
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Frei Barbosa é cidadão juazeirense

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O EFEITO SANTA MARIA
A tragédia foi imensa. E a repercussão sobre a nação não foi menor. Não lhes falo da comoção que cada um experimentou, entre lágrimas e prantos, para não aumentar mais o trauma, vendo cenas televisivas do acontecido, ou nos dias subseqüentes, assistindo cada drama, mostrado em meio a imagens de uma juventude linda, imolada por chamas e gases tóxicos. O efeito Santa Maria, de como o sentimos, veio pela mobilização e pelas primeiras providências mais rigorosas com inquérito e revisões de procedimentos com segurança para tal tipo de estabelecimento, alastrando-se pelo país. Em certos aspectos, lamentavelmente, exibindo a mesma lenga-lenga para fazer o certo, mas só depois que o ladrão entrou e fez o estrago que se viu. Triste esta pantomima que não nos convence, como se tudo fosse um fato novo, pois não é, na hora de lamentar perdas e danos, muito para lá de irreparáveis. As estatísticas brasileiras, de há muito, são exuberantemente mais negras que a fumaça dos fatos. Em meio a estas coisas agora assistidas, eu me voltei, ainda com certa angústia, na lembrança pela frustração pessoal, em um momento que vivenciei, a partir de novembro de 2009. Naquela oportunidade, havia assumido a presidência da Fundação Memorial Padre Cícero, especialmente para prover-lhe objetivamente de uma reforma que era necessária, pois antes como hoje, o Memorial reclama. Quando o setor competente da gestão revolucionária disponibilizou pessoal e boa vontade, (cito exemplarmente a dedicação dos drs. Mário Bem e Nilo Lima), foi providenciado um projeto, embora emergencial, dentro dos tais parcos recursos, que contemplava, inclusive, uma eficiente saída de emergência, na parede leste do auditório, com rampa e acessibilidade adequadas. Isto até hoje não foi feito, embora se tenha alinhavado uma reforma, vendida como se coisa de primeira. Eu já não era mais o gestor e nenhuma providência foi feita para os grandes eventos do Centenário. Num destes momentos, eu estava lá para presenciar a grande homenagem a diversas pessoas, inclusive o Pe. Reginaldo Manzotti. Entrei lá como observador e verifiquei que, a grosso modo, havia mais que o dobro do que o auditório poderia comportar, de bom senso, além dos que ocupavam corredores, museu, sala de espera e outras dependências. Havia, inclusive, cadeirantes. Felizmente, tenho certeza, um santo muito forte estava ali de plantão para impedir qualquer tumulto ou algo que conspirasse com aquela aparente tranqüilidade, em meio a este potencial dramático que era o desejo de estar próximo ao “pop star”. Mas, haverá sempre este plantonista, anônimo e benemérito? As instalações do Memorial, bem o sei, são antigas, frágeis e perigosas. É preciso assumir isto e colocar o fato na pauta dos novos gestores. E esta pauta não é estranha. Ela, na essência, é exatamente idêntica ao que se pode fazer por uma instalação pública, na cena possível de acidentes de qualquer grandeza. Noutro dia, ainda durante celebrações do Centenário, todo o sistema de ar condicionado entrou em colapso, porque se acenderam mais luzes que o possível. Um dos mais trágicos acontecidos no Brasil começou por problema elétrico num “insignificante” aparelho de ar condicionado. Este, para mim, é um dos pontos críticos da cidade. Algo que clama por uma pronta e responsável atenção, antes que tenhamos de enfrentar coisas desagradáveis, como as que nos roubam vidas preciosas. Algum recado nos foi dado. E que tenhamos juízo, ao recebê-lo.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE: DESEMPENHO JANEIRO-DEZEMBRO, 2012
Há poucos dias tivemos uma informação veiculada pelo colunista Álbis Sobreira Filho, na Folha da Manhã, de que a nomenclatura que para nós seria desejada, de Aeroporto Regional do Cariri, não é reconhecida pela Infraero, no que lamentamos. O oficial é, portanto, Aeroporto de Juazeiro do Norte Dep. Orlando Bezerra de Menezes. Voltamos a apresentar dados oficiais que nos permitem revisar o desempenho do nosso aeroporto. A situação mais confortável, pelo menos a que registram os números é a da sua posição na região Norte-Nordeste, em que se coloca numa quarta posição, abaixo apenas dos aeroportos de Ilhéus, Santarém e Petrolina. O aeroporto de Juazeiro do Norte está relativamente próximo destes e têm, consequentemente, chances muito grandes para até superá-los, no tocante, especificamente à movimentação de passageiros. Assim, um crescimento líquido da ordem de 2% já nos colocaria à frente de Petrolina. Um pouco mais, 8%, já nos daria a segunda posição regional, suplantando Santarém. Um crescimento mais exuberante, de mais 18%, e atingiríamos o topo, além do desempenho de Ilhéus. Vale a pena verificar no cômputo geral, como cresceu o desempenho destes 4 aeroportos entre 2011 e 2012. Por estes números aí abaixo, se vê que o futuro do nosso aeroporto é de franco favoritismo na região e com as providências que estão sendo tomadas, e esta semana, com a presença entre nós do Superintendente Regional da Infraero, bastaremos agora contar com a prestimosa ação de nossa bancada federal e as atenções maiores da gestão municipal no sentido de obter os recursos que propiciarão as obras necessárias.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
JORNALISMO CENTENÁRIO
Ao lado de tanta coisa que nos ocorre ir fazendo
para registrar a vida juazeirense, estamos continuando o inventário da imprensa
centenária, desde o Rebate, de 18.07.1909. Mas não é fácil fazê-lo com a
precisão necessária, obtendo, lendo, e anotando tudo o que importa a um
conhecimento minucioso sobre os periódicos, sobretudo na sua fase inicial. Uma
dificuldade imediata é a questão da circulação. Muitos são de clientela muito
restrita. Temos encontrado jornais que não tiram nem 100 unidades. A maioria
peca por não informar os dados básicos: quem faz, a que propósito serve, data,
local, impressão, equipe, etc. Mesmo assim, vamos procurando neste garimpo
algumas preciosidades que, na maioria delas, se perderam no tempo e até as
pessoas envolvidas já nem se lembram mais. Queremos com estas observações e a
quem nossa mensagem chegar, informar que estamos realizando algo pela memória
histórica da cidade, se isto se releva em alguma coisa. Nada pessoal. Estamos,
inclusive, comprometidos para legar isto, este acervo, por doação
descompromissada, para a Universidade Federal do Ceará-Campus Cariri, futura
Universidade Federal do Cariri-UFCA. O seu curso de jornalismo deverá ser o
herdeiro deste trabalho, o que imaginamos facilitará bastante algumas de suas
preocupações para com a formação profissional de quadros que venham a alimentar
este setor. Dos últimos achados,
estamos mostrando algumas imagens de primeiras páginas de primeiras edições
(quando possível). São estes dois casos: ACF Notícias, da Escola de Ensino
Fundamental Antonio Conserva Feitosa, periódico que já está no seu segundo ano,
e que só agora foi mostrado no Blog da Escola; e o Informativo da Escola do
Vale, de 1997, uma gentileza de Célia Maria e Silva Moraes, a antiga Diretora
da Escola, a Juju.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Afaj aprova agenda 2013
AFAJ
A AFAJ – Associação dos Filhos e Afilhados de
Juazeiro do Norte, reunida ontem, no Parque Recreio em Fortaleza, sob a
presidência de Odival Limeira Lima, realizou a sua primeira Reunião Ordinária
do presente ano. Na oportunidade foram avaliadas as últimas atividades da
Associação, como o Natal dos Associados e o Assistencial, bem como a festa
promovida pela União Cariri, que congrega dezenas de associações de filhos do
Cariri, em Fortaleza. Na ocasião, foi discutida e aprovada a Agenda 2013,
contendo todas as atividades previstas para o corrente ano de 2013, conforme se
lê abaixo. As reuniões mensais, conforme o calendário, embora sejam programadas
para a Diretoria, sempre estarão franqueadas aos interessados em participar da
AFAJ, e visitantes.
sábado, 29 de dezembro de 2012
AEROPORTO REGIONAL DO CARIRI: DESEMPENHO JANEIRO-NOVEMBRO, 2012
Já está marcada para a festa de mais um
aniversário do município de Juazeiro do Norte, em 22.07.2013, a inauguração dos
MOPs do Aeroporto Regional do Cariri, Deputado Orlando Bezerra de Menezes.
(Convém lembrar que isto acontecerá na véspera da abertura, se é que já estamos
antecipando alguma novidade, do ano celebrativo do centenário da cidade de
Juazeiro do Norte, em 23.07.2014.) Esta informação saiu pela imprensa, já
antecipando a bela festa que será contar com o nosso aeroporto em melhores
instalações. Outra nota digna de menção diz respeito às primeiras manifestações
orais do prefeito eleito para com o acesso rodoviário do aeroporto.
Inicialmente, com o alargamento de pequeno trecho, coisa que, segundo o
prefeito eleito, já deveria ter sido concluída, pois até dinheiro em caixa
havia deixado. Bem, aos pouquinhos, com nossa paciência ainda ao nível da
tolerância, vamos aguardando as providências, venham elas de onde vier, serão
sempre bem vindas, para que nosso aeroporto se apresente ao usuário, como dos
melhores, como atesta, em seguidas estatísticas da Infraero, o desempenho de um
dos mais concorridos do pais, na sua categoria. Assim, mais uma vez, agora com
maior atraso, face a publicação de dados oficiais da página www.infraero.gov.br, reunimos algumas
tabelas para mostrar este desempenho. No final de Janeiro teremos um quadro
mais analítico, quando compararemos mais largamente a performance de 2012
frente ao anterior, 2011. Este é um pequeno exercício que fazemos
prazerosamente, mês a mês, esperando com justificado empenho das autoridades
locais a plena sintonia com este desejo bem reprimido para que resolvamos de
vez a situação de uma das mais importantes ferramentas de nosso
desenvolvimento. Sigam as tabelas, a começar por esta primeira em que o
Aeroporto Regional está situado no contexto de Brasil ou da Região
Norte-Nordeste. E delas tirem também outras conclusões.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
SER OU ESTAR NO JUAZEIRO, EIS A QUESTÃO!
Requeri, e nos próximos dias receberei, a quinta
edição da minha cédula de identidade que conterá o meu número revisto no
Registro Geral (RG), bem como os demais dados básicos da minha origem cidadã.
Se algo me constrange é saber, antecipadamente, que haverá naquele documento,
não uma imperfeição, uma atecnia que administrativamente não pude contornar, mas
uma inverdade: ele dirá que sou nascido em Fortaleza, Ceará. Estranho que só
recentemente, aos 63 anos de idade, eu tenha percebido este equívoco que deve
ter sido inserido nos registros competentes de meu interesse a partir de 1973,
portanto há quase 40 anos passados. Na verdade, isto assim aconteceu, mas como
uma das versões da Carteira de Identidade foi obtida ainda em 1968 e prevaleceu
por muitos anos, o engano não foi percebido, pois o primeiro documento a
inserir o erro era destes documentos que pouco utilizei, a certidão de
casamento. Quando me encontrei com este engano, no final do ano passado, fui
rever este estranho assentamento e constatei que ele foi gerado exatamente na
noite de 11.09.1973, quando assinei o então documento de casamento religioso,
na Paróquia de Santo Antonio, na Aldeota, aqui em Fortaleza, tendo isto
servido, como se dizia, na época, com efeito civil. Ou seja, a Paróquia
transferia o documento para o Cartório respectivo e aí, religiosa e civilmente,
o cristão estava casado perante as leis de Deus e do diabo. Não sei se isto
ainda é assim, ou se temos hoje de tomar iniciativas em separado. Na época,
pedi à secretaria da Paróquia da Mãe das Dores, e o vigário Pe. Murilo de Sá
Barreto assinou, com tudo direitinho e até guardo a cópia respectiva. Até
então, solteiro, quando se fazia necessário, como para o serviço militar, era o
documento autêntico, o original lavrado em outubro de 1949, bem amarelada pelo
tempo, do primeiro cartório, assinado por Expedito Pereira, e testemunhado por
meu amigo, felizmente ainda vivo e lúcido, residente no Rio de Janeiro, Agenor
Pereira, que eu exibia orgulhosamente. Não havia engano. A não ser um certo
acento circunflexo no Antônio, que na prática nem eu, nem ninguém questionou ou
exigiu. Exigir, mesmo, só quando o Pe. Mário Balbi, do Ginásio Salesiano, em 1961,
verificou que eu assinava Casemiro. Era só uma letrinha, mas foi ele quem
passou a me cobrar, e até de meu pai, que o certo fosse Casimiro. Isso me
serviu de exemplo, pois só muitos anos depois eu pude, através da web,
constatar que há no Brasil, ou havia, pelos menos, 26 maneiras de escrever meu
sobrenome. Então, era importante restabelecer esta verdade. E nunca mais mudou.
Mas dizer que nasci por estas praias é menos verdadeiro e me impõe um grande
constrangimento. Cheguei a Fortaleza na terça feira de Carnaval de 1965, para
depois retornar ao Juazeiro de férias, a negócios ou em alguma emergência que
as coisas do mundo nos ditam. Mas, pelo nascimento, por pouco mais de 15 anos
de residência, é líquido e certo que o Juazeiro entrou em mim e nunca mais
saiu. Eu sai do Juazeiro, mas o Juazeiro nunca mais saiu de mim. Amo esta
cidade de Fortaleza, hoje, o melhor lugar do mundo para se viver e trabalhar.
Não é que isto traga consigo uma certa resignação de quem assim fala, por achar
que está mais para lá do que prá cá. Não é isso. A transição já foi algo
impactante. Mas havia a cultura, este jeito cearense de ser, aquilo que nos faz
conviver com muita harmonia, até com os contrastes da vida. Fortaleza de 1965
era uma grande cidade de seus 650 mil habitantes. Juazeiro ficou para trás como
a aldeia à margem do Salgadinho de minha infância. Daqui, algumas vezes,
terminei por ganhar o mundo, conhecer outras gentes outras culturas. Para cá
sempre voltei como bom filho que à casa paterna retorna. Juazeiro, também, era
sempre presente, todos os dias, quase o dia todo. Estava e continua sendo a
ligação visceral que documento nenhum poderá alterar. Esse é o fato: não há
documento que altere este sentimento, esta realidade. Estranho é que isto tudo
parece legal, uma artificialidade legalizada juridicamente. Não pode ser assim.
Por isso, muito me anima reverter isto, tomar a iniciativa de rever
juridicamente o assentamento errado e restabelecer aquilo que me daria um
enorme conforto espiritual. Até me animaram, minimizando o que a burocracia até
poderia desanimar. Mas, é isto mesmo, os ritos necessários. Até então eram
pequenos senões, coisas que os funcionários sempre acharam uma forma de dizer,
erro de digitação, para sanar imperfeições do tipo Antônio/Antonio, Gonsalves/Gonçalves,
Casemiro/Casimiro. Mas Fortaleza/Juazeiro do Norte, não é tão simples.
Enquanto, não, e se algum conforto se pode tirar disto tudo, vou lembrando a
cena real acontecida num cartório em Viçosa do Ceará, quando seu José estava
providenciando a certidão de nascimento de seu primeiro filho, Francisco. O
escrivão fez a pergunta crucial: - Seu José, Francisco é seu filho legítimo? E
ele, orgulhosamente, respondeu: É, sim, Francisco é legítimo da silva. Hoje, Francisco
é meu compadre, que não vejo há vários anos, nem a seu filho, Vinícius, meu
afilhado de batismo. Numa das últimas vezes que nos vimos, trabalhávamos na
mesma empresa, eu levei um papel que necessitava de seu visto. Ele leu, e sem
nenhum trauma, ali assinou: Francisco Legítimo da Silva. Ao assinar, assim,
Francisco talvez nem mais lembre de Viçosa, do Lambedouro onde nasceu. Mas
comigo é diferente: por algo que talvez, nem Freud explique, o que me lembro é
do Juazeiro onde nasci, de meus pais - Luiz e de Doralice, da Rua São José onde
vivi, e de um universo que foi assimilado e sacralizado no coração,
eternamente.
Assinar:
Postagens (Atom)

















