sexta-feira, 25 de julho de 2014

 BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
056: (25.07.2014) Boa Tarde para Você, Wilton Bezerra
Quando faleceu Francisco de Assis Silva, o Foguinho, eu fiquei muito angustiado porque alguns amigos já haviam sugerido que não o esquecesse naqueles dias de copa do mundo. Lamentável é que, de fato, não o fiz prontamente e fiquei aguardando um momento para saudá-lo, pensando até mesmo que o melhor resultado estava para vir. Penso que ainda seja oportuno dizer-lhe, meu caro amigo Wilton Bezerra, que este cumprimento que lhe faço hoje se deve à permanência da grande impressão que tive e pela forte emoção que senti por suas palavras na despedida de seu compadre Foguinho. Ao vê-lo assumir esta missão dolorosa, no altar da capela, à hora amarga do pranto e da saudade de seus familiares, eu senti que aquele instante não era exatamente o momento de uma quase formalidade que por vezes pensamos que seja quando muitos se ajuntam para prantear alguém cuja morte é muito sentida e lamentada. E não era, mesmo. Quem quer que tenha prestado atenção, Wilton, ao conteúdo de sua mensagem de conforto à família e aos amigos de Foguinho, terá ouvido como sua sensibilidade havia tocado muito fundo no nosso sentimento para revelar um pouco da alma do amigo morto, para daí considerar um lado pouco lembrado de sua felicidade. Na sua simplicidade, e era com isto que você, Wilton, nos confortava, Foguinho foi precisamente o que você perfilou: um homem simples que soube construir sua felicidade pessoal e a de sua família, ao sabor das coisas mais comuns, o que não lhe sofisticou a vida, o que não o fez um homem fútil e afetado pelas oportunidades que a vida lhe conferiu. Você, e bem assim também outros da radiofonia, desde os tempos de Foguinho, controlista da Iracema, mas especialmente na área do esporte, sabiam por sobejas razões o que fazia diariamente aquele camarada trabalhador, competente, sincero, leal e divertido. Esse era o Foguinho que vocês lembravam, às lágrimas, nas maravilhosas jornadas das copas de que participou, narrando para nós algumas das campanhas vitoriosas do selecionado brasileiro. Também concordo consigo, Wilton, que Foguinho não era um homem frio e insensível à grande frustração desta copa mais recente. Não há como não relacionar sua morte à sua angústia dupla, de ausência do microfone, exatamente quando o certame estava em nossa terra, e bem assim pela decepção dos resultados, fosse por quais motivos alegados. Seguramente, nesta angústia, vimos o querido Foguinho sucumbir, porque seu coração afetuoso não resistira às emoções. Somos, por estes pequenos argumentos, mas também pela forma elegante e humanitária como você, Wilton, chegou junto a esta família, por seus eternos laços de compadrio, gratos pela sua sensibilidade e por suas palavras sobre o amigo, nesta hora derradeira. No nosso imaginário, Foguinho vai continuar fazendo falta. Ainda lamentaremos muito a sua ausência no rádio, um encontro casual nas ruas para ouvir-lhes em deliciosas histórias contadas com bom humor, a repetir muitas delas, sempre com uma nova motivação e grande graça. Enfim, Wilton, esta é a vida que nos cabe, a que tem de incluir no nosso sofrimento a perda de amigos, como este Foguinho, dentre tantos outros que nos deixam saudosos.

CINE ELDORADO
O Cine Eldorado (Rua Pe. Cícero, esq. Floro Bartolomeu) estará apresentando nesta sexta feira, às 20 horas a película Deu a Louca no Mundo (It's a Mad, Mad, Mad, Mad World), EUA, 1963. Esta comédia será projetada em 192 min, e na direção o festejado diretor Stanley Kramer. Elenco: Spencer Tracy (Capt. T. G. Culpepper), Milton Berle (J. Russell Finch), Sid Caesar (Melville Crump), Buddy Hackett (Benjy Benjamin), Ethel Merman (Sra. Marcus), Mickey Rooney (Ding Bell), Dick Shawn (Sylvester Marcus), Phil Silvers (Otto Meyer), Terry-Thomas (J. Algernon Hawthorne), Jonathan Winters (Lennie Pike), Edie Adams (Monica Crump), Dorothy Provine (Emeline Marcus-Finch), Eddie 'Rochester' Anderson (Second Cab Driver), Jim Backus (Tyler Fitzgerald), Ben Blue (Biplane Pilot), Joe E. Brown (Union Official), Alan Carney (Police Sergeant), Chick Chandler (Detective Outside Chinese Laundromat), Barrie Chase (Sylvester's Girlfriend), Lloyd Corrigan (The Mayor), William Demarest (Police Chief Aloysius), Andy Devine (Sheriff of Crockett County), Selma Diamond (Ginger Culpepper (voz), Peter Falk (Third Cab Driver), Norman Fell (Detective at Grogan's Crash Site), Paul Ford (Col. Wilberforce), Stan Freberg (Deputy Sheriff), Louise Glenn (Billie Sue Culpepper (voz), Leo Gorcey (First Cab Driver), Sterling Holloway (Fire Chief), Marvin Kaplan (Irwin), Edward Everett Horton (Sr. Dinckler), Buster Keaton (Jimmy the Crook), Don Knotts (Nervous Motorist), Charles Lane (Airport Manager), Mike Mazurki (Miner), Charles McGraw (Lt. Matthews), Cliff Norton (Reporter), Zasu Pitts (Gertie - Switchboard Operator), Carl Reiner (Tower Controller at Rancho Conejo), Madlyn Rhue (Secretary Schwartz), Roy Roberts (Policeman Outside Irwin & Ray's Garage), Arnold Stang (Ray), Nick Stewart (Migrant Truck Driver), The Three Stooges (Bombeiro), Sammee Tong (Chinese Laundryman), Jesse White (Radio Tower Operator at Rancho Conejo), Jimmy Durante (Smiler Grogan), Joe DeRita (Bombeiro), Larry Fine (Bombeiro), Moe Howard (Bombeiro), Wayne Anderson (Extra (não creditado), Phil Arnold (Garage Mechanic (não creditado), Jack Benny (Man in Car in Desert (não creditado), Paul Birch (Policeman (não creditado), Wally Brown (Policeman (não creditado), John Clarke (Helicoper Pilot (não creditado), 
Stanley Clements (Detective in Squad Room (não creditado), Minta Durfee (Woman in Final Crowd (não creditado), Roy Engel (Patrolman / Police Radio voz Unit F-14 (não creditado), James Flavin (Patrolman (não creditado), Nicholas Georgiade (Detective at Grogan's Crash Site (não creditado), Stacy Harris (Police Radio Unit F-7 (voz) (não creditado), Don C. Harvey (Policeman in Helicopter (não creditado), John Indrisano (Hard Hat in Crowd (não creditado), Allen Jenkins (Cop (não creditado), Robert Karnes (Officer Simmy (não creditado), Tom Kennedy (Traffic Cop (não creditado), Harry Lauter (Police Dispatcher (não creditado), Ben Lessy (George (não creditado), Bobo Lewis (Pilot's Wife (não creditado), Jerry Lewis (Driver Running Over Hat (não creditado), Bob Mazurki (Eddie (não creditado), Ralph Moratz (Spectator (não creditado),  Barbara Pepper (não creditado), Eddie Rosson (Eddie, The Miner's Son (não creditado), Eddie Ryder (Air Traffic Control Tower Staffer (não creditado), Jean Sewell (Woman in Migrant Truck (não creditado), Charles Sherlock (Crowd Member (não creditado), Eddie Smith (não creditado), Paul Sorenson (Hardhat in crowd next to Joe E Brown. (não creditado), Doodles Weaver (Hardware Store Clerk (não creditado), Danele (Extra (não creditado). Sinopse Spencer Tracy comanda um hilariante elenco de grandes estrelas da comédia de Hollywood (Milton Berle, Sid Caesar, Buddy Hackett, Ethel Merman, Mickey Rooney, Dick Shawn, Phil Silver, Terry-Thomas e Jonathan Winters) e filme a aparições muito especiais de vários comediantes famosos, de Bom Knotts e Jerry Lewis aos Três Patetas. Indicado a seus prêmios Oscar, Deu a Louca no Mundo é uma explosiva experiência cinematográfica. Em uma tortuosa estrada deserta, oito motoristas viajando em férias, dividem uma experiência que muda seus planos...e suas vidas! Depois de um misterioso desconhecido, lhes informar a localização de uma fortuna em dinheiro roubado, cada um deles apressa-se para entrar em uma louca e atropelada corrida, para colocar as mãos no fruto do assalto, na mais eletrizante festa do riso da história.

CINE CAFÉ NO CCBNB
O Cine Café exibirá amanhã, dia 26.07, às 19:00, o filme A Excêntrica Família de Antonia (Antonia,1995). Elenco: Willeke van Ammelrooy – Antonia, Els Dottermans – Danielle, Veerle van Overloop – Thérèse, Jan Decleir – Bas, Mil Seghers - Kromme Vinger (Dedo Torto), Dora van der Groen – Allegonde, Thyrza Ravesteijn – Sarah, Esther Vriesendorp - Thérèse (13 anos), Carolien Spoor - Thérèse (6 anos), Leo Hogenboom – padre. Sinopse: O filme A excêntrica família de Antonia da diretora holandesa Marleen Gorris apresenta a vida em uma pequena cidade no interior da Holanda após segunda guerra, onde a volta de Antonia depois de vinte anos é vista de diversas formas: algumas positivas e outras negativas. Em torno da personagem principal percebemos a vida e a morte, as vitórias e as perdas. A obra traz um universo feminino, onde as ações dos homens estão envolta de um poder e mostra eles agindo de forma impulsiva e irracional, como exemplo: o incesto onde o irmão usa a irmã, o filho que volta para receber a herança e impondo medo na família, dessa forma a diretora faz uma critica a sociedade machista e patriarcal e esboça uma defesa ao universo feminino mostrando que as mulheres do filme são independentes no mundo exterior; tocando em assuntos que ainda geram conflitos de ideias no período e algumas até hoje como: a independência feminina, aborto, a capacidade de decisão de ser mãe, sexualidade, homossexualismo, desejo. Ainda reforça a capacidade da mulher de trabalhar em diversas áreas. E referindo sobre as reflexões apresentada no filme sobre a educação mostrando uma menina gênio, levando para o mundo da filosofia nos apresentando questões sobre o tempo, o raciocínio, a vida, a morte e questões existenciais. A Excêntrica Família de Antonia traz também questões sociais como a violência sexual (essa tem maior destaques), as doenças psicológicas, as relações de vizinhança, os boatos na cidade (fofocas) e fazer justiça com as próprias mãos. Um fator relevante a ser considerado é as experiências e de cada personagem, pois Antonia realmente tem uma família excêntrica, família essa criada de forma generosa devida a nem todos os personagens terem laços consanguíneos e todos se aceitam e se cativam, aceitando as diferenças entre eles dando maior importância aos laços afetivos. O filme faz jus ao Oscar recebido 1995 por retratar uma realidade pós-guerra que não é contada nos livros de história convencional. 


ARIANO SUASSUNA NO CÉU
O cordel, com certeza, foi a linguagem por excelência da vida literária de Ariano Vilar Suassuna, há pouco falecido. Em sua homenagem os poetas e cantadores já se manifestam num preito de saudade ao grande mestre. É o caso deste folheto que já deve estar ao alcance do público, feito ao calor da hora, como o cordel sempre cuidou de grandes personagens como este criador de Chicó e João Grilo. Ariano esteve há alguns anos atrás em Juazeiro do Norte e fez magistral aula-espetáculo, tão ao seu gosto. A máquina fotográfica de Célia Morais flagrou um instante quando ao lado de Ariano estavam José Carlos dos Santos e Walmi Paiva. A seguir, reproduzimos o texto que acaba de nos ser enviado, de autoria de Klevisson Viana (Fortaleza) e Bule-Bule (Salvador), com o título de A Chegada de Ariano Suassuna no Céu.
A CHEGADA DE ARIANO SUASSUNA NO CÉU
Autores: Klévisson Viana e Bule-Bule

Nos palcos do firmamento
Jesus concebeu um plano
De montar um espetáculo
Para Deus Pai Soberano
E, ao lembrar de um dramaturgo,
Mandou buscar Ariano.

Jesus mandou-lhe um convite,
Mas Ariano não leu.
Estava noutro idioma,
Ele num canto esqueceu,
Nem sequer observou
Quem foi que lhe escreveu.

Depois de um tempo, mandou
Uma segunda missiva.
A secretária do artista
Logo a dita carta arquiva,
Dizendo: — Viagem longa
A meu mestre não cativa.

Jesus sem ter a resposta
Disse torcendo o bigode:
— Eu vejo que Suassuna
É teimoso igual a um bode.
Não pode, mas ele pensa
Que é soberano e pode!

Jesus, já perdendo a calma,
Apelou pra outro suporte.
Para cumprir a missão,
Autorizou Dona Morte:
— Vá buscar o escritor,
Mas vê se não erra o corte!

A morte veio ao País
Como turista estrangeiro, 
Achando que o Brasil
Era só Rio de Janeiro.
No rastro de Suassuna,
Sobrou pra Ubaldo Ribeiro.

Porém, antes de encontrá-lo,
Sofreu um constrangimento
Passando em Copacabana,
Um malfazejo elemento
Assaltou ela levando
Sua foice e documento.

A morte ficou sem rumo
E murmurou dessa vez:
— Pra não perder a viagem
Vou vender meu picinez
Para comprar outra foice
Na loja de algum chinês.

Por um e noventa e nove
A dita foice comprou.
Passando a mão pelo aço,
Viu que ela enferrujou
E disse: — Vai essa mesma,
Pois comprar outra eu não vou!

A morte saiu bolando,
Sem direção e sem tino,
Perguntando a um e a outro
Pelo escritor nordestino,
Obteve informação,
Gratificando um menino.

Ao encontrar João Ubaldo,
Viu naufragar o seu plano,
Se lembrando da imagem
Disse: — Aqui há um engano.
Perguntou para João
Onde é que estava Ariano.

Nessa hora João Ubaldo,
Quase ficando maluco,
Tomou um susto arretado,
Quando ali tocou um cuco,
Mas, gaguejando, falou:
—Ele mora em Pernambuco!

A morte disse: — Danou-se
Dinheiro não tenho mais
Para viajar tão longe,
Mas Ariano é sagaz.
Escapou mais uma vez,
Vai você mesmo, rapaz!

Quando chegou lá no Céu
Com o escritor baiano,
Cristo lhe deu uma bronca:
— Já foi baldado o meu plano.
Pedi um da Paraíba
E você trouxe um baiano.

João Ubaldo é talentoso,
Porém não escreve tudo.
“Viva o Povo Brasileiro”
É sua obra de estudo,
Mas quero peça de humor,
Que o Céu tá muito sisudo.

Foi consultar os arquivos
Pra ressuscitar João,
Mas achou desnecessário,
Pois já era ocasião
Pra ele vir prestar contas
Ali na Santa Mansão.

Jesus olhou para a Morte 
E disse assim: — Serafina,
Vejo não és mais a mesma.
Tu já foste mais malina,
Tá com pena ou tá com medo,
Responda logo, menina?!

— Jesus, eu vou lhe falar
Que preciso de dinheiro.
Ariano mora bem
No Nordeste brasileiro.
Disse o Cristo: —Tenho pressa,
Passe lá no financeiro!

— Só faço que é pra o Senhor.
Pra outro, juro não ia.
Ele que se conformasse
Com o escritor da Bahia.
Se dependesse de mim,
Ariano não morria.

A morte na internet
Comprou passagem barata.
Quase morria de susto
Naquela viagem ingrata.
De vez em quando dizia:
— Eita que viagem chata!

Uma aeromoça lhe trouxe
Duas barras de cereais.
Diz ela: — Estou de regime.
Por favor, não traga mais,
Porque se vier eu como,
Meu apetite é voraz!

Quando chegou no Recife,
Ficou ela de plantão
Na porta de Ariano
Com sua foice na mão,
Resmungando: — Qualquer hora
Ele cai no alçapão!

A morte colonizada,
Pensando em lhe agradar,
Uma faixa com uma frase
Ela mandou preparar,
Dizendo: “Welcome Ariano”,
Mas ele não quis entrar.

Vendo a tal faixa, Ariano
Ficou muito revoltado.
Começou a passar mal,
Pediu pra ser internado
E a morte foi lhe seguindo
Para ver o resultado.

Eu não sei se Ariano
Morreu de raiva ou de medo.
Que era contra estrangeirismos,
Isso nunca foi segredo.
Certo é que a morte o matou
Sem lhe tocar com um dedo.

Chegou no Céu Ariano,
Tava a porta escancarada.
São Pedro quando o avistou
Resmungando na calçada,
Correu logo pra o portão,
Louvando a sua chegada.

Um anjinho de recado
Foi chamar o Soberano,
Dizendo: - O Senhor agora
Vai concretizar seu plano.
São Pedro mandou dizer
Que aqui chegou Ariano.

Jesus saiu apressado,
Apertando o nó da manta
E disse assim: — Vou lembrar
Dessa data como santa
Que a arte de Ariano
Em toda parte ela encanta.

São Pedro lá no portão
Recebeu bem Ariano,
Que chegou meio areado,
Meio confuso e sem plano.
Ao perceber que morreu,
Se valeu do Soberano.

Com um chapelão de palha
Chegou Ascenso Ferreira,
O grande Câmara Cascudo,
Zé Pacheco e Zé Limeira.
João Firmino Cabral
Veio engrossar a fileira.

E o próprio João Ubaldo
(Que foi pra lá por engano)
Veio de braços abertos
Para abraçar Ariano.
E esse falou: - Ubaldo,
Morrer não tava em meu plano!

Logo chegou Jorge Amado
E o ator Paulo Goulart.
Veio também Chico Anysio
Que começou a contar
Uma anedota engraçada
Descontraindo o lugar.

Logo chegou Jesus Cristo,
Com seu rosto bronzeado.
Veio de braços abertos,
Suassuna emocionado
Disse assim: — Esse é o Mestre,
O resto é papo furado!

Suassuna que, na vida,
Sonhou em ser imortal,
Entrou para Academia,
Mas percebeu, afinal,
Que imortal é a vida
No plano celestial.

Jesus explicou seus planos
De fazer uma companhia
De teatro e ele era
O escritor que queria
Para escrever suas peças,
Enchendo o Céu de alegria.

Nisso Ariano responde:
— Senhor, eu me sinto honrado,
Porém escrever uma obra
É serviço demorado.
Às vezes gasto dez anos
Para obter resultado.

Nisso Jesus gargalhou
E disse: — Fique à vontade.
Tempo aqui não é problema,
Estamos na eternidade
E você pode criar
Na maior tranquilidade.

Um homem bem pequenino
Com chapeuzinho banzeiro,
Com um singelo instrumento,
Tocou um coco ligeiro
Falando da Paraíba:
Era Jackson do Pandeiro.

Logo chegou Luiz Gonzaga,
Lindu do Trio Nordestino,
E apontou Dominguinhos
Junto a José Clementino
E o grande Humberto Teixeira,
Raul e Zé Marcolino.

Depois chegou Marinês
Com Abdias de lado
E Waldick Soriano,
Com um vozeirão impostado,
Cantou “Torturas de Amor”,
Como sempre apaixonado.

Veio então Silvio Romero
Com Catulo da Paixão,
Suassuna enxugou 
As lágrimas de emoção
E Catulo, com seu pinho,
Cantou “Luar do Sertão”.

Leandro Gomes de Barros
Junto a Leonardo Mota,
Chegou Juvenal Galeno,
Otacílio Patriota.
Até Rui Barbosa veio
Com título de poliglota.

Chegou Regina Dourado,
Tocada de emoção,
Juntinho de Ariano,
Veio e beijou sua mão
E disse: — Na sua peça
Quero participação.

Ariano dedicou-se
Àquele projeto novo.
Ao concluir sua peça,
Jesus deu o seu aprovo
E a peça foi encenada
Finalmente para o povo.

Na peça de Ariano
Só participa alma pura.
Ariano virou santo,
Corrigiu sua postura.
Lá no Céu ganhou o título
Padroeiro da cultura.

Os artistas que por ele
Já nutriam grande encanto
Agora estando em apuros,
Residindo em qualquer canto,
Lembra de Santo Ariano
E acende vela pro santo.

Ariano foi Quixote 
Que lutou de alma pura.
Contra a arte descartável
Vestiu a sua armadura
Em qualquer dia do ano
Eu digo: viva Ariano
Padroeiro da Cultura!

FIM

quarta-feira, 23 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
054: (21.07.2014) Boa Tarde para Você, Raimundo Mailson de Souza
No dia de ontem, nossa cidade e um grande pedaço deste povo nordestino celebraram no adro do Socorro a tradicional missa do dia 20, lembrando o nosso irmão mais ilustre, sepultado no altar da capela, há exatos 80 anos. Estava distante daí, Mailson, mas pude ver por algumas fotos postadas na internet a multidão que acorreu ao evento e por isto me veio na imaginação, uma sensação do quanto isto foi emocionante para aquela gente que se espremia na praça. Nestes anos decorridos, especialmente depois da morte do Padre Cícero, o Socorro tornou-se a derradeira morada de muitos romeiros que vieram de todos estes Estados, como os meus que vieram das Alagoas. Por assim dizer, penso que ele é um pequeno santuário, se não há engano da minha parte, porque ali deixamos gente que por tantas virtudes são os nossos santos mais próximos. Por isso mesmo, Mailson, recai sobre você o privilégio de ser o zelador, mentor desta guarda de tão importantes despojos. Além do que, bem sabemos, não é uma atividade fácil, porquanto isto inclui habilidades para tratos delicados e conflitos exaltados pelo estado emocional de famílias enlutadas. Realço a sua iniciativa de ter promovido algumas ações para que o Cemitério do Socorro não fosse tão abandonado. Pena é que você tem pouco, aliás, pouquíssimo apoio, a ponto de viver implorando a atenção da municipalidade para suas melhorias e manutenção. Lembro bem que o Mons. Murilo até nos fazia rir ao relatar as suas muitas idéias para modernizar e melhorar o perfil deste cemitério como, por exemplo, a sua verticalização. Claro que tudo isto dependeria de recursos que, enfim, nunca apareceram. E Mons. Murilo brincava, dizendo que tinha algum temor que você viesse a cobrar IPTU dos pobres finados. Brincadeira à parte, vez por outra, Mailson, sofremos também consigo porque ficamos sabendo de algumas mazelas que afligem o nosso cemitério. Ora falamos da superpopulação que o campo abriga, da má conservação que caberia às famílias detentoras de jazigos, da falta de iluminação pública, da ausência de segurança, de pessoal de serviço a ser provido pelo poder público, de espaços disciplinados para a circulação, novas áreas para sepultamentos, e outras questões. Não bastassem estes agravantes, ainda se tem que conviver com pessoas que resolvem estimular uma grande praga de gatos que são alimentados em cima das sepulturas. Quanto a questão do espaço, creio que você saiba, Mailson, que o propósito original do Padre Cícero, ouvindo Mestre Pelúsio e Conde Adolfo, pessoas que cuidaram do traçado da cidade no início do século XX, era o de que o nosso campo santo tivesse as dimensões que compreenderiam, além da sua área atual, um novo espaço entre o prolongamento da rua Santa Cecília, e as ruas Santa Luzia, São José, e Pe. Alencar Peixoto. Infelizmente, o crescimento da cidade nunca foi entendido pelos nossos gestores municipais, e o cemitério era parte destas atenções que nunca foram consideradas. O ano corre apressado e daqui a pouco um novo novembro virá lhe trazendo grandes preocupações. Gostaríamos muito de que estes argumentos em tão poucas palavras sensibilizassem a prefeitura municipal de nossa cidade para que o seu dedicado colaborador tivesse, apenas, a oportunidade de melhor realizar o seu trabalho. Para nós que continuaremos vivos, isto já seria muito bom. Aos nossos mortos, seria parte do seu repouso eterno.


55: (23.07.2014) Boa Tarde para Você, Daniel Walker Almeida Marques
Em 18 de julho de 2009, nós reiniciamos uma jornada de celebrações que tinha, naquela data, a marca do nascimento da imprensa juazeirense. Abríamos um período que desejávamos longo para festejar centenários que traziam um novo ânimo a estes amantes impenitentes da cidade tão amada. Você, Daniel Walker, especialmente, tinha tudo a ver com este primeiro momento, por sua condição de memorialista, de historiador, de jornalista e de homem que dinamizou em muitos aspectos esta imprensa de jornais de folhas, da radiofonia, como pioneiro das FMs e das novas mídias eletrônicas. Assim foram os centenários do primeiro jornal, da emancipação política, do pacto dos coronéis, de personalidades marcantes e outros eventos. O povo desejou ver obras públicas como as que se anunciavam: a Praça do Centenário, o Marco Zero, os Portais de Entrada de Juazeiro, o Portal da Fé, os Marcos da Identidade Centenária, o Museu da Cidade, o Rancho de Romeiros, a Avenida Beira Rio, o Centro de Apoio aos Romeiros e outras coisas mais. Infelizmente, tudo frustrado para ser apenas uma pálida festinha interiorana, com todo o respeito. Por sorte, o calendário se repete e Juazeiro do Norte ainda terá em sua longa história muitas oportunidades para comemorar centenários, porque não abrimos mão de que esta seja uma terra que constrói riquezas, semeia esperanças e alegrias e ainda pode contar com o privilégio de verdadeiros homens públicos. Escolhi você, meu querido amigo e irmão, Daniel Walker, para receber nesta data de 23 de julho o abraço que nos damos por este momento tão simbólico e tão importante. Gostaria que fosse presencial, ao sabor da nossa conversa interminável, mas que agora se contenta com esta mensagem, porque estou, como não desejei, a milhares de quilômetros daí. O dia de hoje, como de outros centenários já vividos, tinha tudo para ser aquele instante mágico quando exercitamos com grande ufanismo esses sentimentos de cidadania por termos nascido, vivido e findarmos numa terra privilegiadíssima. De alguma maneira, quase tudo que nos ocorreu desde então, para festejar estes momentos, veio como cena pálida, ao desconforto de nossas expectativas. Como hoje, certamente, quando quase nada acontece para premiar este povo que decididamente construiu esta cidade entre oração e trabalho. Por força e propriedade da Lei 1177, de 23 de julho de 1914, depois da famigerada guerra, passamos de vila a cidade e foi criada a Comarca de primeira entrância, sendo seu juiz a figura íntegra e nobilíssima do Dr. Juvêncio Joaquim de Santana. Há neste momento fundante, meu caro, os sinais mais importantes do nosso foro, e da nossa cidadania. É nosso desejo ardente viver dedicados ao desenvolvimento desta cidade que nos viu nascer e cresce assustadoramente. Felizmente, meu caro Daniel Walker, quero crer que em todos os momentos da existência desta cidade, o fundamental foi feito. O seu povo, e este nada adiou, não mediu esforços para bem ou mal construí-la à nossa imagem e semelhança. Com os nossos defeitos e com as nossas virtudes, com os nossos corações e com os nossos braços, com as nossas esperanças e com as nossas frustrações, com o nosso sangue e com o nosso suor. Esta é a nossa glória: proclamar hoje e sempre, e onde estivermos, a grandeza desta centenária cidade de Juazeiro do Norte.

PROLONGAMENTO DE RUA & NOVA RUA
Através da Lei Nº 4348, de 14 de julho de 2014, o prefeito municipal de Juazeiro do Norte dispôs sobre o prolongamento da Rua Mestre José Caetano, a partir da Rua Coletor José Vitorino da Silva, numa extensão de 68m (sessenta e oito metros), no sentido Leste/Oeste, até a Rua Projetada, com terras da família Almeida Pinheiro, no bairro São José, desta cidade. Na mesma Lei, fica denominada de RUA ANTÔNIO TADEU DE ALMEIDA PINHEIRO, a artéria pública que se inicia no prolongamento da Rua Mestre José Caetano, no sentido Norte/Sul, até o limite com a Rua Engenheiro Apolônio de Macedo, no bairro São José, nesta cidade. A autoria da referida lei é do vereador Cícero Claudionor Lima Mota.

OFICINAS DE CINEMA
Alunos de escolas públicas participam das oficinas de animação para produzir um curta-metragem, que será apresentado durante o Cine Ceará 2014. O Cine Coelce inicia aulas nesta segunda-feira, 21, na sede em Fortaleza. Oficinas de cinema de animação do projeto, voltado para crianças e adolescentes de escolas públicas e filhos de colaboradores parceiros da Coelce, serão realizadas até sexta-feira, 25. Após essa data, o projeto segue para Sobral e depois Juazeiro do Norte. Ao todo, participam desta edição 225 crianças e adolescentes entre 9 e 1 anos. Ao final das oficinas, os alunos produzirão um curta-metragem que será apresentado durante o Cine Ceará 2014 - Festival Iberoamericano de Cinema. O tema desta edição é "Prevenção de Acidentes com Motos". Depois das aulas em Juazeiro do Norte (4 a 8 de agosto), projeto volta para Fortaleza, com atividades entre os dias 18 a 22 de agosto, em escola pública que será definida. Conforme a organização, oficinas contam com parceria da Associação Cultural Cine Ceará e da Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC). No fim das oficinas, os alunos que mais se destacam em cada turma são selecionados para participar de um curso de um mês no Núcleo de Cinema de Animação (Nuca), da Casa Amarela Eusélio Oliveira, conforme a Coelce. Lá, eles devem aprofundar os conhecimentos sobre o cinema de animação e têm acesso a equipamentos e programas de computador utilizados em grandes estúdios de animação. Cine Coelce é realizado desde 2007, com mais de 1.225 crianças e adolescentes beneficiadas com o aprendizado da técnica do desenho transformado em arte. (Fonte: Coelce e O POVO Online) 

domingo, 20 de julho de 2014

 BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
053: (18.07.2014) Boa Tarde para Você, Haydée Felipe Rodrigues
Esta semana, fizemos a inserção de uma foto sua, Haydée, na galeria de Rostos do Juazeiro, livro que eu e Raimundo Araújo pretendemos reeditar, com grande ampliação do acervo. Imediatamente me lembrei de um compromisso que assumi consigo para organizarmos uma publicação em homenagem ao seu sogro, Elias Rodrigues Sobral. E a propósito, no próximo dia 20 o lembraremos, na oportunidade do centésimo terceiro ano de seu nascimento. Então, Haydée, desde quando imaginamos esta homenagem merecida, eu tenho me esforçado para coletar textos e dados sobre este exemplar serviço da vida de Elias Rodrigues. Não descansei porque temos em família um grande conceito de suas ações como educador e figura de grandes méritos para o desenvolvimento do Juazeiro. Por seis anos, ao tempo em que dirigi o ICVC, era do professor Elias, um dos seus mais proeminentes membros titulares, que me chegavam atenções e dedicação que muito me lisonjeavam, na gestão do Instituto. Elias já era amigo de nossa família no início dos anos trinta. Disso vamos testemunhar com o sentimento de gratidão, pois para nós foi um benemérito. A cidade de Juazeiro do Norte deve a Elias Rodrigues uma grande reverência por inúmeras atividades que o vincularam à nossa grandeza sócio-educacional. Revisar sua vida, Haydée, como assim pactuamos, acredito, será um passeio, pois de sua lavra ficaram muitos escritos que precisam ser garimpados, face a efemeridade dos nossos jornais de folhas. Mas, felizmente, muita coisa foi salva com as nossas preocupações de guardar velharias. Numa destas, recorro ao velho jornal, O Lavrador, periódico da extinta Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, a primeira do Brasil, que Elias Rodrigues ajudou a fundar, em 13 de junho de 1934. Mas, também, vamos encontrá-lo ativo, esmerado e bem atualizado, nas páginas de O Lutador, de 1945, da então Congregação Mariana, vinculada à nossa igreja-matriz, onde ele era o redator-chefe. No primeiro, Haydée, encontro a estreia de Elias com articulista do Lavrador, na edição de 12 de outubro de 1935, em belíssima página de conteúdo cívico, pela festa do dia da pátria. Aliás, esta é uma tônica em seus escritos, cujo valor intrínseco, pela nacionalidade, jamais se arredou de tudo quanto produziu. Aos vinte e três anos de idade, aluno do então primeiro ano complementar, Elias pede desculpas por não adentrar mais íntima e historicamente à data celebrada. Prefere apresentar suas preocupações sobre o lugar do homem do campo diante da convulsionada vida política e social do pais, frente à ameaça do anarquismo. Em 29 de fevereiro de 1935, Elias volta ao Lavrador, para na sua primeira página destacar o relevante serviço da Escola Normal, assentado no grande tripé gestor, de Plácido Castelo, Jacinto Botelho e Amália Xavier. Na edição de julho de 1936, destaco um homenagem que o professor Elias faz ao dia do estudante. Para ele, não havia equívoco: o estudante era a única esperança da Pátria. Como se vê, até parece que as coisas não mudaram tanto. E a luta pela educação continua como parte de uma pauta que assegura melhores dias para nosso país. Enfim, Haydée, como você pode notar, ao tomar aleatoriamente apenas alguns textos em dois anos do jornal ao qual ele tanto se dedicou até o início dos anos 60, não teremos nenhuma dificuldade para realçar o perfil deste grande educador que foi Elias Rodrigues Sobral. E vamos juntos, tirar o projeto das nossas cabeças.

NOVAS RUAS

Diversas novas ruas tiveram suas nomenclaturas estabelecidas  por dispositivos legais, como se segue:
LEI Nº 4345, DE 10 DE JULHO DE 2014, Art. 1º – O inciso XX do artigo primeiro da Lei Municipal nº 4231, de 05 de julho de 2013, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1º - (.......) XX – RUA JOSÉ ALVES RIBEIRO (SARGENTO ZÉ DUDU) a rua projetada 20 do Loteamento Conviver Life II, desta cidade, com início na Avenida Edgar Alvino Leite, sentido leste/oeste, no bairro Aeroporto”. AUTORIA: Vereador Glêdson Lima Bezerra.
LEI Nº 4346, DE 10 DE JULHO DE 2014, fica denominada de RUA PRESIDENTE TANCREDO NEVES, no bairro Brejo Seco, a Rua Projetada 13 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (oeste para leste) da Avenida Manoel Coelho de Alencar em direção à Rua Major Figueiredo.
Art. 2º – Fica denominada de RUA GOVERNADOR MIGUEL ARRAIS, no bairro Brejo Seco, a Rua Projetada 14 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (oeste para leste) da Avenida Manoel Coelho de Alencar em direção à Rua Projetada 06. AUTORIA: Vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva
LEI Nº 4347, DE 10 DE JULHO DE 2014, fica denominada de RUA ROMÁRIO FERNANDES DOS SANTOS, a Rua Projetada 01 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul/vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 2º – Fica denominada de RUA RAIMUNDO PINHEIRO NETO, a Rua Projetada 02 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 3º - Fica denominada de RUA DORALICE BARBOSA DE SANTANA (Dona Dóris), a Rua Projetada 03 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 4º - Fica denominada de RUA MARIA PITI, a Rua Projetada 04 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 5º - Fica denominada de RUA JOSÉ HENRIQUE FILHO, a Rua Projetada 05 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 6º - Fica denominada de RUA MARIA EDILENE PINTO ESTEVES, a Rua Projetada 06 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 7º - Fica denominada de RUA VEREADOR FRANCISCO GUALBERTO BRANDÃO, a Rua Projetada 07 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 8º - Fica denominada de RUA EMPRESÁRIO ANTÔNIO WENER FERNANDES DA SILVA, a Rua Projetada 08 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa) da Rua Projetada 13 à Rua Projetada 14 (vice-versa).
Art. 9º - Fica denominada de RUA HERMES PEREIRA BARBOZA, a Rua Projetada 09 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa).
Art. 10 - Fica denominada de RUA ARTISTA JOSÉ WILKER DE ALMEIDA, a Rua Projetada 10 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa).
Art. 11 - Fica denominada de RUA PROFESSORA E ARTISTA MARIA ASSUNÇÃO GONÇALVES (DONA ASSUNÇÃO), a Rua Projetada 11 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa).
Art. 12 - Fica denominada de RUA PROFESSOR LUIS HUMBERMAR DO NASCIMENTO, a Rua Projetada 12 do Conjunto Residencial Nossa Senhora das Dores (também conhecido como Conjunto Manoel Raimundo de Santana Filho – Projeto Minha Casa Minha Vida), com prolongamento inicial (norte/sul e vice-versa). AUTORIA: Vereador José Tarso Magno Teixeira da Silva

NOVAS UPA e UBSF
Duas novas Unidades de Pronto Atendimento estão para ser inauguradas cidade e a Câmara Municipal decretou e a municipalidade sancionou com homenagens, nos seguintes termos:
LEI Nº 4343, DE 10 DE JULHO DE 2014, pela qual fica denominada de Unidade de Pronto Atendimento – UPA EDUARDO GRANGEIRO FERNANDES (DUDU), a UPA localizada na Rua Alameda Espanha, esquina com a Rua Dr. Belém de Figueiredo, localizada no bairro Lagoa Seca, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. AUTORIA: Paulo José de Macedo. COAUTORIA: Danty Bezerra Silva, Glêdson Bezerra Lima e Normando Sóracles Gonçalves Damascena. SUBSCRIÇÃO: Antônio Vieira Neto, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Maria de Fátima Ferreira Torres Gomes e Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI Nº 4344, DE 10 DE JULHO DE 2014, pela qual fica denominada de Unidade Básica de Saúde da Família – UBSF DRA. MARIA SELMA LINS TAVARES BEZERRA – (DRA. SELMA), a UBSF localizada na Rua Interventor Erivano Cruz, esquina com a Avenida do Agricultor, no bairro Centro, nesta cidade de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. AUTORIA: Paulo José de Macedo. SUBSCRIÇÃO: Maria de Fátima Ferreira Torres.

RECONHECIMENTO PÚBLICO
LEI Nº 4349, DE 14 DE JULHO DE 2014, Fica reconhecida de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO RURAL DO SÍTIO CACHOEIRA E ADJACENTES, fundada em 08 de dezembro de 2013, sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, tendo por finalidade a prestação de serviços que possam contribuir para o fomento e racionalização das atividades agropecuárias e a defesa das atividades econômicas, sociais e culturais de seus associados, com duração por tempo indeterminado, com sede e foro jurídico no Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Paulo José de Macedo


quarta-feira, 16 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
052: (16.07.2014) Boa Tarde para Você, José Pedrolina de Farias (Jota Farias)
Desejo agradecer, e até publicamente o faço, Jota Farias, a gentileza de sua felicíssima visita que recebi recentemente. Sou grato, portanto, a este seu gesto fraterno de ter deixado suas tantas ocupações e me ter dedicado várias horas ao sabor de minha inconveniente curiosidade sobre sua vida e seu vistoso e apreciado trabalho artístico. A tudo aquilo que desejava saber sobre si, você mais que correspondia, como ótimo contador de histórias e uma criatura de excelente bom humor. Particularmente, e para começo de conversa, por tudo que fui sabendo, como sua origem, em 5 de Fevereiro de 1953, na Palmeirinha, neste município de Juazeiro do Norte. Mais precisamente, nascido no histórico Moquém, que para mim é o berço desta civilização do Taboleiro Grande, o primeiro dos sítios, dos pais do pioneiro Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, lá pelos idos dos meados do século XVIII. Louvo aqui as suas origens de gente romeira, povo nascido em Bezerros, Pernambuco, que veio muito cedo para esta região, há mais de cem anos, em 1902, agricultores que se dedicaram por mais de trinta anos à propriedade do Maroto, no Horto, até quando morre seu proprietário, o Pe. Cícero, em 1934. Você me contou que seu pai foi um daqueles voluntários de 1913-1914, durante a Sedição de Juazeiro, tendo pegado em armas para defender esta santa terrinha, desde o flanco do Horto. Bendita aquela professorinha do Grupo Padre Cícero que em 1969 lhe descobriu como uma cara que levava jeito para cantar forró. Era quase um garoto viciado em ouvir Seu Eloi Teles pelo rádio. E assim você, Jota, passou a cantar e formou um trio com sanfona, zabumba, triângulo e pandeiro. Foi desta maneira que o Jota Farias e seu Regional foi se destacando e sendo convidado para muitos eventos por este Nordeste. Não demorou muito e surgiu a oportunidade de gravar o primeiro disco, ainda uma daquelas bolachas de vinil, o LP, numa gravadora de Caruaru. Já naquela primeira incursão à mídia musical, você já gravou uma música que falava das orientações do Pe. Cícero ao Povo nordestino. E isto se tornou uma praxe em muitos outros trabalhos. Daí porque hoje você é este consagrado “Cantor do Padre Cícero”. Quero lhe agradecer, Jota Farias, a sua cordialidade que me encheu as medidas me trazendo de presente fausto grande parte de sua obra musical. Uma mão cheia de CDs e DVDs que mais irão me encantar com a sua bela performance de artista popular. Dou graças a Deus pela sua felicidade pessoal e de toda a sua família, sua esposa, seus seis filhos e netos. Há alguns meses atrás fiquei feliz em conhecer seu filho o Pe. Máximo, sabendo que toda esta obra está coberta de bênçãos. Eu continuo lhe acompanhando pelo rádio, Jota Farias, e é muito agradável ouvir seus últimos trabalhos, a sua interação com o público, e as suas provocações com adivinhações. Observo que hoje você vem gravando todos os anos um CD de músicas para os romeiros e um CD de músicas de forró. Do seu repertório são centenas de músicas gravadas, e está sempre viajando para Pernambuco e Alagoas, fazendo shows em eventos em homenagem ao Padre Cícero. É assim que este Nordeste imenso lhe prestigia e lhe agradece, por levar a toda esta nação romeira a sua alegria e aquela mensagem de fraternidade que o Patriarca nos deixou e você ajuda a propagar.

COPA DO MUNDO, AINDA
Uma das coisas mais comuns nestes dias, por jornais, rádios e tv, após o vexame brasileiro na Copa do Mundo 2014 tem sido a série de comentários sobre o desempenho do nosso selecionado. Vez por outra encontramos algum que vale a pena fazer uma referência. É o caso deste texto de Leonardo Boff que veio a público pela agência de notícias Adital. O prof. Ralph Della Cava me mandou e achei conveniente aqui reproduzi-lo.
DESLUMBRAMENTO E HUMILHAÇÃO: O JOGO BRASIL E ALEMANHA
O jogo para as semifinais entre Brasil e Alemanha do dia 8 de julho no grande estádio de Belo-Horizonte significou uma justa vitória da seleção alemã e uma arrasadora e vergonhosa derrota brasileira. Milhões estavam nas praças e ruas de todas as cidades. A atmosfera de euforia dos brasileiros, a maioria enfeitados de verde-amarelo, as cores nacionais, não toleraria jamais, sequer por imaginação, semelhante humilhação. E ela caiu como um raio em céu azul. Vejo duas razões básicas que explicam o resultado final de 7×1 gols em favor da Alemanha. Os alemães, bem como outros times europeus, renovaram as estratégias e as formas de jogar futebol. Investiram, a meu ver, em três pontos básicos: cuidadoso preparo físico dos jogadores para ganharem grande resistência e velocidade; em segundo lugar, preparar craques individuais que pudessem jogar em qualquer posição e correr todo o campo e por fim criar um grande sentido de conjunto. Excelentes jogadores que não pretendem mostrar sua performance individual mas sabem se integrar no grupo formando um grupo coeso, tornam-se fortes favoritos em qualquer competição. Não que sejam invencíveis, pois vimos que, jogando com os USA, a seleção alemã teve grande dificuldade em ganhar. Mas as referidas qualidades foram o segredo da vitória alemã sobre o Brasil. A grande questão foi a seleção brasileira. Criou-se quase como consenso nacional de que somos a pátria do futebol, que somos ganhadores de 5 copas mundiais, que temos o rei Pelé e craques excepcionais como Neymar e outros. Houve por parte da mídia corporativa e das agências de apoio, a criação do mito do "Jogador da Copa”, elevado a herói e quase a um semideus. Esta atmosfera de euforia que atendia ao marketing das grandes empresas apoiadoras,, acabaram contaminando a mentalidade popular. Poderíamos perder, mas por pouco. Mas, para a grande maioria, a vitória era quase certa, ainda mais que os jogos estavam se realizando no próprio país. Essa euforia generalizada não preparou a população para aquilo que é próprio do esporte: a vitória ou a derrota ou o empate. A maioria jamais poderia imaginar, nem por sonho, que poderíamos conhecer uma derrota assim humilhante. A vitória era celebrada por antecipação. Grave equívoco, em grande parte, induzido pela mídia do oba-oba e da euforia, orquestrada por uma famosa rede de TV e seus comentaristas. Mas houve também um penoso erro por parte da comissão técnica brasileira. Pelo nosso passado glorioso, ela julgou-se mestra a ponto de pretender ensinar aos outros como deve ser o futebol. Ficou sentada sobre as glórias do passado. Não se renovou. Enquanto isso, em outros lugares, na Europa, especialmente na Alemanha e na Espanha,mas também na América Latina como na Colômbia e em Costa Rica, se desenvolvia uma nova compreensão do futebol, criaram-se novas táticas e formas de distribuir as posições dos jogadores em campo. Nada disso foi aproveitado pela comissão técnica brasileira, especialmente seu treinador Luis Felipe Scolari (chamado de Felipão). É uma figura paternal, severa e terna ao mesmo tempo, amada pelos jogadores e, em geral, respeitada pelo público. Mas é teimoso e persistente em suas fórmulas, boas para o passado, mas inadequadas e questionáveis para o presente. Ele não se deu conta de que o mundo do futebol havia se transformado profundamente, embora tenha trabalhado fora do Brasil. Não conseguiu duas coisas que permitem entender o fracasso fragoroso da seleção brasileira. Scolari não desestimulou o tradicional e exacerbado individualismo dos jogadores. Cada qual quer mostrar sua boa performance, quer dar o seu show particular, até em vista de eventual contratação por grandes times estrangeiros. Em segundo lugar, não conseguiu criar um grupo coeso com espírito de grupo. Os jogos deveriam colocar ênfase no grupo e em seguida nas qualidades específicas de cada jogador. Deixou os jogadores dispersos. Criaram vácuos inadmissíveis no meio do campo. Não souberam marcar os principais craques do time adversário. Os alemães se deram conta desta fraqueza estrutural da seleção brasileira. Souberam explorá-la com habilidade. Nos primeiros minutos marcaram já o primeiro gol aos 29 minutos do primeiro tempo já era 5 a 0. Tal desastre futebolístico criou uma espécie de pane na seleção brasileira. Ficou totalmente desnorteada. Faltou-lhe a serenidade diante das dificuldades e deixaram-se tomar pela desorientação. O próprio treinador Felipão Scolari não soube fazer as substituições necessárias. Estas ocorreram apenas no segundo tempo. O jogo parecia uma disputa de um time suburbano e popular enfrentando uma seleção de nîvel internacional. Isso não era o futebol que sempre conhecíamos, cujos dirigentes não quiseram aprender nada dos outros, fechados em sua arrogância. Perdemos por arrogantes e ignorantes. Tivéssemos 11 Neymares em campo sem um grupo coeso e ordenado, o resultado não seria tão diferente. Perdemos porque jogamos mal e jogamos mal porque não soubemos nos apropriar do novo que se ensaiou fora do Brasil. E não formamos um grupo articulado e versátil. Sinto, pessoalmente, grande pena dos "brasileirinhos” que com entusiasmo torceram pela seleção, como bem escreveu o jornalista André Trigueiro. A maioria agora se sente órfã. Aqui, nesse país pluridiverso, com uma população hospitaleira e lúdica, para ela quase nada funciona bem nem a saúde, nem a educação, nem o transporte e nem a segurança. Tirando o carnaval, não somos bons em quase nada, dizem. Mas pelo menos somos bons no futebol. Isso dava ao simples povo o sentido de autoestima. Agora nem mais podemos apelar para o futebol. Por muitos e muitos anos esta terça-feira sinistra de 8 de julho de 2014 com 7 gols a 1 para a Alemanha nos acompanhará como uma sombra funesta. Mas o povo que suportou já tantas adversidades saberá dar a volta por cima. Ele detém uma resiliência histórica como poucos. Espero apenas uma coisa: que a elite que, na abertura, vergonhosamente vaiou a Presidenta com palavrões indizíveis não volte a envergonhar o Brasil diante do mundo, quando ela entregar a taça ao vencedor. Como tais elites não costumam frequentar os estádios e têm pouco compromisso com o Brasil, mas muito mais com seus privilégios serão capazes de renovar este ato despudorado. Elas apenas mostrariam como se comportam diante do povo e do seu próprio país: com soberano desdém, pois sofrem por não viver em Miami ou em Paris e se sentirem condenadas a viver acumulando aqui no Sul do mundo. Menção honrosa merece a seleção alemã que foi discreta na celebração e não se prevaleceu sobre uma vitória tão deslumbrante. E o povo brasileiro soube entender esta atitude e lhe reconheceu a dignidade na vitória aplaudindo-a, pois se mostrou realmente melhor.
(Sobre Leonardo Boff: Doutorou-se em teologia pela Universidade de Munique. Foi professor de teologia sistemática e ecumênica com os Franciscanos em Petrópolis e depois professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Conta-se entre um dos iniciadores da teologia da libertação. É assessor de movimentos populares. Conhecido como professor e conferencista no país e no estrangeiro nas áreas de teologia, filosofia, ética, espiritualidade e ecologia. Em 1985 foi condenado a um ano de silêncio obsequioso pelo ex-Santo Ofício, por suas teses no livro Igreja: carisma e poder (Record). A partir dos anos 80 começou a aprofundar a questão ecológica como prolongamento da teologia da libertação, pois não somente se deve ouvir o grito do oprimido, mas também o grito da Terra porque ambos devem ser libertados. Em razão deste compromisso participou da redação da Carta da Terra junto com M. Gorbachev, S. Rockfeller e outros. Escreveu vários livros e foi agraciado com vários prêmios.
(Fonte Adital / por e-mail de Ralph della Cava

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
RESOLUÇÃO N.º 711 DE 10 DE JULHO DE 2014, concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Senhor ANDRÉ TAVARES EVANGELISTA, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Firmino Neto Calú. Coautoria: José Nivaldo Cabral de Moura. Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Antônio Vieira Neto - José Ivan Beijamim de Moura - José Adauto Araújo Ramos - Rubens Darlan de Morais Borges - Normando Sóracles Gonçalves Damascena - José Tarso Magno Teixeira da Silva - Glêdson Lima Bezerra – Cícero Claudionor Lima Mota - Paulo José de Macêdo - João Alberto Morais Borges – Maria de Fátima Ferreira Torres - Maria Calisto de Brito Pequeno - Auricélia Bezerra e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
(O Dr. André Tavares Evangelista é cardiologista, com larga folha de serviços prestados na medicina pelo o Hospital Maternidade Santo Antônio, em Barbalha.)
RESOLUÇÃO N.º 712 DE 10 DE JULHO DE 2014, concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao ilustríssimo Senhor FRANCISCO ALVINO. Autoria: João Alberto Morais Borges. Coautoria: Danty Bezerra Silva, Cícero Claudionor Lima Mota e Cláudio Sergei Luz e Silva. Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Antônio Vieira Neto - José Ivan Beijamim de Moura - José Adauto Araújo Ramos - Rubens Darlan de Morais Borges - Normando Sóracles Gonçalves Damascena - José Tarso Magno Teixeira da Silva – Maria de Fátima Ferreira Torres - Auricélia Bezerra e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
(Francisco Alvino é dirigente da empresa Engenho do Lixo, em Juazeiro do Norte e por nós já foi focalizado na coluna do dia 11.07.2014)

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
Com a nova planilha fornecida pela Infraero, com respeito ao movimento de pousos e decolagens, passageiros e cargas, voltamos a considerar o desempenho do Aeroporto de Juazeiro do Norte, no mês de junho passado. No geral, quase nenhuma alteração. O mês fechou com 567 pousos e decolagens e uma movimentação de 31.708 passageiros, aproximadamente 56 passageiros por operação. Nos últimos doze meses esta média é de 59 passageiros/operação. Este mês de Julho, com o parte das festividades pelo dia do município e centenário da cidade, finalmente será inaugurado o primeiro trecho do acesso ao aeroporto, na Av. Virgílio Távora. Muito pouco para o que ainda precisamos fazer.








segunda-feira, 14 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
051: (11.07.2014) Boa Tarde para Você, Mauro Nunes Cordeiro Filho 
Existem situações sobre as quais há muito o que falar. Contudo, há horas em que nem sempre é bom que se fale muito. Há horas em que, tão somente, se deve abrir o coração. Sobre vocação sacerdotal, por exemplo, já seria bom tamanho que bebêssemos um pouco de uma escritura de Santo Agostinho que nos indica que o sacerdócio é um serviço de amor (amoris officium) porque é um serviço de pastor. É algo como gastar a vida no zelo pelo rebanho que é o povo de Deus. Essa breve reflexão vem a propósito, Mauro Filho, de que estamos todos muito felizes pelo comunicado que se fez no altar da Basílica, domingo passado, sobre a sua decisão de seguir o ministério sacerdotal, ingressando nos próximos dias no Seminário Menor da Diocese de Crato, em Barbalha. Você soube, certamente, a assistência reagiu felicíssima, aclamando e aplaudindo o gesto, pois o que aí se anunciava era algo que muitos puderam compreender como uma grande graça que se derramava por sobre sua família e sobre todos nós. Amigo dos seus pais, ali presentes, testemunhando aquele instante da revelação, fiquei por uns instantes tentando entender a rica motivação que se fez nesta sua decisão. Pensei comigo nas alegrias mais recentes do curso de Ciências Jurídicas que você brilhantemente concluiu, o exame bem sucedido para ingresso na Ordem dos Advogados do Brasil, para desembarcar ainda surpreso, sobre esta mudança de rumo. No duro, mesmo, Mauro, entender isto é como se nós alimentássemos uma certa veleidade e a pretensiosa sensação que conhecemos bem estes sinais, esses desígnios que vem do alto. Afinal, pode não ser novidade que isto encerre uma radical mudança no seu próprio projeto de vida pessoal. Aliás, Mauro, num ótimo pronunciamento para a CNBB, Dom  Pedro Carlos Cipolini (Bispo Diocesano de Amparo – SP) escreveu: “Há hoje um conflito entre vida como projeto pessoal e vida como vocação. A vida como projeto pessoal coloca o acento na liberdade da pessoa para fazer o que lhe apraz, e a vida como vocação coloca a pessoa diante do mistério de um chamado que faz do homem interlocutor de Deus. Daí surge o desafio de harmonizar e relacionar o projeto pessoal com o chamado de Deus.” Penso que o seu caso não vai diferir deste sentimento que exige tanto discernimento para lhe confirmar na opção tomada. De qualquer modo, quero crer que você foi tocado intimamente, e definitivamente, por este chamado de Deus para que, daqui por diante, sua vida seja um testemunho eloquente de um grande serviço de amor ao próximo. Na caminhada, as formalidades daquilo que vão mais prepará-lo, capacitá-lo para os trancos da jornada. Você, Mauro, responde concretamente com sua decisão, ao tempo em que é preocupante as atenções da Igreja na formação dos seus quadros. Você abre a porta desta preliminar reclusão, ao mergulho indispensável que o confirmará e o devolverá para a longa jornada da evangelização, tornando-o missionário que pregará pela palavra de Deus, com amor à Eucaristia e ao Reino, disposto a reconstruir uma sociedade que se afirme mais justa e fraterna. É isso que realmente esperamos e que seja a sua vida daqui por diante.           

A CASA DA LUZ
Por e-mail recebi:  Vi sua coluna, gostei e por isso lhe escrevo. Meu nome é Sebastião Pinheiro, nasci em Juazeiro do Norte, mas resido há muitos anos no RS. Sou professor universitário, músico e escritor. Escrevi recentemente um musical para teatro, cuja história se desenvolve em um bordel no Cariri dos anos quarenta. Chama-se "A Casa da Luz" e contém dezesseis canções. Foi publicado recentemente na forma de um livro (e-book). A Casa da Luz está atualmente encabeçando a lista dos top 5 mais vendidos (conforme extrato da hp da livraria em anexo), custa 14,90 R$ e está disponível no link: http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/175558/sebastiao-cicero-pinheiro-gomes-a-casa-da-luz.html
Optei por e-book porque o leitor pode escutar as canções clicando em links que direcionam para vídeos no youtube. Se possível, gostaria de contar com a ajuda da sua coluna para a divulgação deste livro, principalmente porque o mesmo está vinculado a manifestações culturais do nosso Cariri. Um resumo do livro segue abaixo e ainda, um link para uma das canções (todas de minha autoria) do musical. Agradeço antecipadamente e parabenizo-o pelo seu trabalho. Um abraço. Sebastião Pinheiro. 
Sobre A Casa da Luz: é um musical originalmente concebido para teatro. A história se desenvolve em um bordel de uma cidade do interior do Nordeste, pequena e comum, como todas as outras contidas no Vale do Cariri do, então, ano de 1946. A grande religiosidade popular não foi suficiente para impedir o surgimento das casas de prostituição nessas cidades durante a primeira metade do século vinte, localmente chamadas de cabarés, que atingiram os seus auges nos anos cinquenta. Esta obra ficcional tenta expor histórias que, muito provavelmente, aconteceram na vida real de forma semelhante com mulheres que trabalharam em cabarés no Cariri dos anos quarenta, numa tentativa de mostrá-las por ângulos que nunca interessaram aos que dos seus serviços faziam uso. O musical é um convite a um mergulho em um universo bastante desconhecido por muitos brasileiros. O leitor pode acompanhar o texto ouvindo as canções do musical, acessando os respectivos links para o youtube ao longo do texto.
https://www.youtube.com/watch?v=r8emJjkqYbg
Acho oportuno transcrever aqui algumas das qualificações do Sebastião Cícero Pinheiro Gomes. Ele é doutor em Automação, tendo realizado o seu doutorado na Ecole Nationale Supérieure d´Aéronautique et de l´Espace, (ENSAE), Toulouse, França. Sua tese foi defendida em Dezembro 1992, intitulada Précision de la transmission du couple par un moto-réducteur électrique: modélisation et commande dun bras rigide ou fléxible avec compensation du frottement. Em sua tese, pesquisou sobre o controle ativo de estruturas flexíveis, com resultados experimentais obtidos em um manipulador robótico de dois graus de liberdade com elos flexíveis, sendo que toda a estrutura era suspensa por discos dos quais saíam descargas de ar fazendo flutuar a estrutura, constituindo um ambiente de ausência de gravidade. Atualmente é professor junto ao Departamento de Matemática da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), sendo o responsável pelo laboratório de pesquisa Núcleo de Matemática Aplicada e Control; (NuMA-FURG, www.numa.furg.br). O NuMA desenvolve projetos de pesquisa nos seguintes temas: controle de estruturas flexíveis; redes neurais artificiais e lógica fuzzy aplicados ao controle de robôs; compensação de atritos em atuadores robóticos; modelagens cinemática e dinâmica de robôs; robótica subaquática; inteligência artificial no auxílio à previsão de tempestades atmosféricas severas. 
A partir de hoje,  Sebastião Pinheiro abriu um blog, onde pretende falar de música e literatura, cujo endereço é: http://sebastiaopinheiro.blogspot.com.br/


sábado, 12 de julho de 2014

 BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
050: (09.07.2014) Boa Tarde para Você, Francisco Alvino
Felizmente, neste mundo de meu Deus, é possível encontrar homens e mulheres que fazem do inadiável trabalho pela sobrevivência, algo extremamente digno e proveitoso para a humanidade. No domingo passado eu tive a oportunidade de conhecê-lo, Alvino, depois de já ter lido e ouvido muitas coisas boas a seu respeito. Com mais de dezoito anos como catador de lixo, você hoje é um empreendedor e dirigente da Associação Engenho do Lixo. E fui conhecê-lo num destes momentos em que você vai à luta, para realizar uma autêntica pastoral civilizatória, pela preservação do meio ambiente e por uma melhor qualidade de vida. É o que vejo desta campanha quixotesca para implantação de uma coleta seletiva em nossa cidade, com algum apoio da sociedade e até de grandes empresas. Seis anos de existência do Engenho do Lixo, Alvino, não é muito pouco para encaminhar soluções para a gravidade das questões que se nos apresentam. Basta citar os novos desafios para enfrentar a diversidade, os grandes volumes, o novo lixo tecnológico, a variedade incrível dos materiais gerados na onda dos descartáveis. Até parece que não evoluímos tanto para enfrentar com inventiva e criatividade estas novas situações, com as quais temos que conviver, no horizonte do planeta que queremos resguardar. Você, Alvino, me atualizou informando que todo o lixo gerado em Juazeiro do Norte, diariamente, soma 270 toneladas, aproximadamente 1 kg por habitante por dia. Número até razoável para o preconizado pela Organização das Nações Unidas, em torno do um quilo e duzentos e cinquenta gramas. O complicador da história, sem dúvidas, é o que você mesmo testemunha, mercê de sua longa experiência em conhecer a realidade desta acumulação de resíduos sólidos. E isto se traduz objetivamente pela nossa absoluta falta de educação para prover melhores condições de vida ao nosso entorno. Há muito tempo, lixo já deveria ter deixado de ser esta porcaria que nos aflige dentro de casa, nas nossas portas, nas esquinas, nos terrenos baldios e nos espaços público. Lixo é um dos sinais atuais de empreendedorismo, de negócios, de lucros e, convenhamos, de riqueza. Contudo, lixo ainda é um dos mais fortes sinais da nossa desorganização como povo pretensamente civilizado. É preciso esclarecê-lo, orientá-lo, convencê-lo e formar o grande e insuperável voluntariado. Por isto, Alvino, reputo como de altíssimo mérito a razão de ser desta sua cruzada. E posso, modéstia à parte, dizer-lhe o quanto entendo e sou solidário às suas ações. Por vinte e dois anos eu respondi técnica e civilmente, como responsável pela gestão de resíduos sólidos em chão de fábrica, onde se gerava trinta categorias de resíduos sólidos. Destes, apenas dois itens eram incinerados, num volume bem menor que 1 por cento. Mais de 99% era destinado a reciclagem, esta palavra mágica que nos afasta da catástrofe. Do folheto bem cuidado que recebi de suas mãos, Alvino, destaco a advertência para que não o descarte em vias públicas, mas o repasse a outros que precisam saber desta mensagem. Felizmente, não vou fazer nenhuma destas duas coisas. Fixei-o numa das paredes aqui de casa para que sua mensagem esteja sempre presente nas minhas andanças e que eu também sirva a este propósito, propagando em alto e bom som, as razões e os méritos de sua luta.  
CINE ELDORADO
O Eldorado (Rua Padre Cícero) exibe hoje a comédia Febre de Juventude.  Este filme esteve programado para exibição em junho passado, mas está agora reprogramado para a próxima sexta feira, dia 11.A ficha técnica, sumariamente, é: Título original: I wanna hold your hand; Estados Unidos, 1978; Direção:Robert Zemeckis; Elenco: Nancy Allen (Pam Mitchell); Bobby Di Cicco (Tony Smerko); Marc McClure (Larry Dubois); Susan Kendall Newman (Janis Goldman); Theresa Saldana (Grace Corrigan); Wendie Jo Sperber (Rosie Petrofsky); Eddie Deezen (Richard "Ringo" Klaus); Christian Juttner (Peter Plimpton); Will Jordan (Ed Sullivan); Boyd "Red" Morgan (Peter's Father); Claude Earl Jones (Al); James Houghton (Eddie); Michael Hewitson (Neil); Dick Miller (Sgt. Bresner); Vito Carenzo (CBS Security Guard); Luke Andreas (Police Officer in Alley); Roberta Lee Carroll (Cafeteria Girl); Sherry Lynn (Cafeteria Girl). Sinopse: Nos anos 60 houve a revolução da música com os 4 garotos de Liverpool (Inglaterra) para o mundo. Especificamente no dia 8 de Fevereiro de 1964 os Beatles foram pela primeira vez aos Estados Unidos para fazer a turnê Americana. Eles começariam indo para Nova Iorque, seria uma apresentação para o programa do “Ed Sullivan”, onde causou muita histeria por partes dos fãs. Mas falando de “Febre de Juventude”, um dos filmes que mais demonstra a “Beatlemania”, ele nos mostra nada mais nada menos do que a história de 6 fãs dos Beatles (4 garotas e 2 garotos) que foram à Nova Iorque e onde eles farão de tudo pra conseguir as entradas para vê-los no programa do Ed Sullivan. Isso tudo logo após eles lançarem a música “I Wanna Hold Your Hand”. Sobre os personagens, começamos por Grace que era uma garota que tinha a ambição de ser fotógrafa e tirando fotos exclusivas dos Beatles não seria nada mal pra ela, para isso ela convence Larry (filho de um agente funerário) para conseguir a limosine do seu pai, para irem até o Plaza Hotel. Muitos dizem que Grace queria somente se aproveitar de Larry. Larry e Grace tentam conseguir os ingressos vendendo pedaços de um lençol, dizendo que um dos Beatles havia dormido com ele, e são desmascarados, mas não irei contar o final deles. Pam era a única que estava lá pra ver os Beatles simplesmente por estar, ela era tímida e de todas era a que menos sabia sobre os Beatles (era noiva também!), mas de todos foi a que teve mais sorte pois ela conseguiu entrar no camarim dos Beatles. Eainda tem uma cena que é umas das mais legais do filme, que é quando ela vê a guitarra do John Lennon e a toca como se estivesse tocando no próprio John Lennon, sem falar na hora que ela está embaixo da cama de Lennon e ela vê os pés de alguém que era o próprio John Lennon! A expectativa de ver alguém da banda é grande e essa era a maior graça do filme pois ela, assim como os outros garotos, não passavam de mero fã da banda e logo depois ela é descoberta e ganha um ingresso para ver os Beatles, mas tinha o detalhe que era noiva, e chegou ao ponto de terminar o noivado pra poder ver os Beatles. Rosie era uma das pessoas do grupo que mais adoravam os Beatles, em especifico Ringo Star e umas das que mais gritavam e nesse meio tempo ela conheceu Richard “Ringo” Klaus que era um outro fã que conhecia muito dos Beatles. Tem uma parte do filme onde ela pergunta pra ele se gostaria de namorar com ela e ele responde: "Não acredito! É só você ver coisa melhor que já trai o Paul McCartney!!!!" Tem uma outra cena em que Klaus fica literalmente pendurado na hora do show do Ed Sullivan. Tem uma outra logo no começo do filme com a Rosie ouvindo no carro que uma rádio está sorteando convite pro programa do Ed Sullivan e ela fala: "Quer parar esse carro senão eu pulo!". Tony que era um tipo nervoso que não gostava dos Beatles e numa cena ele até tenta boicotar o show destruindo a antena de transmissão, mas não consegue. Janis tinha o objetivo de ver os Beatles para provar o inútil dinheiro e badalação que rolava em cima da musica pop dos Beatles. Uma cena que merece ser lembrada que demonstra bem o estado histérico que as fãs ficavam pelos Beatles: sem querer um guarda pisa no pé de uma fã que está na frente do Hotel, ela começa a gritar e acaba gerando uma reação em cadeia em absolutamente todas as fãs que estavam ali. Esse foi o filme de estréia de Robert Zemeckis, que depois de 7 anos faria o “De volta para o futuro” umas das trilogias mais bem sucedidas do cinema nos anos 80 e ainda tem o dedo de Steven Spilberg que fez a produção do filme. Zemeckis também foi o diretor de outros sucessos, como: De Volta para o Futuro (II e III), Uma Cilada para Roger Rabbit, Tudo por uma Esmeralda e Contos da Cripta (série de TV). (por Roger de Souza) (Fonte: http://www.autobahn.com.br/filmes/febre_juventude.html )
Observação: Esta exibição está inserida na programação do Projeto Beatles que revisa filmes sobre o famoso conjunto de juventude dos anos 60.  

GERAÇÃO SAUDADE
Atendendo ao convite dos radialistas Cícero Roberto Sobreira e Pedro Francelino Duarte, eu estou fazendo pequenos comentários insertos nas edições dominicais do seu programa Geração Saudade, na Rádio Verde Vale AM, entre 6:00 e 9:00. O primeiro deles foi sobre o relato O Clube Cacho de Arroz, já transcrito aqui nesta coluna. No segundo, eu abordei o Destino da Estátua de Nossa Senhora do Rosário. Esta estatueta que estava no altar da capela do primeiro cemitério de Juazeiro do Norte, na Av. Dr. Floro, em frente a rua Izabel da Luz, foi levada para o topo do Arco do Salesiano, em honra da passagem por esta cidade da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, em novembro de 1953. A questão é que há algum tempo atrás o arco desmoronou e provavelmente virou pó a histórica estátua.  Proximamente eu falarei do Falso Retrato do Pe. Cícero, uma fotografia que foi vendida por muitos anos e ainda hoje existe, a propósito que seria aquela a imagem do garoto Cícero Romão Batista, quando criança, aos 4 anos de idade. Grato aos amigos Cícero e Pedro pela oportunidade de estar no seu programa.


ICONOGRAFIA DO MONSENHOR MURILO
Estimamos que a iconografia de Mons. Francisco Murilo de Sá Barreto seja imensa. Há algumas pessoas aqui na cidade que dispõem de uma quantidade enorme de fotografias tomadas do querido vigário em muitos momentos de sua vida. Evidentemente, as mais expressivas são aquelas em que ele é clicado durante cerimônias religiosas e eventos públicos. A riqueza destes registros até já nos permitiria a confecção de um belíssimo álbum sobre sua vida. Certamente isto terá a iniciativa apropriada, especialmente com estas novas mídias, principalmente as eletrônicas, cujo custo é bastante reduzido para abrigar uma tarefa como esta. No dois registros acima, o Mons. Murilo tem sua imagem veiculada. No primeiro, os amigos mandaram fazer em gráfica uma pequena lembrança com o calendário dos anos 2003/2004. O detalhe é que Mons. Ainda não havia vestido uma batina com o detalhe característico da honra. Então, os amigos photoshoparam a imagem e até parece que ele está vestido de batina de Monsenhor. Na outra, a sua presença na festa do Corpo de Deus, durante a última procissão desta festa que ele participou, no ano de sua morte.

MEDALHA CIDADE DE JUAZEIRO
Pela RESOLUÇÃO N.º 708 DE 01 DE JULHO DE 2014, O Presidente do Poder Legislativo de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, fez saber que a Câmara Municipal aprovou e ele promulgou o ato de concessão da Medalha Cidade de Juazeiro, Comenda do Mérito Legislativo ao Desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo, pelos inestimáveis serviços prestados à comunidade juazeirense. Autoria: Antonio Vieira Neto. Coautoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva – José Adauto Araújo Ramos – Cláudio Sergei Luz e Silva. Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – José Ivan Beijamim de Moura - José Nivaldo Cabral de Moura – Cícero Claudionor Lima Mota - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro – Rubens Darlan de Morais Lobo – Danty Bezerra Silva - João Alberto Morais Borges – Francisco Alberto da Costa – Paulo José de Macêdo – Maria de Fátima Ferreira Torres - Auricélia Bezerra - Rita de Cássia Monteiro Gomes e Maria Calisto de Brito Pequeno.
Dados Pessoais: Nascimento: 5 de novembro de 1949, em Farias Brito, Ceará. Filiação: José Correia de Oliveira e Maria Máximo Correia. Cônjuge: Ivone Maria Aragão Correia. Filhos: Haroldo Correia de Oliveira Máximo Filho, Lino André Aragão Correia Máximo e Lorena Aragão Correia e Sá. Formação Acadêmica: Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1973. Bacharel em Administração pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), em 1979. Especialista em Direito Processual Penal pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Course of Comparative Law for Judges - The School of Law of the University of Miami. Curso Derecho Comparado español y brasileño para juristas, magistrados y abogados – Facultad de Derecho de la Universidad Complutense de Madrid. Funções atuais: Membro da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Membro efetivo do Instituto dos Magistrados do Ceará, titular da cadeira nº 37. Professor titular da Universidade Regional do Cariri - URCA (à disposição da Universidade Estadual do Ceará – Uece). Principais Atividades Exercidas: Magistratura: Juiz Titular das Comarcas de Jardim, Brejo Santo, Juazeiro do Norte (1ª Vara) e Fortaleza (23ª Vara Cível; 8ª Vara Criminal; 4ª Vara do Júri e 2ª Vara de Execuções Criminais, Corregedoria de Presídios e Habeas Corpus). Juiz Titular da Vara de Execução de Penas Alternativas e Habeas Corpus da Comarca de Fortaleza. Membro da 4ª Turma Recursal, em 2001. Coordenador Geral da Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec) – 2008/2009. Outras Atividades: Vice-diretor do Fórum Clóvis Beviláqua e Coordenador das Varas da área criminal, de 1997 a 1998. Coordenador das Varas do Júri, Auditoria Militar, Execuções Criminais e Corregedoria de Presídios e Habeas Corpus, de 1999 a 2001. Integrante do Comitê de Qualidade Total do Tribunal de Justiça do Ceará. Membro da Comissão de Implantação do Programa “Excelência no Judiciário”. Membro da Comissão de Revisão de Manuais de Rotinas Forenses. Membro da Comissão de Reforma do Sistema Automatizado de Expedição de Certidões Criminais. Membro da Comissão de Elaboração e Implementação do Projeto de Amparo às Famílias de Vítimas de Delitos com Resultado Morte. Coordenador da Coordenadoria de Cumprimento de Mandados Judiciais da Comarca de Fortaleza (COMAN). Diretor da Associação Cearense de Magistrados (ACM) por quatro anos. Membro Suplente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI). Membro do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, na categoria de Juiz de Direito. Primeiro Presidente da Comissão Nacional de Penas e Medidas Alternativas do Ministério da Justiça. 2º Tenente R-2 do Exército 
Participou de inúmeros eventos na condição de palestrante, expositor e debatedor, dos quais sete internacionais. Condecorações, Títulos e Medalhas: Agraciado com o “Colar do Mérito Judiciário”, conferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. Prêmio Alexandre Martins de Castro Filho, conferido pelo Ministério da Justiça. Medalha Desembargador Moreira, conferida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Ceará. Troféu Sapiranga, outorgado pela Fundação Maria Nilva Alves. Presidente de Honra do VII Fórum Nacional de Direito Penitenciário. Troféu “Forças Vivas” concedido pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará. Agraciado com o título de cidadão cratense.

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
Foram concedidos os títulos de cidadania juazeirense a Rubens Dirceu Sherer e a Zenilda de Sena Bezerra Matos, conforme os seguintes atos da Câmara Municipal:
RESOLUÇÃO N.º 709 DE 01 DE JULHO DE 2014, concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Rubens Dirceu Sherer, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro. Coautoria: Danty Bezerra Silva. Subscrição: Cláudio Sergei Luz e Silva - José Tarso Magno Teixeira da Silva - Francisco Alberto da Costa – José Adauto Araújo Ramos - Paulo José de Macêdo - João Alberto Moraes Borges - Rubens Darlan de Morais Lobo - Pedro Bertrand Alencar  Montezuma Rocha – Antônio Vieira Neto - José Ivan Benjamim de Moura - José Nivaldo Cabral de Moura – Cícero Claudionor Lima Mota – Maria de Fátima Ferreira Torres - Auricélia Bezerra - Maria Calisto de Brito Pequeno - Rita de Cássia Monteiro Gomes.
RESOLUÇÃO N.º 710 DE 01 DE JULHO DE 2014, concede o Título Honorífico de Cidadã Juazeirense à Senhora Zenilda de Sena Bezerra Matos, pelos relevantes serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno. Coautoria: Danty Bezerra Silva. Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha – Antônio Vieira Neto - José Ivan Benjamim de Moura - José Nivaldo Cabral de Moura - Cícero Claudionor Lima Mota - Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro - Maria de Fátima Ferreira Torres - Auricélia Bezerra.
Obs.: Zenilda de Sena Bezerra Matos é empresária do comércio local, e pertence à Diretoria (2011-2014) do Clube de Diretores Lojistas de Juazeiro do Norte.


BRASIL MÍSTICO
O canal + Globosat (por assinatura, veja Sky 234) estará apresentando uma série de 13 programas sob o título de Brasil Místico. Nesta série haverá farto material sobre Juazeiro do Norte. Valmi Paiva que participou de sua produção local, quando da vinda da equipe até nós, informou que a série entra em cartaz no dia 14, próximo, às 22:30 horas. Verificando na grade da emissora através de seu portal na internet, encontramos a chamada do programa no youtube. Veja em: http://www.youtube.com/watch?v=yQkYPAcFw-o
A nova série do documentarista Silvio Tendler (Foto), co-produção entre o +Globosat e a Caliban Produções aborda temas que vão desde “Religião e Ciência” e “Religião e Mulheres” até “Religião e Política”, passando por “Ética, Moral e Religião”, entre outros. Para conseguir captar todas as mais de 50 religiões no território nacional, surgidas a partir da presença e dos encontros étnicos e raciais entre os povos de origens afro, indígena, europeia e asiática, SilvioTendler e equipe viajaram por todas as regiões do país, atrás de territórios indígenas e templos sagrados. Entre as religiões estão a protestante, umbanda, espírita, harekrishna, católica, budismo, judaica e islâmica. A convivência inter-religiosa é um dos principio para a democracia. Em um pais com tamanha riqueza cultural como o Brasil, o respeito e a tolerância entre as diversas religiões tprnam-se um imperativo, enfatiza Silvio Tendler. 

I FEIRA DE CULTURA E TURISMO DOS MUNICIPIOS
O Crato vai sediar de 13 a 20 de julho, a I Feira de Cultura e Turismo dos Municípios, durante o período de realização da ExpoCrato. O evento visa o fortalecimento do turismo, além de marcar o início de um trabalho conjunto entre os municípios envolvidos para a formação de um consórcio no segmento de turismo para as cidades. Sete cidades estão envolvidas no projeto. Crato, Juazeiro do Norte, Santana do Cariri, Missão Velha, Assaré, Barbalha e Nova Olinda vão compor a feira, além dos convidados Várzea Alegre, e Exu, no Pernambuco. No dia 14, segunda-feira, será realizado cortejo dos grupos de tradição das nove cidades, a partir das 17 horas, saindo da praça da Sé, com destino ao Ginásio Poliesportivo da URCA, no campus do Pimenta, onde se dará o evento, que tem a coordenação da Pró-Reitoria de Extensão, da Universidade. Durante a feira serão realizadas rodas de conversas com os municípios, conforme programação, além de festival gastronômico com o cardápio regional. Um palco será montado no local para apresentações de artistas da Cultura Popular das cidades participantes.  A feira terá três acessos, para o interior do ginásio, desde o Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante à Rua Carolino Sucupira, por trás da URCA, e pela lateral, na Rua Major José Gonçalves.