domingo, 4 de dezembro de 2016



MONS. MURILO E A PARÓQUIA CENTENÁRIA
Por Renato Casimiro
Nesses quase cem anos vividos pela Paróquia-Matriz de Nossa Senhora das Dores, Mons. Francisco Murilo de Sá Barreto - o sétimo a assumi-la, dentre apenas cinco padres, dedicou quase 47 anos de sua existência para prover em alto estilo um exuberante vicariato que muito contribuiu e continua a fazê-lo, pela evangelização do povo nordestino. Foi, sem sombra de dúvidas, a mais profícua administração paroquiana em toda a sua história, exatamente porque foi a mais longa e a que o destino, trabalho e abnegação reservaram para esta trajetória o grande e eficiente caminho para a missão que estava escrita nas estrelas e que, uma vez posta mais claramente, determinou que essa terra se convertesse na grande paragem do romeiro sertanejo em busca de sua salvação. Apenas três desses párocos, os monsenhores Lima, Joviniano e Murilo responderam por quase um século de dedicação e zelo. Quando Mons. Murilo faleceu em 2005 já seria possível dizer que, a despeito de tão precoce acontecido, na essência, ele não deixou uma obra inconclusa. Ao contrário, depois de longo e sombrio período de silêncio, a Igreja de Juazeiro retomava a iniciativa de seu Patriarca para escrever nas linhas de sua história uma das mais alentadas folhas de serviço pela grandeza da instituição e pela missão fundante da Igreja, identificada pela continuidade da própria missão ministerial do Cristo, para anunciar as boas novas dos Evangelhos. Murilo de Sá Barreto fez isso admiravelmente por onde passou: no território alargado do seu zelo pastoral, entre o chão paroquial e o universo da nação romeira, nas cidades, sítios e lugares espalhados pelos sertões, nas capelas e em nossas casas, sem limites. Com o tempo, na maturidade de suas reflexões revistas e ampliadas, tornou-se o agente primoroso que nos serviu para resgatar o significado grandioso daquilo que lhe precedeu no tempo e no espaço: o fenômeno religioso de Juazeiro. Em seu ministério, ele foi o primeiro em nome da Igreja a abrir-nos o coração, pleno da caridade cristã, na direção desejada da compreensão sobre o Padre Cícero. A formação cidadã e religiosa de Murilo de Sá Barreto, de grande esmero por toda a sua vida, entre atenções populares e acadêmicas, deu-lhe essa garantia de que assevera com profundo conhecimento de causa as bases para um novo entendimento a caminho de sua reabilitação e um reencontro com sua Igreja. Quando me ocorre, como agora, refletir modestamente sobre esse papel que assumiu diante das romarias de Juazeiro, na perenidade dos tempos, tenho em mente com grande clareza o significado de suas palavras, na homilia dos dias simples, para compreender hoje os gestos concretos que alicerçaram o crescimento extraordinário dessa devoção à Mãe das Dores e a fidelidade do romeiro ao seu santo padrinho, líder e conselheiro. Nisso reside o grande valor desse homem que para ser fiel ao seu ministério começou por violentar-se a si próprio, despojando-se de preconceitos de seus seminários para assumir a voz interior de sua consciência amadurecida no convívio com os sertanejos, ansiosos por sua conversão e salvação. Em Murilo de Sá Barreto, o Juazeiro e seu povo romeiro tiveram um soldado exemplar, um homem rigoroso com a liturgia de suas funções, como as mais simples no cotidiano, como aquelas em que se encontrava no seu ministério para todas as atenções paroquianas, dos sacramentos e da ação social, muitas vezes solitário, vivendo abandonos crônicos de sua própria Igreja, só tardiamente reconsiderado pela hierarquia. Isso, felizmente, nunca arrefeceu o seu espírito, altaneiro e humanitário, a ponto de minar lhe consciência e disposições para a missão. Assim se preservou até quando Deus, Nosso Senhor, o retira de nós para reuni-lo aos nossos santos, que é como nossa crença se anima e se conforta. Há onze anos, em um dia como esse de hoje – um domingo do Senhor, tivemos que renunciar ao seu convívio, alegre e prazeroso, para nos resignarmos diante da vontade do Pai. De lá para cá, felizmente, não se apagaram as imagens, o testemunho e a obra magnânima do vigário do Nordeste, havida e reconhecida pelo homem simples dos sertões e por todos nós que tivemos o privilégio de sua amizade e do seu serviço. Nas celebrações desse nosso primeiro centenário paroquial haveremos de nos lembrar com grande empenho tudo aquilo de mais importante que sua obra encerrou para que essa Paróquia Santuário, Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, continue sendo um marco importante do trabalho pastoral, onde Igreja e Nação Romeira continuarão unidas e fervorosas, para daí partir para anunciar ao mundo o grande amor de Deus.

MÉDICA CEARENSE É CIDADÃ PERNAMBUCANA
Conforme noticia da imprensa pernambucana, “No último dia 21, às 18h, a secretária executiva de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ricarda Samara, receberá, na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), o título honorífico de cidadã de Pernambuco. A reunião solene será comandada pelo deputado Clodoaldo Magalhães, autor da resolução. Ricarda Samara, que nasceu em 30 de dezembro de 1969, é natural de Juazeiro do Norte, situada na região sul do Ceará. Filha única do casal Maria Vilany da Silva Bezerra e Raimundo Alves Bezerra, estudou até o segundo grau em sua cidade natal. Em seguida, veio fazer o terceiro científico no Colégio Salesiano do Recife. Está no cargo de secretária executiva da SES desde junho de 2015. Ela também é médica concursada pelo Estado de Pernambuco desde 1993, além de concursada pelo município de Camaragibe desde 1996. A graduação em medicina foi cursada na Universidade de Pernambuco (UPE), onde também concluiu a pós-graduação em Saúde da Família. A gestora ainda é especialista em Saúde da Família pela Escola Superior de Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE), tendo atuado na mesma Unidade de Saúde da Família durante oito anos. Foi vice-presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e também membro titular da Comissão Inter-gestores Bipartite (CIB). Em 2005, aceitou o desafio de assumir a Diretoria de Atenção à Saúde e logo depois a Secretaria Municipal de Saúde de Camaragibe, onde ficou até 2012.Em 2013, ocupou o cargo de gerente da V Gerência Regional de Saúde (Geres), em Garanhuns. Em 2014, devido à bem-sucedida experiência no Agreste Meridional, foi convocada, no mês de julho, a assumir a Diretoria Geral de Gestão Regional da SES, com ênfase em fortalecer as regiões de saúde como dispositivos estratégicos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste mesmo período, realizou a intervenção administrativa na VI Regional de Saúde, com sede em Arcoverde.
NOVO JORNAL
Os jornais de folha, como assim e tradicionalmente mencionamos estão cada vez mais raros. Trata-se dos jornais noticiosos por excelência, com boas páginas de opinião. Estão em desuso. É parte da crise desencadeada pelas mídias eletrônicas e o custo elevado de papel, bem como pela mudança de hábito dos leitores, cada vez mais interessados na brevidade e objetividade das noticias e da rápida análise de conjuntura. Na imprensa nacional eles tem sido fechados, gradativamente. Nas maiores cidades do pais, geralmente são dois os três os remanescentes. Persistem, contudo os pequenos informativos corporativos, ligados a empresas comerciais, associações, igrejas, colégios, clubes de serviços, ONGs, etc. E Juazeiro nesta onda avassaladora. Este ano, por exemplo, apenas nos apareceram uns seis, dos quais talvez não resistam uma segunda edição uns 4. E olhe lá. O mais recente, garimpado pelo amigo Daniel Walker para nossa coleção centenária é este Jornal da COMIPA, que pela ordem é um dos quase setecentos títulos em uns 107 anos desde o primeiro número do primeiro jornal. Esse Jornal do COMIPAS é o informativo do Conselho Missionário Paroquial(COMIPA), da Paróquia Menino Jesus de Praga, do Novo Juazeiro. Desenvolvimento e Edição: Romulo Bezerra; Arte Gráfica e Redação: Valéria Ferreira; Idealização e Revisão: Elder Torquato e Santos; Texto Editorial: Pe. Cícero Leandro Cavalcante (pároco); Arquivo: Mons. José Alves de Oliveira; End. Av. Castelo Branso, s/n, Novo Juazeiro; Impressão: não especificada; Dimensões: 21,0cm x 29,5cm; Tiragem: 1.000 exemplares; Periodicidade: semestral; O primeiro número circulou para o mês de outubro, com 4 páginas. Qualquer dia desses, fechando 2016, faremos uma resenha, inclusive citando os que atualmente circulam em Juazeiro do Norte.
RECONHECIMENTO PÚBLICO
LEI Nº 4703, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2016 Republicada por incorreção Reconhece de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AGRICULTORES DO SÍTIO VÁRZEA DA EMA E ADJACÊNCIAS e adota outras providências. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE, Estado do Ceará. FAÇO SABER que a CÂMARA MUNICIPAL decretou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: Art. 1º – Fica reconhecida de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AGRICULTORES DO SÍTIO VÁRZEA DA EMA E ADJACÊNCIAS, de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, fundada em 19 de julho de 2015, entidade civil sem fins lucrativos, de caráter educativo, recreativo e cultural, de duração ilimitada, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Art. 2º – A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 2º – Ficam revogadas as disposições em contrário. Palácio Municipal José Geraldo da Cruz em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, aos 11 (onze) dias de novembro de 2016 (dois mil e dezesseis). DR. LUIZ IVAN BEZERRA DE MENEZES PREFEITO DE JUAZEIRO DO NORTE
RADIOTEATRO SOBRE A VIDA DE PADRE CÍCERO
De notícia veiculada na imprensa pernambucana, destacamos: “Resgatando a época de ouro do rádio pernambucano, quando eram veiculados novelas e teatros através de grandes elencos, formados pelos artistas pernambucanos, a RÁDIO FOLHA FM-96.7, que sempre abre espaço para nossos talentos e acredita em nossa cultura, oferece aos ouvintes mais uma programação especial: “O Julgamento de Padre Cícero- O Coração do Enigma”. A peça radiofônica foi apresentada no último dia 23.11, às 17h, em programação especial do Programa Momento Cultural, com Saulo Gomes. O texto é de Moisés Monteiro de Melo Neto, Professor Doutor em Teoria da Literatura, ator, escritor premiado, pesquisador, que interpreta Padre Cícero, e conta com a participação do ator Douglas Duan, que interpreta o Inquisidor. A direção é de Rudimar Constâncio e retrata vários aspectos da vida de Padre Cícero Romão Batista, importante e polêmico líder religioso brasileiro, nascido no Ceará e que faleceu em 20 de julho de 1934, aos 90 anos de idade, em Juazeiro do Norte, cidade onde está sepultado, atraindo a cada ano milhares de romeiros, que a ele atribuem realizações de milagres. Padre Cícero nunca obedeceu, como devia, aos repetidos Decretos do Santo Ofício a seu respeito e os de 4 de abril de 1894, declaravam falsos os pretensos milagres de Juazeiro e os apontava como “indigna comédia” e em 19 de fevereiro de 1897, impôs ao padre afastar-se de Juazeiro, sob pena de excomunhão, o que aconteceu pela Carta do Núncio Apostólico de 14 de abril de 1917, há 100 anos atrás. Em 1889, conta-se que, durante uma missa na igreja de Juazeiro (CE), a hóstia consagrada por ele transformou-se em sangue na boca de uma mulher. A partir daí foi considerado um “milagreiro”. Desde o início a Igreja Católica, não concordou com os acontecimentos, considerando-o como místico e o proibindo-o de exercer o sacerdócio. Ele foi prefeito da cidade de Juazeiro por 15 anos. Morreu no ano de 1934, tornando-se uma das principais figuras religiosas da história do país e é considerado um santo, mesmo não sendo reconhecido pela Igreja Católica Romana, por muitas pessoas religiosas, principalmente do Nordeste brasileiro e em dezembro de 2015, o papa Francisco, emitiu um documento perdoando Cícero pelas punições impostas pela Igreja entre os anos de 1892 e 1926, e, esta forma, possibilitou sua reabilitação do padre Cícero Romão Batista dentro da Igreja Católica. Muito mais do que um drama folhetinesco sonoro, Moisés pretende estimular a imaginação dos ouvintes, a sonoplastia, a cargo do operador de áudio Anderson Ricardo, enriqueceu a peça com sons e ruídos, como trovões, sinos, passagem de tempo, passos e efeitos os mais variados. É um novo espaço que se reabre aos atores recifenses nesta época de crise nos palcos. Moisés já tem engatilhada outra peça: DELMIRO GOUVEIA (texto seu que ganhou prêmio de Dramaturgia oferecido pelo Governo do Estado de Pernambuco nos anos 80. O projeto, segundo a gerente da emissora, Marise Rodrigues, pode ser o início de um novo espaço para a cultura na Folha FM, que pode abrir novos espaços a esse tipo de trabalho a partir de agora, ressurgindo os tempos do rádio teatro, que forjaram grandes nomes da nossa tele dramaturgia.”
TEXTO: A TERRA QUEIMA, POR ROSEMBERG CARIRY
Eu vejo o sertão ardendo e o diabo montado num remoinho, tocando fogo no mundo. A terra está ressequida, agonizando na sua lição de pedra. A caatinga semimorta hiberna seivas e segredos da vida, para vencer a vastidão da morte. Os açudes são poças de lama ou chão rachado, os peixes expostos ao sol parecem mumificados. Ao meio-dia, os animais sobreviventes (só couros e ossos) estão escondidos nas sombras, nos buracos, nas frestas, nas locas das pedras, e espiam com seus olhos frios – onde guardam os segredos das origens das espécies, inclusive da espécie humana (são nossos ancestrais). As carcaças dos bois, de brancuras reluzentes, esperam a noite para refletir o brilho das estrelas e a prata da lua. Olhando a insuportável beleza dessa paisagem, lembrei-me de Josué de Castro, que via na caatinga retorcida, em agonia cósmica, erguer-se um palco para a representação da tragédia humana. Essa condenação do homem poderia ser até castigo de Deus (como numa tragédia grega), se não fosse toda essa miséria também provocada, durante séculos, por uma elite perversa, desde as sesmarias até os latifúndios, e, destes, aos currais neoliberais e pós-modernos. Nesse império de injustiças, a água é um tesouro, e dele se apossam os poderosos. Não há limite para essa ambição. Como disse Patativa do Assaré, se o rico pudesse, ficaria com a brisa e daria ao pobre o furacão! Deus deve estar ausente. Diz uma canção dos Tuaregs, do deserto do Saara, que Deus fez os lugares férteis, com montanhas, árvore e rios, para neles Ele habitar e teria feito os desertos para que neles os homens procurassem a sua alma. Aqui estou, nesse sertão sem-fim, em busca da minha alma, com o corpo queimando ao sol. Num momento de desvario, pensei até em olhar para o Sol em busca de Deus, mas o céu límpido de nuvens escassa, dominado pela intensa luminosidade, proíbe o meu olhar, sob o risco de que minhas retinas sejam queimadas e eu fique cego de tanta luz. Padre Ibiapina, Antonio Conselheiro e Padre Cícero, santos cearenses que tiveram os couros curtidos pela luz desse sertão, talvez possam interceder por nós junto à insondável vontade divina, enquanto nos preparamos para a luta, pois correm boatos e notícias de que o governo quer privatizar a água. Se isso acontecer, será possível ler, nos portais dos sertões, a frase que Dante determinou para o portal do inferno: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!”. No entanto, não será tão fácil a consumação desse crime. Nessa terra, onde os horizontes se derramam no sem-fim, os homens do sertão resistem como gigantes. O Dnocs, mesmo sucateado, sobrevive, e a Cagece resiste bravamente. Com certeza, as populações se levantarão contra as tentativas governamentais de privatizar a água. O povo cearense, vítima secular das secas, mas sobretudo das elites perversas e do capitalismo desumano, não deixará que tal hecatombe aconteça. A água é um direito inalienável do homem, assim como ar, a vida e a liberdade.

sábado, 26 de novembro de 2016


NOVA ROTA GOL: JUAZEIRO DO NORTE- BRASÍLIA
A partir do dia 1º de fevereiro, a Gol Linhas aéreas terá uma nova rota sem escalas entre Juazeiro do Norte e Brasília, com três voos semanais. A partir de Brasília, os passageiros vindos de Juazeiro do Norte podem pegar conexões para várias cidades do Sul e Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, e também para as regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste, como Rio Branco, Porto Velho, Cuiabá, Palmas, Teresina, Manaus, Belém, Macapá, Santarém (PA), São Luís, Porto Seguro, Salvador, Maceió, João Pessoa (PB), Natal e outras. O gerente-executivo de Planejamento da Gol, Eduardo Wakami, afirma que para melhor atender ao passageiro, constantemente se revisa a malha aérea, para oferecer melhores opções de voos e horários: “Por isso, diversificamos os destinos atendidos para proporcionar ainda mais conveniência a todos que escolhem a GOL para viajar", afirmou Wakami. Os voos serão operados pela aeronave Boeing 737-700, que comportam até 138 passageiros. As passagens aéreas já estão disponíveis para comercialização. O novo voo (G3 1789) sairá de Juazeiro do Norte às 5:20 nas terças, quintas e domingos com previsão de chegada ao destino, em Brasília, às 8:30. Já a volta, o voo (G3 1788) de Brasília a Juazeiro do Norte, será as 21:40 nas segundas, quartas e no sábado, chegando a Juazeiro do Norte às 22:50.

ANTES QU´EU M´ESQUEÇA
Nos anos 90 eu resolvi escrever para a imprensa e publiquei muita coisa em jornais locais, prefaciando livros, homenageando pessoas, discursando publicamente (fato que me levou a escrever todos esses discursos). O prof. Melquíades Pinto Paiva me estimulou bastante para que descarregasse toda essa produção em livro. Assim saiu o primeiro livro com o título Juazeiro é um Mundo, título que devo ao Mons. Murilo de Sá Barreto. Então resolvi reunir em 3 volumes tudo mais que já vinha sendo escrito, como memórias, pesquisas, etc. Faltava o título. E pesou bastante o fato que para mim eu estava tomando uma iniciativa para preservar não só a minha memória como a permanência daqueles escritos, tornando-os mais acessíveis aos meus leitores. Foi daí que escolhi o título D´antes qu´eu m´esqueça. Mas terminei achando muito pernóstico, da maneira como concebera a sua grafia. Então simplifiquei para Antes qu´eu m´esqueça e assim ficou, como foram impressos os 3 volumes,  em 2000. Mas esqueci de verificar se havia algum título semelhante na bibliografia brasileira. Só muito tempo depois dou de cara num sebo com o livro de Último de Carvalho, Antes que eu me esqueça, de 1973. Então fiquei de olho e terminei por encontrar uma nova obra, do ano seguinte à minha, com o mesmo título de Último de Carvalho, da parte de uma autora cearense. Aliás, eu já fui perceber isso quando esse livro já saia em segunda edição. Mais recentemente dois outros títulos, também semelhantes ao de Último de Carvalho, vieram a lume:
Antes que eu me esqueça, de Ledice de Sá Pinheiro, que segundo uma resenha, “É mais que um livro, é um diário. E como o próprio nome diz, surgiu da necessidade da autora de contar um pouco do que está arquivado na sua memória ao longo da vida. Trata-se de um ensaio quase autobiográfico que retrata seu cotidiano e histórias de pessoas com as quais conviveu e ainda convive. É um álbum de fotografias escrito. Lembranças de momentos vividos com outras pessoas próximas, "causos", gafes, viagens, crônicas, etc. Sua autora é nascida em 1945 no bairro da Pompeia em São Paulo, estudei dos 4 aos 14 anos em colégio de freiras e cursei o Clássico no Instituto Mackenze, tendo me formado em Piano pelo Instituto Musical de São Paulo. Trabalhei em Cursinho preparatório para Universidade desde os 19 até os 28 anos. Depois de uma parada de 15 anos, prestei concurso público e trabalhei como funcionária pública por 21 anos. Depois de aposentada tenho me dedicado a ler, escrever, resgatar amigos, curtir os netos e cantar num grupo coral. E Antes que eu me esqueça, de Leandro Teles, Editora Alaúde, 2016, cuja sinopse encontrada na internet é a seguinte: Em Antes que eu me esqueça, o neurologista Leandro Teles discorre de forma leve e bem-humorada sobre alguns dos conceitos da neurociência, com ênfase na memorização. A ideia é traduzir em linguagem do dia a dia, com explicações didáticas e analogias cotidianas, os fascinantes mecanismos do processo de formação e evocação de memórias. Enquanto explica o que ocorre na mente, o autor dá dicas práticas para aumentar a capacidade de concentração, facilitar a fixação de dados e melhorar o desempenho da memória. Trata-se, assim, de uma obra para os apaixonados pelos mistérios da mente humana e para os interessados em uma consistente ampliação e manutenção de suas habilidades mentais. Sobre a primeira obra, seu autor, Último de Carvalho, conforme nota biográfica que colho na web (CPDOC), “nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 19 de dezembro de 1899, filho de Manuel Borges de Carvalho e de Josefina Santos de Carvalho. Seu pai foi proprietário agrícola em Paraíba do Sul (RJ) e posteriormente funcionário municipal e estadual em Belo Horizonte, e sua mãe, professora primária rural. Sua formação escolar foi feita em Belo Horizonte: o curso primário no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, e o secundário num ginásio estadual. Em 1918 trabalhou como servente na Secretaria de Agricultura da capital mineira e em 1922 formou-se pela Escola de Agronomia e Veterinária da mesma cidade. Em 1925 tornou-se engenheiro topógrafo pela escola onde se havia formado em veterinária, exercendo depois a atividade de agrimensor independente em Juiz de Fora e na cidade de Rio Pomba (MG). Por interferência de seu irmão, Menelique de Carvalho, delegado de polícia em Juiz de Fora, foi encarregado pelos articuladores da Revolução de 1930 naquela cidade de controlar o único rádio transmissor de Rio Pomba de que se poderiam servir os revolucionários. Foi comissionado pelos chefes do movimento em Minas Gerais no comando militar de Juiz de Fora, onde organizou um batalhão de civis mal armados, a que denominou Batalhão Odilon Braga, com a missão de resistir a qualquer investida do 11º Regimento de Infantaria, sediado naquele município. Com a vitória da revolução, recebeu as chaves da cidade, como representante dos revolucionários. Na ocasião, foi comissionado no posto de primeiro tenente honorário da Polícia Militar mineira, por dedicação e bravura. Retornou em seguida à atividade de agrimensor, mas em 1931 foi nomeado tabelião em Rio Novo (MG) e Rio Pomba, onde se radicou e organizou seu reduto político. No ano seguinte tornou-se médico veterinário da Secretaria de Agricultura de Belo Horizonte e, em 1933, engenheiro topógrafo da mesma secretaria. Eleito vereador à Câmara Municipal de Rio Pomba em 1936, integrou o diretório municipal da União Democrática Brasileira (UDB) — agremiação política fundada no Rio de Janeiro em junho de 1937 por Armando de Sales Oliveira, para patrocinar sua candidatura à presidência da República nas eleições de 1938. Com o advento do Estado Novo em 10 de novembro de 1937, e o fechamento de todos os órgãos legislativos do país, teve seu mandato interrompido e sua atividade política prejudicada em consequência da extinção da UDB. Tentou retomar o trabalho de agrimensor, mas, em face da dificuldade de obter serviço na área, passou a fazer corretagem de seguros de vida para a Companhia Sul América, em Rio Pomba e em Juiz de Fora. Continuou também a exercer o tabelionato em Rio Novo e Rio Pomba até 1945. Nos primeiros meses desse ano, em pleno processo de desagregação do Estado Novo, foi incumbido pelo interventor Benedito Valadares de organizar, em Rio Pomba, o diretório do Partido Social Democrático (PSD), criado em abril de 1945 sob inspiração de Vargas. Após a deposição do presidente pelos chefes militares (29/10/1945), assumiu a prefeitura da cidade. No ano seguinte, organizou a Cooperativa Central de Produtores de Leite (CCPL), no Rio de Janeiro, tornando-se seu primeiro diretor comercial. Em janeiro de 1947, candidatou-se à Assembleia Constituinte de Minas Gerais na legenda do PSD, e obteve a segunda suplência. Em julho, foi convocado para ocupar a vaga do deputado Whady José Nassif, o que lhe permitiu ser um dos signatários da nova Constituição mineira, promulgada no dia 14 daquele mês. Em julho de 1949, o deputado Nassif retornou à Assembleia Legislativa, mas Último de Carvalho permaneceu no exercício do mandato, substituindo então o deputado José Ribeiro Pena, que se elegera vice-governador do estado. Em 1950 foi eleito deputado estadual em Minas Gerais, ainda na legenda do PSD, e em outubro de 1954 foi eleito deputado federal. Em dezembro desse ano, ao ser nomeado tabelião em Belo Horizonte, renunciou ao mandato na Assembleia Legislativa mineira, e em fevereiro de 1955 ocupou sua cadeira na Câmara dos Deputados. No período que se seguiu, participou de gestões junto ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, para que concedesse as verbas necessárias à reabertura da Escola de Medicina de Juiz de Fora e à criação da Escola de Belas-Artes. Esta última, entretanto, não chegou a se concretizar. No dia 11 de novembro de 1955, um movimento militar liderado pelo general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra demissionário, visando, segundo seus promotores, a barrar uma conspiração em curso para impedir a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek, afastou do poder o presidente em exercício Carlos Luz e colocou na chefia do governo Nereu Ramos, vice-presidente do Senado. Nesse episódio, Último de Carvalho solidarizou-se com Lott, participando das votações que declararam o impedimento de Carlos Luz, no próprio dia 11, e de Café Filho, no dia 22. Em agosto de 1956, já empossado o presidente Kubitschek, Último de Carvalho levou à Câmara dos Deputados uma relação de militares supostamente comunistas, que ocupavam posições de comando no Exército. O deputado Raimundo Padilha serviu-se desse documento para pronunciar um violento discurso contra o general Lott, titular da pasta da Guerra, responsabilizando-o pela presença de tais oficiais nos cargos mencionados. No final de 1956, os jornalistas políticos credenciados junto à Câmara elegeram Último de Carvalho um dos 20 deputados mais eficientes do ano. Nesse período, participou de negociações com empresários japoneses do ramo siderúrgico visando à criação das Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas), empresa de economia mista fundada em 1956 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), com a colaboração de capitais japoneses, do Tesouro Nacional, do governo de Minas Gerais, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e de diversos particulares, para produzir coque, sínter, gusa, aço em lingotes e chapas, sobretudo para a indústria naval. Reeleito em outubro de 1958, sempre na legenda do PSD, em abril de 1960 mudou-se para Brasília, tornando-se o primeiro deputado a instalar-se na nova capital. Imediatamente organizou um comitê eleitoral em favor da candidatura do general Lott à presidência da República e, como coordenador da campanha, viajou pelo Brasil integrando a Caravana Nacional Lott-Jango (João Goulart). Através de sucessivos discursos, concitou seus correligionários do PSD a se unirem em torno da chapa. Em 3 de outubro, João Goulart, lançado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi eleito vice-presidente, enquanto Jânio Quadros, candidato da chapa adversária lançado pela União Democrática Nacional (UDN), foi eleito presidente. Em março de 1961, Último de Carvalho foi eleito vice-líder da maioria e de seu partido. Quando, em 25 de agosto daquele ano, Jânio Quadros renunciou, congratulou-se com a nação pela renúncia do presidente e, durante a crise que se seguiu, gerada pelo veto dos ministros militares à posse do vice-presidente constitucional, votou pela adoção do regime parlamentarista como fórmula capaz de solucionar o impasse criado. O parlamentarismo foi adotado através da Emenda Constitucional nº 4, de 2 de setembro de 1961, e no dia 7 João Goulart foi empossado na presidência da República. Posteriormente, Último de Carvalho passou a opor-se ao governo Goulart, por considerá-lo radical, e tornou-se um dos mais candentes críticos da reforma agrária preconizada pelo presidente, alegando que era de inspiração comunista e que o vírus do reformismo atacara o palácio da Alvorada. Em outubro de 1962, reelegeu-se mais uma vez deputado federal, sempre na legenda do PSD. Em junho de 1963, tornou-se líder da bancada de seu partido na Câmara e participou ativamente do crescente movimento de oposição a João Goulart. Em 31 de março de 1964, um movimento político-militar depôs o presidente. Entre 2 e 15 de abril, o país ficou sob a presidência formal do deputado Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, e o poder de fato passou a ser exercido por uma junta militar autodenominada Comando Supremo da Revolução, constituída pelo general Artur da Costa e Silva, pelo brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e pelo almirante Augusto Rademaker. Na ocasião, como líder da bancada mineira do PSD na Câmara, Último de Carvalho leu o Manifesto da mulher democrata ao Congresso Nacional, documento originário da Legião Nacional da Marcha Família com Deus pela Liberdade, assinado por cerca de mil mulheres. O movimento foi um dos principais instrumentos de mobilização popular contra o governo Goulart. No dia 15 de abril, foi empossado na presidência da República o marechal Humberto Castelo Branco, eleito no dia 11 pelo Congresso, de conformidade com o Ato Institucional nº 1, editado pela junta militar em 9 de abril. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, Último de Carvalho, juntamente com a maioria de integrantes do ex-PSD e da ex-UDN, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), de orientação governista. Tornando-se amigo do marechal Costa e Silva, apoiou sua indicação para a presidência da República em substituição a Castelo Branco. Em 1966, reelegeu-se na legenda da Arena, e de 1967 a 1970 foi vice-líder de seu partido na Câmara. Em novembro de 1970, compôs como suplente de senador a chapa da Arena mineira que tinha como titular José de Magalhães Pinto. Em fevereiro de 1971, encerrou seu mandato de deputado federal. Em agosto de 1973, já afastado da vida pública, lançou seu livro de memórias Antes que eu me esqueça. Na oportunidade, em entrevista à imprensa, criticou o regime vigente — sem, no entanto, admitir o retorno à Constituição de 1946 — e a tecnocracia que, a seu ver, não tinha capacidade para gerir a nação, atividade própria dos políticos. Defendeu, como fatores essenciais à normalização democrática do país, a liberdade de imprensa e a participação dos parlamentares na elaboração orçamentária. Faleceu em Brasília no dia 26 de agosto de 1980. Era casado com Hilda Reis Santos de Carvalho, com quem teve cinco filhos. Publicou, além da obra já citada, o romance Cidália (1976) e Rei Netuno na serra dos perdidos. Seu arquivo encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getulio Vargas.”

RECONHECIMENTO PÚBLICO
LEI Nº 4703, de 11.11.2016: Art. 1º – Fica reconhecida de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AGRICULTORES DO SÍTIO VÁRZEA DA EMA E ADJACÊNCIAS, de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, fundada em 19 de julho de 2015, entidade civil sem fins lucrativos, de caráter educativo, recreativo e cultural, de duração ilimitada, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. DR. LUIZ IVAN BEZERRA DE MENEZES, PREFEITO DE JUAZEIRO DO NORTE.



O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI

CINE SESC (CRATO)
O Cine SESC (Teatro Adalberto Vamozi, SESC, Rua André Cartaxo, 443, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 28, segunda feira, às 19 horas, o filme A JANELA (La Ventana, Espanha/Argentina, 2008, 74min). Direção de Carlos Sorin. Sinopse: Um senhor de 80 anos encontra-se em um estado de saúde delicado. O caseiro e a empregada de sua fazendo estão cuidando dele, que espera seu filho chegar da Europa para lhe fazer uma última visita. Mas naquela tarde, a vista de sua janela com vista para a Patagôna o convida para um passeio final no campo. 

CINE SESC NINHO (CASA NINHO, CRATO)
O Cine SESC NINHO (Casa Ninho, do Grupo Ninho de Teatro, Rua Ratisbona, 266, em frente a RFFSA, Crato), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 29, terça feira, às 19 horas, o filme O BAILE (Le Bal, França/Itália, 1983, 110min). Sinopse: Num grande salão de baile, construído nos anos 30, as mulheres são as primeiras a chegar, uma após outra: elas são desde uma quarentona clássica, com seu coque e seu tailleur preto bem cintado, à loura carnuda que faz como se tivesse sempre 20 anos… Em seguida, entram os homens que se dirigem ao Bar. Entre eles, encontram-se um indivíduo cheio de tiques e que não para de chupar bombons, um outro de idade madura mas sempre bem disposto, um homem tímido de ar amedrontado.Enquanto dançam ao longo do salão, homens e mulheres se recordam do passado, com os bailarinos mudando de personagem à medida que o filme viaja no tempo, repassando a história da França dos anos 30 aos anos 80. Assim, em 1936, surge a Frente Popular dando força à classe trabalhadora; em seguida, é retratado o período de ocupação nazista, durante a 2ª Guerra Mundial; em 1944, quando Paris é libertada pelas forças aliadas, um oficial alemão e um colaborador são repelidos, enquanto um membro da Resistência é recebido como herói, ao mesmo tempo em que explode a música americana, no estilo Glenn Miller; em 1946, soldados americanos trazem meias de seda e o jazz; em 1956, chega o rock’ n’ roll; em 1968, estudantes radicais tomam conta do abandonado salão de baile; em 1983, é a vez da música ‘discô’. O baile termina melancolicamente.

CINE SESC (JUAZEIRO DO NORTE)
O Cine SESC (Teatro Patativa do Assaré, SESC, Rua da Matriz, 227, Juazeiro do Norte), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 30, quarta feira, às 19 horas, o filme BATISMO (Chrzest, Polônia, 2010, 86min). Direção de Marcin Wrona. Sinopse: Varsóvia, Polônia. Após deixar o mundo do crime, Michal (Wojciech Zielinski) consegue recomeçar do zero e levar uma vida honesta. Ele é casado com a bela Magda (Natalia Rybicka), acabou de ser pai e agora cuida dos negócios de sua própria empresa. Porém, Michal se vê assombrado por seu passado clandestino. A máfia o jurou de morte às vésperas do batizado de seu filho e ele terá de se proteger antes que seja tarde demais.

DESIGNAÇÕES DE VIAS PÚBLICAS (I)
Sempre noticiando aqui as novas designações de Vias Públicas, não foi percebido pela coluna a publicação da Lei 4677. Contudo, por incorreções, ela foi novamente editada no Diário Oficial. Vejamos o seu teor:
LEI Nº 4677, de 20.10.2016: Art. 1º - Fica (sic) denominadas as artérias públicas do Loteamento Parque Jatobá, no Bairro Antônio Vieira, neste município, na forma abaixo: I – RUA FRANCISCO EDMILSON SÁ, (Rua Projetada 01), primeira paralela Oeste à Avenida João Alves de Souza, início na Avenida do Anel Viário sentido Norte/Sul, término na Avenida Paulo Maia, entre as Quadras “a”, “b”, “c”, “d”, “e”, “f”, “g”, “l” e “j”; II – RUA DANIEL VALDÍZIO DE SOUZA, (Rua Projetada 02), primeira paralela Oeste a Rua Francisco Edmilson Sá, início na Avenida do Anel Viário sentido Norte/Sul, término na Valdemiro Ferreira de Souza Filho, entre as Quadras “c” e “d”; III – RUA VALDEMIRO FERREIRA DE SOUZA FILHO, (Rua Projetada 06), primeira paralela Sul a Avenida do Anel Viário, início na Rua Francisco Edmilson Sá sentido Leste/Oeste, término na Avenida do Anel Viário, entre as Quadras “c”, “g”, “e”; IV – RUA FRANCISCO VALDECI DE SOUZA, (Rua Projetada 07), primeira paralela Sul na Rua Valdemiro Ferreira de Souza Filho, início na Rua Francisco Edmilson Sá, sentido Leste/Oeste, término na Avenida do Anel Viário, entre as Quadras “e” e “f”; V – RUA HERVANO MACEDO JÚNIOR (Cel. Macedo), (Rua Projetada 08), primeira paralela Sul a Rua Francisco Valdeci de Souza Filho, início na Rua Francisco Edmilson Sá sentido Leste/Oeste, término na Avenida do Anel viário, entre as quadras “f”, “g” e “h”; VI – RUA ELIAS PEREIRA DE BRITO, (Rua Projetada 09), primeira paralela Sul a rua Hervano Macedo Júnior (Cel. Macedo), início na Rua Francisco Edmilson Sá, sentido Leste/Oeste, término na Rua projetada 03, entre as Quadras “g” e “l”. Autoria: Rubens Darlan Morais Lobo; Coautoria: Antônio Vieira Neto e Paulo José de Macedo. A homenagem que se destaca neste conjunto de novas designações é a do Cel. Macedo (Hervano Macedo Júnior). O Coronel Macedo é natural de Milagres-CE. Ele foi comandante nas companhias de Brejo Santo e Crato, e ainda coordenou os batalhões de Crateús e Juazeiro do Norte e faleceu enquanto Comandante geral Adjunto da PM no Ceará. No dia 16 de novembro de 2014, ele pediu afastamento para se tratar do câncer que lhe tirou a vida. Antes, no dia 05 de novembro de 2015, quando por ocasião em que o Coronel completava 32 anos se serviço prestado a PM/CE, o governador do Estado Camilo prestou uma homenagem ao Policial Militar, naquela mesma ocasião Macedo saiu da ativa e passou para a reserva. O Coronel Macedo foi um policial que tem um grande serviço prestado no Estado do Ceará. Faleceu em 28.01.2016. Em sua homenagem, o Colegio Militar de Juazeiro do Norte tem o seu nome.

DESIGNAÇÕES DE VIAS PÚBLICAS (II)
Mais designações de homenagens em logradouros municipais em Juazeiro do Norte:
LEI N.º 4694, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA ANTÔNIO BENTO, a rua com início ao norte da Avenida Valdelice Leandro Menezes Figueiredo, com fim na margem da Lagoa da Timbaúba, no sítio Gurguéia, Juazeiro do Norte - Ceará. Autoria: Danty Bezerra Silva; Coautoria: Antônio Vieira Neto.
LEI N.º 4695, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA JOSÉ DE ARIMATEIA N. VILANOVA, a Rua Projetada “03”, com início na Avenida Antônio Augusto da Silva, sentido Leste/Oeste no sítio Gavião desta cidade. Autoria: Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI N.º 4696, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA JOSÉ SALVIANO DE SOUSA, a 3.ª rua paralela Leste a Rua Francisco Martins de Sousa, com início na Rua Maria Diva de Carvalho e término na Rua Ezequiel Almeida, sentido Norte/Sul, Bairro Jardim Gonzaga. Autoria: Danty Bezerra Silva; Coautoria: Antônio Vieira Neto.
LEI N.º 4697, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA NICOLAU SOARES DE LIMA, a rua Projetada “01”, com início na Avenida Antônio Augusto da Silva, sentido Leste/Oeste no Sítio Gavião desta cidade. Autoria: Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI N.º 4698, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA MOISÉS TOMAZ BISPO VILANOVA, a Rua Projetada “04”, com início na Avenida Antônio Augusto da Silva, sentido Leste/Oeste no Sítio Gavião desta cidade. Autoria: Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI N.º 4699, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA MARIA ROSA DE LIMA, a rua paralela sul a Avenida Antônio Sales, com início na Rua Raimundo Sobreira Rocha, sentido Leste/Oeste e término no Loteamento Imobiliária Silveira Ltda. Autoria: José Adauto Araújo Ramos; Coautoria: Danty Bezerra Silva.
LEI N.º 4700, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA MARIA VIEIRA SOARES, a Rua Projetada “02”, com início na Rua Antônio Augusto da Silva, sentido Leste/Oeste, no Sítio Gavião, nesta cidade. Autoria: Maria de Fátima Ferreira Torres.
LEI N.º 4701, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA JACINTA TAVARES LOPES, a via que tem início na Rua Rafael Malzoni e término na rua Ezequiel Almeida, sentido norte/sul, bairros São José e Jardim Gonzaga, nesta cidade. Autoria: Danty Bezerra Silva.
LEI N.º 4702, de 11.11.2016: Art. 1º - Fica denominada de RUA CONSTRUTOR PEDRO DOS SANTOS, a primeira rua paralela norte a Rua Presidente Tancredo Neves, com extensão Leste/Oeste, entre as quadras “D”, “E”, “G” e “H”, do Loteamento Jardim Roberto, no bairro Betolândia. Autoria: José Tarso Magno Teixeira da Silva.

Foto 3
GRANJEIRO MAIS PRÓXIMO DE JUAZEIRO

Segundo o noticiário do Governo do Estado, “Quem trafega pela Região do Cariri, na rodovia CE-288, já observa as intervenções feitas no local. No trecho Granjeiro – entroncamento da CE-385, Rodovia Padre Cícero, Coronzol, o Governo do Ceará, por meio do Departamento Estadual de Rodovias (DER), segue com a fiscalização da obra de pavimentação, que já alcança 47% dos serviços executados. Atualmente, o trecho recebe serviços de movimentação de terra, drenagem, pavimentação, obras d'artes correntes, sinalizações horizontal e vertical, além de proteção ambiental. As melhorias levarão benefícios diretos à população de Granjeiro, que passará a contar com uma via segura e confortável para o deslocamento de passageiros e escoamento da produção; bem como aos turistas interessados em conhecer a região do Padre Cícero. Com investimento de R$ 14.304.981,06 do Tesouro do Estado e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a obra é mais uma contemplada pelo Programa Viário de Integração e Logística – Ceará IV.

cultura-nordestina
MOSTRA DE CURTA-METRAGEM
De 29 de novembro a 20 de dezembro o 26º Cine Ceará e o CCBNB realizam a Mostra Nacional de Curtas e Mostra Olhar do Ceará, em circulação pelos Centros Culturais Banco do Nordeste de Fortaleza e Juazeiro do Norte, no Ceará, e Sousa, na Paraíba. Serão exibidas 54 produções, locais e nacionais, totalizando 13 horas de programação em cada cidade. Os filmes exibidos integraram a Mostra Olhar do Ceará e a Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens do Cine Ceará, realizado em junho deste ano em Fortaleza. A circulação começa por Fortaleza, onde acontece de 29 de novembro a 03 de dezembro. A cidade seguinte é Juazeiro do Norte, com programação de 06 a 10 de dezembro. Da região do Cariri, a Mostra segue para o CCBNB de Sousa, na Paraíba, com exibições nos dias 13, 14, 15, 16 e 20 de dezembro. O acesso é gratuito. A mostra foi dividida em cinco programas, um para cada dia, e cada programa com duas sessões de filmes diferenciados, às 14h e às 16h. Os curtas são de realizadores do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Pernambuco, produzidos nos anos de 2015 e 2016. As três cidades recebem a mesma programação.

EXPOSIÇÃO REÚNE ARTISTAS NORDESTINOS
A pesquisa-viagem “Oco do Mundo” durou 14 dias. Os artistas Rafael Limaverde e Marquinhos Abu se aventuraram por dez cidades, percorreram 2300 quilômetros, pesquisando sobre a gravura no sertão. Eles fazem agora as vezes de curadores. A exposição “Bestiário Nordestino” será aberta amanhã na Multigaleria do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A mostra lança um olhar sobre o grotesco do mundo, com seu lado fantástico e absurdo. Para Rafael Limaverde, haverá sempre algo em nós de animalidade, de delirante, de monstros que compõe nossos pesadelos e medos. “Não se sabe muito bem sua origem, mas nos chegam pelas oralidades medievas, indígenas e africanas. Desse residual o nordeste então cria e recria seu próprio bestiário", afirma Rafael. A exposição, contemplada no Edital Temporada de Arte Cearense 2016, fica disponível para visitação até 30 de dezembro, de terça-feira a domingo, de 14 às 21 horas. As 40 obras foram feitas pelos artistas Abraão Batista (Juazeiro/CE), Adriano Brito (Crato/CE), Guto Bitu (Crato/CE), Carlos Henrique (Crato/CE), Carlus Campos (Fortaleza/CE), Francisco de Almeida (Fortaleza/CE), J. Borges (Bezerros/PE), José Costa Leite (Condado/PB), Lourenço Gouveia (Recife/PE), Maurício Castro (Recife/PE), Nilo (Juazeiro do Norte/CE), Roberto Galvão (Fortaleza/CE), Rafael Limaverde (Fortaleza/CE), Sebastião de Paula (Fortaleza/CE), Stênio Diniz (Juazeiro/CE), Damásio Paulo (Juazeiro/CE), Antônio Lino (Juazeiro/CE), Walderêdo Gonçalves (Juazeiro/CE) e Justino P. Bandeira (Juazeiro/CE). (Foto: Obra do xilógrafo Nilo, de Juazeiro do Norte).
LEITURA OBRIGATÓRIA

Já está disponível na internet a Dissertação de Mestrado de FRANCISCO JOEL MAGALHÃES DA COSTA, CATOLICISMO E EDUCAÇÃO: A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DA DIOCESE DO CRATO E A AÇÃO EDUCACIONAL DE DOM QUINTINO NO CARIRI (1914-1929). Essa Dissertação foi apresentada ao programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre. Ela foi julgada e aprovada pela seguinte Banca examinadora: Prof. Dr. Raimundo Elmo de Paula Vasconcelos Júnior (Orientador), da Universidade Estadual do Ceará (UECE); Prof. Dr. Rui Martinho Rodrigues, da  Universidade Federal do Ceará (UFC); Prof. Dr. Josier Ferreira da Silva, da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da Profa. Dra. Keila Andrade Haiashida, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Eis o resumo da obra: Este trabalho de dissertação tem como objetivo compreender, através da história e memória, como foi criado e implantado o projeto de educação, no Cariri, da Igreja Católica, a partir da criação da Diocese do Crato. Assim, temos como eixo determinante, as ações instrucionais da Igreja Católica, a partir da criação da diocese neste município. A diocese sufragânea do Crato foi criada em 20 de outubro de 1914 pelo Papa Bento XV, através da bula papal Catholicae Ecclesiae. O estudo consiste numa pesquisa bibliográfica, cujas fontes mostraram informações históricas que marcaram o desenvolvimento do Crato nos aspectos social, político, cultural, religioso e educacional e, justificaram a escolha por esse tema. Nesse contexto, o estudo se enveredou nas perspectivas da História Local, Nova História Cultural, Micro-História e Produção Biográfica. Nesse processo de conhecimento, a tessitura histórica foi fragmentada em três capítulos. No capítulo 1: contempla a justificativa do tema; o objetivo geral e os objetivos específicos; a metodologia e o embasamento teórico; e a descrição dos capítulos seguintes. No capítulo 2: discorre sobre a contribuição social e educacional das missões realizadas pelas ordens religiosas; trata do processo de romanização da Igreja Católica, a partir das ordens advindas da Santa Sé, em Roma, até a romanização no Ceará; aborda os trabalhos preparatórios de reestruturação e criação de seminários e dioceses. E, por último, no capítulo 3: enfoca um pouco da vida de Padre Cícero, a sua relação com a política e seus embates com a Igreja Católica; ressalta a religiosidade popular; foca o progresso e suas nuances ao longo do tempo, acerca do município do Crato; e traz breves notas sobre a vida do bispo Dom Quintino, em relação, em especial, a sua formação e suas ações educacionais voltadas para o bispado. Seu autor, Joel Magalhães é Mestre em Educação, especialista em Gestão Escolar e Pedagogo pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Participa do Grupo de Pesquisa em História e Memória da Educação CNPQ / UFC. Professor de Metodologia do Trabalho Científico na Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA/Centro de Treinamento e Desenvolvimento (CETREDE). Tem experiência na área de Educação de Jovens e Adultos. Autor dos livros: "O lado oculto da emoção". Editora Premius, 2015; "Quatro mundos". Editora Substânsia, 2016. (Obs.: Para lê-la, acesse http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/16446 )

sábado, 19 de novembro de 2016


BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que eventualmente estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.

241: (18.11.2016) Boa Tarde para Você, Dr. José Arnon Cruz Bezerra de Menezes
Meu caro prefeito, antes mesmo de sua diplomação, já tive a oportunidade de cumprimentar lhe por sua recente eleição, pois findo o embate político, proclamado o resultado, o povo de Juazeiro do Norte agora aguarda o instante de vê-lo firme e determinado ao comando de nossa municipalidade.
Esse povo, como de há muito se apresenta, maltrapilho e maltratado, aguarda o instante solene desta investidura, sabedor da herança maldita que lhe aguarda como herdeiro, para sentir uma vez mais o bafejo longamente ansiado dos melhores dias de sua autoestima. Triste fim, esse último aqui vivido, quando se experimenta melancólica transição, do que até gostaríamos de ver prenunciado, pois deveria se tratar, na essência, de uma rotina na vida da cidade, à véspera de uma grande satisfação por se desenhar um novo estilo, uma nova e refletida pauta. Ledo engano esse, o da esperança longamente desejada, o que não nos retira da velha e malfadada questiúncula entre vitoriosos e perdedores, pois a rigor – ou somos todos vitoriosos, ou seremos cada um de nós a imagem única de uma grande derrota. Quero crer, nesse caso, que o povo do Juazeiro agiu com sabedoria para lhe atribuir a grave missão que se avizinha, pois já passamos do tempo sensato para nos atirarmos à reconstrução de tudo aquilo que mãos indevidas nos usurparam em aparentes e legítimos mandatos.
Tenho lido nas letras da imprensa parte da sua convicção de que nada é fácil nessa arte de gerir destinos de povo e terra, e mais que isso, nada lhe arrefece diante da oportunidade impar de realizar uma grande missão, pois dessa generosidade concedida, nasce o privilégio para o trabalho. Felizmente, esse privilégio que o coloca à frente de seus destinos não mais comporta uma simples experiência, pois nosso município tem-se agigantado extraordinariamente no tempo e no espaço, a ponto de dispensar o concurso de gestores incompetentes e de gente não longamente experimentada.
De qualquer modo, na boa fé, somos frequentemente enganados por projetos equivocados de governos que privilegiam visões enviesadas de demandas candentes para oportunizar a gastança intempestiva nos caminhos da corrupção desbragada dos gulosos e irresponsáveis parasitas. Em tempos obscuros como esses que nossa nacionalidade vive, bem se vê como essa sua administração encontrará o cofre público, mais ainda encolhido entre a desesperança e a sonegação. O grande desafio será viabilizar todos os projetos dessa reconstrução através dos endereços certos das parcerias intransferíveis de Estado e União, desde que não nos falte a posição firme da eleição de prioridades e do compromisso e zelo com horizontes e o peso de cada moedinha granjeada. O que queremos do seu governo, Dr. José Arnon, não é nada que se possa escrever com uma nova palavra do dicionário, com um novo conceito sobre nossas necessidades, mas o resgate de velhas e adiadas missões, como o zeloso e desprendido trabalho pela educação, pela cultura, pela saúde, pela segurança, pelo emprego e pela infraestrutura dessa cidade, e talvez isso só nos baste. A cidade que o senhor herdará em breves dias, para o gesto concreto em torno de seu desenvolvimento é orgulhosa com suas heranças, surpreendente em seus parâmetros, é mágica em seus resultados, é generosa em suas atenções, mas também é enigmática em seus julgamentos. O nosso julgamento antecipado será sempre desonesto porque, a rigor e infelizmente, ele frequentemente é orientado por sentimentos que não se afinam com uma avaliação sincera entre objetivos, metas, estratégias e resultados. Nessa tão breve saudação, lhe falo de umas tantas coisas, inspiradas nesses sentimentos comuns que me fazem reunido ao meu povo, como vida, arte, oportunidade, experiência e julgamento, palavras chaves que se antecipam até à nossa própria disposição para refazer esses caminhos da história. Por isso, meu caro Doutor José Arnon, prudente é concluir essas poucas e mal traçadas trazendo à nossa reflexão a frase emblemática, uma das poucas que se conhecem atribuídas ao seu velho colega de medicina, Hipócrates da Tessália, na Grécia, segundo o qual "A vida é curta, a arte é longa, a oportunidade é fugaz, a experiência é enganosa, e o julgamento é difícil." Desejo-lhe muitas felicidades para sua administração, pois não quero apenas contemplá-la à distância, como a dizer irresponsavelmente, “toma que o problema é teu”, quando a mim, cidadão comum desta cena, ainda me cabe algum esforço para o futuro sucesso dessa sua nova empreitada.

(Essa Crônica deveria ter sido lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 18.11.2016)
O CINEMA ALTERNATIVO NO CARIRI
BIBLIOCINE 2016 (FAP, JN)
A Faculdade Paraiso do Ceará (FAPCE) está incluída no circuito alternativo de cinema do Cariri, embora seja restrito aos alunos desta Faculdade. As sessões são programadas para a terça (22.11) e quinta feira (24.11), nos horários de 12:00 às 14:00h e das 17:00 às 18:30h, na Sala de Vídeo da Biblioteca, na Rua da Conceição, 1228, Bairro São Miguel. Informações pelo telefone: 3512.3299. Neste mês de Novembro, nos próximos dias 8 e 10, estará em cartaz, o filme OLHOS DA JUSTIÇA (Secret in their eyes, EUA, 2015, 112min). Direção de Billy Ray. Sinopse: A vida dos investigadores do FBI Ray (Chiwetel Ejiofor) e Jess (Julia Roberts) e da procuradora Claire (Nicole Kidman) é severamente abalada pelo assassinato da filha adolescente de Jess. Treze anos após o crime, Ray continua buscando pistas e finalmente parece ter encontrado um caminho para solucionar o caso. A verdade é chocante e os limites entre justiça e
CINEMA NORDESTE (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema, com entrada gratuita, apresenta uma grande mostra do Cinema nordestino, e exibe no próximo dia 23, quarta feira, às 18:00 horas, com a presença do diretor Rosemberg Cariry, o filme CORISCO E DADÁ (Brasil, 1996, 96min). Direção de Rosemberg Cariry. Sinopse: Para se vingar de um homem que ele pensa tê-lo traído, o cangaceiro Corisco (Chico Díaz), conhecido como "Diabo Loiro", se vinga raptando a filha dele, Dadá (Dira Paes), de 12 anos. Com o tempo, ela se integra ao bando de Corisco e se afeiçoando a ele, tornando-se sua mulher. O grupo vai percorrendo os sertões, tentando se livrar das armadilhas de Zé Rufino, chefe da polícia.
CINE CAFÉ VOLANTE (MISSÃO VELHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Missão Velha (Auditório do Centro Social Urbano, CSU), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 24, quinta feira, às 19 horas, o filme CAPOTE (Capote, EUA/Canadá, 2005, 114min). Direção de Bennett Miller. Sinopse: Em novembro de 1959, Truman Capote (Philip Seymour Hoffman) lê um artigo no jornal New York Times sobre o assassinato de quatro integrantes de uma conhecida família de fazendeiros em Holcomb, no Kansas. O assunto chama sua atenção já que ele acredita ser esta a oportunidade perfeita de provar que, nas mãos do escritor certo, histórias de não-ficção podem ser tão emocionantes quanto as de ficção. Acompanhado por Harper Lee (Catherine Keener), sua amiga de infância, Capote viaja até lá e surpreende a sociedade local com sua voz infantil, seus maneirismos femininos e roupas não--convencionais. Logo, o escritor ganha a confiança de Alvin Dewey (Chris Cooper), o agente que lidera a investigação pelo assassinato. Pouco depois, os assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino), são capturados em Las Vegas e devolvidos ao Kansas, onde são julgados e condenados à morte. Capote os visita na prisão e percebe que a história pode render material suficiente para um livro, que poderia revolucionar a literatura moderna.
CINE CAFÉ VOLANTE (BARBALHA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Barbalha (Auditório do Centro de Esportes e Artes Unificados Mestre Juca Mulato, Parque da Cidade, Parque da Cidade), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 25, sexta feira, às 19 horas, o filme KINSEY: VAMOS FALAR DE SEXO (Kinsey, EUA / Alemanha, 2004, 118min). Direção de Bill Condon. Sinopse: Em 1948 Albert Kinsey (Liam Neeson) abalou a conservadora sociedade americana ao lançar seu novo livro, "Sexual Behavior in the Human Male". O livro trazia uma ampla pesquisa, na qual Kinsey levantou dados sobre o comportamento sexual de milhares de pessoas. O assunto, até então pouquíssimo abordado, passa a ser tema de debates e provoca polêmica na sociedade. 
CINE CAFÉ VOLANTE (NOVA OLINDA)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, promove sessões semanais de cinema no seu Cine Café, na cidade de Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 25, sexta feira, às 19 horas, o filme MACHUCA (Machucca, França/Reino Unido/Chile, 2004, 120min). Direção de Andrés Wood. Sinopse: Chile, 1973. Gonzalo Infante (Matías Quer) é um garoto que estuda no Colégio Saint Patrick, o mais conceituado de Santiago. Gonzalo é de uma família de classe alta, morando em um bairro na área nobre da cidade com seus pais e sua irmã. O padre McEnroe (Ernesto Malbran), o diretor do colégio, inspirado no governo de Salvador Allende decide implementar uma política que faça com que alunos pobres também estudem no Saint Patrick. Um deles é Pedro Machuca (Ariel Mateluna) que, assim como os demais, fica deslocado em meio aos antigos alunos da escola. Provocado, Pedro é seguro por trás e um deles manda que Gonzalo o bata, que se recusa a fazer isto e ainda o ajuda a fugir. A partir de então nasce uma amizade entre os dois garotos, apesar do abismo de classe existente entre eles.
CINE CAFÉ – ALTERNATIVO (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 26, sábado, às 14:00 horas, o filme OS ÚLTIMOS PASSOS DE UM HOMEM (Dead man walking, Reino Unido/EUA, 1995, 122min). Direção de Tim Robbins. Sinopse: Em Louisiana, a freira católica Helen Prejean (Susan Sarandon) passa a ser guia espiritual do condenado Matthew Poncelet (Sean Penn). Ela luta pela vida do homem, que espera ser executado a qualquer momento pelo assassinato de dois adolescentes. Quando a data se aproxima, os verdadeiros eventos do crime são revelados e Matthew luta com as suas emoções.
CINE CAFÉ (CCBNB, JN)
O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte), realizando sessões semanais de cinema no seu Cine Café, com entrada gratuita e com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, exibe no próximo dia 26, sábado, às 17:30 horas, o filme SE (If, Reino Unido, 1968, 111min). Direção de Lindsay Anderson. Sinopse: Em uma escola pública inglesa estuda o jovem Mick Travis (Malcolm McDowell). Ele lidera um grupo de alunos rebeldes, os Crusaders. Insatisfeitos com o opressor sistema educacional, eles planejam uma grande vingança.
PADRE CÍCERO: LIVRO
Diversos livros sobre Padre Cícero, novos títulos ou reedições, tem sido publicados em várias cidades brasileiras, mas nem sempre eles estão disponíveis no mercado livreiro local. Essa questão de distribuição de livros no território nacional é um problema sério. Veja só o caso que fizemos referência na semana que passou onde mencionamos o lançamento de 4 livros da lavra do Pe. Antenor Andrade, salesiano de D. Bosco. Casualmente o Pe. Antenor estava entre nós, a Rádio FM Pe. Cícero fez a divulgação em sua página, como ainda está, mas nem no Museu (dos Salesianos), nem na lojinha da Paróquia (dos Salesianos), nem na secretaria do Colégio (dos Salesianos) se poderia adquirir tais livros. Uma lástima. E bem assim vários outros títulos, como esse que menciono novamente aqui, depois de termos feito menção no ano passado, quando de seu lançamento. O livro, “Os Sons do Adeus – Da origem aos últimos dias do Padre Cícero, de Gouveia de Helias, nas suas 264 páginas, segundo informações do editor, trás um relato completo sobre o padre nordestino e foi fruto de uma paixão que o acometeu ao recolher da tradição oral informações interessantes, a maioria delas dentro de sua própria família, sobre a vida do sacerdote e sobre os grandes eventos acontecidos no Cariri. O Autor é cearense de Redenção, foi aluno do Seminário da Prainha, onde o Pe. Cícero também se ordenou, mas o autor deixou o Seminário, mudou-se para o sul do pais onde reside, já tendo publicado um outro livro sobre cangaço. 

RECONHECIMENTO PÚBLICO
Através da LEI Nº 4688, de 07.11.2016, o Governo Municipal de Juazeiro do Norte, por iniciativa da Câmara Municipal e com a sanção da Prefeitura, determinou o reconhecimento de utilidade pública para a ASSOCIAÇÃO INSTITUTO MONSENHOR MURILO - IMM., fundada em 24 de março de 2009, com sede e foro no município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, à rua Padre Cícero, nº 147, como Associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins lucrativos, de caráter assistencial, filantrópico, organizacional, promocional, recreativo, educacional, social e de comunicação, sem vinculação político-partidária nem distinção de credo, raça, etnia, classe, orientação sexual e gênero, regendo-se por seus estatutos sociais, bem como pelas leis, usos e costumes nacionais. Autoria do projeto: Vereador João Alberto Morais Borges e Coautoria do vereador Gledson Lima Bezerra.

(Na foto: Francisco Murilo, no dia da sua primeira comunhão)


NOVAS VIAS: NOMENCLATURA
Novas ruas vão guardar diversas homenagens, algumas das quais se tem repetido. Não sabemos exatamente os motivos pelos quais o nome de uma pessoa é aplicado a até 4 logradouros diferentes. Ignorância, esperteza, ou o que será isso? Reproduzimos abaixo as mais novas homenagens pelos seus respectivos atos legislativos. LEI Nº 4689, de 08.11.2016: Art. 1º – Fica denominada de RUA LENITA PEREIRA TRIBUTINO, Rua Projetada 01, com início ao sul com a rua Luiz José de Araújo e término ao norte, com a rua de mesma denominação, ao oeste, com a rua Luiz José de Araújo e ao leste, com a Rua Projetada 02 do Residencial São Sebastião I, no bairro Brejo Seco, nesta cidade. Art. 2.º - Fica denominada de RUA MANOEL NINO, Rua Projetada 02, com início ao sul com a Rua Projetada 08 e término ao norte, com a Rua Projetada 07, ao oeste, com a Rua Projetada 01 e ao leste, com a Rua Projetada 03 do Residencial São Sebastião I, no bairro Brejo Seco, nesta cidade. Art. 3.º - Fica denominada de RUA ANTÔNIO VIEIRA SOBRINHO, Rua Projetada 08, com início ao oeste com a Rua Projetada 01 e término ao leste, ao norte, com a Rua Projetada 07, ao sul, com a rua Luiz José de Araújo, do Residencial São Sebastião I, no bairro Brejo Seco, nesta cidade. Art. 4.º - Fica denominada de RUA ÂNGELO DE ALMEIDA, a Rua Projetada 07, com início ao oeste com a Rua Projetada 01 e término ao leste, ao norte, com a rua José Luiz de Araújo e ao sul, com a Rua Projetada 08, do Residencial São Sebastião I, no bairro Brejo Seco, nesta cidade. AUTORIA: Vereador Antônio Vieira Neto.
(Na foto: o português Angelo de Almeida)

PE. CÍCERO EM HOLLYWOOD

Dias atrás foi anunciado em um evento em Hollywood os vencedores do Clio Key Art 2016. E entre as 4 peças da Globo indicadas ao prêmio, duas conquistaram medalha de bronze: a campanha “Tudo está conectado”, da GloboNews e a “Padim Ciço”, feita para o Fantástico. A peça Padim Ciço, feita para uma chamada especial do Fantástico, conta trechos da história de reconciliação entre Padre Cícero e a Igreja por meio de uma simulação de escultura em madeira. O resultado é visualmente impressionante e muito criativo. O resultado é um reconhecimento à maneira como a divulgação dos produtos e mensagens da Globo têm mudado nos últimos anos, trazendo frescor para a marca através do lançamento dos nossos produtos e de campanhas institucionais”, afirma Mariana Sá, diretora de Criação da Globo. O premio criado em 1971 é um reconhecimento sobre a excelência na reformulação da criação e produção de trabalhos de marketing e entretenimento, seja para a TV, cinema ou games por meio da tecnologia e integração de novas especialidades. Veja a peça em http://geekpublicitario.com.br/16015/globo-clio-key-art/