quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
096: (17.12.2014) Boa Tarde para Você, Vanderlúcio Lopes Pereira
A primeira coisa que desejo dizer-lhe, Vandinho Pereira, é que neste ano que estamos encerrando, frequentemente eu estive à frente da televisão para vê-lo conduzir, e com tal entusiasmo, o Ceará Diverso, e estas foram oportunidades de grande enlevo, a partir das quais me tornei seu admirador. Pouquíssima coisa desta nossa televisão, e lamentavelmente da produção local, se assemelha em cuidados e conteúdos como o programa que você vem apresentando na Tv Verde Vale, há pelo menos sete anos.  Isto necessita ser bem visto e assistido, pois não há como esconder que vivemos numa região de grandes predicados culturais e populares, algo que está permanentemente exigindo apoio e oportunidade de divulgação para fortalecê-los como legítimas e valiosas manifestações artísticas. O que mais me chama a atenção, Vandinho, é o modo como a partir da cantoria, especialmente, você tem feito uma grande animação cultural pela mídia televisiva, talvez a mais importante que ora se realize cotidianamente, dada a frequência de como ela acontece através do programa e de outras atividades como festivais de cantadores e noites de violas. Há na sua agitação, uma riqueza que se espalha pelos mais diversos ambientes, itinerante por tantas comunidades e centros culturais, para realizar programações que contemplam lançamentos de cordéis, CDs e DVDs, livros e apresentações de um sem número de cantadores e mestres desta cultura popular. Mas é isto mesmo, Vandinho, pois a cultura que você nos apresenta nesta diversidade de Ceará, que é um ótimo espelho de Nordeste e de Brasil, é a consequência inevitável da mais ampla interação entre o povo e o seu ambiente, e que se manifesta por crenças, pela arte, pela linguagem, pelos hábitos, pelas tradições, pelo folclore, pelo artesanato e por seus costumes. O seu programa é rico nesta diversidade, desde a boca de cena que o ambienta e segue pelo roteiro no qual se inserem personagens, artistas e circunstâncias da mais expressiva riqueza cultural de nossa gente. Assisti-lo, pelo menos para mim, é experimentar um sensação gratificante que nos coloca ao lado de um gênero que ainda padece de largo preconceito, como se o verso popular fosse a imagem do arcaico e do ultrapassado, algo como a arte de um analfabeto, como nos adverte Pedro Ernesto Filho, no seu mais recente e belo trabalho sobre a Cantoria. O seu notável esforço, Vandinho, é parte desta cruzada pela desmistificação destes conceitos e preconceitos, principalmente para não estender uma polêmica a partir de uma segregação desinteligente e que estabelece confrontos desnecessários, como se tivéssemos polos de cultura de elite e polos de cultura popular. O que o Ceará Diverso nos mostra a cada dia está verdadeiramente impregnado de uma genialidade construída por tradições e costumes e que resiste à mais leviana insinuação de que se trata de algo superficial, não deixando de contribuir para fortalecer tantos artistas na sua própria profissão. Desejo também enaltecer este espírito que sua ação exerce frente a este programa, promovendo em suas edições o esclarecimento, o conhecimento pedagogicamente apresentado para suportar uma mensagem que nos assegura o quanto esta cultura nos deleita, mas principalmente nos enriquece. Eu o cumprimento com entusiasmo, Vandinho Pereira, porque neste mister você também se tornou um  grande mestre.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 17.12.2014)


ARTIGO: CORONEL CÂNDIDO DO PAVÃO
 

João Tavares Calixto Junior
O Coronel Cândido Ribeiro Campos (Cândido Fernandes da Silva), conhecido em seu tempo por Cândido do Pavão, era natural do sítio Antas em Aurora. Filho de Matias Fernandes da Silva (pedreiro que trabalhou na ampliação da Capela do Senhor Menino Deus em 1864) e Antônia da Encarnação Monteiro, substituiu o sobrenome Fernandes da Silva por Ribeiro Campos, por ocasião de “qualificar-se”, para tirar o título eleitoral. Foi um dos mais importantes chefes políticos do Cariri em sua época, e pai de prole numerosa, sendo o Padre Januário Campos, o filho de atuação mais marcante. Casou-se com Ana Maria de Jesus (Naninha), instalando-se no sítio Martins, de seu tio materno João Monteiro. Transferiu-se em 1902 para o sítio Pavão, antiga propriedade do mosteiro de São Bento, de Olinda, à época, em poder do padre Cícero Romão Batista, que a havia comprado. Era encarregado da cobrança dos dízimos dos que ocupavam as terras sob o domínio eclesiástico, as quais mediam três léguas de comprimento por uma légua de largura, de ambos os lados do rio Salgado, estendendo-se do riacho dos Mocós até o riacho do Juiz. Tornou-se, por força da arrecadação das alíquotas, de grande confiança do Padre Cícero Romão Batista, o que lhe conferiu notoriedade, ocupando cargos importantes em Aurora, como o de suplente de Juiz substituto, presidente da Câmara e Prefeito Municipal, cargo, este último, ocupado em face aos fatídicos episódios de 1908, onde, com a deposição do coronel Totonho do Monte Alegre, assume ele, Cândido do Pavão, o cargo de Intendente Municipal de 1908 a 1914, e posteriormente, de 1921 a 1926. Em carta do Padre Cícero ao Cel. Cândido do Pavão, datada de 13 de outubro de 1916, observa-se referências sobre a situação de perda de seu rebanho bovino, ora localizado em suas terras em Aurora. Segue trecho do lançamento:
“... A paz de Deus o guarde e família. Tendo precisão de fazer minha criação de gado e animais nesta propriedade que comprei aos padres de S. Bento, mandei lá José Xavier e o meu vaqueiro e disseram-me eles que o lugar que presta é o Pavão. Havia passado procuração bastante ao Sr. José Xavier para tratar de qualquer negócio com qualquer um que estivesse no lugar mais apropriado, e resolver, como fosse justo. O Pavão foi o melhor que acharam. Portanto, não estranhe em exigir para estabelecer-me que boto aí, eu perco o resto da criação que está mal colocada. Portanto, lhe aviso que não posso mais arrendar aí, e em janeiro mandarei o José e o vaqueiro para aí. A respeito de sua casa, cercados, indenizo por preço razoável. Eu lhe digo com pena porque lhe desejo a si e a todos todo bem que posso desejar, porém não tenho outro lugar que se preste para a criação que já estou perdendo. É muito melhor que compre uma propriedade onde firme seus trabalhos e deixe sua família colocada em propriedade sua. Reflita bem que verá que é mais justo e melhor. De seu amigo e compadre. P. Cícero Romão Batista”.

Participante no famoso episódio do "Pacto dos Coronéis", representando o município de Aurora, Cândido atuou de forma ativa na truculenta briga pelo litígio do poder no Cariri, figurando em diversas cenas do coronelismo regional, como na "Questão do Coxá", Ataque de 8 em Aurora, Morte de Izaías Arruda, entre outros. Veio a falecer aos 24 de julho de 1936.

ARTIGO: BENJAMIN ABRAHÃO POR FREDERICO PERNAMBUCANO
Batista de Lima
Conheci Frederico Pernambucano de Mello através de seus escritos, especialmente, "Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil". Recentemente, no entanto, chegou-me às mãos e aos olhos "Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros". Esse recente contato livresco traz o prefácio com o crivo de Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará. Nesse prefácio o professor da UFC lembra o "teor solene e heráldico" com que Frederico ilustra a escritura de seus livros, entre eles, "Estrelas de couro: a estética do cangaço", de 2010, minha próxima leitura. Para essas leituras é importante que nos transportemos para as décadas de 1920 e de 1930. Esse foi o período em que mais atuou no Nordeste o imigrante sírio Benjamin Abrahão. Mesmo não chegando a ir além dos 37 anos de idade, sua vida foi marcada por impressionante dinamismo. Foi da confiança do Padre Cícero. Tão próximo que chegou a cuidar das finanças do Padre. Isso o levou a cair na desconfiança da Beata Mocinha e de Floro Bartolomeu. Entretanto, sua grande façanha foi filmar Lampião. Para isso contou com o respaldo técnico da Aba-Film cearense, da família Albuquerque. Foi tão marcante esse Abrahão que a gente lamenta sua morte prematura. Esse livro de Frederico Pernambucano de Mello lança um olhar sobre um Nordeste brasileiro em que o Cangaço, a Coluna Prestes, as volantes policiais e o Batalhão Patriótico se tornaram tão contundentes para o nordestino do campo quanto as grandes secas que devastaram a região. O resultado dessas demandas foi o êxodo rural e o abandono das pequenas propriedades. As cidades cresceram e o campo passou para o domínio dos grandes proprietários que podiam manter verdadeiras milícias de jagunços sob sua proteção. Foi nesse contexto que Benjamin Abrahão Calil Botto teve seus dias de glória e sua decadência. Segundo Frederico Pernambucano de Mello, Benjamin Abrahão chegou ao Brasil pelo porto do Recife em 1915. Possuía parentes na Capital pernambucana. Nascera em 1901 na mesma região em que Jesus veio ao mundo. Disso se aproveitou em muitas ocasiões para fantasiar suas histórias como conterrâneo de Cristo e angariar a atenção dos nordestinos do Sertão. Com pouco tempo depois estava chegando a Juazeiro do Norte e conquistando a confiança do Padre Cícero, que lhe cedeu a máquina fotográfica que recebera de presente. A partir dessa aproximação do sírio com o Patriarca do Juazeiro, o pesquisador começa a mostrar a ascensão do conterrâneo de Jesus, e sua saga pelo Nordeste de fanáticos e cangaceiros. Daí que a figura do biografado passa a um segundo plano, e o personagem principal do livro chega a ser o Nordeste. Isso porque Frederico Pernambucano, como pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, tem estudado essa nossa região, rastreando os ingredientes principais que a tornam um caldeirão antropológico riquíssimo ainda não explorado suficientemente. Dessa mina de perfis humanos curiosos, vão desfilando Padre Cícero, Floro Bartolomeu, Beata Mocinha, Beato José Lourenço, Benjamin Abrahão, Lampião, Agamenon Magalhães, Severino Tavares, João Martins de Athayde e Getúlio Vargas. Essa apenas a relação principal, porque como coadjuvantes vão surgindo beatos, cangaceiros, fanáticos, coronéis, volantes, jagunços, penitentes, tudo assentado numa região em que há mais secas que invernos. Violeiros, mascates e comunistas também se misturam nessa fauna humana de tipos propícios a uma análise profunda para se entender essa convivência sociológica. Nesse palco de variadas personas, Benjamin prospecta uma ascensão social. Procura então contato com o tipo mais arisco e mais representativo, talvez, do choque dessas naturezas variadas. Lampião é seu objeto de pesquisa, montado que é numa problemática provocada pelo entrechoque dessas diferentes tendências. Daí conseguir entrevistar o Rei do Cangaço, fotografá-lo e filmá-lo nos seus momentos de descanso na caatinga. Consegue o que polícias de sete estados, por 20 anos, não conseguiram, prender Lampião e seus homens em imagens que nos chegam até hoje. Benjamin Abrahão conseguiu com seu grande feito, mexer com os brios do aparelho policial do Nordeste e com os políticos do mais alto escalão do País. Foi exatamente esse grande feito do sírio o ponto culminante da escritura de Frederico Pernambucano de Mello. Se não fossem as inexplicáveis subjetividades guardadas no coração, Benjamin Abrahão não teria sido assassinado na noite de 7 de maio de 1938, aos 37 anos de vida. Se não fora essa paixão não correspondida por uns olhos negros já compromissados, o irrequieto Benjamin muito ainda teria feito neste país de nordestinados, e Frederico Pernambucano de Mello ainda teria muito que garimpar de sua vida e de seus feitos.
(Diário do Nordeste, Fortaleza, 16.12.2014)


ESTACIONAMENTO ROTATIVO ELETRÔNICO
O Diário Oficial do Município de Juazeiro do Norte publicou no dia 16, ontem, um Aviso de Licitação para Concorrência Pública, como providência para a Implantação, Operação, Manutenção e Gerenciamento do Sistema de Estacionamento Rotativo Eletrônico Pago de Veículos Automotores nas Vias e Logradouros Públicos da Cidade, denominado de “Estacionamento Rotativo De Juazeiro Do Norte”. Eis os seus termos: AVISO DE LICITAÇÃO. CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 2014.11.18.01. ESTADO DO CEARÁ – PREFEITURA MUNICIPAL DE JUAZEIRO DO NORTE – AVISO DE CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 2014.11.18.01. O Presidente da CCL do Município de Juazeiro do Norte/CE torna público para conhecimento dos interessados que, no próximo dia 19 de Janeiro de 2015, às 09:00 hs na Sede da Comissão Central de Licitação localizada na Praça Dirceu de Figueiredo, s/n, Bairro Centro, Juazeiro do Norte/CE, estará realizando sessão para recebimento e abertura dos envelopes de Documentos de Habilitação e Propostas de Preços para o objeto: CONCESSÃO ONEROSA, PARA A IMPLANTAÇÃO, OPERAÇÃO, MANUTENÇÃO E GERENCIAMENTO DO SISTEMA DE ESTACIONAMENTO  ROTATIVO ELETRONICO PAGO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES NAS VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS DA CIDADE, DENOMINADO DE “ESTACIONAMENTO ROTATIVO DE JUAZEIRO DO NORTE”. O edital e seus anexos encontram-se disponíveis no endereço acima, das 8:00 às 17:00 horas. Juazeiro do Norte/CE, 15 de Dezembro de 2014. José Wilson Marques Junior – Presidente da CCL.
(Obs.: A ilustração que pusemos é uma foto recente do jornal A Imprensa (Mato Grosso) divulgando a implantação deste serviço naquela capital. O sistema, sem dúvida alguma, é mais avançado do que o atual sistema de Zona Azul, e deverá ser totalmente automatizado, dispensando a comercialização de talões, por ser eletrônico. O serviço a ser terceirizado é, como diz o Aviso, na condição de Concessão Onerosa.)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BOA TARDE

Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.

095: (15.12.2014) Boa Tarde para Você, Luiz Felisberto Nunes Oliveira

Tanto tempo sem lhe ver, Felisberto, que você não imagina a alegria de reencontrá-lo noutro dia no aeroporto de Brasília. Foi longa e ótima a nossa conversa, graças à sua ilustração e bom humor, e ao atraso do voo para nos trazer de volta a esta santa terrinha, especialmente porque tivemos um pouco de tempo para revisar algumas coisas das histórias recentes deste nosso Juazeirinho. Como você passou pelo Planejamento municipal, dei-lhe crédito e confiança, o suficiente para não deixarmos de analisar este vexame presente, com o qual o executivo municipal insiste em propor um projeto mal explicado, para ter a liberdade de ir ao mercado, para mais explorar o contribuinte com a suspeitosa tributação extorsiva. Desta conversa, Felisberto, alertei-me para um elo perdido do meu entendimento, de uma destas antigas leituras que sabia ser da lavra da então ministra britânica Thatcher, e que lera algum dia. Finalmente a encontro e me permita que a relembre, quando ela nos diz: Um dos grandes debates do nosso tempo é sobre quanto do seu dinheiro deve ser gasto pelo Estado e com quanto você deve ficar para gastar com sua família. Não nos esqueçamos nunca desta verdade fundamental: o Estado não tem outra fonte de recursos além do dinheiro que as pessoas ganham por si próprias. Se o Estado deseja gastar mais ele só pode fazê-lo tomando emprestado sua poupança ou cobrando mais tributos. E não adianta pensar que alguém irá pagar. Esse “alguém” é você. Não existe essa coisa de dinheiro público. Existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos, por inventarmos mais e mais programas generosos de gastos públicos. Você não enriquece por pedir outro talão de cheque ao banco. E nenhuma nação jamais se tornou próspera por tributar seus cidadãos além de sua capacidade de pagar. Nós temos o dever de garantir que cada centavo que arrecadamos com a tributação seja gasto bem e sabiamente. Pois é o nosso partido que é dedicado à boa economia doméstica. Proteger a carteira do cidadão, proteger os serviços públicos essas são duas maiores tarefas e ambas devem ser conciliadas. Como seria prazeroso “gaste mais nisso, gaste mais naquilo”. É claro que todos nós temos causas favoritas. Mas alguém tem que fazer as contas. Toda empresa tem que fazê-lo, toda dona de casa tem que fazê-lo, todo governo deve fazê-lo, e este irá fazê-lo. Não há dúvida alguma, Felisberto, que de tais palavras logo reconhecemos esta lucidez posta na simplicidade de quem analisa premissas de Estado, à luz de uma economia doméstica, e por princípios tão lógicos, insuperáveis e inadiáveis. Você tem plena razão quando me diz que na contramão desta lucidez está o descontrole sobre contas públicas, a corrupção desbragada e a falta de planejamento que não elege o prioritário da comunidade, para ceder frequentemente às tentações dos acordos imundos entre empresários aloprados e muito mais aloprados gestores públicos, asquerosas e insaciáveis personagens do parasitismo politiqueiro e palaciano. No caso específico deste malfadado projeto que contribuiria para o nosso endividamento por mais uns 10 anos, triste é constatar as manobras injustificáveis do Executivo até em instruir o pedido de aprovação, sonegando dados e omitindo informações sobre a aplicação dos recursos. Como, pois, aprovar uma imoralidade destas? Não me escondo, Felisberto, para dizer de público o quanto isto me agride como cidadão e pagador de impostos, e por tais prerrogativas, pedir aos senhores vereadores desta nossa Câmara, a urgência, inclusive, para que não deixem de manifestar, pela representação que lhes concedemos, o desprezo e a unânime desaprovação deste Projeto. Por fim, Deus nos livre, quem sabe também pelo nosso voto, desta gente nojenta que continua a nos assaltar, por ser ignorante, ou no mínimo, gente de má fé, com uma pretensa e falaciosa modernidade para o desempenho do aparelho coletor de impostos, comprometendo cada vez mais estas combalidas contas que não tem nada de parecido com aquelas que nós mesmos fazemos todos os meses, quando cada um recebe o seu, nem sempre justo, mas merecido salário, para prover o pão nosso de cada dia.

(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 15.12.2014)

FAMILIAS DO JUAZEIRO
Houve um tempo em que eu coloquei dentre as minhas preocupações um projeto com o qual eu desejava informar as origens e alguns apontamentos genealógicos de famílias juazeirenses. Evidentemente isto começava por aquelas poucas famílias desde os tempos mais remotos, ainda no século XVIII, como Bezerra de Menezes, Sobreira, Macedo, Rocha, Landim, Gonçalves, Teles de Menezes, etc. Alguns destes núcleos, como os três primeiros, já foram bem visitados e sobre eles há bons livros neste sentido. Mas a cidade cresceu muito a partir do milagre eucarístico de 1889, e para cá intensas correntes migratórias se desenvolveram, de gente simples, de povo modesto de muitas áreas rurais deste Nordeste. Sem dúvida alguma, algumas destas famílias se estabeleceram de migração portuguesa e se fixaram nas cidades do Cariri, especialmente no Crato. Esta semana, por uma gentileza muito grande de Huberto Cabral, eu estou lendo o livro Pessoas & Lugares, livro de Memórias de Ebert Fernandes Teles, publicado em 2011 pela BSG. E logo nas suas primeiras páginas eu encontro a gênese de uma destas famílias, muito importante para nosso Juazeiro, que é a família Coimbra. E o roteiro abreviado é o seguinte: Do português imigrante, Antonio Francisco de Mendonça, casado com Maria Eugênia Teles, e falecido em 03.03.1851, nasceram vários filhos (Manoel Felipe Teles de Quental, Pedro Teles de Quental, Francisco Teles de Quental, Ana Teles de Quental, Raimunda Teles de Quental, e Teodorico Teles de Quental. Deste último, casado com Ana Balbina da Encarnação Teles, nasceram os filhos Fernando, Filemon, Maria, Joaquim, Antonio, Teresa de Jesus, Januária e Henrique Fernandes Teles. Deste, Henrique, com o casamento com Januária Coimbra, vieram sete filhos, dos quais Maria Fernandes Lopes, que casada com Antonio Coimbra, geraram os Fernandes Coimbra, alguns de Juazeiro: José, Antonio, Luiz, Raimundo, Henrique, Januária e Maria. Luiz Fernandes Coimbra foi pai, dentre outros de Olon, Assis, Ieda Coimbra. Raimundo foi pai de Mascote, Olavo, Estela e Darim.
SANTANA DO CARIRI: MEMÓRIA DO LEGISLATIVO
O Prof. Plácido Cidade Nuvens acaba de lançar um livro sobre os sessenta anos da existência do Poder Legislativo de sua cidade natal, Santana do Cariri. É um obra importante que deveria ser imitada por todas as diversas comunidades do Cariri. O seu foco é, além da história deste poder municipal, um amplo painel sobre a composição dos membros que integraram este Casa, com apontamento biográficos muito importantes para esta cidade. Destas biografias, relevamos a de um santanense que foi particularmente importante em Juazeiro do Norte: Hercílio de Figueiredo Cruz. Reproduzimos, a seguir as páginas dedicadas por Plácido Cidade Nuvens a Dr. Hercílio Cruz.
 
 
 
 
 
 

 

 

 



 

sábado, 13 de dezembro de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.

094: (12.12.2014) Boa Tarde para Você, Emmanuelle Monike Silva Feitosa

Ao cumprimentá-la nesta tarde, Monike, me deixe que faça neste instante e em louvor de nossa fraterna amizade, uma breve retrospectiva de sua trajetória profissional, apresentando-a aos seus telespectadores. E veja lá, quão pretensioso... Em 2008 Monike Feitosa bacharelou-se em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba, realizando uma monografia cujo título: A Trajetória da Ciência e da Tecnologia como Notícia da TV Regional, já anteciparia a sua bem vocacionada dedicação à profissão. Depois, por três anos, foi membro do Grupo de Pesquisa em "Mídia Regional - Ciência & Tecnologia na TV", naquela universidade. Em 2010, tornou-se Especialista em Redação Jornalística pela Universidade Potiguar, com a monografia “Comunicação & Sociologia no Meio Rural: O Caso do Assentamento Malhada no Semiárido Cearense”. No ano passado, Monike consagrou-se Mestre em Desenvolvimento Regional Sustentável pela Universidade Federal do Cariri, com a dissertação “Nordeste Rural: O Cariri se vê por Aqui? Um Estudo sobre a influência da TV no processo de Desenvolvimento Regional do Cariri”. Não obstante este valioso background de sua formação profissional, todos nós sabemos como Monike Feitosa trabalha como repórter na TV Verdes Mares Cariri, afiliada Rede Globo no Ceará, onde também produz e se apresenta nos noticiosos. Na atualidade é professora de Comunicação Social, na Universidade Federal do Cariri, nas disciplinas: Telejornalismo, Jornalismo na Internet, Semiótica da Comunicação e Metodologia de Pesquisa. Sua experiência profissional também passou por diversas empresas e instituições, como a Rádio Difusora da Liberdade, de Campina Grande; a Polícia Militar da Paraíba; a TV Paraíba, de João Pessoa; o Colégio Paraíso, e a Faculdade Leão Sampaio, de Juazeiro do Norte. Quando analisei a sua Dissertação de mestrado no ano passado, enchi-me de alegria com o capítulo que revisava o aparecimento da TV no Cariri, onde de modo particular, lá estava a dedicação, o entusiasmo e o serviço de Luiz Gonçalves Casimiro, meu pai, de cujo empenho nasceu aquela fase interessantíssima de captação das imagens da TV Jornal do Commércio, Canal 2 de Recife, ao tempo em que ainda era notável e emblemático também ouvir pelo rádio o “Pernambuco falando para o mundo”. Noutro dia, Monike, você me falou que estava retomando a ideia que lhe formulei e que teria ficado martelando em sua cabeça, para transformar parte de sua dissertação num livro sobre a chegada da TV no Cariri. Você bem sabe como me alegra saber que isto lhe interessa, a partir mesmo da narrativa histórica dos pioneiros, suas aventuras, alegrias e desenganos, quando não tínhamos, senão uma faixa estreita de 12 canais, em frequência tão limitada para a transmissão de sinais por repetidoras. Quanto aos seus efeitos em nossa região, já sabemos que não é possível por em apenas um livro, mesmo que alentado, toda a enorme contribuição desta mídia para o desenvolvimento mais recente do Cariri.

Por isso, Monike, e sem me alongar tanto neste contentamento, estimo e a estimulo para que se ponha novamente em campo e a caminho para alargar e detalhar esta história e seus efeitos, pois como um dos capítulos importantes desta nossa evolução, revisá-lo ainda nos será muito útil para refletir sobre a caminhada, o que já não é pouco. Afinal, daí a propriedade de como já nos advertia Mario de Andrade ao dizer: “Passado é lição para refletir, não para repetir”, e a TV que se vê por aqui, felizmente, a tirar por seu trabalho, não pode e não será o espelho da mesmice requentada de antigamente, por melhor que tenha sido.

(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 12.12.2014)

NO BLOG DE FLÁVIO PINTO

Na quarta feira passada, quem acessou o blog de Flávio Pinto http://www.flaviopintonews.blogspot.com.br/ encontrou a seguinte nota: “A partir desta quarta-feira (10), sempre as segundas, quartas e sextas-feiras, esse blog passará a publicar a crônica do professor e escritor Renato Casimiro.  Sempre após sua leitura no programa Jornal da Tarde, sob o comando do jornalista João Hilário, na Rádio FM Padre Cícero, de Juazeiro do Norte, o leitor do blog poderá conferir na íntegra a crônica. Aqui deixo meu agradecimento ao companheiro João Hilário por tornar viável esse projeto.” Realmente houve este entendimento (Renato Casimiro e João Hilário) e com muito prazer autorizei que o texto fosse ali reproduzido. Agradeço, mais uma vez ao Flávio por esta sua atitude.

AINDA VAI SAIR?

No inventário da imprensa juazeirense, acervo que vimos realizando há quase 50 anos, encontramos de tudo e mais alguma coisa. Como é o caso de alguns periódicos que foram pensados, planejados e até executados com arte final para o número de estreia, mas, enfim, nunca saíram. Como é o caso deste Jornal Conexão Cariri. Em seu Blog, Beto Fernandes, ainda em 14.05.2014, escreveu o seguinte: Jornal Conexão Cariri: Integrando a região pela notícia: Está sendo lançada a primeira edição do Jornal Conexão Cariri com o firme propósito de ser mais um canal de comunicação social da região Sul do Estado. A missão do novo noticioso é promover mensalmente a divulgação dos principais fatos de cada cidade e região, mostrando suas potencialidades, mas também adversidade para o desenvolvimento. Com uma plêiade de profissionais coesa e comprometida leva até o leitor não apenas às notícias da Região Metropolitana, do Cariri Leste e Cariri Oeste, mas também de todo o Ceará e do país com reflexos diretos no desenvolvimento de nossa macrorregião. Com olhar atento propaga o desenvolvimento dos municípios nas diversas áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura, economia e cultura e como o Cariri Cearense se destaca em todo o país. É um novo canal para retratar o novo Cariri com obras estruturantes que chegam como a UFCA, ampliação do Aeroporto Orlando Bezerra, etapa final do projeto de transposição das Águas do Rio São Francisco, Eixão das Águas, UPAS 24 horas, CEO’s, Policlínicas, Centro de Multiuso, Anel Viário e escolas profissionalizantes dentre outras. Observo que capitaneado através do comunicador popular Romão França, será também um veículo de comunicação onde em suas páginas encontramos muita utilidade pública e prestação de serviço com colunas assinadas por especialistas em diversas áreas como Direito, Saúde, Educação, Cooperativismo e Economia. O Conexão Cariri enfoca ainda temas palpitantes e crônicos da maior cidade interiorana do Ceará como mobilidade urbana, especulação imobiliária, desemprego, violência desenfreada, inexistência de saneamento básico, organização das romarias e precariedade no abastecimento de água e de iluminação pública dentre outros. Não basta apresentar os problemas, identifico que o jornal também pretende discutir as possíveis soluções. Que o informativo seja um espaço permanente de debates e soluções de todos os problemas. Viva o Cariri cearense e vida longa ao Jornal Conexão Cariri! (Atentos como somos, não vimos nem o primeiro número sair, e ainda estamos aguardando).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014



BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
093: (10.12.2014) Boa Tarde para Você, Francisco Renato Sousa Dantas
Na última lua cheia, no agradabilíssimo encontro mensal destes “fanáticos”, recebemos de você, meu querido Renato Dantas, com indisfarçável contentamento, a notícia de que o processo que havia sido instaurado, e que o arrolava como membro da quadrilha daquele famigerado Juá Forró 2008, foi finalmente arquivado. Deste embrulho horroroso, você foi, finalmente e exemplarmente, isentado daquilo que se propalava e que não poderia comportá-lo pela prática criminosa de formação de quadrilha, fraude em licitação, peculato e lavagem de dinheiro. Duros momentos, Renato, terríveis instantes aqueles em que sua casa foi invadida para busca e apreensão de documentos, computador e pertences que já caíam sob suspeição, como se ali estivesse abrigada a prova de um crime que você jamais cometera. Disso sabíamos nós, aqueles que o conheceram precocemente, na velha e tão amada Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, em meados dos anos 50, quando você já era alvo espontâneo de uma consagração pela genialidade que se anunciava, na timidez e na simplicidade de cenas de palco e na recitação de textos poéticos e de esquetes teatrais, tal a sua sensibilidade. Tudo aconteceu a uma tal revelia, pois não se perguntou coisa alguma, quem era Renato Dantas, quem era aquele secretário de Cultura de então, quem era, enfim, aquele cidadão de bem, um ordenador de despesas da burocracia municipal, indefeso na sua boa vontade de trabalhar pela grandeza de sua terra. No resumo da ópera, mercê da lerda inércia do poder competente, encontra-se pela internet um Parecer a seu respeito, do qual extraio o seguinte trecho, do douto juizado: “Considerando o teor das falhas remanescentes, de caráter eminentemente formal, bem como tendo em vista ter sido sanada a maioria das implicações constantes do relato inicial, deixamos de sugerir a aplicação de qualquer penalidade, salvo para recomendar um maior zelo por parte da administração municipal em cumprir estritamente as normas licitatórias as quais está adstrita, sob pena de incorrer em reincidência, acaso cometa novas irregularidades da mesma natureza. Assim, no entendimento do MPC, a análise do conteúdo do trabalho técnico indica que a presente TCE seja julgada improcedente, com base no Art. 30 da Resolução n°. 08/2004, em decorrência do exposto acima.” Agora, meu caro amigo, espero sinceramente que este truculento trato que lhe arrancou instrumentos de sua criação e de sua mais elaborada vivência artístico-cultural seja, de fato, como se recomenda, devolvida para que as marcas deste tempo possam ceder a um esquecimento por algo superior, no bem que alimenta sua vida. É necessário se fazer justiça devolvendo o que de fato estava naquele computador, agora chancelado pelo visto e revisto de uma autoridade policial que, se não nos enganamos, pode até ter ficado surpreso pelo fato de que um grande artista como você, Renato Dantas, de vida dedicada ao teatro, à literatura e às artes cênicas, fosse confundido com a marginalidade que se abriga nos casulos obscuros da gestão pública.
Receba de todos nós, um abraço fraterno, por este seu digno e honrado exemplo de vida.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 10.12.2014)

UFCA: JORNAL & REVISTA
Neste final de ano a UFCA está editando um jornal e uma revista ligados a um dos seus mais importantes cursos de graduação. Entrelinhas é um produto jornalístico desenvolvido pelo laboratório do curso de Comunicação da UFCA, orientado pelos professores José Anderson Sandes e Juliana Lotif, com o projeto gráfico e diagramação de Hanna Menezes. Os alunos participantes do laboratório desenvolveram várias competências e habilidades: reuniões de pauta, apuração, redação da notícia, titulação, legendas, fotos e design gráfico. Com 18 páginas, o Entrelinhas reúne matérias sobre questões econômicas, urbanas, resenha de música, crônica, literatura e cordel. Já os alunos do 7º semestre do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará, campus Cariri, já aprontaram a terceira edição anual da revista “Caracteres”, um projeto das disciplinas de Impresso II e Desing de Notícias, orientado pelos professores Anderson Sandes, Cícero Eduardo, e Luis Celestino. A revista “Caracteres” usa ferramentas pedagógicas sobre a resenha e a crítica cultural.
MONUMENTOS & PLACAS COMEMORATIVAS
Do jeito que as coisas iam, a partir dos anos 10 do século passado, Juazeiro do Norte deveria ter uma cena urbana muito comum por abrigar inúmeros monumentos e placas comemorativas. Infelizmente muito disto virou lixo, até para datas comemorativas muito importantes. Agradeço a Jucimar Leite a lembrança que me faz postando na sua página do Facebook, e retratando o marco comemorativo do centenário de ordenação sacerdotal do Pe. Cícero Romão Batista, que foi fixado no Horto, em 30.11.1970, pelo então prefeito municipal, Joté Teófilo Machado. Pode ser que isto dure e não seja depredado, pois está em ambiente de propriedade privada.





TV WEB JUACARIRI
Já está mostrando a cara na telinha do seu PC o mais novo projeto da comunicação social do Cariri, com sede em Juazeiro do Norte. Trata-se da nossa Tv Web JuaCariri que deverá entrar no ar em 2015. No momento, através do site http://www.tvwebjuacariri.com.br/inicial# você já poderá tomar conhecimento de um projeto de grade de programação que ocupará 24 horas por dia, e constará de programas como os que se anunciam: A Opinião é Sua, com Gilvan Luiz; A Câmara na Net, com Gilvan Luiz; A Hora dos Municípios, com Gilvan Luiz; + Positivo, com Miguel Eduardo; Soltando a Piada, com Malaquias; Cidadania em Movimento, com Cieusa Calou Muito Chique, com Aninha e Betinha; Pare, Pense e Respeite, com Ednaldo Arruda; Amadorismo em Destaque com Augusto Silva, e outros mais que aos poucos serão anunciados. A coordenação do projeto está com Gilvan Luiz, conhecido jornalista juazeirense, outrora militante da imprensa impressa.

RECONHECIMENTO PÚBLICO
Pela Lei Nº 4411, de 05.12.2014, ficou reconhecido de utilidade pública o PROJETO DE REABILITAÇÃO COMUNIDADE IRMÃO DE FÉ, Sociedade Civil de direito privado, de caráter social, sem fins lucrativos, com duração por tempo indeterminado, que tem por finalidade o amparo, a recuperação e a reabilitação física, mental, moral e social das pessoas dependentes de entorpecentes e drogas afins, sem distinção de raça, religião, cor ou credo político, voltados a crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos, com sede à rua Manoel Piraca de Souza, nº 521, Casa-A, bairro Betolândia em Juazeiro do Norte, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. AUTORIA: Vereadora Rita de Cássia Monteiro Gomes; COAUTORIA: Vereadora Maria de Fátima Ferreira Torres.

XILOGRAVURA
Convido a todos a dar uma passadinha para ver a pequena, mas ótima exposição de xilogravuras dos alunos do Curso de Artes Visuais (URCA), de Andréa Sobreira, Victor Vladimir, Luiz Fernando, Carlene Cavalcante, João Eudes, Rachel Gomes, Jani Lani e do professor Petrônio Alencar. Ela está na vitrine principal da Livraria Sobreira, na Rua São Francisco, próxima do Banco do Brasil, organizada por Cecília Sobreira.


NOVO HOTEL: BANDEIRA IBIS, GRUPO ACCOR
Líder mundial em operação hoteleira, o Grupo Accor anunciou o lançamento de quatro novas unidades em quatro estados do Nordeste do Brasil, entre eles, Pernambuco. Os empreendimentos da rede Ibis, categoria econômica da Accor, funcionarão em Recife (PE), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Luís Eduardo Magalhães (BA). Ao todo, as assinaturas representam um investimento de R$ 90 milhões, por meio de parceiros da Accor na região, e devem gerar uma oferta de 606 quartos. No Recife, já há uma unidade do Ibis em funcionamento no bairro de Boa Viagem, Zona Sul da capital, mais especificamente na agitada Avenida Domingos Ferreira. Em 2016, deve começar a operar a sede localizada na Avenida Agamenon Magalhães, não menos movimentada, agora na região central da cidade. Os novos contratos fazem parte do plano de desenvolvimento da Accor na região das Américas, o que representa um investimento de R$ 1,2 bilhão por meio de parceiros do Grupo. O Brasil permanece como principal país dessa região continental, com 34 contratos assinados e um investimento acima de R$ 800 milhões. "A Accor tem um forte plano de expansão dentro do segmento, aumentando sua presença em importantes capitais, como Recife, e crescendo também em cidades secundárias, mas com grande potencial turístico, seja para negócios, seja para lazer, como é o caso de Juazeiro do Norte e Luís Eduardo Magalhães", afirma Abel Castro, diretor de Novos Negócios Accor Américas & Caribe. Os hotéis Ibis budget Recife e Ibis Styles Campina Grande têm abertura prevista para 2016. Já os Ibis Juazeiro do Norte e Ibis Luís Fernando Magalhães abrirão em 2017. O hotel Ibis Juazeiro do Norte vai receber um aporte de R$ 23 milhões do parceiro WR Empreendimentos Imobiliários LTDA e deve gerar cerca de 30 empregos diretos. Ele será construído na Rua Antônio Coimbra, s/n. A unidade terá 140 quartos para até duas pessoas e vai oferecer o maior nível de serviços dentro da categoria econômica, além de novos conceitos visuais das áreas comuns (lobby, recepção e bar). Os quartos serão equipados com ar-condicionado, televisão, minibar, cofre e telefone.