terça-feira, 12 de agosto de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
064: (11.08.2014) Boa Tarde para Você, Gilberto Magalhães Sobreira
Em nossas rodas de conversas, em manhãs dominicais na Praça, temos desembarcado nos temas políticos, na abertura da temporada da campanha política. Eu procuro sempre ouvi-lo, Gilberto Sobreira, lembrando a sua juventude como líder estudantil, o mandato de vereador que o voto popular lhe conferiu e o empresário bem sucedido que é nesta maturidade da vida. Em essência, o que você e eu sempre temos lamentado, reside no absoluto desconforto como vemos hoje o homem público completamente despreparado para a missão. Há poucos dias, Gilberto, assistindo a estes ajustes tão imorais que temos presenciado na acomodação pré-eleitoral, eu comecei a ler alguns textos para deles tirar algumas lições proveitosas de seus sentimentos e de suas observações, quando estes desapontamentos nos ocorrem. Por exemplo, de um general da ditadura militar, pessoa que não conheceu o ex-presidente Lula, encontro registrado, e em tom profético, o seguinte: "Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semianalfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso". A fabricação deste gênio político de que fala o general, Gilberto, parece estar no íntimo destas mazelas mais recentes que fizeram desaparecer por completo os sinais sensatos e equilibrados dos partidos políticos brasileiros. Nascidos sob o signo de uma esperança que a nacionalidade acalentava no reencontro com a democracia, os partidos políticos são a vergonha nacional, que ensandecidos, não reconhecem o julgamento que o povo lhes faz. Encontro também, Gilberto, num texto de Alisa Rosenbaum, uma judia nascida na Rússia em 1905, falecida em New York, em 1982, cidadã americana, escritora e filósofa, a reflexão mais inquietante e quase profética, nos seguintes termos:
"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada". O que nos é angustiante, Gilberto, nestas horas de tantas incertezas, é sentir que estas opções políticas que estão aí, veiculadas por uma mídia avassaladora, são desprovidas de qualquer proposta que nos sirva de amostra para até perceber as falsas intenções destes homens que querem o nosso voto. É numa hora destas, Gilberto Sobreira, que sentimos para onde caminha a nossa própria infelicidade.

CASA DA INDÚSTRIA CARIRI
Na terça-feira, dia 5, por ocasião da inauguração da Casa da Indústria, foi formado o Conselho Consultivo do Polo Regional de Inovação. Na quarta, dia 6, houve a primeira reunião com a presença do consultor e professor David Bentolila, da Universidade Ben-Gurion, de Israel.
O Conselho Consultivo servirá como fórum de discussão das questões fundamentais para a promoção da inovação na região e na gestão do Polo. A presidente do Conselho, nomeada a empresária, Patricia Neri Coelho, será uma dos líderes industriais da região.
O Conselho tem por objetivo primordial criar um ambiente de participação dentro do processo de inovação industrial das entidades regionais, e entre elas e as entidades nacionais. O Conselho constitui-se da agregação de forças políticas (institucionais ou não) e deve refletir a diversidade socioeconômica da região.


CENTENÁRIOS DE JUAZEIRO
Todos conhecem bem a expressão feliz de Mons. Murilo de Sá Barreto quando dizia; Juazeiro é uma terra de pouca Geografia e muita História. Ele queria dizer com isto que não obstante a simplória configuração geográfica do município, de pequenas dimensões, a terra tinha abrigado um sem número de grandes eventos em sua trajetória histórica. E isto é muito verdadeiro. Mais recentemente tivemos a oportunidade de celebrar muitos centenários, capitaneados pela memória de nossa emancipação política. Gostaria de fazer aqui uma revisão sobre as grandes celebrações de Centenários ligados à história de Juazeiro do Norte, citando:
Centenário da Fundação do Povoado de Juazeiro, em 15.09.1827
Centenário de Morte do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, 05.12.1831
Centenário de Nascimento de José Joaquim Telles Marrocos, em 26.11.1842
Centenário de Nascimento do Pe. Cícero Romão Baptista, em 24.03.1844
Centenário de Nascimento do Pe. Benjamim de Figueiredo Sampaio, em 29.10.1852
Centenário de Nascimento de Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, em 1862
Centenário de Morte de Joaquim Romão Baptista, em 28.06.1862
Centenário de Ordenação Sacerdotal do Pe. Cícero Romão Baptista, em 30.11.1870
Centenário da Celebração da primeira missa pelo Pe. Cícero em Juazeiro, em 24.12.1871
Centenário da Chegada do Pe. Cícero Romão Baptista a Juazeiro, em 11.04.1872
Centenário de Nascimento de Floro Bartholomeu da Costa, em 17.08.1876
Centenário de Ordenação Sacerdotal do Pe. Benjamim Sampaio de Figueiredo, em 30.11.1877
Centenário de Inauguração e Benção da Igreja de Nossa Senhora das Dores, em 23.08.1884
Centenário da Nomeação do Pe. Cícero Romão Baptista para Vigário de Caririaçu, em 21.12.1887
Centenário de Fundação das Conferências Vicentinas de Juazeiro, em 19.07.1888
Centenário do Milagre Eucarístico de Juazeiro, em 06.03.1889
Centenário de Nascimento do Pe. Azarias Sobreira Lobo, em 24.01.1894
Centenário da Viagem do Pe. Cícero Romão Baptista a Roma, em 13.01.1898
Centenário da Reabilitação do Pe. Cícero Romão Baptista, em 07.09.1898
Centenário da Bênção do Cruzeiro do Cemitério do Socorro, em 05.10.1906
Centenário da Chegada de Floro Bartholomeu da Costa a Juazeiro, em 1908 
Centenário da Imprensa Escrita de Juazeiro, em 18.07.1909
Centenário de Nascimento de José Joaquim Telles Marrocos, em 14.08.1910
Centenário da Emancipação Política de Juazeiro, em 22.07.1911
Centenário da Inauguração da Vila de Juazeiro, em 04.10.1911
Centenário do Pacto dos Coronéis, em 04.10.1911
Centenário da Posse do Pe. Cícero como 1º Prefeito de Juazeiro, em 04.10.1911
Centenário da Eleição do Pe. Cícero Vice-Presidente do Estado do Ceará, 20.01.1912
Centenário da Sedição de Juazeiro do Norte, em 1913-1914 (04.03.1914 – Estado de Sítio)
Centenário da Morte da Beata Maria de Araújo, em 17.01.1914
Centenário da Cidade de Juazeiro do Norte, em 23.07.1914
Centenário da Criação da Comarca de Juazeiro, em 23.07.1914 
Centenário da Morte de Joaquina Vicência Romana, mãe do Pe. Cícero, 05.08.1914
Nem sempre fizemos para cada um destes momentos a devida celebração. Por exemplo, esta última foi uma simples menção pela imprensa. Mas, o que há pela frente ainda para ser lembrado, pelo menos? Cito os seguintes:
Centenário da Fundação do Serviço Militar de Juazeiro, o Tiro de Guerra, em 16.02.1916
Centenário do Orfanato de Jesus Maria José, em 08.09.1916
Centenário da Criação da Paróquia-Matriz de Nossa Senhora das Dores, em 21.01.1917
Centenário de Ordenação Sacerdotal do Mons. Azarias Sobreira Lobo, em 22.04.1917
Centenário da Liga Desportiva Juazeirense, em 24.03.1922
Centenário da Morte de Angélica Vicência Romana, irmã do Pe. Cícero, em 06.10.1922
Centenário da Associação Comercial de Juazeiro, em 01.01.1924
Centenário da Morte do dep. Floro Bartholomeu da Costa, em 08.03.1926
Centenário da Inauguração da Estação Ferroviária de Juazeiro, em 08.11.1926
Centenário de Fundação do Círculo Operário São José, em 29.06.1930
Centenário de Morte do Conde Adolphe Achille van den Brule, em 30.07.1932
Centenário do Primeiro Aeroporto de Juazeiro, em 17.02.1933
Centenário da Criação da Primeira Escola Normal Rural do Brasil, em Juazeiro, em10.01.1934
Centenário da Inauguração da Primeira Escola Normal Rural do Brasil, em Juazeiro, em13.06.1934
Centenário de Morte do Pe. Cícero Romão Baptista, em 20.07.1934
  
CINE CAFÉ
A Paixão de Joana D´Arc (La Passion de Jeanne d'Arc, 1928) é um filme ainda mudo, de origem francesa, dirigido por Carl Theodor Dreyer. O roteiro é baseado nos documentos históricos do julgamento de Joana e reconhecido mundialmente como um marco na história do cinema. Foi o primeiro filme produzido sobre a heroína francesa. A renomada crítica de cinema da revista The New Yorker, Pauline Kael, considerou o trabalho de Falconetti como “talvez a melhor interpretação de um ator já gravada em película”. Elenco: Renée Falconetti (Personagem: Jeanne d'Arc), Eugene Silvain (Personagem: Bispo Pierre Cauchon), Andre Berley (Personagem: Jean d'Estivet), Maurice Schutz (Personagem: Nicolas Loyseleur), Michel Simon (Personagem: Jean Lemaître), Jean d'Yd (Personagem: Guillaume Evrard), Léon Larive (Personagem: Juiz). Sinopse: O cineasta dinamarques Carl Theodor Dreyer mostra o grande sofrimento interior da jovem frente as acusações e o abandono tanto dos membros da Igreja Católica quanto de seus compatriotas. O cenários e figurinos são simples e há muitos close-ups no rosto dos atores. O filme detalha as últimas horas de vida de Joana e ocorre após ela ter sido capturada pelos ingleses, cobrindo a prisão, tortura, julgamento e execução da heroína. O que mais chamou a atenção do filme em seu lançamento, foi o trabalho de câmera, inovador na época, e o método de trabalho de Dreyer, que impediu que seus atores usassem maquiagem no filme, de maneira que suas expressões faciais, tomadas em close, sobressaíssem mais.  Falconeti recebeu vários prêmios por sua multifacetada performance como Joana, neste que foi seu segundo e último papel no cinema. Dreyer tentou usar em seu filme a nova tecnologia de som, que no ano anterior surgiu em O Cantor de Jazz, o primeiro filme sonoro, mas com um orçamento insuficiente para tal, o fez mudo, com legendas. O filme foi banido na Inglaterra, por mostrar cenas em que Joana é atormentada por soldados ingleses que lembravam graficamente a tortura de Cristo pelos romanos e seu negativo original dado como perdido durante décadas, até a fita master ser encontrada num sanatório para doentes mentais em Oslo, na Noruega, em 1981. Esta versão é hoje disponível em DVD. A revista Sight and Sound, uma das mais reverenciadas sobre cinema por críticos e cineastas, colocou 'A Paixão de Joana D'Arc' como um dos dez maiores filmes de todos os tempos em suas listas de 1952, 1972 e 1992, e Falconetti é colocada como a 26ª maior interpretação do cinema e a primeira da era do cinema mudo, na lista da Premiere, a mais importante dos Estados Unidos.

CINEMATOGRAPHO
Estamos divulgando a programação para o restante do mes de Agosto, do Cinematographo, no SESC de Juazeiro do Norte, sempre nas noites de quartas feiras.
Dia 13: A vida dos Outros (Alemanha, 2006);
Dia 20: Pina (Alemanha, 2011); e
Dia 27: Adeus, Lenin! (Alemanha, 2003).


FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO
Está acontecendo na Serra Gaúcha o mais importante Festival de Cinema do Brasil. Este ano se faz uma homenagem especial a José Wilker. Ele era um membro nato da comissão de seleção da pauta do festival, um dos responsáveis pela seleção dos filmes que integravam até o ano passado as mostras nacionais e internacionais. Neste 2014, a Gramadotur, autarquia municipal responsável pela realização dos eventos públicos de Gramado, passa a estar à frente do evento, conferindo mais transparência ao festival que premia produções de curtas e longas metragens. Neste ano, uma nova curadoria passa a selecionar os longas em competição: com o falecimento de José Wilker, a argentina Eva Piwowarski - a primeira curadora estrangeira do Festival, reforça o trio já formado por Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho. Numa homenagem especial ao ator juazeirense, a abertura do Festival se deu, no último dia 8, com a exibição do último filme realizado por Zé Wilker – Isolados. O longa-metragem “Isolados”, dirigido por Tomás Portella, foi escolhido para abrir o evento, fora da mostra competitiva. Trata-se do último e ainda inédito trabalho de Wilker no cinema. Em abril deste ano, um infarto vitimou o ator, que também era um dos curadores do festival. Na cerimônia no Palácio dos Festivais, uma placa com o nome de José Wilker foi entregue à viúva Claudia Montenegro e à filha de José Wilker, Mariana Vielmond, que assina o roteiro de “Isolados”. “É difícil conter a emoção. A gente queria dizer que recebe essa homenagem com muita gratidão. São homenagens como essa que fazem com que meu pai continue aqui, junto da gente. Essa homenagem é mais especial por ser no Festival de Gramado, que ele tinha um envolvimento muito grande, recente e antigo, porque ele me trouxe aqui há mais de 10 anos. Tenho muitas recordações daqui”, disse a roteirista. Ao lado do elenco, composto por Regiane Alves e Bruno Gagliasso, o diretor Tomás Portella também lembrou a memória do ator. “Queria agradecer ao Wilker, que é um cara por quem eu tinha um carinho, uma relação pessoal muito grande. Ele é totalmente envolvido no nosso filme, a Mariana escreveu o roteiro. Para mim é uma honra ter ele em um filme meu. É uma pena a gente estar fazendo uma homenagem pra ele e não ter ele aqui, mas ao menos a gente eternizou ele de alguma forma”, disse o cineasta Tomás Portella, no palco, minutos antes da projeção. “A memória do Zé vai estar sempre presente nas nossas vidas, pela pessoa que ele é. Pelo caráter dele. Nesse filme a gente não contracena, mas era sempre muito bom estar com ele. E ainda é um texto da filha dele, ou seja, é um momento muito especial”, disse a atriz Regiane Alves antes da exibição do longa-metragem. “Ele faz falta para todo mundo. Em pouco tempo em que a gente esteve junto, deu para sentir que ele era um cara muito querido por todos”, completou o ator Bruno Gagliasso.

HISTÓRIA VIVA & JUAZEIRO
Já está nas bancas de revistas do pais o mais novo número da História Viva, nº 130, apresentando o seu DOSSIÊ DO MÊS: Fanatismo e revolução. Por trás dos componentes messiânicos, episódios como Canudos, Contestado e Juazeiro têm motivações, desdobramentos e consequências mais complexas. Em nosso dossiê "Messianismo", o historiador Vicente Dobroruka mostra como Euclides da Cunha “construiu” a figura de Antônio Conselheiro, o escritor Paulo Derengoski analisa as causas da rebelião dos camponeses expulsos de sua terra no Contestado e Edianne dos Santos Nobre, especialista no movimento de Juazeiro, põe em questão a visão clássica sobre os episódios e o protagonismo do padre Cícero.






NORDESTE REINVENTADO
Quem estiver passando por São Paulo e tiver um tempinho para um bom lazer, não deve perder a oportunidade para ver a Exposição Nordeste Reinventado na Imagem Gravada, que estará disponível no Centro Cultural de São Paulo, entre este início de Agosto e o próximo 12 de outubro, sob a curadoria de Bené Fonteles. A mostra procura compreender pela vasta iconografia da xilogravura nordestina - com mais de um século de atuação gráfica - como o artista popular do Nordeste pode criar um extraordinário acervo de imagens e com ele construir um rico imaginário que relevou uma região em suas amplas nuances culturais e políticas, econômicas e religiosas. Da tradição à contemporaneidade, de Mestre Noza a Francisco de Almeida, de J. Borges a Samico, a exposição é composta de cerca de 200 xilogravuras dos artistas populares aos contemporâneos totalizando 25 gravadores: Stênio Diniz, Gilvan Samico, José Lourenço, Francisco de Almeida, Mestre Noza, João Pedro do Juazeiro, J. Borges, Costa Leite, Elias Santos, Abraão Batista, Dila, Nilo, Airton Laurindo, Fracorli, José Altino, Expedito da Silva, Naldo, Manoel Inácio, Cícero Lourenço, Antônio Celestino, Amaro Francisco, Ciro Fernandes, Minelvino Silva, Enéas e Waldêredo Gonçalves. Portanto, 13 juazeirenses estão presentes da Mostra. O acesso à mostra pode ser nos dias de terça a sexta, das 10 às 20h e aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 18h, no Piso Caio Graco, do Centro.

O CAMINHO DE VOLTA
Reproduzo aqui, e com prazer, o texto de opinião do empresário Humberto Mendonça, ontem (10.08) veiculado numa página do Diário do Nordeste, sob o título de O caminho de volta.
“Com muito orgulho, sou filho de Brejo Santo. O meu bisavô, Lourenço Gomes da Silva, foi o primeiro prefeito local. Ele era irmão de Basílio Gomes da Silva, o patriarca maior, reconhecidamente o fundador da cidade, responsável pela formação política das lideranças do lugar. Historicamente, todos os prefeitos municipais, depois de Lourenço Gomes até nossos dias, vieram desse tronco familiar. O meu avô Domingos Lourenço e minha avó dona Milinha, marcaram-me muito pela bondade e pelo caráter. Fui criado por eles até os 8 anos de idade. Em 1952, meus pais resolveram migrar para Juazeiro do Norte, terra do meu pai, Aurino Mendonça, meu grande mestre nas lições de honestidade e formação do caráter, ao lado de minha mãe, dona Maria Luíza. Enquanto os meus avós eram vivos, eu os visitava constantemente. Depois com o seu desaparecimento, me ausentei do Brejo. Morando no Crato, e na qualidade de presidente da Associação Comercial, resolvi criar uma associação congênere na minha cidade natal. Foi uma festa muito prestigiada pela sociedade, no Clube Brejosantense. À época, disse que, após 25 anos de ausência, estava voltando para aquele acontecimento histórico. Lembrava, estar retornando, depois de muito tempo, porque não perdi o caminho da volta. Do Brejo saí garoto com 12 anos. No Juazeiro do Norte forjei o meu caráter de homem até os 25 anos, quando dei minha contribuição à sociedade de várias maneiras. Fui presidente do Centro Estudantil Juazeirense, orador do Treze Esporte Clube ao lado do grande e inesquecível Antonio Fernandes Coimbra (Mascote), também fundador do Rotary Clube. Além de uma convivência marcante com empresários e professores, muitos amigos generosos marcaram a minha vida. No Crato, onde atuo até hoje, foi a mesma dedicação às causas sociais, empresariais e à política, como presidente da Associação Comercial, delegado da Federação das Indústrias do Ceará por 10 anos, presidente da Associação dos Maquinistas de Algodão do Nordeste, vice-prefeito e rotariano. Por estar morando em Fortaleza, continuo sendo rotariano honorário, sem perder o vínculo com esse grupo de pessoas maravilhosas do Cratinho de açúcar. Testemunhando tantos acontecimento na vida do País e do Ceará, hoje tenho orgulho de ser filho do Brejo Santo, uma das cidades mais progressistas do Cariri.”

domingo, 10 de agosto de 2014


BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
063: (08.08.2014) Boa Tarde para Vocês, Glória, Alice e Valdênia
No dia 14 de março deste ano eu iniciei nesta emissora uma participação no seu Jornal da Tarde, em atenção à sugestão de seu editor, prof. João Hilário, redigindo alguns comentários, cujo corpo se assemelharia a uma crônica, com o destino certo para homenagear alguém cujos méritos seriam flagrantes. Sem muita vocação, aceitei, mas acreditava que isto não iria muito longe. Pouco a pouco, eu fui percebendo que o mérito da empreitada não residia na minha modesta habilidade de reunir algumas palavras, algumas um tanto indigestas para este horário da refeição. Felizmente, Glória e Alice, sinto-me hoje muito mais à vontade para continuar juntando palavras e derramando sobre elas algumas emoções que as circunstâncias nos permitem, homenageando pessoas dos nossos melhores afetos. Por isto mesmo, surpreso com a presença de vocês em nossos estúdios, ontem não pude ter, senão este conforto de que se torna extremamente gratificante que alguém possa sintonizar com esta ideia e dela fazer uso na espontaneidade da sua fala, como o outro precisa ouvir de nós.
Vocês, Gloria e Alice, me encheram as medidas do que poderia sentir, agradecido, que uma ideia tão simples como esta se pode usar cotidianamente para homenagear, para por em evidência aquilo que de tão caro nos vem do coração. Foi isso que senti e, certamente, os nossos ouvintes viveram, na graça e encantamento de suas presenças, redação e leitura, a tão expressiva homenagem que se fez para dona Valdênia, no dia dos seus anos, meio século vivido, também na graça das filhas que tem. Não se preocupem, Glória e Alice, nada tenho a reparar no texto delicioso que vocês elaboraram para a homenagem deste dia, corretíssimo no que escreveram e emocionante no que transmitiram. Exatamente porque o destino certo era esta figura irretocável da mãe que vocês tanto amam e que nós ficamos sabendo que existe bem ao lado de cada uma de vocês, por esta maravilhosa declaração de amor que fizeram. Vez por outra, meninas, eu escuto que se fala em algo que conspira para a destruição da família, esta instituição sagrada que vive da harmonia, do afeto e do amor que há entre Glórias, Alices e Valdênias. Como pode existir alguém ou propósito tão demoníaco que insiste em negar as evidências desta felicidade que se assenta nestas relações onde se reconhece a grandeza desta humanidade? Não dá para compreender, simplesmente, porque nascemos, vivemos e vamos findar na certeza de que, dentre os valores que realçamos na vida o amor é o sentimento mais belo que há, pois sem ele, que futuro se enxerga? O que vocês nos disseram ontem, aqui, de viva voz, só se traduz como aquilo que confirma o velho pensador: “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.” Abraço-as, a vocês três, Glória, Alice e Valdênia, filhas e mãe, na certeza que o faço, simbolicamente, como a tantas, pelas esperanças que renovam neste velho mundo que pretendem transformar. E que Deus as recompense, regiamente.

DORALICE VASCONCELOS NERY BEZERRA
Na próxima segunda-feira, dia 11.08. será celebrada a missa de sétimo dia da nossa querida e inesquecível Doralice Vasconcelos Nery Bezerra (Dona Dora), na Igreja do Menino Jesus de Praga às 19:30 horas. A família sentir-se-á honrada e confortada pela presença dos seus amigos e desde já agradece a todos que puderem comparecer.



CINE ELDORADO
Venha comemorar os 125 anos de nascimento de Cora Coralina dia 20 de agosto às 20 horas no Cine Eldorado com a exibição de um curta "Caminho de Pedras" e um documentário "Cora Coralina: vida e obra". Parceria: Cine Eldorado-Secretaria de Cultura de Goiás Velho, GO. Segundo Alexandre Cavarzan, “o curta-metragem Caminho de Pedras tem, assim, o seu mérito, ao ser a primeira ficção baseada na obra da poetisa mais famosa do Estado de Goiás. E nos caminhos de Aninha, por entre becos e outras histórias. Um roteiro bem escrito. Imagens exuberantes, montagem interessante, ângulos inusitados. Tudo pensado e feito com bastante cuidado e paixão pelo diretor Lázaro Ribeiro. O curta-metragem Caminho de Pedras estreou em dezembro de 2011 no Cine-Teatro São Joaquim, na cidade de Goiás. O filme, produzido com incentivo da Lei Goyazes, é uma ficção baseada nas descrições e narrações poéticas de Cora Coralina e na obra Cora Coragem Cora poesia, da filha caçula da poetisa, Vicência Brêtas Tahan. O projeto é estrelado por Samara Felippo (como Ana Lins – Cora Coralina quando jovem) e Mario Cardona (Cantídio Brêtas), além dos atores goianos Adriana Brito, Dionízio Bombinha, Waldemar Vieira, Cristiane Alves, Yanca Leandra, Marly Mendanha, Maria Jubé, Glória Teixeira, Ana Luiza, Huiara Almeida, Elenizia da Mata e Divina Paiva. Há participação especial de Luiz Chaffin e Maria Eugênia, que assinam a trilha sonora junto a Alzira Espíndola, Tetê Espíndola, Fernado Cupertino e Consuelo Quireze. 

CAP. JOÃO DE PINHO PEREIRA
Em razão das alterações de regime político acontecido no Brasil, depois da Revolução de 30, no qual se caracterizaram, nos municípios, um Ciclo de Interventorias, também em Juazeiro do Norte isto foi verificado, com relação aos gestores municipais que seriam Interventores/Prefeitos , entre 10.10.1930 e 23.03.1936. Neste Ciclo tivemos os seguintes interventores (7 mandatos): José Geraldo da Cruz (dois mandatos), Cel. Porfírio Lima Filho (dois mandatos), Tem. Zacarias Alves de Albuquerque, Cap. João de Pinho Pereira, e Cel. Francisco Nery da Costa Morato (um mandato cada). Damos abaixo um quadro no qual detalhamos este mandatos. No nosso esforço de registrar, inclusive as suas imagens, já temos publicado nesta Coluna as fotografias de quase todos eles. Por estes dias conseguimos com familiares a imagem do Capitão João de Pinho Pereira que fixamos nas ilustrações da coluna de hoje. A particularidade é que seu mandato durou apenas 18 dias, o mais curto de todos os gestores. Ainda teremos algum trabalho para localizar a imagem do Tenente Zacarias Alves de Albuquerque, para completar esta galeria dos Interventores.

Primeiro Ciclo dos Interventores Getulistas 
(De 10.10.1930 a 23.03.1936)
Gestor Municipal Mandato
Ordem Titular Início Final Duração
10º José Geraldo da Cruz 
(1º. Mandato) 10.10.1930 31.12.1932 2 anos, 2 meses
21 dias
11º 1º. Ten. Zacarias Alves de Albuquerque (Único Mandato) 31.12.1932 23/06/1933 5 meses, 23 dias
12º Cel. Porfírio Lima Filho 
(1º. Mandato) 23.06.1933 28.07.1933 1 mês, 
cinco dias
13º Cap. João de Pinho 
Pereira (Único Mandato) 28.07.1933 16.08.1933 18 dias
14º Cel. Porfírio Lima Filho 
(2º. Mandato) 16.08.1933 08.10.1934 1 ano, um mês
24 dias
15º José Geraldo da Cruz 
(2º. Mandato) 08.10.1934 01.06.1935 7 meses, 23 dias
16º Cel. Francisco Neri da Costa 
Morato (Único Mandato) 01.06.1935 29.03.1936 9 meses, 21 dias

sábado, 9 de agosto de 2014


BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
062: (06.08.2014) Boa Tarde para Você, Maragton Linard
O Cariri viveu no dia de ontem um de seus dias muito importantes sobre o qual provavelmente ainda vamos muito nos lembrar em anos futuros, com a criação e abertura da Casa da Indústria Cariri, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, para implementar o desenvolvimento da região. Fiz questão de comparecer para não perder a visão de perto daquilo que já imagino seja um dos empreendimentos que contribuirão em muito para um novo Cariri. E dentre as emoções da tarde de ontem devo mencionar particularmente a oportunidade de ter abraçado você, Maragton Linard. Sempre que o reencontro eu recordo a velha história que ouvia de meu pai, remontando os primeiros passos de Antonio Linard, quando no início dos anos 30 estabeleceu a sua empresa que se tornou tão famosa por este Brasil. Ainda muito jovem, estudante de engenharia, fui conhecer seu Antonio, sua empresa, bem como aquela linda peça de museu, o seu primeiro e pequeno torno mecânico, a primeira máquina de todos os empreendimentos que já passaram por títulos de oficina de máquinas, fábrica, construções técnicas, fundição, projetos e engenharia. O que, como caririenses, nos enche de orgulho, Maragton, é reconhecer em toda a trajetória da Linard que você dirige ainda hoje na sucessão de seu pai, aquilo que tem sido, de forma concreta a missão empresarial de uma vocação industrial a quem cabe, e como poucos, desenvolver e fabricar produtos e serviços do setor metalmecânico com inovação e qualidade técnica. Seguramente, esta é uma concepção avançada que se assenta em postulados que sustentam uma visão objetiva de quem, como você deseja, e enfim já é de muito, reconhecida pelo setor como empresa de excelência no mercado nacional, e que visa atingir o exterior. Certamente, Maragton, e disto você sabe muito bem que foi a sua fé inabalável no futuro do Cariri aquilo que mais o animou para que com ética, competência e inovação a Linard ganhasse este reconhecimento e consagração, pois nada foi por acaso. Não posso deixar de mencionar aquilo que a Linard encara dentre as suas responsabilidades nos planos social e ambiental, pois é possível enxergar que da rigidez de seus padrões de excelência técnica migra um forte exemplo de compromisso com a preservação do meio ambiente e a colaboração exemplar pela filantropia, há mais de 30 anos, em solidário apoio à Associação Pestalozzi de Missão Velha. Também nos meus últimos trinta anos de técnico, Maragton, em andanças por todo o interior do país, aprendi a admirar, a reconhecer e a indicar as soluções técnicas da Linard, com suas linhas de equipamentos para doces (Afinal, quem não lembra as maravilhas da Doucerie Linard?) Mas que também contempla o necessário para plantas de aguardente, de álcool, de açúcar  mascavo ou cristal, de rapadura, de óleos essenciais, de farinha de mandioca, de biodiesel, sem que esqueçamos toda a linha da fundição, estruturas metálicas de grande e médio porte, motores a vapor e das famosíssimas caldeiras geradoras de vapor. Por isso tudo, não só apenas você, Maragton, mas também toda a sua família, solidários nesta missão única pelo desenvolvimento do Cariri, são eternamente credores de nossas reverências e homenagens que vão continuar varando os anos e os séculos.

CINE CAFÉ NO CCBNB
No próximo sábado, às 17:30, o Cine Café do CCBNB estará exibindo o filme Procura-se Amy. Procura-se Amy (Chasing Amy) é um filme de comédia romântica americano lançado em 1997 dirigido por Kevin Smith. Elenco: Ben Affleck (Holden McNeil), Joey Lauren Adams (Alyssa Jones), Jason Lee (Banky Edwards), Dwight Ewell (Hooper), Jason Mewes (Jay), Kevin Smith (Silent Bob), Ethan Suplee (Fã), Scott Mosier (Colecionador), Casey Affleck (Pequeno garoto), Carmen Lee (Kim), Rebecca Waxman (Dalia), Matt Damon (Shawn Oran). Premiações: Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, categoria de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Joey Lauren Adams). Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards, categoria de Melhor Revelação Feminina (Joey Lauren Adams). Texto publicado originalmente no link: http://sessao-privada.blogspot.com.br/2014/07/procura-se-... Comédia romântica com Ben Affleck? Isso é o suficiente para assustar alguns espectadores mais "exigentes", a sinopse não demonstra grandes pretensões em relação ao filme. Infeliz é quem deixar essa película passar levando em conta apenas a sinopse. Essa despretensão enriquece ainda mais o filme do diretor Kevin Smith, que três anos antes teria se consagrado com a comédia Clerks (O Balconista) que deu origem ao View Askewniverse, o universo que ambienta alguns filmes e personagens do diretor. Mesmo universo que Procura-se por Amy é ambientado. Um filme despretensioso quando bem efetuado costuma ser uma ótima experiência , em Procura-se por Amy cada segundo de filme consegue te deixar ainda mais interessado na trama, que desenvolve de maneira grandiosa e se torna mais conflitante com o desenvolver da história e dos sentimentos dos personagens. Um dos maiores méritos de Procura-se por Amy, é a eficiência em fazer o espectador entrever erroneamente o possível conflito do filme: Alyssa ser lésbica. Isso tudo graças a recursos competentes no roteiro. Posteriormente, com eficiência o verdadeiro conflito do filme é entregue ao espectador no segundo ato do filme: o passado da Alyssa e como isso afeta Holden. O filme ganha densidade nesse momento, e consegue gerar boas reflexões sobre relacionamentos e amizade. Isso deixa o filme com uma delicadeza singular, é surpreendente como você acaba se envolvendo com a história e os protagonistas. E sem dúvida alguma, é um dos filmes que melhor trata o tema de passado em um relacionamento. A competência do filme não fica só na história, os quesitos técnicos são ótimos. Ele é um filme totalmente temporal, não existe dificuldade alguma de definir ele como anos 90. Fotografia aposta em planos fixos com cortes que são característicos do diretor. Apesar de uma fotografia simples, em certos momentos isso é compensado com transições lindíssimas, um exemplo é o diálogo que Banky e Alyssa contam histórias sobre sexo oral, com transições frequentes entre os dois contando as histórias e flashbacks em preto e branco dos acontecimentos. O filme também conta com boas atuações, e até mesmo a voz forte (enjoativa) da Joey Lauren Adams se torna um ponto marcante do filme. Ben Affleck consegue expressar bem toda a fase de crescimento de Holden e Jason Lee consegue criar um Banky totalmente carismático que rende momentos divertidíssimos para o filme, e enriquece a trama com sua amizade com Holden. O trio consegue conquistar facilmente quem assiste o filme, pelo menos, eles me conquistaram. Procura-se por Amy é um ótimo filme, ele consegue mesclar comédia inserindo o drama e romance de forma orgânica e leve. Mesmo despretensioso proporciona belas reflexões para o espectador e consegue prender do inicio ao fim, nos presenteando com o belo desfecho do filme. É divertido, engraçado, emocionante, conta uma história bonita de amor e de amizade... Garanto que se você assistir, você não vai precisar de uma pintura de pássaros para se lembrar desse filme! Recomendo!

CINE ELDORADO


No próximo dia 8, o Cine Eldorado estará exibindo, dentro do Projeto Beatles, "Across the Universe". Segundo Wikipaedia, “Across the Universe (Através do universo) é uma produção americana de 2007 dirigida por Julie Taymor, de Frida. O filme retrata os anos 1960, com suas lutas, guerras e paixões, ambientando toda uma época através da obra dos Beatles. O elenco tem jovens talentos que interpretam e cantam, como o do inglês Jim Sturgess, a americana Evan Rachel Wood e o também inglês Joe Anderson. O filme também conta com algumas participações especiais de Bono do U2, Joe Cocker e Salma Hayek. Elenco: Evan Rachel Wood (Lucy Carrigan), Jim Sturgess (Jude Feeny), Joe Anderson (Maxwell "Max" Carrigan), Dana Fuchs (Sadie), Martin Luther McCoy (Jojo), T. V. Carpio (Prudence), Bono (Dr. Robert), Eddie Izzard (Mr. Kite), Salma Hayek (Enfermeira), Joe Cocker  (Cafetão/Mendigo/Hippie), Robert Clohessy (Wes Huber), Linda Emond (Mrs. Carrigan), Logan Marshall-Green (Paco), Harry J. Lennix (Sargento), James Urbaniak (Agente de Sadie), Spencer Liff (Daniel). Sinopse: O filme começa em Liverpool, de onde o inglês Jude (Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Lá ele conhece Max (Joe Anderson), um estudante rebelde. Torna-se seu amigo e se apaixona pela irmã de Max, Lucy (Evan Rachel Wood). Esta por sua vez, acaba envolvendo com emergentes movimentos de contra-cultura, da psicodelia aos protestos contra a Guerra do Vietnã. Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque. Trilha sonora: A trilha sonora do filme é quase totalmente formada por clássicos musicais já interpretados pela banda inglesa The Beatles:  Girl - interpretada por Jim Sturgess; Helter Skelter - interpretada por Dana Fuchs; Hold Me Tight - interpretada por Jim Sturgess, Evan Rachel Wood, Lisa Hogg; All My Loving - interpretada por Jim Sturgess; I Want To Hold Your Hand - interpretada por TV Carpio; With A Little Help From My Friends - interpretada por Joe Anderson, Jim Sturgess & Dorm Buddies; It Won't Be Long - interpretada por Evan Rachel Wood; I've Just Seen A Face - interpretada por Jim Sturgess; Let It Be - interpretada por Carol Woods, Timothy T. Mitchum; Come Together - interpretada por Joe Cocker e Martin Luther; Why Don't We Do It in the Road? - interpretada por Dana Fuchs; If I Fell - interpretada por Evan Rachel Wood; I Want You (She's So Heavy) - interpretada por Joe Anderson; Dear Prudence - interpretada por Dana Fuchs, Jim Sturgess, Joe Anderson, Evan Rachel Wood e TV Carpio; Flying - interpretada por The Secret Machines; Blue Jay Way - interpretada por The Secret Machines; I Am The Walrus - interpretada por Bono; Being for the Benefit of Mr. Kite! - interpretada por Eddie Izzard; Because - interpretada por Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, TV Carpio  e Martin Luther; Something - interpretada por Jim Sturgess; Oh! Darling - interpretada por Dana Fuchs e Martin Luther; Strawberry Fields Forever - interpretada por Jim Sturgess e Joe Anderson; Revolution - interpretada por Jim Sturgess; While My Guitar Gently Weeps - interpretada por Martin Luther e Jim Sturgess; Across The Universe - interpretada por Jim Sturgess; Happiness Is a Warm Gun - interpretada por Joe Anderson; A Day in the Life – Instrumental; Blackbird - interpretada por Evan Rachel Wood; Hey Jude - interpretada por Joe Anderson; Don't Let Me Down - interpretada por Dana Fuchs e Martin Luther; All You Need Is Love - interpretada por Jim  Sturgess, Dana Fuchs, TV Carpio e Joe Anderson; Lucy In The Sky With Diamonds - interpretada por Bono; And I Love Her - (Cena Excluída. Nos EUA a trilha sonora do filme foi lançada em três versões, a primeira com 16 canções, uma segunda com 29 canções, e a última, com 31 (as duas músicas incluídas são "I Want You (She's So Heavy)" and "Why Don't We Do It In The Road?"), foi disponibilizada apenas em lojas específicas ou para download no iTunes. Curiosidades: Salma Hayek que já trabalhou com a diretora Julie Taymor em Frida (2002), pediu para participar do filme, mesmo que fosse em um papel pequeno. Os nomes de todos os personagens - assim como o título do filme - foram retirados de canções dos Beatles. Jojo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin. 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção. A cena em que Evan Rachel Wood canta "If I Fell" foi gravada logo em sua 1ª tentativa. Versões preliminares do roteiro previam a presença de um carcereiro chamado Sgt. Pepper, que seria seguido pela Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band. O personagem foi descartado na versão final do roteiro. Durante a canção "With a Little Help From My Friends" pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz. Em determinado momento, em Nova Iorque, aparece os prédios do World Trade Center. Acontece que o prédio foi construído numa época posterior do desenrolar da trama, durante a década de 70, e foi derrubado 6 anos antes do estrear do filme.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
061: (04.08.2014) Boa Tarde para Você, professor José Marcondes Macedo Landim
Em 1977 eu era um estudante na Universidade de São Paulo e durante a Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na PUC de São Paulo, ouvi do professor Darcy Ribeiro, de saudosíssima lembrança, a expressão contundente de que a crise da educação brasileira não era uma crise, mas sim, um projeto. Darcy achava, professor Marcondes, que este projeto tinha sua gestação no âmago da ditadura militar, como forma de cercear as iniciativas da classe docente, sempre vistas como de alto grau de politização e com uma enorme influência sobre a nação. Trágico é referir que ainda hoje, se bem vivemos o retorno de uma plenitude democrática, que as cores partidárias de direita e esquerda, dos governos que se sucedem, desde então, insistem em contribuir para este projeto de sucateamento da educação que tem uma influência dramática sobre a alienação do povo em torno de políticas públicas. Nesta atualidade, professor Marcondes, e cá, ao nosso minúsculo contexto, recai sobre sua pessoa múltiplas responsabilidades no sentido de encaminhar inovações, atitudes e soluções sobre estes graves problemas crônicos. Vossa senhoria dirige atualmente o Conselho Municipal de Educação, órgão governamental que nesta esfera é parte substancial do nosso Sistema Municipal de Educação, ao lado da própria Secretaria de Educação, do Conselho Municipal de Alimentação Escolar e das Instituições de Ensino, dos âmbitos municipal e privado. Quero com isto referir que sua expressiva carreira de educador, professor Marcondes, que hoje desemboca na gestão vitoriosa da Faculdade de Juazeiro do Norte, é parte superlativa desta expectativa que depositamos sobre os novos ares da educação em nossa cidade. A grande mutação que a nação brasileira exibiu, saindo do campo e migrando para as maiores cidades, nos últimos 50 anos, demonstrou de forma inequívoca, o quanto este inchaço, se por um lado promoveu de fato a educação pública, de outro experimentou o abuso da falta de recursos para provê-la em qualidade. Felizmente, professor Marcondes, encontro no seu posicionamento, e não apenas na sua ideologia, gestos concretos e coerentes com esta maturidade de que, se há uma grande opção a descoberto, esta reside na oportunidade de programas imediatos pela formação de quadros educacionais, como atitude sensata para superar estas adversidades da educação. Seja no Conselho Municipal de Educação que preside, seja na Faculdade de Juazeiro do Norte que dirige, a nossa ansiedade se direciona para compreendê-lo e ajudá-lo na elaboração e na execução de programas que de fato contribuam para que o Estado brasileiro deixe esta crônica indigência na sua educação básica, rompendo definitivamente com o pacto medíocre que o autoritarismo fez com as elites capitalistas deste pais. Isto, professor Marcondes Landim, é um pouco da esperança que reside em cada um de nós, que acreditamos que a única via de fato, promotora do bem estar que tanto desejamos, só começa diante da melhor sala de aula que pudermos preparar para o nosso alunado. Educação é um bem precioso, e como tal, algo que só cumpre o seu destino se tiver qualidade. Quem sabe, somente assim, será possível superar o paradoxo que há entre a economia que somos, e a marca angustiante do nosso desenvolvimento humano. 

CASA CARIRI & GISELE MENEZES
No dia 31 de dezembro de 2012 Gizele recebeu o prêmio mundial de “O arquiteto mais talentoso de 2012” promovido pela Architecture Fantasy dos Estados Unidos, por meio de voto popular. Grandes arquitetos e escritórios de todo o mundo, como Espanha, Itália, México, Ucrânia, Inglaterra, estiveram concorrendo e o Brasil. Nesse contexto, nossa Gizele, representando o nosso querido Juazeiro do Norte, venceu, não com um grande escritório, mas com uma arquiteta independente que acredita em uma nova arquitetura fora dos padrões ainda indiretamente impostos pelo “less is more”. Para ela, conseguir o 1° Lugar no “The talented architect of the year 2012” significou não somente o reconhecimento de um trabalho duro e contínuo, mas principalmente é o resultado de se fazer as coisas com paixão. Por uma arquitetura criativa, por uma arquitetura inovadora, por uma arquitetura 
humana…”


CASA CARIRI & GISELE MENEZES
Já está circulando o quarto número de Casa Cariri, da Editora 309 (Isabella Geromel e Renato Fernandes). Aliás, a revista dá destaque para o projeto "Complexo LIFE" que deu a Gizele Menezes o prêmio mundial de Arquiteto Talento de 2012 pelo ArchitectureFantasy.com., como falamos acima. 






LUIZ GONZAGA E O JUAZEIRO
No dia 2, passado, lembramos os vinte e cinco anos da morte de Luiz Gonzaga do Nascimento, o velho Lua. E eu me lembrei de alguma coisa que me fez encontrar por diversas vezes com esta figura querida, animada, sempre brincalhão. Por exemplo, eu residi por uns anos na Rua Santa Luzia, e por diversas vezes vi Luiz Gonzaga chegar em frente à nossa casa, exatamente porque ela era em frente à agência local da Varig. E o seu Luiz vinha para adquirir passagens que o devolveria para o sul do pais, para Rio de Janeiro ou São Paulo. Aproveito para por aqui algumas imagens dos seus últimos trânsitos nesta cidade que ele sempre decantou e por ela desejou retornar depois de falecido. Na primeira foto, Luiz Gonzaga e seu sobrinho Joquinha Gonzaga, estão descendo de uma aeronave da Varig no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Esta foi a sua última viagem a Exu, já com dificuldade de andar, em 12 de maio de 1989, uns oitenta dias antes de falecer, e a penúltima na qual passaria pelo nosso aeroporto. Nas duas outras, a pequena aeronave do governo do Estado de Pernambuco traz o seu corpo e está taxiando na pista. Logo em seguida, o poeta Pedro Bandeira faz uma última saudação ao rei do baião. 

CORDEL, INFORMAÇÃO E MEMÓRIA
Como parte de sua programação, o Centro Cultural do BNB estará, em quatro quartas feiras, tratando do tema cordel, informação e memória. Os encontros serão, portanto, nos dias 6, 13, 20 e 27 de agosto, sempre às 14 horas. A entrada é gratuita. Agende-se.

domingo, 3 de agosto de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
060: (01.08.2014) Boa Tarde para Você, Célia Maria e Silva Morais
Recorro a você, Célia Morais, com esta saudação no início de tarde, como solidário ao seu sentimento de uma vivente desta amada cidade que pensa e sofre pelos descaminhos das relações de seu povo com as suas instituições e no uso-fruto de seus precários equipamentos urbanos. Juazeiro do Norte, a caminho dos seus 300 mil habitantes é uma cidade que não difere muito desta imagem que se diz globalizada, típica de grandes centros, tanto assim que nos parece cada dia mais inchada do que crescida e desenvolvida. Aqui também podemos firmar que esta urbanização, aquilo que mudou substancialmente a cena de nossa juventude, teve inicio nos últimos anos da década de 50. Veio a eletrificação e as atividades industriais foram se expandindo, pari passu ao fenômeno religioso. Mas, seguramente, Célia, o que você e eu vimos foi que esta urbanização e esse tal crescimento econômico se fizeram sem um devido planejamento que impôs consequências de ordem social de grande complexidade. Ainda hoje nós nos ressentimos de que a infraestrutura da cidade tem um fosso tão grande com as suas demandas que isto só tem motivado o agravamento dos problemas onde se destacam as questões da moradia, desemprego, desigualdade social, saúde, educação, violência e exclusão social. Por sermos profissionais da educação, Célia, uma simples e breve circulada pela cidade logo nos confirma o atraso que não se superou porque somos tímidos em reformar uma educação de baixa qualidade como marco gerador de tantos transtornos. Nesse sentido, e porque temos tanta crença nesta missão educacional, é triste ver que uma parte da população de Juazeiro do Norte ainda não tem acesso à qualificação profissional que o mercado cobra, tão competitivo que é, condenando uma parcela a viver na informalidade de atividades menores e de reduzidas expectativas de horizonte social e renda. Dentro de mais alguns dias, Célia Morais, você e eu estaremos assediados por uma infinidade de opções inúteis de homens públicos, que chegam com toda a voracidade pelos nossos votos, em mais uma daquelas temporadas de proselitismo político. Deles, vamos continuar querendo que sejam sinceros e comprometidos com o acesso à moradia para mitigar o sufoco crescente do favelamento, até institucionalizado quando se entregam conjuntos habitacionais sem as devidas condições de infraestrutura, e acabam fazendo das ruas da cidade o seu espaço de moradia. Deles, Célia, precisamos cobrar com toda a veemência melhores serviços públicos de saúde, gestos concretos para conter a violência de assassinatos, assaltos, sequestros, e agressões, pois já somos um povo que tem medo até em votar, quanto mais o de suportar toda esta pressão social. Precisamos, isto sim, romper com esta enorme desigualdade social que nos martiriza e nos transforma numa sociedade onde uns poucos são muito ricos e a grande maioria é miserável, sem falar no pior, onde uns são incompetentes e outros são capazes de tudo. Felizmente, você, Célia Morais, é das pessoas que tem a consciência e o esclarecimento necessário para formar uma opinião sensata, ética e moralmente correta, suficientemente cidadã para indicar a cada um dos que lhe ouvem: Não venda seu voto! Você vale muito mais!

ROSÁRIO
A poetisa e cordelista Maria do Rosário Lustosa da Cruz, presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense, acaba de receber um belo presente, com esta xilogravura do mestre Maércio Lopes. Rosário sempre muito ativa nas lides culturais do Cariri, tem sido uma pessoa de grande produção cultural através do cordel. Recentemente realizou um belíssimo trabalho de saudação ao Crato, na celebração dos seus 250 anos. 



ADEUS A ZÉ MENEZES
Faleceu ontem no Rio de Janeiro o grande músico brasileiro, nascido aqui no Cariri, José Menezes de França, o popular Zé Menezes. Para um conhecimento melhor sobre este grande mestre, transcrevemos o texto que está em Wikipaedia

José Menezes de França, por pseudônimo, Zé Menezes (*Jardim, CE, 06.09.1921; + Rio de Janeiro,RJ,  01.08.2014) era multiinstrumentista e compositor. 
DE JUAZEIRO PARA O MUNDO
Zé Menezes começou sua carreira de instrumentista de forma precoce: aos oito anos de idade, já tocava cavaquinho profissionalmente no cinema de Juazeiro do Norte. Nesta época, compôs sua primeira música ("Meus Oito Anos") a qual teve o privilégio de apresentar perante o Padre Cícero. Aos onze anos, já era músico da Banda Municipal de Juazeiro. Em companhia do primo Luís Roseo, Zé Menezes foi então residir em Fortaleza, onde passou um ano como locutor de um serviço de alto-falantes. Retornou posteriormente a Juazeiro, onde retomou sua carreira de músico em festas e cinemas. Em 1938, Roseo passou pela cidade como líder de uma banda de jazz. Zé Menezes decidiu-se a acompanhá-lo de volta à Fortaleza, onde, durante algum tempo, dedicou-se a aprender o ofício de alfaiate. Todavia, por volta de 1940 foi contratado como segundo violonista pela Ceará Rádio Clube e acabou por formar seu próprio grupo musical (um "regional"), com o qual se apresentou na emissora durante quatro anos. Passando por Fortaleza em 1943, para a inauguração do serviço de ondas curtas da Ceará Rádio Clube, o radialista César Ladeira conheceu o jovem músico e ofereceu-lhe um contrato com a Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Naquela cidade, angariou prestígio como solista e em 1945 formou o "Conjunto Milionários do Ritmo". Em 1947, Zé Menezes foi contratado pela Rádio Nacional, emissora onde permaneceria por cerca de 25 anos, apresentando-se inicialmente ao lado de Garoto no programa "Nada além de dois minutos". Em 1948 teve a primeira música gravada, o samba "Nova Ilusão" (escrito em parceria com Luiz Bittencourt) pelo grupo “Os Cariocas”. A música fez tanto sucesso que acabou por converter-se numa espécie de prefixo do conjunto. Nos anos seguintes, seria regravada por Francisco Sergi e orquestra (1950) e Dick Farney e quinteto (1953).
DO "QUARTETO CONTINENTAL" AO "SEXTETO RADAMÉS"
Foi na Rádio Nacional que Zé Menezes conheceu o maestro Radamés Gnatali, o qual, em 1949, convidou-o para integrar o "Quarteto Continental" tocando guitarra. O Quarteto era composto ainda pelo próprio Radamés aopiano, Luciano Perrone (bateria)) e Pedro Vidal Ramos (contrabaixo)). Além das apresentações na Rádio Nacional, com os arranjos requintados e inovadores criados pelo maestro, o grupo acompanhou em estúdio gravações feitas por artistas conceituados da época, tais como "Os Cariocas", Edu da Gaita e Aracy de Almeida. Em 1951, o Quarteto tornou-se um Quinteto, com a entrada de Chiquinho do Acordeon, e em 1959, com a entrada de Aída Gnattali, irmã de Radamés, tocando um segundo piano, o grupo tornou-se o "Sexteto Radamés Gnattali". O Sexteto excursionou pela Europa no ano seguinte, tendo apresentado-se em Paris, Londres, Oxford, Roma, Lisboa e Porto. Zé Menezes, o "Transviado" Com o declínio das emissoras de rádio frente ao avanço da televisão na década ded 1960, Zé Menezes mudou de atividade e tornou-se maestro na RCA Victor e arranjador de um time de estrelas da MPB que incluía Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Gilberto Milfont, Miúcha e Tom Jobim, entre outros. Foi também a partir de 1960 que Zé Menezes criou o grupo "Os Velhinhos Transviados", composto por músicos experientes e que se dedicou a criar paródias de músicas antigas e modernas. Segundo Menezes, "Era uma sátira àquelas coisas todas que a gente via, aqui e no exterior. A gente tocava música antiga de forma moderna, e música moderna de forma antiga, sempre brincando muito".1 "Os "Velhinhos" gravaram seu primeiro disco (homônimo) em 1962, seguido por "Os Velhinhos Transviados - Sensacionais" no mesmo ano e "Os Velhinhos Transviados - Fabulosos" em 1963. Ao todo, foram treze LPs lançados até 1971 (outras fontes citam 15 LPs). 
ZÉ MENEZES, GLOBAL
Na década de 1970, Zé Menezes passou a trabalhar na Rede Globo de Televisão como primeiro guitarrista. Depois, ocupou os cargos de maestro, arranjador e diretor musical. Foi na emissora que ele se "aposentou" em 1992, não sem antes compor trilhas e vinhetas para programas tais como “Chico City”, “Viva o Gordo” e “Os Trapalhões”, do qual é o autor do famoso tema de abertura, ainda presente no imaginário popular brasileiro.
DISCOGRAFIA (INCOMPLETA)
Comigo é assim/Seresteiro, 1945;  Não interessa não/Vitorioso, 1951; Encabulado/De papo pro á, 1951; Copacabana/Um domingo no Jardim de Alah, 1951; Guriatan de coqueiro/A viola do Zé,  1951; Meu cavalo Alumínio/Baião do Ceará, 1952; Vai ou não vai?/Mentira de amor, 1953; Um, dois, três/Borocochô, 1954; Se você não tem amor/Currupião, 1954; A voz do violão, 1954; Os Velhinhos Transviados, 1962; Os Velhinhos Transviados - Sensacionais, 1962; Os Velhinhos Transviados - Fabulosos, 1963; Os Velhinhos Transviados - Espetaculares, 1963; Os Velhinhos Transviados - Bárbaros!, 1964; Os Velhinhos Transviados - Embalados, 1965; Os Velhinhos Transviados - Em Órbita, 1965; Os Velhinhos Transviados - Tropicalíssimos, 1968; Os Velhinhos Transviados - Pra Frente, 1969; Os Velhinhos Transviados na curtisom, 1971; Os Velhinhos Transviados - Transando Os Sucessos, 1973; Welcome To Sambaland, 1973; Chorinho in Concert, 1995; Relendo Garoto, 1998; Gafieira carioca, 2007.
 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Menezes_de_Fran%C3%A7a) 

CORDEL NO ICVC
Na última quarta feira, dia 30, sob a presidência de Maria do Rosário Lustosa da Cruz, esteve reunido o Instituto Cultural do Vale Caririense, oportunidade em que foram tomadas algumas providências para a eleição do novo quadro dirigente para o triênio 2014-2017. Na ocasião, os cordelistas Rosário Cruz, Ernane Tavares Monteiro e Pedro Bandeira fizeram distribuição de suas últimas produções. 

CORDEL: CRATO, 250 ANOS
Desejo agradecer a Secretaria de Cultura de Crato, pela gentileza de sua titular, Dane de Jade, a remessa de um conjunto de 16 folhetos de cordel que foram editados em parceria com a Fundação do Folclore Eloi Teles, a Academia dos Cordelistas do Crato, para celebrar os 250 anos da fundação do Crato. Os autores de referidos folhetos são Eloi Teles de Morais (8 reedições), Anilda Figueiredo, Chico Nascimento, Francisca Maria (Mana), Wiliam Brito, Luciano Carneiro, Sebastiana Job (Bastinha) e Josenir Lacerda (cada um com um título) além de uma volume com diversas colaborações dos poetas da Academia do Crato. Muito agradecido pelo presente. Vou lê-los com muito gosto. 

SÓ LEMBRANDO...



quarta-feira, 30 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
059: (30.07.2014) Boa Tarde para Você, Antônio Chessman Alencar Ribeiro
Temos em comum, professor Chessman, o sentimento que se abeira a um misto de indignação, revolta e muita tristeza, para expressar com alguma fidelidade o acontecido recente, ou remoto, com o acervo da Fundação Memorial Padre Cícero. Estive na mesma cadeira que você ocupa hoje e bem sei o quanto isto é angustiante, e pude senti-lo quando em uma das suas entrevistas você se referia a esta sensação, como se alguém tivesse nos roubado a própria alma. Portanto, a você, expresso a minha solidariedade nestas horas em que, sobre si recaem tantas cobranças e se põe tanta desconfiança sobre o zelo que não teria sido exemplar para proteger tão expressivo patrimônio. Em minha curta passagem por aí, professor Chessman, também me encontrei em situação muita aflitiva, quando entre novembro de 2009 e junho de 2010, a estrutura do museu necessitava, como ainda hoje, de uma reforma, especialmente na sua cobertura. Um intenso aguaceiro de chuva da temporada vazou para dentro do salão principal, atingiu o documento precioso do processo de execução do testamento do Padre Cícero e causou o definitivo estrago, afetando umas 50 páginas manuscritas de um dos três volumes. Como sofri com tudo aquilo, onde se destacava, principalmente, a extrema má vontade de uma fulana imprestável que ocupava a secretaria de infraestrutura no desgoverno municipal. Para mim, era como se me ferisse também na alma, porque eu já estava lá, antes mesmo que o museu abrisse suas portas ao grande público de todas as romarias ao Juazeiro. Naquela época, Pe. Murilo de Sá Barreto, Assunção Gonçalves, Daniel Walker e eu, mas outros também, recebemos a incumbência de ir, onde necessário fosse, para reunir as lembranças do Patriarca, obtendo-as de famílias e de colecionadores. Foi o que fizemos, em tempo recorde, com o grande reforço e prestígio de Mons. Azarias Sobreira, de dona Edith Figueiredo, de dona Stela Pita, e de outros juazeirenses notáveis. Assim, nasceu o acervo do Memorial, por doações as mais generosas, com livros, documentos, jornais, fotografias, objetos diversos, muitos dos quais oriundos da própria casa do Padre Cícero. Agora somos assaltados, duplamente, pela surpresa e pelo fato em si, quando alguém absolutamente desqualificado, estúpido e ignorante no pensar e no fazer, ousou tocar na nossa própria alma. Desculpe-me, Chessman, se lhe digo que este é um caso de polícia, não um procedimento meramente administrativo. Estou absolutamente convencido que não lhe cabe nenhuma imputação antecipada, face o acontecido. Faço-lhe a sugestão para que nos convoque e nos reúna, os antigos gestores, para que o auxiliemos nesta tarefa um tanto ingrata de correr atrás do prejuízo. Temos o dever cívico de colaborar com a instituição e, infelizmente, apenas algum prazer em estar aí para esclarecer sinais obscuros desta questão. O museu da Fundação Memorial Padre Cícero, nas estatísticas das suas congêneres brasileiras é uma das vitrines mais vistosas deste país e para cá vai continuar atraindo uma visitação que poucas superam em número. Até parece que ninguém consegue enxergar nada de surpreendente nesta constatação e insiste em perpetrar a mesma má vontade que marcou diversas administrações municipais, ignorando o seu grande papel civilizatório. 

NOVOS LIVROS
Registro com prazer novos livros de interesse da Biblioteca Juazeirense. O primeiro deles, nesta menção já com atraso, trata-se da reedição de TEIXEIRA, Francisco Nóbrega. – 2004 – Psicobiografia do Padre Cícero – do amor a si mesmo ao amor pelo próximo. Um estudo psicanalítico aplicado à biografia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 176p. Ele foi reeditado como: TEIXEIRA, Francisco Nóbrega. – 2013 – Padre Cícero, Biografia Psicanalítica. 2ª. Ed. São Paulo, Escrituras Editora, 191p. Baseando seus estudos na teoria clássica freudiana, acrescida dos ensinamentos mais modernos sobre o narcisismo formulados por Heinz Kohut e outros psicanalistas, o autor nos oferece uma Psicobiografia completa do padre Cícero Romão Batista, o consagrado “santo” do povo nordestino. Provavelmente um pioneiro estudo desta magnitude realizado no Brasil, ou seja, uma biografia abrangendo toda uma vida realizada sobre o prisma da Psicologia profunda.
O segundo livro é A Caminho dos Sonhos, do poeta juazeirense Ivan Fernandes Magalhães. Este é o sétimo livro do poeta que nasceu em Retalhos de minha vida (Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno, 1985. 213p). Não bastasse a confirmação que o poeta é consagrado por tantas outras produções, este vem recomendado pela leitura atenciosa e de encantamento por Leandro Fernandes Cardoso, Anchieta Martinez de Mont´Alverne, Francisco Renato Sousa Dantas e Raimundo Araújo. Recomendo antecipadamente e vou ler o meu exemplar com muito carinho, pois assim me remeteu o poeta com atenciosa dedicatória.
O terceiro livro também é de surpresa para quem chega de viagem e encontra o presente em meio à correspondência. É o Por dentro da Cantoria (Fortaleza, BNB, 2013, 386p), do poeta e cordelista Pedro Ernesto Filho, meu quase vizinho de Rua São José. No folhear apressado de suas páginas, vou encontrando um misto da sua poesia bem reconhecida e apreciada, junto ao que chamaria de uma pedagogia de cantoria, pois o poeta se detém vastamente sobre seu histórico e gêneros de cantoria. Uma delícia para quem quer, como eu, aprender em ótima fonte. Meus agradecimentos a Pedro Ernesto por esta sua lembrança e a atenciosa dedicatória.


STÊNIO DINIZ NA ALEMANHA
José Stênio Diniz estará seguindo para a Alemanha, em mais um temporada de trabalho e exposições, no próximo mês de setembro, podendo ali se demorar até 90 dias, conforme o entendimento com a mentora de seu patrocínio.  

POLO INDUSTRIAL DO CAMPO ALEGRE
O Governo Municipal acaba de efetivar o instrumento legal para a doação de terras para a implantação das primeiras 30 empresas que passarão a constituir o Polo Industrial do Campo Alegre. Trata-se da Lei Nº 4359, de 24 de Julho de 2014, (Diário Oficial do Município, 28.07.2014) através da qual “Fica o Chefe do Poder Executivo Municipal autorizado a firmar instrumentos de doações de imóveis Próprios do Município de Juazeiro do Norte, objetos das matrículas abaixo identificadas, destinados a empresas interessadas no Projeto Municipal do Polo Industrial do Campo Alegre, nesta urbe, abaixo descritos e caracterizados:
Indústria de Fabricação de Calçados (18 unidades), Galpão para Guardar Equipamentos da Empresa (Caminhões, Maquinas, Geradores, Automóveis, Palco, e Estrutura de Alumínio) (2 unidades), Comercio por Atacado de Motocicleta e Motonetas (1 unidade), Fábrica de Confecção de Roupas Intimas Femininas (1 unidade), Fábrica de Roupas Femininas de Infantil (1 unidade), Indústria de Fabricação de Bolsas, e Acessórios do Vestuário (1 unidade), Indústria de Fabricação de Cosméticos, Produtos de Perfumaria e de Higiene Pessoal (1 unidade), Indústria de Fabricação de Facas e Manutenção de Maquinas (1 unidade), Indústria de Fabricação de Produtos de Aço e Derivados (1 unidade), Indústria de Fabricação de Produtos de Metálicos (1 unidade), Indústria Fabricação de Bijuterias e Artefatos Semelhantes (1 unidade), Recuperação de Materiais Metálicos, Exceto Alumínio (1 unidade).
I - EMPRESA PEDROZA INDÚSTRIA E COMERCIO DE CALÇADOS LTDA - ME, CNPJ/ MF 05.748.395/0001-29, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
II - EMPRESA L. & L. INDÚSTRIA DE CALÇADOS E COMPONENTES LTDA ME, CNPJ/ MF 17.213.791./0001-30, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
III - EMPRESA RAMAGEM COUROS INDUSTRIA DE ARTEFATOS DE COURO LTDA ME, CNPJ/ MF 07.646.707/0001-19, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE BOLSAS, E ACESSÓRIOS DO VESTURARIO);
IV - EMPRESA ANNY L. CALÇADOS LTDA - ME, CNPJ/MF 18.615.098/0001-57, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS); 
V - EMPRESA LUCY CALÇADOS LTDA - ME, CNPJ/ MF10.217.513/0001-90, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
VI - EMPRESA FREDSON DIAS QUEIROZ - ME, CNPJ/MF 08.680.427/0001-90, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
VII – EMPRESA GLÁUCIA DA SILVA LEITE – ME, CNPJ/MF 13.350.143/0001-75, (FÁBRICA DE ROUPAS FEMININAS E INFANTIL);
VIII - EMPRESA MARCOS RERALD BEZERRA-ME, CNPJ/MF nº 13.674.895/0001-91, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
IX – EMPRESA MARIA JOSÉ TEOTONIO VIEIRA – EPP, CNPJ/ MF 63.304.216/0001-60, (FÁBRICA DE CONFECÇÃO DE ROUPAS INTIMAS FEMININAS);
X – EMPRESA RAIMUNDO BENJAMIM– ME, CNPJ/ MF 01.984.596/0001-74, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XI – EMPRESA ANA LINS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SANDALIAS LTDA - EPP, CNPJ/ MF 12.233.390/0001-29, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XII – EMPRESA FRANCISCO ICARO DE LIMA PEDROSA - ME, CNPJ/ MF 17.764.560/0001-15, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XIII - EMPRESA YURI DO PAREDÃO EMPREENDIMENTOS EIRELE – ME, CNPJ/MF nº 11.999.449/ 0001-21, (GALPAO PARA GUARDAR EQUIPAMENTOS DA EMPRESA (CAMINHOES, MAQUINAS, GERADORES, AUTOMOVEIS, PALCO, E ESTRUTURA DE ALUMINIO);
XIV - EMPRESA M.C. COMPONENTES EMBORRACHADOS LTDA – ME, CNPJ/MF nº 10.600.402/0001-80, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XV - EMPRESA SAMARA RODRIGUES PIRES ME, CNPJ/MF nº 07.243.482/0001-50, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XVI - EMPRESA JOAO BATISTA TORRES ME, CNPJ/MF nº 06.822.449/0001-11, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XVII - EMPRESA AUGUSTO FERREIRA DA SILVA, CNPJ/MF nº 41.298.100/0001-23, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE COSMÉSTICOS, PRODUTOS DE PERFUMARIA E DE HIGIENE PESSOAL);
XVIII - EMPRESA ÚNICA CALÇADOS LTDA - CNPJ/MF 19.578.865/0001-68, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XIX - EMPRESA CASA DO AÇO LTDA ME- CNPJ/ MF 11.564.649/0001-51, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE BIJUTERIAS E ARTEFATOS SEMELHANTES);
XX - EMPRESA RESENDE INDÚSTRIA E COMERCIO DE CALÇADOS LTDA - CNPJ/ MF 03.760.159/0001-00, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS); 
XXI - EMPRESA SMILLE MONTEIRO GOMES – ME CNPJ/ MF 13.904.993/0001-78, (RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS METALICOS, EXCETO ALUMINIO);
XXII - EMPRESA JOSE MAURICIO FERREIRA DO NASCIMENTO – ME CNPJ/ MF 02.991.989/0001-78, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE METALICOS);
XXIII - EMPRESA CICERA MENDES DIAS AZEVEDO – ME CNPJ/ MF 13.317.065/0001-07, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XXIV - EMPRESA MAQFIO INDÚSTRIA E COMERCIO DE MAQUINAS E NAVALHAS LTDA ME - CNPJ/ MF 10.627.824/ 0001- 40, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE AÇO E DERIVADOS);
XXV - EMPRESA PATAMAR MAQUINA E NAVALHAS LTDA ME - CNPJ/ MF 10.518.312/0001- 45, (INDÚSTRIA DE FABRICAÇÃO DE FACAS E MANUTENÇÃO DE MAQUINAS);
XXVI - EMPRESA AURINO F. DE OLIVEIRA SERVICOS E LOCACOES - ME - CNPJ/ MF 41.575.473/0001-02, (GALPAO PARA GUARDAR EQUIPAMENTOS DA EMPRESA (CAMINHOES, MAQUINAS, GERADORES, AUTOMOVEIS, PALCO, E ESTRUTURA DE ALUMINIO);
XXVII - EMPRESA MASSAYO INDÚSTRIA E COMERCIO DE CALÇADOS LTDA ME - CNPJ/ MF 14.565.443/0001- 34, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XXVIII - EMPRESA HAIKOU MOTOS LTDA ME - CNPJ/MF 17.992.867/0001- 73, (COMERCIO POR ATACADO DE MOTOCICLETA E MOTONETAS);
XXIX - EMPRESA CALÇADOS VIA FASHION LTDA – EPP CNPJ/ MF 04.503.776/0001-85, (
INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS);
XXX - EMPRESA ATELIE CALÇADOS VIA FASHION – ME CNPJ/ MF 07.175.032/0001-77, (INDÚSTRIA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS). 
As condições de doação dos respectivos terrenos para a implantação destas unidades fabris foram as seguintes:
§ 1º - Fica, por esta Lei, autorizada a desafetação pública das áreas referenciadas nos incisos I a VI do art. 1º desta Lei (Quadras F5 e C2), nos moldes da Lei nº 6766/79 (Lei do Parcelamento do Solo
Urbano) e no Plano Diretor do Município de Juazeiro do Norte. 
§ 2º - A área de 12.200,00m2 (doze mil metros quadrados) do sistema viário das Ruas Educadora Antônia Vieira, Guilherme José Bezerra e Antônio Sátiro, será incorporada ao projeto Polo industrial no Campo Alegre.
§ 3º - As donatárias poderão usar e dispor da propriedade plena dos imóveis doados, e caso necessite, oferecê-los em garantia de financiamento, desde que para os fins destinados nesta Lei.
Art. 2º – As empresa donatárias do projeto Polo Industrial do Campo Alegre ficam obrigadas a construir no imóvel no prazo de 2 (dois) anos, e por em funcionamento suas atividades pelo prazo
mínimo de 10 (dez) anos no Município, sob pena de reversão.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
058: (28.07.2014) Boa Tarde para Você, Excelência Reverendíssima Cardeal Dom Cláudio Hummes
Ontem, no aeroporto da cidade, ao cumprimentá-lo, desejei boas vindas e ótima estada entre nós. Na nossa breve conversa, D. Cláudio, percebi que era muito discreta a sua permanência no Cariri. E de fato, mesmo na página da Diocese de Crato, não há uma notícia qualquer sobre esta sua missão. Mas, o senhor me adiantou sobre o retiro do clero da Diocese de Cajazeiras, entre o dia de hoje e o próximo dia 31, no Centro de Expansão. Recorri a fontes de Cajazeiras e por lá soube do regozígio com que seus padres o recebem para o recolhimento anual desta Diocese Centenária. E é a própria Diocese de Cajazeiras que o apresenta como Arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, da Ordem Franciscana dos Frades Menores e um dos participantes do último Conclave que elegeu o Papa Francisco, tendo V. Reverendíssima muito contribuído para a escolha do nome Francisco para o pontificado do Papa Bergoglio. Sem dúvidas, não exatamente por pretensões humanas, mas pela ação do Espírito Santo, na hora do nome de Bergoglio ser escolhido para Papa, V. Reverendíssima, que é seu amigo, sentado ao seu lado, abraçou-o e disse: “não esqueça dos pobres”, e tão espontaneamente saiu da boca de Bergoglio, Francisco, como nome para o seu papado. O restante da história, diz a fonte da Diocese, nós já conhecemos. Quero crer que sua presença no Cariri apenas enseje, de fato, um melhor resultado desta ansiedade do clero paraibano. Contudo, figura tão proeminente da Cúria Romana, como Cardeal da Santa Igreja Romana, Prefeito Emérito da Congregação para o Clero e Presidente do Conselho Internacional de Catequese, é indiscutível a sua audição, opinião e interlocução para as questões mais emergentes da Igreja neste país. Particularmente entre nós, juazeirenses, a pauta insatisfeita de mais de cem anos, com respeito à reabilitação do nosso Padrinho Cícero é do seu conhecimento há muito tempo. Mais de perto, tendo sucedido seu irmão gaúcho e franciscano Dom Frei Aloísio Lorscheider, no importante Arcebispado de Fortaleza, entre 1996 e 1998, V. Reverendíssima conheceu amiúde esta questão, como ela se impõe, em razão da importância que este povo de Deus, sediado nesta verdadeira Nação Sertaneja, Romeira e Missionária, se manifesta com vigor para os destinos de nossa crença religiosa. Ainda mais de perto, podemos lembrar a sua estada anterior entre nós, quando em 2 de fevereiro de 2006, então Arcebispo de São Paulo, encerrou o novenário das Candeias, realizado pela primeira vez, sem a figura notável do Monsenhor Murilo de Sá Barreto, cujo desaparecimento abriu lacuna impreenchível por entre os devotos mais fervorosos do Padre Cícero Romão Batista. Imagino também que, como se diz nos bastidores da Diocese de Crato, a causa do Patriarca de Juazeiro esteja bem encaminhada e conte com a melhor sensibilidade deste papado que também não deve esquecer os pobres destes sertões. Mesmo assim, recorro a V. Reverendíssima para que a causa deste que há muito se consagra como o Santo dos Nordestinos, seja considerada e revista sob as bênçãos de Deus, e fortaleça em tudo aquilo que anima a nossa Igreja. Também, com sua bênção, D. Cláudio Hummes.

CINE CAFÉ NO CCBNB
No próximo dia 02.08, as 17:30 horas o Cine Café do CCBNB estará exibindo o filme Zona de Risco (Gongdong Gyeongbi Guyeok, Coreia do Sul, 2000), película do GêneroAção/Drama/Guerra, com duração de 110 minutos. Do diretor Chan-Wook Park. Elenco - Yeong-ae Lee (Major Sophie E. Jean), Byung-hun Lee (Sargento Lee Soo-hyeok), Kang-ho Song (Sargento Oh Kyeong-pil), Tae-woo Kim (Nam Sung-shik), Ha-kyun Shin (Jeong Woo-jin) e Christoph Hofrichter (Major General Bruno Botta). Sinopse - Na fronteira que separa a Coréia do Norte da do Sul, dois soldados da Coréia do Norte foram mortos, supostamente por um soldado da Coréia do Sul. As 11 balas encontradas no corpo dos soldados levantam dúvidas. A investigação da equipe Suí ça/Sueca da fronteira neutra, suspeita que outra parte desconhecida possa estar envolvida - tudo faz parecer indicar um plano para encobrir algo. A verdade é mais simples do que se pode imaginar e muito mais trágica.

RECONHECIMENTO PÚBLICO
Através da Lei nº 4351, de 18 de julho de 2014 a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Nortereconheceu de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DA FEIRA DO TROCA, fundada em 02 de março de 2011, com sede e foro no Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Ela é uma associação social, educativa e desportiva e de direito privado, sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, sem distinção de nacionalidade, cor, raça, religião e crença, com prazo indeterminado de duração e que se destina à execução das atividades culturais, sociais e desportivas, e reger-se-á por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Projeto de autoria do vereador José Nivaldo Cabral de Moura.

NOVAS RUAS
Duas novas ruas foram nomeadas, em homenagens, conforme as leis sancionadas recentmente:
Lei N.º 4355, de 21.07.2014 que denomina de RUA ANTÔNIO FLORÊNCIO DA SILVA, a artéria que se inicia na Rua Antônio Ferreira de Souza e término na Rua Manoel Fialho de Brito, sentido Leste/Oeste, no bairro Brejo Seco, Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoria doVereador Danty Bezerra da Silva. Subscrição do Vereador Antônio Vieira Neto;
Lei N.º 4356, de 21.07.2014 que denomina de RUA ELISA MARIA MOTA, a artéria que tem sentido Leste/Oeste, iniciando-se na Rua Antônio Ferreira de Souza e término na Rua Manoel Fialho de Brito, sentido Leste/oeste, entre a Travessa José Antônio Severino e a Rua Antônio Florêncio da Silva, no bairro Brejo Seco, Município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará. Autoriado Vereador Danty Bezerra da Silva. Subscrição do Vereador Antônio Vieira Neto.

CIDADÃ JUAZEIRENSE
Pela Resolução N.º 713 de 15.07.2014, o Presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e o Prefeito Municipal sancionou o ato que concede o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense a Senhora Raimunda Gonçalves Oliveira, pelos inestimáveis serviços prestados à nossa comunidade. Autoria: Francisco Alberto da Costa. Coautoria: João Alberto Morais Borges e José Adauto Araújo RamosSubscrição: José Nivaldo Cabral de Moura - Antônio Vieira Neto - José Ivan Beijamim de Moura - Rubens Darlan de Morais Lobo - Normando Sóracles Gonçalves Damascena - José Tarso Magno Teixeira da Silva - Cícero Claudionor Lima Mota – Cláudio Sergei Luz e Silva - Firmino Neto Calú - Glêdson Lima Bezerra – Paulo José de Macêdo – Maria Calisto de Brito Pequeno - Auricélia Bezerra e Rita de CássiaMonteiro Gomes.