Foi divulgado pelo TRE-CE o quadro geral de eleitores aptos a participar das próximas eleições. Em torno deste quadro geral, do qual tomamos um fragmento que expressa os valores para os diversos municípios do Cariri, podemos fazer alguns comentários. Ele é mais um destes apanhados dos quais emerge com grande força a situação de destaque do município de Juazeiro do Norte. O município aparece logo abaixo de Fortaleza e Caucaia. Aqui tem domicílio eleitoral um contingente que soma, aproximadamente, 2,68% do Estado, 3,63% do Interior Cearense, ou 21,76% da Região do Cariri. Na prática, considerando a situação de Caucaia, incluída na região metropolitana da capital, é Juazeiro do Norte a maior força de voto popular concentrado em um só município além de Fortaleza. O que é isto?, indagaríamos para por algo mais consistente diante destes números mais frios. Com quase 164 mil votos, Juazeiro do Norte está se aproximando de uma nova etapa para um melhor exercício cidadão do voto, ao conquistar o direito de realizar a escolha de seu dirigente por um eventual segundo turno. Ainda não será desta vez, mas está próximo. A cidade vive uma explosão demográfica, especialmente pela fixação de substanciosos empreendimentos e de desenvolvimento, que trará esta alternativa, provavelmente, antes de fecharmos esta década. O que hoje podemos desejar para esta consciência política encerrada nestes milhares de votantes é que Juazeiro do Norte tenha melhor sorte, que afinal saiba escolher melhor seus dirigentes, homens públicos cujo empenho pelo trabalho determinado não seja apenas uma pálida expressão de escolhas tímidas e quase arrependidas para a gestão pública. Esperamos por homens preparados, conscientes da missão que tem pela frente, homens de compromisso firmado pelos destinos de um povo ordeiro e trabalhador, esperançoso por alguém que venha de peito aberto em sua direção. Esperamos, sinceramente, que estes milhares de votantes, muitos dos quais, pela primeira vez, renovem as nossas esperanças para que esta cidade centenária mude o rumo de sua história, construindo uma nova via de progresso e bem estar para seu povo. Devemos sair, obrigatoriamente, desta mesmice de compra de votos, pela dignidade humana, pelo resgate de uma cidadania aviltada pelo recurso desonesto de uma prática eleitoral medíocre e criminosa. Esperamos, firmemente, que os que vierem à luta por estes votos, sintam-se, igualmente, que já não é o mesmo povo miserável, usado e corrompido pelo dinheiro falso, esmola fácil, amealhada nas ilicitudes dos mandatos das velhas raposas do poder, perpetuados pelas jornadas onde prevalecem o despreparo, o desrespeito, e a roubalheira. Se Juazeiro do Norte encontrar na esperança de uma renovação pelo novo cidadão, emergente desta realidade eleitoral de quanto se engrandece, certamente estaremos construindo uma nova comunidade, renovada nas suas premissas plantadas por aqueles que nos precederam e que ousaram zelar pelo nosso futuro.
terça-feira, 15 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
A PRIMEIRA DISSERTAÇÃO
Acaba de ser divulgada a versão definitiva da primeira dissertação de um curso de mestrado no Campus Cariri da UFC. A aprovação havia acontecido em 18.11.2011, quando o prof. Vicente Fechine Sobrinho, graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Paraíba (03/071974), com Especialização em Gestão Integrada de Recursos Hídricos em Bacias Hidrograficas pela UFC, e atualmente Professor do Curso de Saneamento Ambiental do Instituto Centro de Ensino Tecnológico - UN – CARIRI, defendeu a sua dissertação sob o título: Aplicação
do Método das Isozonas na Obtenção das Equações IDF de Chuvas Intensas dos Municípios de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato – CE. A Banca Examinadora tinha sido composta por: Prof. Dr. Luiz Alberto Ribeiro Mendonça (Orientador), da Universidade Federal do Ceará – UFC; Profª. Drª. Celme Torres Ferreira da Costa (Conselheira), da Universidade Federal do Ceará – UFC; Prof. Dr. Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins (Conselheiro), da Universidade Federal do Ceará – UFC; Prof. Dr. Pedro Henrique Augusto Medeiros (Conselheiro), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE. Como se trata de um dos campi da UFC, o fato se deu ligado à estrutura acadêmica do Centro de Tecnologia, no Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental, dentro do Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil, na área de concentração de Recursos Hídricos. Eis o Resumo da Dissertação: “O crescimento do uso e ocupação dos solos em áreas urbanas e rurais exige conhecimento e tratamento estatístico de dados de intensidade, duração e freqüência de chuvas intensas, importantes na previsão das vazões de pico utilizadas no dimensionamento de redes de drenagem. Os transtornos causados por alagamentos ou inundações de áreas urbanas e rurais somente são evitados com obras de drenagem bem dimensionadas, que resultam em custos de construção compatíveis com os fatores de risco e adequada previsão da vazão de projeto. Estas vazões de projetos podem ser estimadas a partir da equação IDF de chuva, que relaciona uma dada intensidade (I) de uma chuva intensa com a duração (D) e a frequência (F) ou tempo de retorno da mesma. Esta equação é obtida para uma determinada localidade, geralmente por método convencional, através de registros pluviográficos de chuvas consideradas intensas para certas durações e freqüências observadas. Entretanto, no Brasil não existe registros pluviográficos em quantidade suficiente, que abranja muitas áreas de importância urbana, agrícola e industrial. No Estado do Ceará, recentemente foram instalados 70 pluviógrafos digitais tipo báscula, monitorados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), porém com registros inferiores a quatro anos de observação. Neste contexto, esta pesquisa objetivou desenvolver uma metodologia para obtenção da equação IDF de chuvas intensas, em áreas desprovidas de pluviógrafos, utilizando dados obtidos de pluviômetros e tratados pelo método das isozonas. Este trabalho foi desenvolvido em quatro etapas: (i) obtenção e análise estatística descritiva de série de precipitações máximas anuais; (ii) obtenção do ajuste dos dados a uma função distribuição de probabilidade; (iii) geração de intensidades de chuvas através do método das isozonas; (iv) formulação da equação IDF de chuvas intensas. Esta metodologia foi aplicada aos municípios de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, localizados na Região Metropolitana do Cariri cearense. Antes do desenvolvimento da metodologia foi feito a validação do método das isozonas em duas zonas climatologicamente distintas, comparando com intensidades obtidas de equações IDF já formuladas. A validação mostrou, para os municípios de Fortaleza no Ceará e Miracema do Norte em Tocantins, que o método das isozonas superestima as intensidades em aproximadamente 10%, podendo ser utilizado com certa segurança. Ainda, a validação do método das isozonas foi verificada a partir de dados pluviográficos da estação climatológica de Aiuaba – CE, localizada na isozona G. Os números obtidos da estação de Aiuaba mostram o bom desempenho da metodologia das isozonas, tendo importância significativa para este trabalho, pois a área de estudo fica também na isozona G. Através da metodologia, para cada município estudado, o método das isozonas transformou os dados básicos de precipitações diárias máximas anuais, obtidos dos registros pluviométricos, em séries de intensidades máximas, durações e tempos de retornos, que foram utilizados na formulação das respectivas equações IDF de chuvas intensas, para durações de até 240 min. As utilizações destas equações tornam a aplicação do método das isozonas mais prática, eliminando a análise de mapa e tabelas, reduzindo a possibilidade de erros de transcrição.” Esta Dissertação também contou com a Co-Orientação do Prof. Dr. Paulo Roberto Lacerda Tavares - Engenheiro Civil, Doutor, Professor Adjunto da Universidade Federal do Ceará, no Campus Cariri, em Juazeiro do Norte.
terça-feira, 8 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
FOTO RARA
Esta coluna diária (com pequenas irregularidades, lamentavelmente) está comemorando hoje a sua 200ª. postagem. É necessário, à margem desta celebração, muito mais de foro íntimo, dizer algumas coisas. Em primeiro lugar, o compromisso com a memória histórica de Juazeiro, coisa que temos levado adiante com determinação e zelo, modéstia à parte. Outra coisa é referir a nossa imensa felicidade por ser, não só um trabalho prazeroso, mas também por contar com a grande solidariedade de muitos dos nossos leitores (já passamos dos 150.000 acessos) que retornam com comentários e até doações que nos chegam através da disponibilidade de imagens. É o caso de iniciar a manhã agradecendo ao Dr. Sávio Leite Pereira, que por e-mail nos manda a imagem que utilizo imediatamente com breves comentários. Trata-se de uma fotografia tomada de uma visão quase panorâmica da cidade de Juazeiro do Norte, em 1964, a partir do alto da torre do Santuário de São Francisco das Chagas. A cidade mal começara a se verticalizar. Daí porque, uma visão do alto mostra com clareza, não só o primeiro plano, mas as construções mais salientes, cuja verticalidade não ultrapassaria, talvez, 15 metros de altura, em raras situações. Podemos indicar no reconhecimento desta imagem, no primeiro plano, parte das dependências dos Franciscanos, os imóveis da antiga Usina da Clayton, à época como Usina José Bezerra, as casas pertencentes à então RVC – Rede Viação Cearense (principalmente a do Chefe da Estação, na esquina, à direita). Mais ao fundo, alguns pontos são notórios: 1) a nova Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte – Palácio José Geraldo da Cruz, na Praça Dirceu de Figueiredo, ainda em construção, e que seria inaugurada no ano seguinte, em 07.09, pelo prefeito Humberto Bezerra; 2) a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, junto ao Cemitério; 3) o edifício de A Vencedora, na Rua São Pedro, propriedade do empresário Severino Alves Sobrinho; 4) a caixa de água, do abastecimento público, da então empresa CAENE – Companhia de Águas e Esgotos do Nordeste; 5) a Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores. Ao lado destes pontos mais expressivos, podemos identificar pequenos trechos das ruas São Domingos (vendo-se no trecho inicial a residência da família de Lindalva e Antonio Ribeiro de Melo), e da hoje nomeada rua Vicente Patú, ao lado da Praça dos Ourives. Se olharmos para o cimo da Serra do Catolé (Horto) já veremos a ausência do velho pau de tambor, cuja copa formava uma densa área em imagens desta época. Ele foi derrubado no ano anterior para que se montasse a antena de TV para uma repetidora de imagem para a cidade, nos permitindo que assistíssemos por vários anos a TV Jornal do Commércio, Canal 2, de Recife. A foto é uma expressiva e rara documentação de um ano que já vivemos. Aliás, um duro ano para todo o país, em razão da cena política com o início da ditadura militar. Só recapitulando o que ainda em 1964 teríamos de alterações na cena urbana, poderíamos acrescer: No dia 21 de abril seria inaugurada a Quadra de Esportes João Cornélio, no velho Bosque; no mesmo dia, também foi inaugurada a Biblioteca Pública, ali junto (nenhum dos dois existe mais); No dia 27 de maio foi denominada de Rodovia Leão Sampaio a recém inaugurada estrada asfaltada para Barbalha; No dia 22 de Julho foi inaugurada a Praça Des. Juvêncio Santana; e em 6 de Outubro foi denominado o Bairro Felipe Neri (da Silva) a área da cidade que ia do Arco (Salesiano) ao Matadouro (hoje Teatro Marquise Branca). Se me perguntarem o que fizeram com esta homenagem, eu vou desapontá-los: o gato comeu.

terça-feira, 1 de maio de 2012
COMPETÊNCIAS (V)
Em muitas edições do jornal eletrônico Juaonline eu me habituei a vasculhar as atividades de juazeirenses espalhados pelo país e no exterior, muitos dos quais ligados a instituições de ensino superior. Isto, felizmente, continua acontecendo, porque se trata de uma evidência inequívoca de competências que muitos dos nossos filhos exibem com exuberância. São pesquisadores, professores e técnicos que muito contribuem para o desenvolvimento do país. Vamos retomar esta linha, dentro desta coluna de Campus Universitário, especialmente para identificar, revelar e louvar aquela porção quase anônima do grande público, gente com a qual, de certa maneira, havíamos perdido o contato e que passará a ser mostrada aqui, nesta vitrine de competências. Reabrimos esta porta com a presença de André de Casimiro Macedo.
Engenheiro Químico formado pela Universidade Federal do Ceará (2003), Mestre em Engenharia Química na área de Concentração de Desenvolvimento de Processos Biotecnológicos pela Universidade Estadual de Campinas (2007), com a Dissertação sob o Título: Estudo da produção de acido hialurônico por fermentação de Streptococcus zooepidemicus em substrato de caju (Anacardium occidentale L.), com a orientação da profa. Dra. Maria Helena Andrade Santana.
Doutor em Engenharia Química pela mesma Universidade (2011), com a Tese sob o Título: Produção de ácido hialurônico por cultivo em estado sólido de Streptococcus zooepidemicus em bagaço de caju, sob a orientação da profa. Dra. Maria Helena Andrade Santana. Tem experiência em Engenharia Química , com ênfase em Biotecnologia, Tecnologia das Fermentações, Metabolismo Microbiano e Transferência de Oxigênio em Cultivos em estado sólido tendo atuado principalmente nos seguintes temas: produção de polissacarídeo bacteriano (ácido hialurônico), processos fermentativos em estado sólido, bioconversão de resíduos agrícolas em processos fermentativos. Além dos trabalhos desenvolvidos em Biotecnologia, também atuou em projetos relacionados com Bioenergia com ênfase em conversão de Biomassa em biocombustíveis alternativos e produção de biodíesel de mamona. Atualmente cumpre programa de Pós-Doutoramento na Universidade Federal do Ceará, no Departamento de Engenharia Química.
ATUAÇÃO PROFISSIONAL
TECBIO - Tecnologias Bioenergéticas Ltda, TECBIO, Fortaleza (2003-2004)
Atividades de Participação em Projeto, junto a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará.
Universidade Estadual Vale do Acaraú, UVA-CE, (2004)
Professor Horista do curso de graduação em Biologia da UVA (Cursos Sequenciais) pelo Instituto Dom José.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, (2005–2011), Pesquisador/Bolsista (Pós-Graduação) do Laboratório de Desenvolvimento de Processos Biotecnológicos, Departamento de Processos Biotecnológicos da Faculdade de Engenharia Química.
Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos, CRISTÁLIA, (05/2010–08/2010), para Consultorias Especializadas, Prestação de serviços acadêmicos, Aulas e conferências e palestras para profissionais do laboratório CRISTÁLIA, referentes a tecnologia laboratorial de produção e purificação de biofármacos.
Universidade Federal do Ceará, UFC, Fortaleza, (Desde 2011) Pesquisador Visitante, Bolsista Recém-Doutor no Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD-CAPES) junto ao Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Ceará.
PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA
CAMPOS, E. ; MARQUES, P. P. ; MACEDO, A. C. ; Mazzola, P.G. ; PORTO, A.L.F. ; TAMBOURGI, E.B. . Decolorization of industrial azo dye in an anoxic reactor by PUF immobilized Pseudomonas oleovorans. Journal of Water Reuse and Desalination, v. 1, p. 18/1-26, 2011.
FIGUEIRÊDO, E.S. ; MACEDO, A. C. ; FIGUEIRÊDO, P.F.R. ; FIGUEIRÊDO, R.S. . Aplicações Oftalmológicas do Ácido Hialurônico.. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia (Impresso), v. 73, p. 92-95, 2010.
Pires, A.M.B. ; MACEDO, A. C. ; EGUCHI, S.Y. ; Santana, M.H.A. . Microbial production of hyaluronic acid from agricultural resource derivatives. Bioresource Technology, v. 101, p. 6506-6509, 2010.
GASPARETTO,D. ; MACEDO, A. C. ; SCHMIDT, F.L. ; Santana, M.H.A. . Caracterização do Processo de Separação por Membranas Aplicado à Remoção de Taninos do Suco de Caju.. UNOPAR científica. Ciências exatas e tecnológicas, v. 6, p. ---, 2007.
MACEDO, A. C. ; Pires, A.M.B. ; Santana, M.H.A. . Influência da Diauxia na Produção de Ácido Hialurônico Utilizando Suco de Caju em Fermentação Submersa.. In : XVIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química, 2010, Foz do Iguaçu-PR. Anais do XVIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química.. Foz do Iguaçu-PR, 2010.
MACEDO, A. C. ; Santana, M.H.A. . Produção de Ácido Hialurônico Utilizando Substrato Caju em Fermentação em Estado Sólido : Efeitos da Vazão de Ar e da Concentração de Açúcares.. In: XVIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química., 2010, Foz do Iguaçu-PR. Anais do XVIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química.. Foz do Iguaçu-PR, 2010.
Pires, A.M.B. ; MACEDO, A. C. ; Santana, M.H.A. . Utilização de resíduos agroindustriais como fonte de nitrogênio orgânico para produção de ácido hialurônico por fermentação.. In: XVII Congresso Brasileiro de Engenharia Química, 2008, Recife-PE. Anais do XVII Congresso Brasileiro de Engenharia Química.. RECIFE-PE, 2008.
MACEDO, A. C. ; BASTOS, R.G. ; Pires, A.M.B. ; GONÇALVES, L.R.B. ; Santana, M.H.A. . Transferência de oxigênio na produção de ácido hialurônico por Streptococcus zooepidemicus cultivado em bagaço de caju (Anacardium occidentale L.).. In: XVII Congresso Brasileiro de Engenharia Química., 2007, Recife-PE. Anais do XVII Congresso Brasileiro de Engenharia Química.. RECIFE-PE, 2008.
MACEDO, A. C. ; Pires, A.M.B. ; Santana, M.H.A. . Determinação das condições de manutenção e propagação de Streptococcus zooepidemicus para a produção de ácido hialurônico em suco de caju.. In: XVI Simpósio Nacional de Bioprocessos, 2007, Curitiba-PR. Anais do XVI Simpósio Nacional de Bioprocessos. Curitiba-PR, 2007.
Pires, A.M.B. ; MACEDO, A. C. ; Santana, M.H.A. . Influência da adição de sangue de carneiro no cultivo de Streptococcus zooepidemicus para produção de ácido hialurônico.. In: XVI Simpósio Nacional de Bioprocessos., 2007, Curitiba-PR. Anais do XVI Simpósio Nacional de Bioprocessos.. Curitiba-PR, 2007.
CARMO, M.J. ; MANCINI, S.D. ; MACEDO, A. C. ; MARTINS, M.T. ; COSTA, F.J. . Utilização de Poliestireno Cristal na Adsorção de Álcoois em Soluções Aquosas.. In : VII Congresso Brasileiro de Polímeros, 2003., 2003, Belo Horizonte. Anais do VII Congresso Brasileiro de Polímeros, 2003.. Belo Horizonte.
MACEDO, A. C. . Recuperação de Etilenoglicol Proveniente de Reciclagem Química de PET por meio de Adsorção em Poliestireno Cristal. In : XV Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciências dos Materiais, 2002, Natal. Anais de Trabalho Completo em CD_ROOM do XV Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciências dos Materiais, 2002.
MACEDO, A. C. ; MARTINS, M.T. ; SILVA NETO, J. P. ; MANCINI, S.D. ; CARMO, M.J. Adsorção aplicada à Reciclagem Química de PET. In: XXI Encontro de Iniciação à Pesquisa., 2002, Fortaleza-CE.. Anais do XXI Encontro de Iniciação à Pesquisa. 2002.. Fortaleza-CE, 2002.
MACEDO, A. C. ; BASTOS, R.G. ; Pires, A.M.B. ; GONÇALVES, L.R.B. ; Santana, M.H.A. Transferência de oxigênio na produção de ácido hialurônico por Streptococcus zooepidemicus cultivado em bagaço de caju (Anacardium occidentale L.).. 2008.
Pires, A.M.B. ; MACEDO, A. C. ; Santana, M.H.A. Utilização de resíduos agroindustriais como fonte de nitrogênio orgânico para produção de ácido hialurônico por fermentação. 2008.
MACEDO, A. C. ; Pires, A.M.B. ; Santana, M.H.A. Influência da adição de sangue de carneiro no cultivo de Streptococcus zooepidemicus para produção de ácido hialurônico. 2007.
MACEDO, A. C. ; MANCINI, S.D. ; TIMBÓ, A.M.P.P. Aulas Práticas de Tecnologia e Reciclagem de Polímeros. 2003.
PARTICIPAÇÃO DE EVENTOS
XVII Congresso Brasileiro de Engenharia Química..Transferência de oxigênio na produção de ácido hialurônico por Streptococcus zooepidemicus cultivado em bagaço de caju (Anacardium occidentale L.).. 2008. (Congresso).
XVI Simpósio Nacional de Bioprocessos.Determinação das condições de manutenção e propagação de Streptococcus zooepidemicus para a produção de ácido hialurônico em suco de caju.. 2007. (Simpósio).
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
ORIENTAÇÕES
Felipe Augusto Ferrari. Desenvolvimento de Processo para a Produção de Fármaco de Origem Microbiana. 2009. Universidade Estadual de Campinas.
Danilo Gasparetto. Estudo da Remoção de Taninos do Suco de Caju (Anacardium occidentale L.) em Processo de Separação por Membranas. 2007. Universidade Estadual de Campinas, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Rafaela Costa Souza. Cultivo segunda-feira, 30 de abril de 2012
A LIRA NORDESTINA (II)
Tomei conhecimento de matéria veiculada pela Tv Verdes Mares Cariri, no seu noticiário CETV-1ª. edição, de 27.04,pp., encontrável em arquivo no endereço (http://g1.globo.com/videos/ceara/cetv-1dicao/t/edicoes/v/xilogravuristas-reclamam-de-abandono-de-editora-historica-de-juazeiro-do-norte-ce/1922686/de). Lamentavelmente, isto me leva a retomar considerações sobre a falta de vergonha com a qual a Reitoria da Universidade Regional do Cariri vem tratando a Lira Nordestina. Recordo um pouco a razão que sempre me provoca indignação com respeito a este estado de coisas que foi cronicamente perpetrado desde a segunda administração da URCA, até hoje, especialmente. Quando ainda nos momentos iniciais da criação da URCA, a comunidade do Cariri começou a discutir o que seria esta tal de Regionalização de sua Universidade, para que ela não fosse, da forma mais medíocre, um colegião de terceiro grau servindo aos interesses de famílias oligárquicas do Crato, nós do Juazeiro do Norte nos posicionamos em seminário coordenado pelo então reitor prof. José Teodoro Soares para dizer-lhes que não estávamos ali, como se propalava, para impor critérios de distribuição de faculdades e muito menos de equipamentos administrativos, de pró-reitorias, ou o que fosse. Daí porque evoluiu, aparentemente bem, a nossa proposta de que faríamos o possível para ter uma biblioteca setorial, uma casa de cultura portuguesa, a Lira Nordestina, o IPESC-Instituto José Marrocos de Pesquisa e Estudos Sócio-Culturais e um museu. Não foi fácil criar e manter quase todas estas instituições, atribuir 40 horas de atividades a uns poucos abnegados professores para tocar os empreendimentos, todos bem amadurecidos e necessários ao que gostaríamos de ver em atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão. Depois de longas batalhas contra toda sorte de dificuldades impostas por ranços que até imaginávamos não coubessem na nova Academia, vimos gradativamente que a má vontade, a má fé, o desrespeito – tudo isso foi se avolumando e determinando o gradual encerramento de atividades. Não vamos entrar em detalhes sobre cada um destes frustrados projetos de interesse de Juazeiro do Norte junto a URCA. Por último, estão fechando o IPESC e planejando a extinção da Lira. No texto anterior, tornado público pelo Portal de Juazeiro (07.04), em jornal (Gazeta de Notícias, nº 183, 04.2012) e reproduzido em diversos outros blogs, eu havia manifestado a minha repulsa ao ato recente de desligamento de dois xilógrafos, com os quais se poderia enxergar uma responsabilidade da URCA naquela instituição. Sem eles, agora como será? Como é que fica se não tem pessoal para tocar o necessário? Na referida matéria do link mencionado, aí se pode ouvir de sua reitora que, depois de tantos anos, a instituição tem um projeto onde “a revitalização da Lira passa por sua integração com a Academia, com os departamentos e cursos acadêmicos que tematizam a literatura popular....blá,blá,blá”. Diz, concluindo que a Lira “não há de ser um espaço privado de meia dúzia de xilógrafos...” E fiquei pensando comigo mesmo, por que será que é admissível que a URCA seja o espaço de meia dúzia de incompetentes que passaram tantos anos para deixar que estes xilógrafos do Juazeiro, não obstante o grande valor de seu trabalho, ficassem aí, usufruindo de um certo pacto de mediocridade, onde uma das partes se apodera do que não lhe pertence e a outra não está nem aí para o que acontece? Como sobrevive a Lira, daqui por diante, sem poetas, sem xilógrafos, sem cordelistas, sem artistas, sem gráficos? Que mágica é esta, doutora Reitora? Acho, sinceramente, que a Lira é o último combate. Ainda estaremos vigilantes à sua agonia. Quanto ao IPESC, este já estava morto, coitado. Há poucos dias começaram a transferir seus restos mortais para o Crato. O defunto era dos bons e tinha história. Façam bom proveito com sua memória, coisa que não morrerá diante dos assassinatos imundos que perpetraram aos “negócios do Joaseiro”, abeirados na URCA.
domingo, 29 de abril de 2012
LUTO OFICIAL
Frequentemente ouvimos falar e lemos pela imprensa que foi decretado luto oficial em alguma esfera (municipal, estadual ou federal). O que é isto? A menção, sempre acompanhada de um ato formal, até publicado em Diários Oficiais , encerra a manifestação de pesar da coletividade, representada pelo poder legislativo ou executivo, como forma de testemunhar esta tristeza pela perda de uma pessoa, sempre mencionada pelo relevante serviço prestado. Há quem diga que isto não vale nada. Não tem repercussão na prática. Por exemplo, não suspende o expediente de uma repartição (pelo menos, não deveria), não é ponto facultativo. Às vezes pode incluir uma menção de que (Município, Estado ou União) vai bancar os custos de velório e sepultamento. Um fato digno de menção, é que o Decreto Federal que estende este procedimento a Estados e Municípios, fala de autoridades civis e militares. Era de se esperar que ex-autoridades não estivessem aí incluídas. Mas, este é um sentimento até perverso a ser ponderado diante do infausto, por qualquer circunstância. Então, ativos ou inativos na função pública passaram a receber a reverência. O indicador mais visível desta menção é o hasteamento da bandeira a meio mastro, que deveria ser sempre içada com uma fita de crepe. Outro fato é a publicação tardia da menção, através do Diário Oficial. Um caso recente bem ilustra o que estamos relatando. Dr. Ailton Gomes de Alencar, médico, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, faleceu no dia 21.04. Foi decretado luto oficial no dia 23 e o ato foi publicado no dia 24, mas somente no dia 25 aparece na página da PMJN na internet. Os três dias passaram a contar a partir da publicação, portanto, 23, 24 e 25.04. Neste caso, o presidente da CMJN terminou por inserir algo em proveito próprio da Câmara: suspendeu a reunião ordinária da CMJN, no dia 24, embora não tenha decretado ponto facultativo da repartição. Muito mais importante que isto é o sentimento da coletividade com respeito ao desaparecimento do cidadão, mais que estas formalidades oficiais. (Na foto, arquivo do Portal de Juazeiro, o então prefeito municipal de Juazeiro do Norte, Dr. Ailton Gomes de Alencar, recebe no Aeroporto Regional do Cariri o comandante da 10ª. Região Militar, em visita a Juazeiro do Norte, para a instalação do Tiro de Guerra em nova sede, no citado Aeroporto).
CIDADÃO JUAZEIRENSE
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte aprovou a Resolução N.º 609, de 10.04.2012 que concede Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Sr. Rafael Ribeiro Rayol, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade. A autoria foi do vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva; coautoria: Glêdson Lima Bezerra; e subscrição de José de Amélia Júnior, Domingos Sávio de Morais Borges, Firmino Neto Calú, Cícero Roberto Sampaio de Lima, José Nivaldo Cabral de Moura, José Adauto Araújo Ramos, Antônio Ferreira dos Santos, Rubens Darlan de Morais Borges e Mirantércia Rodrigues Castelo Branco Sampaio. O ato foi publicado no Diário Oficial do Município, 24.04.2012. O Dr. Rafael Ribeiro Rayol é membro do Ministério Público Federal, em Juazeiro do Norte.
No mês de maio próximo, será aberta no Museu do Ceará (centro de Fortaleza) a exposição Xilógrafos de Juazeiro, que exibirá o acervo de Geová Magalhães Sobreira, com curadoria de Gilmar de Carvalho. Colecionador e estudioso da arte, especialmente com respeito à sua mais legítima expressão em Juazeiro do Norte, Geová reuniu em muitos anos de dedicação um acervo precioso onde se incluem tacos originais de muitos xilógrafos, desde os primeiros anos do século XX, como Mestre Noza, João Pereira da Silva, Damásio Paulo, Manoel Lopes da Silva, e outros. Geová é autor de um livro com este título – Xilógrafos de Juazeiro, em segunda edição.
O Armazém da Cultura (Fortaleza) está trabalhando no projeto de reedição (terceira edição brasileira) do precioso livro de Ralph Della Cava – Milagre em Joaseiro. A segunda edição da obra data de 1977 e já ia se tornando uma raridade bibliográfica. Com a concordância das partes (Ralph Della Cava, Columbia University Press, e Editora Paz e Terra), alguns amigos de Ralph Della Cava estão trabalhando no sentido de que esta edição brasileira seja realizada em elevado padrão gráfico, como a obra bem merece. O volume em produção, além do texto consagrado, revisto para retirar imperfeições, mesmo sem acréscimos, virá também contendo um estudo do prof. Diatahy Bezerra de Menezes e o texto íntegro de belo discurso de Ralph pronunciado em Juazeiro do Norte, por ocasião do último Simpósio Internacional. O arquivo deste Portal de Juazeiro está colaborando com o empreendimento, pondo à disposição da equipe de produção do Armazém da Cultura, centenas de imagens históricas de Padre Cícero e de Juazeiro do Norte à disposição do que se pretende inserir na obra como relevante contribuição iconográfica.
Quando, em passado recente, no início das discussões sobre obras para a celebração do Centenário, juntamente com um grupo (Daniel Walker, Renato Dantas e Renato Casimiro) sob a coordenação do prof. José Carlos dos Santos, secretário de Turismo e Romarias, tivemos a oportunidade de levantar a ideia de construção de um marco específico da celebração, pela construção de um espaço público que aludisse ao início da formação desta hoje tão expressiva cidade caririense. Foi aí que nasceu, pelo final de 2008, a ideia da construção de um espaço que se denominasse de Praça do Marco Zero. Alguns elementos foram ponderados: mais uma área de domínio e recreação pública, o sentido histórico do resgate, a melhor urbanização da área ainda degradada do entorno da Basílica, etc. A sugestão foi entregue à arquiteta Gizele Menezes que produziu uma beleza de projeto, que acrescidos das especificações passou a ser integrado ao chamado conjunto de obras estruturantes do Centenário. Mas, antes, houve uma preocupação que tomou conta de todos nós. Onde foi que, efetivamente, a cidade nasceu. Por relatos memoriais já conhecidos, especialmente com a obra pictórica de Assunção Gonçalves, sabia-se da construção da capelinha de 1827, como para além do adro da atual Basílica, mas, onde, dentro das arcadas da Basílica, ou fora? Um detalhe encontrado logo na primeira edição de O Rebate, ao situar a sede do jornal (Rua Pe. Cícero 343) nos ajudou a compreender e a determinar com razoável precisão o ponto no qual este Marco Zero deve ser situado. E assim foi. Através do Google Earth (imagem de satélite), realizamos a medida com 343 metros , a partir do velho edifício de O Rebate, bem documentado fotograficamente, e até referido no testamento do Pe. Cícero, na direção da Basílica, e finalmente determinamos o ponto zero. De fato, o terreno estava disponível, pois embora pertencente ao Estado, pela doação de área onde estava sendo construída unidade multifuncional, não havia nenhuma previsão de sua utilização. Ao que sabemos, Município e Estado se acertaram para a localização da obra que, finalmente, depois de negociações para o seu financiamento, começa a ser construída, como este Portal divulgou. Essa é uma pequena história dos bastidores de uma obra que vimos esperamos, para que o Centenário seja marcado, como foi em tempos passados a festa do Cinquentenário. Só que sobre esta última temos a lamentar que o tempo e os homens determinaram a sua destruição, para que se construísse o Memorial Padre Cícero. Isto, como já advertia, muito bem humorado, o saudoso Pe. Murilo de Sá Barreto, “faz parte do microprocesso histórico de Juazeiro do Norte.”
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