domingo, 15 de fevereiro de 2015

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
118: (11.02.2015) Boa Tarde para Você, Joaquina Gonçalves de Santana
Naqueles primeiros anos da década de sessenta eu não era senão, como tantos, um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones e vivia a antevéspera de um grande dilema para satisfazer o desejo ardente de meus pais que queriam um engenheiro na família. Mas, como diria Drummond, havia uma pedra no caminho e parecia que ao derredor de sete léguas era muito difícil, encontrar alguém que conseguisse operar o milagre que me fizesse passar a gostar de matemática. Gostava, sim, de História, de Geografia e já lia muito sobre isto, sobre literatura e línguas, mas números, contas, equações e teoremas eram bichos de mais de sete cabeças que infernizavam meus caminhos e os meus planos para o futuro. Foi quando nos apareceu em sala de aula deste Ginásio Salesiano uma professorinha que já conhecia pelas relações familiares, daqueles guardados afetuosos de minha mãe e minhas tias, que vinha para a substituição temporária de um professor titular. Em verdade, dona Quininha, eu tenho pouca lembrança daqueles motivos que a fizeram pelos anos a legenda extraordinária que você se tornou para diversas gerações de jovens que passaram por este estabelecimento, vendo-a operosa e dedicada entre sala de aula e a secretaria do colégio. Para mim, foi o milagre, se assim posso dizer-lhe, a experiência única que me tocou fundo para abrir alguma coisa que não sei onde ficava e que desencadeou toda a mudança que revirou preconceitos e me tornou sensível aos seus conteúdos e ao domínio razoável de seus métodos. Certamente não é misterioso que falemos desta sua habilidade, tantas vezes reconhecida e referenciada, de como sua atividade docente se esmerou pela prática exemplar de organização, de didática e de responsabilidade irretocável nas funções do magistério. Matemática, quero crer, foi apenas um viés expressivo de sua vocação, do seu gosto particular já manifestado precocemente desde os tempos da velha e querida Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, como professora ruralista. Poucos anos depois, e lhe digo isto dona Quininha, com imenso orgulho e gratidão, exatamente por estas mudanças que se operaram, eu voltei para casa trazendo um resultado expressivo de terceiro lugar no vestibular da Escola de Engenharia, nos exames de 1968, incluindo-se aí um grande e surpreendente resultado na prova de matemática. Daí por diante, felizmente como sempre esperei, eu fui feliz e fui sabendo que já não era tão intrincado transitar com as ferramentas dos cálculos numéricos, com os exercícios complexos no plano do infinitésimo, das equações diferenciais e das integrais múltiplas. Devo-lhe isto, eternamente, dona Quininha, porque é parte do meu sucesso profissional, da minha própria vocação docente que não se contentou daí por diante em apenas ser o agente do aprendizado do que a vida lhe proporcionou, para também me dedicar a transferir para outros o que esta matemática em parte nos ensina. Lamento muito que tão pouco hoje nos vejamos, agora que os anos lhe impõe uma vida de recolhimento à sua casa, o trato mais reservado com a família, diante de pequenos achaques que impedem a sua mais livre mobilidade. Mas se isto lhe trás algum conforto neste reconhecimento tão simplório que lhe dedico a esta altura da vida, eu lhe digo dona Quininha, que a senhora foi e continua sendo o meu tipo inesquecível, a criatura admirável que me encantou com esta insuperável capacidade de transformar pessoas. Não tenho dúvidas em testemunhar-lhe que no magistério das escolas por onde caminhou e semeou, e no ministério espiritual a que tanto se dedicou na maturidade da vida, seus exemplos continuam a nos iluminar com estas lembranças ternas e gratas que nos emocionam. Por isso mesmo, dona Quininha, cada um de nós sempre terá histórias para contar destes anjos que nos aparecem em nossas vidas e que jamais se revelariam apenas na frieza dos números da matemática.         
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 11.02.2015)
BOA TARDE (II)
119: (14.02.2015) Boa Tarde para Você, Cícero Andrade
“A Arte é como um filho que nasce, ela é sempre bem vinda e traz com ela muita alegria e um pouco de vida para o seu criador. Nos meus traços nordestinos em nanquim, passei toda a leveza para o traço e, ao mesmo tempo, força no estilo, tanto que acabei criando uma brincadeira de riscar. Não me preocupei com a estética dos personagens para o mundo real, mas fiz deles, figuras verdadeiras do mundo irreal, mostrando o verdadeiro viver nordestino.” Este é o texto que abre a ótima exposição que acontece no Centro Cultural BNB Cariri, aqui em Juazeiro do Norte, oportunidade na qual Andrade Juá está mostrando o que denominou de “Meus Traços Nordestinos em Nanquim”, com a curadoria de Cleiton Araújo. Ele usa um pigmento preto sobre papel branco que já era empregado 400 anos antes de Cristo entre os chineses, oriundo originalmente de excreções de animais marinhos e que hoje tem conotação tecnológica de reações químicas com alcatrão. É uma pequena grande mostra contendo apenas 15 quadros daquilo que o autor expressa como a sua observação de flagrantes do viver nordestino, com altíssimo nível técnico de execução, demonstrando a habilidosa marca de Andrade Juá com o desenho, e a sua versatilidade como ilustrador. Em diversos momentos de sua vida mais recente, Andrade Juá tem-se expressado publicamente sobre a sensação particular, a emoção flagrante de fazer arte, de criar, de alimentar seus sonhos diante da intransferível realidade da batalha pelo feijão nosso de cada dia. A mostra em que reconhece como o sonho realizado é o ápice da vida do artista quando ele também se expõe e se devassa na sua proposta por uma estética, um estilo que o consagre como interlocutor do homem e o meio. Esses traços nordestinos, e bem sertanejos assim expostos, acolhem a observação detalhada das cenas da vida rural, da agricultura de sobrevivência entre chuvas e secas, sem esquecer o fenômeno do cangaço como marca indelével da violência rural e urbana. Aliás, neste particular, a obra momentânea de Andrade Juá parece-me revisar ao seu estilo, as marcas tão apreciadas dos cangaceiros de Aldemir Martins, o genial filho de Ingazeiras, também em nanquim, e que se notabilizou com uma produção vasta como ilustrador de grandes obras da literatura regional, assinalada igualmente por esta notória leveza do traço. Mas o artista é também o poeta, talvez o fingidor de que nos fala o Pessoa, que dissimula na leveza do traço, na quase delicadeza de um entalhe em madeira, como se a obra tivesse a marca inconfundível da xilogravura, e a contundência da expressão fiel de suas angústias. Desde que conheci Andrade Juá, por suas obras como chargista, desenhista publicitário, caricaturista e ilustrador, eu fui tocado pela beleza de suas imagens, pela diferenciação de seus olhares, o que procura conciliar família, sociedade, arte e os momentos difíceis da vida. A sua religiosidade impõe, sem traumas, a gratidão, a reverência, a conformação, a plena adaptabilidade no existir como pessoa, na convivência com amigos, família, trabalho e sociedade, e que experimenta a simplicidade gratificante das emoções no dia-a-dia. Ele vai permanecer, vai ficar, ajuntando seu nome, a legenda que o identifica como um destes mestres das artes plásticas do Cariri, por um registro personalíssimo no desenho, em suas ilustrações, mergulhado na diversidade cultural que esbanja a riqueza deste Vale. A exposição destes mais recentes trabalhos de Andrade Juá vai continua acontecendo no quarto andar do Centro Cultural do BNB Cariri, até o próximo dia 28 deste mês de fevereiro e eu recomendo a todos vocês que não percam a oportunidade para encontrar nesta coleção a sensibilidade de um artista que expressa parte da grandeza desta nossa ambiência cultural caririense. 
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 14.02.2015)
NOVOS CIDADÃOS JUAZEIRENSES
Por atos da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, sancionados pelo edil municipal, a cidade declara como honorários dois cidadãos que, conforme rezam os termos das resoluções, merecem-nos pelos “relevantes serviços à comunidade. Vejamos os Atos. RESOLUÇÃO N.º 745 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Francisco Cícero do Nascimento. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno; Coautoria: Normando Sóracles Gonçalves Damascena - Firmino Neto Calú; Subscrição: Cícero Claudionor Lima Mota – José Tarso Magno Teixeira da Silva – José Ivan Benjamim de Moura – Paulo José de Macêdo - Rubens Darlan de Morais Lobo - Antônio Vieira Neto - João Alberto Morais Borges - Antônio Alves de Almeida - José Nivaldo Cabral de Moura – Rita de Cássia Monteiro Gomes – Maria de Fátima Ferreira Torres. RESOLUÇÃO N.º 746 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2015, pela qual fica concedido o Título Honorífico de Cidadão Juazeirense ao Senhor Francisco Aparecido do Nascimento. Autoria: Maria Calisto de Brito Pequeno; Coautoria: Normando Sóracles Gonçalves Damascena - Firmino Neto Calú; Subscrição: Cícero Claudionor Lima Mota – José Tarso Magno Teixeira da Silva – José Ivan Benjamim de Moura – Paulo José de Macêdo - Rubens Darlan de Morais Lobo - Antônio Vieira Neto - João Alberto Morais Borges - Antônio Alves de Almeida - José Nivaldo Cabral de Moura – Rita de Cássia  Monteiro Gomes – Maria de Fátima Ferreira Torres.

Nota: Não encontramos informações biográficas sobre o homenageado Francisco Cícero do Nascimento. Contudo, transcrevemos abaixo um texto encontrado na internet que nos dá informações sobre o homenageado Francisco Aparecido do Nascimento, empresário bem reconhecido em nosso meio.

“K&K COUROS: um misto de história de amor e empreendedorismo. A K&K COUROS é uma marca brasileira de acessórios masculinos e femininos que se utiliza dos melhores e mais exóticos couros, primando sempre pela qualidade e o design inovador, voltado para as últimas tendências internacionais. Foi como uma indústria de fundo de quintal que em 1988 na cidade de Juazeiro do Norte – Ceará, quando ainda namoravam, que o casal Francisco Aparecido e Valdirene Nascimento (hoje Designer, formada em Pedagogia pela Urca Crato – CE, concluindo Designer de Moda pela Enmoda São Paulo e Gestão Comercial pela Leão Sampaio Juazeiro do Norte-CE), iniciaram a história da K & K COUROS. O Sr. Aparecido criava e produzia sapatos, cintos e bolsas artesanais, vendendo-os pelo interior do estado do Ceará a pequenos lojistas, bem como na Feira Artesanal na Beira do Mar, na capital Alencarina. Outra parte era comercializada pela Sra. Valdirene, na faculdade do Crato – CE, quando ainda cursava Pedagogia. Com o aumento da ocorrência, decidem inovar. Ao identificarem a necessidade atual do mercado, passam a produzir somente carteiras masculinas e femininas. A empresa passa a ser regulamentada somente em 1991, com o nascimento de seus filhos Kelvyn e Klécia, daí a origem do nome K & K COUROS. Em 1995 têm sua própria, um galpão de 150m², contando com 25 colaboradores e a K&K COUROS começa a se destacar na região nordeste mais precisamente em Recife-PE. No mesmo ano, expande suas atividades com uma nova parceiria e passa a produzir em grande escala para um rede de lojas com sede em Fortaleza-CE, aumentando sua estrutura física para 300m². O crescimento de 100% em produção, proporciona a empresa mais um salto, obtendo assim um espaço de 600m² bem estruturado e gerando mais de 100 novos empregos, com um total de 250 pessoas. Decisões importantes fizeram a diferença no sucesso da empresa. Investiu-se na alta qualidade dos produtos, desde a seleção de matérias-primas ao design moderno e retornaram às origens, lançando no seu mix de produtos uma belíssima coleção de bolsas masculinas e femininas, que não só fortaleceu a marca como também seus produtos ganharam status. A empresa cresce 200% em 2011 e percebe a necessidade de expandir sua estrutura física. Após várias tentativas frustradas em conseguir apoio para construir uma nova sede, junto aos órgãos Estaduais e Municipais, por acreditar no seu potencial, compra um terreno de 20.000m² para realizar o sonho de indústria modelo, visando não somente dar continuidade ao crescimento da marca, bem como a capacitação de seus parceiros e a realização de projetos sociais. m 2012 nasce a loja K & K COUROS no Cariri Garden Shopping, Juazeiro do Norte-CE e a ideia de transformar o seu negócio em franquias, objetivando o reconhecimento da marca e a difusão de todo know-how adquirido ao longo dos anos.

TESE DE DOUTORADO



 
 
Em novembro do ano passado foi julgada no UFRJ, Rio de Janeiro a tese “A DÁDIVA DA IMAGEM, as promessas como produção de pessoas e objetos (etnografia em Juazeiro do Norte)”, de Thiago Zanotti Carminati, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, como requisitos à obtenção do título de Doutor em Antropologia, sob a orientação do prof. Marco Antonio Gonçalves. A Tese foi aprovada pela seguinte comissão: Presidente: Prof. Dr. Marco Antonio Gonçalves (Orientador), Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia/IFCS/UFRJ; Profa. Dra. Els Lagrou (Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia/IFCS/UFRJ); Prof. Dr. Cesar Gordon (Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia/IFCS/UFRJ); Prof. Dr. Carlos Alberto Steil (Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/UFRGS); Profa. Dra. Rose Satiko Gitirana Hikiji (Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/USP); Suplente: Profa. Dra. Patrícia Pereira Pavesi (Universidade Federal do Espírito Santo/UFES); Suplente: Profa. Dra. Maria Laura Cavalcanti (Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia/IFCS/UFRJ). Eis o Resumo da Tese: Esta tese é uma etnografia sobre a produção de pessoas e objetos no mundo das promessas de Juazeiro do Norte. Aproximando-se do ciclo cerimonial e festivo das romarias através de suas imagens, a etnografia encontra a ‘promessa’ como o modo de conceituação comum para atividades aparentemente antitéticas permitindo, portanto, a reflexão dos rituais de promessas para além de uma prática de desobriga, mas como práticas generativas da produção de socialidade e de agenciamentos cosmológicos. Percebeu-se, assim, em analogia ao sistema das dádivas, que a intensidade com a qual o mundo artefato visual de Juazeiro é construído surge como um efeito das promessas em sua qualidade de trocas mediadas e não mediadas, pois o que se espera do contato entre pessoas, objetos e imagens é a influência direta entre mentes e corpos. Nesse sentido, a tese retoma a história do Padre Cícero, argumentando com dados etnográficos sua forma particular de instanciação na cosmologia católica. O poder das imagens é argumentado desde os primeiros usos da fotografia pelo próprio Padre Cícero que, de então, eclipsa este mundo fixando-se em ‘iconografia continente’. Desse modo, a observação participante foi direcionada para os espaços onde a presença do Padre se faz em relação aos objetos de promessa. Descobre-se, então, que o “presente” da promessa é a presença, a dádiva que a imagem permite; a eficácia que sua existência garante. Por fim, discutindo o estatuto destes objetos, classicamente apreendidos como ex-votos, a tese propõe outras aproximações conceituais capazes de dar relevo à criação, à individuação e a pessoalidade. Palavras-Chave: Etnografia. Imagem. Ritual. Noção de Pessoa. Cultura Material. Romaria. Juazeiro do Norte-CE. Nordeste.
Observações: O autor Thiago Zanotti Carminati, tendo sido aprovado em concurso para a área de Antropologia, na URCA, acaba de ser nomeado em ato do governador Camilo Santana e deverá assumir brevemente. Os que desejarem acessar o documento em pdf para sua leitura poderão ir para o link e fazer o dowload necessário, pois é seguro:
 
AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE
Como em meses anteriores estamos tomando os resultados disponíveis no site da Infraero para divulgar a performance do Aeroporto de Juazeiro do Norte, com respeito a movimentação de passageiros (embarcados e desembarcados, mensalmente e nos últimos doze meses), aeronaves (pousos e decolagens, nos mesmos períodos e cargas (movimentação que apenas iniciamos no fim do ano passado, e que deveremos apresentar mês a mês e proximamente o acumulado nos últimos doze meses). Observo que os dados de cargas são na unidade de quilograma. No geral, um pouco mais ocioso, face ao enceramento de alguns voos e a retirada de empresas, o Aeroporto continua exibindo a mesma performance que em meses anteriores. Nada há a ser observado senão as atenções que ultimamente vieram a conhecimento pelo noticiário dando conta dos impedimentos de algumas torres no espaço aéreo de influência do aeroporto que se espera sejam resolvidos a contento para que não haja impedimento na tramitação de um novo projeto de ampliação do nosso Aeroporto. Outro fato relevante é que parece estar interessando à Azul a retomada de um voo com o destino de Recife, fato lamentável acontecido no ano passado. No mais não há nenhuma novidade com respeito a novos voos ou outras operadoras no Aeroporto. Nos últimos 12 meses o número de usuários do Aeroporto atingiu cerca de 410.838 passageiros (embarcados/desembarcados)  em 7.165 operações de pouso/decolagem. Isto oferece uma média de ocupação da ordem de 57 passageiros/operação. Mas no mês de Janeiro houve uma pequena melhora neste desempenho,  elevando esta ocupação para 66 passageiros/operação.
 
 

 
 
 
 
 
 
 


















terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

BOA TARDE (I)
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
116: (07.02.2015) Boa Tarde para Você, Wilson Pereira

O tempo corre e em breves dias, a 11 de Maio, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos vai completar 163 anos, criada com a primeira linha telegráfica brasileira, no Departamento de Correios e Telégrafos, há 46 anos autarquia federal, hoje nomeada, simplesmente, como os Correios. Não vamos longe, historiando fatos, meu caro Wilson, senão atestando que é pouco provável que exista no conhecimento e no conceito do povo brasileiro uma instituição que goze de tanta credibilidade quanto esta que você serve com tal dedicação. Esse patrimônio inquestionável passa por gente como você, meu amigo, estimado carteiro sempre aguardado por esta nossa Rua São José, por ser parte deste exercido diário de mais de cento e vinte mil servidores dos Correios. É sempre muito gratificante, Wilson, encontrar em qualquer avenida, rua ou viela deste país alguém que se identifica visualmente pelo serviço que esta empresa se empenha em realizar em nome do desenvolvimento de nossa nação. Essa famosa credibilidade resiste aos temporais pelos quais já passaram greves, paralizações, e toda a sorte de reclamações partidas de seus usuários para se afirmar como algo que raramente a abalou. Não é que não haja um motivo só, pois você sabe, Wilson, que as queixas se acumulam em razão de prazos nas entregas de encomendas, de documentos, de mercadorias, extravios e erros nas entregas de correspondências, coisas referidas por todos nós. É intrigante saber que estes acontecimentos, que seguramente comprometem a qualidade e a eficiência dos serviços, parecem não afetar esta crença de que os Correios, apesar dos pesares, merecem a nossa fé e o nosso reconhecimento. Lembro, particularmente, o Sedex como um destes serviços, para encomendas expressas que devem chegar a destino seguro em pouquíssimo tempo, algo diferenciado da mais de uma centena de produtos oferecidos. Como se justifica que uma encomenda com esta tarifa, tão bem remunerada, possa demorar setenta e duas horas para ser entregue em Fortaleza, se há transporte rodoviário regular da Empresa, e de terceirizados, além da rota aérea? Não sei se você sabe, Wilson, mas ainda nos anos 60, um juazeirense empreendedor, criou o primeiro e bem referido serviço nacional de encomendas expressas, que eu usei muitas vezes para remeter documentos de Fortaleza para o Rio de Janeiro e não demorava mais que 24 horas. Mas, deixemos isto de lado, pois não lhe cumprimento nesta tarde, Wilson, para lhe fazer portador autorizado a reproduzir a minha queixa abusada nestas mal traçadas linhas. Exatamente porque eu nunca tardei em me associar a toda esta vontade do povo brasileiro em credenciar com respeito e reverência os serviços postais que utilizamos, mesmo nestes tempos de internet. E olha que poucos de nós sabemos o que há por trás de toda esta organização, como o seu Código de Ética, preconizando com grande transparência os seus princípios fundamentais, e as relações no ambiente de trabalho com os clientes, fornecedores, parceiros, governo, instituições, sociedade e concorrentes. Gostaria de me dirigir especialmente a você, Wilson, este caririense exemplar, carteiro de 25 anos de batente diário, exilado por longos anos na Paulicéia desvairada e que finalmente retornou à terra querida pela sonhada transferência. Para louvar esta sua dedicação aos Correios, esta fidelidade e este empenho, nem precisaríamos saber mais que duas ou três coisas a seu respeito. Fiel a esta vocação de serviço, você completou suas bodas de prata na Empresa, e ainda fez seus estudos universitários em Letras com habilitações em literatura brasileira, inglesa e espanhola. Sem dúvida alguma, Wilson, isto é parte surpreendente do perfil de um grande servidor que diariamente percorre a minha rua distribuindo simpatias e boas notícias guardadas em pequenos envelopes que nos chegam com a responsabilidade devida, como se ali tivesse ouro em pó.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 07.02.2015)

BOA TARDE (II)
117: (09.02.2015) Boa Tarde para Você, Elvis Pinheiro

Das gratas satisfações do ano passado, uma delas, Elvis, foi saber da sua existência, e mais que isto conhecê-lo, ainda que tão superficialmente, para saber da importância de sua completa dedicação à animação cultural deste nosso Cariri. Isso se faz presente entre nós, hoje com tanto vigor, porque você, um cinemeiro por vocação, de esmerado conhecimento e tanto gosto, assumiu para si esta tarefa de grande prazer em realizar pelo cinema, e em diversas salas dos espaços culturais da região, o fórum permanente que a arte sempre permite. Recebi na última, e tão privilegiada sessão de cinema, a 21ª edição, a mais recente de Sétima - Revista de Cinema, de cuja leitura isto me permitiu conhecer um pouco mais deste seu grande trabalho, por algo que a mídia sempre nos lembra de que é a maior diversão. Sem historiar, exatamente porque você, Elvis, deve saber da minha grande ignorância por seu itinerário, refiro-me ao que se programa entre este mês de fevereiro e o seguinte de março, como agenda de cinema alternativo que invade o Cariri e se afirma como dos seus melhores momentos. É necessário divulgar aqui, e insistir em tantas outras instâncias, o grande serviço que você promove, e com larga competência, entre as sessões do Cine Café, do Centro Cultural BNB Cariri, nas tardes de sábados. Mas, igualmente se deve dizer de quanto isto se apresenta tão diverso com o Cine Café Volante, em Nova Olinda, do Cinerama do SESC Crato, e do Cinetatógrapho do SESC Juazeiro, sem falar do Grupo de Estudos que se reúne neste último, para debater temas dos interesses desta sétima arte. Portanto, Elvis Pinheiro, tem o cumprimento desta tarde o dever de fazer a desnecessária louvação destes grandes méritos a alguém como você que por estudos, análises, planejamento e execução, nos conduz a uma permanente inserção ao grande valor do cinema e que foge, frequentemente, à massificação dos esquemas de exploração meramente comercial. Isto é importante para alargar o nosso conhecimento para além daquele vício que nos cativou ao consumo de Holywood, mercê do acordo comercial de Luiz Severiano Ribeiro e Harry Stone, e nos tirou por muitas décadas os olhares sobre o cinema do impressionismo francês, do expressionismo alemão, do surrealismo espanhol, do neorrealismo italiano, e das novas estéticas dos países emergentes, sobretudo os do Sudeste Asiático, da América do Sul e do Oriente Médio. De tudo quanto você tem realizado com grande esforço, mas também com a compreensão dos centros culturais e seu apoio financeiro, destaco a acolhida que permite a exibição de mostras as mais representativas, como esta que apenas se iniciou, em busca da Ditadura Militar Brasileira Revisitada, com a exibição de documentários e filmes de grande importância. A sua abertura com a exibição do extraordinário documentário, “O Dia que Durou 21 Anos”, mostrou para nós a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, desde 1962, do golpe de estado de 1964, e tudo o que de mais dramático aconteceu a esta nação até à sua redemocratização. Felizmente, o Cariri se abriga na sua competência para que o cinema seja para nós algo que permanentemente nos auxilia no exercício necessário da nossa crítica, da nossa própria formação cidadã, como agentes desta construção necessária que nos torna formadores de opinião. Desejo, em nome de todos, se assim não recorro ao excesso do voluntariado, para agradecer-lhe publicamente por tudo isto que você, Elvis Pinheiro, vem realizando pelo cinema alternativo no Cariri, oportunizando tantas exibições, debates e o nosso próprio crescimento. Permita-me que lhe diga que está sendo um grande prazer conhecê-lo ainda mais, para hoje continuar privando e usufruindo um pouco mais intimamente desta sua missão civilizadora, pois se não me fizer nenhuma censura, até diria que se você não existisse, seria necessário inventá-lo. Nós caririenses, sua plateia fiel e agradecida, estamos sempre ansiosos e atentos na expectativa do próximo espetáculo, na certeza de que este ainda não será a última sessão de cinema.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 09.02.2015)

MOSTRA A DITADURA REVISITADA
O Cinematógrapho (SESC, Juazeiro do Norte), com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, iniciou na semana passada a Mostra A Ditadura Militar Brasileira Revisitada, com a exibição do filme O Dia que Durou 21 Anos (Brasil, 2012). Na próxima quarta feira, dia 11, a Mostra exibirá o filme Hoje é dirigido por Tata Amaral (Brasil, 2011), com duração de 90 minutos. Elenco: Denise Fraga como Vera; César Troncoso como Luiz; João Baldasserini como Carregador  1; Pedro Abhull como Carregador 2;  Lorena Lobato como Síndica;  Cláudia Assunção como Antônia. Sinopse: Em 1998, Vera (Denise Fraga) está se mudando para um novo apartamento, na região central de São Paulo, que conseguiu comprar devido a uma indenização que ganhou do governo brasileiro em decorrência do assassinato do marido Luiz (César Troncoso). A perda de seu companheiro ocorreu na época em que ambos eram militantes contra a ditadura militar no Brasil e, enquanto a mudança ocorre, ela vê o fantasma de Luiz, fazendo com que se recorde das torturas sofridas por ambos na época do regime militar. Crítica: Foi curiosa - e acertada - a escolha do título do quarto longa metragem de Tata Amaral. Apesar de ser um filme sobre o passado, ou ao menos sobre o impacto deste na vida de uma mulher, o nome Hoje retratar bem a realidade de quem sofreu duramente nas mãos da ditadura. Ao contrário do que a Lei da Anistia e algumas correntes políticas nos querem fazer acreditar, o regime militar no Brasil não é uma página completamente virada em nossa história e as pessoas que sofreram diretamente através de tortura ou perda de parentes e amigos continuam muito marcadas por isso, por mais que já tenhamos mais de 20 anos de democracia. O "hoje" do título faz menção justamente à presença do passado no presente e são questões como estas que são a força da produção, que não se utiliza de técnicas de linguagem batidas como flash backs ou reconstituições. Reflexões sobre indenização monetária para pessoas que sofreram com a ditadura e sobre a ausência de punição para os torturadores estão em foco no longa, transformando-o em algo que merece ser conferido. Alguns problemas claros no desenvolvimento comprometem, principalmente na tentativa de investir em um ministério cuja a solução é óbvia desde o primeiro segundo em que o personagem aparece em cena, mas ainda assim a fotografia excelente de Jacob Solitrenick (em especial na bela tomada final) e a trilha contida de Livio Tragtenberg ajudam a manter os expectador preso do filme.  O mesmo pode ser dito com relação às atuações de Denise Fraga e César Trancoso. Conhecida por papéis cômicos em produções como O Auto da Compadecida e Como Fazer um Filme de Amor, Fraga reforça com sua performance em Hoje que está muito longe de ser uma atriz de um só gênero. Em seu papel mais intenso e dramático, ela se entrega a uma personagem que não necessariamente irá conquistar o público, mas que provavelmente despertará muito interesse e curiosidade. Marcado pela atuação em O Banheiro do Papa, o uruguaio César Trancoso também faz bonito, embora seu papel seja menos significativo. O ator, que parece em lua de mel com o cinema brasileiro e já está confirmado em novas produções como Faroeste Caboclo e Circular, é um dos nomes mais talentosos do cinema latino-americano e só colabora para aumentar a qualidade do longa de Tata Amaral. Hoje é uma adaptação do livro "Prova Contrária", de Fernando Bonassi, mas curiosamente o roteirista Jean-Claude Bernardet não leu a obra literária para escrever o filme. Ele preferiu levar para as telas as impressões passadas pela cineasta, o que mostra que a trabalho de Amaral vai bem além de apenas sentar na cadeira de diretora, sendo responsável direta pela concepção da ideia inicial. Rubens Rewald e Felipe Sholl aparecem como co-roteiristas. Contando com sequências bem originais, em especial àquelas que utilizam-se da projeção para interagir com o que está sendo dito ou lido pelos personagens - algo confessadamente inspirado no curta Superbarroco, de Renata Pinheiro -, o longa é passado inteiramente em um apartamento, lembrando um pouco Cabra Cega, que também aborda a questão da ditadura. Em alguns momentos parece teatral demais, mas nunca banal. (Lucas Salgado, http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202661/criticas-adorocinema/)
A mostra estará acontecendo sempre às 4as feiras, às 19 horas, no SESC Juazeiro do Norte-CE, com entrada gratuita. A abertura da Mostra contou com um bom público e ao final da exibição aconteceu um momento de reflexão e de debate sobre o documentário. Este fato se repetirá a cada nova apresentação.

REQUERIMENTO
João Borges (Foto de Beto Fernandes
Blog de Juazeiro)
No dia de hoje o vereador João Alberto Morais Borges estará protocolando na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte o seguinbte requerimento dirigido ao sr. Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte: Ao Senhor Prefeito Municipal, Raimundo Antônio de Macêdo. Venho, respeitosamente, através do presente requerer de Vossa Excelência a implantação de um programa de leitura nas bibliotecas e escolas públicas da rede municipal de Juazeiro do Norte. O ensino da cultura e da história dos municípios e do Estado Ceará nas escolas é obrigatório. Entretanto, os livros didáticos adotados nas escolas do Nordeste cumprem diretrizes dos Parâmetros Curriculares do MEC - Ministério da Educação e são, na quase totalidade, livros produzidos por autores e editoras do Sul e do Sudeste contemplando temáticas nacionais e internacionais, conforme estejam voltados para a História ou a Geografia Mundial ou do Brasil, não descendo a detalhes fundamentais para a compreensão do aluno, em relação ao chão onde pisa. Estes livros, mesmo sendo de grande importância não contribuem para o conhecimento local em si, tampouco para a conexão dos fatos históricos ou da Geografia, bem como da Economia e da Cultura de Juazeiro do Norte com os conteúdos disponíveis nestes livros adotados, criando-se um clima de desconhecimento e de alienação da realidade local, não contribuindo para o saber nem para a autoestima do aluno. Sugerimos que este programa comece pela aquisição dos seguintes títulos voltados para o conhecimento da história, da geografia, da cultura e da economia do município de Juazeiro do Norte e região, a saber: 01. Pedro Bandeira do Juazeiro – Org. Lucinda Marques; 02. O Nordeste nas Canções de Luiz Gonzaga – Adelson Viana et alli; 03. Patriarca do Juazeiro – Mons. Azarias Sobreira; 04. História da Independência de Juazeiro do Norte – Daniel Walker; 05. Milagres de Joaseiro – Ralph Della Cava; 06. Antes Qu’eu me Esqueça (Volumes 1, 2, 3, 4, 5 e 6) – Renato Casimiro; 07. Padre Cícero do Juazeiro (Antologia) – Raimundo Araújo; 08. Pe. Cícero, por ele mesmo – Ana Tereza Guimarães e Anne Dumoulin; 09. Padre Cícero, entre rumores e verdades – Paulo Machado; 10. Caminhadas com o Padre Cícero – Geraldo Menezes Barbosa. Acrescento a importância de adquirir para cada biblioteca pública ou escolar de Juazeiro do Norte uma coleção com os principais títulos de Literatura de Cordel sobre Juazeiro do Norte, sejam folhetos e romances clássicos, históricos sejam títulos atuais, valorizando assim a tradição de juazeiro como principal centro de produção e difusão desta importante expressão da poesia nordestina, desde a importante contribuição do empreendedor poeta e editor José Bernardo. Para que surta o efeito desejado dos pontos de vista cultural, pedagógico e didático sugerimos que sejam adquiridos pelo menos dez volumes de cada um destes títulos para cada biblioteca pública e/ou escola pública municipal e pelo menos um kit com os dez livros para cada professor da Rede Municipal de Ensino. Para coroar de êxito o tão auspicioso programa educativo-cultural sugerimos que a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte realize um seminário de capacitação dos professores com autores e editores destes livros citados para que nossos mestres fiquem devidamente habilitados a repassarem estes conteúdos nas suas salas de aula. Na certeza do bom acolhimento, fico no aguardo da vossa decisão. Nestes Termos, Pede Deferimento. Juazeiro do Norte, 09 de Fevereiro de 2015. João Alberto Morais Borges, Vereador.

 

sábado, 7 de fevereiro de 2015



OUVIDOR GERAL DO JUDICIÁRIO
O desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, integrante da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), assumiu as atribuições de ouvidor-geral do Judiciário estadual para o biênio 2015-2017. A solenidade de posse ocorreu nesta terça-feira (03/02), na Presidência do Tribunal. A designação do desembargador Raimundo Nonato foi aprovada pelo Órgão Especial durante reunião realizada no dia 29 de janeiro. O magistrado substitui a desembargadora Maria Edna Martins, que exercia as funções desde julho de 2014. O novo ouvidor anunciou dois grandes desafios: “uma Ouvidoria proativa, com atuação no Fórum da Capital e nos fóruns das comarcas do interior, e uma Ouvidoria de gestão, identificando os problemas e as deficiências dos juízes de 1º Grau de jurisdição, para, em seguida, buscar soluções junto à Presidência”. A Ouvidoria, segundo o desembargador, realizará um trabalho de apoio ao descongestionamento dos processos acumulados no 1º Grau. O magistrado também defende a interiorização das ações, mediante a criação de quatro polos regionais. Para a presidente do TJCE, desembargadora Maria Iracema Martins do Vale, o desembargador Raimundo Nonato, “que realizou brilhante trabalho como ouvidor do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, certamente empenhará com o mesmo afinco sua missão como ouvidor-geral do Judiciário cearense”. Prestigiaram a solenidade os desembargadores Teodoro Silva Santos, Carlos Alberto Mendes Forte, Francisco Barbosa Filho, Paulo Francisco Banhos Ponte, Francisco Gladyson Pontes, Paulo Aírton Albuquerque Filho, José Tarcílio Souza da Silva, Haroldo Correia de Oliveira Máximo, Inácio de Alencar Cortez Neto e a ex-ouvidora-geral, desembargadora Maria Edna Martins. ATRIBUIÇÕES: A Ouvidoria Geral é um canal direto de comunicação entre a sociedade e o Poder Judiciário, que visa garantir um relacionamento democrático entre o Poder e a população e sugere medidas de aprimoramento da prestação de serviços jurisdicionais. Também tem competência para diligenciar, perante os diversos órgãos do Poder Judiciário, as reclamações, informações e sugestões dos cidadãos, identificando causas e buscando soluções. No período de janeiro a dezembro de 2014, a Ouvidoria recebeu 4.282 manifestações, sendo 97% delas por e-mail. O órgão está localizado no 2º andar do Palácio da Justiça, no Cambeba. Junto à Ouvidoria também funciona o Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), instituído pela Portaria nº 980/2012, cuja competência remete à Lei de Acesso a Informação (Lei nº 12.527/2011). PERFIL: Raimundo Nonato Silva Santos nasceu em Juazeiro do Norte, a 535 km de Fortaleza. Ingressou na magistratura em 1992, como juiz substituto da Comarca de Jaguaretama. Atuou ainda nas Comarcas de Russas e Sobral, sendo promovido para Fortaleza, em 1997, por merecimento. Na Capital, iniciou na 2ª Vara do Júri, sendo transferido no ano seguinte para 26ª Vara Cível. Também presidiu junta eleitoral e atuou como juiz auxiliar da Diretoria do Fórum Clóvis Beviláqua. Tomou posse como desembargador em 26 de julho de 2013.

PADRE CÍCERO & UNIÃO DOS PALMARES
A procissão da padroeira de União dos Palmares, Santa Maria Madalena, reuniu no final da tarde desta segunda-feira, 2, mais de 30 mil fiéis. A festa que completou 180 anos, dura onze dias e nesse período são realizadas procissões, missas e uma vasta programação cultural. No dia 2 de fevereiro, dia consagrado a padroeira, milhares de pessoas se reúnem para homenagear Santa Maria Madalena. Durante a manhã, foi celebrada uma missa solene na Igreja Matriz, presidida pelo Arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz e padres convidados. Antes da procissão, os fiéis se concentravam na Praça Basiliano Sarmento. Muitos usavam roupas brancas e pretas, alguns estavam descalços, vestidos de freira, além de outras formas de pagar as graças alcançadas junto à padroeira. O momento mais esperado é à saída da procissão. A emoção era visível nos olhos das pessoas que esperam o ano todo para agradecer e fazer pedidos de oração. Esse ano dezenove charolas percorreram as principais ruas da cidade, durante uma hora e meia. Pelo segundo ano a imagem do Padre Cícero, considerado o padroeiro do Nordeste, mas ainda não reconhecido santo pelo Vaticano, participou da procissão. Os devotos estavam com chapéus de palha e camisas com a imagem do padre, que foi bastante ovacionado pelas pessoas.  Diversas autoridades participaram do evento, o Prefeito do Município, Beto Baía, esteve na procissão ao lado da sua esposa, Conceição Baía, seu irmão Eduardo Baía e a secretária de Assistência Social, Rita Baía. O vereador Bruno Praxedes, também participou do ato religioso, ao lado da família. Para o Prefeito Beto Baia, esse momento representa a renovação da fé de milhares de palmarinos. “A festa de Santa Maria Madalena é um momento único, onde as pessoas se voltam à padroeira para agradecer e fazer pedidos de bênçãos para todo o ano”, disse. Na noite do dia 2, uma grande queima de fogos de artifício e os shows das bandas Conexão Latina e Forró Cheia de Charme, encerraram a Festa na Praça Basiliano Sarmento. Na terça-feira, 3, aconteceu a procissão de descerramento da bandeira, que esteve durante toda a festa hasteada no mastro. O evento iniciou-se às 20 horas, saindo da Praça Basiliano Sarmento em direção a Casa Paroquial.
(João Paulo Farias, texto-fotos, especial para a Tribuna União)

MOSTRA A DITADURA REVISITADA
O Cinematógrapho (SESC, Juazeiro do Norte), com curadoria e mediação de Elvis Pinheiro, iniciou ontem a Mostra A Ditadura Militar Brasileira Revisitada, com a exibição do filme O Dia que Durou 21 Anos (Brasil, 2012), Direção e roteiro de Camilo Tavares, com duração de 77 minutos. O Dia que Durou 21 Anos é um documentário brasileiro, dirigido por Camilo Galli Tavares (Cidade do México, 1971), sobre a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, desde 1962, do golpe de estado de 1964, no Brasil. O filme tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação, 15 presos políticos são soltos e posteriormente banidos do país. Um deles, o jornalista Flávio Tavares, 27 meses depois de se radicar na Cidade do México, seria pai de Camilo, o cineasta cujo nome é uma homenagem ao padre católico e guerrilheiro colombiano Camilo Torres, morto em 1966. O Dia que Durou 21 Anos produzido pela PEQUI FILMES estreou nos cinemas brasileiros em 29 de março de 2013 e teve também uma versão para televisão, exibida anteriormente, dividida em três episódios de 26 minutos cada. A mostra estará acontecendo sempre às 4as feiras, às 19 horas, no SESC Juazeiro do Norte-CE, com entrada gratuita. A abertura da Mostra contou com um bom público e ao final da exibição aconteceu um momento de reflexão e de debate sobre o documentário. Este fato se repetirá a cada nova apresentação.


CINE CAFÉ NO CCBNB
Sábado, 07.02, às 17:30 horas no Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil, o Cine Café estará exibindo o filme O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the lamb) (USA, 1991). Ele é um filme do gênero suspense, dirigido por Jonathan Demme. Elenco: Jodie Foster como Clarice Starling; Anthony Hopkins como Dr. Hannibal Lecter; Scott Glenn como Jack Crawford; Ted Levine como Jame "Buffalo Bill" Gumb; Anthony Heald como Dr. Frederick Chilton; Brooke Smith como Catherine Martin; Kasi Lemmons como Ardelia Mapp; Frankie Faison como Barney Matthews; Diane Baker como Senadora Ruth Martin; Tracey Walter como Lamar; Charles Napier como Tenente Boyle; Danny Darst como Sargento Tate; Ales Coleman como Sargento Jim Pembry; Dan Butler como Roden; Paul Lazar como Pilcher; Ron Vawter como Paul Krendler; Roger Corman como Diretor do FBI Hayden Burke; George A. Romero Agente do FBI lotado em Menphis ( não creditado); Chris Isaak como Comandante da SWAT; Harry Northup como Sr. Bimmel; Masha Skorobogatov como jovem Clarice Starling. Sinopse: Clarice Starling é uma jovem agente do FBI escalada para entrevistar um criminoso terrível, inteligente e violento, com a intenção de capturar um assassino em série que está solto, matando mulheres. Como elemento de ligação entre os crimes, apenas uma inusitada pista: casulos de uma mariposa tropical eram encontrados no interior dos corpos das vítimas. O assassino sequestra a filha de uma senadora, Ruth Martin e, com isso, todo o aparato policial é mobilizado para sua captura. Para fazer o perfil psicológico do seqüestrador, Clarice serve-se de um sociopata, Hannibal Lecter, condenado à prisão perpétua por nove assassinatos e detido há mais de oito anos. Tem início um jogo de pistas e enigmas que elevam a tensão do filme, onde Hannibal, um ex-psiquiatra que se tornara canibal, consegue engendrar uma espetacular fuga. O seqüestrador é um transexual que, insatisfeito com sua forma física, planeja construir para si uma segunda pele feminina, servindo-se das peles de suas vítimas. Sua última vítima era justamente a filha da senadora, que é aprisionada num poço aberto no porão de uma velha casa. Seguindo as pistas do psiquiatra-canibal, Clarice passa a concentrar suas investigações na primeira vítima do serial-killer: aquela que despertara sua cobiça deveria viver próximo a ele. Com isso, ela descobre a residência atual de um ex-vizinho dessa vítima e, já indo embora, vê uma mariposa exótica voando no interior da residência, indicando ser aquele o verdadeiro homicida. Tem início uma das seqüências mais tensas do cinema, que ocorre na escuridão dos porões da casa do assassino. O filme encerra, com a cena de Hannibal Lecter livre, nas ruas do Haiti, indo atrás do Dr. Chilton, o diretor do seu antigo sanatório. Crítica: As complexidades do Hannibal Lecter tornam o filme atraente e perturbador. Dirigido por Jonathan Demme mesmo diretor de “Filadélfia (1993)” que faz uma participação especial no longa que conta com mais duas “pontas” de dois cineastas célebres do gênero “terror”, Roger Corman e George A. Romero. O longa “O Silêncio dos Inocentes” conta duas historias paralelas a de Buffalo Bill um serial killer que sequestra mulheres e tira sua pele e a principal do Dr. Lecter um psicopata brilhantemente interpretado por Anthony Hopkins “Encontro marcado (1998)” “O Ritual (2011)” e “Hitchcock (2012)”, socialmente Lecter é um psiquiatra de origens obscuras, extremamente competente, mas temido por sua aguda inteligência e capacidade de manipulação, somado a uma perigosa união com seus desejos canibais, a trama gira em torno da Clarice Starling vivida por Jodie Foster, uma promissora estudante da academia do FBI que busca seu espaço, para resolver o caso que a traria carreira promissora, a prisão do serial killer Buffalo Bill, ela procura ajuda de outro assassino Dr. Lecter que esta em uma prisão de segurança máxima. A interpretação única de Hannibal Lecter que soa perigosa e agradável ao mesmo tempo, trás para o espectador e para Clarice várias formas de admiração que podem ser perturbadoras tratando-se de um psicopata canibal, todos os diálogos inteligentes e sutilezas do personagem principal trocados com a agente do FBI Sta. Starling fazem um suspense e apreensão que são passados ao público o que torna tudo interessante, diálogos com duplos sentidos e enredo bem detalhado e decorrido sem complicações fazem o filme memorável e premiado, “The Silence of the Lambs” recebeu cinco Oscars, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Anthony Hopkins), Melhor Atriz (Jodie Foster) e Melhor Roteiro Adaptado, além de outros prêmios, apesar de ser o segundo filme do personagem, tendo ainda, mais três continuações, este é o filme que mais recebeu criticas positivas e sucesso, um filme que deve ser visto e aclamado.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015



BOA TARDE
Dou continuidade à publicação nesta página das pequenas crônicas que estão sendo lidas no Jornal da Tarde (FM Rádio Padre Cícero, 104,9 de Juazeiro do Norte) nos dias de segundas, quartas e sextas feiras, sob o título Boa Tarde para Você.
115: (02.02.2015) Boa Tarde para Você, Mário Bem Filho
Não devo lamentar que a vida que se vive nos vem impondo os vexames destes modismos que por vezes nos deixam, uns frente aos outros, com um mundo inteiro a se descobrir nestas amizades e preferimos ficar digitando sílabas nos celulares, por whats app e facebook. Permitam-me que lhes diga que isto deve ser coisa que se supera facilmente, sempre que encontramos um velho amigo e se pode, mesmo que por instantes efêmeros, debulhar uma boa conversa, aos sabores de boas notícias, aos tons de bom humor e aos prazeres de amizade fraterna. Com você, Mário Bem, a cada novo encontro, tenho esta satisfação renovada ao saber que você está sempre impaciente e motivado por algo que nos surpreende e mais nos faz admirá-lo. Acho que pelos anos sempre foi assim, desde 1999 quando você me trouxe ainda tímido, mas com grande prestigio pela serventia da produção, aquela primeira edição do livro “Juazeiro do Norte, seu Espaço Físico”, marca indelével das suas habilidades de engenheiro e urbanista. Depois as safras se sucederam, como no ano seguinte, com as gratificantes colheitas dos dois densos volumes, em parceria com Raimundo Araújo, sobre os “Dados Biográficos dos Homenageados em Logradouros Públicos de Juazeiro do Norte”. A seguir vieram também, em 2002 e 2003, respectivamente, o volume sobre a “Formação Religiosa de Juazeiro do Norte”, e o que trata da “Origem e Formação das Famílias Couto e Bem”. Pelo meio deste percurso, Mário, eu fui acompanhando as sucessivas edições da bem elaborada Planta da Cidade de Juazeiro do Norte e as bem vindas e impostas reedições ampliadas e revisadas da primeira obra, sempre inacabada, sobre esta cidade que, enfim, também aos seus olhos, não pára de crescer. Em 2013 eu recebi da sua dedicação e gentileza o volumoso e belíssimo trabalho sobre “O Legado do Casal Mário da Silva Bem e Maria Neli Couto Bem”, uma obra primorosa pelo farto documentário genealógico e fotográfico, o mais autêntico memorial de sua família. Noutro dia aqui em casa, arrumando a estante encontrei estes livros agrupados e pareceu-me estar ali a indagação, o que é que você, Mário, estará novamente aprontando em silêncio? E aí, Mário, você me diz que muito em breve vamos conhecer, em novo livro, o perfil extraordinário de um homem que também marcou substancialmente a minha vida, o médico Possidônio da Silva Bem. E tudo se inicia porque nasci sendo seu vizinho, tendo sido seu paciente desde o parto de minha mãe, meu padrinho, junto com dona Bernadete, na confirmação do Crisma e uma personalidade fascinante, como cidadão, profissional médico, político e homem público e um intelectual de grande envergadura. Bem imagino, Mário, como você está se vendo nesta empreitada, diante do maravilhoso itinerário biográfico deste homem íntegro, cujas reverências de seus contemporâneos, se fizeram justas e prontas, felizmente, para homenageá-lo ainda em vida. No tempo das Interventorias, Possidônio assumiu entre 1943 e 1945 este cargo em nosso município, e do seu caráter não poderemos deixar de referir que ele, sem fazer tipo, encarou a desmistificação da assertiva segundo a qual “para ser honesto, é preciso nunca ser político”. Não vou lhe falar mais qualquer coisa deste seu homenageado para não ser deselegante ao tempo que pareço tomar-lhe o chapéu para fazer a gentileza. Quero apenas dizer que estou feliz, meu caro Mário, por esta sua escolha e no que, certamente, em breve vamos ler, pois nossas vidas jamais deixarão de ser balizadas por grandes e dignos exemplos dentre aqueles que nos precederam, como este de Possidônio da Silva, por todo o Bem que, literalmente, fez a esta nossa querida e amada terra.
(Crônica lida durante o Jornal da Tarde, da FM Padre Cícero, Juazeiro do Norte, em 02.02.2015)

CINE ELDORADO
O Cine Eldorado (Rua Pe. Cícero, em frente ao Museu Pe. Murilo de Sá Barreto) exibe nesta sexta feira, dia 6, às 20 horas, o filme Sedição de Juazeiro. Sinopse: Sedição de Juazeiro foi um confronto ocorrido em 1914 entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência de poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX. Ocorreu no sertão do Cariri, interior do Ceará, e centralizou-se em torno da liderança do padre Cícero Romão Batista. Equipe técnica: Direção (DANIEL ABREU); Produção (DANIEL ABREU E JEANNE FEIJÃO); Roteiro (Jonasluis DA SILVA, De Icapuí); Especialista Consultado (RENATO CASIMIRO); Produtor Associado (Aderbal Nogueira, JLScomunicação E Editora LTDA.); Produção Executiva (Angela Tavares, Marina Abifadel, José Liberato Barrozo Filho); Produtor De Elenco (Aldo Anísio); Assistente De Direção (Rafael Bruno Diogo E Camilo Vidal); Assistente De Produção (Amanda Katiele E Igor Diogo); Montagem (Daniel Abreu e Camilo Vidal); Direção De Arte (Jeanne Feijão); Efeitos Visuais (Daniel Abreu); Maquilagem (Kleide O. Melo); Cameraman (Egídio Vieira e Marcio Santos); Som (Rômulo Lima); Still (Aderbal Nogueira); Trilha Sonora (MV Estudios Moisés Veloso); Making Of (Péricles Tavares); Realização (APEC Associação de Estudos e Pesquisas Técnico Científico); Apoio Acadêmico (FGF Faculdade Integrada da Grande Fortaleza). Maiores informações em: www.sedicaodejuazeiro.blogspot.com/, incluindo um trailer do filme (https://www.youtube.com/watch?v=rY9wCqSQU1kE) e uma entrevista na Tv Verdes Mares Cariri, da qual participaram o roteirista jonasluis DA SILVA, de Icapuí, e os atores Ary Sherlock (Padre Cícero) e Magno Carvalho (Dr. Floro Bartholomeu).
DIÁLOGOS CULTURAIS
Lotando o auditório da Escola Profissional Violeta Arraes, no Crato, o projeto “Diálogos Culturais”, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, promoveu na noite desta segunda-feira, 2/2, um grande debate com representantes das diversas linguagens artísticas e de vários municípios do Cariri. O secretário Guilherme Sampaio, integrantes da equipe da Secult e artistas, produtores, técnicos, gestores, educadores, formuladores e articuladores do setor cultural discutiram propostas, ações e diretrizes para o setor. O compromisso do Governo do Estado de ampliar o orçamento da Secult para o equivalente a 1,5% do orçamento estadual geral, ao fim de quatro anos, e de fortalecer as ações no Interior foi destacado pelo secretário. O próximo encontro “Diálogos Culturais” acontece nesta quarta-feira, 4/2, às 17h, na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. "Avaliamos de forma muito positiva a participação, no encontro de hoje no Cariri, dos envolvidos com a produção cultural e de representantes de diferentes setores, com muitas e qualificadas propostas", destacou o secretário Guilherme Sampaio, ressaltando que, após as primeiras edições no Crato e em Fortaleza, o “Diálogos Culturais” seguirá como um programa permanente, de promoção de diálogo direto entre a Secult e os cidadãos, tanto de forma presencial quanto através da Internet. O secretário enfatizou que a decisão de realizar em um município do Interior do Estado o primeiro grande encontro de interlocução da nova gestão da Secult com os diversos segmentos interessados nas políticas de cultura é um exemplo prático e simbólico do compromisso da Secretaria em ampliar as ações no Interior. “Esse compromisso está expresso no plano de governo, definido pelo governador Camilo Santana após amplo debate com vários setores da sociedade, e norteará as políticas e ações da Secult, de várias formas. Desde este primeiro encontro acontecendo no Cariri até compromissos como a construção, no Interior, de quatro centros culturais e de 13 escolas profissionalizantes de caráter cultural”, detalhou Guilherme Sampaio. A realização do “Diálogos Culturais” no Cariri foi precedida de uma reunião do secretário Guilherme Sampaio com secretários de Cultura de 13 municípios da região. “Este foi um primeiro momento de contato com os secretários municipais de Cultura, que são essenciais para que se cumpra o objetivo estabelecido pelo governador Camilo Santana e presente no plano de governo, de reforçar as políticas públicas para a cultura no Interior e de ter a cultura como eixo de desenvolvimento do nosso Estado”,frisou Guilherme, realizando um breve resumo de sua trajetória e das primeiras diretrizes para a gestão da Secult. O secretário também participou, nesta segunda-feira, de reuniões com os prefeitos de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, do Crato, Ronaldo Sampaio, e de Barbalha, José Leite. Entre os participantes do "Diálogos" no Crato que se manifestaram publicamente durante a reunião, fazendo perguntas, críticas, comentários e sugestões, estão Allemberg Quindins (um dos fundadores da ONG Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri), Cacá Araújo (ator e diretor), Jefferson Albuquerque Jr. (cineasta e produtor). Também participaram Beth Fernandes (produtora cultural), Francioli Luciano (ator e radialista), Geraldo Sinésio (produtor cultural) e os mestres da cultura tradicional popular Cirilo e Raimundo Aniceto, entre vários outros, no encontro que, diante do entusiasmo e da intensidade das participações, começou pouco depois das 17h, com apresentação da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, e se estendeu até mais de 21h. Entre outros compromissos destacados pelo secretário ao longo dos primeiros 30 dias de trabalho estão a ampliação gradativa do orçamento da Secult, com a meta de chegar ao equivalente a 1,5% do orçamento do Governo do Estado em 2018, a realização do primeiro concurso público da história da Secretaria, a retomada das atividades regulares do Cine-teatro São Luiz e o início das obras de reforma geral da Biblioteca Pública Menezes Pimentel. A afirmação da riqueza da cultura cearense e a conscientização quanto a seu potencial estratégico para o desenvolvimento do Estado são ressaltadas como diretrizes para a gestão, assim como o objetivo de manter permanente diálogo com todos os setores para construir, de forma conjunta, o fortalecimento das políticas e ações ligadas à arte e à cultura.