o que vai ocorrer com a digitalização da TV no País. No mês passado, o Ministério das Comunicações começou a emitir os boletos de pagamento da outorga para mudança da faixa. Os valores para começar a transmitir a programação em FM variam de R$ 8,4 mil até R$ 4,4 milhões. A tabela foi elaborada com base em critérios como índices econômicos, sociais e população do município em que a rádio está localizada, além do alcance. Após a quitação do boleto pelo radiodifusor, o Ministério das Comunicações emite o ato que autoriza a migração de faixa. Na sequência, as rádios devem apresentar uma proposta de instalação da FM e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão de uso da radiofrequência. Depois da liberação gerada pelo órgão regulador, os veículos já podem começar a transmitir a programação na faixa de FM.

Obs.: A foto que ilustra esta nota é do dia da inauguração dos transmissores da Rádio Progresso, no Salgadinho, em 1967, com a presença do então governador do Estado do Ceará, Dr. Plácido Aderaldo Castelo. Dentre outros, são vistos o Gov. Plácido Castelo, a sra. Maria Amélia Bezerra, o Dr. Mauro Sampaio, e os jornalistas Walter e Geraldo Barbosa. 

sábado, 12 de março de 2016




COMENDA MEMÓRIAS DO JUAZEIRO
No próximo dia 24, dia do aniversário do nosso patriarca, Pe. Cícero Romão Baptista, a AFAJ, Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte, entidade sediada em Fortaleza, e presidida atualmente pelo Dr. Odival Limeira Lima, estará reunindo a sociedade do Cariri para a décima sexta concessão da Comenda Memórias de Juazeiro, este ano atribuída, in memoriam, aos senhores Leandro Bezerra, Mauro Sampaio e Odílio Camilo. O acontecimento ocorrerá no auditório do Memorial Padre Cícero, na quinta feira da quaresma, às 20 horas, e contará com uma delegação de Fortaleza com cerca de 50 pessoas, todos integrantes da Associação. Esta coluna dará melhores in formações noutra edição.

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

O Abutre : Poster
CINEJURIS (FAP, JN)
Esta é outra atividade para os alunos da Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE), que como está aberta à comunidade, pode ser incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri. A sessão mensal está programada para o dia 12, sábado, de 8:30 às 11:30h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de Março está em cartaz, o filme O ABUTRE (Nightcrawler, EUA, 2014, 117min). Direção de Dan Gilroy. Sinopse: Enfrentando dificuldades para conseguir um emprego formal, o jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. A fórmula é correr atrás de crimes e acidentes chocantes, registrar tudo e vender a história para veículos interessados.

CINEMARANA (SESC, CRATO)
O Cinemarana (Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 14, segunda feira, às 19 horas, o filme O MENINO E O MUNDO (Brasil, 2013, 80min). Direção de Alê Abreu. Sinopse: Cuca é um menino que vive em um mundo distante, numa pequena aldeia no interior de um mítico país. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016) 





BIBLIOCINE (FAP, JN)
A Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE), está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri, embora seja restrito aos alunos desta Faculdade. As sessões são programadas para as terças e quintas feiras, de 12:00 às 14:00h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de Março está em cartaz, o filme JOGO DE PODER (Fair game, Emirados Árabes/EUA, 2004, 106min). Direção de Doug Liman. Sinopse: O diplomata Joseph Wilson (Sean Penn) escreveu um editorial para o jornal New York Times, no qual alega que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, de forma a justificar a invasão. Como retaliação Valerie Plame (Naomi Watts), esposa de Wilson e agente secreta da CIA, tem sua identidade revelada intencionalmente. É o início da luta de Wilson para que os responsáveis por este ato, um crime federal, sejam punidos. Ao mesmo tempo Valerie precisa se adaptar à nova realidade, afastada do trabalho e com a vida exposta pela imprensa.

ARTE RETIRANTE (SESSÃO CURUMIM)
O Centro Cultural BNB promove de forma itinerante (Arte Retirante) uma sessão de cinema para crianças, denominada Sessão Curumim, em diversas cidades do Cariri, com entrada gratuita, exibe no próximo dia 15, terça feira, às 14 horas, no Orfanato Jesus, Maria José, em Juazeiro do Norte (Rua Cel. Antonio Pereira, 64 Santa Tereza) o filme DUMBO (Dumbo, EUA, 1941, 64min). Direção de Bem Sharpsteen, Norman Fergunson e Wilfred Jackson. Elenco: Sinopse: Quando a cegonha chega, igual a todos os anos, para entregar os bebês às suas mães no circo, a senhora Jumbo se depara com uma surpresa: seu pequeno Jumbo Jr. tem orelha grandes demais para um elefante recém nascido. Logo que os outros animais o vêem, começam a zombar dele, o que leva a mamãe elefanta à ira, e os domadores do circo decidem confiná-la. Ridicularizado e sozinho, Jumbo Jr. ganha o apelido de Dumbo (estúpido em inglês) e com a ajuda de um amigável ratinho, ele descobre que graças as suas enormes orelhas pode voar.
CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 16, quarta feira, às 19 horas, o filme HANNAH ARENDT (Hannah Arendt, Alemanha, 2012, 113min). Direção de Margarethe von Trotta. Sinopse: Um olhar sobre a vida da filósofa judia Hannah Arendt, através de sua cobertura para a revista The New Yorker acerca do julgamento dos crimes de guerra cometidos pelo nazista Adolf Eichmann. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)




CINEMA NORDESTE (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema, com entrada gratuita e fruto da parceria Procult-UFC e o CCBNB, exibe no próximo dia 17, quinta feira, às 18:30 horas, documentários produzidos pelo cineasta paraibano Kennel Rógis.

CINE CAFÉ VOLANTE (MISSÃO VELHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Missão Velha (Auditório do Centro Social Urbano, CSU), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 17, quinta feira, às 19 horas, o filme THELMA E LOUISE (Thelma e Louise, EUA, 1991, 130min). Direção de Ridley Scott. Sinopse: Duas amigas resolvem deixar tudo para trás num fim de semana. Após se envolverem em muitos problemas acabam perseguidas pela polícia. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)






CINE CAFÉ VOLANTE (NOVA OLINDA)


O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 18, sexta feira, às 19 horas, o filme LANTERNAS VERMELHAS (Da hong deng long gao gao gua, China/Hong Kong/Taiwan, 1991, 125min). Direção de Zhang Yimou. Sinopse: Na China, um rico senhor estimula a concorrência cruel e desumana entre suas esposas. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)





CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 18, sexta feira, às 20 horas, dentro do Festival Chaplin, o filme EM BUSCA DO OURO (Thed Gold Rush, EUA, 1925, 112min). Direção de Charlie Chaplin. Sinopse: No Alasca, Carlitos (Charles Chaplin) tenta a sorte como garimpeiro em meio a corrida do ouro de 1898. Lá ele conhece o gordo McKay (Mack Swaim), com quem cria bastante confusão após uma tempestade de neve, e se apaixona por uma dançarina (Georgia Hale).


CINE CAFÉ (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 19, sábado, às 17:30 horas, o filme FEIOS, SUJOS E MALVADOS (Brutti sporchi e cattivi, Itália, 1976, 115min). Direção de Etore Scola. Sinopse: Giacinto mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes num barraco de uma favela de Roma. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)






CINE CAFÉ VOLANTE (VÁRZEA ALEGRE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Várzea Alegre (Associação Comunitária Manoel Rodrigues, Sítio Umari dos Costas, Várzea Alegre), com entrada gratuita, exibe no próximo dia 19, sábado, às 18 horas, o filme ANTONINHA (Brasil, 2011, 20min). Direção de Laércio Ferreira Filho. Sinopse: No filme, o Sertão vive um longo período de seca verde e os agricultores se veem obrigados a apelar para as superstições e crendices. Uma delas é roubar a imagem de São José, da residência do Coronel João Bezerra Vanderley, grande proprietário de terras do Sertão nordestino. O roubo do santo provoca grande fúria no coronel, que ameaça mandar embora todos os moradores. Em meio ao desespero, a menina Antoninha, filha de um morador, destaca-se pela ousadia e determinação, despertando o olhar do coronel.

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
RESOLUÇÃO N.º 811 DE 01 DE MARÇO DE 2016 Concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense e adota outras providências. Art. 1.º - Fica concedido, nos termos do Artigo 198 e seguintes da Resolução de n.º 297/2001 (Regimento Interno), o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor JORGE MÁRIO BERGOGLIO – Sua Santidade Papa Francisco. Art. 2.º - A honraria será entregue em Sessão Solene destinada a esse fim, em data a ser estabelecida pela Mesa Diretora da Câmara. Art. 3.º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Autoria: João Alberto Morais Borges; Coautoria: Rita de Cássia Monteiro Gomes; Subscrição: José Ivan Beijamim de Moura, José Nivaldo Cabral de Moura, Cícero Claudionor Lima Mota, José Tarso Magno Teixeira da Silva, José Adauto Araújo Ramos, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Rubens Darlan de Morais Lobo, Paulo José de Macêdo, Danty Bezerra Silva, José Vieira Neto, Auricélia Bezerra e Maria Calisto de Brito Pequeno. 

RESOLUÇÃO N.º 812 DE 01 DE MARÇO DE 2016 Concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense e adota outras providências. Art. 1.º - Fica concedido, nos termos do Artigo 198 e seguintes da Resolução de n.º 297/2001 (Regimento Interno), o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Reverendíssimo PADRE JOÃO CARLOS PERINI, pelos relevantes serviços prestados a comunidade juazeirense. Art. 2.º - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3.º - Ficam revogadas as disposições em contrário. Autoria: Maria de Fátima Ferreira Torres; Subscrição: José Ivan Beijamim de Moura, José Nivaldo Cabral de Moura, Cícero Claudionor Lima Mota, José Tarso Magno Teixeira da Silva, José Adauto Araújo Ramos, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Rubens Darlan de Morais Lobo, Paulo José de Macêdo, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, Antônio Vieira Neto, Francisco Alberto da Costa, Maria Calisto de Brito Pequeno e Auricélia Bezerra. 

RESOLUÇÃO N.º 813 DE 01 DE MARÇO DE 2016 Concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense e adota outras providências. Art. 1.º - Fica concedido, nos termos do Artigo 198 e seguintes da Resolução de n.º 297/2001 (Regimento Interno), o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor HÉLIO CHAGAS LEITÃO NETO, pelos relevantes serviços prestados à comunidade juazeirense. Art. 2.º - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3.º - Ficam revogadas as disposições em contrário. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva; Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva, Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, José Adauto Araújo Ramos, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, João Alberto Morais Borges, Maria Calisto de Brito Pequeno, Auricelia Bezerra e Rita de Cássia Monteiro Gomes. 

RESOLUÇÃO N.º 814 DE 01 DE MARÇO DE 2016 Concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense e adota outras providências. Art. 1.º - Fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor DAMIÃO SILVA LEMOS, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Art. 2.º - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3.º - Revogam-se as disposições em contrário. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva; Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva e Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, João Alberto Morais Borges Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, José Adauto Araújo Ramos e pelas Vereadoras Auricélia Bezerra, Maria Calisto de Brito Pequeno, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Maria de Fátima Ferreira Torres.

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
219: (07.03.2016) Boa Tarde para Você, Maria Helena Macedo Sampaio
No ano passado, numa dessas crônicas, eu tive a lembrança de fazer um pouco de memória sobre o Grupo Padre Cícero, nos seus mais de noventa anos de existência, realçando esta sua missão civilizadora, tendo à frente figuras notáveis do magistério juazeirense. Na oportunidade fiz questão de nomear cada uma de suas diretoras, a partir de Maria Gonçalves da Rocha Leal, criatura que me impressionou tanto por seu porte, cultura e vocação, terminando por mencionar a sua diretora atual, a professora Maria Helena Macedo Sampaio. Há uns dias passados tive o prazer de voltar ali e ser recebido por ela, o que me ensejou conhecer um pouco mais da instituição e de seu cotidiano, agora que é parte do patrimônio educacional e da gestão municipal. Quero manifestar a si, professora Maria Helena, os meus agradecimentos por tão simpática e fraterna acolhida na curta visita que, a rigor, me encheu de emoção ao verificar que, mesmo em meio a tantas e por vezes injustificadas dificuldades, segue a velha escola o seu caminho. No nosso trânsito diário pelas redondezas do Socorro, muitos de nós temos quase um encontro diário com o velho Grupo, na lembrança com uma destas heranças dos tempos do Patriarca, porque tendo sido a primeira escola pública estadual, ela se mantém vistosa, um marco da arquitetura de então, outrora emoldurada por palmeiras e muro de proteção. Foi este um primeiro sentimento que me ocorreu, professora Helena, ao ver a situação atual quando até nos parece que o Grupo hoje sobrevive, graças a uma manutenção deficitária que em princípio negligencia sobre esta sua fisionomia, de grande valia para sua existência e função. As palmeiras estão morrendo e a inexistência de uma melhor proteção na cercadura do estabelecimento, o tem colocado como alvo frequente de vandalismo e de atentados à segurança dos docentes, funcionários e alunos, por investidas de gente marginal e contra o patrimônio. Por inúmeras histórias, sou testemunha do quanto, diretoras como a senhora, têm se empenhado para sensibilizar os governos no sentido de acolher estas reinvindicações que, se realizadas, garantiriam uma melhor tranquilidade daquelas centenas de alunos matriculados. Faço também minhas, professora Helena Sampaio, estes desejos para que um bom cristão (e não me veja com preconceito religioso) seja sensível a estas reclamações que vocês costumam fazer ainda com tanta tolerância e pondo nisso até muito afeto, que é como tratam a instituição. Aquelas palmeiras que tanto encanto trazem ao nosso espírito na visão do histórico Grupo, não podem morrer nessa velhice precipitada, mas devem ser alvo de um trabalho de revitalização, e se algumas já estão no irremediável caso, então que se replantem, restaurando esse encanto. É necessário, professora Helena, restaurar a concepção primitiva de suas proteções, não como sinal desse saudosismo que por vezes alegamos e queremos justificar, pois vivemos novos e tumultuados tempos que precisam garantir a salvaguarda da instituição na função tão meritória, dos dias atuais. Uma instituição tão importante como esta, na nossa realidade, ainda mais pela destinação que atualmente cumpre, pela educação especial a centenas de alunos, merece melhores atenções, e ao contrário, é o que nos choca, visitantes eventuais que adentramos suas portas tão apressadamente. No geral, constatamos que suas instalações se conservam quase intactas como se fiéis à primitiva concepção arquitetônica e instalações, a desconhecer o que se inovou ou o que se dispõe para tornar mais eficiente a missão educativa, agregando tecnologia e recursos educacionais. Grupo Padre Cícero, professora Helena Sampaio, ou como o denominamos depois de 2003, Escola de Ensino Infantil e Fundamental Padre Cícero merece esta atenção de cada um de nós, cidadãos desta cidade, e de modo particular, dos nossos gestores públicos. Bem sabemos que coisas como estas nem sempre são compreendidas pelos nossos homens públicos que preferem investir em coisas temporais e vistosas buscando dividendos eleitoreiros ocasionais. Insisto, como também é esta a sua marca, professora, para que não abramos mão das nossas prerrogativas de continuar cobrando da municipalidade uma atenção especial sobre o velho Grupo. Cumprimento-a nessa tarde, professora Maria Helena, para também manifestar o nosso apoio, pois isso também faz parte do nosso compromisso cidadão, e da missão digna que representa.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 07.03.2016)

sábado, 5 de março de 2016



BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.

217: (24.02.2016) Boa Tarde para Você, Maria Nelly Sobreira de Carvalho Barreto
É com grande prazer que registro, penitenciando-me pela demora, e já a cumprimentando pelo fato de você ter recebido recentemente o prêmio nacional Jayme Torres de Farmácia, decorrente do trabalho científico sobre a Análise da Percepção dos Farmacêuticos e Gestores de Farmácias Comunitárias do Município de Recife, Sobre a Atenção Farmacêutica. Você, Nelly, poderia ser uma destes milhares de profissionais graduados em Farmácia na região nordestina, desde 1994, quase anonimamente, mas desde o início, já com a habilitação em Análises Clínicas pela Universidade Federal do Ceará, tornou-se muito destacada e competente. Em sua carreira há seguidas especializações em Saúde Pública e em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde, para atingir brilhantemente o seu mestrado em Saúde Pública, em 2012, já como farmacêutica da Prefeitura do Recife com função de assistente de projetos e ensino. Menciono também a sua larga experiência na área de Saúde Pública, com ênfase em Atenção Primária, atuando principalmente nos temas de política de assistência farmacêutica, avaliação de programas de saúde e epidemiologia das doenças crônicas não transmissíveis. O prêmio que você conquistou recentemente, concedido pelo Conselho Federal de Farmácia, foi criado em 2002, tendo como objetivo o estímulo à pesquisa e à produção de artigos técnico-científicos entre farmacêuticos e acadêmicos de farmácia. Essa distinção reconhece sua grande dedicação profissional, especialmente na docência que hoje você realiza junto ao Curso de Farmácia da Faculdade Pernambucana de Saúde e que se iniciou remotamente, uns vinte anos atrás, quando você, Nelly, trabalhava em sua própria terra num trabalho pioneiro sobre a Implantação da Assistência Farmacêutica em Juazeiro do Norte. A premiação também pode assim ser uma consequência do que você assumiu a partir de 2008 com as atividades de tutoria no Curso de Especialização em Saúde da Família na modalidade residência Multiprofissional Integrada da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco. Esse serviço de residência é fundamental para a formação de novos quadros profissionais, por ter enfoque multiprofissional e pelo que se permite acompanhar, não apenas os residentes de Farmácia, mas também técnicos de muitas outras atividades da área da saúde. Por isso, todos os méritos à sua competência e dedicação, mais e mais referendados por sua diligente e continuada formação técnica registrada em exuberante perfil curricular, pleno de títulos, prêmios, cursos, orientações, e produção científica constante em revistas e livros técnicos. Enfim, Nelly, merece os melhores elogios o seu intenso exercício profissional voltado para a permanente atualização dos caminhos que adequam melhor o exercício técnico e o trabalho destes jovens egressos das faculdades e universidades nos seus campos de atuação. Vejo hoje, com particular interesse, exatamente porque estou na condição de docente de um curso de Farmácia na região do Cariri, esta efervescência com que explodem estes múltiplos interesses da atuação do farmacêutico, especialmente em cidades de porte médio como estas nossas.
É papel importante de nossas ações como centro gerador de competências estas funções específicas do exercício profissional, de forma mais objetiva, e no geral, por tudo aquilo que importa acompanhar em orientações e trabalho tutorial aos acadêmicos que vão chegando ao mercado. Louvo as suas iniciativas, Nelly, por estas responsabilidades que você assumiu e que capto na sua vida docente, levando a termo uma atividade valiosíssima em prol da melhor capacitação destes novos quadros profissionais na área da Farmácia. Não posso deixar de lembrar a mim mesmo que parte desta emoção vem em recompensa a esses duros caminhos que enfrentamos na vida docente, parte da vocação de cada um de nós, na sua própria realização e do bem que este trabalho contribui para a comunidade. Minimamente, foi o que senti em conforto ao ler que parte de sua formação se deveu a um profissional de grande competência, Everardo Menezes, hoje pós-doutor na UFC, outrora meu orientado, enquanto ainda estudante de graduação. Felicito-a, Nelly, desejando que sua trajetória profissional ainda mais se enriqueça e se distribua pelos caminhos da docência universitária, entre tantos jovens que orienta. (Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 24.01.2016)

BOA TARDE (II)
218: (29.02.2016) Boa Tarde para Você, Raimundo Aniceto

Dias atrás eu fui surpreendido, e imagino que bem assim muitos milhares de caririenses, com a triste informação corrida na imprensa sobre um acidente vascular cerebral que vitimou o Mestre Raimundo Aniceto, da Banda Cabaçal mais famosa desse pais, a dos Irmãos Aniceto. O ano passado, mal começara, já 2015 nos deixava a triste ocorrência da morte de Mestre Antonio José Lourenço da Silva, aos 82 anos, acometido de um quadro de insuficiência renal, e que também tivera um AVC, do qual não resistiu. Estamos falando de dois homens, dois grandes Mestres da arte popular desta região, figuras sagradas de uma herança cultural que veio de avós e pais, desde o século XIX, de uma gênese indígena Kariri, a partir do velho fundador do grupo, José Lourenço da Silva, o José Aniceto. Dirijo a você nesta tarde, Raimundo Aniceto, a minha saudação fraterna, solidário a esta aflição que você vive, com extensão a toda a sua família e ao imenso círculo de afeto que consagrou esta admiração pelo notável trabalho da Banda Cabaçal, sucedendo seu irmão Antonio. Neste momento, é para se ouvir um silêncio respeitoso que se faz sobre a arte do Cariri, de tão ricas tradições, algumas das quais construídas por Josés, Antonios e como este Raimundo, de 86 anos, imensos na sua alegria de continuar a trajetória vitoriosa de um grupo de brincantes que se mantém renovado com membros da família em 3 gerações, varando o terceiro século de existência.

Saúdo você, Raimundo Aniceto, diante deste sentimento comum e esperançoso, de que você resistirá bravamente e muito em breve estará conosco, pelos palcos, pelas praças, pelas ruas, alegrando a grande alma desse povo que se estende desde as Batateiras e vai pelo ôco do mundo. Não é para desanimar, pois você é sertanejo forte e bravo, é alegre e brincalhão, e vem de berço de heróis da resistência, pai e mãe mais que centenários, gente simples e bem humorada entre o campo e a cidade, operários de agricultura e música, eméritos cidadãos do mundo, entre viver e arte. Na sua ausência, no resguardo necessário para restabelecer sua saúde, se fala pela rua como um lamento que não tem música, não tem dança, não tem pinotes, não tem alegria. De fato, tudo silencia em respeitosa contrição para louvar o Mestre e os seus feitos que tanta alegria proporciona ao seu povo sofrido. Gostei de ler um dia esta licença poética de um admirador anônimo dos Aniceto quando nos diz que a despeito de tais percalços, a Banda segue, tocadores fortalecidos em Deus, pois com certeza também Deus era um tocador de pife e foi soprando num deles, instrumento talvez feito de taboca celeste, que deu vida ao Homem com seu sopro fiel. A grande admiração que ampliamos em nossa reverência, Raimundo, é esta, a de louvar a imensa dedicação de toda a família em manter esta tradição, de se fazer presente desde os dias simples como pelos recantos do Crato, e na grandeza de outras caminhadas entre Europa, França e Bahia. A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto é parte deste orgulho que cada caririense exibe diante dos valores de sua terra, é parte da alegria de uma gente que os vê tocar, cantar e pinotar, não importa que seja em procissão, batizado, casamento, renovação, aniversário, ou na novena do santo. Vez por outra vejo seus vídeos e escuto algumas peças dos quatro discos que temos nesta coletânea dos seus trabalhos, para manter viva esta identidade cultural que cada caririense guarda com a arte que nos veio da tradição indígena e que se revitalizou pela banda dos Irmãos Aniceto. Gosto muito de vê-los tocar, Raimundo, e me divirto muito com a graça de suas coreografias, como a do Corta Tesoura, do Pula Cobra, do Trancelim, do Amassa Barro, do Jogo de Facão, do Cachorro na Peia, do Maribondo, do Esquenta Muié, e outras mais. Tenho fé em Deus, Raimundo, que sua luta presente parece incorporar a Luta do Severino Brabo, personagem real de sua infância, presente em sua música e como tal, você aí está fortalecido e armado de todos os facões para a batalha da sobrevivência, longe de uma última luta. A você, Raimundo, grande Mestre da Cultura deste pobre e rico Estado do Ceará, que assim o tem distinguido, um brinde à sua saúde, à sua felicidade pessoal e de sua família, com o desejo ardente de todos nós para que logo estejamos festejando o seu retorno, a sua mais longeva existência, ao som fascinante de uma celebração grandiosa, à frente da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. (Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 26.02.2016) (Foto de Wilson Bernardo)
ENTREVISTA AO DN CARIRI
Há poucos dias, por e-mail, eu concedi uma entrevista à querida jornalista Elizangela Santos, para uma matéria sobre a Estação Ferroviária de Juazeiro do Norte, que efetivamente foi veiculada no caderno DN Cariri, do Diário do Nordeste (DN), edição de 28.09.2016. Como não havia espaço suficiente para a publicação na íntegra, em alguns aspectos eu me ressenti da edição que foi feita, sem maiores pecados. Deste modo, reproduzo aqui minhas respostas ao questionamento da Elizangela Santos, na sua íntegra, o que aconteceu em 25.02.2016.

Elizangela Santos (DN): De que forma você vê atualmente a preservação desse patrimônio deixado na cidade, que traz à memória realizações de um dos seus grandes fundadores?
Renato Casimiro: Vejo com profundo lamento. Nós, povo e cidade, temos uma péssima convivência com a necessária providência de preservação da memória histórica. E neste caso, o prejuízo se verificou em dois sentidos: Primeiro, porque desde a sua inativação o prédio foi destinado a vários propósitos equivocados, todos na indigência, para que caisse em desgraça, mesmo porque nunca foi apoiado como devia pelo poder público. Segundo, porque pela vontade do Patriarca, Pe. Cícero ao escolher este local para a estação ferroviária, ainda nos anos 20, ele deveria ter sido o centro geográfico da cidade, porque era a sua previsão – quase profética, como até parece ser hoje. Ora, o Pe. Cícero, vinte anos antes, já havia conhecido este equipamento em cidades européias, quando esteve na Itália, e delas tinha sido usuário, e quis deixar esta contribuição para sua cidade. Mas, administradores municipais posteriores nunca prestaram atenção nisto e hoje, em torno desta localização e desta herança, lamentamos que a implantação do VLT, como atualmente existe, não mais teve a significação que seria esperada. Também porque esta via não integra mais Missão Velha e Barbalha, e até Crato o problema se arrasta sem viabilidade econômica devida. Até para fazer a sua integração com as alternativas de transportes urbanos locais a coisa não anda. Somos uma cidade a caminho de 300 mil usuários vivendo um caos com uma malha viária capenga.
Elizangela Santos (DN): No caso da Estação, há muitos anos abandonada, haveria possibilidade de um tombamento pelo Município e pelo Iphan?
Renato Casimiro: Sim, perfeitamente, o tombamento é esperado há muito tempo. Mas, o que é isto? Tombar para deixar ao léo, para tombar espontaneamente pelas chuva e ventos? Quanta coisa esta cidade já perdeu pela omissão? Bem recentemente tivemos um prefeito que assinou lei municipal tombando velhos casarões no entorno da Praça Pe. Cícero, para ainda no seu mandato “destombar”, anulando o ato que assinara anteriormente. Então, não há consciência de que isto tenha algum valor. Assina-se um ato municipal desta envergadura e depois, sem motivo qualquer, cede-se a interesses escusos. Basta ver algumas fotos antigas do velho centro para ver o quanto foi para o chão. Só os mais antigos reclamam do que se derrubou para fazer estacionamento e para se construir alguns monstrengos de beleza e funcionalidade questionável. 
Elizangela Santos (DN): Do ponto de vista econômico, qual a contribuição dada pelo transporte ferroviário ao desenvolvimento de Juazeiro do Norte?
Renato Casimiro: Embora o transporte ferroviário tenha sido mais presente até os anos 60, portanto há mais de 50 anos, sua importância foi muito grande como alternativa para a população, tanto na direção de Fortaleza, quanto da Paraiba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, pelas conexões via Arrojado (CE), Sousa (PB) e Mossoró (RN). Depois disto ainda ficou por um bom tempo como via para o tranporte de carga da exploração mineral da Chapada do Araripe e o suprimento de derivados de petróleo para o Cariri. A despeito de que nesta fase terminal, a via de transporte se fez com algo mais charmoso e eficiente para passageiros (foi o tempo do inesquecível Sonho Azul, com poltronas reclináveis e mais confortáveis para o destino de Fortaleza, em horário noturno), erroneamente o governo privilegiou o asfaltamento da BR 116 (claro, necessária), mas às custas da eliminação de uma via barata para cargueiros. Mas, indiscutivelmente, a ferrovia foi um instrumento de grande eficiência para o nosso desenvolvimento, especialmente após a nossa eletrificação pela CHESF, em 1961, quando as bases deste progresso econômico e social que vivemos foram assentadas. 
Elizangela Santos (DN): Você tem algum conhecimento específico de peculiaridades relacionadas a esse prédio, que hoje já está praticamente no Centro da cidade?
Renato Casimiro: O prédio foi construído em 1925 seguindo um modelo arquitetônico que foi estabelecido pela então Rede Viação Cearense (RVC), desde os tempos da antiga Estrada de Ferro de Baturité. Ao seu lado, ainda hoje há um pequeno monumento fincado em alvenaria para a celebração deste dia de inauguração. Por pouco, anos atrás um secretário municipal não mandava destrui-lo para desobstruir a rua. Santa ignorância. O Ceará moleque tratava a RVC, na contemplação das velhas estações e Marias Fumaças, como rapariga velha e cansada. Eram máquinas lentas que pareciam chegar a cada cidade do Ceará estafada pelo cansaço do trajeto. Em todos as comunidades, cidades ou distritos, os prédios da antiga RVC se tornaram ícones destas comunidades e sinal evidente de seu progresso. Entre nós não foi diferente, pois a nossa guarda ainda hoje, na memória de muitos, uma sinal de alegria e uns sobreviventes até lembrarão as cenas maravilhosas da estação em festa, que era quando da chegada ou da partida de uma composição. Ela trazia a alegria e sua buzina estridente e os sinos que tocavam acordavam a cidade, especialmente em dia de feira, nos sábados e segundas. Não havia a praça de hoje, a antiga dos Ourives, hoje rebatizada, mas no largo quadro havia um pavilhão de madeira onde se bebia caldo de cana com bolo e pães doces e eram servidas refeições. A ferrovia contribuiu para integrar mais o Cariri, pois havia também o ramal para Barbalha, atravessando o hoje Pirajá e a Lagoa Seca. Mas, esta tal visão modernosa do progresso determinou até a retirada dos trilhos que agora reclamamos para a extensão do VLT, mas em vão. Nessa estação ferroviária do Juazeiro, enquanto foi possível, tudo era uma festa, e como diz o poeta: “Todos os dias era um vai e vem /A vida se repete na estação / Tem gente que chega pra ficar / Tem gente que vai pra nunca mais / Tem gente que vem e quer voltar / Tem gente que vai e quer ficar / Tem gente que veio só olhar / Tem gente a sorrir e a chorar. / E assim chegar e partir / São só dois lados / Da mesma viagem / O trem que chega / É o mesmo trem da partida / A hora do encontro / É também despedida / A plataforma dessa estação / É a vida desse meu lugar / É a vida desse meu lugar / É a vida...” (Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento e Fernando Brandt). 

ECOS DA RECONCILIAÇÃO (I)
Já está circulando a Revista Família Cristã, edição 963, em seu ano 82, referente ao mês de Março deste ano, com extensa matéria, em 13 páginas, sobre a mais recente notícia com respeito a Reconciliação da Igreja com o Padre Cícero. Abaixo reproduzimos seu Editorial (Bem-Vindo, Padim) e recomendamos a sua leitura, o que será possível através do site http://www.paulinas.org.br/familia-crista/?system=news&id=12657&action=read&page=1. “Mais de 80 anos após a morte do padre Cícero Romão Batista, a Igreja Católica emitiu, em dezembro de 2015, uma carta de reconciliação na qual acerta os ponteiros com o legado espiritual do sacerdote mais popular do Nordeste brasileiro e, quiçá, do País. Assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, o texto expressa o pensamento do papa Francisco a respeito do padim – “Viveu uma fé simples, em sintonia com o seu povo e, por isso mesmo, foi compreendido e amado por ele” – e coroou o esforço de dom Fernando Panico, da Diocese de Crato (CE), que tanto se empenhou na reaproximação do filho dileto do clero cearense com a hierarquia da Igreja. Porque entre padre Cícero e o chão dessa mesma Igreja, aquela Igreja popular e sofrida com cheiro de povo, jamais houve cisma. Ao contrário, desde o século 19, padre e fieis vivem uma relação de amor que se sobrepõe à modernidade, ao secularismo e ao crescimento das igrejas evangélicas e pentecostais. Não se pode negar que, em razão de um contexto social difícil às religiões tradicionais, a Igreja hoje precisa mais de padre Cícero – e de seus milhões de devotos – do que ele da Igreja. E por isso se deu a reconciliação. Mas seja como for, em um momento em que o aprisco da Igreja encolhe é esperançoso vê-la se socorrer no vigor popular, nas periferias do mundo e de onde antes “nada se podia esperar que algo de bom pudesse sair”. Porque uma das soluções para uma Igreja que sangra está em deixar seu centro romano confortável e acomodado. Está em pôr-se em movimento rumo aos extremos do mundo. Atrever-se a dialogar com quem ainda não fala sua língua, não conhece seu espírito nem sua cultura. Misturar-se aos povos e aculturar-se. Está em ver no desconhecido mais semelhanças do que diferenças. Porque um dia o próprio Jesus incentivou os discípulos a levaram o Evangelho a todos os cantos da terra e ele devia saber o que fazia. Em algum lugar – certamente, o Paraíso –, padre Cícero deve estar concordando com essas ideias e, apesar da inexplicável demora, agradecendo sem ressentimentos à Igreja que o recebeu de volta.”
ECOS DA RECONCILIAÇÃO (II)
Continuamos a inserir nesta Coluna alguns escritos e opiniões que continuam saindo pela imprensa do Brasil, ecoando a recente atitude da Igreja Católica, através de pronunciamento da Santa Sé, reconciliando-se com o Revmo. Pe. Cícero Romão Baptista. Reproduzimos abaixo um artigo escrito pelo Dr. Antonio Carlos Siufi Hindo, publicado no jornal O Progresso, Dourados, MT, no dia 09.02.2016. e que pode ser encontrado em http://www.progresso.com.br/opiniao/padre-cicero-romao-batista , com o título de Padre Cícero Romão Batista.

Na região mais pobre do sertão cearense, especificamente na cidade de Juazeiro do Norte, um padre de origem humilde transformou a vida de um punhado de pessoas, que viviam desesperadas, sem norte e sem nenhum destino numa quadra de esperança e de vida. Naquela rotina dramática o sertanejo resignado com a sua própria sorte outra alternativa não lhe restava senão lutar e de se apegar com Deus e com a sua fé para continuar vencendo os desafios que o destino reservava para cada um deles. Foi nessa quadra de sofrimento e dor intenso que Deus na sua onipotência divina reservou para a vida daquela população a ação sempre santa das suas mensagens transubstanciada na pessoa física de Cícero Romão Batista. E tudo transcorria na mais absoluta normalidade na vida daquele povo, até o dia em que um hóstia consagrada colocada na boa da beata Maria de Araujo, se transformou em sangue. Pronto. Foi o que bastou para que a Igreja da época remetesse o sacerdote à condição de um visionário. Nada mais perverso. O tema desnudou a face mais retrógada dos principais líderes religiosos da Igreja Católica de então transubstanciada na inveja de seus pares. Foi essa mesma inveja incrustrada no coração das pessoas ao longo da história da civilização, que impediram o Cristo de realizar os seus milagres em sua cidade natal. A inveja continua presente e viva no seio da nossa sociedade. Ela está em todas as oficinas de trabalho, nas relações pessoais, nas relações sociais, e em todos os outros campos de atividade em que estiver envolvido o ser humano. Não temos outra saída, a não ser conviver com o seu ranço que nos estigmatiza e transfigura a nossa alma. Mas, o que fizeram com o padre Cícero em nenhum momento desencantou o valor da crença, da fé, da confiança, que aquele verdadeiro homem de Deus conseguiu despertar no seio daquela população sofrida. Esse fato é a mais contundente de todas as provas de que a fé das pessoas não precisa de nenhum tipo de prova para aceitar como verdadeiros os ensinamentos que lhes são ministradas por vocação divina. E o Papa Francisco voltou novamente a surpreender o mundo ao perdoar o santo de Juazeiro do Norte de todas as punições que lhe resultaram impostas pela igreja católica entre os anos de 1.892 e 1.926, em nosso território nacional. A fé daquele povo sofrido pelo seu conselheiro continua inquebrantável. Suas palavras continuarão sendo a sentinela mais forte a animar os homens de bons propósitos a acreditar na vida e fazer dela um raio de luz para os que vivem na escuridão. A ação papal resultou digna dos melhores elogios e sinalizou para um outro dogma de regular a importância: ninguém salva ninguém a não ser os nossos atos, as nossas ações, os nossos sentimentos, nobres e elevados e o desejo sempre presente de auxiliar o nosso semelhante a encontrar o seu destino de grandeza e de esperança. O perdão é a palavra mágica que nos salva e nos redime. Foi ele o grito tresloucado daquele que deu sua própria vida para nos salvar. Francisco sabe interpretar como ninguém esses fatos. O seu papado está sendo considerado por muitos como verdadeiro divisor de águas no seio da Igreja Católica. Isso é muito bom e alvissareiro. É o prenuncio que a Igreja pode ainda oferecer novas e surpreendentes ações de um homem que, tendo saído da cidade de Buenos Aires rumo à cidade do Vaticano para escolher um novo pontífice por lá permaneceu para ser ele próprio o grande vetor da paz, da concórdia e da união entre os povos e as nações ao redor do mundo. (O autor, Dr. Antonio Carlos Siufi Hindo, é promotor de Justiça aposentado. e-mail: dr.hindo@hotmail.com)
ECOS DA RECONCILIAÇÃO (III)
Em artigo publicado na Gazeta de Alagoas (Maceió), nesta data (05.03.2016), a professora Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros (Antropóloga, doutora em Ciências Sociais, pós­-doutora em Antropologia e em Ciência da Literatura, professora aposentada da UFRJ e da UERJ), principal estudiosa da religiosidade nordestina, avalia a reabilitação do Patriarca do Juazeiro em paralelo com a evolução histórica da igreja católica. Vejamos seu texto, sob o título “PADRE CÍCERO ROMÃO REABILITADO E O PAPEL DO PAPA FRANCISCO”. “Tenho refletido muito sobre o ambiente de regozijo com a Reconciliação, que conduziu o retrato do Padre Cícero ao interior da igreja onde foi batizado e celebrou sua primeira missa como sacerdote. Pensar no Padre Cícero para mim é evocar o grande juazeirense Padre Azarias Sobreira e seu inigualável livro sobre a história do Nordeste e de sua igreja – O Patriarca de Juazeiro. Seus inesquecíveis depoimentos me tocam. Lembram-­me sua firmeza de caráter e, indagado, a resposta que me deu sobre a possibilidade de algum dia ter tido dúvidas pela escolha do sacerdócio católico, quando me afirmou muito ter sofrido e pedido a Deus o “milagre de um sinal de que esta é sua Igreja”, acossado como sempre viveu pela descoberta dos erros da hierarquia da igreja cearense em relação ao Padre Cícero. Este milagre aconteceu, dando-­lhe o júbilo de ver a ascensão de João XXIII (Cardeal Roncalli) ao Papado, e a abertura do Concílio Vaticano II (11/02/1962), a primeira grande reforma da Igreja proposta por um membro da hierarquia sacerdotal. Antes, as grandes reformas tinham sido propostas por leigos, como Francisco de Assis em 1209, opondo a pobreza aos exorbitantes tesouros e opulências do poder papal, enfim proclamando a “regra dos menores” em rejeição aos bens materiais. Longo foi o caminho da Igreja cristã primitiva nos seus primeiros três séculos de helenização para se adaptar à paideia grega de conciliação entre os poderes do mundo, até que no quarto século (313) o imperador Constantino suspendesse a perseguição ao cristianismo, tornando-­se ele próprio cristão, atraindo para fortalecimento de seu poder todos os cristãos do Império Romano. Em 325 Constantino convoca o I Concilio de Niceia, do qual participaram cerca de 300 bispos cristãos, no qual se proclama a unidade política do Império e a Doutrina da Trindade. Para a expansão do cristianismo, Constantino transfere a capital do Império para Constantinopla em 330. Antes de morrer havia estabelecido a existência de livros canônicos e livros apócrifos. Nos séculos seguintes a Igreja vai substituindo o desapego material pelo luxo, separa­-se da Igreja Ortodoxa do Oriente, tornando-­se a Igreja Romana a principal força do Ocidente, com centralidade na Europa.. A história do crescimento do viés de riqueza do papado é também a história da reação dos “franciscanos espirituais” ao crescente poder econômico-­político da instituição dirigente do catolicismo ocidental. A resistência dos “espirituais” crescia com a adesão maciça de cristãos a seus princípios, até à ideia da pobreza de Cristo, que atingia a ordem social daquele tempo. Desde Bonifácio VIII os franciscanos espirituais foram condenados: em 1311, 1317, 1322 e 1323. Essa repressão é respondida pelo mais contestador dos pensadores franciscanos, Guilherme de Ockham, que escreveu sobre o principal problema político de seu tempo, referindo-­se ao papa João XXII: “o poder do papa, o seu direito de determinar os caminhos e os limites da vida espiritual, o seu direito de intervir nas questões temporais, o seu direito inquestionável de propriedade e o seu direito de ter a sua autoridade inalcançável pelos outros poderes”. (1) A alegria do Padre Azarias em 1973 era poder ter assistido, mais de seiscentos anos após a luta dos franciscanos espirituais, a retomada de suas teses por João XXIII no Concílio Vaticano II (11/02/1962), cujos temas centrais foram a Misericórdia e o voltar-se a Igreja para os pobres. João XXIII demonstrou preocupações com temas como a pobreza de Cristo, elemento basilar do mundo beato, do qual Padre Azarias foi o maior divulgador e defensor, principalmente das práticas de seu criador – Padre Mestre Ibiapina. Imagino seu entusiasmo se estivesse assistindo a atuação de um cardeal latino-americano, jesuíta Jorge Mario Bergoglio que, eleito papa após a renúncia de Bento II, escolhe a nominação de papa Francisco, preocupado com a pobreza e a violência no planeta, preconizando uma Igreja voltada para esses problemas concretos nas atuais dinâmicas do mundo contemporâneo. Evocando teses caras a João XXIII, como Evangelho dos pobres e uma Igreja Pastoral, Francisco publica “Evangelii Gaudium” e convoca o Sínodo da Família em 2014 e 2015, quando são expostos conflitos internos da Igreja Romana contemporânea, num mundo em crise econômica e de valores, marcado por extrema violência e aparecimento de novos protagonistas na cena internacional de disputa do poder hegemônico num momento de diminuição da importância da Europa. Para seu papado, convoca titulados e experientes participantes de cargos como o Cardeal-presbítero de 83 anos de idade Walter Kasper (membro da Congregação para as Igrejas Orientais, do Pontifício Conselho para a Cultura, Congregação para a Doutrina da Fé, Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e Pontifício Conselho para os Textos Legislativos) e o respeitado diplomata Pietro Card. Parolin seu Secretário de Estado. Francisco empreende a dificílima tarefa de reforma do papado, objetivando principalmente efetivar a Descentralização do poder decisório entre Bispados nacionais e regionais. Isto é expresso pela criação de um estatuto das conferências episcopais, com o Evangelho dos pobres, ouvindo o “sensus fidei do povo”, como propusera João XXIII. Preocupado com escândalos na Igreja, Bergoglio se preocupa com a escassez de vocações sacerdotais, mas clama por “fervor apostólico religioso”, enquanto expande para a Ásia a Evangelização. Preocupado com a moral religiosa, incrementa maior rigor na seleção de seminaristas, elencando a fragilidade de motivações como busca de formas de poder, de glória humana ou bem estar econômico e insegurança afetiva. Como característica de uma Igreja Pastoral, recomenda criatividade das Igrejas locais na escuta dos principais problemas que angustiam os cristãos em cada país, em cada região. Enfim, recomenda a Igreja atenta aos clamores de seu povo, à fé e à moral cristã, na construção de uma verdadeira Igreja Mundial. Para quem vive ou estuda as romarias de Juazeiro, é como se aí se encontrasse a ideia, emanada do mundo beato, de que a pobreza de Cristo irmanava-­o com todos os romeiros do Padre Cícero e da Mãe das Dores, numa piedade cristã que o tempo, mesmo com todas as incertezas desse “vale de lágrimas” contemporâneo, só tem feito multiplicar. Reconciliando a Igreja com o Padre Cícero, o Papa Francisco supera a proposta de Ratzinger de “reabilitação histórica” deste que é o maior guia do povo nordestino, tendo vivido para que o catolicismo seja educação, forma de vida, consolo dos aflitos, força dos necessitados, respeito aos 10 mandamentos da lei de Deus, fé em Nossa Senhora das Dores, misericórdia, exaltação do trabalho no exemplo de São José Carpinteiro, resistência ao sofrimento e o perdão divino. Constituindo a categoria “homem de bem”, para designar seus seguidores que o ajudaram no “ciclópico trabalho” (Sic Azarias Sobreira) de soerguimento da vida nos sertões do Nordeste ­ com a palavra do evangelho, o trabalho e a oração, Ibiapina fundiu em seu programa missionário os preceitos de São Bento e São Francisco de Assis, este último a principal evocação de Bergoglio. Em sua concepção de autonomia da Igreja local para suas práticas pastorais, Francisco destacou na América Central o sacrifício de Dom Romero em El Salvador e, na América Latina, a obra de Padre Cícero no Juazeiro do Norte, último testemunho do Mundo Beato em seu possível histórico no seio de uma Igreja em transformação. Procurando fragmentar o poder de dominação do Vaticano, o atual papa pratica o ecumenismo proposto por João XXII e, como aquele, procura a Conciliação entre todas as denominações cristãs, superando quase milenares dissensões, com o objetivo de colocar a Igreja cristã como Mediadora num tempo em que um por cento (1%) da população mundial detém noventa e nove por cento (99%) da riqueza dos bilhões restantes dos filhos de Deus. No mundo estritamente político­-econômico ­ partidos políticos, empresas e potências bélicas fazem Acordos e instalam a barbárie do saque à natureza na exploração de nióbio, coltran, petróleo, gás, tráfico de armas e drogas, com a consequência da morte ou expulsão de milhões de seres humanos de suas terras de origem, prenunciando-­se, pela potência destrutiva dos métodos utilizados nessas guerras, até o desaparecimento da espécie humana. Na busca de paz para a humanidade as Igrejas Cristãs fazem Reconciliação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, Luitgarde Oliveira Cavalcanti. Juazeiro do Padre Cícero A Terra da Mãe de Deus. Fortaleza, IMEPH, 2014, 3ª ed.
FERREIRA FILHO, Valter Duarte . Economia: Obstáculo Epistemológico Estudo das Raízes Políticas e Religiosas do Imaginário Liberal. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2016, p 122.
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
Voltamos a informar a programação do circuito alternativo de cinema em nossa região, no período compreendido entre os próximos dias 7 e 12 deste mês de março. E começamos por divulgar o lançamento da edição 29 da Sétima, Revista de Cinema, acontecida em movimentadíssima sessão acontecida no Teatro Patativa de Assaré, no SESC Juazeiro do Norte. Festejamos isto ao lado do Grupo de Estudos sobre Cinema, coordenado por Elvis Pinheiro.
CINEMARANA (SESC, CRATO)
O Cinemarana (Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 7, segunda feira, às 19 horas, o filme POESIA (Shi, Coreia do Sul, 2010, 139min). Direção de Chang-dong Lee. Sinopse: Mija é uma senhora excêntrica com uma mente inquieta e questionadora. Um dia, ela entra por acaso em uma aula de poesia em um centro cultural na vizinhança e é desafiada pela primeira vez a escrever um poema. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016) 


CINENINHO (CASA NINHO, CRATO)
O CineNINHO (Casa Ninho, do Grupo Ninho de Teatro, Rua Ratisbona, 266, em frente a RFFSA, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 8, terça feira, às 19 horas, o filme ESCOLA DO RISO (Varai No Daigaku, Japão, 2014, 121 min). Direção de Mamoru Hosi. Sinopse: A violência da censura japonesa aos textos teatrais em contraponto à criatividade artística e libertadora. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)

BIBLIOCINE (FAP, JN)
A Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE), está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri, embora seja restrito aos alunos desta Faculdade. As sessões são programadas para as terças e quintas feiras, de 12:00 às 14:00h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de Março está em cartaz, o filme JOGO DE PODER (Fair game, Emirados Árabes/EUA, 2004, 106min). Direção de Doug Liman. Sinopse: O diplomata Joseph Wilson (Sean Penn) escreveu um editorial para o jornal New York Times, no qual alega que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, de forma a justificar a invasão. Como retaliação Valerie Plame (Naomi Watts), esposa de Wilson e agente secreta da CIA, tem sua identidade revelada intencionalmente. É o início da luta de Wilson para que os responsáveis por este ato, um crime federal, sejam punidos. Ao mesmo tempo Valerie precisa se adaptar à nova realidade, afastada do trabalho e com a vida exposta pela imprensa.
CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 9, quarta feira, às 19 horas, o filme A FITA BRANCA (Dass Weisse Band, Austria/França/Alemanha/Itália, 144min). Direção de Michael Haneke. Sinopse: O filme é ambientado numa aldeia alemã em 1913. Ele é narrado em off por um dos personagens, um professor que na época dos acontecimentos tinha 31 anos, e que recorda crimes e acidentes que abalaram o vilarejo. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)
CINE CAFÉ VOLANTE (BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Auditório do Centro de Esportes e Artes Unificados Mestre Juca Mulato, Parque da Cidade, Parque da Cidade), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 11, quinta feira, às 19 horas, o filme IRREVERSÍVEL (Irreversible, França, 2002, 99min). Direção de Gaspar Noé. Sinopse: Uma mulher é violentada sem chance de socorro e em meio a muita violência. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)
CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 11, sexta feira, às 20 horas, dentro do Festival Mazzaropi, o filme CANDINHO (Brasil, 1954, 95min). Direção de Abílio Pereira de Almeida. Sinopse: A história começa em 1926, na antiga fazenda "Dom Pedro II" situada em Piracema (MG). Como o Moisés bíblico, Candinho foi encontrado nas águas, só que nas águas sujas de um riacho. Ao seu lado estava um jumentinho, chamado Policarpo, e trazia um medalhão no pescoço, sinal de origem rica. Candinho foi acolhido pelo coronel proprietário da fazenda, o monarquista Quinzinho, pois ele não tinha filhos. Três anos depois, contudo, o coronel foi pai de um casal de gêmeos e Candinho acabou sendo relegado aos serviços humildes da fazenda e ficou morando no casebre da serviçal Manuela. Vinte anos depois, ele conhece o professor Pancrácio, hóspede do coronel, que lhe ensina sua filosofia de vida "tudo que acontece é para melhorar a vida da gente", a qual ele sempre repete como um ditado. Candinho teve um namorico com a filha do coronel, Filoca, e acaba expulso da fazenda. É colocado num trem e chega em São Paulo, iniciando uma busca incansável pela sua mãe. Ele fica amigo do fugitivo Pirulito e reencontra o professor. A grande Babel assusta os dois caipiras. Candinho também volta a ver Filoca, que fugiu da fazenda e agora é uma taxi-girl.

CINE CAFÉ (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 11, sábado, às 17:30 horas, o filme EM NOME DE DEUS (The Magdalene sisters, Irlanda/Reino Unido, 2002, 119min). Direção de Peter Mullan. Sinopse: Baseado em fatos reais, essa é a história de quatro jovens mulheres que são mandadas para um convento por seus familiares, para “pagar por seus pecados”. (Da Sétima Revista de Cinema, Ano 3, nº 29, março, 2016)

CENTRO CULTURAL BNB
Já está disponível na recepção do Centro Cultural BNB a Agenda de eventos referente ao mês de Março de 2016. Esta é a 120ª edição deste precioso registro de uma década importantíssima que profundamente afetada pelas múltiplas atividades de seu Centro Cultural. Congratulamo-nos com sua administração e fazemos votos para que esta existência seja a mais longa possível para o nosso maior orgulho e proveito.

CIRCULANDO, CIRCULANDO...
Já está disponível em vários pontos das cidades do Cariri, especialmente, Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Brejo Santo, este mais novo Guia de atividades profissionais, denominado Guia Encontre Aqui Cariri, em sua primeira edição, referente ao período de Janeiro a Junho de 2016. Em 20 páginas ele cobre áreas da advocacia, medicina, odontologia, cultura, educação e serviços gerais. Seu diretor é Ebison Oliveira, tem uma tiragem de 10 mil exemplares e circula com distribuição dirigida e gratuita.