domingo, 19 de julho de 2015

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
171: (15.07.2015) Boa Tarde para Você, Abel Bernardo da Silva
Somos a grande cidade romeira deste pais e não há como a verdade de que esta gente, seguindo o conselho do patriarca, não deixando de vir logo após a sua morte, vem e continuará vindo pelos tempos, para aqui ficar, diferentemente de tantos outros lugares de peregrinação. Por isto mesmo, a nossa etnia é resultante de uma mescla admirável do povo destes sertões e que logo se percebe por tantos indicativos que a exterioriza em hábitos, determinação pelo trabalho, têmpera, caráter, cultura e religiosidade. Hoje eu desejo tributar a Abel Bernardo da Silva uma homenagem que reputo muito justa porque ele para mim representa parte desta similaridade ao perfil mais geral de diversas personagens que aqui têm sido lembrados, como autênticos e anônimos construtores deste nosso desenvolvimento. Abel nasceu em Belo Jardim, Pernambuco, em 31.07.1936, filho de Antonio Bernardo da Silva e Maria Francisca da Conceição, tendo a família, além de Abel, outros quatro filhos: José, Hilda, Miguel e Antonio, infelizmente já falecidos. Passando por Juazeiro, a família aqui pouco se demorou e foi residir em Fortaleza, onde Antonio Bernardo se tornou funcionário público, como bombeiro na Base Aérea, enquanto Abel empregou-se em loja de moda masculina, a famosa Loja O Cruzeiro, do comércio da capital. Na juventude, Abel fez estudos suplementares de formação musical em canto coral e violão, no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, sob a direção do grande maestro Orlando Leite. No canto e no violão, aqui residente, Abel era presença obrigatória em grupo animado de serestas, ao lado de velhos seresteiros como João Martins, José Tavares Nova e Mestre João. A morte prematura do pai levou sua mãe e os irmãos a permanecer em Fortaleza, enquanto Abel veio para Juazeiro no começo dos anos 60, tendo aqui conhecido a cratense Maria Lidia da Silva, com quem casou-se em 1961, gerando 5 filhos: Carmen Silvia, Elisabeth, Sandra, Marcos e Samara. Esta felicidade conjugal a invadir toda a família é estimada porque todos os filhos já estão casados e deram a Abel e Lídia 28 netos, para muito em breve um deles lhe apresentar o seu primeiro trineto, quando então será a hora de Abel dizer, certamente emocionado: “meu neto, me dê cá o seu neto”. Em 1964, Abel foi trabalhar na antiga Cooperativa dos Servidores Públicos, instituição que tinha o Dr. Dion Saraiva como presidente, Amadeu Brito como tesoureiro e o gerente era Walter Barbosa, daí surgindo com este uma grande amizade que os reuniria entre teatro e o escotismo. Nesta época, Walter dirigia o grupo de teatro amador, originariamente ativo no auditório da Escola Técnica de Comércio, tendo participado de pelo menos duas montagens, como lembra, e ter contracenado com Marleide Duarte em Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Particularmente, lembro bem de outra montagem que assisti, nesta época, no recém inaugurado auditório do Edifício D. Pires, quando encenaram a peça Solar dos Urubus, por sinal, mostrada antes pelo cast do Circo Nerino, em temporada no Cariri, em 1953, sob a direção de Roger Avanzi. Nesta remontagem, em comédia muito divertida, Abel era o personagem Coronel Tibúrcio, um tipo bem sertanejo, bem caracterizado, pai do personagem de Walter Barbosa, coisa de que ríamos muito pelas cenas de tipos tão diferentes, e especialmente pelos cacos que Walter introduzia no texto. Pena que aquela fase do teatro amador de Juazeiro não durou tanto para daí continuar revelando grandes valores, como era a tradição das velha e tradicionais escolas desde os tempos das beatas professoras, até o período áureo da Sociedade do Teatro Escola de Juazeiro do Norte. Em meados dos anos 60, Abel conseguiu a adesão de Walter Barbosa para ingressar no Escotismo, filiando-se a União dos Escoteiros do Brasil, como ele já o fizera quando residente em Fortaleza, e participante do grupo existente na Escola de Aprendizes Marinheiros. O comércio foi sempre a maior atividade de Abel, como o comércio ambulante de confecções, o Armarinho no mercado ou a loja de peças e assistência técnica de bicicletas. Desde 1976, Abel é filiado à Grande Loja Deus e Humanidade Nº 14, do Grande Oriente do Ceará, sendo hoje Mestre de Cerimônia do Consistório na Loja Cavaleiros Espartanos, no grau 33. Minhas senhoras e meus senhores: é um imenso prazer homenagearmos Abel Bernardo da Silva.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 15.07.2015)

CARICATURA
Dois artistas juazeirense já realizaram caricaturas minhas. O primeiro foi o prof. Abraão Batista que fez uma expressiva capa de cordel, com a qual família e amigos me homenagearam nos meus 50 anos de idade. Agora foi a vez do Andrade Juá que me brinda com este seu trabalho. Agradeço-lhe mais uma vez e só posso dizer que em seu trabalho há de fato, traços marcantes de minha fisionomia e do meu iotipo.






PE CLIMÉRIO: 150 ANOS & MEMÓRIA CURTA
O sesquicentenário de nascimento de Climério Correia de Macedo, o Cônego Climério, parece que só foi lembrado pelo Site Miséria como forma de homenagem póstuma já que não se tem notícias de nenhuma celebração da data em Juazeiro do Norte. O seu pai foi quem trouxe o Padre Cícero para o Juazeiro e ele foi um dos precursores do bairro São José e grande incentivador da homeopatia em nosso município. Cônego Climério nasceu no povoado de Juazeiro no dia 30 de junho de 1865 e era filho do professor Semeão Correia de Macedo e Rosa Amélia Parente Macedo. Ele e seu irmão, Pelúsio Correia de Macedo, fundaram e mantiveram a primeira Banda de Música de Juazeiro. Foi aluno do professor José Marrocos em Crato e seguiu adiante nos estudos até se ordenar presbítero no Rio de Janeiro. Nessa mesma Diocese carioca paroquiou por muito tempo nas freguesias de Vila Bela e Jacarepaguá. Tratava-se de um sacerdote por vocação e homem de muitas virtudes. Já com a idade avançada e doente viveu os últimos anos de sua vida no Sítio Limoeiro de sua propriedade o qual deu origem ao bairro do mesmo nome e com devoção à São José. Á única homenagem a ele prestada foi o nome de uma rua de apenas cinco quarteirões entre as avenidas José Bezerra e Carlos Cruz no bairro Pio XII. (Site Miséria, por Demontier Tenório). Fatos como estes indicam quanto temos uma memória curta e nem sabemos ao certo reverenciar pessoas ilustradas e que contribuíram para nosso desenvolvimento. O Pe. Climério, sacerdote virtuoso que ainda o conhecemos no Sítio Limoeiro, pelo final dos anos 50, era um homem muito culto e ficou mais conhecido, depois que retornou à sua terra e aqui viveu na propriedade de sua família, dedicando-se a homeopatia. Diariamente havia uma autêntica “romaria” à sua casa por dezenas de pessoas que desejavam se consultar. Ele atendia com muita atenção. Uma particularidade que eu lembro, de uma destas visitas que, ainda muito criança, eu fiz ao seu consultório, padecendo de infecção nas amigdalas, foi de que me impressionou o fato de que ele usasse de rapé no nariz e com isso espirrava bastante e fazia um asseio com um lenço todo embolado, coisa que impressionava qualquer garoto de minha época.  

ADAUTO BEZERRA NA REVISTA O POVO CARIRI 5
Já está circulando em todo o Ceará a revista O Povo Cariri, em cuja capa figura o juazeirense e ex-governador do Estado, Cel. José Adauto Bezerra. Este é o número 5 da publicação e conforme seus editores, “A proposta da 5ª edição da O POVO Cariri é festejar e mostrar lugares que reúnem alegria. Hotéis e restaurantes expõem o melhor em serviços e em gastronomia. Frequentadores da noite no Cariri também revelam o prazer de um bom papo regado à cerveja e petiscos em bares de sucesso. Adauto Bezerra também abriu seu coração. A história do homem que marcou vários cenários da sociedade cearense: ele nos conta sobre cenas de sua infância, a relação com o irmão gêmeo Humberto Bezerra e, ainda, os projetos que, aos 89 anos, desenvolve em Juazeiro do Norte. Entre temas que "pegam fogo" no Cariri, está a constituição de movimentos feministas, que começou com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher do Cariri (CMDMC). O grupo uniu professoras, agricultoras, estudantes, donas de casa e todas as mulheres que lutavam pela igualdade de gêneros. A procura por cursos de outras línguas e o sucesso da inserção do rugby em escolas públicas do Cariri também estão nesta quinta edição. Ao lado desses temas, a tradição da gráfica Lira Nordestina, que procura manter viva a beleza dos cordéis. Na música, o protagonista é o cantor Fábio Carneirinho, defensor do forró “das antigas”, com música poética e dançante. Os luthiers do Cariri também enchem de beleza nas páginas, com histórias como a de Gil Chagas, autodidata na arte de fabricar instrumentos musicais. Os colunistas Valdo Figueiredo e Leca Fonseca trazem novidades sobre o mercado de decoração e design e os melhores momentos sociais do sul do Ceará, respectivamente. A publicação pode ser encontrada nas bancas e livrarias de Fortaleza. Em Juazeiro do Norte, os exemplares estão disponíveis na Banca do Gledson (Praça Da Sé),  Banca do Cezar (Praça Padre Cícero) e  Bonequinhas de Luxo, no Cariri Garden Shopping. O conteúdo pode ser conferido no portal O POVO Online: digital.opovo.com.br/opovocariri”.

EX-ALUNOS SALESIANOS
Por ocasião de mais um encontro anual de Ex-Alunos do Ginásio Salesiano de Juazeiro do Norte, foram lançados dois livros e um folheto de cordel: Salesiano, uma escola viva na memória e no coração, de Luiz Gomes de Moura (2ª. Edição, revisada e ampliada); Um Salesiano cooperador de coração Oratoriano: Joaquim Izidro do Nascimento, de Luiz Gomes de Moura e Pe. José Pereira Lima Filho; e Dr. Camilo Santana, governador do Ceará, de Pedro Bandeira. O encontro contou no seu primeiro dia, 17.07, com a presença do ex-diretor, Pe. Elias Cedraz, quando houve celebração eucarística pelo aniversário de sua atividade religiosa no sacerdócio. No dia 18, o ponto máximo transcorreu com reunião de congraçamento de ex-alunos no auditório do Colégio, quando foram lançados estes livros mencionados, além de uma sessão que contou com a participação de antigos alunos, como o ex-prefeito Carlos Alberto da Cruz, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB,PE), além de mais de duas centenas de ex-alunos desde as décadas iniciais até mais recentemente, especialmente dos anos 70, 80 e 90. Também foi apresentada uma sessão de velhas fotografias enfocando as primeiras ações dos Salesianos entre nós, a construção do colégio, antigos dirigentes, eventos, etc. Foram prestadas diversas homenagens e finalmente a manhã se estendeu com um churrasco em local em voga na cidade. Nas redes sociais há muitas fotografias do evento. 

GALÃS E BELDADES 
Quero agradecer a gentileza de Raimundo Araújo que me presenteou com seu último trabalho denominado Galãs e Beldades, um álbum fotográfico que deriva de um outro seu livro saído no centenário de Juazeiro do Norte, com o sugestivo nome de Rostos de Juazeiro. Com este mais novo, Raimundo Araújo fez uma criteriosa seleção para incluir nesta publicação mais sumária apenas os maiores destaques da beleza masculina&feminina de nossa cidade. Parabéns ao amigo 











DIOCESE CENTENÁRIA E LIVROS 
Recebi e agradeço “piamente” pelo presentão que recebi de Armando Lopes Rafael, Chanceler da Diocese de Crato, ao me remeter quatro livros cujas publicações fizeram parte da celebração do Centenário da Diocese de Crato, festivamente comemorado. Na ilustração as capas das edições: A Revista Comemorativa do Centenário da Diocese de Crato; a dissertação de mestrado do Pe. Tales Eduardo Santos Figueiredo, originalmente apresentada, julgada e aprovada na Faculdade de História e Bens Culturais da Igreja, da Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma; a Cartilha do 13º Intereclesial de CEBS, realizado aqui em Juazeiro do Norte, entre 7 e 11 de janeiro de 2014; e o livro Benigna: um lírio no sertão cearense, da autoria coletiva de Armando Lopes Rafael, João Paulo Cabral Alves, Plácido Cidade Nuvens, Raimundo Sandro Cidrão e Ypsilon Rodrigues Félix. Muito grato pelo presente e estou certo que serão leituras muito prazerosas.

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
 
CINEMARANA (SESC, CRATO)
O Cinemarana (SESC, Rua Cel. Francisco José de Brito, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 20, segunda feira, às 19 horas, o filme DIÁRIO DE UMA BUSCA (Brasil/França, 20910, 108 min), direção de Flávia Castro. 

CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (SESC, Rua da Matriz, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, estará em recesso pelo motivo do feriado municipal em Juazeiro do Norte, com a celebração do Dia do Município.

CINE CAFÉ VOLANTE (BARBALHA / NOVA OLINDA)

O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande) (alternando), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 24, sexta feira, às 19 horas, o filme LADRÃO DE ALCOVA (Trouble in Paradise, EUA, 1932, 83min), com direção de Ernst Lubitsch. 

CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, ainda não divulgou o que exibe no próximo dia 24, sexta feira, às 20 horas. Na última sexta feira foi a vez de VIDAS SECAS, direção de Nelson Pereira dos Santos, da obra genial de Graciliano Ramos. Sempre é exibido um grande filme. Para melhores informações procurar as páginas do Facebook redigidas por Edmilson Martins e Francisco Humberto Menezes Bezerra. 


CINE CAFÉ (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), r
ealizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 25, sábado, às 17:30 horas, o filme ADEUS, MINHA RAINHA (Les Adieux à la Reine, França/Espanha, 2011, 100min), direção de Benoit Jacquot. 

AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
Com esta foto, feita por Fernando Dias, e postada na página do Facebook – Aeroporto de Juazeiro do Norte – Revista (https://www.facebook.com/AeroportoDeJuazeiroDoNorte) foi feito o registro necessário da primeira aeronave a cumprir a rota Brasília – Juazeiro do Norte – Recife, ida e volta, no último dia 13. Segundo consta na mesma página o “Primeiro voo da TAM foi um sucesso no nosso aeroporto. A aeronave Airbus A319 veio de Brasília cumprindo o voo TAM9096, e depois seguiu para Recife, e após retornou para Juazeiro com um atraso de 50min por um problema no computador da aeronave.” E de acordo com informação da Assessoria da PMJN, “O prefeito de Juazeiro, Luiz Ivan Bezerra, recebeu na tarde desta segunda-feira dirigentes da Tam Linhas Aéreas após o vôo inaugural da empresa que passa a operar no Aeroporto Orlando Bezerra com vôos diários para Recife e Brasília. Para ele, é motivo de comemoração ao oferecer a possibilidade de incrementar o turismo na região e o movimento de passageiros no aeroporto. O gerente Norte/Nordeste de Vendas da TAM, Hermano Storti, agradeceu a acolhida e destacou a alegria da empresa em poder levar Juazeiro e o Cariri ao Mundo. Antes, o Coordenador de Turismo de Juazeiro, José Roberto Celestino, fez questão de agradecer o apoio da Justiça Federal para que fossem atendidas as exigências do Ministério da Aviação Civil. Por sua vez, o Juiz Leonardo Coutinho garantiu que a 16ª Vara do Fórum Federal de Juazeiro estará ao dispor em nome de tudo que for necessário para dar condições de pleno funcionamento do aeroporto. A exemplo de outros oradores, ele, também, fez referências a atuação de Roberto Celestino em nome da aviação civil no Cariri. O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turístico de Juazeiro, Antonio Barbosa Mendonça, se referiu ao trabalho constante no intuito de trazer o desenvolvimento para Juazeiro e pontuou que a TAM tem tudo a ver com essas ações. Da mesma forma, o Chefe de Gabinete do Governador Camilo Santana, Fernando Santana, chamou a atenção para importância da TAM no progresso do Cariri. Ele aproveitou ainda para saudar o prefeito Luiz Ivan Bezerra e almejar boa sorte na missão de gerir os destinos de Juazeiro. Com a TAM, Juazeiro passou a ter as quatro maiores empresas aéreas do Brasil, incluindo a Avianca, GOL e Azul. A novidade cria expectativa de o Cariri viver um crescimento no setor turístico, já neste semestre, de 5% e até sete mil passageiros por mês no aeroporto. Todos os dias, o vôo da TAM nasce em Brasília às 10h45min e chega por volta das 13 horas em Juazeiro, decolando às 13h30min para Recife, onde chega às 14h30min. Decola da capital pernambucana às 15 horas, pousa em Juazeiro às 16h30min quando levanta vôo para Brasília às 17 horas onde chega às 19 horas.” Enfim, mais uma conquista da região do Cariri em busca de melhores serviços de transporte aéreo, ligando a região a diversos destinos de negócios e turismo em nosso pais. Estamos todos de parabéns. Para completar esta matéria, fazemos publicar as tabelas que pinçamos do site oficial da Infraero, com o desempenho do nosso Aeroporto, tanto em transporte de passageiros, movimento de aeronaves e movimento de cargas, como vimos fazendo mensalmente. Agora são os dados de junho passado. Acreditamos que o início de operações da TAM, embora a quase meados do mês, já começar a modificar estes números, colocando nosso aeródromo em uma melhor posição do desempenho global, tanto a nível nacional, como no regional, e principalmente dentre os seus congêneres, domésticos. Mas, é bom referir que este entusiasmo por melhorias no nosso aeroporto já está motivando uma preocupação na classe política que pretende transformá-lo em breve num terminal na categoria internacional. Não custa nada sonhar.  
















domingo, 12 de julho de 2015

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
170: (13.07.2015) Boa Tarde para Você, Ana Jaqueline dos Santos Silva
Na última homenagem que aqui prestei, eu lhes falei de dona Maria das Virgens dos Santos e de Apolônia dos Santos Silva, avó materna e mãe de Jaqueline, criaturas admiráveis que pela última ouvi contar muitas histórias, algumas das quais verdadeiramente intrigantes e misteriosas. Isto foi o suficiente para retomar este fio da meada e continuar explorando estes elementos valiosos da história oral e do imaginário popular, além, necessessariamente, dos valores maiores de tão ricos personagens que continuam construindo parte desta nossa cena urbana, humana e exuberante. No capítulo da grande devoção, tanto de dona Das Virgens quanto de dona Apolônia, por Maria Auxiliadora e por Dom Bosco, que antes nem aqui referi, ficou para mim um pouco de insatisfação diante do curto espaço que tenho para desenvolver estes textos, e não foi a primeira vez. Dona Das Virgens legou para vocês, Jaqueline, este componente importante de um perfil de mulher religiosa e de grande devoção, e se acercou também das obras fundantes dos Salesianos entre nós, ainda nos anos 40, tendo sido colaboradora e entusiasta pela liderança de vários dos seus diretores. Foi o caso especial do Pe. Carlos Galli, o quinto diretor que esta casa teve, entre 1949 e 1951, cujo perfil me parece bem caracterizado pelo Pe. Antonio Gomes de Medeiros Filho, quando escreve “...psicologicamente disposto a visões, sonhos e interações sobrenaturais”, mencionando também que ele “...tornou-se querido e venerado entre o povo, por causa de uns milagres e profecias que tinham se realizado com precisão.” E também de “...uma profecia de que tal dia, toda a cidade veria o Pe. Cícero descendo do céu para a Serra do Horto.” Não foi a primeira vez, Jaqueline, que ouvi falar do Pe. Galli e o interesse reaberto na conversa que tivemos, me animou a recuperar no meu arquivo um velho jornal, o Correio de Juazeiro, de 1949, editado aqui pelo Dr. Geraldo Menezes Barbosa que lhe dedicou substanciosas matérias. Na edição de 15.05.1949, o Correio faz menção de primeira página sob o título “Os Sermões do Padre Carlos”, destacando algumas revelações que já estavam inquietando os fieis, como a decisão de imediatamente construir a igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, ao lado esquerdo do Colégio e de propalar alguns milagres, não de sua autoria, mas de um mandato superior dos céus. Era perfeitamente compreensível aquele clima vivido pelos devotos, como Das Virgens, durante os sermões do Pe. Galli, deixando a mais forte impressão, ainda hoje reproduzida por seus descendentes, tal o clima místico destas afirmações, e o inusitado das revelações. Na edição de 22.05.1949, Jaqueline, o Correio continua transcrevendo estas afirmações do Pe. Galli, como a de que às 5 horas da tarde do dia 25.01.1959, aqui em Juazeiro do Norte estaria Nosso Senhor Jesus Cristo pregando no altar de Nossa Senhora Auxiliadora, por 40 dias. O jornal não fez nenhum comentário e apenas disse que transcrevia com fidelidade aquilo que lhe era ditado e anotado pelo repórter, a inesquecível figura do prof. Aldenor Jaime Alencar Benevides, criatura boníssima que faleceu em nossa casa e está sepultado no jazigo de nossa família. Na edição de 29.05.1949, Jaqueline, volta o Correio a tratar das revelações do Pe. Galli, destacando particularmente que naquele tal dia 25.01.1959, também o Pe. Cícero estaria na igreja dos Salesianos, ao lado de Jesus Cristo, durante sua permanência entre nós, pelos 40 dias. Isso foi o que disse a imprensa da época, em parte comentado na narrativa de Apolônia, além da previsão de um extraordinário e doloroso fato acontecido em 06.01.1950, ainda com o Pe. Galli na direção desta casa salesiana, e que correspondeu à morte prematura de Mons. Joviniano da Costa Barreto, vigário de Juazeiro, na pedra fundamental do Santuário dos Franciscanos. Não encontrei nenhuma menção explícita de que o Pe. Carlos previu este dia, Jaqueline, mas eu pretendo um dia falar desta tragédia, pois Mons. Joviniano celebrou o casamento de meus pais, me batizou pouco antes de ser assassinado e foi um dos homens mais importantes de sua época. Ainda vou me valer destas lembranças e fortes impressões de dona Das Virgens e de Apolônia para continuar contando alguns dos momentos mais enigmáticos da história mais recente de Juazeiro, como esta que, prevista ou não, terminou por levar o débil mental Manoel Pedro, devidamente armado, para uma cena de crime, dramático e inesquecível. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 13.07.2015)

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI


CINEMARANA (SESC, CRATO)
O Cinemarana (SESC, Rua Cel. Francisco José de Brito, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe hoje, dia 13.07, segunda feira, às 19 horas, o filme HOJE (Direção de Tata Amaral, Brasil, 2011, 90min). Ex-militante política recebe indenização do governo brasileiro pelo desaparecimento do marido, vítima da repressão desencadeada pela dit5atura militar brasileira (1964-1985).

CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (SESC, Rua da Matriz, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 15, quarta feira, às 19 horas, o filme A IGUALDADE É BRANCA (Trois couleurs: blanc, direção de Krzysztof Kieslowski, França/Noruega/Polônia, 1994, 91 min). A esposa de Karol (Zbigniew Zamachowski) pede o divórcio e o trata com crueldade, pois ele está impotente.

CINE CAFÉ VOLANTE (BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Parque da Cidade), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 17, sexta feira, às 19 horas, o filme UMA SECRETÁRIA DE FUTURO (Working Girl, Direção de Mike Nichols, USA, 1988, 113 min). Uma secretária ingênua, Tess McGill (Melanie Griffith) consegue trabalho em um escritório que lida com o mercado de ações. Sua chefe, Katherine Parker (Sigourney Weaver) sofre um acidente e fica de repouso em casa. 

CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 17, sexta feira, às 20 horas, o filme A FONTE DOS DESEJOS (Three Coins in the Fountain, USA, 1954, 101 min.). Direção de Jean Negulesco, 101 min). Nesta charmosa comédia, três amigas americanas trabalhando na Itália fazem um desejo quando jogam moedas na magnífica Fontana de Trevi, em Roma, para conseguirem o homem de seus sonhos. Uma secretária de um órgão governamental (Dorothy McGuire) decide conquistar o coração de seu chefe (Clifton Webb). Sua colega de trabalho, uma escritora de fala suave, (Jean Peters) desafia as normas do escritório namorando um italiano (Rossano Brazzi) que trabalha com elas. E por último, a recém-chegada ao escritório Maggie McNamara encontra um verdadeiro Príncipe Encantado italiano (Louis Jourdan) e apaixona-se perdidamente. Agora, só falta selar o destino dessas três sonhadoras. Com diálogos inteligentes, um cenário deslumbrante e a lendária música título, este filme se tornou um clássico obrigatório para os românticos.

CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 18, sábado, às 17:30 horas, o filme TERRA DE NINGUÉM (No mans´s land, Reino Unido/Itália/Bélgica/França, 2001, 88 min), diração de Danis Tanovic. Chiki e Nino são dois soldados que lutam por lados opostos em meio a Guerra da Bósnia. Em meio ao combate, eles se vêem ilhados em plena fronteira da guerra.

TAXI EM JUAZEIRO
Publicamos na coluna passada um Decreto (DECRETO N.º 190, de 01.07.2015), com o qual a municipalidade fixou valores das Tarifas do Serviço de Transporte Individual de Passageiros, em veículos automotores (táxis) do Município de Juazeiro do Norte. Este Decreto acaba de ser revogado, por um novo, como abaixo se transcreve:
DECRETO N.º 193, DE 09 DE JULHO DE 2015 Fixa valores das Tarifas do Serviço de Transporte Individual de Passageiros, em veículos automotores (táxis) do Município de Juazeiro do Norte e revoga o Decreto Municipal n.º 190/2015. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE, Estado do Ceará, no uso das atribuições que lhe confere os arts. 72, incisos VII e 110 da Lei Orgânica Municipal, combinado com a Lei Complementar Municipal n.º 9, de 19 de dezembro de 2005; CONSIDERANDO o disposto na Lei Municipal n.º 3742, de 09 de setembro de 2010, que dispõe sobre a regulamentação do serviço público de transporte de passageiros, em veículos automotores equipados com aparelhos de taxímetros, no âmbito do Município de Juazeiro do Norte; DECRETA: Art. 1.º - Fixa valores das tarifas dos Serviços Públicos de Transporte de Passageiros, através de veículos automotores equipados com aparelhos de taxímetros devidamente regulamentados no Município de Juazeiro do Norte, na forma abaixo: I – TÁXI CONVENCIONAL OU INCLUSIVO: a) – Bandeirada R$ 5,33 (cinco reais e trinta e três centavos) b) – Bandeira 1 R$ 2,56 (dois reais e cinquenta e seis centavos) c) – Bandeira 2 R$ 3,09 (três reais e nove centavos) d) – Hora parada R$ 20,70 (vinte reais e setenta centavos) Art. 2.º - A Bandeira 2 poderá ser usada nos seguintes casos: I – das 22:00h (vinte e duas horas) às 06:00h (seis horas) do dia seguinte; II – a partir das 14:00h (quatorze horas) dos dias de sábado; III – aos Domingos e Feriados; IV – em viagens para zona rural e intermunicipais, bem como as corridas iniciadas no Aeroporto Regional do Cariri. Art. 3.º - A contraprestação do serviço será efetuada via de regra, por meio de tarifa indicada exclusivamente no equipamento taxímetro do veículo, excetuadas as seguintes hipóteses: I – em se tratando de pagamento antecipado pelo usuário. Art. 4.º - Nos Pontos de Estacionamento Fixos do Aeroporto Regional do Cariri, Prefeito Orlando Bezerra de Menezes e na estação Rodoviária Interestadual de Juazeiro do Norte, será obrigada a fixação de placas indicativas das disposições referentes à tarifa, junto à área de embarque, sempre em observância ao modelo estabelecido pelo Setor de Transportes Urbanos – SETUR. Art. 5.º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. 6.º - Revogam-se as disposições em contrário e em especial o Decreto n.º 190, de 1.º de julho de 2015. Palácio Municipal José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, aos 09 (nove) dias do mês de julho do ano de 2015 (dois mil e quinze). 

NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte distinguiu novas personalidades com o título honorífico de Cidadão Juazeirense. Vejamos os atos: 
RESOLUÇÃO N.º 771, de 02.07.2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Severino Eduardo de Vasconcelos, pelos relevantes serviços prestados à comunidade juazeirense. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, Francisco Alberto da Costa, João Alberto Morais Borges, José Nivaldo Cabral de Moura, José Ivan Beijamim de Moura, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Adauto Araújo Ramos, Rubens Darlan de Morais Lobo, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Firmino Neto Calú, Antonio Vieira Neto, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Maria de Fátima Ferreira Torres e Auricélia Bezerra. 
RESOLUÇÃO N.º 772, de 02.07.2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Demontier Oliveira Santos, pelos relevantes serviços prestados à comunidade juazeirense. Autoria: Antonio Vieira Neto Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva – Glêdson Lima Bezerra, José Tarso Magno Teixeira da Silva e Danty Bezerra Silva. Subscrição: Francisco Alberto da Costa, João Alberto Morais Borges, José Nivaldo Cabral de Moura, José Ivan Beijamim de Moura, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Cícero Claudionor Lima Mota, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Maria de Fátima Ferreira Torres e Auricélia Bezerra. 
RESOLUÇÃO N.º 773, de 02.07.2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Suarêz Leite Machado, pelos relevantes serviços prestados à comunidade juazeirense. Autoria: Auricélia Bezerra Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva, José Ivan Beijamim de Moura. Subscrição: Francisco Alberto da Costa, João Alberto Morais Borges, José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Cícero Claudionor Lima Mota, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Firmino Neto Calú, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, José Adauto Araújo Ramos, Antonio Vieira Neto, Rubens Darlan de Morais Lobo, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Maria de Fátima Ferreira Torres. 
RESOLUÇÃO N.º 774, de 02.07.2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadã Juazeirense a Senhora Cleonice Gomes de Oliveira, pelos relevantes serviços prestados à comunidade juazeirense. Autoria: Normando Sóracles Gonçalves Damascena Coautoria: Cláudio Sergei Luz e Silva Subscrição: Francisco Alberto da Costa, João Alberto Morais Borges, José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Firmino Neto Calú, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, José Adauto Araújo Ramos, Antonio Vieira Neto, Rubens Darlan de Morais Lobo, José Ivan Beijamim de Moura, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Maria de Fátima Ferreira Torres e Auricélia Bezerra.

terça-feira, 7 de julho de 2015

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
168: (01.07.2015) Boa Tarde para Você, Carlos Alberto de Oliveira.
Há uns anos atrás, celebrando os meus 60 anos, alguns amigos me mandaram mensagens fraternas, cumprimentando-me pela data, e outros o fizeram brincando porque eu acabara de ingressar, diziam eles, na privilegiada categoria dos “sexys”. Evidentemente, não é nada do que se poderia pensar, algo charmoso e verdadeiramente louvável, senão que desde então eu faço parte destes quase 20 milhões de brasileiros que estão formando nesta dita terceira idade - forçoso dizer, melhor idade, e mais propriamente na classe dos idosos. Você sabe muito bem, Carlos, que as estatisticas dizem que crescemos muito, passamos de 10% da nação e temos elevado em demasia a problemática social do pais caminhando celeremente para os previstos 64 milhões daqui a 10 anos até sermos um em cada 3 brasileiros, em 2050. Pessoalmente, como um desses privilegiados da vida, dou graças a Deus, só em pensar, no que minha familia realizou para me garantir esta instância da vida, não sendo um infeliz destes números frios que engrossam a miséria deste pais, não obstante os nossos desejos de realização e dignidade. Mesmo sabendo que mais de 70% dos idosos tem independência financeira, especialmente às custas da Previdência e outras rendas, e que boa parte tem a sua casa própria, o governo e a nação tem uma responsabilidade social imensa para com os velhos abandonados à sua própria sorte. Venho, a propósito deste rápido instantâneo de uma causa, meu caro Carlinhos, louvar a sua atitude benemérita de ter-se lançado de corpo e alma à necessária luta em defesa do idoso abandonado de nossa Juazeiro do Norte, com a fundação e a manutenção do Albergue Sagrada Familia. De duas ou três coisas que sei e posso testemunhar, elas não são diferentes de tudo aquilo que termina sendo a marca mais perversa da nossa quase alheiamento por este trabalho, omitindo-nos no auxílio e proteção a tudo que uma instituição desta natureza tem a realizar. Ouvi aqui e acolá boas loas que exaltam sua pessoa, na sua inexcedível abnegação em conduzir esta casa com toda a sorte de dificuldades para sua manutenção, tão pouco reconhecida de muitos setores desta responsabilidade social que temos de insistir como algo sério na nossa vida. Pessoas como você, Carlinhos, são dessas criaturas que nós gostaríamos de ver multiplicarem-se à nossa vista, mas que se não for possível assim, já é importante que mesmo uns poucos se consagrem como, até no mais completo anonimato, ao serviço do próximo. Não fossem vocações como esta sua, Carlinho, poderiamos ter a ingrata sensação de que um grande genocídio grassa e atinge todas as regiões deste pais, ceifando gente ora por doenças, ora por abrigo, ora por alimento, ora pela grande ausência de familia, de carinho, de afeto, de amor. Uma coisa que nos traz grande constrangimento é a constatação de como somos uma gente de coração duro, até mesmo naqueles instantes em que aparentemente nos sensibilizamos com a carência destes autênticos degredados filhos de nossa indiferença, visitando estas instituições. Por isso mesmo, necessário se faz que à medida que reconhecemos este estado de coisas, que também não é um fato isolado do grande descalabro da gestão pública, empunhemos uma bandeira a mais para realçar a grandeza destas cruzadas, para que nos sintamos solidários e úteis. Destaco neste cumprimento que lhe faço neste início de tarde, uma atenção particular para com esta missão que você abraçou e há tantos anos mais e mais se esmera para cumprir, tendo posto com determinação todas as suas forças e juventude, e a energia plena de uma grande vocação. Seu exemplo é destas coisas ímpares de nossa sociedade tão viciada no consumismo e no exibicionismo com os quais somas indeterminadas de riquezas, nem sempre fruto do trabalho honesto e da videira comunitária, desembarcam na inutilidade do bem estar solitário e egoista. Em diversas ocasiões de minha vida, visitei e não deixei de contribuir para estas necessidades flagrantes de instituições como este Albergue Sagrada Família que quero conhecer em breve, na ansiedade de que muitos outros também o façam e testemunhem com seu gesto solidário.
Valho-me do reconhecimento de vários amigos que me falam com o entusiasmo de como veem a atuação desta instituição benemérita, para que a esperança de tantos idosos não desapareça diante da nossa própria indiferença e insensibilidade.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 01.07.2015)

BOA TARDE (II)
169: (06.06.2015) Boa Tarde para Você, Apolônia dos Santos Silva
Noutro dia, procurando um assunto na internet, abri uma página que me falava de Apolônia de Alexandria, mártir e santa venerada pelas Igrejas Católica Apostólica Romana e Ortodoxa Copta Egípcia, celebrada no dia 9 de fevereiro da cada ano. Na história, Santa Apolônia, que não se sabe quando nasceu em Alexandria, no Egito, na sua juventude insurgiu-se contra uma horda que combatia o cristianismo e foi duramente torturada com a brutalidade de terem lhe arrancado todos os dentes, alguns dos quais hoje exibidos em museus. De tão vilipendiada, física e moralmente, Apolônia foi também ameaçada de morte, diante do intuito de preservar a sua própria castidade, ao que preferiu antecipar-se com sua imolação, cometendo o suicídio numa fogueira em praça pública, no ano 249 de nossa era. Faço este comentário para realçar a minha certeza de que Maria das Virgens dos Santos, uma caririaçuense, sobrinha da beata Laurinda, da velha confraria do Padre Mestre Ibiapina, e aqui residente, manifestou a sua sensibilidade por esta história, ao escolher o nome da filha que nasceu nesta cidade de Juazeiro, exatamente, em 9 de fevereiro de 1939. Abro aqui um grande parêntese para lhes falar um pouco dos antecedentes desta amiga, Apolônia dos Santos Silva, também filha de Heliodoro José dos Santos, marinheiro que veio para o Juazeiro e se tornou ourives, fabricante de instrumentos musicais e fino artesão que lidava com vidros. Heliodoro, romeiro alagoano, casou-se com dona Das Virgens em 1934, e antes de Apolônia tiveram os filhos Maura e Heliodoro Filho, este falecido em tenra idade, nem oito meses alcançara.
Apolônia não conheceu o pai, pois ele veio a falecer quando ela tinha seis meses de idade, por grave enfermidade decorrente do seu artesanato que o levou a impregnar-se nos pulmões com o fino pó de vidro aspirado durante a construção da Coluna da Hora, na Praça Pe. Cícero, entre 1938 e 1939. A viuvez de dona Das Virgens deixou a familia em grande fragilidade emocional e financeira, a ponto de que suas orações e sua grande fé a fizessem determinada na luta pela sobrevivência, sobressaindo-se nestes primeiros tempos a sua iniciação como relojoeira de consertos. Numa noite, sonhou com a alma do seu santo Padre Cícero, de quem fora vizinha na Rua São José, que lhe aparecia com duas lentes de óculos nas mãos e no seu imaginário isto lhe sugeria que ela fizesse desta insinuação, o meio de vida que lhe garantiria o sustentáculo da familia. No dia seguinte, dona Das Virgens procurou o mercado público de Juazeiro e lá encontrou alguém que vendia óculos e trouxe para casa dois deles, com os quais deu partida nas suas atividades que lhe permitiam entender e realizar como se desmonta, corta lentes, monta e conserta armações. Esta história deve ter uns 75 anos, pois naquele tempo estava nascendo, e era o que se poderia dizer, a primeira ótica de Juazeiro do Norte, pelas mãos de uma grande mulher, sensível e religiosa, que pranteou seu marido com um luto fechado, de vestuário em preto, por longos 10 anos. Entre o início de 1940 e o dia 23.03.1967, data em que faleceu dona Das Virgens, de acidente automobilístico no cruzamento com a Rua São Pedro, aquele recanto da Rua da Conceição foi de fato um lugar de oração e trabalho, como se costuma dizer das casas de nossas famílias. Apolônia dos Santos Silva herdou de sua mãe as marcas fundamentais de uma grande figura humana, mulher generosa e profissional habilidosa que ensinou à filha aquela arte de lidar com óculos, desde os 13 anos de idade. Por longos anos a oficina de Apolônia e sua familia foi o socorro instantâneo de tantos de nós que corriamos para um pronto atendimento e terminou por evoluir para um bem sucedido comércio de óculos. Hoje aos setenta e seis anos de idade, Apolônia cumpriu exemplarmente a sucessão familiar, transferindo seu aprendizado autodidático para a filha Ana Jaqueline, fruto do seu casamento com Lourival Batista da Silva, em 1968, de onde vieram também os filhos Rita de Cássia e Caio Doman. No mesmo endereço em que esta familia vive nos últimos 80 anos, a Apolônia Ótica guarda lições vivas da trajetória de dignidade, de respeito e de proficiência, desde os tempos de dona Das Virgens, cujo nome bem poderia ser o de uma das ruas desta cidade de tão curta memória.  
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 06.06.2015)

LIVRO (I)
Sou testemunha de que por muitos anos, o escritor Dimas Macedo, parente de Joaryvar Macedo, tentou encontrar um exemplar do seu primeiro livro, denominado Caderno de Loucuras, impresso na Empresa Gráfica Ltda, em Crato, em 1965, 45páginas. Eu mesmo tive um exemplar destes, mas extraviou-se numa dessas mudanças e não pude fornecê-lo para uma reedição, como planejava. Felizmente, o amigo Anchieta Martinez de Mont´Alverne cedeu seu exemplar, raríssimo, para a reedição pretendida, facsimilarmente. Deste modo, Dimas realizou seu intento, através das Edioções Poetaria, de Fortaleza, com data deste corrente ano, incluindo também menções às agremiações Academia Cearense de Letras, nos seus 120 anos e Academia Lavrense de Letras (Lavras da Mangabeira). Na contracapa desta edição, o organizador transcreve a anotação de Anchieta, nos seguintes termos: “Cadernos de Loucuras”, de autoria de Joaryvar Macedo, foi-me oferecido, se não me engano, em 1965, pelo boníssimo e estimado amigo Dr. Aloisio Teixeira Férrer, quando, juntamente com dois Engenheiros Sanitaristas, colegas meus da CAENE, no Recife, passávamos por Lavras da Mangabeira, com o objetivo de inspecionar o sistema de abastecimento d´água local. Palestrar com o Dr. Aloísio não era só um desejo, mas uma necessidade que se impunha. Cidadão culto e inteligente, amigo e, acima de tudo, prestativo. Estimava-o, sinceramente. Anchieta Martinez de Mont´Alverne, 12.03.1980. A edição foi extremamente reduzida e agradeço penhoradamente ao Dimas a remessa do exemplar. 

LIVRO (II)
Com o selo da Tupynanquim Editora (Fortaleza), Sávio Pinheiro acaba de lançar o texto de “Auto de Meu Padim ou a Reza de Zé Poivinha com Alceu Valença no Horto de Juazeiro”. Ao apresentar a sua obra teatral, Sávio Pinheiro assim a resume: “O genial Maluco Beleza, pessoa inteligente e exótica, com base no êxito de João Grilo da peça Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, pensa numa maneira de resgatar para o plano terreno três nordestinos ilustres (José Wilker, Dominguinhos e Ariano Suassuna). Pede ajuda a um poeta popular cearense (Zé Poivinha) e a um cantor pernambucano (Alceu Valença) para entrar em contato, através de orações, com as divindades nordestinas Padre Cícero e Frei Damião, e estes com as forças antagônicas da divindade (Deus e o Diabo). Num embate descentralizado, Luiz Gonzaga e Lampião representanto estes valores espirituais se enfrentam na tentativa de ressuscitar os três heróis nordestinos. No final, um acordo define a ascensão da trindade cultural a um plano espiritual superior e o envio, a cada ser humano, de uma mensagem virtual codificada informando que a população deve seguir o exemplo dos três mestres da arte e da cultura nordestina.

LIVRO (III)
O Pe. João Carlos Perini (SDB) está com o seu mais novo livro em fase de revisão, a ponto de ir para a impressão. Trata-se de “Uma excomunhão que não atingiu Padre Cícero”. Pe. João Carlos empreendeu uma grande busca em muitos documentos, revendo esta fase da vida do patriarca, para concluir, com o indica o seu título. Um assunto polêmico que julgamos tenha pesado no entendimento de autoridades eclesiásticas com vista a reabilitação do Pe. Cícero. Este livro esclarece, penso, definitivamente esta pendência histórica e para isto o prof. Daniel Walker já havia postado neste Portal de Juazeiro um substancioso trabalho a respeito e os dois, definitivamente firmam a mesma conclusão, contribuindo para o nosso entendimento.






LIVRO (IV)
O Cel. José Ronald Brito está mandando para os amigos este seu mais novo livro denominado Momentos, enfeixando anotações biográficas sobre sí e membros de sua ascendência. Sempre com um estilo muito agradável na narrativa, Ronald nos conta muitas historias familiares, bem ilustradas com um acervo fotográfico remissivo à sua vida militar, familiar e de encargos administrativos. Agradeço-lhe por esta atenção e felicito-lhe por esta iniciativa de nos legar bons momentos de leitura com as quais temos nos deliciado por sua trajetória digna e honrada de cidadão exemplar.









LIVRO (V)
Conforme a divulgação, eis o resumo da obra de Emmanoella Pita que acaba de ser lançada: Nesse romance viverá emoções fortes e marcantes com Lis, Martins, Rogério, Paulo e Tâmara... e, sem que perceba, estará com eles, envolvido nas tramas, amores, ambições e generosidade, que farão com que você não consiga largar desse instigante romance. Lis e Martins viveram um amor verdadeiro até caírem em um golpe sórdido, arquitetado meticulosamente por Tâmara, que mudou abruptamente todos os planos de vida juntos, deixando-os sem notícias um do outro por dez anos. Autora: Emmanoella Feitosa Pita Lucena nasceu em 1978, mora no Juazeiro do Norte, Ceará. É casada, tem duas filhas e é comerciante. Sempre foi apaixonada por livros e filmes e, desde criança, tinha esse desejo de um dia escrever o seu livro. Foi na escrita que encontrou a melhor maneira de expressar seus sentimentos, pois durante a criação de “Lis” pôde dar vazão às fantasias e emoções do seu coração. Este primeiro livro significa para ela uma realização de um sonho que há muito tempo vinha sendo construído. Detalhes: Nesse romance viverá emoções fortes e marcantes com Lis, Martins, Rogério, Paulo e Tâmara... e, sem que perceba, estará com eles, envolvido nas tramas, amores, ambições e generosidade, que farão com que você não consiga largar desse instigante romance. Lis e Martins viveram um amor verdadeiro até caírem em um golpe sórdido, arquitetado meticulosamente por Tâmara, que mudou abruptamente todos os planos de vida juntos, deixando-os sem notícias um do outro por dez anos. Contudo, Lis teve sorte de reconstruir sua vida ao lado de Rogério, um homem extremamente bom e totalmente apaixonável e apaixonado por ela. Tudo ia bem, até um reencontro inusitado de Lis e Martins na estonteante Paris, onde trouxe à tona todo o amor reprimido de anos... Mas, e agora? O que fazer quando a verdade que você acreditou durante tantos anos desmorona e revela-se uma mentira? Continuar ou recomeçar? 
(O livro está à venda na AMORA, na Lagoa Seca. E se desejar ler um pequeno trecho, acesse: http://issuu.com/editorabarauna/docs/lis_15)

CORDEL
Cordel é a cara de Juazeiro do Norte. Tudo aqui vira poesia popular. E muitos poetas vão surgindo para falar do cotidiano, do exótico, das coisas fantásticas de ricos personagens da cultura popular. Agora dou conta de um novo poeta que lançou com data de ontem os seus dois primeiros folhetos. Trata-se de Luiz Alberto de Freitas, com os folhetos “O Cearense Invocado” e “O Servidor Público”. 

TAXI EM JUAZEIRO
A municipalidade, através do DECRETO N.º 190, de 01.07.2015, fixou valores das Tarifas do Serviço de Transporte Individual de Passageiros, em veículos automotores (táxis) do Município de
Juazeiro do Norte. E são os seguintes os novos valores para veículos dotados de aparelhos de taxímetros, no âmbito do Município de Juazeiro do Norte: I – TÁXI CONVENCIONAL OU INCLUSIVO: a) – Bandeirada: R$ 3,45 (Três reais e quarenta e cinco centavos); b) – Bandeira 1: R$ 2,13 (dois reais e treze centavos); c) – Bandeira 2: R$ 2,59 (dois reais e cinquenta e nove centavos); d) – Hora Parada: R$ 17,06 (dezessete reais e seis centavos).
A Bandeira 2 poderá ser usada nos seguintes casos: I – das 22:00h (vinte e duas horas) às 06:00h (seis horas) do dia seguinte; II – a partir das 14:00h (quatorze horas) dos dias de sábado; III – aos Domingos e Feriados; IV – em viagens para zona rural e intermunicipais, bem como as corridas iniciadas no Aeroporto Regional do Cariri.
A contraprestação do serviço será efetuada via de regra, por meio de tarifa indicada exclusivamente no equipamento taxímetro do veículo, excetuada a seguinte hipótese: em se tratando de pagamento antecipado pelo usuário.
Nos Pontos de Estacionamento Fixos do Aeroporto Regional do Cariri, Prefeito Orlando Bezerra de Menezes e na estação Rodoviária Interestadual de Juazeiro do Norte, será obrigada a fixação de placas indicativas das disposições referentes à tarifa, junto à área de embarque, sempre em  observância ao modelo estabelecido pelo Setor de Transportes Urbanos – SETUR. 

NOVAS DENOMINAÇÕES DE RUAS
A cidade continua crescendo e surgem novos logradouros e, milagre (?), com muitas ruas estendidas em seu curto território, 95% já urbanizado. Vejam os novos atos de nomeação e homenagens.
LEI N.º 4493, de 30.06.2015, com a qual fica denominada de RUA CONCEIÇÃO MONTEIRO, a rua projetada entre as Quadras “L” e “J” do Loteamento Solar dos Cajueiros, com início na rua projetada e término nos limites do Loteamento Jardim Vila Real II, sentido leste/oeste, no bairro Frei Damião. AUTORIA: Vereador Danty Bezerra Silva; COAUTORIA: Vereador Glêdson Lima Bezerra.
LEI N.º 4494, de 30.06.2015, com a qual fica denominada de RUA AMADEU LEANDRO DE SOUZA, a rua com início na rua Sebastião Palmeira, a primeira rua paralela oeste à Rua Amâncio Barbosa de Souza, no sentido norte/sul, no bairro Pedrinhas. AUTORIA: Vereadora Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI N.º de 30.06.2015, com a qual fica denominada de RUA DOMINGOS RODRIGUES BARBOSA, a primeira rua paralela oeste à rua José Ribeiro Fontes, com início na Avenida Padre Cícero e término na RFFSA, no sentido sul/norte, no bairro São José, zona urbana deste município. AUTORIA: Vereador Glêdson Lima Bezerra; COAUTORIA: Vereador Danty Bezerra Silva.
LEI N.º 4496, de 30.06.2015, com a qual fica denominada de RUA TEREZA LEANDRO DE LIMA, a rua com início na rua Sargento José Marcolino Brasileiro, a primeira rua paralela oeste à rua Moacir Gondim Lóssio, no sentido sul/norte, no bairro Jardim Gonzaga. AUTORIA: Vereadora Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI N.º 4497, de 30.06.2015, com a qual “O inciso L do art. 2.º da Lei Municipal n.º 4099, de 24 de outubro de 2012, que dispõe sobre a criação do bairro Monsenhor Murilo de Sá Barreto e denomina ruas, passa a vigorar com a seguinte redação: “L – RUA DULCIVÂNIA CAVALCANTE FREITAS, a rua projetada 17, sentido norte/sul, com início na rua projetada 44 (rua Taxista Pedro Sérgio de Araújo) e término na rua projetada 38 (rua Edite Cabral Sales), do Loteamento Oásis do Cariri”. AUTORIA: Vereador Glêdson Lima Bezerra; COAUTORIA: Vereador Danty Bezerra Silva
LEI N.º 4503, de 30.06.2015, com a qual ficam denominadas as artérias do Loteamento Green Park, no bairro Campo Alegre, neste município, a saber:
I – RUA EVANDRO CARLOS DA SILVA, (Soldado Evandro), a segunda rua paralela norte à Rua Francisco Medeiros da Silva, com início na Rua Luiz Pedro Gonçalves e término na Rua Edson Gomes Sobreira, sentido oeste/leste, no Loteamento Green Park;
II – RUA HAYANN DE MORAIS DAMASCENO, a primeira rua paralela norte à Rua Francisco Medeiros da Silva, com início entre as quadras “G, E e F” e término entre as quadras “A, E e L”, do Loteamento Green Park, sentido oeste/leste no bairro Campo Alegre;
III – RUA LUIZ PEDRO GONÇALVES, (Luiz Paulo) a rua projetada entre as quadras “A, B, H, F e G” do Loteamento Green Park, com início na rua Evandro Carlos da Silva (Soldado Evandro) e término na rua Francisco Medeiros da Silva, sentido norte/sul, no bairro Campo Alegre;
IV – RUA HIDELGIDO LOPES DE ANDRADE, a segunda rua paralela leste à rua Luiz Pedro Gonçalves, com início na rua Evandro Carlos da Silva (Soldado Evandro) e término na rua Francisco Medeiros da Silva, sentido norte/sul, no Loteamento Green Park, bairro Campo Alegre;
V – RUA EDSON GOMES SOBREIRA, a segunda rua paralela leste à rua Hidelgido Lopes de Andrade, com início na rua Evandro Carlos da Silva (Soldado Evandro) e término na rua Francisco Medeiros da Silva, sentido norte/sul, no Loteamento Green Park, bairro Campo Alegre, nesta cidade; AUTORIA: Vereador Glêdson Lima Bezerra. COAUTORIA: Vereador Danty Bezerra Silva.

RECONHECIMENTO PÚBLICO
Pela LEI N.º 4499, de 30.06.2015, fica reconhecida de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DOS COMERCIANTES DO MERCADO MOZART CARDOSO, CNPJ/MF n.º 09.472.410/0001-00, fundada em 29 de junho de 2007, como sociedade civil de direito privado, de caráter beneficente e cultural, sem fins lucrativos, de duração indeterminada, com sede e foro no município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, regendo-se por seus estatutos sociais e pelas leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Vereador Cláudio Sergei Luz e Silva


quarta-feira, 1 de julho de 2015

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
165: (25.06.2015) Boa Tarde para Você, Maria de Fátima Ferreira Torres 
A municipalidade juazeirense acaba de sancionar uma lei que declara a arte da xilogravura patrimônio imaterial de nossa cultura, através da Lei nº 4492, de 15.06.2015, e que foi publicada na edição do Diário Oficial do Município da sexta feira passada. Em referido ato, o Governo Municipal considera a Lei Orgânica do Município de Juazeiro do Norte, para que fiquem declarados como Patrimônio Cultural e Imaterial do povo juazeirense, a arte de fazer xilogravura e o fazer do cordel literário. Cumprimento-a, vereadora Mara Torres, por esta sua tão expressiva atenção e iniciativa em considerar a xilogravura, como é realizada, “através de técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado.” Desejo também relevar que este mesmo dispositivo legal trata do cordel como de fato é, “Gênero Literário popular, escrito de forma metrificado e rimado, poético e impresso em folheto e quase sempre ilustrado com xilogravura.” Pode não parecer, mas este ato significa em princípio o resgate de um longo esquecimento mais que centenário para um dos valores culturais mais arraigados à nossa existência, uma vez que esta manifestação já estava presente no nosso primeiro jornal, ainda em 18.07.1909. Juazeiro do Norte, tão decantado em prosa e verso pela cultura popular, credita à literatura de cordel e à xilogravura que aqui se faz, alguns dos seus grandes momentos e a riqueza de um sem número de grandes artistas, a partir de nomes como Mestre Noza e José Bernardo da Silva. Na história conjunta destas artes, tão ricamente entrelaçadas pela beleza de suas produções, emergem centenas de outros grandes artistas, grandes mestres do versejar e do entalhe na imburana em várias gerações que continuam proliferando ao nosso lado, na maioria gente quase anônima. Minha caríssima vereadora Mara, eu sou daqueles que ainda tem algo a lamentar, pois em tudo isto que concerne a cordel e xilogravura, quanto tempo o poder público perdeu por não ter vindo em nosso socorro para proteger estes mestres, suas artes e seus trabalhos. Ainda hoje temos grande queixa da Universidade Regional do Cariri, completamente perdida no fato de não dar a devida atenção ao que gira em torno da Lira Nordestina, da herança que recebeu de mão beijada da família de José Bernardo da Silva, do povo juazeirense e do governo do Estado.
Temos perdido um tempo precioso na valorização disto que só nos tem engrandecido, e que poderia ter sido completado com este reconhecimento que tardou, sem falar no que viria a reboque com uma Biblioteca Nacional de Cordel e com um grande Museu da Xilogravura. Mas, felizmente, este momento não é apenas para lamentar o que ainda não foi feito, a ponto que esqueçamos a trajetória percorrida e que presentemente ainda se configura nas atividades de todos estes poetas, cada vez mais férteis e criativos e na existência de dezenas de xilógrafos. Notável tem sido o papel de algumas instituições no fomento de suas atividades, como o SESC Cariri e o seu SESC Cordel, bem como o prestígio e o patrocínio do BNB e seu Centro Cultural, aos quais ainda falaremos com grande prazer de instituições culturais deste CRAJUBAR. Vejo com alguma tristeza, vereadora Mara Torres, que o seu gesto magnânimo é atitude solitária no ato formal, pois não se vê ninguém mais ao firmá-lo como coautor ou a subscrevê-lo, nem que fosse um gesto simbólico dos seus pares, tão mais habituados às louvações na liturgia do cargo. Menos mal! Estamos felizes porque vossa senhoria o fez, lavando a alma nesta expectativa que agora se anima para que de fato esta Lei possa agregar desdobramentos de proteção a cargo da Secretaria de Cultura e de outras instâncias que se solidarizem aos seus propósitos. Temos que insistir para que tanto o Parlamento, quanto o Executivo Municipal sejam atenciosos, diligentes e generosos no sentido de criar condições para que estas manifestações deixem à vala comum da indigência pública, gerando mecanismos para que suas produções atinjam a Escola. Faz-se necessário insistir no fato de que o nosso município esqueça esta contramão da indiferença por fatores culturais tão relevantes para reconhecê-los como agentes de desenvolvimento. Se é que posso, Mara Torres, por este seu gesto, agradeço-lhe em nome do povo juazeirense.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 25.06.2015)

CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE ELDORADO (JN)
O Cine Eldorado (Rua Padre Cícero, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no próximo dia 3, sexta feira, às 20:00 horas, o filme Sindicato de Ladrões (On the water front), (EUA, 1955), dirigido por Elia Kazan. 
Elenco: Marlon Brando (Terry Malloy); Abe Simon (Barney); Anne Hegira (Mrs. Collins); Arthur Keegan (Jimmy); Barry Macollum (Johnny's banker); Dan Bergin (Sidney); Don Blackman (Luke); Edward McNally (Bit part); Eva Marie Saint (Edie Doyle); Fred Gwynne (Slim); James Westerfield (Big Mac); Jere Delaney (Bit Part); John F. Hamilton (John Hamilton); John Heldabrand (Mutt); Johnny Seven (Longshoreman); Karl Malden (Father Barry); Lee J. Cobb (Johnny Friendly); Leif Erickson (Glover); Martin Balsam (Marty Balsam); Michael V. Gazzo (Bit); Mike O'Dowd (Specs); Nehemiah Persoff (Cab driver); Pat Henning Timothy J. ('Kayo' Dugan); Pat Hingle (Jocko); Robert Downing (Bit); Rod Steiger (Charley 'the Gent' Malloy); Rudy Bond (Moose); Scottie MacGregor (Mother of a Longshoreman); Tami Mauriello (Tullio); Thomas Handley (Tommy Collins); Tiger Joe Marsh (Longshoreman); Tony Galento (Truck).  Sinopse:Johnny Friendly (Lee J. Cobb) é um gângster que atua nas docas de Noa Yorl. Ele é também o chefe do sindicato, sendo assessorado por Charley Malloy (Rod Steiger), um vil advogado. Os dois usam um ex-boxeador, Terry Malloy (Marlon Brando), que é irmão de Charley, para atrair Joey Doyle (John F. Hamilton) até o telhado, onde dois capangas de Friendly o empurram para a morte. O motivo do assassinato era que assim ele nada falaria para a comissão do crime, ou seja, era um delator, e para aqueles que controlavam o sindicato merecia morrer. Terry atraiu Joey com uma certa dose de inocência, pois acreditava que os capangas iam só dar uma "prensa" nele. Edie Doyle (Eva Marie Saint), a irmã do homem assassinado, demonstra toda a sua revolta quando o padre Barry (Karl Malden) dava os últimos sacramentos para Joey. No dia seguinte Glover (Leif Erickson) e Gillette (Martin Balsam), dois membros da comissão que investiga o crime nas docas, quer interrogar Terry, mas ele diz que não tem informação para lhes dar. Logo Terry conhece Edie e começa a se sentir responsável pela morte de Joey. O padre Barry cede os fundos da igreja para os portuários se reunirem com segurança e para ver o que está acontecendo. Charley diz a Terry para que vá à reunião e lá o padre pergunta quem matou Joey Doyle. O medo faz todos silenciarem. Não tendo conseguido nada e estando prestes a encerrar a reunião, os capangas de Johnny começam a quebrar os vidros da igreja. Os poucos que tiveram coragem de ir eram atingidos por golpes de canos ou tacos de beisebol, quando saiam da igreja. Barry jura para "Kayo" Dugan (Pat Henning), um dos portuários com maior representatividade, que não irá se intimidar com tal agressão. Paralelamente nada acontece com Edie, que foi retirada da igreja por Terry. Os dois conversaram, mas o pai dela odiou saber que sua filha estava com o irmão de Charley. Ele está ansioso para que sua filha volte para o colégio, mas ela diz que não partirá até a morte do irmão ser esclarecida. Edie reencontra Terry e, apesar de ter várias coisas nele que a desagradem, há algo que não consegue definir. Porém algo deixa a situação muito tensa, pois Dugan coopera com a comissão mas, enquanto trabalhava, um engradado "acidentalmente" cai em cima dele, matando-o. 

CINE CAFÉ (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 4, sábado, às 17:30 horas, o filme Alien, o Oitavo Passageiro (Alien), EUA/Reino Unido, 1979, 117min). Elenco: Tom Skerritt, Sigourney Weaver, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto. Sinopse: A nave espacial rebocadora Nostromo está em sua viagem de volta de Thedus para a Terra, rebocando uma refinaria e 20 milhões de toneladas de minério, carregando sete tripulantes em estase. Ao receber uma transmissão de origem desconhecida de um planetóide vizinho, o computador da nave acorda a tripulação. Agindo sob ordens de seus empregadores, a tripulação desanexa a Nostromo da refinaria e aterrissa no planeta, danificando a nave. O Capitão Dallas, o Primeiro Oficial Kane e a Navegadora Lambert saem para investigar a origem do sinal, enquanto a Subtenente Ripley, o Oficial de Ciências Ash e os Engenheiros Brett e Parker ficam para trás para monitorar seu progresso e consertar a nave. Dallas, Kane e Lambert descobrem que o sinal está vindo de uma nave alienígena abandonada. Dentro eles encontram os restos de uma enorme criatura alienígena, cujas costelas parecem ter explodido de dentro para fora. Enquanto isso, o computador da Nostromo parcialmente decifra o sinal da transmissão, que Ripley determina como algum tipo de aviso. Kane descobre uma grande câmara contendo vários ovos, um dos quais lança uma criatura que se prende a seu rosto. Dallas e Lambert carregam Kane para a Nostromo. Ash permite que eles entrem contra as ordens de Ripley para seguir o protocolo de quarentena da nave. Eles sem sucesso tentam remover a criatura do rosto de Kane, descobrindo que seu sangue é um ácido extremamente corrosivo. Eventualmente a criatura se solta sozinha e morre. Com a nave consertada, a tripulação continua sua viagem para a Terra. Kane acorda, aparentemente ileso, porém, durante uma refeição antes de voltarem para estase, ele começa a engasgar e ter convulsões até que uma criatura alienígena sai de seu peito, matando-o e fugindo pela nave. Sem armas convencionais, a tripulação tenta localizar e capturar a criatura criando sensores de movimento, aguilhões elétricos e lança chamas. Brett segue o gato da tripulação até uma grande sala onde o agora crescido Alien o ataca e desaparece com seu corpo pelo sistema de ventilação. Dallas entra no sistema de ventilação tentando forçar o Alien para uma eclusa de ar onde ele possa ser expelido da nave, porém ele é emboscado pela criatura. Lambert implora para que o resto da tripulação escape na nave auxiliar da Nostromo, porém Ripley, agora no comando, explica que a nave auxiliar não vai suportar quatro pessoas. Acessando o computador da nave, Ripley descobre que Ash recebeu ordens de retornar o Alien para os empregadores da Nostromo, mesmo que isso custe a vida de toda a tripulação. Ash a ataca, porém Paker intervém e corta sua cabeça com o lança chamas, revelando que Ash era um andróide. Antes de Parker incinerá-lo, Ash prevê que o restante da tripulação não vai sobreviver. As três pessoas restantes planejam ativar a sequência de autodestruição da Nostromo e escapar pela nave auxiliar, porém Parker e Lambert são mortos pelo Alien enquanto reúnem os suprimentos necessários. Ripley inicia a sequência de autodestruição e vai para a nave auxiliar com o gato da tripulação, porém o Alien bloqueia seu caminho. Ela tenta, sem sucesso, abortar a sequência de autodestruição. Ripley retorna e descobre que o Alien sumiu, escapando no último minuto da explosão da Nostromo. Enquanto ela se prepara para entrar em estase, Ripley descobre que o Alien está abordo da nave auxiliar. Ela coloca uma roupa espacial e abre a escotilha, causando uma descompressão explosiva que força o Alien a sair pela escotilha aberta. Ela atira com uma arma de gancho, porém a arma sai de sua mão e fica presa na porta, amarrando o Alien a nave. A criatura tenta ir para um dos motores, porém Ripley os ativam e o Alien é jogado para o espaço. Ela então vai para a estase junto com o gato, continuando sua viagem até a Terra. (Wikipédia)

CINE CAFÉ VOLANTE (BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Parque da Cidade), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 3, sexta feira, às 19 horas, o filme Rainha Cristina (Queen Christinna) EUA, 1933, 99min, dirigido por Rouben Mamoulian. Elenco: Greta Garbo (Rainha Christina), John Gilbert (Don Antonio), Ian Keith (Magnus), Lewis Stone (Oxenstierna), Elizabeth Young (Condessa Ebba Sparre), C. Aubrey Smith (Aage), Reginald Owen (Charles), Georges Renavent (Chanut), David Torrence (Arcebispo), Gustav von Seyffertitz  General), Ferdinand Munier (Dono da hospedaria). Sinopse: Christina (Greta Garbo) é uma mulher determinada que busca sua liberdade, só que ela vive na corte sueca do século XVII, e tem de obedecer à vontade dos outros, muito por causa das restrições à mulher na época. Quando seus conselheiros pedem que ela se case com Carlos de França, ela resolve fugir da corte, e vestida como homem. É assim que ela encontra o embaixador espanhol Antonio (John Gilbert), que no início a confunde com um rapaz, e por quem ela se apaixona intensamente. O problema central é que ele é católico e ela protestante. 

ARTIGO
Recebi dou publicidade este interessante artigo de um velho amigo, colega de bancos escolares na UFC, o Eng. Químico Jairo Costa, com respeito a Pe. Cícero e José Lourenço. 

O QUE DÁ PRÁ RIR DÁ PRÁ CHORAR
JAIRO COSTA (Rio de Janeiro, 22.06.2015)
Falam que o boi mansinho foi endeusado pelo povo do beato Zé Lourenço e que por isso aquele povo não matou sua fome com ele e que o mesmo foi usado para manipular a fé de um povo sofrido. Outros dizem que aquele povo não estava com fome e por isso não o mataram e o tinham como garanhão para cobrir as vacas, entretanto tinha carinho, pois o mesmo foi dado pelo padim Ciço, enfeitavam o bicho que era tratado como uma pessoa e não como um santo (1). Onde está a verdade? A verdade está de acordo com as nossas convicções, nossos valores e a informação que dispomos. Vamos supor que o povo do José Lourenço estivesse mesmo adorando e endeusando o boi mansinho. Qual a diferença em adotar esta crença da que é adotada através dos dogmas das outras religiões transformadas em fé. Posso citar desde o incestuoso começo do mundo das religiões abraâmicas, passando pela existência e reencarnações de Krisna, indo pelo fantástico mundo do reino de Olorum, da criativa mitologia Grega até a mitologia de todos os povos indígenas, crenças politeísta ou monoteísta ou ainda o colegiado da santíssima trindade. Ao ler um pouco mais sobre o Baixa Dantas/Caldeirão e a questão religiosa de juazeiro do Norte iremos encontrar outro Padre Cícero que certas pessoas e as autoridades teimam em santificar ou coloca-lo como populista e manipulador da fé. Sabemos que, à revelia de Roma o padim Ciço já está canonizado! Neste aprofundamento iremos ver a correlação das forças que lutavam para manter a hegemonia não só no Cariri como em todo Nordeste e observaremos também que as contradições deste homem foram necessárias para amenizar o sofrimento deste povo largado à sua própria sorte, e que quando encontram um caminho criado por eles à margem do sistema vigente são destruídos sumariamente de uma forma covarde justificada na falácia e manipulação.  O padre do Horto fez uma obra impressionante amalgamada na fé e política sendo por isso cheias de contradições justificadas. As contradições do Pe. Cícero ficam bem evidentes no episódio da expulsão do beato José Lourenço do sítio Baixa Dantas sem indenização alguma pelas benfeitorias (2) realizadas por lá, pelas oligarquias da região. Nesta ocasião o Pe. Cícero o conduziu para uma de suas terras na região conhecida como o Caldeirão dos Jesuítas, região procurada pelos jesuítas fugindo das perseguições pombalinas. Para entender o “latifundiário”  Pe. Cícero é necessário estudar a obra do Pe. Ibiapina (3) que em sua missão usava o parabólico argumento cristão de que é mais fácil um camelo passar pelo furo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus, com isto angariava fundos para realizar seus projetos. Da mesma forma, sem usar diretamente este argumento, o padre Cícero ganhava muitas coisas tal como ganhou o boi (mansinho) do industrial Delmiro Gouveia. Assim está justificado a aquisição do Caldeirão que cederia ao Beato para continuar sua empreitada após sua saída (expulsão) do sítio Baixa Dantas, contrariando o poder local. Talvez o Pe. Cícero estivesse ciente de que,  caso passasse estas terras para o nome do beato as elites cearenses poderiam toma-las com interpretações das leis que nestas ocasiões são sempre favoráveis aos poderosos de plantão e sempre atropelando o estado de direito. Assim o padre deu para a ordem dos Salesianos (4) que como ele sabia, era uma instituição com ações solidárias e sociais na Europa (Na Europa!). Como instituição seria mais respeitada. Aqui está a grande contradição do padre que ficou patente; como o Zé Lourenço homem de sua estima e parceiro da sua obra missionária, não mereceu por parte do Pe. Cícero a confiança de passar para o seu nome as terras do Caldeirão? Já ouvi de muita gente que leu a biografia do Pe. Cícero, escrita pelo Lira Neto e mudar de opinião sobre o referido Padre, que teve seus equívocos também. O Padre acumulou riquezas, mas não para si e sim para num momento oportuno lançar mão como no caso da doação do Caldeirão para o beato, sabia que o sistema vigente além de só reconhece efetivamente o TER e valoriza o SER apenas no discurso sofismático, só faz obras assistenciais que em hipótese alguma ameaçará o status quo. Se esta história não tivesse tido um trágico fim como o que teve, com o uso até de aviões ( Pela segunda vez o estado brasileiro usava aviões, a primeira foi no conflito do Contestado, entretanto aqui não teve conflito e sim extermínio) e a infantaria do exército de Caxias armado com metralhadoras e fuzis na destruição covarde deste povo desarmado e pacífico, não caberia estas colocações sobre o “abilolado” beato como assim é chamado na sinopse da escola de samba para o seu carnaval de 2016. Achamos que faltou um pouco de sensatez talvez por desconhecer a história da comunidade criada pelo beato, que desiludido morreu num pequeno sítio em Pernambuco. Num comentário sobre a postagem da escola de samba por um membro da SRZD é sugerido que o Padre Cícero seja mostrado como populista e de direita, o termo populista merece uma discussão a parte, partindo do que se entende por populismo. Agora dizer que o padre é de direita é estranho visto que ele deixou surgir sob sua batina a comunidade do Caldeirão considerada na época, por toda elite brasileira como uma comunidade onde o beato praticava sem saber um “marxismo prático” (5). Também chamar o beato de “beato abilolado” vide a sinopse da escola de samba é seguir na linha da imprensa da época que, como relata as pesquisadoras do IUPERJ, Adriana Ribeiro de Figueiredo e Simone Lisboa Marques em trabalho apresentado no XXVII Simpósio Nacional de História em 2013, mostra uma imprensa tendenciosa e empenhada em preparar a opinião pública para uma intervenção militar com o intuito de destruir a comunidade liderada pelo beato. Aliás, como aconteceu.  Esta mesma linha tinha a finalidade de ignorar e desconsiderar o sofisticado sistema de produção implantado, pelo beato e seus seguidores, após o domínio da agricultura (6). Cabe salientar que esta comunidade enfrentou a seca de 1932, (após ter enfrentado a seca de 1915 em Baixa Dantas) já na localidade do Caldeirão prescindindo da ajuda dos governos federal e estadual, além de receber os flagelados que escaparam dos “campos de concentração” criados pelo estado brasileiro para conter pela força os milhares de camponeses sem trabalho como solução para o flagelo da seca (7). Segue abaixo a sinopse da escola de samba justificando seu enredo, as observações acima só foram feitas em respeito à memória dos que foram sumariamente fuzilados e mortos sem defesa pelas balas do estado brasileiro (8). Mas como diz o samba do grande William Blanco Abrunhosa Trindade (Billy Blanco) em seu samba CANTO CHORADO; o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e medida, problema de hora e lugar, mas tudo são coisas da vida....! Não queremos com isso reagir na forma de embate e sim aproveitar este caso para mostrar o que foi a experiência do negro e beato José Lourenço,  em um estado que até hoje boa parte de suas elites se orgulham por não ter negros por lá, para entender a cruel e covarde destruição do seu inovador intento nas terras cariri que como diz a música “ O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto” de Dudé Casado e Hélio Ferraz :
...A esperança
Que eu tive em minha vida
Eu botei toda naquela terra
Esperava colhe-la sem guerra
Esta era a minha intenção...
Encerrando o assunto, sabemos também, que a fé tem sido manipulada em todas as religiões para manter um povo sempre a serviço dos que a dirigem, com o beato foi diferente visto que pelos relatos e a forte reação a este modelo e em que pese suas limitações serviu para libertar um povo de um sistema em que muitos trabalham para poucos, lá o beato ia pra roça também. Também cabe salientar que este assunto foi mantido até pouco tempo desconhecido seguindo naturalmente à forte censura imposta pela ditadura do Estado Novo, ficando livre apenas os “causos” criados para justificar sua destruição e manter o esquecimento de sua verdadeira natureza. 
Notas:
(1). FARIAS, Airton de. História do Ceará, 6ª Edição, Fortaleza, armazém da Cultura 2012. Capítulo 25 página 342.
CASIMIRO, Renato, ANTES QU’EU M’ESQUEÇA, ABC Editora, Fortaleza, Volume 3 página 87, 2000 -  (Artigo publicado no Jornal do Cariri, 18/11/1998)
WIKIPÉDIA:...Com o intuito de pôr a comunidade em descrédito, espalhou-se um boato de que os membros idolatravam o boi Mansinho como a um deus.
(2). GOMES, Antônio MÁSPOLI  de Araújo. A  DESTRUIÇÃO DA TERRA SEM MALES, Revista da USP, São Paulo, página 60, 2009.
(3). BARROS, LUITGARDE Oliveira Cavalcanti de. A TERRA DA MÃE DE DEUS, Rio de Janeiro, Francisco Alves Editora S.A. Página 102, 1988. 
(4). Idem, GOMES, Antônio MÁSPOLI de Araújo, página 62.
(5). Idem, FARIAS, Airton de, página 348.
(6). SILVA, Edison – CARVALHO, Marcos J.M. A SANTA CRUZ DO DESERTO, Resenha publicada na Revista CLIO, Nº 25.2, Recife, EDUPFE, 2007.
(7). FIGUEIREDO, Adriana Ribeiro de - MARQUES, Simone Lisboa (IUPERJ- RIO), O CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO SOB A PERSPECTIVA DA IMPRENSA CEARENSE, Trabalho apresentado no XXVII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, Natal, 2013. Página 7.
(8). Idem, Gomes, Antônio MÁSPOLI de Araújo, página 64.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
166: (27.06.2015) Boa Tarde para Você, Gilberto Soares Silva
“Olha pro céu meu amor / Veja como ele está lindo / Olha pra'quele balão multicor / Que lá no céu vai sumindo. Foi numa noite / Igual a esta / Que tu me deste / O teu coração / O céu estava / Todinho em festa / Pois era noite de São João / Havia balões no ar / Xote e baião no salão / E no terreiro o seu olhar / Que incendiou meu coração.” 
Na canção deste centenário Luiz Gonzaga, Gil, estão algumas das lembranças mais afetuosas destas celebrações, pois sertão e mar enchem-se de cores, ritos e alegrias, e não há nenhum outro período do ano em que estas comemorações tem mais nos encantado pelos séculos. Outrora, eram apenas os dias mais próprios, como 13, 24 e 29, e hoje, por onde se anda, especialmente através do interior do país, os festejos juninos fazem um calendário extenso, relembrando tradições de nossa cultura. Gostaria de lembrar, cumprimentar e agradecer pelo imenso serviço que a Quadrilha do Gil presta à nossa cultura, realizando comemorações cheias de eventos, de manifestações folclóricas, de muitos símbolos e principalmente de forte ligação ao tradicionalismo histórico. Sendo festas que nasceram na ambiência rural, elas ainda hoje conservam um modus que reproduz vida, hábitos e cultura de interior, guardando os símbolos maiores, como a fogueira que se acende no dia de São João, marco da cena religiosa do nascimento de João Batista. Infelizmente, esta tradição em parte teve de ser contida por instrumento legal, em razão dos avanços da civilização, deste progresso que tanto contribuiu para a urbanização do mundo, e encheu cada lugar, de sertão a litoral, com reservas de materiais combustíveis, incendiáveis ao cair dos balões. O casamento mututo é uma sátira ao tradicionalismo, uma caricatura com elementos flagrantemente contrários às regras sociais, com uma noiva grávida, um noivo bêbado, rebelde ao casamento, presa do futuro sogro com o apoio do delegado e pela força de uma arma, aos pés de um padre. Desde o século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e foi fortemente influenciada por danças nacionais, acrescidas de evoluções ritmicas e alguns passos assemelhados à origem francesa e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. Recai sobre a escola de nossos dias a tarefa urgente de continuar, pedagogicamente, cultivando as tradições juninas, conduzindo o educando na compreensão histórica das manifestações, para orientar no sentido de que estas origens não se percam no trato modernoso de tantos novos ritos. Evidentemente, Gil, num mundo em evolução é necessário incorporar novos elementos que contribuem para a realização destas festas, como o forte apelo Hi Tech, com novos sons, imagens, alegorias, vestuário, ambiente, efeitos e cenografia, tornando a celebração um grande show audio-visual, um espetáculo que muitos vêem como atentado e descaracterização destas tradições. Em alguns aspectos isto já era notado no vestuário antigo, como deturpação, pois se criou um guarda roupa de caipira que era produzido com muitos remendos e retalhos de tecidos, para expressar a simplicidade do povo e do uso de roupas modestas. 
Hoje, pela glamurização do festejo, o guarda roupa é absurdamente colorido e estiloso, o que torna a quadrilha mais apreciada, um grande espetáculo de noitadas e apresentações em concursos para a escolha dos melhores em várias categorias, em aparente desvio das origens e da tradição. Outro aspecto questionável diz-se da invasão perniciosa da música eletrônica, a presença mais frequente de bandas de forró, tão em voga na atualidade, especialmente do Nordeste, em detrimento dos tradicionais conjuntos típicos dos forrós “pé de serra” com os ritmos clássicos de xote, xaxado, e baião. A Quadrilha do Gil elegeu para este ano a temática que fala da cidade fantasma de Cococi, nos Inhamuns, e isto é salutar, pois as festas juninas devem compreender possíveis incursões na história, na religião, na literatura, na gastronomia, na dança, na música, nas brincadeiras lúdicas, no artesanato, no teatro, no folclore e em quaisquer elementos típicos destas tradições. Parabéns, Gil, e a todos os integrandes deste numeroso grupo da sua quadrilha que faz a grande alegria deste período junino, fortalecendo os nossos vínculos históricos, religiosos e culturais. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 27.06.2015)

BOA TARDE (II)
167: (29.06.2015) Boa Tarde para Você, Carlos Oliveira Silva
Há vários anos eu escrevo um livro sobre as minhas memórias como antigo residente na Rua São José, e recentemente fiz um passeio sobre a rua como nunca antes havia feito, me deleitando em passos vagarosos, rebuscando cada detalhe que me remetesse àquelas lembranças. Deparei-me com muito carinho diante daquele velho casario ainda existente, quase sempre tão familiar, através de marcos ainda indeléveis desta memória, embora com a desfiguração de alguns deles, e não pude deixar de sentir um lamento profundo que permeia a vida mais recente do lugar. Senti a cada passo a ausência terna de gratas figuras, como de você Carrapeta, meu amigo naqueles anos 50-60, num imaginário que fiz ressurgir diante daquela desorganização urbana que permitiu a invasão de tantos negócios, como bares, lojas, repartições, consultórios, hospitais, laboratórios, hotéis, pousadas e ranchos, no outrora pacato recanto de moradias familiares. Nossas famílias, como a sua, de Lôzinha e Raimundo José, ainda estão por aqui, nas poucas casas que restaram, criando seus netos e bisnetos, e vivendo desta alegria fraterna com a velha tradição das rodas de calçadas na boquinha da noite, das renovações e das festinhas de aniversários. De tão agradáveis, Carrapeta, não há como não reviver este encanto, aquele prazer de participar daquelas rodas onde se falava de tudo, inclusive da vida alheia, e não se deixava de falar dos fatos do dia, da política daqueles tempos de Gogó e Carrapato, das notícias dos parentes que chegavam pelo correio, e os poucos fatos interessantes que ouvíamos pelo rádio, com bateria de automóvel. Lembrei do velho e tão amado itinerário das bodegas mais próximas, como a de seu Deca, a de Catarina, a de Firmino Teixeira, a de Albis Sobreira, a de seu Toinho Rocha, a de Dona Lucilia (a portuguesa), a de dona Isaura Arrais, e até as de mais longe como as de Eliseu Bispo, de Zuza Marques, de Onildo e de Aureliano Pereira, bodegas onde íamos comprar cera de abelha, pirró e cocadas, bolas de gude, pião e carrapeta, papel e lapis, brinquedos e mantimentos de casa. Como esquecer, Carrapeta, os agradabilíssimos passeios aos engenhos das redondezas, nas temporadas de moagens, entre o Salgadinho, as Malvas, e o Logradouro, para sair dali com as mãos cheias de pedaços de batidas e generosas varas de cana carregadas de mel para fazer alfenin. E não lembrar todos os jogos e brincadeiras de ruas, tudo mais simples que a eletrônica de hoje, tudo feito tão artesanalmente com sucatas de peças de automóveis, de madeiras e compensados, e de couros, que íamos buscar nas das oficinas de Siri, de Antonio Avelino e de dona Lôzinha. E nos invernos de boas chuvas, os banhos de rua nas bocas de jacarés, as enxurradas das águas rua abaixo e a nos carregar com jangadas improvisadas, sem nenhuma preocupação pelas consequências das gripes e resfriados. Sem falar, é claro, do que mais nos aventurávamos, com você à frente, com Cícero de Zé Izidro, com Ricardo de João Guilherme, com Francisco de Pretinha, com Zezo de Fabião, com Ricardo de Otacílio Leandro e tantos outros, nos banhos de rio, no Salgadinho. Foi numa destas aventuras de fim de tarde que eu, ainda tão frangote, sem nenhuma vivência, sem saber como se dava uma braçada de nado, me arrisquei a cair na corrente do Salgadinho, num daqueles buracos turbulentos da Boca das Cobras, para me ver em aflição, quase afogado. Você, Carrapeta, até mais franzino que eu, veio em meu socorro, pulou n´água me agarrou pela cintura e me arrancou daquele sofrimento horroroso que parecia me fazer engolir toda aquela água barrenta, sob os olhares atônitos e surpresos dos damais, que o viam corajoso e decidido. Jamais esqueci aqueles momentos dramáticos e os instantes que se sucederam, quando voltávamos para casa ainda um tanto angustiados pelo acontecido, pois teria sido trágico, algo que não se imaginaria reviver, e nem me lembro mais se voltamos ali algum dia. 
Agora, na maturidade da vida, depois de tantos caminhos, de tantas coisas que um dia quero lhe contar, voltei a reencontra-lo para abraçá-lo com imenso afeto, agradecer-lhe na memória do tempo, por seu gesto heróico que seguramente tantos anos me garantiu na vida. Velhos anos, belos e dourados anos aqueles, Carrapeta, pois como me dizia um amigo noutro dia, revivendo cenas deste mesmo viver, aquele era um tempo onde até o futuro era melhor. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 29.06.2015)

CINEMATÓGRAPHO (SESC, JN)
O Cinematógrapho (SESC, Rua da Matriz, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 01.07, quarta feira, às 19:00 horas, o filme A DUPLA VIDA DE VERONIQUE (La Double Vie de Véronique, Dir. Krzysztof Kieslowski, França/Noruega/Polonia, 1991, 98min). Elenco: Irène Jacob (Personagem: Weronika/Véronique ), Aleksander Bardini (Personagem: Maestro), Halina Gryglaszewska (Personagem: A tia), Wladyslaw Kowalski (Personagem: O pai de Weronika). Sinopse: O filme abre com a história de Veronika, uma jovem polonesa com um talento absurdo para a música erudita. Sua voz é incomparável. Após conseguir entrar em uma escola de música, Veronika se apresenta pela primeira vez e morre, com um ataque cardíaco. Veronique é uma jovem francesa com um grande talento musical. Sua vida seguia bem até que ela sente como se estivesse só. Perde o interesse na música e acaba se relacionando um manipulador de fantoches, Alexandre Fabbri, que a conduz para uma espécie de conto da vida real. A história é bastante simples: duas jovens, de mesma idade, que não se conhecem, que moram em países diferentes e que têm o mesmo gosto musical, mas que possuem uma ligação metafísica inexplicável. A simplicidade da trama é trabalhada pela direção magnífica de Kieslowski, que conta essa fábula através de imagens, sons, cores e gestos fabulosos. Filme vencedor do prêmio de melhor atriz (I. Jacob), prêmio FIPRESCI e prêmio do júri ecumênico no Festival de Cannes.

CIDADÃOS JUAZEIRENSES
A cidade de Juazeiro do Norte acaba de eleger os seus mais novos cidadão honorários. Vejamos os atos sancionados na Câmara Municipal: 
RESOLUÇÃO N.º 766 de 18.06.2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre General Francisco Batista Torres de Melo, pelos relevantes serviços prestados a nossa comunidade. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Nivaldo Cabral de Moura, João Alberto Morais Borges, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, José Ivan Beijamim de Moura, Danty Bezerra Silva, Antonio Vieira Neto, Francisco Alberto da Costa, Cícero Claudionor Lima Mota, José Adauto Araújo Ramos, Normando Sóracles Gonçalves Damascena e pelas vereadoras Maria de Fátima Ferreira Torres, Auricélia Bezerra, Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
RESOLUÇÃO N.º 767 de 18.06.2015, pela qual fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Sub Tenente PM Ednaldo Aparecido Costa Moura, pelos relevantes serviços prestados a nossa comunidade. Autoria: José Nivaldo Cabral de Moura; Coautoria: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha e Danty Bezerra Silva; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, João Alberto Morais Borges, José Ivan Beijamim de Moura, Francisco Alberto da Costa,
Cícero Claudionor Lima Mota, Normando Sóracles Gonçalves Damascena e pelas Vereadoras Maria de Fátima Ferreira Torres, Auricélia Bezerra, Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes.
RESOLUÇÃO N.º 768 de 18.06.2015, pela qual fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Reverendíssimo Padre Sebastião Monteiro da Silva, pelos relevantes serviços prestados a nossa comunidade. Autoria: Rita de Cássia Monteiro Gomes; Coautoria: João Alberto Morais Borges; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Ivan Beijamim de Moura, Francisco Alberto da Costa, Cícero Claudionor Lima Mota, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Antonio Vieira Neto, José Tarso Magno Teixeira da Silva , José Adauto Araújo Ramos, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, José Nivaldo Cabral de Moura, Danty Bezerra Silva e pelas Vereadoras Maria de Fátima Ferreira Torres, Auricélia Bezerra e Maria Calisto de Brito Pequeno.
RESOLUÇÃO N.º 769 de 18.06.2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Tiago Sobreira de Santana, pelos relevantes serviços prestados à comunidade juazeirense. Autoria: José Adauto Araújo Ramos; Subscrição: Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, Francisco Alberto da Costa, João Alberto Morais Borges, José Nivaldo Cabral de Moura, José Ivan Beijamim de Moura, Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Maria de Fátima Ferreira Torres, Maria Calisto de Brito Pequeno e Auricélia Bezerra.
RESOLUÇÃO N.º 770 de 18.06.2015, pela qual fica concedido Título Honorífico de Cidadã Juazeirense a Senhora Francisca Elias Ramos, pelos relevantes serviços prestados a nossa comunidade. Autoria: Auricélia Bezerra; Subscrição: Antônio Cledmilson Vieira Pinheiro, José Ivan Beijamim; de Moura, Francisco Alberto da Costa, Normando Sóracles Gonçalves Damascena, Antonio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, Pedro Bertrand Alencar Montezuma Rocha, José Nivaldo Cabral de Moura, Danty Bezerra Silva, João Alberto Morais Borges e pelas Vereadoras Maria de Fátima Ferreira Torres, Maria Calisto de Brito Pequeno e Rita de Cássia Monteiro Gomes.