domingo, 14 de junho de 2015

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
160: (08.06.2015) Boa Tarde para Você, comunidade do Orfanato Jesus, Maria e José
Há um bom tempo, recebi do professor Antônio Figueiredo um belo trabalho sobre o Orfanato Jesus Maria José, instituição que foi fundada pelo Padre Cícero Romão Baptista em 8 de abril de 1916. No princípio, a casa que se destinava a receber órfãos da região do Cariri, por designação do próprio padre, foi dirigida por dona Joana Tertulina de Jesus, tão conhecida como beata Mocinha. A instituição funcionou numa casa que pertencia ao Pe. Cícero, situada bem no começo da Rua São José, e isto durou até o ano de 1933. Para ampliá-la, Pe. Cicero transferiu o Orfanato para um local mais adequado, num prédio de sua propriedade, encontrando-se hoje rua Cel. Antônio Pereira, 64, no bairro Santa Tereza. Neste conjunto que ainda hoje guarda o aspecto da arquitetura da época, onde outrora era a fazenda do Dr. Floro Bartholomeu da Costa, a casa passou a funcionar a partir de 1933 e data desta época a transferência para a Congregação das Filhas de Santa Teresa. Esta Ordem religiosa, fundada por D. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva e Madre Ana Alvares Couto, em 1923, assumiu a direção da casa logo após a morte do Pe. Cícero, em 1935. Nos seus apontamentos, o prof. Figueiredo registra o “amor como estas irmãs se dedicaram em todos estes anos a esta obra de caridade até os dias atuais, atuando também como escola de 1º grau Jesus Maria José para a educação das crianças internas e da comunidade.” Problemas financeiros e alguns condicionantes sociais no ambiente terminaram por impor à instituição um novo direcionamento de suas ações a partir de 1996. Neste período a instituição não pode mais contar com o apoio dos governos municipal e estadual e assim teve que fechar a escola regular. As irmãs continuaram seus trabalhos com o regime de externato, como entidade civil filantrópica, de caráter beneficente, educativo, cultural e de assistência social às crianças pobres e abandonadas, garantindo um futuro sólido e digno na sociedade. Na atualidade, ela se mantém funcionando, conservando-se fiel ao propósito para a qual foi criada, o de educar para a cidadania, e assistindo mais de 150 crianças e adolescentes. Suas atividades são bastante diversificadas, contemplando muitas ações no formato de oficinas que oferecem atenções para reforço escolar, aulas de inglês, teatro, dança, contação de histórias, pintura, desenho, música instrumental (violão e teclados) e canto coral. Oferece atividades de esportes, catequese, biblioteca infantil, e reuniões com famílias, clube de mães e escola de cidadania. No último dia 8 de abril, esta comunidade a quem hoje saúdo com grande afeto, tendo à frente a sua provincial, Irmã Vera Lúcia de Andrade, e ao seu lado as irmãs Francimária, Zenilda, Lia e Helenice, iniciaram uma mobilização para a justa celebração do centenário da instituição, a transcorrer em 8 de abril de 2016. Tantos anos decorridos com tão meritório trabalho de promoção social e de resgate da cidadania para com crianças e adolescentes, esta casa está mais uma vez apelando para o nosso sentimento fraterno de solidariedade à sua missão. Não há como transferir a nossa responsabilidade social por uma obra com este gigantismo, com o propósito de sua finalidade, com a herança que nos toca e com a necessidade que vem sendo posta de que ela seja uma obra sempre marcante pelo que contribui para a nossa humanidade. Ao saudá-la nesta tarde, querida comunidade das filhas diletas de Santa Teresa d´Ávila, no ano emblemático da celebração de seu quinto centenário, faço por estes termos a minha conclamação pessoal para despertar em cada um dos que vivem nesta terra, a necessária adesão aos seus objetivos. Vamos lá, minha gente, vamos lá senhor prefeito municipal, senhores vereadores, senhores empresários, povo generoso desta terra amada, vamos participar concretamente para dar a sustentação necessária a esta grande obra. Telefonem, por favor, para a Ir. Francimária, diretora da obra, pelo 3511.1692 e juntem-se a nós como era o grande desejo do Padre Cícero, porque é também o desejo de todos nós. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 08.06.2015)

BOA TARDE (II)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
161: (12.06.2015) Boa Tarde para Você, Hilton Cruz
Estamos vivendo até o próximo dia 13 neste nosso Cariri a tricentésima quinta festa de Santo Antonio em Barbalha, com festejos sempre tão aguardados e celebrados, desde a tradição da escolha, corte, transporte e hasteamento do pau da bandeira. Esta festa há muito tempo deixou de ser apenas uma manisfestação do calendário municipal para ser relevada pela grande mobilização que se verifica desde o barbalhense mais simples que retorna ao encontro da familia e dos amigos, para ser um elemento forte de nossa desejada integração metropolitana. Em meio a esta ambiência festiva é que tive a oportunidade outro dia de reencontrá-lo, Hilton Cruz, para matar as saudades de uma boa conversa consigo, para conhecer mais a fundo as suas histórias que nos falam com propriedade sobre as perspectivas deste Cariri canavieiro. Encantei-me por ouvir de você uma concepção mais nova, pelo menos para mim, de um bem cuidado projeto de ecoturismo para Barbalha, arrimado em forte patrimônio que se assenta entre povo, água, solo e cultura, se assim pude traduzi-lo em sua essência. Em séculos de trabalho, de conquistas e tradições, a visão que se tem hoje de Barbalha é que tudo caminha para um perfeito encaixe na visão de um forte aparelhamento para o mais avançado desenvolvimento motivado pela garra e determinação de sua gente. Acho e assim compreendi, Hilton, que da sua concepção é necessário fazer um grande entrelaçamento destes fartos recursos bem elaborados pela natureza exuberante de sua geografia, especialmente da sua riqueza hídrica, principalmente entre Caldas, Arajara e Riacho do Meio. Faz se necessário, igualmente, e nisto concordo plenamente, reunir nesta visão a presença marcante dos mestres deste povo, por sua cultura fantásticamente assinalada por manifestações de brilho e entusiasmo, pelo canto, pela dança e pelos folguedos. É importantíssimo que pelo dulçor da cana de açucar embalem-se histórias, conquistas e sonhos de uma terra dadivosa que passou por engenhos, como o Tupynambá e dezenas de outros, embora hoje sejam tão poucos, no roteiro da Bulandeira, do Estrela, do Venha Ver até o Brejão. A atualidade vibrante e tão expressiva de empreendimentos agro-pecuários e industriais é parte deste contexto para que não se viva apenas da memória saudosista, senão na crença mais pragmática de uma luta diária por investimentos que promovam riquezas. Penso como você, Hilton, pois a criatividade nestas concepções de novos olhares sobre o turismo, como o religioso e o ecológico, além dos valores históricos e da tradição, obrigatoriamente privilegiam as oportunidades de negócios desde a agricultura familiar até o que se revoluciona pela tecnologia. Faço votos e torço para que uma parte disto, a depender de empresários de visão que cheguem juntos na acolhidas de idéias inovadoras e bem concebidas como esta sua, Hilton, se realize com ações articuladas de modo a perenizar fluxos, retirando a fragilidade dos eventos sazonais. Outra parte deste esforço depende do poder público que deve nos satisfazer com os investimentos para uma melhor capacitação da infraestrutura urbana, bem como o sistema viário e outros equipamentos, como já foram pensados investimentos com hotelaria e teleférico. Que grande momento este e tão grande sorte esta da Barbalha que se dizia pequenina, para lembrar aqui as inesquecíveis figuras de Antonio Costa e Edmundo Sá, como os conheci, e que pode dispor de um governador tão amoroso por esta causa! Esta alegria que encontro no seu viver e na dedicação permanente a sua Barbalha, Hilton, eu também a encontro nos versos encantadores de dona Alacoque Sampaio a nos dizer com tão grande sentimento, do orgulho por sua terra natal. Ela nos deixou um velho canto novo que fala de sua cidade, de fé e esplendor, nas esperanças de alegrias que hão de vir, das lutas cheias de ardor, dos que batalham em seu favor, dos que passaram fazendo o bem, dos que lutaram como heróis, os que brilharam quais lindos sóis e os que fazem cantar, “Barbalha, essa saudade que a gente tem!"
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 12.06.2015)

OS BARULHENTOS
Os Barulhentos foi um conjunto musical que existiu nesta cidade nos anos 60, a partir de 1965, nos bons tempos da Jovem Guarda. Era integrado por Alexandre Júlio Gondim de Souza (baterista), Paulo de Tarso Gondim Machado (guitarrista base), Francisco de Assis Menezes Júnior (Assizinho) (guitarrista solo), José Alberto Moreira (Zezo) (contra-baixo) e a croner Diana Moreira Menezes, posteriormente também integrado por Juvêncio Gondim Medeiros. Encerraram suas atividades em 1969, finalzinho do tempo da Jovem Guarda. Os Barulhentos fizeram muito sucesso em Juazeiro do Norte e até hoje o conjunto é lembrado com muita saudade por quem viveu aquele bom tempo de juventude nesta cidade. O grupo resolveu ser novamente formado para celebrar os seus 50 anos. E o farão em grande estilo em noite marcada para o 4 de julho próximo, quando promoverão uma apresentação para matar a saudade, em show previsto para o largo espaço do Hotel Verde Vale, ocasião em que lançarão um CD que gravarão com o título de Friends.

ANTENA & AEROPORTO
A altura do equipamento vinha impedindo que 120 metros da pistas pudessem ser utilizados . Em cumprimento à liminar obtida pelo Ministério Público Federal (MPF) na Justiça Federal, a antena de telefonia da operadora Oi, que violava o plano de zona de proteção do Aeroporto Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, teve o tamanho reduzido pela empresa, segundo informou o MPF na última  sexta-feira,  dia 5. Com o rebaixamento da antena, todos os 1.800 metros homologados da pista podem ser utilizados por aeronaves que pousam e decolam de Juazeiro do Norte. A torre de celular invadia em 2,9 metros a superfície de aproximação das aeronaves. Isso conforme apurado pelo procurador da República Rafael Rayol em inquérito civil público instaurado no MPF para acompanhar o processo de homologação de mudanças no aeroporto, que incluem o aumento da pista de pousos e decolagens. A altura do equipamento vinha impedindo que 120 metros da pistas pudessem ser utilizados. Em 20 de abril, o procurador requereu à Justiça que determinasse a desmontagem ou rebaixamento da torre imediatamente e teve o pedido atendido. Em 30 de abril foi concedida a liminar estabelecendo prazo de 15 dias para que a operadora de telefonia procedesse com o rebaixamento da antena, o que foi cumprido pela empresa. No total, a antena foi rebaixada em quatro metros. O Comando da Aeronáutica, ciente do cumprimento da decisão judicial liminar, informou ao MPF que estava suspenso o documento (Notam) que restringia, por questões de segurança, o uso da pista do aeroporto. A redução do tamanho da pista para pouso e decolagem interfere nos tipos, tamanhos e peso total das aeronaves que podem operar num aeroporto. Ainda conforme o MPF, a ação contra a operadora Oi Movel S.A. tramita na 16ª Vara da Justiça Federal do Ceará.

CIDADÃOS JUAZEIRENSES
A cidade tem novos cidadãos honorários. Veja os atos: RESOLUÇÃO N.º 762 DE 28.05.2015. Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Jornalista Cícero Roberto Crispim, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Auricélia Bezerra Coautoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva – Cláudio Sergei Luz e Silva - Glêdson Lima Bezerra e Normando Sóracles Gonçalves Damascena. Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Nivaldo Cabral de Moura, José Ivan
Beijamim de Moura, Danty Bezerra Silva, Francisco Alberto da Costa, Antonio Vieira Neto, Rubens Darlan de Morais Lobo, Firmino Neto Calú e pelas vereadoras Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes. RESOLUÇÃO N.º 763 DE 28.05.2015. Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Exmo. Sr. Juiz Federal do Estado do Paraná Dr. Sérgio Fernando Moro, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Nivaldo Cabral de Moura, Danty Bezerra Silva, Francisco Alberto da Costa, Firmino Neto Calú, João Alberto Morais Borges, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, José Adauto Araújo Ramos, Cícero Claudionor Lima Mota, Glêdson Lima Bezerra e pelas vereadoras Auricélia Bezerra e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
Comentário: O Dr. Sérgio Fernando Moro está atualmente em grande evidência pois comanda as investigações sobre a operação Lava-Jato em Curitiba. Conforme a Wikipedia, “Sérgio Fernando Moro é filho de Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, ex-professor de geografia da Universidade Estadual de Maringá. Sérgio formou-se em direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, tornando-se juiz federal em 1996. Também cursou o programa para instrução de advogados da Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. É Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é Juiz Federal da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, ministra aulas de processo penal na UFPR e comanda a operação Lava Jato. Moro é casado e tem dois filhos. Além da Operação Lava Jato, o juiz também conduziu o caso Banestado, que resultou na condenação de 97 pessoas, atuou na Operação Farol da Colina, onde decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro – entre eles, Alberto Youssef. Moro já foi indicado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil para concorrer a vaga deixada por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Foi eleito o "Brasileiro do Ano de 2014" pela Isto É e um dos cem mais influentes do Brasil em 2014 pela Época. Na décima segunda edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, foi eleito a "Personalidade do Ano" de 2014 por seu trabalho frente às investigações da Lava Jato. 

sábado, 6 de junho de 2015

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
159: (06.06.2015) Boa Tarde para Você, José Humberto Mendonça
Quero cumprimentar lhe por suas reflexões na página de opinião do Diário do Nordeste no último fim de semana quando abordou de forma clara, objetiva e contundente a questão da decadência política vista do lado das administrações municipais. Temos cada um de nós, a obrigação moral de fazer reverberar esta angústia que está expressa na feição do povo brasileiro e que denuncia o grande desapontamento que temos pelos nossos gestores, exatamente porque não caíram do céu e estão aí por obra e graça dos nossos votos. Realmente, Humberto, é muito simplório creditar à conjuntura do pais, a necessidade expressa pela Frente Nacional de Prefeitos, fixando em um crescimento da ordem de 4% como tábua de salvação para os municípios, como forma de se livrar da penúria que muitos declaram. Lamentavelmente, temos que falar, e mais que isto, denunciar a roubalheira que se instalou como regra geral entre as instâncias de executivo e legislativo, contaminando extensivamente tudo o que cerca as administrações públicas, quaisquer que sejam as demandas por alimentos, medicamentos, e serviços, em negociatas de toda sorte. Como você bem o diz, Humberto, a grande omissão deste corporativismo é altamente preocupante, pois nem mesmo os integrantes destas agremiações e muito menos os grandes partidos políticos do pais, encastelados também em todas as siglas horrorosas que se conhecem bem por seus podres, enxergam a necessidade de por em prática o exercício mínimo de uma seleção para seus quadros. O brasileiro, este cidadão exemplar, cumpridor leal de sua cidadania, é um ser diferenciado desta marginalidade que parece confundi-lo na lama comum do desrespeito, da vergonha nacional de ter a sua própria representação política assinalada por todo o tipo de desmando. Há pouco, o parlamento nacional deu o tom mais triste do que se perpetrou como pretensa reforma política, estabelecendo a continuidade da mesmice e perdendo o trem da história para reformar parte do estado nacional, de modo a levantar a autoestima deste povo, em busca de melhores dias. Já não temos dúvida, Humberto, que dentro em breve este pais e os nosso pobres municípios novamente serão assaltados em busca do voto para a eleição destes novos velhos prefeitos, gente sem competência e compromisso público com a fragilidade destas comunas e do seu povo. Vivemos nós, especialmente aqui neste Juazeiro do Norte que você tão bem conhece, a ansiedade de que esta última fase negra de uma administração desastrosa venha logo a se interromper por um novo sonho que nos alimente na esperança por tudo aquilo que não foi possível ver realizado. Os sinais de uma campanha para a substituição necessária do quadro atual já está ganhando corpo pelas ruas com uma relação de mais de quinze pretensos candidatos, gente de ocasião, onde a maioria figura sem que se acredite no menor preparo para o cargo. Triste sina esta, novamente revista e ampliada, de um município com este a demonstrar a exuberância de indicativos de crescimento urbano e de alguns dados econômicos, a se conservar refém da perversa maldade de homens públicos improvisados. Pelo andar da carruagem, dentro de dez anos, Humberto, Juazeiro do Norte terá um contingente populacional de meio milhão de habitantes, que seguramente estarão sendo maltratados pelas péssimas condições da infraestrutura da cidade, espremidos nas filas dos debilitados serviços de saúde, e uma parte fora da escola de má qualidade que não conseguimos reformar. Também por aqui, temos que insistir no martelo de que a crise atual não pode ser vista apenas pelo indicador de números frios, como se tudo fosse insuficiente, e como se tudo servisse à sanha insaciável dos que querem continuar roubando os recursos do povo. A tecla é antiga e volta e meia é necessário batê-la para não deixarmos de lado a insistente preocupação de que a crise é ética e moral e só se reforma com respeito, com honestidade, e com o compromisso civil de zelo pela coisa pública. Mas isto tudo parece estar tão longe de nós, que uma boa parte, lamentavelmente, vai permanecer alienada, alheia do grande embate onde ainda teremos forças suficientes para recusar a via mais fácil de que alguns querem se acercar do poder para o seu próprio enriquecimento. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 05.06.2015)

CINE CAFÉ (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe hoje, dia 06.06, sábado, às 17:30 horas, o filme Meu passado me condena, é uma comédia dirigida por Júlia Rezende, (Brasil, 2013). Elenco: Fábio Porchat, Miá Mello, Inez Vianna, Marcelo Valle, Rafael Queiroga, Juliana Didone e Alejandro Claveaux. Sinopse: Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) são dois recém-casados que resolveram trocar alianças depois de apenas um mês de namoro. O casal decide passar a lua de mel em um cruzeiro que parte do Rio de Janeiro em direção à Europa. Porém, os dois logo descobrem que um ex-namorado dela (Alejandro Claveaux) e uma antiga paixão platônica dele (Juliana Didone) também estão a bordo.  

CIDADÃO JUAZEIRENSE
Pela RESOLUÇÃO N.º 761 de 26.05.2015, o Presidente do Poder Legislativo de Juazeiro do Norte,
Estado do Ceará, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele promulga esta Resolução, através da qual: Art. 1.º - Fica concedido, nos termos do artigo 198 e seguintes da Resolução de n.º 297/2001 (Regimento Interno), o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Raimundo Farias Gregório, pelos inestimáveis serviços prestados à comunidade juazeirense. Art. 2.º - A honraria será entregue em sessão solene destinada a esse fim, em data a ser estabelecida pela mesa diretora da Câmara. Autoria: João Alberto Morais Borges; Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva; Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, José Ivan Beijamim de Moura, José Nivaldo Cabral de Moura, Cícero Claudionor Lima Mota, José Tarso Magno Teixeira da Silva, José Adauto Araújo Ramos, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Glêdson Lima Bezerra, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Francisco Alberto da Costa, Auricélia Bezerra, Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes.




BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
120: (16.02.2015) Boa Tarde para Você, Cícero Wagner de Almeida Pinheiro
Fazia bom tempo que não lhe via, meu amigo Ciço Wagner, e no nosso último encontro na Praça você foi direto, sem me dar chance de um abraço, quando me perguntou: O que fazer para salvar o nosso rio Salgadinho? Eu já pus no papel e divulguei as minhas mágoas ao ter visto em 50 anos de contemplação a gradativa degradação deste riozinho de minha aldeia que hoje se apresenta tão completamente descaracterizado, como se fosse parte da nossa rede de esgoto a céu aberto. Se não for uma visão muito simplista, estribada em longos 22 anos com a experiência gratificante de ter aprendido a respeitar o meio ambiente como gestor de uma estação de tratamento de efluentes, e respondendo a seu questionamento, eu enumeraria os seguintes propósitos: Primeiro: Você - Bagada, eu, o prefeito, o vereador, o juiz, o bispo, o delegado, o chefe de família, a dona da casa, o cidadão cumpridor de seus deveres civis e pagador de impostos, todos, enfim, temos de fazer um esforço para não continuar jogando nossas fezes no Salgadinho. Segundo: Não é possível conviver com os lançamentos não autorizados, a propósito de não querer pagar pelo serviço público, sob qualquer pretexto de valores de tarifas, pois afinal que diferença há neste nosso entendimento sobre luz, telefone, água e qualquer outro serviço público e comunitário? Terceiro: É precioso combater este espírito de porco que há onde menos se espera e que vem de espertezas de grandes impactantes como os equipamentos do próprio município, e instalações tais como as industriais, as comerciais e as de serviços. Quarto: Custe o que custar, o Salgadinho precisa de uma grande intervenção que implique na sua revitalização, sem dispensar a necessária canalização urbana, mesmo porque isto permitirá a ocupação de solos que hoje impedem a expansão urbana em certas direções. Quinto: Evidentemente não basta fazer qualquer coisa com o Salgadinho se a infraestrutura de saneamento da cidade não for agregada com um mais amplo serviço de drenagem e a melhoria urgente da Estação de Tratamento da CAGECE. Talvez isto não esgote tudo o que de bom ainda temos para fazer por este riacho, já que ele é parte desta mínima geografia de um município que vive dia-a-dia o agravamento de suas questões ambientais, acentuadas pelos parcos recursos hídricos. A crise da água, como no sudeste, tem mostrado a inadiável necessidade de tratar estes efluentes que emporcam os rios, para que, uma vez tratados, se destinem a reuso humano, controlado, para que não fique a impressão de que vamos novamente beber e tomar banho com esgoto. Foi o que vi outro dia, perplexo, pela voz autorizada de meu antigo mestre de recursos hídricos na USP, prof. Ivanildo Espanhol, a nos falar da necessidade de potabilizar as águas de reuso, lançadas em algum manancial, após o tratamento de bacias de estabilização, como as que temos aqui. Não seria nada estranho, Dr. Cícero Wagner, você que é engenheiro, compreender que necessitamos também constituir mais espelhos d´água em nosso município, como lagos e lagoas de modo a nos ajudar a suportar a agressividade destes efluentes e as perturbações climáticas que vivemos. Mas, não há dúvida, a solução correta para o rio Salgadinho também depende de como temos que enfrentar o que já vem desde o além de nossas fronteiras, de outras contribuições sobre as quais nenhuma ingerência, nem nós nem o nosso poder público tem. Por isso mesmo, ela é cara, é demorada, é complexa e jamais será ação da vontade de um só homem, por maior que seja o seu interesse, determinação e dedicação. Mas, não temos que nos animar ou nos conformar com algo que difira disto, pois o Salgadinho, desgraçada seja a sua situação, simplesmente não pode ser riscado do mapa, nesta pouca Geografia do município, como já nos advertia o Pe. Murilo de Sá Barreto, para que nos façamos alegres, com as muitas Histórias de nossas vidas que temos para contar. Isto tudo é urgente, urgentíssimo, pois esta é uma das coisas que necessitamos fazer por este nosso Juazeirinho, para não deixarmos nada para depois. Nem o futuro que a Deus pertence.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 16.02.2015)

BOA TARDE (II)
121: (18.02.2015) Boa Tarde para Você, Elizabeth Ribeiro Tavares
Eu tenho sido advertido por diversos amigos e até pessoas que me reconhecem pelas ruas que estas crônicas devem lembrar, num tributo muito merecido, e em sinal de resgate da vida e da obra de muitas pessoas ilustradas, e principalmente de anônimos esquecidos, para relevar-lhes nos seus grandes exemplos. Por alguma razão que não se assemelha a nenhuma descriminação de que tenham sido lembradas algumas pessoas do meu afeto comum, eu me penitencio aqui que não tenha sido possível, em vida, saudar nestas crônicas o Francisco Silva (Foguinho), o Francisco de Assis Ferreira Lopes (o Escurinho), e por último, o José Tavares Noca. Ontem, Elizabeth, estivemos ao seu lado e junto de seus familiares durante a celebração da santa missa, no sétimo dia da ressureição de seu pai, José Tavares Noca, falecido aos oitenta e três anos, no último dia 11. Bem imagino como tem sido duro para vocês receber todo este apreço, numa procissão interminável que procura confortar-lhes diante desta ausência que não quer calar, num sentimento próprio do que Rachel de Queiroz já nos estimulávamos a crer: “Somos imortais, não somos imorríveis”. Por estes dias, uns falaram em boa prosa, outros, como Jevan Siqueira, lembraram em poesia, pois ao Zé por todos nós perdido era parte deste clima nostálgico de tantas memórias da ambiência destas velhas amizades, entrecortadas por sons de músicas inesquecíveis. Jevan, por exemplo, Elizabeth, escreveu: “Quando um livro perde a página / Perde o gosto e a poesia / É quando se perde um amigo / Completando sete dias / É um adeus que se deu / foi pra nós um grande adeus / A José e à boemia.” “Sete dias sem o amigo / Nosso Zé Tavares Noca / um amigo sem rasuras / que não era de fofoca / Essa viagem ele fez / Foi direto de uma vez / Sem pular nenhuma grota.” “Seus amigos ainda choram / Zé Tavares sua partida / Nos deixou órfãos e com dor / Que não vai ser esquecida / Se desse certo juntar / Seus amigos pra formar / Outro Zé pra nossa vida...” Nestas circunstâncias, costumo lembrar a carta de Paulo a Timóteo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” Por todos os motivos, Elizabeth, Zé Tavares foi um homem simples e ninguém deixou de nos dizer quanto foi bom e prestativo, alegre e solidário, sendo sempre uma presença desejada, alguém que nos trouxe um clima ameno na conversa e no relacionamento, e por isto vai fazer falta. Por paradoxal que nos posso parecer é esta falta que vai nos consolar, a certeza inevitável que ele nos legou uma perspectiva de busca, aquilo que não deve nos satisfazer apenas pelo necessário, senão pelo fundamental, o que alimenta a nossa luta em todos os momentos de nossas vidas. O Zé Tavares despediu-se de nós e o fez não porque viveu uma vida pequena, superficial e inútil, mas porque soube marca-la com um sinal de paz, com um serviço que foi ao próximo e por um legado que sua família enaltece. Estes fazem e farão falta, Elizabeth, pois não é sendo o famoso que se justifica nesta memória, nesta querência, neste afeto, é aquele que se reconhece pela obra que nos lega e que alegrou e confortou nossas dores e nossos momentos. Foi-se Zé Tavares para a eternidade dos nossos sonhos e em cada um de nós ficou a imagem de um homem bom, um companheiro agradável em todos os momentos mais simples da vida, alguém que não se fez banal, nem banalizou-se no caminho da vida que viveu.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 18.02.2015)

BOA TARDE (III)
122: (20.02.2015) Boa Tarde para Você, Pe. Giuseppe Venturelli
Giuseppe Venturelli, este mesmo que seguimos apelidando de José, filho de Lucia e Giovanni Venturelli, nascido em 26 de agosto de 1944, em Sona, Itália, e ordenado padre em 26 de Março de 1972, em Verona, é este Salesiano que está conosco há uns 15 anos, se mal calculo. Seus amigos mais antigos na missão em Areia Branca, RN, desde os idos de agosto de 1978, falam ainda hoje com certo orgulho, do fato que este José, em demorados 16 anos de trabalhos como Diretor da obra e vigário, terminou se incorporando à história do lugar. Venturelli veio para o Nordeste, sendo um dos pioneiros da nova fronteira missionária que contemplava Areia Branca, Grossos, Tibau e Serra do Mel, construindo casas populares, escola especial, centros juvenis, centros de pastoral paroquial, oficina mecânica e outros marcos. Terminada esta fase importante da vida missionária, o Pe. José, como se referem os potiguares, a Inspetoria do Nordeste o removeu para novo e importante desafio, na direção deste Juazeiro, aqui tendo acumulado funções de responsabilidade em diversos segmentos da Ordem entre nós. Mas foi como administrador do Horto, propriedade secular no topo da Serra do Catolé, que Venturelli termina por legar o melhor do seu empenho, com a construção da ansiosamente aguardada Igreja do Bom Jesus do Horto, edifício proibido desde os idos de 1904. Mas, Pe. José Venturelli deverá ser reconhecido também como alguém que lutou e conseguiu restaurar a Estátua do Patriarca, o velho Casarão do Pe. Cícero, as Muralhas que protegeram o Juazeiro na Sedição de 1914 e a respectiva Casa da Pólvora, as melhorias do Acesso ao Santo Sepulcro e outras obras de arte do sítio histórico. Eu considero importante o seu esforço para melhorar o Museu da Casa do Pe. Cícero, um dos mais visitados museus deste pais, embora me mantenha como um crítico severo do estado em que os Salesianos insistem em deixa-lo à margem de investimentos, ao relevo que ocupa. Agora estamos sabendo que a Pia Sociedade de São Francisco de Sales, a ordem Salesiana, por sua Inspetoria do Nordeste está removendo o Pe. José Venturelli para novos encargos em destino, pelo menos a mim, não revelado. A verdade é que ao lado do nosso entendimento quanto difícil será substituí-lo, não há o que retocar naquilo em que tememos pelo futuro do Horto, como propriedade privada Salesiana, herança de um patrimônio da nação romeira, e sítio de uma das mais amplas responsabilidades sociais existentes entre nós. Para se fazer respeitado e para fazer respeitada a obra que representava, o Pe. José Venturelli feriu muitas sensibilidades, todas contrariadas entre iniciativa privada e poder público, pois foi grosseiro, deselegante, mal educado, truculento, e até pareceu desrespeitoso. Mas, justiça se faça, pois José Venturelli não foi o mal necessário à retomada do Horto como uma parte desta terra sagrada, autêntico refrigério sertanejo, senão o operário de uma grande obra, deste novo templo que consome sangue e suor nordestino, dos afilhados do Padre Cícero. Por isto, Pe. Venturelli, com as minhas desculpas, se assim lhe convenço na minha sinceridade, hoje eu posso lhe afirmar que lhe dedico o respeito necessário ao que você nos deixa, ao daqui sair para uma nova missão, reconhecendo o zelo, o empenho e a responsabilidade por tudo quanto realizou. Não é problema seu, se você nos deixa incertezas e temores que se acendem no alto da serra, se nos parece pouco crível que alguém esteja pronto para sucedê-lo, a ponto de manter a ordem, a paz, e aquele recanto quase paradisíaco, à margem da violência urbana. Desejamos felicidades à sua vida, a estes novos caminhos que a sua Ordem lhe impõe, porque ela sabe, como ninguém, muito mais que nós, quem a este tempo e aos seus caminhos foi o missionário temperado que se forjou na vida destes sertões. O Horto, e tudo o que se configurou no alto da colina, como parte desta Jerusalém terrestre, vai ficar sob as nossas vistas, vigilantes e apreensivas, e a nossa boa vontade para continuar fazendo por sua preservação, para que ela nunca deixe de ser aquela derradeira paragem da utopia sertaneja.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 20.02.2015)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
158: (03.06.2015) Boa Tarde para Você, dona Rosinha do Horto
Eu cresci sabendo que esta gente romeira que vive no Juazeiro, como a minha própria família vinda de Alagoas e da Paraíba, tem muitas histórias de vida para contar, e também como diz dona Rosinha do Horto, se escritas fossem dariam um grande romance. Tardei um pouco a subir a Colina do Horto e parar naquele velho caminho, para entrar na casa tão simpática desta dona Rosinha, para ouvir-lhe uma narrativa esticada de histórias que remontam aos anos 20, quando veio para cá com sua família. Eu a havia reencontrado no ano passado, em meio ao 4º Simpósio sobre os temas de Juazeiro, quando por grande inspiração a Irmã Annette Dumoulin, havia inserido na programação um depoimento de dona Rosinha que encantou muita gente estudiosa e reunida. Próximo a completar os seus 95 anos, dona Rosinha é de nos causar inveja pela vitalidade que exibe, pela saúde que só lhe causa pequenos achaques, pela disposição de uma juventude que parece não se esgotar, pela memória privilegiada para sua idade e pela fé inabalável que este mundo, na graça de Deus, ainda tem jeito, sim. Foi neste clima que eu me armei de toda a curiosidade para ouvir as histórias desta alagoana, Rosalva da Conceição Lima, nascida em 23 de dezembro de 1920, primeira filha do casal João Nicolau da Silva e Constância Maria da Conceição, gente de vida rural, das cercanias de Palmeira dos Índios. Ainda solteiro, o João Nicolau já se acertara algumas vezes no caminho do Juazeiro e para cá viera em algumas romarias, até que em 1926 ele convenceu Constância a juntar a mobília e vir com os três primeiros filhos, Rosalva, Pedro e Antonio, para morar definitivamente na terra do meu padim. A família poderia ter crescido muito, pois do seu primeiro casamento com Constância, João gerou 15 filhos, e destes apenas Rosinha atingiu a idade adulta e ajudou a criar esta enorme prole, até quando pôde, porque faleceram todos em tenra idade. 
João, o pai, casaria uma segunda vez e outros oito filhos geraria, mas lamentavelmente apenas um deles se criaria. Quando chegaram ao Juazeiro, e como era de praxe, foram visitar o Pe. Cícero para lhe fazer aquela pergunta tão conhecida deste tempo: - Meu padrinho, o senhor me dá licença de vir morar aqui no Juazeiro, trazendo minha família? “Seu padre” os acolheu, recomendou uma vida de oração e trabalho, com muito mais paciência que algum dinheiro e determinou que fossem viver da agricultura em sua propriedade da Baixa Dantas. Tempos difíceis aqueles, quando se precisava até de salvo conduto para transitar e ter proteção da polícia, para não ser confundidos com marginais ou até mesmo como gente do Caldeirão, já destruído. Em 1930, Rosinha e sua família visitaram o Pe. Cícero em sua casa da Rua Nova, quando foram lhe pedir a bênção, e por várias vezes depois o encontrariam na missa dominical da Matriz de Nossa Senhora das Dores, em cenário edificante para tantos quantos o admiravam. Rosinha guarda ainda com muita nitidez as cenas daquele 20 de julho de 1934 quando ele faleceu, lembrando a correria do povo pelas ruas, a tristeza imensa das pessoas, as lamentações diante daquelas incertezas de uma gente que se reconhecia por não ter mais o pastor a quem recorrer, a quem pedir, com quem se aconselhar. Recorda ainda emocionada a sua visão do padre morto, exposto na janela da casa da Rua São José durante o velório, a ansiedade do povo para tocar-lhe e beijar uma ponta dos paramentos que pendiam do caixão, e a sofrer outro tanto no cortejo que o levaria ao campo santo do Socorro. Rosinha não tinha ainda quinze anos e casou com Manoel Roberto de Lima, em 26.11.1935, jovem que vivia também em Baixa Dantas e por lá se criaram próximos, até que em 1938, com o suor do rosto e os poucos dinheiros das safras agrícolas, compraram casa e foram morar no São Miguel. Rosinha e Manoel Roberto tiveram 5 filhos: três que se chamaram Marias, Lenira e um José, todos falecidos, não chegando a 5 ou 6 anos. Em 1962, o casal foi morar na Rua do Horto e dai para continuar o trabalho na agricultura de milho, fava, andu e algodão do Sítio Maroto, de propriedade da família de Maria e Manoel Germano. Durante muitos anos e até hoje, Rosinha do Horto é a própria imagem de uma criatura de Deus, entregue ao permanente voluntariado, dedicada a tantos serviços que a fizeram a alma santa de uma das últimas carpideiras de que se tem notícia, por cuidar de pessoas moribundas e de defuntos que a tiveram como o anjo bom da morte, por serviços e zelo. Devota fervorosa, de grande fé, de dedicação inexcedível a serviços paroquiais, como circulista, dizimista, senhora da caridade, zeladora do Apostolado da Oração, catequista e missionária, e ainda assim me diz que não é mulher de muita reza, a não ser por esta sua grande disposição e o amor aos Sagrados Corações, de Jesus e de Maria.
Quando lhe pergunto sobre o que é para si o futuro, às vésperas de completar 95 anos, ela me olha com um sorriso ingênuo para me dizer que tudo isto a Deus pertence, e que por esta crença, espera ter a paciência para alcançar a graça de sua proteção e o perdão de seus pecados. A vida de dona Rosinha do Horto é para todos nós nesta Nação Romeira, um exemplo autêntico de uma missionária, no sentido mais cristão da palavra, para expressar a existência de um ser iluminado que se não tivesse existido neste Juazeiro do Pe. Cícero, precisaria ter sido inventado e muito imitado. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 03.06.2015)

ANIMAIS ABANDONADOS
Através de um dispositivo legal, lei municipal, a prefeitura municipal atende a muitos que reclamam do abandono de animais por logradouros da cidade. Veja como ficou a Lei: LEI Nº 4479, de 21.05.2015: Proíbe o abandono de animais domésticos ou domesticados em logradouros públicos ou áreas particulares e dá outras providências. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE, Estado do Ceará. FAÇO SABER que a CÂMARA MUNICIPAL aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: Art. 1º – Em consonância com a Lei Federal nº 9605/1998, fica proibido o abandono de animais domésticos e/ou domesticados em logradouros públicos ou de uso público e em áreas particulares, sejam elas desabitadas ou vazias. Parágrafo único – As áreas particulares referidas neste artigo abrangem: I – residências vazias desabitadas e inabitadas: II – terrenos; III – fábricas; IV – galpões; V – estabelecimentos comerciais; VI – campus universitário de faculdades particulares. Art. 2º – A inobservância ao disposto nesta Lei acarretará ao infrator multa no valor de 100 (cem) UFIRM – Unidade Fiscal de Referência do Município de Juazeiro do Norte. Art. 3º – No caso de reincidência da conduta: I – sendo o infrator pessoa física, o valor da multa será duplicado e o processo será encaminhado à Procuradoria Geral do Município – PGM para as providências criminais cabíveis, conforma a Lei Federal nº 9605/1998; II – sendo o infrator pessoa jurídica, o valor da multa será aplicado por cabeça de animal abandonado, procedendo-se a cassação do Alvará de Funcionamento do estabelecimento. Art. 4º – Esta Lei entra em vigor 90 (noventa) dias após sua publicação. Palácio Municipal José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, aos 21 (vinte e um) de maio de dois mil e quinze (2015). DR. RAIMUNDO MACEDO, PREFEITO DE JUAZEIRO DO NORTE.

JUAZEIRO, POR AÍ
Há muitos anos atrás eu me animei por revelar aquilo que ia encontrando sobre juazeirense que eram notícias por toda a parte, no interior do país, em grandes cidades e capitais e até pelo exterior. É ocaso deste Cícero que encontro em matéria na internet, cuja vida em parte se pode saber aqui.
“Cearense radicado em Natal divide rotina de vendedor com a produção de réplicas de veículos pesados, paixão que o acompanha desde a infância. Rebento de família pouco abastada, criado no interior e batizado com o nome do famigerado padre-santo de Juazeiro, Cícero tem desde a infância a alma do caboclo sonhador sertanejo. O menino que tirava da cabeça engenhocas de madeira e borracha para se divertir com as outras crianças da cercania onde morava cresceu com o sonho de ganhar a vida a fazer seus carros de brinquedo. “A minha meta é viver dessa arte”, diz. Cícero é vendedor de peças de caminhão, mas queria mesmo era trabalhar fazendo réplicas de veículos automotores. Ele nasceu em Juazeiro do Norte, no Ceará, e aos sete anos de idade começou a confeccionar suas primeiras miniaturas. “Um pai para dar um brinquedo ao filho era difícil, não tinha recursos. Então a gente fazia nossos próprios brinquedos”, lembra. A paixão pelas réplicas o acompanhou também pela adolescência, quando começou a fazer reproduções de modelos de aviões da 2ª Guerra Mundial junto com um amigo que o auxiliava nas peripécias lúdicas de fabricar miniaturas. A ideia dos aviões de guerra veio junto com o interesse pelo próprio acontecimento histórico. Cícero recorda que já com quase 15 anos confeccionou um B17, imponente aeronave de combate americana, todo de cartolina. “E ele voava. A gente amarrava um cordão e puxava pela rua. O nosso B17 tinha hélices que o faziam voar quando a gente corria com ele”, conta. A alegria do garoto de Juazeiro do Norte era ver o avião no ar, enquanto os vizinhos também paravam para olhar o brinquedo das crianças fazer manobras coordenadas pelo cordão. Mas a paixão maior do menino Cícero sempre foi os caminhões, brinquedo que mais gostava de confeccionar durante a infância em Juazeiro. A criança cresceu sem perder o encantamento. Aos 22 anos, em 1988, Cícero Rodrigues veio para a capital potiguar. A ideia era passar alguns dias e visitar uma irmã que havia se mudado para essas bandas. Só que ele conseguiu um trabalho e resolveu fixar moradia. Por coincidência, foi contratado para ser vendedor de uma loja de peças automotivas para caminhões, função que exerce até hoje em uma outra empresa. No emprego ele produziu o primeiro caminhão nos moldes que confecciona atualmente: com mais ou menos um metro de comprimento por 70 centímetros de altura. “Era um Wolksvagen. Inclusive o pessoal da fábrica gostou e ficou com a miniatura”, recorda. Todavia a correria diária o afastou das produções de seus carros de brinquedo. Cícero precisava ganhar a vida da forma mais convencional, pois nunca pensou que a arte pudesse um dia lhe pagar as contas, como ainda não paga. Nessa época o passa-tempo de Cícero consistia basicamente na produção de brinquedos para o filho Gabriel. Há oito anos, quando foi trabalhar em uma outra loja, ainda vendendo peças de caminhão, recebeu uma proposta. O proprietário do estabelecimento queria uma miniatura de caminhão. “A ideia era fazer um motor de tamanho original para facilitar a explicação do funcionamento na hora da venda”. Coube a Cícero atender ao pedido. “Eu peguei um motor real, limpei, pintei, cortei, fiz umas janelas que a pessoa via ele dentro, funcionando. Fiz o caminhão, coloquei uma prancha, com três eixos e o motor ficou em cima, coberto por uma cúpula de acrílico”. A reaproximação com o hobbie fez com que Cícero Rodrigues depositasse mais crédito na possibilidade de usar o talento para conseguir um dinheiro extra. De lá para cá, ele tem destinado o tempo que consegue à atividade, entretanto ainda não dá para  mergulhar de cabeça no seu mundo de brinquedo. A rotina dupla e a falta de capital para investimento em maquinário ainda são um impedimento.
A brincadeira quer virar negócio
A princípio, Cícero Rodrigues fazia as réplicas só por diversão, sem o intuito de comercializá-las. Mas de repente as encomendas começaram a chegar e ele viu ali a chance de realizar o seu maior sonho: viver de sua arte. A riqueza nos detalhes das miniaturas começou a chamar a atenção de clientes em potencial. Cícero levou um de seus caminhões, o mais recente produzido, para a loja em que trabalha atualmente e por lá, ainda sem querer, começou a atrair uma pequena clientela. Ele conta que o caminhão ficou exposto no estabelecimento e um homem que viu a réplica foi procurá-lo para que confeccionasse uma igual. “Ele também pediu para que eu fizesse uma L200”. Recentemente, o vendedor também recebeu proposta de uma revendedora de Parnamirim, na Região Metropolitana da capital, para produzir mais um caminhão. O problema agora é conseguir tempo para dar conta dos pedidos. Uma réplica demora entre dois e três meses para ser finalizada. Os caminhões de Cícero têm em média um metro de comprimento, 70 centímetros de altura, contados na cabine, e aproximadamente 20 quilos. O brinquedo de gente grande custa em torno de R$ 1,5 mil, valor que varia de acordo com a complexidade do projeto. Os carros são feitos de madeira, plástico, borracha e metal, frutos de descartes de sucatas e serrarias. Cícero diz que poderia comprar o material, porém acredita que o reuso seja uma opção mais viável no que diz respeito à responsabilidade ambiental. O primeiro passo do artesão no processo de criação é pegar a planta do veículo que será replicado. Cícero observa o desenho e faz uma projeção, ampliando a escala da planta, para obter as medidas corretas do carro. “E aí eu aumento na escala que eu quero”, reforça. Quando não é possível conseguir o croqui do veículo, ele recorre a outros meios, como a internet, para juntar o maior número de informações possível acerca do objeto desejado pelo cliente. Como é o caso de um carro norte-americano sobre o qual começou a debruçar os primeiros esforços. Cícero não lembra do nome do modelo, mas já recorreu a vários sites para conseguir entender a dinâmica da máquina de quatro rodas. O pedido é de um pai de um garoto altista. O homem conseguiu o e-mail de Cícero (cicerolift@hotmail.com) e entrou em contato para atender a um desejo do garoto. “O menino assistiu a um filme em que esse carro aparece e ficou louco por ele. Então me procuraram para que eu reproduzisse. Até esse filme eu já assisti”, conta. A maior dificuldade enfrentada pelo vendedor artista atualmente é a falta de ferramentas de trabalho. “Esse caminhão aí foi feito só com um teco-teco (pequena serra), um compressor e uma serra”, disse Cícero, apontando para o exemplar que levou para ser exibido na empresa em que trabalha. A produção ainda tímida no que diz respeito à quantidade de caminhões construídos é reflexo da falta de maquinário. Ele estima que, caso tivesse mais máquinas para fazer as miniaturas, o tempo de confecção cairia pela metade e as réplicas sairiam muito mais bem elaboradas. Porém falta dinheiro para investir. “Estou comprando as coisas aos poucos”. Por enquanto, na tentativa de otimizar o máximo possível o seu tempo, Cícero divide o dia entre o trabalho da revendedora de peças e as tarefas de artesão. Ele sai de manhã cedo de casa e só volta no início da noite. Aí já começa a produção dos carros, entrando a madrugada. “Não tem descanso. Final de semana é quando trabalho mais, pego das 6h às 23h no sábado e no domingo”. Sem pressa, o menino de Juazeiro, hoje com 48 anos, vai alçando voos, que nem o seu B17 adolescente, rumo à conquista do sonho.” 

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
157: (29.04.2015) Boa Tarde para Você, Claudio Sergei Luz e Silva
Antes de qualquer coisa, desejo cumprimentá-lo e agradecer a gentileza de ter remetido para minha leitura a primeira forma do Plano Municipal de Educação de Juazeiro do Norte para o período 2015 a 2025 que, segundo sua consideração foi construído e proposto sem a participação dos professores, pais, alunos e sociedade civil organizada. Sua expectativa, como me afirma, seria no sentido de que a Secretaria de Educação do município, e diria também o Conselho Municipal de Educação, tivesse realizado debates e possibilitado a participação democrática do cidadão juazeirense. Mas, vereador Cláudio Luz, me permita que lhe observe que na primeira página deste documento está a menção bem qualificada das pessoas que o produziram e firmaram, envolvendo exatamente professores, pais, alunos e sociedade civil organizada, sem falar na equipe técnica da SEDUC e do Conselho. 
Não entendi e não desejo polemizar neste particular, mas apenas considerar que para ele contribuíram representantes das universidades, dos servidores técnico administrativos das escolas públicas municipais, dos docentes, do poder executivo, dos pais, e de gestores da rede municipal, exatamente porque é uma instância mais técnica nesta fase. Felizmente, vem agora este Plano para a consideração do Parlamento, a quem cabe seguramente aperfeiçoa-lo, mediante inclusive uma maior participação popular através de debates que ele deseje produzir e implementar para esta finalidade. Gostaria, tão somente de relevar alguns pontos importantes desta missão que cabe aos senhores vereadores para a sua análise, com o objetivo deste aperfeiçoamento e em busca da legitimação do que se poderá consolidar como a política educacional do município, dando grande contribuição para o nosso desenvolvimento. Desnecessário é dizer, Cláudio Luz, que sua concepção está arrimada nos ideais do Plano Nacional de Educação para o período 2014-2024, substantivamente apoiado na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, e até que se diga em contrário, atendendo as expectativas e anseios da nossa sociedade juazeirense. Neste ponto, o documento firma metas baseadas em diagnóstico que me parece sincero e estabelece, para cada uma, diversas estratégias necessárias e factíveis para a sua implementação, neste período de 10 anos, e daí a grande responsabilidade, pois ele se elastece para outras administrações. Quero crer, ao meu sentimento, Cláudio Luz, que tudo de mais importante ali está contemplado, pois aborda as questões fundamentais nas atenções à Educação Infantil, à Alfabetização, ao Ensino Fundamental, ao Ensino Médio, à Educação Especial e Inclusiva, à Educação Profissionalizante, e ao Ensino Superior. Destaques especiais eu daria, realmente, para um novo olhar sobre a necessidade de realizar uma educação que contemple de fato o Tempo Integral, o Aprendizado Adequado na Idade Certa, particularmente quanto ao Alfabetismo de Jovens e Adultos integrado à Educação Profissional. Acredito mesmo que ao se referir a este herói, o professor de sala de aula, o Plano Municipal deve resgatar melhores cuidados para a sua valorização com um esforço continuado na formação de professores em Pós-Graduação e com um Plano de Carreira Docente, que auxilie a gestão da educação, com premissa democrática. Por último, Cláudio Luz, as discussões que Plano deverá permitir nesta casa legislativa, particularmente sobre o financiamento da educação, deverão convergir positivamente para que esta sociedade civil organizada de que nos fala venha a garantir recursos mínimos de 7% do PIB, no quinto ano para alcançar 10% PIB ao final do decênio. Assim, também acredito que esta construção democrática e participativa do Plano Municipal de Educação guiará as nossas ações e decisões nos próximos dez anos, possibilitando elevar e ampliar a qualidade da Educação em Juazeiro do Norte.

(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 29.05.2015)

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (SESC, Rua da Matriz, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, começa a exibir no próximo dia 3, quarta feira, às 19:00 horas, e nas 3 outras quartas feiras do mês de junho, a Mostra Kieslowski Fase Polonesa. Por ignorância, recorro a Wikipedia para recolher dados biográficos do cineasta Krzysztof Kieslowski que nasceu em Varsóvia (Polônia), em 27.06.1941e aí também faleceu em 13.03.1996. Estudou cinema na Escola de Teatro e Cinema de Lodz, por onde também passaram os cineastas Roman Polanski e Andrrzej Wajda. A carreira de Kieślowski divide entre a fase polonesa e a francesa. Depois de concluir a faculdade, o jovem diretor começa a produzir documentários. A vida dos trabalhadores e dos soldados era o foco principal desses filmes. A narrativa dos documentários passa a influenciar os primeiros filmes de ficção do diretor. "A Cicatriz", "Blind Chance" e "Amador" são exemplos desse estilo. Mais tarde, Krzysztof Kieślowski realizou para a Televisão Polonesa uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos (chamada Decálogo) - um filme por mandamento, todos tratando de conflitos morais. Dois deles foram posteriormente produzidos, transformados em longa-metragens: Não Matarás e Não Amarás. A forma de contar a história muda nesta fase. O diretor passa a usar uma quantidade mínima de diálogos, concentrando-se no poder da imagem e das cores. As palavras são substituídas por uma poesia imagética. O cineasta aprimora seu estilo ao realizar seus próximos filmes. Os quatro últimos filmes do diretor foram realizados através de uma produção francesa: "A dupla vida de Veronique" (estrelando Irène Jacob) e a Trilogia das Cores (A liberdade é azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha). A trilogia das cores foram filmes os quais deram um maior sucesso comercial ao diretor. São baseados nas cores da bandeira francesa e no slogan da revolução do país. O toque de Kieslowski está na sua representação das palavras liberdade, igualdade e fraternidade e na forma que as cores dão o ambiente psicológico da história. Outro ponto interessante é reparar no cruzamento de elementos em comum entre os três filmes. Depois do último filme da trilogia o diretor anunciou a sua aposentadoria devido ao fato de estar cansado de fazer cinema. Porém, começa a escrever o roteiro da trilogia "Paraíso, Purgatório e Inferno", baseada na Divina Comédia de Dante Alighieri. Kieślowski morre em 1996, aos 54 anos, sem concluir esses filmes. Em 2002, Tom Twyker filma o roteiro de "Paraíso", idealizado pelo diretor polonês. Ganhou os seguintes prêmios: Prémio do Júri no Festival de Cannes, por "Não Matarás" (1988); Prémio Ecuménico do Júri no Festival de Cannes, por "A Dupla Vida de Veronique" (1991); duas vezes o Prémio FIPRESCI no Festival de Cannes, por "Não Matarás" (1988) e "A Dupla Vida de Veronique" (1991); Urso de Prata de Melhor Realizador no Festival de Berlim, por "A Igualdade é Branca" (1994); Leão de Ouro no Festival de Veneza, por "A Liberdade é Azul" (1993); Prémio FIPRESCI no Festival de Veneza, por "Decálogo" (1989); Prémio Especial do Júri no Festival de San Sebastian, por "Não Amarás" (1988); duas vezes o Prémio OCIC no Festival de San Sebastian, por "Não Amarás" (1988) e "Decálogo" (1989); Prémio Bodil de Melhor Filme Não-Americano, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994); duas vezes o Prémio Bodil de Melhor Filme Europeu, por "Não Matarás" (1988) e "Decálogo" (1989); Prémio da Crítica na Mostra de Cinema de São Paulo, por "Decálogo" (1989); Prémio do Público na Mostra de Cinema de São Paulo, por "Não Amarás" (1988). E recebeu nomeações para os seguintes prêmios: Oscar de Melhor Realizador, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994); Oscar de Melhor Argumento Original, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994); BAFTA de Melhor Realizador, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994); BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994); BAFTA de Melhor Argumento Original, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994); Duas nomeações ao César de Melhor Filme, por "A Liberdade é Azul" (1993) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994); Duas nomeações ao César de Melhor Realizador, por "A Liberdade é Azul" (1993) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994); Duas nomeações ao César de Melhor Argumento Original, por "A Liberdade é Azul" (1993) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994); Duas nomeações ao Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro, por "A Dupla Vida de Veronique" (1991) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994). Venceu por "A Fraternidade é Vermelha"; European Film Awards de Melhor Argumento, por "Paraíso" (2002).
Mostra Kieslowski Fase Polonesa, então, se inicia nesta quarta feira, dia 3, com o filme A Cicatriz (Blizna)(Polônia, 1976, 112 min). Elenco: Franciszek Pieczka (Bednarz), Mariusz Dmochowski, Jerzy Stuhr, Jan Skotnicki, Stanislaw Igar e outros. 
Sinopse: Em 1970, um grande complexo químico está para ser instalado numa pequena cidade polonesa. A burocracia do socialismo decide o local da construção. A pessoa escolhida para tocar a obra é Bednarz, que já viveu no local onde a sua mulher foi uma ativista política. Ele não tem boas memórias desse tempo e está relutante em voltar a cidade.
Crítica: Há uma cena no início de "A Cicatriz" (1976), primeiro filme de Krysztof Kieslowski distribuído apenas a partir do ano passado após ter sido censurado e proibido na Polônia, em que a mão do diretor não deixa dúvidas quanto à carreira que ali se anunciava. Kieslowski (1941-96) ficou conhecido sobretudo pelo "Decálogo" (1987-89) e pela trilogia (1993-94) -menos espantosa- de "A Liberdade É Azul", "A Igualdade É Branca" e "A Fraternidade É Vermelha", além do esotérico e um tanto constrangedor "A Dupla Vida de Véronique" (1991). Em todos esses filmes, há um fundo moral, de fábula, em que a sombra de Deus e da religião (católica) contribui para a atmosfera metafísica com que o cineasta envolve as situações mais casuais, as coincidências e os dilemas mais humanos de seus personagens. "A Cicatriz" parece à primeira vista mais uma fábula de conotação social com clima de documentário, como tantos outros filmes poloneses da época. Trata da construção de uma fábrica numa floresta nos arredores de uma pequena cidade, de como essa decisão é tomada, dos interesses políticos em jogo e das consequências para a população e o meio ambiente. É, porém, uma cena curiosamente muito prosaica logo no início que deixa entrever a aspiração metafísica do cineasta: um grupo de homens representantes do poder vai de carro até o local, no meio da floresta, onde estão previstas as obras.  A câmera os observa de longe, descendo dos carros no meio das "árvores de 200 anos", e, de repente, o barulho das portas batendo uma após a outra, um som de início banal e insignificante, vai ganhando, pela insistência, um sentido ostensivo, quase religioso, que será sublinhado em seguida, ao longo do filme, pela música de ficção científica. É com essa cena que o espectador entende que o que está assistindo é maior do que um simples "filme social". Há uma perturbação ali, que é mais do que uma mera fábula política. Porque, ao contrário da denúncia ou do protesto, que na maioria das vezes apresentam uma saída, no fundo, nem o próprio filme parece conhecer a solução para aquilo de que trata, apenas expondo, perplexo -e muitas vezes enojado-, o que os homens fazem com a criação de Deus. Se, por um lado, esse ponto de vista metafísico, aqui ainda um pouco acanhado diante da questão social mais imediata (se comparado aos filmes posteriores do cineasta), garante a Kieslowski uma originalidade e um estilo que lhe é natural, sem precisar lançar mão de nenhum maneirismo, por outro, exala uma moral que, embora difusa, parece ser não apenas conservacionista, mas conservadora. O protagonista é um engenheiro nomeado para dirigir a instalação da fábrica na sua cidade natal, onde não pisa há anos, desde o tempo em que a mulher cometeu um ato político que a impede de acompanhá-lo de volta desta vez. O dilema do engenheiro será o de ter de se resignar diante da fábrica destruindo a floresta, da filha fazendo abortos, da estupidez dos homens dando cigarros para os animais comerem - ou seja, da corrupção da natureza. É nesse ponto que Kieslowski vai associar o conservacionismo a Deus, ao conservadorismo e a uma verdade moral contra a mentira, a desonestidade e a imoralidade dos que corrompem a vida. Deus ainda não está totalmente explícito nesse primeiro filme do cineasta, mas vence quando a filha decide não abortar e o engenheiro por fim se recusa a continuar participando desse mundo corrupto, para ficar cuidando do netinho. A ambiguidade conservadora dessa moral, associando integridade, verdade e Deus (um deus católico e polonês), deixa de pé atrás até mesmo o espectador que reconhece em Kieslowski a originalidade e o estilo próprio de um verdadeiro cineasta. (Bernardo Carvalho, Folha de São Paulo)

RECONHECIMENTO PÚBLICO
O município de Juazeiro do Norte sancionou lei que reconhecem os inestimáveis serviços prestados por algumas instituições. Vejam os atos legislativos, assinados pelo prefeito municipal.
LEI Nº 4481, DE 22.05.2015, reconhece como de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA E EDUCACIONAL ARARIPE SOLDIERS – AS, sociedade civil de direito privado, sem fins econômicos e lucrativos, de cunho educacional e caráter esportivo, com autonomia administrativa e financeira, sem qualquer vínculo político, com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, com prazo de duração indeterminado, e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva
LEI Nº 4482, de 22.05.2015, reconhece como de utilidade pública o 9.º GRUPO DE ESCOTEIROS IVA EMÍDIO GONDIM, sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente, filantrópico e comunitário, destinado a prática do escotismo no nível local, constituída em 26 de junho de 1996, filiada a União dos Escoteiros do Brasil com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, com prazo de duração indeterminado, e
reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Vereador João Alberto Morais Borges; COAUTORIA: Vereador Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro.
LEI Nº 4483, de 22.05.2015, reconhece como de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO JESUS É O SENHOR E A IMACULADA NOSSA MÃE – COMUNIDADE CATÓLICA SAL DA TERRA, sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo promover eventos religiosos, para evangelizar os batizados, levando a eles uma experiência pessoal com o Espírito Santo, sendo instrumento de cura e libertação do povo de Deus pela busca da vivência da palavra de Deus, seguindo os ensinamentos e passos de Jesus Cristo, sob a orientação e obediência à Igreja, constituída em 20 de setembro de 2002, com sede e foro na cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, com prazo de duração indeterminado, e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas
leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Vereador Danty Bezerra Silva; COAUTORIA: Vereador José Nivaldo Cabral de Moura


sexta-feira, 29 de maio de 2015

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
156: (25.05.2015) Boa Tarde para Você, prof. José Patrício Pereira Melo
Apresento-lhe com algum atraso, prof. Patrício Melo, os meus cumprimentos de felicitações  pelo recente resultado da eleição ocorrida na Universidade Regional do Cariri e cujo resultado o consagrou como o novo e oitavo Reitor da instituição, sucedendo a profa. Otonite de Oliveira Cortez. A primeira coisa que relevo, se assim não estou desinformado, foi o clima da competição, os debates, as propostas e toda a participação dos segmentos compostos por servidores, alunado e professores, bem como a completa lisura da campanha até os últimos momentos do pleito. Do que pude observar, a disputa foi bastante acirrada, mas isto não foi motivo para que a campanha e o escrutínio tivessem mergulhado em algum fato notório que comprometesse toda a preocupação da comunidade em honrar esta grande demonstração de maturidade democrática. Quero louvar também alguns aspectos de sua própria conduta, a começar pelo que se realça de sua carreira universitária, por formação, dedicação e o compromisso já manifestado em diversos momentos e cargos assumidos em defesa da instituição que existe em sua vida desde sempre. Em julho próximo, prof. Patrício Melo, quando esta instituição passa ao seu comando, seguramente, a comunidade universitária que se manifestou por seu voto, estará ansiosa por algo novo, especialmente porque será oportuno lembrar, à maneira da sábia expressão do apóstolo Lucas: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.” Bem sabemos desta responsabilidade pessoal e institucional, quando vossa senhoria se prepara para assumir esta direção de uma instituição ainda muito jovem, na véspera dos seus trinta anos de existência, mas que tem também uma responsabilidade social imensa para com expressivo alunado, cuja origem se esparrama por quase uma centena de municípios ao nosso derredor. Como o senhor tão bem conhece, a URCA, por suas origens fincadas na velha e sempre lembrada Faculdade de Filosofia do Crato, e na ambiência acadêmica que se suplementaria com os cursos de Economia e Direito, é parte substantiva deste momento pujante do ensino superior no Cariri. Concordo inteiramente consigo, prof. Patrício Melo, quando nos diz o quanto ainda há para fazer por esta instituição, na base de sua organização, como o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores da instituição, e que igualmente se relaciona a outras importantíssimas demandas atualizadas pela competência de seus quadros, e pela infraestrutura a caminho de sua excelência. Essa conjuntura que nos cerca, à maneira de como o Cariri vive hoje grandes expectativas na sua vida universitária, a partir mesmo de como suas comunidades esperam por novos olhares, novos cursos acadêmicos, principalmente, mostram como e o que se espera da instituição primeira. Crato, particularmente, que deverá contar em breve com dois grandes reforços na sua cena acadêmica, com os anunciados cursos da Faculdade de Medicina que será criada e do curso de Medicina Veterinária da UFCA, estará exigindo da URCA um posicionamento inovador nesta área. Mas, certamente, assim imagino, não serão apenas as atenções sobre a graduação o foco da URCA, de quem também cobramos novos cursos e projetos para com as atuais e novas unidades descentralizadas, bem além do Crajubar, Santana do Cariri, Iguatu e Campos Sales. Distinguimos a URCA por seu grande esforço em manter cursos de pós-graduação, em diversos níveis e em áreas inovadoras, algumas em fronteiras de conhecimento, fato que muito se fortalece na medida em que a instituição, por exemplo, se empenha por concurso e nomeação de novos professores para o seu quadro docente, como há poucos dias. Desejo-lhe felicidades, prof. Patrício Melo, e igualmente ao seu vice-reitor, prof. Francisco Lima Júnior, a quem formulo votos de pleno êxito nesta jornada que passarão a empreender na defesa, na sustentação e no amplo desenvolvimento de toda a universidade e de todas as suas atividades. Espero, sinceramente, que esta história que agora se recomeça a escrever seja mais uma vez parte da grandeza desta instituição e que esta administração seja exitosa e muito feliz em satisfazer toda esta expectativa que a mobilizou para entregar sua gestão em mãos dignas e honradas.  
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 25.05.2015)

PASSAGENS TAM PARA JUAZEIRO DO NORTE 
A TAM iniciou a venda das passagens dos voos que serão iniciados em julho nas cidades de São José dos Campos (SP), Bauru (SP) e Juazeiro do Norte. As novas rotas foram autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A companhia é a única que oferece três voos diretos de Vitória para Brasilia. Os voos de Juazeiro do Norte começam no dia 13 de julho. A cidade cearense será atendida com uma frequência voo sem escalas para Brasília. As passagens estão sendo vendidas por R$ 249,00 na ida ou volta. De Juazeiro do Norte para Recife você encontra tarifas por R$ 99,00. Os voos também serão diretos. A Passaredo, parceira da TAM no compartilhamento de voos, deixou de operar em Juazeiro do Norte em janeiro de 2013. Atualmente operam na cidade cearense as companhias Avianca, Gol e Azul. Para embarque em Vitória, com troca de aeronave em Brasília, é possível encontrar passagens por R$716,00, na ida ou na volta. São José dos Campos vai ganhar voo direto para Brasília a partir de 14 de julho. As passagens estão sendo vendidas por R$ 139 o trecho. Em dezembro do ano passado a companhia Azul deixou de operar em São José do Campos, cidade paulista onde fica a fábrica da Embraer. A companhia ligava São José dos Campos ao Rio de Janeiro (Santos Dumont). A empresa chegou a oferecer três frequências diárias. De Vitória para São José dos Campos a passagens são encontradas por R$ 147,00. As passagens do voo de Bauru para Brasília estão sendo vendidas por R$ 109. A cidade paulista é atendida pela Azul e Gol. No início deste mês Bauru perdeu voo direto para Congonhas. A cidade passou a ser atendida com um horário para Guarulhos. De Vitória para Bauru a TAM oferece tarifas por R$ 121 na ida ou volta. 

DESTINOS RELIGIOSOS NO BRASIL
Sobre o movimento de milhões de brasileiros com vistas a destinos turísticos no próprio país, acabo de ler esta interessante notícia que aqui vai transcrita. “O número pulou de 3,94 milhões de viagens domésticas em 2013 para 17 milhões em 2014. O Nordeste reúne pelo menos 250 manifestações religiosas que mobilizam turistas, sendo a região brasileira com o maior número de procissões, romarias e celebrações religiosas do país. Alguns destinos turísticos, como Santa Cruz dos Milagres, a quase 200 Km da capital Teresina (PI), têm se firmado como ponto de peregrinação. Mais de 100 mil turistas por ano passam alguns dias no município em busca de bênçãos e milagres. Eles visitam, especialmente, uma cruz no alto de um morro, onde um beato previu que a região seria fonte de milagres futuros. “O santuário de Santa Cruz dos Milagres é o único do Piauí reconhecido pelo Vaticano para a peregrinação. A cidade tem a terceira maior romaria do Nordeste, ficando atrás de Juazeiro, na Bahia, e Canindé, no Ceará”, afirma o turismólogo Hildengard Alves, da Câmara Municipal de Turismo de Santa Cruz dos Milagres. Ainda no Piauí, a cidade de Oeiras também se destaca durante a Semana Santa, na encenação da Paixão de Cristo e durante a Procissão do Fogaréu. Marcada pela arquitetura portuguesa, Oeiras foi a primeira capital do Piauí. Em Santa Cruz, no mês de maio (1 a 3), é celebrada a Invenção da Divina Santa Cruz, que atrai cerca de 20 mil pessoas ao município. “Os romeiros ajoelham-se e beijam o chão 100 vezes”, conta Hildengard Alves. Em setembro, a Festa da Santa Cruz dos Milagres atrai o dobro de romeiros, segundo dados da cidade, quando a festa dura nove dias e as novenas são rezadas na Igreja Matriz. Em novembro, no segundo final de semana, ocorre o encontro dos santos padroeiros, com viajantes de várias partes do Nordeste e do país, em busca de realizações, como a chuva em períodos de forte estiagem. Em Canindé, no Ceará, milhares de fiéis vêm de todo o país para uma romaria, especialmente entre 29 de setembro e 4 de outubro. A Basílica de São Francisco, construída no início do século XX, a estátua de São Francisco das Chagas e um museu do santo são as principais atrações religiosas da cidade. Os peregrinos chegam à cidade de carro, ônibus e até mesmo a pé. Na igreja, uma surpresa: uma exposição de esculturas rústicas feitas em madeira que retratam, principalmente, órgãos do corpo humano, oferecidos à igreja como homenagem por uma graça recebida ou promessa cumprida. Juazeiro do Norte, também no Ceará, é outro ponto de peregrinação e recebe cerca de 2,5 milhões de devotos de Padre Cícero por ano. São, em média, 500 mil somente na Romaria de Finados, no dia 2 de novembro, de acordo com a Prefeitura de Juazeiro do Norte. A cidade, na região do Cariri, tem uma estátua do “Padim Ciço”, como é conhecido, de 25 metros de altura, no alto da Colina do Horto. Foi em Juazeiro, como sacerdote, que Padre Cícero viveu por mais de sessenta anos, até sua morte, e onde ganhou fama de milagreiro. Juazeiro tem ainda o Museu Vivo, que conta a vida do padre e fica bem ao lado da famosa estátua. A capital baiana da fé, como é conhecida Bom Jesus da Lapa, recebe romeiros durante todo o ano. Atualmente, o período mais movimentado vai de junho a janeiro, quando o município recebe 1,5 milhão de visitantes, de acordo com a prefeitura. Uma das mais importantes romarias é a da Terra ou das Missões, que começa em julho. Ainda na Bahia, Juazeiro celebra a manifestação religiosa dos Penitentes de Juazeiro durante a quaresma. Fiéis andam nas ruas cobertos por lençóis brancos, deixando apenas o rosto descoberto, para fazer orações pelas almas dos mortos. A tradição tem mais de 100 anos. (Notícia publicada na Tribuna da Bahia, em 18.05.2015).

SEU LUNGA
Seu Lunga não morreu, encantou-se, está no Ceu. Assim a própria literatura de cordel que mais deu projeção ao personagem, figura comum da nossa cena urbana, continua falando de seus causos, da maneira como era intolerante à burrice, à ignorância. É o caso destes dois últimos folhetos que foram publicados, de autoria do poeta João Peron de Lima, pernambucano de Recife, nascido em 14.08.1985 e autor de considerável lista de folhetos, dentre os quais uns 4 já referidos a Seu Lunga. Estes folhetos podem ser adquiridos na lojinha de artesanato do Aeroporto de Juazeiro do Norte e em muitos locais pelas feiras do Nordeste.

CDL, 40 ANOS
A Câmara de Diretores Lojistas de Juazeiro do Norte acaba de festejar o seu 40º aniversário. Dentre as celebrações, foi publicado este número especial de sua revista O Varejo, contendo substanciosas matérias sobre as suas atividades. Tivemos, eu e Daniel Walker, a oportunidade de contribuir com um texto sobre a História de Nosso Comércio. Agradecemos a oportunidade de ter participado desta comemoração.











CASA CARIRI, 6
Já está circulando o número 6 da revista Casa Cariri, da Editora 309, da responsabilidade dos diretores Isabela Bezerra e Renato Fernandes, na véspera da realização do seu empreendimento Casa Cariri Mostra, “um marco para a arquitetura e o design da Região do Cariri”, de 10 de junho a 5 de julho. De acordo com a divulgação, “A Casa Cariri Mostra une regionalismo à sua proposta, desafia os profissionais a utilizarem produtos e elementos caririenses em seus projetos. A mostra receberá durante 26 dias 10 mil visitantes em uma casa de 5 mil metros quadrados, na Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte. Ninguém pode deixar de ir.”









AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE