quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018



NOVO LIVRO DO PE. JOÃO CARLOS
Recebi através de Raimundo Araújo o exemplar do livro do Pe. Giancarlo Perini, Padre Cícero e suas importantes decisões (Juazeiro do Norte: Gráfica Nobre, 2017, 298p, ilus.). Além do que digo abaixo no Prefácio que escrevi para a obra, convém referir e reafirmar o grande valor do trabalho de leitura, pesquisa e reflexões do Pe. João Carlos Perini. Além, do mais, a obra nos aparece ricamente ilustrada, o que contribui muito para uma leitura prazerosa.Mais uma vez o cumprimento pela determinação de continuar estudando e nos iluminando com seus achados e elaborações. Transcrevo a seguir o prefácio que foi inserido no livro. “Dentre os personagens históricos brasileiros, Cícero Romão Baptista (1844-1934) é um dos mais ricos. A bibliografia a seu respeito é das mais opulentas, mais de mil textos, entre o que nada vale e algumas preciosas contribuições. Com uma dinâmica própria, ela é fundamentalmente enriquecida, ano a ano, pela revelação de novas peças documentais, mas principalmente por abrigar reflexões diversas, agora sob olhares mais acadêmicos, transdisciplinares, menos envoltos na discussão que parecia interminável, em torno dos aparentes e grandes epítetos, próprios da radicalização, como fanatizador, mistificador, coronel, etc. O que temos aqui pela frente é um texto que segue, basicamente, o itinerário de uma biografia clássica, estabelecida cronologicamente, mas que identifica todo seu conteúdo estruturado para justificar que toda a vida de Padre Cícero se consumou numa sequência de importantes decisões a cada momento vivido, entre os primeiros e importantes sentimentos da juventude, até à introspecção da maturidade, remissiva à silenciosa reflexão de si próprio no ocaso da vida. Para fazê-lo, o Padre Giancarlo Perini dedicou muitos anos de sua vida atenta ao fenômeno do Juazeiro e de seu Patriarca lendo compulsivamente tudo aquilo que se havia produzido livrescamente, ao qual ajuntou a revisão documental centrada nos acervos mais importantes, entre a guarda de sua Ordem Salesiana, nos domínios da Diocese de Crato, e por além entre Vaticano e outros centros. Dessa sua missão impenitente surgiu uma dezena de pequenos textos com os quais fomos sentindo a sua “capitulação” ao propósito de se fazer instrumento desse novo tempo de estudos, produzindo textos e oportunidades de pesquisas, revelando novas pistas, e contribuindo para as discussões que foram se tornando a praxe de um momento rico, a caminho do que a maioria sempre pensou, sobre uma nova atenção no servo fiel, Padre Cícero, e o seu povo romeiro. Na primeira decisão, assim nomeada, o autor se reporta à vocação de servo de Deus, as primeiras leituras espirituais e a inclinação ao sacerdócio, os anos de sua formação escolar e eclesiástica, a decisão pela missão de evangelizar, tudo isso visto como a essência da personalidade que enfrentaria a vida como a sua dedicação ao serviço da causa do povo de Deus. Na segunda, aquilo que se consubstanciou como sendo a “opção preferencial pelos pobres” está realçado, especialmente, a sua inserção na primitiva comunidade do Joaseiro e a sua inexcedível ação de promoção social, com a qual assentou as bases da vida religiosa do lugar, mas também aquilo que já a preparava para a expressão social e econômica que hoje se contempla. Na terceira, eis que surge o fenômeno – o milagre tantas vezes renegado e posto na vala comum dos embustes e mistificações. O relato dos episódios, o conflito estabelecido entre defensores e hierarquia ganha novas expressões e assertivas, pelo fato relevante que se superou a partir da comprovação de um não embuste. A beata Maria de Araújo se destaca como a figura central, ainda marcada pela séria desconfiança da Igreja, a ponto de não aceitar seu próprio martírio. Na quarta, a defesa sobre a verdade do milagre, através da crença de quem o fez, até à morte. Assim, podemos encontrar aí um roteiro interessante sobre os caminhos e descaminhos desse conflito, ainda hoje existente, a considerar mínima e essencialmente que a conduta de obediência esteve no pano de fundo de toda a questão. Na quinta decisão, seu autor elenca o ingresso na política como uma opção legítima de defesa de seu povo, sob diversos aspectos, exatamente porque das restrições mais severas ao julgamento histórico do personagem, nunca faltou o argumento da sua relação com os poder e mando político, indissociável da violência rural-urbana, tão característica da vida do país, especialmente no Nordeste brasileiro, na fase de sua Velha República. Na última decisão mencionada neste texto, o Padre Giancarlo propõe que o desejo de santidade do Padre Cícero já era uma tônica no jovem que refletia sobre castidade, mansidão e caridade. É testemunho eloquente durante toda a sua vida que essas referências foram formando a sua prática diária e missionária. Cícero Romão Baptista “construiu” sua santidade numa práxis diária de serviço comunitário, balizada pela severa orientação de sua Igreja, e em tudo a ela foi obediente, porque forte era a sua crença pela salvação. Enfim, o texto é repleto de menções que indicam como se pode enxergar o Padre Cícero como um homem virtuoso e que edificou uma imensa relação pessoal com os degredados filhos das secas desse Nordeste. A Igreja contemporânea desses primeiros momentos, ainda não conflituosos com Cícero, reconheceria que suas virtudes enchiam o Vale do Cariri. Parte disso era, sem dúvida, a dedicação inexcedível ao povo sertanejo, gestos concretos pela edificação da Igreja no Cariri, e seus predicados morais e éticos que nunca foram negociados à luz de conveniências ditadas pelos poderes temporais. Ao apresentar esse livro para sua leitura atenta, congratulo-me com o Padre Giancarlo Perini, pela sua grande determinação em ter sido tão dedicado, por tantos anos, a esse propósito de “passar a limpo” uma das mais ricas histórias vividas por esses sertões nordestinos. Renato Casimiro. Juazeiro do Norte, 01.07.2017”.

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 16, sexta feira, às 19 horas, o filme A MÚSICA NUNCA PAROU (The Music never stopped, EUA, 2014, 205min). Direção de Jim Kohlberg. Sinopse: Henry Sawyer (J.K. Simmons) é um pai que luta para se conectar com o filho Gabriel (Lou Taylor Pucci), que descobre um tumor no cérebro que o impede de produzir novas memórias. Os dois tentam superar uma distância emocional e acabam encontrando uma forma de se relacionarem através da música.
CINE CAFÉ (CCBNB, JUAZEIRO DO NORTE)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no dia 17, sábado, às 17:30 horas, o filme CINZAS DO PARAÍSO (Days of heaven, EUA, 1978, 94min). Direção de Terrence Malick. Sinopse: No início do século XX, Bill e Abby formam um jovem casal que vive e trabalha em Chicago, mas passa a imagem de que são apenas irmãos. Quando decidem ir para o sul trabalhar nos campos, em companhia de uma garota, vão parar em uma fazenda no Texas, onde o proprietário se apaixona por ela.
CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 15, quinta feira, às 19 horas, dentro do Festival Grandes Faroestes, o filme VERA CRUZ (Vera Cruz, EUA, 1954, 94 min). Direção de Robert Aldrich. Sinopse: Dois pistoleiros americanos viajam para o México no meio da Revolução Mexicana. Eles são contratados para proteger uma representante da nobreza e seu ouro de um possível ataque e quando percebem, já estão envolvidos com a guerra.

CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 16, sexta feira, às 19 horas, dentro do Festival Filmes Inesquecíveis, o filme CANTANDO NA CHUVA (Singin´in the rain, EUA, 1952, 102min). Direção de Stanley Donen e Gene Kely. Sinopse: Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada. 

HISTÓRIAS DE FAMILIA
Recebi e muito agradeço a Sinhá Melo o presente que me deu com esta publicação sobre o centenário de seu pai, Afonso Ferreira de Melo. Infelizmente, só 14 anos depois é que tomo conhecimento desse valioso trabalho da família em memória de seu patriarca, contando histórias, revelando imagens e perpetuando para as novas gerações os exemplos e a dignidade desse cidadão que tanto honrou a sua disposição pelo crescimento e desenvolvimento, tanto de sua família, como da cidade a que serviu. Esse exemplo deveria ser observado pelas famílias juazeirenses, procurando registrar em publicações a sua própria memória, como atitude salutar para a preservação de sua existência e o brilho de seus antepassados. Estão de parabéns e menciono publicamente essa atitude como de grande mérito. À família os meus parabéns e o agradecimento. Já estou lendo e tomando apontamentos genealógicos para correlacionar a outras preocupações que tenho no momento com membros da família Melo, de grande significação no Cariri. Algumas imagens contidas no livro serão inseridas na Memória Fotográfica de Juazeiro do Norte, no Facebook.
ATENÇÃO AO ROMEIRO
O ciclo de romarias da programação da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, referente a 2017 foi recentemente concluído com a grande celebração de Nossa Senhora das Candeias. Visando atender cada vez melhor às necessidades de um bom acolhimento aos romeiros da Mãe das Dores, foi distribuído gratuitamente o Manual do Romeiro, o terceiro deles, para a Romaria das Candeias. Os dois anteriores foram para a festa da Padroeira, em setembro, e o segundo foi para a Romaria de Finados em novembro. Essa é uma ótima atitude da municipalidade, pois minimamente visa dar informações sobre serviços disponíveis para esse atendimento, roteiro de visitação, telefones úteis, etc.
AFAJ – NOVA DIRETORIA

Recentemente aconteceu a eleição para renovação da Diretoria e do Conselho Fiscal da Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte, AFAJ, com sede em Fortaleza. A nova Diretoria e o Conselho Fiscal para o período de 2018 a 2019 está assim constituída: Francisco Neri Filho (Presidente); Maria Carmélia Pereira de Alencar (Vice-Presidente); Nilze Costa e Silva (1ª Secretária); Expedito Maurício da Silva (2º Secretário); João Reginaldo Tenório (1º Tesoureiro); Maria Socorro Lopes Moura(2º Tesoureiro); Geraldo Moreira de Oliveira, Rosália Aguiar Fiqueiredo, Manuel e Elmano Lucena Sampaio (Diretores Sociais); Antônio Renato Soares de Casimiro, Manoel César Ferreira e Silva e Sávia Maria Ferraz Vieira da Cunha (Diretores Culturais); Maria Aldenice Silva Holanda, Iane Maria Feitosa Neri e Maria de Sá Brito (Diretoras Assistenciais); Conselho Fiscal: Odival Limeira Lima (Presidente); José Ronald Brito, Merenilde Macedo Tavares, Maria das Graças Cruz Limeira Lima (Memros Efetivos), Carmem Lúcia de Sousa Pereira, Almiro Francisco de Castro, e Liduina Macêdo Pereira de Matos (Membros Suplente). Particularmente, agradeço aos membros da Associação, pois mesmo residindo nesta cidade, muito distante da sede da Associação, meu nome continuou merecendo a atenção dos confrades, pois mais uma vez fui conduzido à função de Diretor Cultural. Desejo felicidades aos novos membros e que produzamos juntos um ótimo exercício para cada vez mais solidificar os laços que nos unem e o sucesso da agremiação em pról do Juazeiro do Norte e dos membros dessa Associação.

domingo, 4 de fevereiro de 2018


AFAJ:NATAL ASSISTENCIAL NO ABRIGO
No dia 26 de dezembro de 2017 um grupo de diretores da AFAJ – Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte, sediada em Fortaleza, tendo à frente o casal Graça Cruz e Odival Limeira Lima, respectivamente presidente e diretora assistencial da AFAJ e na companhia dos diretores culturais Renato Casimiro e Geraldo Moreira, estiveram visitando a Associação de Amparo aos Indigentes Walter Menezes Barbosa – AMPARI, em sua sede à Rua São José 120/126, na cidade de Juazeiro do Norte. A visita foi dedicada à realização da etapa final do tradicional Natal Assistencial da AFAJ, cumprido fiel e anualmente, junto a uma instituição de benemerência do nosso Estado. Esse ano de 2017 a decisão foi por realiza-la junto a uma instituição de nossa cidade, o reconhecido “Abrigo dos Velhos”, entidade existente em Juazeiro do Norte, desde 1953, tendo sido fundada por proeminentes membros da sociedade local, como está na foto acima: Dídio Lopes, Gumercindo Ferreira Lima, José (Zeca) Marques da Silva, Elvídio Landim, Pe. Nestor Rabelo Sampaio, Walter Menezes Barbosa, Geneflides Matos, e Irmã Coimbra. A instituição nasceu com a designação de SAM – Sociedade de Amparo aos Mendigos. Contudo, desde 1974, mediante o reconhecimento público por sua utilidade, determinada pela Lei Municipal 494, de 16.08.1974, e já com nova designação, ela continua prestando ótimos serviços no amparo aos mais necessitados. Atualmente ali se encontram residentes 28 homens, sendo 20 portadores de deficiências, na faixa etária de 39 a 89 anos, e 31 mulheres, sendo 24 portadoras de deficiências, na faixa etária de 8 a 104 anos. Desses, pelo menos vive com saúde debilitada, a ponto de sua permanência como acamado. Chamou-nos particularmente a atenção que na relação dos abrigados pela instituição nenhum é natural de Juazeiro do Norte, mas sim de vários outros Estados da federação, especialmente de Alagoas, embora existam alguns cearenses. Dos que ali estão pelo menos dez deles sequer tem registro de nascimento. Outros ainda estão tentando a obtenção de um benefício de aposentadoria. Preside a instituição o farmacêutico Walter Menezes Barbosa Filho, à frente de uma diretoria com diversos membros, destacando-se a coordenadora Cleonisse Gomes de Oliveira. A programação cumprida pelos diretores realizou uma ampla visitação a todos os ambientes da instituição, destacando os diversos pavilhões, apartamentos residenciais, enfermarias, clinica de fisioterapia, farmácia, cozinha e refeitório, capela, lojinha de souvenirs e artigos religiosos, área administrativa, áreas de recreação e lazer, bem como todas as demais instalações do prédio histórico. Como se sabe, neste local ali residiu o Revmo. Pe. Cícero Romão Batista e sua família e demais membros agregados, até o ano de 1933, quando ele se muda para outro endereço, na mesma rua São José, onde hoje está instalado o Museu Pe. Cícero, até 20.07.1934, quando faleceu. A manutenção dos serviços de atendimento a todas as demandas de alimentação, vestuário, higiene, serviços de terceiros, atendimentos médicos e paramédicos são realizados graças à sensibilidade dos poderes públicos, através, especialmente da sua secretaria municipal de saúde, bem como por entidades particulares e por doações de populares, cuja generosidade, inclusive com o nosso testemunho, é frequente à essa casa de serviço público assistencial. Faz parte também do montante financeiro para a sustentação da obra a doação voluntária dos internos com respeito às suas aposentadorias e pensões recebidas, quando isso é possível, uma vez que alguns nem isso tem para contar com a sua manutenção. Daí a benemerência da instituição em recebê-los. As áreas visitadas estão bem recuperadas e mantidas pela diretoria da instituição que faz reparos e manutenção de instalações. Algumas áreas, especialmente na parte do edifício antigo, anteriormente pensado para abrigar o Bispado de Juazeiro do Norte, estão fechados à visitação pública. A própria AFAJ, ainda no início do ano 2000 presenteou a instituição com um acervo fotográfico e histórico, elaborado por Renato Casimiro e Daniel Walker, cuja apresentação se deu em setembro de 1999, numa exposição realizada no Náutico Atlético Cearense, durante uma festa de congraçamento da colônia juazeirense na Capital. O prof. Walter Menezes Barbosa Filho a recebeu das mãos de nosso diretor Cultural, na época, e esse acervo passou a constituir um pequeno museu no atual endereço da AMPARI. Estimamos que a instituição possa novamente apresentar esse acervo, reabrindo-o nos espaços históricos do velho casarão. Ainda durante a visita à AMPARI, os diretores da AFAJ fizeram a entrega de 40 (quarenta) kits constituídos de toalhas e lençóis para a manutenção dos serviços de atendimento à higiene pessoal dos indigentes mantidos na instituição. A doação foi recebida com grande entusiasmo pela “Irmã” Cleonisse e seus auxiliares, pois as carências, de um modo geral são muito grandes. A visita foi coroada de pleno êxito e deixou para a AFAJ o sentimento de mais uma missão bem cumprida, especialmente porque encontramos a instituição bem cuidada e realizando o seu destino como entidade que foi criada para servir ao povo necessitado, independentemente de sua procedência e condição financeira. 

O 174º ANIVERSÁRIO
Numa carta, escrita de Roma, com data de 24.03.1898, o Padre Cícero Romão Baptista, saudando sua mãe e suas irmãs, sequencia dizendo: “Hoje que faço 54 anos e véspera da Anunciação da Mãe de Deus. . .” Essa carta, trazida na bagagem do comerciante João Baptista de Oliveira, amigo do patriarca e de sua família, que viajara para visita-lo, encheu de alegria os corações do povo no Cariri. A carta trazia algumas poucas notícias daquele degredo a que se submetera o padrinho, para estar na cidade eterna, submisso e obediente ao que determinara seus superiores, os cardeais romanos, mas fiel à sua causa - a causa da fé de seu povo. Muitas vezes essa carta foi usada em textos de livros e jornais para representar a esperança do fenômeno religioso do Joazeiro, porque, em suma, ela revelava alguns detalhes daquela “via crucis”, com as dificuldades que encontrara, em meio à quase insensibilidade de tantos interlocutores. Contudo, se o texto daquela carta revelava ansiedades, sofrimentos e angustias, de outra sorte, ele demonstrava o que significava a convicção e a grande fé de um homem que se entregou de corpo e alma pela felicidade terrena de seu povo e pela salvação de sua alma. Portanto, é de longa data que entre nós o mês de março encerra, dentre suas datas expressivas, essa celebração dos anos do grande aniversariante. Agora contamos o centésimo septuagésimo quarto ano. Nesse ponto, Juazeiro do Norte e toda a nação romeira ainda hoje conservam a sua fidelidade festiva, “festeira”, exultante sobre essa data, porque parece mais uma vez que ao comemorá-la, é como se a dizer que ele está vivo, “o padre não morreu”. Celebramos a sua existência como algo que nos relembra o caminho, a estrada, a missão, as conquistas. É da memória desse homem que emanam os mais significativos valores que continuam nos impregnando pela construção dessa civilização romeira. O que Juazeiro do Norte hoje representa nesse contexto de brasilidade, de nordestinidade, especialmente no plano de sua religiosidade, é um grande alento para o entendimento das razões que fazem com que o homem sertanejo não arrefeça a sua fé. A despeito de, por sua própria salvação, em meio a um cotidiano que lhe agrega incertezas e profundas angústias diante da sobrevivência, como a que a vida lhe impõe, perversa e desumanamente, a retirar-lhe direitos inerentes à sua própria cidadania, como o trabalho, a terra, a segurança, o salário, a educação e a saúde. Juazeiro e seu Patriarca são, verdadeiramente, essa instância, essa reserva inegociável de suas referências com a qual ele está permanentemente reanimado e disposto para as batalhas que, enfim, parecem não vencê-lo. Daí porque ele continua vindo, aos pés de sua Mãe das Dores, ao túmulo de seu santo padrinho, de modo particular no dia desse seu aniversário. Então, 24 de março é dia de festas, um feriado “nacional” para essa nação de devotos e admiradores. É dia de muitas orações por essa felicidade possível na sua “Jerusalém terrestre”, é dia de acender e apagar velas, é dia de competições esportivas, é dia de comer bolo em praça pública, é dia de levar-lhe flores em procissão, é dia de cantos de alegria pela noite até à madrugada, é dia de ir ao seu túmulo e prantear – a sincera lágrima de uma saudade sentida, intimamente, por todos nós, milhões dos quais nem o conheceram. Essa consagração que continuamos a tributar-lhe se associa pacientemente à grande expectativa que nutrimos, ansiosos pela continuidade das manifestações egressas da Santa Sé, iniciadas pelo ato generoso da reconciliação, e que esperamos continuem noutras direções do entendimento da Igreja sobre o padrinho dos nordestinos. O nosso sentimento e a nossa postura parecem conter as expressões de todas as nossas convicções sobre sua santidade e o mérito deste servo de Deus que, enquanto viveu, não se cansou de nos demonstrar como se deve proceder para encontrar “o caminho, a verdade e a vida”. Padre Cícero foi o protetor de todos aqueles que nos precederam e essa proteção continua a existir na contemporaneidade, em todas as lutas pela cidadania e por todos os direitos de sua gente. Foi, por assim dizer, um grande operário de seu povo. Esses motivos sobejos nos remetem à consideração de que um único dia não nos bastaria para tamanha e tão pertinente celebração. Particularmente, no calendário deste Março de 2018, a celebração da graça pela existência do Pe. Cícero situa-se entre a festa de São José, padroeiro do Ceará, e a Páscoa do Senhor. (Artigo escrito por Renato Casimiro, para a edição de Março, de 2018, de Romaria – Basílica de Nossa Senhora das Dores, Juazeiro do Norte, CE)
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI


SESSÃO CURUMIM(JUAZEIRO DO NORTE)
A Sessão Curumim ocorre no próximo dia 6, terça feira, às 14 horas, no Orfanato Jesus Maria José (Rua Cel. Antonio Pereira, 64, Santa Tereza, em Juazeiro do Norte, o filme 14h - DIVERTIDAMENTE (Pixar/Walt Disney Pictures, EUA, 2015, 94 min). Sinópse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.
SESSÃO CURUMIM (CARIRIAÇU)
O Centro Cultural BNB promove de forma itinerante uma sessão de cinema para crianças, denominada Sessão Curumim, com entrada gratuita, e exibe no dia 8, quinta feira, às 19 horas, no Terreiro da Comunidade do Sítio Monte, em Caririaçú, CE, o filme CORALINE (Henry Selick, EUA, 2009, 100 min). Sinopse: Entediada em sua nova casa, Caroline Jones um dia encontra uma porta secreta. Através dela tem acesso a uma outra versão de sua própria vida, a qual aparentemente é bem parecida com a que leva. A diferença é que neste outro lado tudo parece ser melhor, inclusive as pessoas com quem convive. Caroline se empolga com a descoberta, mas logo descobre que há algo de errado quando seus pais alternativos tentam aprisioná-la neste novo mundo.
CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)

O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 9, sexta feira, às 19 horas, o filme APENAS UMA VEZ (Dir. John Carney, IRL, 2006, 85min). Direção de John Carney. Sinopse: Dublin, Irlanda. Um músico de rua (Glen Hansard) sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe (Markéta Inglová), que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade.

domingo, 24 de dezembro de 2017


BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO!
Por Renato Casimiro
Só posso lhes dizer que nem imaginava, mesmo, a despeito de notícias esparsas, mas de gente de grande afeto a Lourival Marques de Melo – alguns, dentro de minha própria familia, que eu me encontraria, de frente, nessa empreitada, tão diletante, com um personagem de tal densidade, para esse propósito de traçar-lhe um perfil biográfico. Tem sido, verdadeiramente, uma grande experiência, encontrá-lo como algo inesgotável, a premiar o garimpador – modesto, mas vontadoso, a cada nova pista, com grandes aberturas para lhe revelar, não apenas o personagem quase anônimo em sua terra, mas um grande brasileiro que efetivou uma das mais amplas e prodigiosas folhas no rádio nacional. Resolvi a esse tempo, não alinhavar textos e seguir o curso da exploração continuada para barganhar muitas ilações e trilhas, sempre com o propósito de mais reconhecê-lo “missionário” dessa jornada, tentando inovar e deixar marcado o seu trajeto de grande realizador – se possível, e ao meu orgulho pessoal, mais que outros já tenham feito. Diante disso, e nem sei quando isso se esgota, mesmo se um dia temos que dizer – “basta!”, já é o suficiente, se a cada página a tarefa se mostra tão prazerosa. Contudo, tomo nova liberdade de encerrar temporariamente, enquanto busco organizar nova pauta, diante de tantas propostas que me afloram. Ainda é necessário se demorar sobre diversos outros programas que foram ao ar. Acho que nem falamos de meia dúzia da mais de uma centena desses que por pouco ou mais tempo fizeram o encanto de gente simples – o povão que lhe escrevia milhares de cartas, ou de gente requintada, como li um dia de Elis Regina, a dizer ”... era acordando e já ligando para ouvir a Rádio Nacional”. Importantíssimo será falar das suas incursões sobre empreendedorismo (jornais, revistas, gravadora, produtora) a relevar no rádio, não apenas as novas oportunidades de negócios, a concepção de emprego, de renda e de uma relação intensa com mais de uma centena de emissoras, da Amazônia ao Pampa, veiculando a sua criatividade exposta em atrações musicais ou informativas, ou ao calor de dramas vasculhados por radionovelas. Será importante vê-lo transitando entre o rádio e a tv, no momento em que decidiu enfrentar o que, reconhecidamente, nunca superaria o rádio – segundo a sua própria convicção, mas que não impediu que ali também brilhasse, e muito tenha escrito e produzido. Espero poder ouvir o seu longo depoimento, ou lê-lo se assim for mais conveniente, no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, para beber muito mais ao longo dos seus trajetos. Vou em busca de conhecer cada uma das suas vinte e uma novelas, nem que seja apenas nas súmulas, já que quase tudo se perdeu. Desejo, particularmente, mergulhar mais ainda no que lhe fizeram de reconhecimento ou no que lançaram como antipatias, por sua personalidade forte e exigente com a criação, talvez como a reação mais ingênua de pô-lo no ostracismo. Até confesso que devo “destilar” a minha ira pela sistemática forma com que a informação bibliográfica insiste em minimizar essa folha aqui referida, pois é no mínimo incômoda a constatação de não se explica à luz de tantas fontes, o porquê desse quase menosprezo a alguém que nunca mendigou a popularidade nessas mídias de então, exatamente porque tinha em sua consciência a nítida significação do valor do seu trabalho, sem concessões medíocres a troco de popularidade fácil. Mais estranho é constatar que isso já foi objeto de reconhecimento e o tempo, em novas gerações, terminou por levantar uma cortina de fumaça sobre a sua expressiva vida profissional. Por que será que houve isso, aparentemente tão inexplicável? Será muito bom, mais uma vez reencontrá-lo no universo grandioso das grandes canções mostradas em programas memoriais, inesquecíveis e de todas as nossa lembranças. Prometo que haverá muita coisa mais, e com isso só peço a paciência de meus leitores para me permitir mergulhar outra vez mais para daí - daqui uns dias, emergir novamente com mais textos que nos continuem revelando o brilho dessa mente privilegiada, que como eu, nasceu na Rua São Francisco, nesse Joazeiro até de sua juventude, partilhando também a intimidade de minha familia que abreviadamente dizia, “... era passando uma casa, a outra era a de Lourival”. Então, até qualquer hora dessas com muitas outras histórias sobre Lourival Marques. No curso dessa empreitada, seja o tempo generoso para me ensejar boa colheita entre os guardados da memória nacional, e me sejam favoráveis os caminhos para sistematizar esse conhecimento na forma desses textos que lhes darei com algo do melhor de mim. Novos capítulos sugirão, ampliando as emoções que já me tomam para conduzir isso para uma obra em livro que se mais orgulho não tiver, guardará o propósito de realçar a vida e a obra de um desses juazeirenses que guardamos no coração. De tanto orgulho, do tanto que se pode sentir. 

(Na Foto: Lourival Marques e esposa, Luci Landim, e o ator Robert Ryan, Los Angeles (Califórnia, EUA), 1959.). O ator nesta época havia concluído as filmagens de "Por um pouco de Amor" (Lonely Hearts, EUA, 1958, 100min), ao lado de Montgomery Cliff e Myrna Loy, e estava filmando "Day of the outlaw" (um western, algo como "O dia do fora da lei", com Burl Ives e Tina Louise). Na revista Radiolândia há o registro de que essa pessoa na foto é o homem de Tv americana, Barry Sullivan. Mas houve o equívoco, conforme me esclarece Vania Maria Landim, filha de Lourival Marques, residente no Rio de Janeiro).

O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 28, quinta feira, às 19:30 horas, dentro do Festival Cinema Europeu, o filme ARROZ AMARGO (Riso amaro, Italia, 1949, 108min). Direção de Giuseppe De Santis. Sinopse: Produção dividida entre o realismo social e o melodrama passional que projetou mundialmente o cinema italiano e revelou um dos grandes mitos eróticos do pós-guerra: Silvana Mangano. A denúncia das duras condições de trabalho das plantadoras de arroz, no vale do Pó, fez com que milhares de espectadores se divertissem pela ingênua e transbordante sensualidade da atriz, então estreando. Ao seu lado brilharam astros como Raff Valone, que seria galã em numerosas produções internacionais, e o excêntrico e versátil Vittorio Gassmann. O diretor, Giuseppe de Santis, foi um dos idealizadores do movimento neo-realista.
CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 29, sexta feira, às 19:30 horas, o filme PRÍNCIPE DO NATAL (Christmas prince, EUA, 2017, 92min). Direção de Alewx Zamm. Sinopse: Uma jovem jornalista recebe como um belo presente de Natal a chance de ser enviada para cobrir a história de um príncipe playboy prestes a se tornar rei. Contudo, ela acaba se enredando numa intriga real e por tabela, também encontra o amor. Mas ela será capaz de manter sua mentira?
CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 29, sexta feira, às 19 horas, o filme O PREÇO DO AMANHÃ (In Time, EUA, 2011, 101 min). Direção de Andrew Niccol. Sinopse: Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para sobreviver e também obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 25 anos de vida. Quando Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma misteriosa doação, passa a ser perseguido pelos guardiões do tempo por um crime que não cometeu, mas ele sequestra Sylvia (Amanda Seyfried), filha de um magnata, e do novo relacionamento entre vítima e algoz surge uma poderosa arma contra o sistema e a organização que comanda o futuro das pessoas. 

O FUTURO DO SOLAR DOS VIANA
O Decreto Municipal Nº 358, de 07.11.2017 declara de interesse social para fins de desapropriação por utilidade pública, o imóvel situado à Rua Padre Cícero, nº 376. Diz o decreto nos seus dispositivos: “Art. 1º – Declara de interesse social para fins de desapropriação por utilidade pública, na forma da legislação pertinente, o IMÓVEL residencial urbano, pertencente a Sra. MARIA VIANA DE SOUZA, brasileira, desquitada, inscrita no CPF/MF nº 034.424.203-00 e a Sra. MARIA EDITE DE FIGUEIREDO VIANA, brasileira, viúva, inscrita no CPF/MF nº 311.412.933-15, ambas residentes e domiciliadas nesta cidade, sendo o imóvel desapropriado localizado à Rua Padre Cícero, nº 376, fazendo esquina com a Rua São Francisco, nesta urbe, objeto da Matrícula nº 19.511, do Livro nº 2, em 30/08/ 2011, do Cartório Machado – 2º Ofício local, apresentando suas medidas dentro dos seguintes limites e confrontações: ao NORTE (lateral esquerda), em três segmentos, o primeiro com a casa de nº 362, que faz frente para a citada Rua Padre Cícero, pertencente aos herdeiros de José Bezerra de Menezes, onde mede 31,00m (trinta e um metros), o segundo com os fundos da casa de nº 389, que faz frente para a Rua São José, pertencente ao espólio do Sr. Orlando Bezerra de Menezes, onde mede 3,10m (três metros e dez centímetros), e o terceiro segmento com a casa de nº 81/83, que faz frente para a Rua São Francisco, pertencente a José Viana Neto, onde mede 2,20m (dois metros e vinte centímetros); ao SUL (lateral direita), com o leito da Rua São Francisco, onde mede 36,30m (trinta e seis metros e trinta centímetros); ao LESTE (frente), com o leito da Rua Padre Cícero, onde mede 15,90m (quinze metros e noventa centímetros); OESTE (fundos), com três segmentos, o primeiro com a casa de nº 81/83 já citada, onde mede 5,80m (cinco metros e oitenta centímetros); o segundo com a citada casa, onde mede 5,70m (cinco metros e setenta centímetros) e o terceiro segmento com a casa de nº 389 já mencionada, onde mede 4,40m (quatro metros e quarenta centímetros), encerrando o terreno uma ÁREA de 541,31m² (quinhentos e quarenta e um vírgula trinta e um metros quadrados), contendo uma CASA RESIDENCIAL com 435,00m² (quatrocentos e trinta e cinco metros quadrados). Art. 2º – O imóvel acima descrito e caracterizado, encerrando uma ÁREA de 541,31m² (quinhentos e quarenta e um vírgula trinta e um metros quadrados), inclusive as benfeitorias de edificações existentes, destina-se à construção e funcionamento de um complexo socioeducativo voltado, especialmente, para estudos, pesquisa, interação literária e oficinas artísticas, objetivando impulsionar o desenvolvimento educacional do Município, através da Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro do Norte/CE. Art. 3º – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. 4º – Ficam revogadas as disposições em contrário e em especial o item 5, do art. 1º do Decreto Municipal nº 425, de 10 de setembro de 2010. Palácio Municipal José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, aos 07 (sete) dias do mês de novembro de dois mil e dezessete (2017). JOSÉ ARNON CRUZ BEZERRA DE MENEZES PREFEITO MUNICIPAL DE JUAZEIRO DO NORTE. 

POEMAS PARA MARIA

Vai acontecer a 1ª MOSTRA – POEMAS PARA MARIA. Para tanto saiu no Diário Oficial do Município o REGULAMENTO. A Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, por meio da Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem, convida todos os poetas e poetisas do município de Juazeiro do Norte a participarem do processo seletivo de poemas para a 1ª Mostra – Poemas para Maria - Beata Maria de Araújo. O tema do concurso é “Beata Maria de Araújo: Milagre e esquecimento”, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas e poetisas residentes e domiciliados no município de Juazeiro do Norte-CE. Cada participante poderá enviar 01 (um) poema inédito, em língua portuguesa, digitado, com fonte “Time New Roman”, tamanho nº 11, de no máximo 01 lauda, para o e-mail: mostrapoemasparamaria@gmail.com a partir de 13 a 31 de dezembro de 2017. O trabalho deverá ser enviado, constando nome completo do autor; título do poema; endereço completo; telefone para contato - indicar DDD; e-mail e um breve currículo do autor. Os poemas (selecionados) serão publicados em um livreto. Os poemas serão julgados por uma comissão de convidados e servidores da Secretaria Municipal de Cultura, cuja decisão de seleção será irrevogável e irrecorrível. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema foi tratado. Serão selecionados os 20 melhores poemas, para publicação de 500 (quinhentos) livretos. Esta edição não prevê pró-labore para autores, porém todos os poetas selecionados receberão 05 (cinco) exemplares da publicação, os demais serão distribuídos gratuitamente para a sociedade, bibliotecas e estudantes. No dia 8 de janeiro será divulgada lista, no site oficial da Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte com o nome dos selecionados e em 17 de janeiro, às 19h, na Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem, ocorrerá evento público de lançamento e recital dos poemas selecionados em homenagem a Beata Maria de Araújo. O nome da Mostra é em homenagem a Beata Maria de Araújo e a todas as Marias, mulheres que fizeram e fazem a história de Juazeiro, povoando com fortaleza, resistência, sensibilidade e mistério o imaginário desse povo. A 1ª edição da mostra traz o nome da inspiração desse momento espaço de compartilhamento e beleza. Pedimos a todos os participantes que ao enviarem poesias, que indiquem a disponibilidade de comparecer ao lançamento do livro no dia 17 de janeiro de 2018, ou o nome de outra pessoa que possa representá-lo(a). Outras informações na sede da Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem ou através do e-mail: mostrapoemasparamaria@gmail.com. Quem está à frente das gestões a esse propósito é Rosana Pereira Marinho, Coordenadora da Biblioteca Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem.

sábado, 16 de dezembro de 2017














BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO!
(XXV) Oh... Ópera! (8ª. Parte)
Por Renato Casimiro
Contrariando o que havia dito o colunista Catão, de Luta Democrática (RJ), Dona Mag realmente respondeu a Lourival Marques, usando seu espaço, na sua coluna no Diário de Notícias, edição de 04.12.1958. Ao que parece, não reclamou o direito de resposta, junto ao Diário Carioca, procurando minimizar a repercussão, assim me pareceu. Eis aqui seus comentários, sem qualquer novidade sobre sua argumentação, já manifestada em diversas colunas anteriores e objeto das respostas de Lourival Marques. Transcrevo-as. “A ENTREVISTA – Não me surpreenderam os termos da entrevista concedida a um matutino pelo Sr. Lourival Marques a propósito dos comentários desta cronista ao seu programa “Oh... Ópera!”, transmitido pela Rádio Nacional. Transparece na citada entrevista o mesmo estilo boçal da produção radiofônica e, sob outro aspecto, pode ser visto na diatribe um repugnante retrato moral do Sr. Lourival Marques. Não possuindo cultura suficiente para produzir um programa operístico, nem mesmo sob a forma de sátira musical, seria mesmo de esperar-se que o Sr. Lourival Marques só soubesse debater o assunto fora do terreno da erudição, servindo-se das armas torpes da calunia, que são as armas da covardia e da ignorância. Qualquer pessoa sensata, lendo a entrevista, chegará a essa conclusão. O cronista Catão da “Luta Democrática”, analisando a entrevista do Sr. Lourival Marques, escreveu ontem no seu jornal: “O produtor da Rádio Nacional, inconformado com as críticas dirigidas ao seu programa, apelou para a ignorância e respondeu aos comentários de Mag com acusações que envergonham a qualquer homem decente”. E acrescentou: “Toda a crítica especializada sofreu com a afronta recebida pela colega, e, nesta oportunidade, estou inteiramente ao lado de Mag”. Assim, o sr. Lourival Marques ficará sozinho a remoer este triste incidente que restará, apenas, como mancha negra na sua inexpressiva carreira radiofônica. O PROGRAMA – Como é do conhecimento dos leitores, a Rádio Nacional lançou recentemente o programa intitulado “Oh... Ópera!”, produção do Sr. Lourival Marques. Possui o programa valorosos recursos artísticos como um grupo de bons cantores populares. Ótima orquestra, excelentes orquestradores e maestros. Com tais elementos, poderia o Sr. Lourival Marques apresentar um programa popular de agrado geral, sem recorrer, como o faz, a deturpações de textos históricos e literários, numa pretendida sátira a um gênero musical consagrado, isto é, o operístico. Entre outros resumos escritos pelo Sr. Lourival Marques para o programa “Oh... Ópera!” já criticados nesta coluna, limito-me agora a citar um pequeno trecho: “Iracema, a virgem dos lábios de mel, toma banho na mata quando à sua frente surge o guerreiro branco. Iracema supõe que ele é do Texas, pensa que ele é o famoso Caramuru, mas o guerreiro se irrita. “Não uso nome de fogos de São João”, diz ele. Acalmado o receio da virgem, Martim vai ao encontro de Araken, cacique tabajara e pai de Iracema”. Como verificam os leitores, isso não é sátira de coisa nenhuma. Trata-se de criminoso atentado a um episódio que as crianças estudam nos colégios. CONCLUSÃO – Apesar da longa, desaforada e inconsistente entrevista do Sr. Lourival Marques, não caíram por terra os meus argumentos contra o seu programa, que são apenas os seguintes: 1º - O título do programa (ópera) não corresponde ao material irradiado (“script” e partitura); 2º - Sendo o programa uma contrafacção de uma obra musical consagrada (ópera), considero a respectiva transmissão imprópria para a Rádio Nacional, emissora que pertence ao Governo e que deve cumprir os objetivos culturais e educativos da radiodifusão no Brasil, não aceitando “scripts” de má qualidade literária e artística.” A esses termos, Lourival Marques não mais se refere e não ocupou mais qualquer espaço de imprensa escrita para completar o seu posicionamento. Embora a esse fim de conversa a questão tenha sido assumido pelo jornalista da Luta Democrática, ele também provocará o aborrecimento de um grande amigo e colaborador de Lourival que, enfim, também entrará na questão para ir em defesa do amigo. Trata-se de Nestor de Holanda que será objeto de alguns textos a seguir. No mais, a questão parece ter sido esclarecida no sentido do que se firmou, por a colunista do Diário de Notícias se precipitou ao analisar o programa, antes de conhece-lo, e além do mais, havia contra si algumas questões expostas por Lourival e que envolvia a sua conduta administrativa e a antipatia pessoal pelo produtor. Nesse clima, de fato, eclodiu a crise que se revelou. (Continua na 9ª. Parte)

Na Foto: Lourival Marques (Rádio Nacional, 1954)













BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO! (XXV)
Oh... Ópera! (9ª. Parte)
Por Renato Casimiro
O artigo de Catão, no Luta Democrática, de 04.12.1958, fazia menção ao envolvimento pessoal e crítico do jornalista Nestor de Holanda (Cavalcanti Neto), um conhecido jornalista pernambucano, nascido em Vitória de Santo Antão, em 01.12.1921 e que faleceu precocemente no Rio de janeiro, em 14.11.1970. Nestor era grande amigo e admirador de Lourival, com o qual partilhou muitos projetos na Rádio Nacional e também em empreendimentos fora dali, mas relacionado ao rádio. Além de jornalista, um escritor muito farto, e de produção muito extensa, em teatro, jornais, livros, etc. O que encontro de Nestor de Holanda está no Diário Carioca de 16.12.1958, na sua coluna diária, Rádio e Tv. Não encontrei algo de Nestor que fosse imediatamente após a publicação nesse mesmo Diário Carioca, próximo da resposta de Lourival. Então completando esse quadro das críticas ao “Oh... Ópera”, vamos transcrever o que diz Nestor, para não deixar uma “ponta solta” nesse painel que foi construído pelas aleivosias de dona Magdala. “Está rolando por aí encrenca danada. Claro que o leitor que tem mais o que fazer não toma conhecimento desses bate-fundos. Mas a verdade é que o produtor Lourival Marques e a bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira só não se mataram ainda porque sabem que existe o 121 do Código Penal, invenção de utilidade Pública, que tem zelado pela existência de muitos (e, modéstia a parte estou entre esses muitos. Outro comentarista de assunto de rádio não sei porque entrou na questão. A “Radiolândia” publicou declaração do Lourival, já divulgadas pelo DC. A bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira escreveu artigo, dizendo que o produtor da Rádio Nacional se serviu de “armas da covardia e da ignorância”. Lourival enviou à bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira cópia de reportagem assinada por Eustórgio Cunha, na revista “Cartaz do Rádio”, na qual a bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira fôra acusada de desvios de verbas e “otras cositas más” no tempo em que era diretora da Roquete Pinto. E, o pau está comendo solto. Tudo começou porque a bondosa senhora dona Magdala da gama Oliveira, que faz (ou pensa que faz) crítica de televisão e rádio no “Diário de Notícias” e se assina “Mag”, arrasou o programa “Oh...Ópera” antes de ouvir a coisa. Depois, não satisfeita, continuou atacando a produção de Lourival Marques, impiedosamente, menos porque – segundo provou o atacado – é cacoete da bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira, xingar a Nacional, seus filhos, pais, outros parentes, afins, descendentes e ascendentes. E Lourival, não tendo como se defender concedeu a entrevista ao DC. Agora, o autor de programas (de bons programas) da E-8 na carta que endereçou à bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira deixou o comentarista que entrou na briga definitivamente envolvido. Disse ele: “Quanto ao cronista que tomou a sua defesa creio que a senhora terá razões de sobra para ficar zangada com o rapaz. Diz ele que eu a chamei de “tarada” (a palavra está lá). Ora, eu nem a ofendi com esse termo nem fiz sequer, quaisquer insinuações a tal respeito. Não seria melhor esclarecer esse detalhe, também publicamente? Acho que o cronista deixou-a em má situação.” Mas, quanto a isso, minha impressão é de que Lourival Marques se enganou. O comentarista não defendeu a bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira. Em primeiro lugar, nunca vi alguém defender usando aquele qualificativo. Em segundo lugar, o comentarista votou no concurso da “Radiolândia”, integrando a comissão dos “Maiores do Rádio”. Como se sabe foi convencionado esse pleito, que todas as decisões seriam unânimes. Os resultadores diziam: “Maior produtor – Lourival Marques, pelo seu cada vez melhor “Oh...Ópera”. Maior orquestrador – Léo Peracchi, fazendo os arranjos e conduzindo a orquestra do “Oh...Ópera”. Em outras palavras, isso quer dizer que o comentarista em questão e toda a crítica especializada estão contra a bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira, em seus ataques sistemáticos ao “Oh...Ópera”. E, evidentemente, hipotecaram solidariedade ao Lourival (Nestor de Holanda). Então, em palavras finais, diz Nestor de Holanda que o ano de 1958 se encerrou com a escolha dos melhores, por críticos de rádio e tv, a exemplo do que já vinha acontecendo desde 1954, Lourival foi escolhido como um dos melhores. Isso era, pelo menos para mim, a confirmação do que doze anos antes já preconizava outro grande crítico de rádio, o jornalista Alziro Zarus, nas páginas do jornal A noite, de 10.09.1946: “Há dias, focalizei aqui a obra de um dos novos autores de programas do rádio carioca: Lourival Marques. Esse moço, pertencente ao “cast” da Rádio Globo, é, realmente uma esperança em marcha. Tem feito o suficiente para merecer o estímulo da crítica, num “broadcasting” cujo lema, para a maioria, é FAMA E PREGUIÇA... Não lhe fiz, portanto, nenhum favor. Entretanto, o jovem “producer” da PRE-3 acaba de enviar-me a carta seguinte: “Ilmo. Sr. cronista radiofônico de A NOITE. Embora atrasado, quero agradecer suas referências a mim e a alguns programas que tenho tentado fazer aqui na Rádio Globo. Na verdade, tais audições estão abaixo da crítica, e não vale a pena atribuir a este ou àquele motivo o fato de não atingirem o fim desejado. Naturalmente, na sua coluna, preferiu não fazer restrições, levando em conta que sou um dos novos e, além de tudo, luto contra umas tantas barreiras. Por isso mesmo é que tomei suas palavras como um valioso estímulo. Renovo aqui, o meu “muito obrigado”. Lourival Marques”. Ora, em dez anos de crônica de rádio, tenho notado que a displicência é a característica dos asteroides do éter. A vaidade não lhes permite agradecer coisa alguma. Seu valor é imenso, e o crítico tem mesmo de lhes prestar vassalagem... De modo que, para encurtar razões, esse Lourival Marques é uma “avis rara” na Parvônia sonora da Radiolândia carioca... (Alziro Zarur). (Continua na 10ª. Parte)

(Na Foto: Lourival Marques, com sua esposa Luci Landim e dois filhos, 1955)













BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO! (XXV)
Oh... Ópera! (10ª. Parte)
Por Renato Casimiro
A menção de Nestor de Holanda por nós transcrita, anteriormente, segundo a qual Lourival enviara à “bondosa senhora dona Magdala da Gama Oliveira” cópia de reportagem assinada por Eustórgio Cunha, na revista “Cartaz do Rádio”, na ela fôra acusada de desvios de verbas e “otras cositas más” no tempo em que era diretora da Roquete Pinto, nos permite um retorno aos argumentos de Nestor. Não encontramos o texto inserido na revista em questão, por sinal, periódico que foi fundado por Lourival e do qual ainda voltaremos a nos referir. Mas, em maio de 1959, muito próximo ainda da querela havida com Lourival, dona Mag volta às colunas de arte, rádio e tv, para ser referida com a sua demissão do serviço público, pelo motivo que se descreve sem maiores detalhes, nesse texto de Nestor de Holanda. “TELEGRAMA - Não costumo dar atenção a todas as cartas que me enviam sobre assuntos focalizados por esta coluna. O leitor bem intencionado se identifica. Manda o endereço certo, embora, às vezes, peça que seu nome seja omitido na publicação, o que é absolutamente respeitado. As cartas sem remetentes vão para a cesta. E ganham o mesmo destino as que fazem acusações sem provas. Assim, recebi várias cartas sobre a demissão da sra. Maria Magdala da Gama Oliveira, da Escola de Bailados do Teatro Municipal. Traziam acusações violentas à ex-violinista. Outras encerravam ofensas graves. Joguei-as fora. O assunto não é meu. Além disso, não estou aqui para servir de inocente útil às vinganças alheias. E, sobretudo, os signatários não se identificaram devidamente. Hoje, porém, recebi telegrama sensibilizador, que me envaideceu, que me transformou em homem cada vez mais convencido de que a opinião pública sabe da força que representa a lisura que é cumeeira desta seção. Eis o texto do honroso telegrama: “Peço ter maior noção de ética jornalística, abstendo-se de comentar minha demissão da direção da Escola de Bailados do Teatro Municipal. Qualquer comentário em sua apagada e inexpressiva coluna, a soldo do partido político situacionista, receberá o troco de ação judiciária. (a) Maria Magdala da Gama Oliveira.” “Obrigado dona Mag.” E continua Nestor de Holanda: “Li os motivos da demissão da diretora, numa coluna de “O Jornal TV”, intitulada “Ballet em foco” e assinada por Evelyne G. Perlov. A história ali contada era até das mais honrosas para a ex-coleguinha do Nicolau (Paganini). Por se tratar de elemento ligado ao rádio, talvez lhe fizesse aqui um elogio. Mas, pelo telegrama que recebi, estou proibido de comentara demissão, sob pena de receber o troco de ação judiciária... Somente por isso não louvo a atitude da ex-diretora da Escola de Bailados. Quanto “ao partido político situacionista” que, no dizer do telegrama, paga a esta coluna, ainda não descobri qual, porque não sei bem qual o dono da situação: o PSD do presidente ou o PTB do Vice? O PSP do prefeito de São Paulo ou a UDN da demitida da Escola de Bailados? Se é algum desses, está atrasado, em muitos anos, no soldo que me deve. Preciso saber, com urgência, qual o partido e a quem cobrar... Se isso não é verdade, Dona Mag. Acaba de caluniar (art. 138), de difamar (art. 139), e de injuriar (art. 140) profissional da imprensa e jornal, ambas honradas e acreditadas pela opinião pública. Tenho a grande esperança, porém, de acabar descobrindo que o telegrama não é da autoria de D. Magdala da Gama. Deve ser obra de seus inimigos, tentando comentários contra a ilustre rabequista. Esta coluna, de fato, sai apagada, às vezes, pois nem sempre a impressão é boa. Por que, então, o pavor antecipado de comentário que não seria aqui inserido? Muito obrigado, mais uma vez! No caso de o telegrama ser mesmo de D. Mag., jamais vi coisa tão estapafúrdia em toda a minha vida. Só se justifica porque, segundo me disseram, a infância volta depois de certo tempo. E, embora a velhice não seja feia, embora seja linda e dignificante, há velhices feias... Finalmente, continuo duvidando de que D. Mag., depois de me caluniar, injuriar e difamar, intentasse ação judiciária. Ela não é de mandar meirinho à casa de ninguém. Tanto prova que certa vez, o repórter Eustórgio Cunha publicou provas de desvio de verbas da Prefeitura, isto há oito anos atrás, quando ela dirigia a Rádio Roquete Pinto, e não aconteceu nada. Lourival Marques, recentemente, lhe fez sérias acusações e não foi processado. Como iria, portanto, me acionar se meu comentário sobre sua demissão seria elogioso, e se jamais tive intenção de ofender à veneranda senhora?” (Nestor de Holanda, Diário Carioca, 12.05.1959).

Na Foto: Lourival Marques, na Rádio Nacional, entre músicos da orquestra, 1954)











BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO! (XXV)
Oh... Ópera! (11ª. Parte/Final)
Por Renato Casimiro
O “Oh...Ópera” não teve vida muito longa. Talvez apenas entre a sua estreia, em 23.09.1958 e 21.04.1959 (o que me pareceu ser a última audição, a confirmar). São essas as duas datas que se encontra nas noticias da imprensa carioca. Mas certamente, pelos títulos dos programas, bem se vê o grande esforço de Lourival Marques para recontar capítulos memoráveis da construção de grandes obras, de grandes vultos, de grandes episódios, objeto de obras extraordinárias, tanto de ficção como da história. O programa, como mencionamos desde o início, foi apresentado em primeira audição no dia 23.09.1958. Em 1959, “Oh... Ópera!”, passada a temporada de má reputação, continuou no ar, talvez até o final de abril. Dificuldades na pesquisa não permitiram localizar com precisão o término da temporada. Conseguimos identificar 16 dos 31 programas, dentre os espetáculos, programas que foram ao ar, nas suas respectivas datas, a seguir nomeados: 23.09.1958: A Bela Adormecida (Estreia); 30.09.1958: Helena de Troia; 21.10.1958: Romeu e Julieta; 28.10.1958: Colombo; 11.11.1958: Cleópatra; 18.11.1958: O Belo e a Fera; 25.11.1958: Sansão e Dalila; 16.12.1958: Tristão e Isolda; 06.01.1959: Madama Maria, o amor de Lampião; 13.01.1959: Um Ianque na Corte do Rei Chaveco; 20.01.1959: Príncipe Ígor; 27.01.1959: O Descobrimento do Brasil; 03.02.1959: Dom Quixote; 17.02.1959: Chapeuzinho Vermelho; 03.03.1959: Os 12 Trabalhos de Hércules; 24.03.1959: Carlota Joaquina; 21.04.1959: O Conde de Monte Cristo. Não encontramos precisão nas datas em que teriam sido levadas ao ar os seguintes programas: Príncipe Igor; Iracema; Otelo; O Barbeiro de Sevilha. Portanto, além desses nomeados, devem ter ficado de fora, pela duração da temporada, cerca de 11 outros espetáculos. Durante as suas apresentações, a Rádio Nacional enviava para a imprensa, especialmente os colunistas de jornais, da área de rádio e tv, uma súmula do programa que contemplava o seu título específico dentro da série “Oh... Ópera”, um pequeno texto sobre o argumento, a relação de pessoal envolvido e demais detalhes técnicos. No geral, a maior parte das divulgações se fazia apenas com os dados técnicos, sem o sumário do argumento. Algumas referências foram recuperadas e são transcritas a seguir: 1) “Oh, Ópera” em sua audição de hoje, pela PRE-8, apresentará a produção de Lourival Marques, com orquestração do maestro Léo Peracchi, “Helena de Troia”, cujo resumo é o seguinte: “O rei Príamo e a rainha Hécuba resolveram mandar seu filho Páris (Paris, para os íntimos), como embaixador de Esparta junto a Menelau, rei de Tróia. Fascinado pela beleza de Helena, esposa de Menelau, Páris procede deslealmente, seduzindo-a. Quando Menelau volta de uma viagem (e ele estava sempre viajando) descobre a maroteira... Helena havia fugido em companhia do jovem embaixador. É a passagem mais comovente da ópera, quando, então, ele canta a célebre ária “Eu ontem cheguei em casa, Helena, te procurei e não te encontrei...", etc. Diante dos fatos, só resta ao soberano ofendido um caminho: a guerra. Todos os reis gregos a ele se aliam e, enquanto o diabo esfrega um olho, eles sitiam Tróia. Fizeram, nos arredores, uma aterrissagem forçada (cavalo de pau) e acabaram entrando na cidade, onde exterminaram até o último dos troianos. Infelizmente não há “happy end” nesta história e emocionante narrativa. Os papeis dessa apresentação de “Oh, Ópera!” estarão assim distribuidos: Lenita Bruno (Helena de Tróia), Gilberto Milfont (Páris), Nuno Roland (Menelau), Zezé Gonzaga (Hécuba), Abelardo Magalhães (Príamo) e, em outros papéis: Albertinho Fortuna, Arací Costa, Hélio Paiva, Jamelão, Cleide Moura, Consuelo e o Grande Côro dos Troianos, dirigido por Carlos Monteiro de Souza.” 2) “Lourival Marques apresentou “Principe Igor”, recentemente, em seu “Oh... Ópera”, baseado num velho poema russo. A direção foi do próprio Lourival Marques e a direção musical esteve a cargo de Léo Peracchi. Aurélio de Andrade foi narrador. O elenco foi o seguinte: Helio Paiva, Lenita Bruno, Gilberto Milfont, Cosme Teixeira, Marly Cardoso, Luis Bandeira, Galvez Morales, Carlinhos, Francisco Monteiro (cantor juazeirense, por sinal), Pedrinho Zaza Gonzabor, Venilton Santos, Albertinho Fortuna, Zezé Gonzaga e Consuelo Leandro, e coro dirigido por Carlos Monteiro de Souza.” 3) Hoje: “Oh...Ópera!” – O programa “Oh...Ópera!”, hoje, da Rádio Nacional, apresentará uma sátira de “Carlota Joaquina”, original de Lourival Marques com orquestrações de Lirio Panicalli e regência do maestro Leo Peracchi. Participarão do programa de hoje, além de Grande Coral, os seguintes artistas: Zezé Gonzaga, Hélio Paiva, Rui Rey, Cosme Teixeira, Venilton Santos, Consuelo Sierra, Marli Cardoso, Luis bandeira, Nuno Roland, Carlos M. Sousa, Francisco Monteiro e Romeu Fernandes. A narração é de Aurélio de Andrade. 4) Revendo a cotação de programas de rádio, expediente habitual de informação ao ouvinte, encontramos em Radiolândia Sobre o Programa “Oh... Ópera” de 03.03.1959, um dos últimos erem apresentados, a crítica favorável, com os seguintes comentários: “Neste dia, “Oh...Ópera!” contava a história dos 12 trabalhos de Hércules. O tom jocoso e brincalhão, a participação de cantores e cantoras – dos melhores da Nacional – interpretando paródias ilustrativas da história em foco, os arranjos bem-humorados (nesse dia, se não nos enganamos, de Lírio Panicali) não impediam que o público tomasse conhecimento de uma lenda da “mitologia grega”, narrada corretamente no seu essencial. O programa divertia, e ensinava, sim. Sem querer, rindo e achando graça, o público tomou conhecimento das maldades do irmão de Hércules, que temeroso de sua força o fez lançar-se em 12 ousadas tarefas, enfrentando a Hidra de Lerna, o Leão de Neméia, etc e tal. Portanto, um bom programa, dos que instruem e divertem. Realização maiúscula da E-8. Cotação: 8 (oito).”

Na escolha dos Melhores do Rádio em 1959, realizada na Associação Brasileira do Rádio (ABR), quando se reuniram 26 cronistas de rádio e tv, Lourival Marques foi novamente, como em anos anteriores, exceto o de 1958, pelo que já foi comentado, escolhido o melhor produtor, com votos de 18 membros do júri. Um escore alto, pois o mais votado nesse certame foi o humorista Antonio Carlos (pai da atriz Glória Pires), com 22 votos de 26 membros. (Fim). 

Na Foto: Parte do elenco do programa “Oh... Ópera: Jamelão, Gilberto Milfont, Nuno Roland, Lenita Bruno, Zezé Gonzaga e Aracy Costa, 1958)
















BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO!
(XXVI) Rádio Nacional: Como contar uma História
que se perdeu. (1ª. Parte)
Por Renato Casimiro
Lourival Marques de Melo ingressou na Rádio Nacional em 1949. Antes disso ele havia passado pelas seguintes emissoras: Ceará Rádio Clube, Fortaleza; Rádio Baré, Manaus; Rádios Tupi, Globo e Mayrink Veiga, as três do Rio de Janeiro. Já firmei aqui que prefiro trancrever depoimentos e fontes primárias para não correr o risco de deturpar, mesmo que a minha narrativa o faça minimamente, a inteireza dos acontecidos, em fidelidade ao que necessitamos conhecer. Tenho tido muita sorte no tocante a textos que refiram, particularmente a Lourival Marques, enquanto grande executivo e homem de criação e produção da emissora, nos jornais da época. Contudo, li recentemente dois livros, artigos, dissertações e teses acadêmicas e fiquei particularmente intrigado porque a riqueza da produção de Lourival Marques, especialmente nos anos 40 e 50, estando em muitos jornais, não chegou com sinceridade a estes livros, artigos e puyblicações acadêmicas. Não entro em detalhes para referir as grandes omissões desses últimos. Assim, optei por transcrever nesse capítulo, com o propósito de ter uma avaliação do que foi a Rádio Nacional, enquanto Lourival ali trabalhou, o texto elaborado pela jornalista Mirian Alencar (Jornal do Brasil, (RJ), edição de 22.08.1976, como a seguir: “Na fase áurea do rádio no Brasio – décadas de 40 e 50 – ainda está viva na memória de muitos e pode ser recordada por produtores, locutores, artistas, pessoal técnico, que ajudaram a fazê-la. Mas quase que só recordada. Documentalmente, grande parte dessa história – apesar de recente – está perdida. Que o diga o produtor Lourival Marques, responsável pelo programa 40 anos de Rádio Nacional, iniciativa da atual direção da emissora e apresentado todas as segundas feiras, com reprise no domingo seguinte. O programa é rico em depoimentos, mas tem que contentar-se com uma precária documentação – o importante acervo da Rádio Naciona perdeu-se, dispersou-se pelos anos afora, num processo que acompanhou o próprio declínio de uma fórmula radiofônica que teve naquela emissora seu grande modelo. A direção da Rádio Nacional tenta recompor, em parte, aquele acervo. Mas como reconstituir os discos de Alma de Vidro, os Instantâneos Sonoros, de Almirante, os prefixos de Um Milhão de melodias, do Almanaque Kolynos? Alguns de seus jingles famosos como “Só Esso dá ao seu carro o máximo”, ou aquele do Nescafé, “Agora é fácil beber um bom café...”, ou ainda o que dizia que “Coca-Cola faz um bem...” Lourival Marques perdeu a conta dosjingles que fez, mas tem na memória as 21 novelas que escreveu, entre elas Quando Morre o Dia, Almas Selvagens, Três Homens Sem Medo e Frank e Maria. Seu Criado, Obrigado, outra criação sua, ficou no ar durante 20 anos, e só acabou quando morreu seu apresentador, César Ladeira, enquanto o Calendário Kolynos, transmitido em horário especial, às 20h 30min, após o Repórter Esso, foi ouvido durante 15 anos consecutivos. Nos seus 26 anos de Rádio nacional, Lourival Marques é um pouco da própria história da Rádio, que já teve um dos mais valiosos arquivos radiofônicos do Brasil. Ninguém melhor do que Lourival Marques para recompor os 40 anos da emissora, tarefa que não tem sido fácil, como ele explica: - A idéia de mostrar os 40 anos de Rádio nacional é excelente e partiu da direção atual da emissora. Nessa história, há coisas pitorescas e inesquecíveis e os exemplos são muitos: como a primeira novela de sucesso apresentada no rádio, Em Busca da Felicidade, que ficou no ar durante três anos. Nela, Amaral Gurgel fazia o papel de um médico, e se identificou tanto com o público que era procurado diariamente na emissora para dar consultas. As vezes, para se livrar, ele se arriscava a indicar um remediozinho caseiro e inócuo. O Saint´Clair Lopes tamvbém teve sérios problemas por seu famoso personagem O Sombra. O Almirante quando fez pela primeira vez um programa folclórico, pedia aos ouvintes que mandassem pregões de todo o Brasil, e citava exemplo dos pregões do Rio. Um dia, recebeu um pregão de ferro, de verdade. Mas o forte do programa são depoimentos de pessoas que ajudaram a construir a casa, como Paulo Tapajós, Haroldo Barbosa, Amaral Gurgel, Floriano Faissal, José Mauro, cada um na sua especialidade, ou então, falando sobre os companheiros já desaparecidos. Além da intenção de mostrar a história da Rádio Nacional, que irá ao ar até o dia 31 de dezembro, existe a de reconstituir um acervo que foi quase que totalmente destruído. Essa é a parte mais dramática e mais difícil para Lourival Marques, que procura explicar por que se perdeu o arquivo da Rádio: “- A partir de 1940 (a Rádio foi fundada em 1936, os programas passaram a ser gravados em discos para serem arquivados ou repetidos. Isso não acontecia com nenhuma emissora. Eram discos de 16 polegadas com alma de vidro (a alma – hoje de alumínio – recebia por cima o acetato), verdadeiras preciosidades que não podem ser reconstituídas em nenhuma hipótese, que começaram a ser “arquivados” numa determinada época, nos banheiros da emissora. Como a alma de vidro era quebrável, eles se perderam integralmente. Entre esses discos, estava uma série extraordinária – a do programa Instantâneos Sonoros do Brasil, feito por Almirante e que condensava o que havia de melhor no verdadeiro folclore brasileiro. Os poucos discos que existem hoje são de 1947 em diante, de pouco valor. “ (Continua na 2ª. Parte)

Na Foto: Edifício A Noite, Rádio Nacional, Rio de Janeiro)

BOM DIA!
LOURIVAL MARQUES, SEU CRIADO, OBRIGADO!
(XXVI) Rádio Nacional: Como contar uma História
que se perdeu. (2ª. Parte)
Por Renato Casimiro
Continuando o depoimento de Lourival Marques de Melo, ex-integrante do cast e da administração da Rádio Nacional, à jornalista Mirian Alencar (Jornal do Brasil, (RJ), edição de 22.08.1976, prosseguimos com a transcrição: “Conta Lourival Marques que há cerca de 10 anos (1966) a Nacional começou a fazer um museu, um embrião bem valioso. Tudo desapareceu, ninguém sabe como. Entre as peças que integrariam o museu estavam a primeira válvula do transmissor da Rádio; os primeiros programas com artistas que já não vivem mais; a primeira revista interna, feita em papel couché, com muita categoria, que era distribuída para o mundo inteiro; objetos de sonoplastia; livros de impressões de visitantes ilustres e discos. Uma parte desse acervo foi doado ao Museu da Imagem e do Som. Essa doação incluiu mais de 100 mil partituras originais de Radamés Gnatalli, Lírio Panicalli, Leo Peracchi e outros maestros; e a discoteca com todos os discos de 78 rpm, contendo talvez a mais completa e mais valiosa coleção de jazz existente no Brasil, pacientemente organizada por Haroldo Barbosa. A propósito, o Jornal do Brasil publicava em 04.09.1975, sob o título Acervo do MIS corre perigo, o seguinte: “Para tentar salvar ao menos a terça parte das 100 mil partituras do acervo musical da Rádio Nacional que foram doadas ao MIS em 1972, e desde então estão apodrecendo em salas úmidas do prédio vizinho, a diretora da Fundação Estadual de Museus do Rio de Janeiro, Sra. Neuza Fernandes, vai convocar técnicos em restauração, antes que seja tarde.”Mas isso é apenas uma parte, e Lourival Marques é enfático: “- A Rádio Nacional não tem mais acervo artístico, que acredito foi até um dos mais importantes do mundo, já que a Rádio chegou a fazer programas com a participação de até 100 elementos. O material de 1950 para cá está salvo. Isso porque descobrimos, por acaso, vários discos guardados no depósito da torre transmissora, em Parada de Lucas. Entre o que se perdeu está a gravação original do prefixo da Rádio nacional, o famoso Luar do Sertão, tocado em xilofone. Tivemos que regravá-lo para o programa dos 40 anos, há poucos dias. Também não existem mais os conhecidos prefixos do Repórter Esso, dos programas Um Milhão de Melodias, Rádio-Almanaque Kolynos, entre outros. Só para se er uma idéia, tambémhá dias regravamos com Saint Clair Lopes aquela famosa frase do Sombra, que também não existe mais: “Quem sabe o mal que se esconde nos corações humanos? O Sombra sabe.” A Rádio Nacional chegou a ter no ar 14 novelas por dia, por volta de 1945(cerca de 150 novelas por ano). A maioria se perdeu. De 1936 a 1959, não temos nada. Se ainda temos gravações de Celso Guimarães, que foi o maior galã de novelas, é material muito recente, não do período áureo.” Outro exemplo citado por Lourival Marques é o da novela O Direito de Nascer. “- A adaptação feita pela Nacional foi tão boa que seu autor, o cubano Felix Cagnet, pediu-a. Considerou a adaptação muito melhor que o original. A gravação da novela não existe mais. A Rádio Nacional foi a emissoraa emissora que ditou a forma de fazer grandes programas, inclusive divulgando a música erudita em programas que duraram anos, como Festival GE. Infelizmente, as novelas não podem ser reapresentadas nesse programa dos 40 anos. Alguns dos autores tem seus scripts. O que ficou na nacional foi destruido pelo cupim, pelas traças, pelas baratas e pelos ratos. A nacional tinha coisas fantásticas, como seus estúdios. Basta dizer que o estúdio principal era separado do auditório por três gigantescos vidros importados da Tcheco-Eslováquia. Esses vidros vieram acompanhados por um engenheiro da fábrica. Ao ver que eles tinham que subir 22 andares, o engenheiro não se responsabilizou pelo que acontecesse. Eles levarammais de um mês para chegarem, pelo lado de fora, até o 22º andar. Os três vidros eram móveis: subiam ou desciam mecanicamente. Um dia, no final da década de 50, alguém esqueceu um banco justamente no local onde eles baixavam. Na hora que isso aconteceu, o vidro do meio partiu-se contra o banco. E nunca mais pode ser reconstituido ou colocado outro. São coisas inestimáveis. Para a parte de sonoplastia (ruidos e sons), foi montada uma casa de verdade, com tanque, torneiras, e tudo que pudesse representar um ruido real. Essa casa era uma perfeição. Hojepouco resta do que foi.” Dentro de todo esse quadro, um aspecto atinge diretamente Lourival marques. Um estudioso, voltado permanentemente para a pesquisa, livros, ele tinha um arquivo pessoal, feirto à sua custa, com 50 mil letras de músicas fichadas; 5mil vozes gravadas, incluindo as de Florence Nightingale, Thomas Edison, John Kennedy fazendo seu discurso de posse na Presidência dos Estados Unidos, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart; mais de 40 mil anedotas e piadas fichadas; e uma biblioteca especializada com 6 mil volumes. “Cerca da metade desse material foi destruida por sucessivas mudanças de local, dentro da própria emissora e, ultimamente, por goteiras de chuva. O último lugar onde os livros estiveram era o da amtiga boate da Ráio, no 23º andar. O que se salvou, levei para casa ou para a TV Educativa, onde também trabalho. De forma geral, as coisas se perderam no decorrer dos anos por serem colocadas nos locais mais absurdos. Eu tinha também mais de 10 mil partes de piano impressas. Salvei a metade. O resto a água destruiu.” Atualmente, além do prorama 40 Anos de Rádio Nacional, Lourival Marques faz também Best Sellwer,um programa que divulga o movimento literário do Rio. Quando fala nisso, ele relembra a frase de Roquete Pinto: “O cinema e o rádio (não havia TV) são a escola dos que não tiveram escola.” “ Com programas assim, nós estamos tentando mostrar que a frase de Roquete Pinto está tão viva hoje como no passado, apesar de tudo. Por isso, também o programa 40 anos de Rádio Nacional é uma das iniciativas mais louváveis da atual direção, já que estamos tentando reconstituir a história da Nacional, que é a história do próprio rádio no Brasil.” (Fim)


Na Foto: Auditório da Rádio Nacional nos Anos Dourados, anos 50.

(XXVII) DILÚ MELO, Uma legítima intérprete
do nosso folclore musical.
Por Renato Casimiro
Posso assegurar que, em vista do que foi narrado pelo próprio Lourival Marques em capítulo anterior, ao lado do lamento sentido que manifestamos porque de sua lavra parece que quase tudo virou pó, é muitíssimo agradável ainda garimpar para encontrar esparsos escritos com os quais se torna inevitável o deleite com uma redação correta, atraente e elegante. Na revista Carioca, edição 538, de 26.01.1946 encontramos uma dessas preciosas referências. É algo que muito revela sua predileção pelo perfil, pela biografia e pela feitura de arquivos com dados fundamentais com a gente de Rádio. Assim já mencionamos que nasceu o seu Dicionário, através da Revista Radiolândia. Dilú Melo não consta da relação dos seus perfilados no Dicionário. Essa sua primeira grandeza, como assim parece ser a classificação que ele mesmo daria, mereceu esse texto que vamos transcrever: “O aplauso veemente deu-nos que pensar. Dilú Melo estava encerrando mais um programa em que fizera valer, como exímia acordeonista, cantora, violonista e compositora, toda a beleza da música regional brasileira. Não havia dúvida. O público retribui o esforço dos que lutam pela difusão da música nativa, compensando com o seu entusiasmo um trabalho que não é de hoje, mas começa a ser compreendido. Não se poderia negar à artista daquela noite, o primeiro lugar entre os bandeirantes de nosso folclore musical. Nas canções que ela interpreta como ninguém, encontramos retalhos maravilhosos da terra sem fim que é o Brasil. O Rio-Mar dos botos e aguapés, Belém das Festas de Nazaré, a Terra de Iracema e sua legenda de sol e Heroísmo, Recife das ponte e cantigas, Bahia das Igrejas e das lendas, Os Pinheirais e os Pampas... de tudo nos fala o tesouro de canções recolhidas por Dilú Melo em todo o Brasil. Um comentário que fizemos sobre o êxito do seu programa, foi o início de alguns minutos de palestra. O aplauso expressivo – Dilú respondeu nossa pergunta – “mostra que estou no caminho certo. A música regional brasileira, uma das mais ricas vale todos os sacrifícios que eu tenho feito em prol de sua difusão.” Lembramos que a vitória é bem sua, à persistência de seu trabalho, deve a nossa canção típica, grande parcela do triunfo alcançado. E não se deve pensar que o interesse pelas suas audições esteja limitado ao Rio de Janeiro. Cartas de todo o país – capitais e cidades mais afastadas, elogiam calorosamente a música do seu repertório e a interpretação personalíssima que ela lhe dá. Soubemos, mais tarde, que Dilú detém um recorde de correspondência entre as cantoras, e que não são somente do Rio, de quase todos os Estados. - São palavras de estimulo que bem me ajudam. Sem elas, é como se estivesse à sós num mundo vazio. Fizemos alusão ao calango mineiro “Dezessete e Setecentos”, incluído entre os mais populares nos programas que ela apresenta. É justo afirmar que, Dilú Melo é quem mais canta o 17$700. Todos falam nela, todos dizem – olhem a pequena de 17$700 – explica-se. Dilú é a única acordeonista e cantora e quando apresenta o calango de Miguel Lima e Luiz Gonzaga, é acompanhando-se ao acordeom onde faz “misérias” – como se diz na gíria. Assim Dilú se expressou quando abordamos o assunto: - “não sei, mas os ouvintes só por causa do público como também porque os autores são meus bons amigos. Dilú trazia no peito, um curiosíssimo broche com o nome do calango mineiro – “Dezessete e setecentos” – Sorriu à nossa curiosidade. – Foi presente de um fã. Pode ver, é um lindo trabalho e uma lembrança feliz que me comoveu profundamente. De fato, é um delicado e belo trabalho. O fã homenageara a cantora pela sua interpretação, oferecendo-lhe o raríssimo broche a canivete em madeira escura, sobre a qual, em marfim, um gatinho toca sanfona e uma legenda – 17$700. (...) Dilú, você é muito amiga de Antenogenes Silva, não é? – Por que? Porque você gravou um número com ele deixando de gravar composições suas para gravar dos amigos – Miguel Lima e Antenogenes Silva... – Sim, gravei “Cesário!”. Gosto do Antenogenes, é um velho e grande amigo. Foi ele quem muito contribuiu para que eu comprasse um acordeom. Há muitos anos ele lutava por esse momento – momento em que eu pudesse interpretar músicas, acompanhando-me ao acordeom. Fizemos ver que várias canções de sua autoria, figuravam no repertório de outros artistas. – Sim, respondeu-nos – algumas foram mesmo lançadas por eles e somente a eles atribui o sucesso obtido. Estelinha Egg criou “Alecrim” e “Meninos dos olhos tristes”, dois números que o público aceitou muito bem e que parece gostar deles, quase sempre algum me diz: “ouvi Estelinha cantando “Alecrim”, ouvi cantando “Menino dos olhos tristes”. Ela canta muitos números meus e com isso tenho satisfação, gosto dela e estou satisfeito com suas interpretações. Jorge Fernandes muito contribuiu para que eu aparecesse como cantora e harmonizadora. Ele tem numerosas composições minhas. “Rolete de cana” foi gravado por ele e a crítica referia-se ao pregão nordestino em termos que desvaneceram – a mim como autora da letra e ao Jorge como o artista correto que é. Dilú Melo tem boas razões para sentir-se feliz. Querida por milhares de fãs, festejada entre colegas de “broadcasting” e compreendida por todos que acompanham a sua devotada carreira artística, vê abrir-se, diante de si, um futuro ilimitado. Dilú Melo bem o merece – para todos tem uma palavra amiga e sincera conforta, ajuda aqueles que se aproximam pedindo auxilio. Há poucos dias ouvimos em magnífica orquestração sinfônica do maestro Bob Miller, “Fiz a cama na varanda” – Schotisch em estilo gaúcho de sua autoria e parceria do poeta Ovídio Chaves. – É um dos números que logram maior número de pedidos, esclareceu Dilú – e Bob Miller sentindo isso – aproveitou-o e fez um dos seus maiores trabalhos conforme ele mesmo me disse. ... O tempo transcorrera, Dilú falando mais dos outros do que de si. E a sua carreira merece uma longa reportagem. É a história dos que lutam por um ideal, sem recusar diante de obstáculos, sem temer insucessos. Sentimos, naquele momento, que Dilú Melo está no apogeu. Um público imenso aplaude a sua apresentação e um recorde de correspondência atesta a sua popularidade em todo o pais. A vitória da música folclórica do Brasil é a sua própria vitória. Cantora, acordeonista, violonista e compositora, Dilú é a artista mais completa em seu gênero. Uma grande artista.”

Na Foto: Dilú Costa, 1946
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 21, quinta feira, às 19:30 horas, dentro do Festival Grandes Faroestes, o filme SILVERADO (Silverado, EUA, 1985,133min). Direção de Lawrence Kasdan. Sinopse: Velho Oeste. Um cowboy, Emmett (Scott Glenn), é atacado num lugar isolado por três desconhecidos, que ele consegue matar. Dois dos cavalos fogem, mas Emmett quer saber quem é o dono da marca que o animal carrega, assim o leva quando ruma para Turley. No caminho encontra um cowboy desacordado, Paden (Kevin Kline), pois fora roubado por alguns "amigos", que o deixaram só com a roupa de baixo. Paden passa a cavalgar o outro cavalo e ambos rumam para Turley. Lá descobrem que haverá um enforcamento e conhecem Mal (Danny Glover), um negro que é discriminado no saloon quando apenas queria tomar uma bebida e dormir em uma cama, algo que não fazia há 10 dias. O preconceituoso dono e mais dois "seguranças" provocam Mal, que luta com os três e os vence. Chega então o xerife John Langston (John Cleese), que fica sabendo que Mal não tinha começado a briga, pois Emmett e Paden estavam ali tendo uma refeição e disseram que Mal não tivera culpa. Entretanto o xerife tem uma noção de justiça bem particular e, apesar de não o responsabilizar pelos danos, ordena que Mal deixe logo a cidade. Após a saída de Mal, Langston vai conversar com Emmett e Paden e pergunta se vieram para o enforcamento. Eles dizem que não e Emmett acrescenta que está procurando uma pessoa e depois seguirá viagem. Langston pede que a descreva e então os leva até o condenado, que é Jake (Kevin Costner). Fica claro que Jake será enforcado por ter matado em legítima defesa. Emmett diz que nada pode fazer para ajudar Jake, mas ao sair explica para Paden que terá de arrumar um jeito de tirá-lo da cadeia, pois é seu irmão. Paden diz que os caminhos deles se separam ali, mas vão até o saloon tomar uma bebida. Lá Paden encontra um "amigo", que tenta atirar nele e acaba morto. Paden também é preso por assassinato e colocado na mesma cela de Jake. Emmett distrai a atenção do xerife incendiando a forca e, enquanto isto, Jake e Paden iludem um auxiliar de Langston e fogem da prisão. Há um início de tiroteio, no entanto Emmett aparece com mais dois cavalos e os três fogem. Eles são perseguidos por um grupo comandado por John, mas não são capturados graças à ajuda de Mal, que deu tiros desencorajadores e fez o xerife parar a perseguição. Os quatro rumam para Silverado, sem imaginar que quando lá chegarem encontrarão a cidade dominada por um antigo amigo de Paden, Cobb (Brian Dennehy), que se tornou um xerife corrupto que, com "assistentes", espalha o medo.

CINE ELDORADO (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine Eldorado (Cantina Zé Ferreira, Rua Padre Cícero, 158, Centro, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com a curadoria e mediação do prof. Edmilson Martins, exibe no dia 22, sexta feira, às 19:30 horas, dentro do Festival de Lançamentos, o filme A MÚMIA.(The Mummy, EUA, 2017, 111min). Direção de Alex Kurtzman. Sinopse: Na Mesopotâmia, séculos atrás, Ahmanet (Sofia Boutella) tem seus planos interrompidos justamente quando está prestes a invocar Set, o deus da morte, de forma que juntos possam governar o mundo. Mumificada, ela é aprisionada dentro de uma tumba. Nos dias atuais, o local é descoberto por acidente por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), saqueadores de artefatos antigos que estavam na região em busca de raridades. Ao lado da pesquisadora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), eles investigam a tumba recém-descoberta e, acidentalmente, despertam Ahmanet. Ela logo elege Nick como seu escolhido e, a partir de então, busca a adaga de Set para que possa invocá-lo no corpo do saqueador.
CINE CAFÉ VOLANTE (FAMED, BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Auditório da Faculdade de Medicina, UFCA), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 22, sexta feira, às 19 horas, o filme UMA SECRETÁRIA DE FUTURO (Working girl, EUA, 1988, 115 min.). Direção de Mike Nichols. Sinopse: Tess McGill (Melanie Griffith) é uma secretária de origens humildes, que trabalha para a conceituada executiva Katharine Parker (Sigourney Weaver). Após sua chefe sofrer um acidente e quebrar a perna, Tess rouba o lugar de sua chefe, propondo uma inteligente jogada financeira a um grande empresário.
CINE CAFÉ VOLANTE (CASA GRANDE, NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 22, sexta feira, às 19 horas, o filme UMA ODISSEIA NO ESPAÇO (2001: A Space Odyssey, EUA/Reino Unido, 1968, 141 min). Direção de Stanley Kubrick. Sinopse: Desde a “Aurora do Homem” (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização, interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000.Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.

CIDADANIA JUAZEIRENSE
Nove personalidades acabam de ser agraciadas com o título de Cidadão Juazeirense, através da iniciativa da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. Vejamos os atos que os escolheram.

RESOLUÇÃO N.º 875, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadã Juazeirense a Ilustre Senhora IVA JEAN PETERSON, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Autoria: José Adauto Araújo Ramos; Subscrição: Glêdson Lima Bezerra, Paulo José de Macêdo, Herbert de Morais Bezerra, José Barreto Couto Filho, José David Araújo da Silva, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Diogo dos Santos Machado, Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, Rubens Darlan de Morais Lobo, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 876, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadã Juazeirense a Ilustre Senhora MARIA DOLÔRES ALENCAR ROCHA BARRETO, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Autoria: Rosane Matos Macêdo; Coautoria: José Adauto Araújo Ramos, Paulo José de Macêdo e Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: José David Araújo da Silva, Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, José Barreto Couto Filho, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Rubens Darlan de Morais Lobo, Herbert de Morais Bezerra, Diogo dos Santos Machado, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 877, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Senhor GENIVAL PEDRO NETO, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Autoria: Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: Paulo José de Macêdo, José David Araújo da Silva, Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, José Adauto Araújo Ramos, Damian Lima Calú, José Barreto Couto Filho, Herbert de Morais Bezerra, Diogo dos Santos Machado, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Rosane Matos Macêdo, Auricélia Bezerra e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 878, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Senhor JOÃO JANUÁRIO MACIEL, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Autoria: Glêdson Lima Bezerra; Subscrição: Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, Damian Lima Calú, José Adauto Araújo Ramos, Diogo dos Santos Machado, Paulo José de Macêdo, José Barreto Couto Filho, José David Araújo da Silva, Herbert de Morais Bezerra, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Rosane Matos Macêdo, Auricélia Bezerra e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 879, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadã Juazeirense a Ilustre Senhora MARIA ZULEIDE BARROS, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Autoria: José David Araújo da Silva; Subscrição: Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Rubens Darlan de Morais Lobo, Antônio Vieira Neto, Damian Lima Calú, José Adauto Araújo Ramos, Diogo dos Santos Machado, Paulo José de Macêdo, José Nivaldo Cabral de Moura, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 880, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor JOÃO BOSCO PEREIRA DE OLIVEIRA, pelos relevantes serviços prestados a esta comunidade. Autoria: Domingos Sávio Morais Borges; Subscrição: José Adauto Araújo Ramos, Cícero Claudionor Lima Mota, José David Araújo da Silva, Márcio André Lima de Menezes, Damian Lima Calú, Glêdson Lima Bezerra, Herbert de Morais Bezerra, José Barreto Couto Filho, Diogo dos Santos Machado, Rita de Cássia Monteiro Gomes, Jacqueline Ferreira Gouveia, Auricélia Bezerra e Rosane Matos Macêdo. 

RESOLUÇÃO N.º 881 de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadã Juazeirense a Senhora Juíza DÉBORA AGUIAR DA SILVA SANTOS, pelos relevantes serviços prestados a esta comunidade. Autoria: Francisco Demontier Araújo Granjeiro; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, Cícero Claudionor Lima Mota, José David Araújo da Silva, Márcio André Lima de Menezes, Rubens Darlan de Morais Lobo, Damian Lima Calu, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Paulo José de Macêdo, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 882, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Ilustre Advogado LEONARDO JOSÉ MACÊDO, pelos inestimáveis serviços prestados a esta comunidade. Autoria: José Nivaldo Cabral de Moura; Subscrição: Paulo José de Macêdo, José David Araújo da Silva, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Antônio Vieira Neto, Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, Rubens Darlan de Morais Lobo, José Adauto Araújo Ramos, Damian Lima Calú, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Jacqueline Ferreira Gouveia. 

RESOLUÇÃO N.º 883, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor LUIZ CARLOS VALENTIM DOS SANTOS, pelos relevantes serviços prestados à comunidade. Autoria: Diogo dos Santos Machado; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, Rubens Darlan de Morais Lobo, Damian Lima Calú, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Paulo José de Macêdo, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Gledson Lima Bezerra, Herbert de Morais Bezerra, Rita de Cássia Monteiro Gomes e Rosane Matos Macêdo. 

RESOLUÇÃO N.º 884, de 05.12.2017: Art. 1.º - Fica concedido Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor JORGE JOÃO ALVES DE ALMEIDA, pelos relevantes serviços prestados à comunidade. Autoria: Herbert de Morais Bezerra; Subscrição: José Nivaldo Cabral de Moura, Antônio Vieira Neto, José Adauto Araújo Ramos, Cícero Claudionor Lima Mota, Márcio André Lima de Menezes, Rubens Darlan de Morais Lobo, Damian Lima Calú, José Tarso Magno Teixeira da Silva, Paulo José de Macêdo, Francisco Demontier Araújo Granjeiro, Gledson Lima Bezerra, José David Araújo da Silva, Diogo dos Santos Machado, Cícero José da Silva e Rosane Matos Macêdo.